quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

SLU divide o DF em quatro lotes para organizar rota de coleta seletiva.Veja o itinerário.

13/2/2014 às 09h15



Informações podem ser conferidas no site da instituição



Da Agência Brasília    R7

Moradores das 31 regiões administrativas do DF já podem conferir o cronograma da coleta seletiva. O SLU (Serviço de Limpeza Urbana) disponibilizou em sua página na internet os dias, horários e itinerários que os caminhões seguirão a partir da segunda-feira (17), data do início das atividades.

Para ter acesso ao conteúdo, basta entrar no site www.slu.df.gov.br e clicar em "Rotas Coleta Seletiva". As informações, que também podem ser visualizadas em outros sites do governo e das administrações regionais, serão atualizadas semanalmente.

Os caminhões da coleta seletiva recolherão somente o lixo seco (papel, plástico, vidro e alumínio). Já os veículos da coleta convencional, responsáveis por retirar o descarte orgânico - basicamente produtos de origem animal e vegetal -, continuarão cumprindo a escala e o itinerário normalmente.

De acordo com o diretor do SLU, Gastão Ramos, os moradores devem ter duas lixeiras para descartar separadamente o lixo seco do orgânico. A orientação é embalar os vidros em papelão ou jornal para facilitar o manuseio e evitar acidentes. Após esse trabalho, o cidadão deve guardar o lixo seco em casa até a chegada do caminhão.

Pesquisa questiona benefício da mamografia para mulheres com menos de 60 anos--VEJA

Câncer de mama


O estudo, um dos maiores já feitos sobre o exame, foi feito ao longo de 25 anos com cerca de 90 000 mulheres

Mamografia: Estudo não encontra benefício do exame em comparação com avaliação física no médico entre mulheres de até 60 anos

Mamografia: Estudo não encontra benefício do exame em comparação com avaliação física no médico entre mulheres de até 60 anos (Thinkstock)
 
Um novo estudo feito no Canadá concluiu que submeter-se a mamografia todos os anos não diminui o risco de morte por câncer de mama em comparação com realizar apenas exames físicos para detectar a doença. A pesquisa, uma das maiores já realizadas sobre o assunto, avaliou cerca de 90 000 mulheres de 49 a 59 anos ao longo de 25 anos.

Ainda segundo o trabalho, um em cada cinco casos de câncer de mama diagnosticados pelo exame durante o estudo não representava uma ameaça à saúde da mulher — ou seja, não precisaria ser combatido com quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.

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Exame — A mamografia é indicada para a detecção precoce de câncer de mama. Não há uma regra que determine a partir de qual idade uma mulher deve ser submetida ao exame, ou com qual periodicidade. O que existem são recomendações de entidades médicas e órgãos públicos a partir de fatores econômicos e pesquisas consistentes sobre o assunto. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), por exemplo, recomenda a mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 60 anos.

As diferentes diretrizes e a postura dos médicos sobre a mamografia estão longe de alcançar um ponto em comum. Por um lado, o exame pode detectar tumores potencialmente agressivos, de modo que as pacientes comecem um tratamento precoce e aumentem suas chances de sobreviver. Por outro, existe a possibilidade de haver diagnósticos em excesso, ou seja, de detectar e tratar cânceres inofensivos, que não apresentariam sintomas ou colocariam a vida da paciente em risco.

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Projetos de energia atrasados poderiam abastecer 4 milhões de habitantes--VEJA





Não foram entregues 1.500 megawatts médios de energia elétrica contratados em leilão no ano passado, o suficiente para abastecer Belo Horizonte e Curitiba


Naiara Infante Bertão

Trabalhadores fazem manutenção em rede elétrica na zona sul de São Paulo


Energia elétrica: projetos em atraso poderiam abastecer duas capitais brasileiras (Reinaldo Canato)
 
Ao longo de 2013, uma quantidade relevante de energia deveria ter sido usada para abastecer mais de 4 milhões de habitantes, mas não foi. Devido a atrasos em projetos de hidrelétricas, termelétricas e eólicas, 1.500 megawatts médios (MWm) não entraram em operação — o que seria suficiente para abastecer todo o consumo das cidades de Belo Horizonte e Curitiba juntas. 

Segundo levantamento da consultoria Excelência Energia com base nos dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 900 MWm correspondem ao compromisso de hidrelétricas, 550 MWm de eólicas e 50 MWm de térmicas. 

Esses valores representam a diferença entre as obrigações contratuais assumidas por concessionárias elétricas em leilões e a energia que efetivamente foi gerada.
As principais razões para o atraso, segundo a consultoria, são problemas no cronograma de construção das geradoras nas linhas de distribuição. O site de VEJA apurou os maiores gargalos que impedem a entrega dos projetos. Confira:


Eólicas — O cronograma de obras do sistema de transmissão não acompanhou o de geração. A carga vendida pelas centrais no leilão de reserva de 2009 já deveria estar disponível ao sistema desde julho de 2012 — entre eles os 14 parques da Renova Energia na Bahia, de 294 megawatts ( ou 134 MW médios) de capacidade instalada. 

A empresa entregou os aerogeradores no prazo, mas os aparelhos não foram integrados ao sistema porque a linha de transmissão da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) está atrasada. Em comunicado publicado na última quinta-feira, a Chesf confirmou que as obras da Subestação Igaporã II de 230/69kV, no município de Caetité, no sudoeste da Bahia, estão fora do prazo, “mas já se encontram avançadas, com previsão de energização para março deste ano”. Mesmo sem ter terminado as obras em andamento, a Chesf já está à procura de empresas parceiras para participar de projetos de geração a serem leiloados pela Aneel.


Hidrelétricas — O exemplo mais emblemático é o da usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. O atraso médio das turbinas é de seis meses, mas há unidades geradoras que deveriam ter entrado em operação no fim de 2012, mas só deverão começar a funcionar no primeiro semestre deste ano. A energia da usina foi contratada no leilão A-5, em 2007, no qual ficou estabelecida a entrada da carga no sistema nacional cinco anos após o pleito.

