sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Vem confusão no combate ao crack – Futuro ministro da Saúde é adversário ferrenho das comunidades terapêuticas, apoiadas por Dilma

31/01/2014
às 16:01

O famoso plano da presidente Dilma de combate ao crack nunca saiu do papel. E as coisas vão piorar um pouco. Podem apostar. Arthur Chioro, futuro ministro da Saúde, é um conhecido militante, digamos, “antimanicomial” e adversário ferrenho das comunidades terapêuticas, que a própria Dilma chegou a considerar aliadas preferenciais no combate ao crack. A militância antimanicomial, como se sabe, resultou, entre outros desastres, na quase ausência de leitos psiquiátricos no Brasil — que tem 0,15 leito por mil habitantes. Os ricos têm onde internar seus dependentes e seus doentes mentais. Os pobres que se danem.

Em vídeo  Chioro não só diz que não adotará as comunidades terapêuticas como se orgulha de ter fechado algumas. Ele gosta de uma coisa chamada “República Terapêutica”.

Aos 6min38s, ele anuncia o seu “compromisso com a reforma psiquiátrica”, emendando o discurso bem arranjadinho da militância antimanicomial: “Acreditando, antes de tudo, que a liberdade é terapêutica, é possível construir uma rede que prescinda das comunidades terapêuticas, prescinda dos hospitais psiquiátricos, do manicômio, e possa cuidar em liberdade, cuidar com dignidade, cuidar respeitando os direitos humanos, cuidar trazendo o problema do álcool e das drogas como um problema da comunidade, e não um problema que se resolve com exclusão, com repressão e sem perspectiva de vida”.

Foi assim, com esse raciocínio, que tem muita ideologia e pouca técnica, que os pobres ficaram sem ter onde colocar seus doentes e seus viciados.

O que disse Dilma

Esse é o ministro que Dilma nomeou por ordem de Lula e vontade de Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo. Agora vamos ver o que disse a própria presidente ao lançar o seu programa anticrack. Ela se refere às comunidades terapêuticas a partir dos 11min40s.

Transcrevo:

“Ao mesmo tempo, nós temos de reconhecer que, ao longo dos tempos, as comunidades, as chamadas comunidades terapêuticas, as outras instituições da sociedade, o chamado terceiro setor investiu dedicação, carinho, generosidade, tentativa e erro nesse processo de acolhimento. Acredito que nós vamos ter de tratar de forma diferenciada os diferentes processos de acolhimento. E isso é muito importante.”

Em outro vídeo, Dilma recebe os representantes das comunidades terapêuticas

Encerro
Vem coisa por aí. O tom de Chioro é o de alguém treinado no proselitismo político. A política de combate ao crack da presidente Dilma encontra, na verdade, a sua mais completa tradução na Cracolândia, que apelidei de Haddadolândia. E isso tendo um ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que não é um militante contrário às comunidades. Chioro é. Dá para imaginar para onde caminha a coisa.

 
Seguindo apenas a lógica, o que se pode antever é a multiplicação, Brasil afora, das “haddadolândias”…
Por Reinaldo Azevedo

Mas as preocupações da oposição e do país deveriam ir muito além da conta do bacalhau e do vinho.

31/01/2014 às 14:25 \ Opinião

‘Além de bacalhau & vinho’, por Sandro Vaia

Publicado no Blog do Noblat

SANDRO VAIA

Então ficamos assim: a presidente come o que quiser, no restaurante que quiser, porque ela paga a conta. E pronto.

A comitiva dela pode sair da Suíça e ir para Cuba com uma ligeira paradinha em Lisboa porque o avião não tem autonomia de voo e precisava abastecer.

Enquanto o avião abastece e a comitiva presidencial tem todo direito de alugar as suítes que quiser, no hotel que quiser, pagar as diárias que quiser.

Enfim, a comitiva presidencial tem o direito de fazer o que quiser, inclusive o de mentir e de dizer que a escala foi improvisada, embora o governo português jure que tinha sido informado dois dias antes.

A oposição, como não podia deixar de ser, fez praça de mais essa vistosa aventura governamental, e encaminhou um pedido à Procuradoria Geral da República para que a escala fosse investigada.

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República não se sente habilitada a investigar essa tal de escala secreta ─ tão secreta que até as fotos do chef do restaurante lisboeta com a presidente foram publicadas em todos os jornais ─ e daqui a alguns dias ninguém lembra mais de nada.

No Brasil há uma extraordinária vocação para magnificar a banalidade ao mesmo tempo em que se banaliza aquilo que talvez devesse se magnificar.

Enquanto se discute se a escala foi secreta ou não, se a presidente pagou ou não pagou a conta do restaurante, se as diárias do hotel foram ou não abusivas, a presidente chegou tranquilamente a Cuba, entregou o porto novo financiado com dinheiro brasileiro, e posou para fotos carinhosas com o vovô ditador aposentado mais longevo do planeta.

Já que se trata, aparentemente, de exigir um pouco mais de transparência, talvez fosse mais útil, em vez de pedir à PGR que investigue a escala do avião, o menu do restaurante, as diárias do hotel e quem pagou a conta, que a oposição conseguisse explicações claras sobre as condições de financiamento do porto de Mariel, sobre o projeto da Zona Especial de Comércio que o governo cubano pretende implantar lá, e quais vantagens o Brasil pretende tirar disso.

O governo poderia aproveitar também para deixar claro porque o dinheiro que está sendo gasto lá não é o mesmo que faz falta na melhoria da nossa infraestrutura portuária, rodoviária e aeroviária. Se não é falta de dinheiro, é falta do que? De vontade? De competência?