A usina-irmã de Santo Antônio, Jirau, também no rio Madeira, está com o cronograma relativamente em dia, mas esbarra em outro problema: as linhas de transmissão que estão sendo construídas pelo consórcio formado por ISA Cteep, Furnas e Chesf, vencedor do leilão em 2009. As duas linhas que ligarão as subestações de Porto Velho (RO) a Araraquara, no interior de São Paulo, e trarão a energia ao Sudeste, estão atrasadas. 

Segundo dados da Aneel, uma delas deveria estar pronta desde fevereiro do ano passado. Mas, sua previsão de conclusão, hoje, é agosto de 2014. “Sem as vias, ou, pelo menos, uma delas, o sistema fica comprometido e dificilmente toda a energia que poderia ser repassada para o Sudeste será entregue”, diz Erik Rego, diretor da Excelência Energética.


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Contexto desfavorável — As obras são fiscalizadas e os cronogramas de previsões de entregas atualizados mensalmente junto à Aneel. Contudo, as multas aplicadas pela agência são tão baixas, em casos de atraso, que acabam não incentivando o cumprimento dos prazos. E, ainda que a geradora de energia cumpra seu cronograma, mas a transmissão, não, o consumidor tem de arcar com a energia gerada, mesmo que ela não entre no sistema elétrico nacional.

Se o Brasil vivenciasse um cenário confortável para o setor, com chuvas abundantes, reservatórios de água em níveis satisfatórios e poucas térmicas ligadas, os atrasos não seriam levados em consideração. Contudo, ao ocorrerem num período de estiagem, recordes de temperatura e reservatórios minguantes, os atrasos acentuam as críticas sobre a falta de planejamento do setor. Como resultado, o sistema elétrico nacional tem ficado cada vez mais dependente de fontes intermitentes – as termelétricas, que são mais poluentes e mais caras. Neste momento, praticamente todas as usinas que estão prontas para operar estão a todo vapor. O preço da energia no mercado à vista (que comercializa para indústrias) disparou nas últimas semanas e pode chegar ao bolso do consumidor em 2015.

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Opções — Segundo o especialista Mikio Kawuai, diretor do grupo Safira, o investimento em térmicas menos poluentes pode ser a saída para mitigar os estragos de um ano de seca intensa. “A primeira opção seria construir mais reservatórios de água nas hidrelétricas. Já que, por questões ambientais, isso não é possível, é necessário migrar para as térmicas, que é energia previsível. Se forem movidas a combustíveis como gás natural e carvão, menos poluentes, melhor”, disse.


O subsecretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Moacir Carlos Bertol, endossou a opção das térmicas e disse que o governo já estuda a licitação de novas usinas para dar mais segurança ao sistema elétrico. “Vamos expandir a geração de térmicas, especialmente a gás, que são menos poluentes. 

Há áreas no Norte e Nordeste a serem exploradas”, afirmou, durante o leilão de linha de transmissão de Belo Monte, na sexta-feira, em São Paulo. 

Uma solução de curto prazo, na avaliação da economista Elena Landau, ex-diretora do plano de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, seria a conscientização, para que a população economize energia. 

O que, segundo ela, o governo não está disposto a fazer, já que tal ato deixaria claro a falha petista no planejamento energético. "Como o governo não vai reconhecer o problema por meio de conscientização, mas sabe que o sistema está em stress, com demanda em excesso, a opção que resta é subir os preços. As pessoas só vão entender a gravidade quando a situação pesar no bolso", afirma.

Nesta terça-feira, a Aneel deu indícios que o reajuste ainda em 2014 pode ser uma opção. A agência propôs que os consumidores paguem, em 2014, um total de 5,6 bilhões de reais a mais em suas contas de luz para cobrir o déficit estimado para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Isto significaria um aumento médio de 4,6% nas tarifas deste ano. 

A proposta ficará em audiência pública entre 13 de fevereiro e 16 de março. Segundo técnicos da agência, os valores serão repassados às tarifas dos consumidores nas respectivas datas de reajustes das distribuidoras que os atendem. 

A medida, se aprovada, será mais uma reversão da tentativa de controle de preços que o governo vem aplicando em determinados setores da economia. Assim como no caso da gasolina, em que o veto do governo aos reajustes penaliza o caixa da Petrobras, no setor elétrico, a diminuição de cerca de 20% no preço da energia também pode se mostrar insustentável.


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O MST, líder de uma causa que não existe, tenta invadir o STF na base da porrada! Ou: Como o governo Dilma estimula a bagunça e a violência. Ou: Gilberto Carvalho não vai se demitir?

12/02/2014
às 19:35


Vejam os pacíficos do MST tentando "negociar" na base do porrete (Pedro Ladeira/Folhapress)
Vejam os pacíficos do MST tentando “negociar” na base do porrete (Pedro Ladeira/Folhapress)


Os sem-terra, que não existem — são um mero aparelho de produzir ideologia, chefiado pelo sr. João Pedro Stedile (qual é a ocupação e a fonte de renda dele?) — decidiram invadir Brasília. Estima-se que estavam lá umas 15 mil pessoas. Aí o leitor, que é um ser lógico, se pergunta: “Mas Reinaldo, como e que algo que não existe pode promover uma invasão?” Eu explico: o MST, como movimento, existe; os sem-terra, como categoria, é que entraram em extinção. 

O MST é um grupo político, alimentado, na prática, com dinheiro público, saído dos programas de agricultura familiar. As pessoas mobilizadas por Stédile, em grande parte, não eram originalmente agricultores; não sabem plantar um pé de milho, um pé de feijão, um pé de mandioca. 

Não conseguiriam distinguir o alho, que é um alimento, do bugalho, que é uma praga. Essas pessoas eram trabalhadores urbanos, recrutados nas periferias das cidades médias do interior. Ou são desempregadas ou, o que é mais curioso, trabalham na cidade e voltam à noite para os acampamentos do MST à espera de um pedaço de terra.

E por que é assim?

Porque a o modelo de distribuição de terra já deu o que tinha de dar. Vejam a tabela abaixo com o número de famílias assentadas ano a ano a partir de 1995.

famílias


Em números oficiais, do Incra, o governo FHC assentou 570.704 famílias; o de Lula, 614.088; o de Dilma, em três anos, apenas 75.335. E olhem que as coisas podem não ser bem assim. O governo Lula, mistificador como sempre, incluiu como obra sua, de reforma agrária, simples realocação de pessoas e regularização de posse de agricultores já instalados em áreas rurais, muitas vezes públicas. 

Um estudo rigoroso vai demonstrar que, na verdade, Lula assentou pouco mais de 211 mil famílias, não mais de 614 mil. Quando se considera a extensão de terra efetivamente desapropriada, FHC ganha de longe: 10,2 milhões de hectares contra 4,5 milhões. Ou seja, aquele que as extremas esquerdas consideram o grande satã do neoliberalismo, FHC, foi o mais generoso com os sem-terra.

Os sem-terra estão em declínio — embora possam promover bagunça em Brasília. Basta ver a queda no número de invasões de propriedades: em 1999, no auge, foram 502; em 2013, foram 107 (vejam tabela publicada pelo Estadão).
MST invasões

Ainda bem que é assim. Essa causa já acabou. O que o Brasil precisa agora é cuidar dos muitos milhões de hectares que estão, direta ou indiretamente, sob o controle do MST e que contam com financiamento público. Qual é a produtividade dessa terra? Por que a esmagadora maioria dos assentamentos conta com Bolsa Família e cesta básica? Então o país ainda torra uma fábula de dinheiro público com reforma agrária e depois precisa tornar as famílias dependentes do Estado? Que fique claro: como houve uma queda importante do desemprego nos últimos anos no país e com o alastramento do Bolsa Família, a mão de obra disponível para promover a causa do MST diminuiu drasticamente.


Em Brasília, violentos como sempre, arruaceiros, tendentes a ações similares ao terrorismo, os partidários do MST tentaram nada mais nada menos do que invadir o Supremo Tribunal Federal, a sede do Poder Judiciário. Houve confronto com a Polícia, e foi preciso recorrer a bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha para conter os valentes de Stedile. A sessão teve de ser suspensa — foi retomada mais tarde. Quem é o interlocutor do governo federal junto aos chamados “movimentos sociais”? Chama-se Gilberto Carvalho, o segundo homem mais influente do PT.

É só incompetência ou é cálculo? Carvalho também é o homem responsável pela interlocução com movimentos indígenas. Aliás, numa área da Bahia, agricultores ligados ao MST estão em pé de guerra com índios tupinambás, acusados de matar um trabalhador rural — todos eles, em tese, estão sob a responsabilidade de Carvalho. Ele não vai se demitir?

Dilma, claro, decidiu se encontrar com os sem-terra depois das manifestações explícitas de truculência. É assim mesmo, Soberana, que Vossa Excelência estimula a desordem e a violência. Parabéns!

Gilberto Carvalho, que deveria ter evitado a selvageria, apareceu para conversar (Pedro Ladeira/Folhapress)
Gilberto Carvalho, que deveria ter evitado a selvageria, apareceu para conversar (Pedro Ladeira/Folhapress)

O Ministério da Saúde recorre aos truques da “contabilidade criativa” para maquiar a debandada dos escravos de jaleco

12/02/2014
às 14:31 \ Direto ao Ponto


Charge de Sponholz
Charge de Sponholz

Nas contas do governo federal, o exército cubano importado pelo programa Mais Médicos já sofreu 27 baixas. Os estragos são muito maiores, informa a reportagem publicada pelo site de VEJA

 A diferença entre os números oficiais e os apurados pela imprensa sugere que o ministro da Saúde, Artur Chioro, tem tudo para tornar-se o melhor aluno do Cursinho de Contabilidade Criativa do Professor Guido Mantega. Mas logo aprenderá que maquiar a inflação, roubar no peso da balança comercial ou fingir que o pibinho engordou é bem menos complicado que esconder com algarismos procissões de desertores.

“É apenas o começo; é só o primeiro grito que vem das gargantas sufocadas”, avisou há uma semana o post sobre a opção pela liberdade feita pela médica Ramona Rodriguez. Mais de 5 mil cubanos recrutados pelo programa venezuelano que serviu de modelo para o Mais Médicos mandaram às favas a ilha-presídio, viraram as costas à caricatura bolivariana e se instalaram em paragens democráticas. Preocupado com a reprise da debandada, o governo brasileiro encomendou aos Irmãos Castro um segundo lote de doutores. 

A ditadura caribenha terá de duplicar a produção das fábricas de diplomados em medicina para atender à demanda por peças de reposição.

Dilma Rousseff e Alexandre Padilha imaginavam que passariam a temporada eleitoral aplaudidos por multidões de pacientes dispostos a pagar com o voto a doação de um médico estrangeiro. Podem acabar caçando álibis para provar que não são culpados pelo sumiço dos escravos de jaleco.

Especialista em segurança adverte para a facilidade de acesso a armas como a que matou Santiago.

2/02/2014 às 18:14 \ O País quer Saber

 Imagina na Copa

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BRANCA NUNES

A lista com possíveis problemas ligados à Copa do Mundo no Brasil anexou mais um item nesta semana, depois da morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, de 49 anos, atingido por um artefato explosivo enquanto cobria as manifestações contra o aumento das tarifas de ônibus no Rio de Janeiro. 

Além dos já conhecidos atrasos nas obras dos estádios de futebol, da falência dos transportes públicos e da insegurança generalizada ─ fora o resto ─ a facilidade de acesso a artefatos explosivos letais tornou-se um fato dramaticamente palpável.

Ao analisar as imagens de TV que registram o momento em que Santiago foi atingido, Ricardo Chilelli, especialista em segurança, afirma que o artefato explosivo usado foi produzido de maneira ilegal ou caseira. 

Diretor-presidente da RCI First Security and Intelligence Advising, empresa de segurança privada sediada nos Estados Unidos que atua em 18 países, Chilelli considera pouco provável que o tipo de arma seja um fogo de artifício legalizado, embora ressalve que a palavra final só poderá ser dada depois do laudo pericial.