E já que se trata de deixar as coisas claras, porque não aproveitar para pedir explicações também sobre os detalhes do contrato de prestação de serviços que o Brasil assinou com Cuba para a importação da mão de obra de médicos, e se as leis trabalhistas do país estão ou não sendo desrespeitadas por ele.

Enfim, saber que Dilma paga as suas próprias contas no restaurante pode ser muito tranquilizador, mas as preocupações da oposição e do país deveriam ir muito além da conta do bacalhau e do vinho.

Máquinas de produzir cadáveres

31/01/2014
às 17:01

O Distrito Federal entregue ao crime. Ou: Os reiterados desastres dos governos petistas na segurança pública. Ou: Máquinas de produzir cadáveres

Agnelo Queiroz: incompetência comprovada também na segurança pública

Agnelo Queiroz: incompetência comprovada também na segurança pública

Os governos petistas são notavelmente incompetentes em várias áreas, mas em nenhuma eles conseguem ser tão ruins como na segurança pública. Atenção! O Distrito Federal tem a renda per capita mais alta do país. 

O Distrito Federal tem a Polícia Militar mais bem paga do país — salário médio de R$ 4.300. O Distrito Federal tem o maior número de policiais militares por habitante: 1 para cada 168. Não obstante, a região vive um impressionante surto de violência. 

Os roubos cresceram 22% nos últimos dois anos. Os homicídios, em janeiro, tiveram um aumento de 41% em relação a igual mês de 2013. Desde o fim do ano passado, a PM realiza o que se chama “Operação Tartaruga” — que é, assim, trabalhar com vagar, com moleza. Pedem aumento de salário e mudança no plano e carreira. Os crimes explodiram.

Debaixo do nariz de José Eduardo Cardozo, aquele que gosta de vir dar pitaco na polícia de São Paulo.

Debaixo do nariz de Maria do Rosário, aquela que gosta de emitir notas marotas quando chama de homicídio um suicídio acontecido em São Paulo.

Debaixo do nariz de Dilma Rousseff, aquela que disse esperar explicações sobre suposta ação injustificada da PM de São Paulo — que, na verdade, era a vítima.

Vamos botar números nessa história. Segundo o Anuário de Segurança Pública, o Distrito Federal teve, em 2012, uma taxa de 32,1 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) por 100 mil habitantes, quase três vezes a de São Paulo, que tem menos policiais por habitantes, cuja polícia ganha bem menos e com renda per capita inferior. 

Os CVLI incluem homicídios dolosos e latrocínios. Sem dúvida, uma polícia bem paga é importante para garantir a segurança pública — mas, sem competência, é inútil. Sem dúvida, uma renda per capita elevada pode contribuir para diminuir certos crimes. Mas, sem competência, é inútil. Sem dúvida, um número maior de policiais é importante para garantir a segurança pública, mas, sem competência, é inútil.

E, está demonstrado, competência, nessa área, o PT não tem. E a prova não está só no Distrito Federal, não. De 2008 a 2012, segundo o mesmo anuário — que é do Ministério da Justiça! —, a taxa de CVLI da Bahia cresceu 30% — de 31,3 por 100 mil habitantes para 40,7. O caso desse estado é mesmo espantoso. Segundo um outro levantamento, o Mapa da Violência, no ano 2000, a Bahia tinha 9,4 homicídios por 100 mil habitantes. Dez anos depois, já havia chegado a 37,7.

Sergipe
O PT governa o Sergipe desde 2007. A taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais saltou de 27 por 100 mil habitantes em 2008 para 40 em 2012. É outro escândalo.
 
Acre
O PT está no poder no Acre há 15 anos. Os Irmãos Viana e Marina Silva são os donos do pedaço. De 2008 para 2012, conseguiu-se reduzir um pouco a taxa dos CVLI: de 26 para 24,2 — ainda assim, mais do que o dobro da de São Paulo.
 
“Pô, Reinaldo, que história é essa de ficar o tempo todo comparando com São Paulo? Ora, meus caros, a esmagadora maioria dos “especialistas” ouvidos pela imprensa paulistana quando há questões relativas a segurança pública é do PT ou pertence a aparelhos do PT. O partido tem a ambição de conhecer a área. Por que, então, quando lhe é dado governar, consegue implementar uma política que produz o dobro, o triplo e até o quádruplo de cadáveres?

Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, Tarso Genro assumiu o poder com uma taxa de CVLI de 17 por 100 mil. Em 2011, ela passou para 17,5 e saltou para 19,8 em 2012. Não tenho os dados de 2013.
 
Piauí
PT e PSB dividem o governo do Piauí desde 2003. A taxa de CVLI saltou de 9,9 por 100 mil em 2008 para 16,4 em 2012 — e, ainda assim, o anuário inclui o estado entre aqueles cujos dados são de confiabilidade apenas média. Deve ser mais do que isso.
 
Encerro
A taxa de homicídios dolosos do Estado de São Paulo em 2010 foi de 10,5 por 100 mil. Deve ser a mais baixa do país. Não obstante, a polícia do estado é a que mais apanha do PT — claro! —, das ONGs, dos “advogados ativistas”, do governo federal e também da imprensa.