“Houve quem tenha levantado a hipótese de ter sido utilizado um rojão de vara, que chega a atingir 60 metros de altura, ou sua versão clandestina, o treme terra, com uma propulsão de 100 metros”, observa Chilelli. “Essa hipótese é falha por três aspectos. Primeiro, porque esse rojão, quando aceso sem a vara, muda de posição com facilidade e provavelmente teria girado em falso antes de explodir. Segundo, como foi colocado no chão, ele encontraria um obstáculo que o impulsionaria para cima num ângulo mais inclinado. Terceiro, a explosão de um rojão desse tipo é seca e gera uma fumaça branca, não cria fagulhas”.

O trajeto da ilegalidade - Segundo um mapeamento feito pela RCI First, o caminho desses artefatos explosivos começa no sul de Minas Gerais e no interior da Bahia, onde se concentra a maior parte das fábricas de fogos de artifício do país. Legalizadas, as empresas mineiras são as grandes fornecedoras de pólvora branca, clorato de potássio e perclorato de potássio que, desviados por funcionários corruptos, acabam caindo nas mãos de fabricantes clandestinos e artesanais. Já na Bahia, para cada fábrica legalizada existem três ilegais. Justamente por isso os produtos são de baixa qualidade e as exportações para o resto do Brasil limitam-se à pólvora negra, de menor poder destrutivo.

Parte desses produtos desviados vai para fabricantes clandestinos especializados em fogos para baloeiros. Outros são usados em artefatos caseiros. Segundo Chilelli, a periferia de São Paulo abriga mais de 80 dessas lojas ilegais. Em 20% das legalizadas, é possível comprar material ilícito. No Rio de Janeiro existem 55 lojas clandestinas ─ e 23% das empresas legais vendem produtos por baixo do pano. Mais de 95% desse material vêm da Bahia e do sul de Minas.

“Para fazer os artefatos encontrados com torcidas organizadas são usados, por exemplo, tubos de PVC, gomos de taquara e bolas de snooker ocas”, explica Chilelli. “É possível causar grandes estragos misturando clorato de potássio a outros ingrediente simples. A própria loja ensina a fabricar ou entrega o produto pronto. Também é fácil encontrar a receita na internet”.

Em uma página do Facebook, por exemplo, há não só a receita de uma bomba caseira, como dicas de onde conseguir os ingredientes: cano de PVC, pavio de bombinha ou de rojão, pavio cordão, pólvora explosiva, fita isolante, fita silvertape, cola e durepox ou massa de vidro estão entre os materiais.

Copa do Mundo - “Existe uma preocupação crescente das agências de inteligência internacionais com o que está acontecendo no Brasil, principalmente com a aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas”, conta Chilelli. “Está cada vez mais fácil o acesso a armas, munição e explosivos”. O especialista em segurança chama a atenção para a extensão e vulnerabilidade da fronteira brasileira e para as particularidades dos países vizinhos. 

“Explosivos militares, como o C4, são facilmente encontrados no Paraguai, na Venezuela e no Suriname”, revela. “Nossa sorte é que a bandidagem brasileira não sabe manuseá-los”.

O explosivo mais comum usado pelos criminosos brasileiros é o nitrato de amônia ─ TNT em gel. Embora seja de uso restrito, parte do TNT utilizado por empresas de construção civil ou em pedreiras é desviado pelos próprios funcionários e acaba caindo nas mãos de bandidos. Primeiro, serviam para estourar muros de presídios e paredes de delegacias. Hoje, são bastante comuns na explosão de caixas eletrônicos ─ crime que, apesar de absurdo, passou a ser tratado como banal.

Na fabricação de artefatos clandestinos ou caseiros, o clorato de potássio é um dos preferidos. Há alguns anos, entraram nos campos de futebol empunhados por membros de torcidas organizadas. Agora, chegaram às manifestações de rua. “O que as agências de inteligência questionam é: se um zé mané qualquer consegue o material necessário para fabricar um explosivo da potência do que matou Santiago, imagina do que são capazes os bandidos? Imagina na Copa”.

Chilelli é especialmente enfático ao salientar que as manifestações são um sinônimo de democracia, mas observa que a infiltração de black blocs e de determinados grupos políticos transformou o caráter pacífico e apartidário que elas tinham no começo. “É preciso garantir o direito aos protestos, mas é uma atitude equivocada desarmar o policial ou retirar a tropa de choque da rua nessas ocasiões. A polícia passa uma sensação de segurança para o cidadão de bem e para o manifestante que está lá pacificamente”. 

O uso responsável de armamento não letal e a capacitação dos agentes de segurança para atuar em situações semelhantes são imprescindíveis para que não se repitam casos como os de Santiago ou do fotógrafo Sérgio Silva, que ficou cego de um olho depois de ser atingido por uma bala de borracha.

Nesta quarta-feira, o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, entregou no Senado Federal uma proposta de projeto de lei para tipificar o crime de desordem e tentar inibir a violência durante as manifestações. 

Entre as definições do crime está “praticar ato que possa causar desordem em lugar público ou acessível ao público, agredindo ou cometendo qualquer ato de violência física ou grave ameaça à pessoa, destruindo, danificando deteriorando ou inutilizando bem público ou particular”. De acordo com Beltrame, um dos pontos previstos no projeto é a proibição de pessoas mascaradas em protestos.

A proibição a máscaras faz todo sentido. 

Embora já houvesse indícios de que os chamados black blocs carregavam artefatos explosivos caseiros e clandestinos, até a morte de Santiago não havia uma prova concreta. Segundo Chilelli, no Rio de Janeiro, de cada dez pessoas flagradas com armas brancas (facas e estiletes), coquetel molotov , tacos de basebol com pregos na ponta, ou fogos de artifício legais, sete estão com rostos cobertos. Em São Paulo o número sobe para oito.

Os sem-terra atacaram com paus e pedras; os policiais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

12/02/2014
às 20:50

Brasil surrealista: Comandante da PM de Brasília livra a cara do MST mesmo com 30 policiais feridos — e apenas 2 sem-terra. Já o MST, na pratica, assume o confronto

O que vocês vão ler abaixo é a expressão crua do surrealismo brasileiro; é a evidência mais contundente de que o Brasil passou a flertar com a bagunça, com a desordem. E a gente sabe como isso acaba: em morte. Vejam o caso do cinegrafista Santiago Andrade. Parece, no entanto, que o país não está disposto a aprender nada.

Houve confrontos nesta quarta entre a PM do Distrito Federal e os ditos sem-terra, como já vimos aqui. Nada menos de 30 policiais ficaram feridos — para apenas dois sem-terra. Isso evidencia de que lado estavam os violentos. Os sem-terra atacaram com paus e pedras; os policiais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Muito bem.

Mesmo diante da brutalidade dos sem-terra, o coronel Florisvaldo Ferreira César disse acreditar que foram pessoas infiltradas no movimento que promoveram a desordem. Afirmou: “Não acredito que tenha sido gente do MST. Foram grupos infiltrados que agem com extrema violência. Trabalho com o MST há 14 anos; esta foi a primeira vez que vi policiais feridos dessa maneira”.

É o fim da picada! Como informa o Globo, “um militante do MST, conhecido como ‘Joba’, foi preso após agredir um policial no rosto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi ao encontro dos manifestantes e marcou uma reunião de representantes do movimento com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, às 9h, no Palácio do Planalto.”

Os representantes do MST, eles próprios, ao contrário do comandante da PM, não atribuiu a violência a infiltrados, não. 

Admitiu que era coisa deles mesmo, mas, claro!, culpou a polícia: “Fomos reprimidos pela polícia do Estado. Primeiro em frente ao STF e agora aqui no Planalto. Isso é incabível, inconcebível e inaceitável. É mais uma mostra da incapacidade do governo em atender as demandas do MST”, disse José Ricardo Silva, da direção Nacional do MST.

Entenderam o absurdo da coisa? Os representantes do movimento não acusam “forças infiltradas” pela violência, não! Quem tenta dourar a pílula é um representante da PM. Para encerrar: oito policiais estão em estado grave.
 
Por Reinaldo Azevedo
 

É grande o risco de a lei antiterror no Brasil valer para quem, por exemplo, se armar para defender a sua propriedade, mas não para quem se armar para invadi-la.


13/02/2014
às 4:14

Se Dilma aplaude o terrorismo “red bloc” do MST, por que acha que pode combater o dos black blocs?

Dilma diz querer combater os black blocs, mas vai levar os red blocs para o Palácio (Foto: pedro Ladeira/Folhapress)
Dilma diz querer combater os black blocs, mas vai levar os red blocs para o Palácio (Foto: pedro Ladeira/Folhapress)


Raramente vivemos uma jornada tão interessante em tão pouco tempo como nesta quarta-feira. O dia raiou com a notícia da prisão de Caio Silva de Souza, que, em companhia de Fábio Raposo, matou o cinegrafista Santiago Andrade. Passava um pouco das oito da manhã quando, em entrevista ao vivo, concedida à rádio Jovem Pan — eu estava entre os entrevistadores — o advogado Jonas Tadeu Nunes revelou que grupos e partidos políticos financiam alguns desses que estão nas ruas promovendo a desordem; financiam, em suma, o que ele chamou de “terrorismo social”.

Poucas horas depois, militantes do MST promoveram um badernaço em Brasília; tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal, que teve de suspender a sessão; derrubaram grades de proteção em frente ao Palácio do Planalto; entraram em confronto com policiais militares do Distrito Federal com uma violência até então desconhecida em manifestações assim e feriram 30 policiais, oito deles com gravidade.

Ao mesmo tempo, no Senado, esquentava o debate sobre o Projeto de Lei nº 499 que passa a definir o crime de terrorismo. Nossa Constituição considera esse crime inafiançável e não passível de graça ou anistia, mas não existe uma lei para punir ações terroristas, o que é um absurdo.

A íntegra do texto está aqui. A proposta pune com até 30 anos de cadeia quem infunde terror na população ou ameaça a segurança coletiva, atentando contra serviços essências, como transporte púbico ou obras de infraestrutura. Como já lembrei aqui, por que o país não tem até hoje uma lei como essa, vigente nas melhores e mais tolerantes democracias do mundo?

Porque as esquerdas, e o PT em particular, nunca permitiram. Sempre temeram que uma lei com essas características acabasse tolhendo o arbítrio e a truculência de aliados seus, como o MST por exemplo. E não deu outra: os petistas não querem aprovar o texto como está; eles exigem que os ditos movimentos sociais sejam excluídos do risco de punição. 

Vocês entenderam direito: os companheiros aceitam, sim, ter uma lei antiterror, mas só se ela não alcançar os que se chamam a si mesmos de “movimentos sociais”.

Ora, um desses grupos ligados ao PT é justamente o MST, o dito Movimento dos Sem-Terra, que invadiu Brasília nesta quarta-feira. Por onde passaram, os ditos sem-terra promoveram o caos, a desordem. Argumentaram com paus, pedras, porretes. O sangue correu na Praça dos Três Poderes, especialmente o dos policiais militares.

E o que fez o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e homem encarregado de conversar com os movimentos sociais? Desceu para dialogar com os baderneiros. Pior: a presidente Dilma Rousseff prometeu receber as lideranças nesta quinta-feira.

Atenção, leitores! Três dias depois da morte de Santiago Andrade em razão da ação violenta de supostos manifestantes, a presidente decide levar para o Palácio interlocutores que não recorrem a substantivos, mas a paus; que não empregam adjetivos, mas pedras; que não formulam frases, mas usam porretes.

É verdade! Se o país tivesse uma lei antiterror, é bem possível que a ação do MST desta quarta pudesse ser assim caracterizada. Mas pensemos um pouco: se os movimentos sociais ficam livres para ameaçar a segurança coletiva, como, então, punir estes que se dizem black blocs? 

É patético: um dia depois de o governo federal prometer combater com severidade a violência nas ruas, Dilma aceita receber baderneiros em palácio, que se impõem na base da porrada. Se o governo aplaude o “Red blocs”, os terroristas de vermelho do MST, como é que vai combater  os black blocs, os terroristas de preto?