Se a taxa de homicídios do Brasil fosse igual à de São Paulo, salvar-se-iam por ano perto de 30 mil vidas. Em breve, virá a campanha eleitoral, e o petista Alexandre Padilha tentará dar aula aos paulistas de segurança pública. Vai ver pretende pôr em prática as lições que aprendeu com Agnelo Queiroz, no Distrito Federal, e Jaques Wagner, na Bahia, entre outros especialistas… 

Dá para tremer só de pensar.
Por Reinaldo Azevedo

Comandante-geral da PM e Agnelo garantem segurança a população

Cidades.
Publicação: Sexta-feira, 31/01/2014 às 17:03:00



Em reunião com a cúpula da Segurança Pública, o governador afirmou que a população não pode ser colocada em risco
Todas as negociações que envolvem a valorização da Polícia Militar estão e continuarão sendo feitas pelo Comando da PM. 

O aviso foi dado pelo governador Agnelo Queiroz em reunião com o Secretário de Segurança Pública e os comandantes da corporação.

"A Polícia Militar não tem sindicato, tem comando, tem hierarquia", ressaltou. 

O governador reafirmou que respeita o direito democrático da categoria de reivindicar, mas não vai admitir que se coloque a população em risco. Segundo ele, sem limites qualquer movimento perde a legitimidade e entra no campo da anarquia. 

Agnelo Queiroz disse que a vida está acima da política e enfatizou aos comandantes "A PM é uma instituição com mais de 200 anos, muitos de vocês estão na vida militar há mais de 20 anos. Não permitam que esse movimento manche a história da corporação."

O comandante-geral da Polícia Militar do DF, Anderson Moura, afirmou na manhã de hoje (31) que os responsáveis pela Operação Tartaruga já foram identificados e que a manifestação tem caráter político. 

Segundo ele, todos os policiais que participaram da Operação Tartaruga poderão ser punidos com advertências e até mesmo demissão do cargo em que ocupam. Anderson Moura também garantiu que todos os policiais estarão nas ruas do DF para garantir a tranquilidade.  

Agnelo reafirmou que não permitirá o uso político da polícia. "Não vou admitir, em hipótese alguma, que meia dúzia de pessoas com atitudes covardes possam desmoralizar a Polícia Militar e colocar em risco a vida de um cidadão de bem", enfatizou. 

O governador lembrou que das 50 cidades mais violentas do mundo 16 são brasileiras. E destacou: "Brasília não está entre elas. Isso é fruto do programa "Ação Pela Vida", política coordenada pelo secretário [de Segurança Pública] Sandro Avelar, e que não pode ser interrompida por conta de uns poucos com interesses nitidamente políticos".
Fonte: Agência Brasília

MPF propõe ações contra ex-senador e 50 funcionários fantasmas


Ações cobram a devolução de mais de R$ 6 milhões pagos a servidores fantasmas nomeados por Efraim Moraes durante sua gestão na Primeira Secretaria do Senado, entre 2005 e 2009.
 
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta quinta-feira, 30 de janeiro, 14 ações de improbidade administrativa contra o ex-senador Efraim Morais e outras 50 pessoas nomeadas para exercer cargos comissionados na Primeira Secretaria do Senado, entre 2005 e 2009, sem jamais ter trabalhado na casa legislativa. As ações cobram a devolução de mais de R$ 6 milhões pagos aos funcionários fantasmas que, na prática, eram parentes, apadrinhados políticos e cabos eleitorais do então senador.

A investigação do MPF começou em 2009, após denúncia das irregularidades pela mídia. Ao ser questionada, a Advocacia do Senado alegou que normas internas autorizam o exercício das atividades de assessor e secretário parlamentar nos escritórios de representação nos estados de origem do parlamentar. Para o MPF, no entanto, a permissão vale apenas para cargos vinculados aos gabinetes dos senadores, e não para a área administrativa, como é o caso da Primeira Secretaria.

Entretanto, dos 86 servidores nomeados para o órgão na gestão de Efraim, apenas 22 tinham endereço no DF e entorno. Os demais, mesmo lotados em área administrativa do Senado, residiam fora de Brasília, a maioria na Paraíba, estado que elegeu o então senador. Todas essas pessoas – mais de 60 – foram ouvidas pelo MPF no curso do inquérito civil. O resultado, segundo os procuradores, é “estarrecedor”.

Desvio comprovado - Grande parte confirmou que fazia atividades típicas de cabo eleitoral, como acompanhar o ex-senador em visitas à região, organizar sua agenda, marcar reuniões com lideranças locais e anotar reivindicações da população. Muitos admitiram, ainda, terem sido contratados por força de contatos políticos e amizade.

Parte dos depoentes confessou não exercer nenhum tipo de serviço de caráter público, fazendo apenas atividades esporádicas em favor de Efraim. Outros sequer sabiam que figuravam como servidores do Senado. Houve caso até em que a pessoa nomeada, moradora do interior de Sergipe, alegou que os vencimentos correspondiam, na verdade, ao pagamento da pensão alimentícia do ex-companheiro, que era assessor de Efraim.

A apuração do MPF comprovou, ainda, que muitos dos nomeados eram empregados de empresas privadas ou servidores de outros órgãos públicos, o que inviabilizava na prática qualquer prestação de serviço ao Senado Federal, além de configurar, em alguns casos, acumulação ilegal de cargos públicos.

Todos os envolvidos tiveram a movimentação financeira analisada, mas não foi comprovada a divisão de recursos entre eles, nem mesmo a apropriação de parte dos vencimentos pelo ex-senador. Ainda assim, o MPF sustenta que Efraim valeu-se da posição que ocupava para desviar recursos públicos em favor de parentes, apadrinhados políticos e cabos eleitorais, satisfazendo interesses próprios e de terceiros.