Ao fazê-lo, Dilma leva o terrorismo para dentro do Palácio.

Para encerrar

Já começou a gritaria dos “amigos do povo” contra a lei que pune o terrorismo. Por alguma razão, acham que ela pode tolher a liberdade. É mesmo? Eu queria saber o que há de libertário na ação de vagabundos que incendiam ônibus, que depredam prédios púbicos ou que põem em risco a segurança de milhares de pessoas infundindo terror em áreas públicas, como estações de metrô, por exemplo.

É grande o risco de a lei antiterror no Brasil valer para quem, por exemplo, se armar para defender a sua propriedade, mas não para quem se armar para invadi-la. Fiquem atentos.

Por Reinaldo Azevedo

Governo vai tentar ignorar denúncia de que baderneiros são financiados

13/02/2014
às 5:12

O PT e a sua legião de Sininhos empenhadas em criar a Terra do Nunca.

Sininho de Vermelho
Há certas coisas que são de uma obviedade que chegam quase a dar preguiça — embora sejam, sim, importantes porque podem estar na raiz de alguns dos males brasileiros. Infelizmente, e torço para estar errado, eu não aposto R$ 0,10 — R$ 1 milhão muito menos, até porque não tenho isso tudo, hehe… —, que haverá empenho do governo federal para chegar a fundo na origem do financiamento da baderna de rua. A denúncia de Jonas Tadeu, advogado dos assassinos do cinegrafista Santiago Andrade, é muito séria. Ele acusa políticos, partidos e grupos de financiar o que chamou de “terrorismo social”.

Que há militância organizada na rua, isso é inequívoco. Olhem Elisa de Quadros, a tal Sininho. Percebe-se de longe o cheiro da militante profissional. Não se conhece a sua ocupação, embora tenha dois endereços no Rio e dois RGs. Vive de quê? De onde tira o dim-dim que paga o feijão? Atenção, leitores! Nos regimes democráticos, alguém sempre está financiado alguma causa. É parte do jogo. A questão é saber se esse financiamento se dá nos limites da legalidade ou não; a questão é saber se a causa patrocinada civiliza ou embrutece; contribui para uma sociedade mais democrática e tolerante ou promove a violência, o caos e a morte.

Embora essas confusões de rua sejam um incômodo para o PT e possam criar severas dificuldades para a presidente Dilma durante a Copa do Mundo, o partido vai querer passar longe da questão; vai dar um jeito de olhar para o outro lado. Infelizmente, não vejo a Polícia Federal empenhada em ir a fundo no tema. A razão é simples: OS PETISTAS FAZEM A MESMA COISA. ESSE É O SEU MÉTODO DE AÇÃO. É PRÁTICA CORRENTE NO PT FINANCIAR OS DITOS MOVIMENTOS SOCIAIS.

Querem exemplos? Na eleição de 2012 para a Prefeitura, apareceu um troço chamado “Existe Amor em São Paulo”. Parecia espontâneo, coisa da sociedade. Descobriu-se depois que era uma criação do comitê de campanha de Fernando Haddad. A turma ganhou até cargo na Prefeitura. O Movimento Passe Livre, que promoveu as primeiras badernas na cidade, em junho, sempre operou em parceria com os petistas. O MST, que botou pra quebrar em Brasília, é parceiro histórico do PT.

O partido não quer discutir o financiamento ilegal de movimentos de protesto porque isso levantaria óbvias suspeitas sobre a sua própria maneira de se organizar e sobre a sua própria conduta. Os movimentos de sem-teto que infernizam São Paulo nasceram no petismo e têm sólidos vínculos com a legenda até hoje. E é evidente que as outras organizações partidárias sabem disso.

Pensemos um pouquinho: quando o PT aparelha um sindicato e passa e submete uma categoria profissional à agenda do partido e às suas necessidades, estará fazendo algo muito diferente do que fazem os que financiam estes que saem quebrando tudo por aí? O crime, evidentemente, é menos grave — mas a ação é igualmente ilegal. Afinal, um sindicato deve pensar primeiro nos interesses dos seus filiados.

Quando os petistas usam dinheiro público, da administração direta e das estatais, para financiar páginas na Internet que se dedicam à pistolagem política contra a oposição e contra a imprensa livre, estarão atuando de modo muito diverso dos que “contratam” a mão de obra de baderneiros? Talvez seja até um pouco mais grave porque usam dinheiro público.

A advogado Jonas Tadeu botou o dedo numa ferida importante. Ainda que corra riscos em razão de movimentos que saem do seu controle, o PT não vai querer fazer esse debate. Ao contrário: vai é fugir dele porque se a legenda X ou Y têm uma Sininho, a Fadinha que acompanha Peter Pan, o petismo tem umas 500, todas elas empenhadas em criar a Terra do Nunca.

Por Reinaldo Azevedo

PM: possibilidade de radicalizar a ação, que começou batizada de Operação Tartaruga.

Segurança Pública: Dia de decisão para Policiais Militares

Assembleia definirá rumo do movimento. Polêmica sobre direção de viaturas parece distante do fim


Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br


Hoje o dia pode ser decisivo para a mobilização dos policiais militares.

Nesta manhã, a categoria   se reúne  em frente ao Palácio do Buriti para uma assembleia que vai definir os rumos do movimento.

Segundo as associações de militares, há a possibilidade de radicalizar a ação, que começou batizada de Operação Tartaruga. Entre as reivindicações dos PMs estão a reestruturação da carreira e o reajuste salarial.

O imbróglio relativo à direção das viaturas  também deve marcar as discussões da reunião de hoje. Policiais chegaram a se recusar a conduzi-las alegando que não possuem curso específico para a função.

No entanto, em resolução publicada ontem, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) altera as condições básicas dos treinamentos para motoristas de viaturas. Agora, segundo a   publicação, os conteúdos e a regulamentação dos cursos   vão ser definidos internamente por cada órgão. O prazo   para a adequação vai até    25 de fevereiro de 2015.

A   mudança do Contran permite à Polícia Militar defender que os cursos de formação dos militares são equivalentes aos de especialização. Por isso,   as viaturas circularam normalmente durante o dia de ontem – mesmo depois da liminar judicial que suspendeu os efeitos da portaria   expedida pelo comando da PMDF, que autorizava a direção sem curso específico.

Norma contestada

Embora aleguem estar seguindo a resolução, os militares já se mobilizam de forma contrária à norma do Contran. O advogado representante da Associação do Fórum Permanente dos Servidores Integrantes das Carreiras Típicas do DF (Finacate), Helton Barbosa, considera que tanto a portaria expedida pelo comandante da corporação quanto a nova resolução do Contran são ilegais. Segundo o advogado, o conselho atuou em uma legislação que é própria do CTB.

“Resolução é um instrumento para regulamentar, e não gerar direitos e obrigações específicas na lei própria. Esse documento não tem competência constitucional e legal para alterar o CTB. Lei só pode alterada por lei e não por resolução”, explica.

Por isso, uma nova ação vai ser impetrada em esfera federal para derrubar a resolução do Contran. A expectativa do advogado é pedir a declaração de ilegalidade hoje ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. “Essa ilegalidade é flagrante e eu não sei como as pessoas não estão vendo isso”, argumenta o representante da Finacate.


Versão Oficial 

A Procuradoria-Geral do GDF explica que acompanha a tramitação da liminar judicial que suspende os efeitos da portaria da Polícia Militar. Segundo o órgão, os advogados aguardam a notificação oficial do TJDFT para recorrer da decisão. A Secretaria de Comunicação do GDF afirma que o Executivo local não participou de qualquer decisão a respeito da resolução do Contran. 

Segundo a pasta, o GDF não tem qualquer gerência sobre a atuação de organismos federais, como o Ministério das Cidades, órgão ao qual o Denatran e o Contran estão vinculados.

Carro tem, mas ninguém dirige

Na última terça-feira, o ator Nobu Kahi, 27 anos, presenciou um assalto na QSA 6 em Taguatinga Sul. Uma jovem esperava na calçada para atravessar a rua quando um veículo parou próximo a ela e dois assaltantes exigiram que ela entregasse a bolsa. Ali perto havia um posto da PMDF. “Algumas pessoas foram lá para denunciar a ocorrência, mas os policiais disseram que não podiam fazer nada, pois não tinham como conduzir as viaturas”, explica Nobu. “Isso é revoltante.  A  jovem acabou sendo vítima de uma operação dos PMs sem nem ter culpa.”

Fiscalização do Detran

O advogado da  Associação do Fórum Permanente dos Servidores Integrantes das Carreiras Típicas do DF (Finacate)   enviou um ofício à direção   do Departamento de Trânsito   (Detran-DF) pedindo que todas as viaturas da Polícia Militar sejam abordadas durante as fiscalizações de trânsito. Segundo Barbosa, a Carteira   de Habilitação  do condutor precisa ser solicitada para que se perceba a inexistência do curso especializado para conduzir carro oficial de urgência e emergência. “Se isso não acontecer, podemos entrar com uma ação contra o Detran por prevaricação e improbidade administrativa, pois o órgão tem pleno conhecimento da situação e estaria sendo omisso”, argumenta.

O comandante-geral da PMDF, coronel Anderson Moura, destaca que a resolução do Contran ratificou a portaria editada por ele no sábado. Embora a publicação tenha sido feita em meio às discussões sobre a validade dos cursos dos policiais como equivalentes aos de especialização, o chefe da corporação garante que não houve nenhuma participação da PMDF nas novas mudanças. 

“A polícia não teve nenhuma participação nesse sentido, até porque isso compete ao Governo Federal, pois envolve o Contran e o CTB. Talvez o Contran pode ter sido alertado por outros órgãos que se viram inseridos na mesma problemática, mas não pela PMDF”, afirma.

À espera da proposta

Apesar de os policiais se encontrarem hoje em assembleia, o comandante destaca que o governo deve anunciar até amanhã as propostas discutidas pela corporação ainda no início da semana. “A sinalização do governador foi bem positiva. Ele se mostrou empenhado para corrigir as distorções do passado. Estamos confiantes”, afirma o comandante, que não revelou os valores   discutidos.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Trânsito torna-se caótico devido a ato dos sem-terra e expõe a fragilidade da mobilidade urbana

Confusão dentro e fora do protesto dos sem-terra


Carla Rodrigues e Renan Bortoletto, com agências
redacao@jornaldebrasilia.com.br


Protestos, confrontos, engarrafamentos, buzinas e muita espera. 

Assim foi a tarde de ontem em Brasília. Com uma frota de aproximadamente 1,5 milhão de carros nas ruas da cidade, a manifestação dos sem-terra na Esplanada dos Ministérios provocou um verdadeiro caos no trânsito. 

A Polícia Militar bloqueou o acesso ao Eixo Monumental e a recomendação era evitar a área central. 

O congestionamento tomou conta das vias desde o Setor de Indústrias Gráficas (SIG) até a Catedral Metropolitana. Algumas pessoas chegaram a ficar três horas presas no tráfego.  

 “Estou há 40 minutos parado.  Acho que estou dentro do carro há umas três horas. E, sinceramente, não acredito que isso é culpa dos manifestantes. Sou a favor de protestos. Mas  quem deveria organizar o trânsito não faz isso direito. Simplesmente fecha as   vias e o trabalhador que se vire”, desabafou o caminhoneiro Eupídio Campos, 36. 

 Porém, de acordo com o Batalhão de Trânsito do DF (BPTran), a organização do tráfego   durante manifestações é planejada, justamente, para diminuir os efeitos das obstruções na vida dos cidadãos. “A gente vai fechando as vias por onde os manifestantes passam. E, à medida que isso vai acontecendo, vamos abrindo outras. A nossa ideia é facilitar a mobilidade e não o contrário”, assegurou o chefe operacional do 1º  BPTran, major Sérgio Robalo. 

Sem saída

 Para ele, contudo, Brasília apresenta duas características que dificultam o fluxo   durante protestos. “Nós temos duas vias paralelas em Brasília, duas únicas principais. E o brasiliense não tem o hábito de buscar alternativas. Por outro lado, tanto a Esplanada quanto o Eixo são vias que absorvem muitos veículos. As alternativas delas, S1, N1, não comportam a mesma quantidade de carros. Aí, claro, você vai ter um tráfego muito mais lento”, explicou Robalo. 