Estratégia

Com o objetivo de facilitar a instrução processual, o MPF separou os 50 funcionários fantasmas identificados em 14 grupos, reunidos em ações distintas de acordo com a relação que mantinham com o ex-senador ou com as atividades que desempenhavam.
Fonte: MPF/DF

"Matador de aluguel" é suspeito de 9 homicídios



A polícia prendeu um homem de 28 anos suspeito de cometer nove homicídios no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. 

O acusado, conhecido como “Galeguinho de Deus”, foi encontrado na casa da namorada, em São Sebastião.  

Ele teria afirmado que possui um “pacto com o diabo”. A polícia recebeu  a informação de que o homem seria um matador de aluguel.

Galeguinho foi condenado a 26 anos de prisão, mas estava foragido. Havia quatro mandados de prisão contra ele por homicídio: dois no DF, um em Goiás e outro em Minas Gerais.  Ele também é acusado de cometer   um assassinato em Uruana (GO).

Além destes casos, a polícia suspeita que Galeguinho tenha matado outras cinco pessoas em São Sebastião entre dezembro e janeiro, crimes relacionados à rixa entre gangues da região. 

Apreensões

Durante a prisão, feita na Quadra 304 do Residencial Oeste, a polícia encontrou com o suspeito  um revólver calibre 38, com cinco munições. Depois, na casa do homem, foi apreendida uma espingarda calibre 12  com oito cartuchos e   16 munições de igual calibre, além de projéteis de calibres 38 e 40.

Uma balança de precisão e o documento de uma moto, supostamente proveniente de roubo, também foram apreendidas pela Polícia Civil.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Comerciantes e empresários repudiam violência no DF

Só este mês foram registrados mais de 100 incidentes criminosos nos setores de bares e restaurantes, 92 em farmácias, 60 em supermercados e cerca de 130 em postos de combustíveis.
 
O setor produtivo do Distrito Federal, representado neste documento por diversos segmentos dos setores do comércio de bens, serviços e turismo, manifesta o seu repúdio à falta de segurança pública no DF. 

O agravamento da situação requer a adoção de medidas imediatas para preservar a vida dos cidadãos.

Somente neste mês de janeiro foram registrados mais de 100 incidentes criminosos nos setores de bares e restaurantes, 92 em farmácias, 60 em supermercados e cerca de 130 em postos de combustíveis.

 É preciso dar um basta na violência. A população não pode continuar refém do crime, da irresponsabilidade de alguns policiais e da falta de planejamento do governo. 

Diante dessa situação, os empresários da capital do País sugerem ao governador Agnelo Queiroz a implementação das seguintes propostas: 

1- Convocação da Forca Nacional de Segurança Pública para dar apoio ao Distrito Federal caso persista a operação tartaruga da Polícia Militar. 

2- Policiamento ostensivo nas ruas e alocação dos policiais em suas atividades fins. Hoje, muitos PMs estão deslocados de suas funções ou cedidos a outros órgãos do governo. 

3- Implementação de uma ação integrada entre as polícias militar e civil e as demais forças de segurança pública, além de uma cooperação com as forças de segurança dos Estados vizinhos. 

4- Ampliação do número de câmeras de vigilância do sistema do próprio do GDF e sua utilização em locais considerados de risco e com maior frequência de assaltos. 

5- Assegurar que os conselhos de segurança funcionem de forma efetiva a fim de permitir a adoção de medidas práticas que possam dar segurança à população. 

6- Ampliação do investimento em iluminação pública. 

7- Realização de uma ação social ampla para retirar das ruas os viciados em drogas e menores em condições degradantes e oferecer tratamento a esses indivíduos. 

8- Convocação imediata dos policiais militares e civis que foram aprovados em concursos. 

Os empresários do DF acreditam que essas são questões fundamentais para o enfrentamento da criminalidade na capital do País. 

Fecomercio

Papa diz que 'crianças devem ser protegidas' na Igreja



CIDADE DO VATICANO, 31 JAN (ANSA) - O papa Francisco afirmou nesta sexta-feira (31) que as "crianças devem sempre ser protegidas", em declaração vista por vaticanistas com referência às denúncias de pedofilia dentro da Igreja Católica. 

"Pensem no bem das crianças e dos jovens que, na comunidade cristã, devem ser sempre protegidos", afirmou Francisco em uma sessão plenária no Vaticano. 

O Papa também informou que o Vaticano está "estudando a possibilidade de ligar os dicastérios à comissão proteção das crianças" instituída pelo próprio Pontífice. "Gostaria que isso servisse de exemplo", ressaltou. 

Em dezembro, Francisco pediu apoio dos bispos para combater casos de abusos sexuais. Ele recomendou que os religiosos "continuem apoiando" as vítimas de pedofilia em seus "dolorosos caminhos de superação". 

Há cerca de duas semanas, o Vaticano também teve que prestar esclarecimentos ao Comitê das Nações Unidas sobre o Direito das Crianças. 

O Vaticano já recebeu dezenas de denúncias de pedofilia em todo o mundo. Uma das punições aplicadas pela Santa Sé é afastar os sacerdotes envolvidos nos casos e realizar uma investigação interna. (ANSA)

Bolsa “inteligente” bloqueia zíper e impede compras por impulso



Por Charles Nisz

Você é daquelas pessoas incapazes de deter o impulso consumista? Uma criação do site australiano creditcardfinder.com.au pode ser a solução dos seus problemas. A equipe do site trabalha para alertar sobre as dívidas feitas com cartão de crédito sem planejamento. Os australianos inventaram uma bolsa "inteligente", capaz de impedir os gastos e compras feitos por impulso.


Batizada com o nome de "iBag", o dispositivo alerta quando você se aproxima de "áreas de perigo", como as lojas das suas marcas preferidas ou aquele restaurante cuja conta já apareceu na fatura do cartão de crédito. A bolsa é equipada com um GPS e acende uma luz de LED vermelha quando você se aproxima de locais onde já efetuou compras com o seu cartão de crédito, conforme noticia o Estadão.

Caso você ignore o sinal luminoso, o sistema dispara um SMS para seu marido/esposa, pais ou familiares ou outra pessoa cadastrada por você. Assim, essa pessoa tem tempo de ligar para você e perguntar se você está certo sobre a compra. Tem mais: se você ignora os dois primeiros avisos, a bolsa consegue trancar o zíper e impedir que você efetue a transação até que você se afaste da "zona de perigo".

Por enquanto, a bolsa é só um protótipo criado pelos organizadores do site para conscientizar as pessoas sobre os riscos do mau uso do cartão de crédito, mas o projeto pode virar realidade. Os criadores estão pedindo aos potenciais clientes para se cadastrarem no site e, se houver demanda, vão iniciar a produção. O custo estimado da bolsa é de US$ 173 (R$ 400). O que você acha da ideia?

Manifestantes protestam no Rio contra aumento das passagens e remoções da Copa

30 de janeiro de 2014
Copa do Mundo | JB Online | Rio | BR


Manifestantes iniciaram, às 18h30 desta quinta-feira (30), protesto contra o aumento das tarifas de ônibus e as remoções de moradores de algumas áreas da cidade para dar lugar às obras da Copa do Mundo deste ano.  
Eles se concentraram na Praça Saens Peña, na Tijuca, e iniciaram uma caminhada pelas ruas do bairro, gritando palavras de ordem contra a Fifa e o aumento do preço das passagens.
Os manifestantes pretendem chegar até o Estádio do Maracanã, que será palco da final da Copa. O policiamento foi reforçado por homens do Batalhão de Choque, que apenas acompanham a caminhada dos manifestantes, sem intervir. 

Por razões de segurança, o trânsito foi bloqueado nas principais avenidas da Tijuca, mas o comércio permanece aberto.O aumento das passagens de ônibus foi anunciado ontem (29) pelo prefeito Eduardo Paes. A tarifa passou de R$ 2,75 para R$ 3.

MPF-RS vai fiscalizar atuação das polícias em manifestações na Copa

31 de janeiro de 2014
Copa do Mundo | Terra - Notícias | Brasil | BR


O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS) instaurou um procedimento para acompanhar ações preventivas e fiscalizar a atuação das polícias no período que antecede e também durante a Copa do Mundo no Brasil, estabelecendo um regime de plantão para possíveis atuações no período da competição.

 "Caso os movimentos e as manifestações se intensifiquem, o regime de plantão poderá ser ampliado, ou seja, antecipado", esclarece o procurador da República Alexandre Schneider, do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP). O objetivo da iniciativa é atender ocorrências relacionadas ao abuso na utilização da força por parte de agentes responsáveis pela segurança pública - Polícia Federal e militares, por exemplo.

"Queremos garantir que as manifestações pacíficas ocorram, até porque estão previstas na Constituição, e que os excessos não aconteçam", destacou o procurador, lembrando que, caso o uso da força seja indevido, o grupo de controle externo irá atuar.

Uma das primeiras ações previstas a partir do procedimento instaurado é a realização de uma audiência pública em Porto Alegre, prevista para abril, reunindo representantes dos movimentos sociais, órgãos públicos de segurança e MPF. "Queremos fazer esta interlocução, que é muito importante", afirmou Schneider.

Neurônio em pane.

31 de janeiro de 2014
Copa do Mundo | Veja.com | Augusto Nunes | BR
Direto ao Ponto
 

Neurônio em pane "Aí eu fui lá no Blatter, e disse para o Blatter que além de querer a Copa, queríamos um tema pra Copa, temas pra Copa. O Brasil é um país pacífico. Então a nossa Copa vai ter que falar sobre paz. O Brasil é um país que mais de 50% da sua população se declarou, com honra, nesse último censo de 2010: somos negros. Então vai ter que ser uma Copa antirracista. E o Brasil, além do futebol, se apaixonou... as mulheres hoje jogam futebol. A Marta é o nosso símbolo, ou seja, é a nossa variante de Pelé. É a Marta. A Marta é a nossa variante do lado do futebol feminino. Então, são três coisas: é paz, antirracismo e afirmação no futebol feminino e da questão de gênero".  

Dilma Rousseff, na delirante entrevista em Havana, confirmando que não sabe qual é a diferença entre um centroavante e um bandeirinha, nem entre uma Copa do Mundo e um discurso na ONU.

Copa do Mundo.Patrocínio em jogo.

31 de janeiro de 2014
Copa do Mundo | O Globo Online | Opinião | BR
 
Patrocínio em jogo

Clubes têm um longo aprendizado para fazer de marcas negócio rentável 
 
Às vésperas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, não dá mais para ignorar o peso do esporte no orçamento de grandes empresas. Patrocínios na área movimentam em média R$ 3 bilhões anuais e são responsáveis por fatia considerável para a sobrevivência de clubes e federações. Ainda assim, a dúvida persiste dos dois lados: fazemos um bom negócio?

A falta de planejamento é realidade na maioria das companhias brasileiras. Patrocinar um esporte, um atleta ou um clube é decisão tomada, muitas vezes, de forma emocional ou pragmática e, por isso, tende a não atingir seu objetivo. No fim, provoca uma grande frustração. E o torcedor, que motivou tamanho esforço de tempo e dinheiro, pode acabar negativamente impactado.

Da mesma forma, os clubes ainda têm um longo aprendizado pela frente para transformar suas marcas em um negócio rentável. Por falta de recursos e por não ser prioridade, quase todos tratam o departamento de marketing como comercial, limitando-se a funções tais como negociar contratos de patrocínio. O investimento no setor não costuma passar de 0,5% do orçamento, longe dos 3% a 5% que são padrão no mercado.

Com recursos tão escassos, não há posicionamento de marca nem relacionamento direto com o consumidor que resista. A fidelidade do torcedor não se contesta, mas a escolha de compra sempre pode ir por outro caminho. Por isso, o investimento em esporte deve deixar de ser uma pílula de solução a curto prazo e se tornar coerente e contínuo. Só assim patrocinador e patrocinado colherão os benefícios.

O que se verá a partir destes primeiros meses de 2014 no Brasil, por exemplo, é animador. Teremos frente a frente dois grandes grupos de patrocinadores, da seleção brasileira e da Copa do Mundo, ávidos pela exposição mundial e repletos de estratégias para não só exibir sua marca como explorar, em outros níveis, conceitos ligados aos serviços que prestam ou produtos que vendem.

Os embates entre Vivo e Oi, Nike e Adidas, Coca-Cola e Ambev e Visa e Mastercard serão mais emocionantes e decisivos que muitas das partidas jogadas dentro das quatro linhas.

Estas empresas estão estruturadas para colher os frutos dos altos investimentos feitos no país por pelo menos quatro anos, até a Copa do Mundo na Rússia. Pela experiência da CSM Brasil com diversos projetos e clientes, entre eles a Fifa, no mercado local, muitos desistem diante da primeira dificuldade, mesmo cientes de que o tempo de retorno é de pelo menos cinco anos.

Para aqueles que decidem investir em atletas, a decepção pode ser maior, já que contusões e baixo rendimento afetam diretamente a maneira como estes são usados nas ações comerciais ou de marketing. É preciso analisar os riscos para avaliar qual o melhor canal do patrocínio: um atleta, um clube, uma modalidade, uma federação.

Essa partida não termina em 90 minutos ou três sets, mas merece atenção até o fim.


Vai ter Copa? Pode até ter. Mas os Black Blocs prometem atrapalhar

1 de janeiro de 2014

Copa do Mundo | BOL - Notícias | Esportes | BR


Tiago Dantas Do UOL, em São Paulo
 

Após os protestos de junho de 2013, o povo voltou às ruas de 14 cidades do País no último sábado, 25, para fazer passeatas contra a Copa do Mundo. A segunda leva de manifestações não atraiu tantas pessoas quanto as marchas do ano passado, mas tem um foco bem específico, promete ter fôlego até julho e mostra uma participação mais efetiva dos Black Blocs.

O lema escolhido pelo movimento, "Não vai ter Copa", pode soar como uma demanda irreal. Quem participa dos protestos, porém, acredita que pode ao menos tentar atingir o objetivo. Se não for possível impedir a realização de um jogo, é provável que se crie tumulto suficiente para preocupar as autoridades e chamar a atenção da imprensa internacional.

Os Black Blocs assumiram, na manifestação de sábado, em São Paulo, parte do espaço que era ocupado pelo MPL (Movimento Passe Livre), principal motor das manifestações de junho. Pessoas que se identificam como sendo parte do grupo revelaram ao UOL Esporte que atuaram na divulgação do evento por meio do Facebook desde o fim de dezembro e ajudaram a colar cartazes e fazer pichações pela cidade com o objetivo de chamar as pessoas.

Já na passeata, jovens que cobriam o rosto com máscaras ou camisetas pretas formavam a linha de frente do protesto, indicando o roteiro que deveria ser seguido. Os Black Blocs costumam ficar à frente das manifestações e afirmam que só atacam se forem agredidos pelos policiais. No meio do caminho, lixeiras foram quebradas e vidros de agências bancárias, apedrejados. Um Fusca que tentou passar por um colchão pegando fogo no meio da rua foi incendiado.

"A gente não ataca a pessoa, o trabalhador, o manifestante. Se é para quebrar alguma coisa, é a propriedade do Estado que não nos representa, ou só representa uma parcela pequena da população e oprime a maior parte. A gente quebra um banco, que não nos representa também", disse um ativista do grupo, de 20 anos, que pediu para não ser identificado.

"Mas o BB abreviação de Black Bloc não é uma organização. É um movimento aberto. Tem gente que acredita em todo tipo de coisa", concluiu. Ao ser questionado sobre como definia sua atuação, outro jovem citou o lema do seu grupo, a Facção Central: "Não aceno bandeira, não colo adesivo, não tenho partido, odeio político. A única campanha que eu faço é pelo ensino e pro meu povo se manter vivo."

Em geral, os manifestantes evitam dar entrevistas, pois não acreditam nos grupos que controlam a "grande mídia" e temem que suas declarações sejam distorcidas. Quando falam, mantém o anonimato e evitam dar declarações pessoais, que possam ajudar a identificá-los.

Até seus perfis nas redes sociais são anônimos, mostrando fotos de mascarados, como a imagem de Guy Fawkes, utilizada pelo personagem de "V, de Vingança", e nomes que fazem alusão a revolucionários ou a seus apelidos.

"Defino o Black Bloc como uma forma de protesto", afirma a pesquisadora Esther Solano, professora de relações internacionais da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), que tem se dedicado a estudar o assunto.

"O denominador comum é o uso da violência como forma de expressão. Eles notaram que o governo não os escuta. E que a única forma de se fazer ouvir é partindo para uma ação mais dura."

O que os Black Blocs defendem?

O grupo é formado, em sua maioria, por estudantes do Ensino Médio ou de faculdades públicas. Integrantes dos Black Blocs ouvidos pela reportagem se definem como anarquistas e se dizem contra qualquer tipo de controle do Estado.

Embora defendam a violência para chamar a atenção do poder público e aprovem a depredação de agências bancárias e outros prédios privados, os Black Blocs não admitem violência contra pessoas. Por isso, segundo o grupo, só atacam se forem agredidos antes.

Em alguns fóruns frequentados por Black Blocs são discutidas táticas para atrapalhar a realização da Copa do Mundo. A ideia do grupo é continuar convocando atos como o de sábado, mas diminuir o intervalo entre um protesto e outro conforme a Copa se aproxima.

Uma enquete, por exemplo, questiona se devem ser realizadas ocupações nos principais aeroportos do País para dificultar o embarque e desembarque de turistas e delegações. Há sugestões para bloquear as vias que dão acesso aos estádios e até ataques a ônibus de times que estiverem na cidade.

"Vai ter atentado a delegações, ônibus incendiados, ocupações", disse um jovem de 18 anos, que não quis se identificar, ao UOL Esporte. Ao ser questionado sobre quais suas principais reivindicações, o manifestante foi econômico: "Não vai ter Copa!"

Classe média é mais presente

Isso não significa, entretanto, que todas as pessoas que foram para as ruas são Black Blocs ou defendem abordagens violentas. Um grupo que se intitula Unidade Negra, por exemplo, montou uma página no Facebook na qual oferece apoio ao próximo protesto, marcado para 22 de fevereiro, em São Paulo, mas recomendou aos Black Blocs que evitem começar confrontos.

Movimentos sociais também apoiam o protesto. "Vi muitas caras novas nesse protesto, pessoas que não estavam na rua em junho do ano passado. Mas os grupos sociais e políticos mais estruturados e tradicionais ainda estão longe do movimento", diz Esther. "Em geral, não são pessoas das periferias mais distantes, mas são uma classe média que tem contato com os problemas do Brasil: as escolas públicas, filas em hospitais."

A cobrança por educação e saúde "padrão Fifa" já haviam surgido em meio às manifestações de junho, em meio a pedidos para reduzir tarifas de transporte. Agora, ao menos por enquanto, o foco é o investimento público na organização da Copa.

"As pessoas querem serviços públicos de qualidade, e nisso vejo muitas semelhanças com os protestos de junho de 2013. São pessoas reivindicando gastos públicos mais responsáveis", afirma o pesquisador Wagner Iglecias, doutor em Sociologia e professor do Curso de Graduação em Gestão de Políticas Públicas e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP.

Segundo Iglecias é natural que as reivindicações tenham voltado às vésperas do Mundial. "As pessoas se sentem enganadas com a promessa do legado. Tirando algumas coisas em aeroportos, quase nada ficou pronto. Enquanto as cidades estão entrando em colapso, o governo investe alto em estádios", opina Iglecias.

MANIFESTANTES FORAM ÁS RUAS EM 14 CIDADES

Os protestos contra a Copa do de 25 de janeiro contra a Copa do Mundo levaram manifestantes para as ruas em 14 cidades. São Paulo teve a passeata mais movimentada. Um manifestante foi baleado pela PM e está internado em estado grave. Outras 135 pessoas foram detidas. Em Natal, 17 manifestantes foram detidos. Os jovens jogaram grades de ferro no alambrado da Arena das Dunas (foto), estádio recém-inaugurado.

Inércia do governo e repressão policial aumentam apoio

A falta de resposta do poder público às demandas populares e a repressão da Polícia Militar a manifestantes devem servir como combustível para os próximos protestos, na opinião do pesquisador Rafael Alcadipani, PHD em Ciência da Administração e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV.

"O governo não está encontrando uma saída política para esse problema, apenas uma saída policial, que se mostrou ineficiente. E essa inércia só aumenta a quentura", diz Alcadipani. "Todos estavam esperando os protestos de sábado, pois sabemos que seria um termômetro de como será o ano. E, pelo jeito, será muito quente."

Iglecias acredita que a forma como os candidatos vão se posicionar com relação aos protestos também é um ponto importante. "Em um ano eleitoral, é impossível que os atores do jogo político não se posicionem em relação ao que está acontecendo nas ruas. Por mais que alguns grupos rejeitem partidos políticos, algumas pessoas podem se beneficiar."


Em 3 anos, Infraero pagou só 5% das multas aplicadas pela Anac

31 de janeiro de 2014
Copa do Mundo | O Globo Online | Economia | BR




Em manutenção. Um dos elevadores do Terminal 02 do Galeão está parado e só deve voltar a funcionar para a Copa, diz Infraero Fabio Rossi
Dos R$ 8,6 milhões em punições referentes a 1.317 autos de infração, apenas R$ 416 mil foram pagos. Já companhias aéreas desembolsaram 71% 
 
RIO, SÃO PAULO E BRASÍLIA - A Infraero, estatal que administra quase todos os aeroportos do Brasil, pagou apenas 5% das multas que recebeu da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) entre 2010 e 2012. 

De acordo com o órgão que regula o setor no país, dos R$ 8,6 milhões em punições referentes a 1.317 autos de infração, apenas R$ 416 mil foram pagos pela autoridade aeroportuária. Os problemas na fiscalização de aeroportos e agências de viagem fazem parte da série "No país do faz de conta", iniciada domingo pelo GLOBO. Para especialistas, a complexidade em punir um órgão do governo e a morosidade do processo administrativo contribuem para a infraestrutura precária dos aeroportos.

Às companhias aéreas, a Anac aplicou R$ 53,690 milhões em penas entre 2010 e 2012, só que conseguiu arrecadar 71% desse total: R$ 38,161 milhões. Para a Anac, a diferença na arrecadação ocorre pois "as companhias aéreas preferem pagar muitas vezes sem recorrer para ter desconto na multa, ou, quando recorrem, não passam das instâncias de dentro da Anac".

Isso porque as aéreas não querem perder o direito de voar, segundo especialistas. Por outro lado, de acordo com o órgão regulador, "os operadores aeroportuários preferem recorrer sempre, e quando não ganham o processo dentro da Anac, levam à Justiça". A Infraero, que não corre o risco de perder a administração aeroportuária por má gestão, disse que recorrer das multas é um procedimento normal.

Anac: 571 inspetores em 129 terminais

Segundo dados da Anac, a maior parte das multas aplicadas à Infraero se refere a deficiências no controle de acesso às áreas de segurança dos aeroportos. Além disso, há problemas diversos, como a falta no atendimento adequado a portadores de necessidades especiais e o não cumprimento, por parte dos funcionários, de procedimentos de segurança operacional com as bagagens e o trânsito de aeronaves no pátio, por exemplo. A Anac destacou que uma falha comum é a falta de qualificação obrigatória nas atividades de segurança e combate à incêndio.

O órgão tem 571 inspetores, entre especialistas e técnicos em regulação, para fiscalizar os 129 aeroportos do país, que tiveram fluxo superior a 87 milhões de passageiros nos 11 primeiros meses de 2013 - 27% acima do número de 2010. São, em média, quatro inspetores para cada aeroporto. A Anac espera reforço de 170 inspetores através de um concurso público.

- É assustador a Infraero ter pago só 5% das multas. A Infraero tem um histórico de gestão muito ruim, e ainda é do governo. Em tese, não pode haver nenhum problema na fiscalização nos aeroportos, mas a diferença com as companhias aéreas (que pagam a maioria das multas) é gritante.

Agora, a Anac tem de aumentar o rigor com a Infraero, como fez com as empresas - disse Jorge Eduardo Leal Medeiros, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) na área de transporte aéreo e aeroportos.

Renaud Barbosa, coordenador dos cursos de pós-graduação em logística da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da Fundação Getulio Vargas (FGV), lembrou que há diferenças entre aplicar multas a empresas privadas e a um ente do governo:

- O ambiente público já é mal gerido e, quando há aplicação de multas, tudo acaba se enrolando. Quando uma empresa aérea privada recebe uma multa, a Anac pode ameaçar com o corte de slots (o direito a espaços e horários nos pátios dos aeroportos) ou até impedi-la de voar. Mas no caso da Infraero, vai ameaçar de que forma? Há um conflito de interesse.

Defensor do modelo de privatização no setor, Barbosa disse que só com operadores privados a punição será mais eficaz. Galeão, no Rio, e Confins, em Minas, foram privatizados no ano passado. Em 2012, Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Brasília passaram à iniciativa privada.

Em ano de Copa do Mundo, multiplicam-se os problemas nos aeroportos. No Galeão, na última sexta-feira, o ar-condicionado do terminal 1 não dava vazão. Sobram buracos no asfalto do estacionamento, que tem material de obra entre os veículos e tubulação de água aberta. O acesso também é precário: parte das portas automáticas não funciona, e o guichê de pagamento não tem refrigeração para os funcionários, que temem incêndios na fiação elétrica. No terminal 2, um dos quatro elevadores, que está em manutenção, só deve voltar a funcionar na Copa, bem como três das esteiras que ligam os terminais, segundo a Infraero.

- Aqui nunca vi fiscalização - disse um funcionário, sem se identificar.

Infraero: ar funciona normalmente

A Infraero informou que o ar-condicionado está funcionando normalmente. Em relação ao estacionamento, afirmou que o local está sofrendo "impactos temporários" devido às obras dos acessos do BRT Transcarioca. A autoridade portuária ressaltou que os materiais das obras são recolhidos diariamente. E que serão feitos ajustes na fiação das cabines de pagamento do estacionamento.

- A gente sabe que obras causam transtornos. Mas o calor é muito forte e isso está uma zona. Na Copa vai ser uma vergonha - disse o comerciante Ronaldo Carreiro.

Segundo a usuária Luciana Lima, é preciso dobrar o número de funcionários para que o aeroporto fique mais confortável e limpo. O consórcio Odebrecht e Changi, de Cingapura, só deve assumir a gestão do Galeão em agosto deste ano.

Em São Paulo, o consórcio privado já assumiu Guarulhos. Quem passa por lá percebe que os terminais 1 e 2 estão em constante manutenção. Metade dos elevadores está fechada, pois as máquinas estão sendo substituídas por novas, diz a GRU Airport, que administra o aeroporto.

- Fiquei muito tempo na fila para pegar o elevador. Estou sozinha e com muita mala, não dava para subir de escada rolante - contou a estudante Bárbara Finco.

Já o médico urologista Alberto Kobbaz, que se locomovia com muletas, reclamou do tempo que estava de pé:

- Estamos prontos para passar vergonha durante a Copa do Mundo.