 Vale ressaltar que Brasília está a quatro meses dos jogos da Copa do Mundo. E, até agora, as discussões sobre mobilidade urbana não chegaram a lugar algum. A quarta região mais populosa do Brasil entra em colapso quando acontecem protestos na cidade. Os motoristas não sabem para onde ir e os pedestres acabam ilhados na Rodoviária do Plano Piloto.

Previsão da população é de caos na Copa

 Sobre a expectativa para a Copa do Mundo, em junho, o chefe operacional do 1º  BPTran, major Sérgio Robalo, acredita que a tendência   é de uma preparação muito maior. Portanto, mesmo com as ameaçadas de protestos, o trânsito deverá fluir. “O esquema vai ser muito parecido com o que aconteceu na Copa das Confederações. Só que como se trata de uma Copa do Mundo, a divulgação vai ser muito maior e as pessoas sairão de casa sabendo o que vão encontrar. Além disso, a quantidade de agentes envolvidos é muito maior”, avaliou. 

Nas ruas, a expectativa dos brasilienses é de uma cidade em colapso. “Imagino o caos total na Copa. Não consigo ser muito positiva. Vai acontecer manifestação e, infelizmente, os mais prejudicados seremos nós.  Olha aí, não temos nem um plano de mobilidade”, ressaltou a pedagoga Ericka Margarida, 30. Ela e a mãe ficaram duas horas presas no trânsito da via S1,  bloqueada entre a Rodoviária e a Catedral.

Quem estava na esperança de chegar em casa ainda no final da tarde acabou se desanimando. “Nem penso mais em chegar antes das 19h. Daqui para o Paranoá é mais lentidão”, disse o empreendedor individual Johny Cardoso, 37. 

Confronto entre    MST e polícia
A marcha do MST reuniu aproximadamente 15 mil pessoas e também ficou marcada pelos confrontos entre os manifestantes e a Polícia Militar. O clima ficou tenso depois que integrantes do movimento chutaram e derrubaram as barreiras metálicas montadas pela polícia em frente à Praça dos Três Poderes. Houve reação dos policiais, que usaram gás de pimenta e balas de borracha para conter a violência.

 O momento mais tenso do protesto foi quando um grupo de policiais ficou encurralado em volta de um ônibus. Integrantes do MST atiraram pedaços de pau, latas de lixo e objetos contra os policiais. Um outro grupo de manifestantes pedia aos demais que parassem com o ato e ajudaram os PMs a sair do cerco.

João Paulo Rodrigues, integrante da direção do MST, disse os policiais teriam entrado no ônibus, tomado a chave do motorista e agredido os militantes. 

Feridos

 Ao todo, foram mobilizados 500 policiais militares para conter os manifestantes. De acordo com o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, Lúcio César, 30 policiais ficaram feridos, sendo oito deles com lesões graves. O comandante afirmou ainda que um manifestante ficou levemente ferido e outro foi preso.

 “A manifestação seguia pacífica até que os integrantes do movimento tentaram invadir o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto. Foi exatamente neste momento que ordenamos aos policiais militares que agissem e impedissem o progresso deles”, relatou o comandante Lúcio César.



Calendário de Manifestações


 No Dia da Mulher, 8 de março, grupos feministas devem se reunir no DF e pelo País.

Em abril, no Dia do Índio (19), é comum acontecerem atos a favor dos direitos das etnias em todo o Brasil.

No Dia do Trabalhador (1º de maio) costumam acontecer   movimentações na Esplanada dos Ministérios.

A Marcha das Vadias  também acontece em maio.

Em junho  é a época da Copa do Mundo, e os integrantes do movimento “Copa para quem?” já prometeram fazer vários protestos durante os jogos mundiais.

Em setembro, no feriado de Independência do Brasil, no dia 7, também é normal aconteceram protestos por todo o País. 

Em outubro de 2012, o Dia do Professor (15) rendeu algumas manifestações Brasil afora. Se em 2014 acontecer o mesmo, a Esplanada pode ser palco de protestos.

Pela reforma agrária

Por conta da marcha do MST, uma sessão plenária do STF foi suspensa, por precaução. Liderados por um grupo que veio de Pernambuco e com o auxílio de um carro de som, os manifestantes seguiram marcha até a Rodoviária do Plano Piloto e encerram o ato nos arredores do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde permanecem acampados.

 O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar disse que não está prevista uma nova manifestação. Segundo ele, representantes e líderes do movimento devem se reunir hoje, às 9h, com a presidente Dilma Rousseff (PT) para discutir a reforma agrária no País e melhorias nos assentamentos. 

O movimento

O objetivo da marcha era entregar ao secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, um documento com os compromissos feitos pelo governo para a reforma agrária e que, segundo eles, não foram cumpridos. 
Carvalho acabou tendo de receber o documento em uma das vias de acesso ao Palácio do Planalto. 

"Nós tínhamos uma sala reservada para recebê-los, mas eles preferiram que nós descêssemos aqui. Tínhamos combinado ontem (terça-feira) que tudo seria tranquilo, eles viriam e se posicionariam na Praça, mas o que acontece é muito comum, vem uma molecada e empurra a grade. Você tem o risco de invasão do Planalto e aqui tem uma lei clara que ninguém pode nem obstruir a via muito menos adentrar o Palácio", disse o secretário-geral.

Segundo a integrante da direção nacional do MST, Kelly Mafort, no ano passado apenas sete mil famílias foram assentadas pelo processo de desapropriação. “Do MST são 90 mil famílias acampadas. Estamos aqui numa luta. Nossa luta é pacífica", afirmou. 

Faixas

Durante a marcha, os manifestantes, que participam nesta semana do VI Congresso Nacional do MST, reclamavam da "estagnação" da reforma agrária no País e gritavam "Dilma, cadê a reforma agrária?" e "Dilma ruralista". Também lembraram o julgamento do mensalão.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília