quinta-feira, 13 de março de 2014

Acusado de assédio, ex-cônsul ganha pizza, mas perde o respeito


"Punição" 

Acusado de assédio moral e sexual ficará apenas 3 meses sem salário
Publicado: 13 de março de 2014 às 0:30 -

Américo Fontenelle é acusado de assédio moral e sexual, homofobia e desrespeito
Américo Fontenelle é acusado de assédio moral e sexual, homofobia e desrespeito

O embaixador Américo Fontenelle ficará três meses sem salário, e só. Foi tudo o que recebeu de punição nas acusações de assédio moral e sexual no consulado-geral do Brasil em Sidney (Austrália). 

Apenas foi suspenso por 90 dias, “punição” já cumprida. É a segunda vez que o corporativismo o protege, apesar de falar mal dele. 

Quando foi cônsul em Toronto (Canadá), também saiu impune de alegações idênticas.

Celso Amorim garantiu a pizza de Fontenelle em Toronto. No caso de  Sidney, os pizzaiolos foram Antonio Patriota e Luiz Alberto Figueiredo.

Apesar de o Itamaraty haver aliviado sua barra, Américo Fontenelle perdeu o bem mais preciso para um diplomata de carreira: o respeito.

Comentários:

Anonimo  

Conheço os diplomatas em apreço.São otimas pessoas.Talvez o stress do trabalho tenha feito com que explodam e tenham feito comentarios que foram obviamente exagerados pelos funcionarios. 


Lu Mazzoni · 
Este Itamaraty nao funciona para nada! se acham o biscoito mais recheado do pacote, nao sao nem solidadrios com outras missoes que estao no mesmo pais....

Nível do Cantareira cai mais uma vez e chega a 15,6%, pior índice da história

13/3/2014 às 09h43


Diversos bairros de São Paulo já são abastecidos por outros sistemas 


Do R7, com Estadão Conteúdo
Nível de abastecimento chega a 15,6%, o pior da história 
 
Após registrar o pior nível de abastecimento da história nesta quarta-feira (12), o volume de água armazenado nos reservatórios do Sistema Cantareira voltou a cair e atingiu 15,6% da capacidade nesta quinta-feira (13), segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo).

Mais uma vez as fortes chuvas que atingiram São Paulo nesta quarta não ajudaram a elevar o nível de água no cantareira.

Há um ano, o volume armazenado era de 58,4% do reservatório responsável pelo abastecimento de mais de 10 milhões de usuários, a maioria na região metropolitana de São Paulo — 8,8 milhões destes clientes da Sabesp.

A Sabesp aumentará para três milhões o número de moradores da Grande São Paulo que deixarão de receber água do Sistema Cantareira para serem abastecidas pelas bacias do Alto Tietê e Guarapiranga. 

Desde o fim de janeiro, a empresa remaneja água desses dois mananciais para suprir a seca do Cantareira.

Seca: Sabesp remaneja água para três milhões da Grande SP

Para poupar reserva, nove bairros de São Paulo deixam de ser abastecidos pelo Sistema Cantareira

Além disso, nesta quinta-feira, a companhia anunciará que as cidades permissionárias do Sistema Cantareira — aquelas que compram água da empresa no atacado — receberão a partir de hoje menos água e terão que encontrar saídas próprias para evitar o racionamento.

1. Comentário

Apesar disso o GDF continua- atraves da SEDHAB da TERRACAP e com o aval do IBRAM- destruindo as areas de proteção ambiental (vide Parque das Bençãos e o Jardim Manguezal que agride o rio São Bartolomeu) , aterrando mananciais e poluindo o Lago Paranoá.

Ao que tudo indica, a ganancia substituiu os neuronios dos nossos lideres governamentais.

Vera Regina Moraes

Heróis injustiçados.Rio de Janeiro tem um PM morto a cada cinco dias



13/3/2014 às 00h15


Média de PMs mortos em serviço em 2014 é quatro vezes maior que em 2013 

Bruno Rousso, do R7
Soldado do Alemão foi a última vítima 
 
O primeiro trimestre do ano ainda não acabou e a segurança pública do Rio de Janeiro assiste a uma escalada de violência contra as estratégias de pacificação traçadas pelo governo do Estado e Polícia Militar. 

Em 71 dias, 15 policiais militares morreram em serviço — média de um PM a cada cinco dias.

O dado chama ainda mais a atenção quando comparado ao ano passado. Em 2013, de janeiro a dezembro, foram notificadas as mortes de 18 PMs em serviço (uma morte a cada 20 dias). A média atual é quatro vezes maior.

O último caso registrado foi o do soldado Rodrigo de Souza Paes Leme, na última quinta-feira (6). 

Ele foi atingido por dois tiros no peito, que ultrapassaram o colete à prova de balas, durante patrulhamento na comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte.

De acordo com colegas de farda, um grupo de policiais foi encurralado por traficantes na localidade conhecida como Quadra do Escadão. 

Paes Leme foi socorrido, mas não resistiu.

Nesta quinta-feira (13), a comunidade de Vila Kennedy, zona oeste do Rio, deve ser ocupada pela Força de Pacificação.

Vistos por muita gente como símbolos da era das UPPs, os complexos do Alemão e da Penha somam outros casos de mortes de PMs em serviço. 

O que mais repercutiu foi o assassinato da soldado Alda Rafael Castilho, de 26 anos, lotada na UPP Parque Proletário, em fevereiro.

Após a onda de terror nos primeiros meses do ano, a Secretaria de Segurança colocou na mesa um plano para reforçar o patrulhamento nos complexos

O secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, disse que não descarta a possibilidade de pedir ajuda ao Exército para reocupar o território.

A Força de Pacificação do Exército permaneceu nos dois conjuntos de favelas até meados de 2012, quando foram inauguradas oito UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na região.

Considerado o quartel-general do Comando Vermelho, os complexos do Alemão e da Penha foram invadidos pelas forças de segurança em novembro de 2010, após uma onda de ataques a ônibus e postos policiais que levou pânico à cidade. 


Nesta segunda-feira (10), uma operação da Polícia Civil prendeu oito suspeitos de participação nos ataques à UPP Nova Brasília e à 45ª Delegacia de Polícia (em janeiro) e ao policial Rodrigo Paes Leme, de 33 anos, que foi morto na semana passada.

Procuradas pelo R7, a Secretaria de Segurança e a Polícia Militar não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.

Identificados

O delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios, declarou que o autor dos disparos que mataram o soldado Rodrigo Paes Leme já foi identificado. Igor Cristiano Santos de Freitas, o Salgadinho, de 26 anos, é considerado foragido.

Barbosa disse ainda que o assassinato de Alda Rafael também já foi elucidado.

— Os três envolvidos neste crime já estão identificados e com a prisão decretada. São dois adultos e um menor. Vamos continuar as operações para prendê-los.

Advogados acionam Justiça para pedir fim de prisões sem justificativa em protesto contra a Copa

3/3/2014 às 00h10


Na página criada para divulgar ato, mais de 13 mil pessoas haviam confirmado presença

Ana Cláudia Barros, do R7
 
 
Mandado de segurança foi datilografado e apresentado em papel envelhecido, em alusão aos tempos da ditadura militar Reprodução
 
O grupo Advogado Ativistas protocolou um mandado de segurança para evitar abuso policial e garantir o direito de manifestação durante o "Terceiro Ato Contra a Copa", em São Paulo, marcado para esta quinta-feira (13), no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital. 

Na página criada no Facebook para divulgar o protesto, 13.204 pessoas haviam confirmado presença até às 20h40 desta quarta-feira (12). Ao todo, cerca de 280.000 internautas foram convidados.

No mandado de segurança, o grupo pede, entre outros, o fim das prisões para averiguação, dos policiais sem identificação, das revistas pessoais sem fundamento e dos cordões de isolamento, determinando que o acompanhamento da PM se dê a 100 metros de distância.

De acordo com Brenno Tardelli, integrante do Advogados Ativistas, o mandado se propõe a discutir a democracia.

— Do que temos visto, o Brasil não é um estado democrático na prática. 

Na medida em que as pessoas são presas sem ter cometido crime, na medida em que as pessoas são revistadas e têm sua intimidade violada em qualquer esquina, na medida em que as pessoas são intimadas para depor no dia da manifestação, enquanto são perguntadas em que partido votam, qual a crença política delas.

Ele completa, enfatizando que o grupo reivindica apenas o que está na lei.

— Vivemos em um estado tão antidemocrático que pedir a democracia é algo chocante.

O documento pede também o fim do uso tática Kettling — técnica que consiste em cercar e isolar pessoas dentro de um cordão policial —, adotada na última manifestação.

— As pessoas não têm o direito nem de entrar nem de sair. Uma vez dentro do cordão, acabou. Você pode ser jornalista, socorrista, mascarado. Não interessa. Está preso.

“Anos de chumbo”

Protocolado na 14ª Vara da Fazenda Pública, o mandado de segurança foi datilografado e apresentado em papel envelhecido. 

A estética é uma alusão ao tempo em que o País vivia sob uma ditadura militar, segundo Tardelli. Ele diz que o objetivo foi provocar reflexão.

— Não estamos “lançando tendência”. Pedir democracia é uma coisa antiga. 

Ter uma resposta arbitrária do Estado é muito antigo. Só que há uma diferença nos tempos de hoje: temos uma Constituição cidadã.




Ainda conforme o advogado, o juiz da Vara da Fazenda Pública entendeu que não era competência dele decidir sobre o mérito do mandado e o remeteu com urgência para o Tribunal de Justiça. 

Caso sejam deferidos alguns ou todos os pedidos, oficiais de Justiça irão para o ato no intuito de garantir que a medida seja cumprida.

O Centro de Operações da Polícia Militar não divulgou qual efetivo trabalhará durante o protesto desta quinta-feira nem informações sobre como a corporação atuará durante o ato.

Confronto e vandalismo

No ato contra a Copa do Mundo realizado em fevereiro na cidade de São Paulo, 230 pessoas foram detidas, o maior número de prisões realizada durante uma manifestação, desde o início da onda de protestos em junho do ano passado. Todos foram liberados.

Entre os que foram levados a delegacias da região central, estavam cinco jornalistas que faziam a cobertura da manifestação. 

O protesto, no centro, foi marcado por vandalismo e confronto entre manifestantes e policiais militares. 

Ao menos oito ficaram feridos: cinco policiais, duas pessoas que participavam do protesto e um fotógrafo. 

Foi a primeira vez em que o "pelotão ninja" da Polícia Militar, especializado em artes marciais, atuou em uma manifestação.

No ato realizado no dia 25 de janeiro em São Paulo, 148 foram detidos e levados para delegacias, onde depois de ouvidos, acabaram liberados. 


O protesto também foi marcado por quebra-quebra e violência. 

Na ocasião, o jovem Fabrício Proteus Nunes Fonseca Mendonça Chaves foi baleado no tórax e na região genital por dois policiais militares, que alegaram que o rapaz tentou escapar durante uma abordagem e teria tentado golpeá-los com um estilete.

 

Papa ainda tem desafio de quebrar resistências dentro da Igreja

Quinta-feira, 13/03/2014, às 06:17, por Gerson Camarotti



Papa Francisco bebe em uma cuia durante audiência na Praça São Pedro no Vaticano, em outubro de 2013.


 Jamais a Santa Sé seria a mesma depois daqueles dias surpreendentes, entre os meses de fevereiro e março de 2013. 

Em Roma, como enviado especial da GloboNews para a cobertura do conclave convocado pelo próprio Papa Bento XVI, foi possível acompanhar uma série de acontecimentos inéditos no Vaticano, que teve início com a decisão de Ratzinger em renunciar ao seu pontificado. 

Isso não ocorria há seis séculos.

Tão surpreendente quanto a renúncia, foi também a escolha pelos purpurados que se reuniram na Capela Sistina naqueles dias de muito frio e chuva: depois de cinco escrutínios, foi eleito o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o primeiro papa latino-americano, o primeiro papa jesuíta e o primeiro papa Francisco da história da Igreja.

O gesto revolucionário de Bento XVI abriria espaço para as mudanças que ele não havia conseguido fazer durante os oito anos que ficou à frente da Igreja.

Ao longo do primeiro ano de pontificado, Francisco promoveu profundas transformações dentro e fora dos muros do Vaticano. 

Em poucos meses, o novo Papa tirou a Igreja da agenda negativa em que vivia: disputa de poder na Cúria Romana, suspeitas de fraude no Banco do Vaticano, vazamento de documentos secretos e escândalos de pedofilia, entre outros problemas. 

Com seu estilo simples e pastoral, Francisco conquistou as massas, aumentou a frequência nas igrejas e deu novo vigor aos fiéis.

Recentemente, ouvi do cardeal de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB, uma observação que me chamou atenção para definir o pontificado de Francisco: 

“As pessoas no tempo do Papa João Paulo II iam à Roma para ver o Papa. No tempo do papa Bento XVI, as pessoas iam para escutar o Papa Bento. 

E agora as pessoas estão indo à Roma para tocar no Papa Francisco.”

Também começo a perceber esse sentimento em relação ao Papa Francisco. 

Isso ficou claro na cobertura jornalística da primeira grande aparição internacional do novo papa, no Rio de Janeiro, em julho, durante a Jornada Mundial da Juventude.

Os olhos do mundo estavam em cada gesto e reação de Francisco. 

E foi durante a visita ao Brasil que o papa concedeu a primeira entrevista exclusiva, que foi ao ar pela Globonews e pelo Fantástico, da Rede Globo (ver vídeo abaixo).

Na longa conversa que tive com o Papa, ele antecipou as principais diretrizes do pontificado: condenou o luxo e pregou uma Igreja mais simples e acolhedora. 

“Para mim é fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe. E nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. 

A mãe… dá carinho, toca, beija, ama”, disse o Papa Francisco, numa síntese do seu pensamento.

Em outra longa entrevista, Francisco aprofundou o tema com novos recados para a Igreja. 

Foram três encontros com o jesuíta italiano Antonio Spadaro. O resultado dessa conversa foi publicado em setembro, na revista "La Civiltà Cattolica". 

O texto mostra que Bergoglio não tocará na doutrina da Igreja Católica. Mas sinaliza para uma significativa mudança de tom na Santa Sé. 

O Papa ressalta que a Igreja não pode ser obcecada por temas morais como a condenação ao aborto, à contracepção e ao casamento entre homossexuais.

Contra o retrato de Super-Homem

A necessidade de mudança não se refletiu apenas no tom, mas também nas ações do novo Papa. Em pouco tempo, Francisco substituiu os titulares de cargos estratégicos na Cúria Romana.

Na Congregação do Clero, saiu o cardeal conservador Mauro Piacenza e entrou o cardeal Beniamino Stella. Para a Secretaria de Estado, o papa substituiu o ex-poderoso cardeal Tarcisio Bertone pelo cardeal Pietro Parolin.

Para aprofundar o processo de reforma da Cúria, o governo da Igreja Católica, o Papa Francisco acionou o G-8, como é conhecido o conselho de oito cardeais.

Um dos primeiros resultados dos encontros foi a criação de uma comissão para proteger os menores vítimas de abusos sexuais e combater os casos de pedofilia no clero.

Recentemente, ao fazer um balanço de seu primeiro ano de pontificado, Francisco tirou a Igreja das cordas sobre esse tema, ao afirmar em entrevista ao jornal italiano  “Corriere della Sera” que “ninguém tem feito mais na luta contra a pedofilia do que a Igreja Católica, que talvez seja a única instituição pública que atua com transparência e responsabilidade (sobre o assunto)”.

Nesse balanço de seu primeiro ano como Pontífice, Francisco contou ainda que não gosta da "mitologia" criada em torno dele e que considerou ofensivo um Papa ser retratado como um Super-Homem.

Além de levar a vida com extrema simplicidade, Francisco começou a cobrar o exemplo por parte dos integrantes da cúpula da Igreja.

Numa decisão surpreendente, determinou o afastamento do bispo alemão Tebartz-Van Elst.

Conhecido como “bispo de luxo” por gastar cerca de 35 milhões de euros em uma casa paroquial, ele foi obrigado a deixar a diocese por um período indeterminado.

Em outra atitude inédita, o Papa determinou que fosse enviado às paróquias de todo o mundo um amplo questionário para a preparação da Assembléia de Bispos, o sínodo sobre a família.

O questionário de 38 perguntas aborda de forma direta temas-tabu, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção por casais homossexuais e o divórcio.

Contra a redução de católicos

Em apenas um ano, a Igreja avançou em relação ao seu maior desafio atual: estancar a queda no número de católicos praticantes.

Algumas pesquisas já apontam esse fenômeno na Europa.

O “efeito Francisco” também chegou às redes sociais. Quando assumiu, a conta do Papa no Twitter tinha 2 milhões de seguidores. No fim de outubro, atingiu a marca de 10 milhões de seguidores  – um salto de 400% em sete meses.

Em dezembro, Francisco foi eleito a personalidade do ano pela revista norte-americana "Time", que ressaltou que o Papa se tornou a voz da consciência e que poucas vezes, um novo ator no cenário mundial captou tanta atenção de maneira tão rápida como fez Francisco.

Mas se de um lado Francisco teve sucesso na estratégia de atrair mais fiéis para a Igreja, por outro, já começa a enfrentar reação de setores mais conservadores, incomodados com as mudanças.

O vaticanista espanhol Juan Arias, do jornal "El País", registrou em artigo que o Papa levantou o debate sobre a situação dos divorciados na Igreja.

Mas que, em seguida, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Ludwing Müller, afirmou em artigo no jornal "Observatório Romano" que não se pode mudar a doutrina católica para readmitir os descasados nos sacramentos.

O gesto foi interpretado como uma referencia indireta à posição do Papa.

O cardeal Marx, arcebispo de Munique, reagiu e afirmou que Müller não poderia impedir a discussão sobre a comunhão aos divorciados.

Fora da Igreja, também há críticas, como a dos integrantes do Tea Party, grupo americano de extrema direita do Partido Republicano, que chamou Francisco de marxista.

O próprio Papa, em entrevista ao jornal italiano "La Stampa", afirmou não se sentir ofendido em ser chamado de marxista. E defendeu a doutrina social da igreja.

Reforma da Cúria

No primeiro documento escrito exclusivamente pelo novo Papa, Francisco apresentou o plano da maior reforma feita no Vaticano em pelo menos meio século ao propor a descentralização da Igreja.

Na Exortação Apostólica intitulada “A Alegria do Evangelho”, Francisco diz preferir uma Igreja ferida e suja, porque esteve nas ruas, a uma Igreja doente por estar confinada e agarrada à sua própria segurança.

Ele condenou o que define como a “globalização da indiferença” e reafirmou a “opção preferencial pelos pobres”. Ao destinar uma parte importante de seu texto à situação mundial, ele criticou o modelo econômico atual.

Em janeiro, o anúncio da primeira lista de criação de cardeais de Francisco foi um claro sinal do que ele deseja para o seu pontificado.

Dos 16 purpurados com menos de 80 anos, e que, portanto, podem votar num conclave, apenas quatro ocupam cargos na Cúria Romana e 12 são titulares de arquidioceses espalhadas pelo Mundo.

A nomeação mais surpreendente foi a do monsenhor Chibly Langlois, bispo de Les Cayes: o primeiro cardeal do Haiti. Um forte sinal de que Francisco deve usar o título de cardeal para fortalecer a posição de prelados da Igreja em países periféricos e que enfrentam dificuldades políticas e socais.

Para a América Latina, além do Haiti, o Papa Francisco fez questão de indicar com as primeiras nomeações prelados próximos e de sua confiança, como dom Orani Tempesta, no Rio, e o sucessor dele em Buenos Aires, o arcebispo Mario Aurelio Poli.

Nessa primeira lista, chama atenção a ausência da nomeação de cardeais de sedes tradicionais, como a do patriarcado de Veneza ou do arcebispado de Turim.

Ao invés de favorecer nomes da Cúria e da Itália, Francisco aprofundou a estratégia de universalização da Igreja.

Um destaque especial para a lista foi a nomeação de Loris Capovilla, de 98 anos, que foi secretário do Papa João XXIII.

Apesar de não poder votar num conclave por causa da idade, a escolha de Capovilla foi uma homenagem e um símbolo de que Francisco quer resgatar a importância do pontificado de João XXIII, responsável por convocar o Concílio Vaticano II.

Esse, talvez, será o grande desafio de Francisco para os próximos anos: abrir caminhos e quebrar resistências em todos os níveis da Igreja Católica para conseguir implementar suas mudanças e retomar o concílio.

Para um observador distante, os passos de Francisco podem ser lentos. Mas para os padrões da Santa Sé, a velocidade dessas transformações em tão pouco tempo é algo sem precedentes nas últimas décadas.

Mesmo assim, já é consenso dentro dos muros do Vaticano que muitas das mudanças sugeridas só devem ser adotadas nos futuros pontificados. Afinal, esse é o tempo da Igreja.

E agora, Magela?



E agora, Magela?
Sexta-feira, 02 de agosto de 2013
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Lúcia Carvalho, na SPU desde 2007 indicada por Geraldo Magela
Por Marcos Mendanha

Filmado negociando propina para distribuição de moradia construída através de programa habitacional do GDF, o chefe de gabinete da Administração Regional do Riacho Fundo II, Francisco Gilvan Pereira da Silva, aparentemente é um peixe pequeno num mar de denúncias de irregularidades que envolve também a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), órgão subordinado à Secretaria de Estado de Habitação Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab).

Promotores da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público Social (Prodep), do Ministério Público do DF, investigam a Codhab e a Sedhab, órgão chefiado pelo deputado federal licenciado Geraldo Magela Pereira (PT). Os promotores trabalham em investigação sobre denúncias de supostas irregularidades na distribuição de lotes do Programa Morar Bem. Inclusive, entre os alvos da mesma investigação consta a Associação Pró-Morar do Movimento Vida de Samambaia (AMMVS).

A entidade representa 203 cooperativas habitacionais que disputam os lotes da 4ª Etapa do Riacho Fundo II, área de cerca de 1 milhão e 300 mil metros quadrados cedida gratuitamente pela União à AMMVS, através da Superintendência de Patrimônio da União (SPU) na gestão da ex-distrital Lúcia Helena de Carvalho (PT). O projeto habitacional é fruto de convênio entre a SPU, o GDF e a AMMVS.

Lotes na 4ª Etapa do Riacho Fundo estariam sendo vendidos irregularmente a pessoas não integrantes das cooperativas que, após a compra, teriam então os seus nomes arrolados como membros das entidades, conforme denúncias de antigos cooperados que se sentiram lesados.

Em passado recente, a AMMVS era dirigida por Carlos Roberto de Oliveira, pai do atual subsecretário da Sedhab, Rafael Carlos de Oliveira, indicado ao cargo pelo próprio titular da Sedhab, Geraldo Magela.

Até 2010, antes da sua nomeação na Sedhab, Rafael Oliveira participava de movimentos populares junto com sua irmã Daniela Kely de Oliveira, ambos dirigentes da entidade União Nacional por Moradia Popular (UNMP).
A área no Riacho Fundo II foi cedida pela SPU à AMMVS no mês de abril de 2012, ocasião em que Rafael já integrava a cúpula da Sedhab ao lado de Magela.

Procurado pela imprensa, Rafael se defende alegando que não exerce influência sobre processos de habilitação conduzidos pela empresa pública ou eventuais favorecimentos à AMMVS.

O subsecretário Rafael Carlos de Oliveira com  Secretario Magela 

Magela – A exoneração Lúcia Carvalho da Secretaria de Patrimônio da União no DF, publicada no Diário Oficial da União de 30 de julho de 2013, enfraqueceu Magela. Lúcia ocupava a SPU desde 2007, indicada ao cargo por Magela.

Lúcia caiu acusada de envolvimento em supostas fraudes de demarcação fundiária, investigada pela Polícia Federal, sobre a antiga fazenda Cana do Reino, propriedade que incluía a região de Vicente Pires e terras além da Via Estrutural (rodovia DF-095), conforme espólio do falecido fazendeiro Eduardo Dutra Vaz.

Após deflagração da Operação Perímetro em 2012 pela da PF, na residência de Lúcia, o marido dela, o empresário Amauri Barros da Silva obteve habeas corpus na Justiça Federal através da atuação de cinco advogados que o defenderam “contra ato do Juízo Federal da 12ª Vara Federal”, que determinou a operação policial.

A empresa Brookfield Incorporações, acusada de cerca parte das terras, é ré no processo 20111.01.1.173370-2, sobre reintegração de posse que tramita no TJDF. A Brookfiel, cuja sede fica na Barra da Tijuca (RJ), tem filiais na Bahia, Goiás, Mato-Grosso, Mato-Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, além do DF. A empresa atua nos ramos da construção civil, vendas de materiais de construção e decoração.       

Fonte: BuffetPorcão.com[credito=FOTO: Mary Leal]
 

Minha Casa, Minha dívida Governo atrasa repasses e empresas já fazem demissões

Tanta area de proteção ambiental devastada, tanto animal morto, tanto chacareiro desabrigado para ...isso?

Que vergonha SEDHAB!

Objetivo do calote é tornar os dados fiscais de fevereiro “menos ruins”
Publicado: 13 de março de 2014 às 8:26 -
casas populares

Sem o dinheiro contratado, as empresas agora começam a dispensar empregados

No mesmo mês em que recebe a agência de classificação de risco Standard & Poor’s, que colocou a nota do País em xeque pela desconfiança em relação à política fiscal, a equipe econômica recorre ao artifício que usou para fechar as contas de 2013: segurar os repasses feitos aos bancos oficiais do dinheiro destinado a pagar as construtoras pelo andamento das obras programa Minha Casa, Minha Vida, destinadas às famílias de renda.

Sob a condição de anonimato, com medo de represálias do governo, os empresários foram unânimes em confirmar os atrasos, que chegam, em alguns casos, a um mês. 

O governo represou os pagamentos no segundo mês do ano. 

No fim de 2013, foi a primeira vez, desde 2009 (quando o programa foi criado), que houve atrasos nos pagamentos às construtoras, mas os empresários achavam que a prática só seria usada para o fechamento das contas anuais do governo, para fingir redução dio déficit fiscal.

O objetivo do governo é tornar os dados fiscais de fevereiro “menos ruins”, como define uma fonte da equipe econômica. 

Diante da frustração da arrecadação em fevereiro, e com a enorme pressão colocada pelo mercado financeiro e por investidores externos ao comportamento mensal dos dados fiscais, o governo se viu “forçado” a represar despesas.

Demissões já começaram

André Montenegro, presidente do Sinduscon-CE, disse que algumas construtoras já começaram a demitir os funcionários para reduzir custos, devido ao atraso por parte do governo do repasse de recursos do programa Minha Casa, Minha Vida.

 “Se os atrasos do governo se tornarem frequentes, as empresas não vão querer assinar novos contratos e vão começar a parar o andamento das obras por falta de dinheiro.”

Esse atraso preocupa os empresários do setor. “Não estamos entendendo o que está acontecendo: se o motivo é o orçamento apertado ou algum motivo eleitoral”, disse o presidente do Sinduscon Rio, Abrahão Roberto Kauffmann.

O Sinduscon do Rio Grande do Sul também recebeu reclamações de uma dezena de empresas por causa dos atrasos. 

“É uma equação lógica: se os atrasos forem frequentes as empresas têm que diminuir os custos. A primeira medida é cortando pessoal”, afirma.

O governo estima que o programa habitacional foi responsável pela geração de 1,27 milhão de empregos em 2013, direta e indiretamente, o que representa 2,6% do total das vagas formais, segundo dados divulgados pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

O vice-presidente da Câmara Brasileira de Construção Civil (Cbic), José Carlos Martins, disse que há registro de reclamações por causa dos atrasos em todo o País. “As construtoras da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida têm margem muito estreita.
Quando acontece isso, a empresa leva um susto.” 

Em nota, o Tesouro informa que os repasses estão normais e foram liberados R$ 3,9 bilhões neste ano.


Diario do Poder

(!!!) Roriz e Gim unem forças com Arruda


Ex-governadores fecham chapa e procuram PSDB, DEM e PPS para formar uma frente contra petistas
 
Eduardo Brito
edubrito@jornaldebrasilia.com.br



































































 Martelo batido. Reunião feita ontem à tarde na casa do ex-governador Joaquim Roriz, no Park Way, fechou de vez chapa para concorrer às eleições deste ano.

Terá o também ex-governador José Roberto Arruda como candidato ao Buriti e a deputada Liliane Roriz como vice.

O candidato a senador será Gim Argello, que concorrerá à reeleição.

A chapa já havia sido desenhada há um mês, em encontro semelhante patrocinado pelo governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo.

Na reunião de ontem, após uma avaliação do balanço de forças políticas no Distrito Federal, foi sacramentada.

Novos partidos no jogo

A chapa pode contar, de imediato, com o PR, hoje controlado por Arruda, e o PTB de Gim, além do PRTB, de Joaquim e Liliane Roriz.

O presidente do PRTB, o ex-senador Luiz Estevão, também estava na reunião, assim como o presidente e o vice do PR brasiliense, Salvador Bispo e Antônio Gomes.


Os participantes da reunião consideram que seu grupo tem força política e eleitoral para ganhar a eleição, elegendo tanto o governador quanto o senador.

Pretendem porém ampliar o arco de alianças.

Seu objetivo imediato é coligar-se com PSDB, DEM e PPS. Os presidentes regionais dos três partidos também têm se encontrado — e falado em candidatura própria.

 Os participantes da reunião de ontem pretendem procurá-los, para que ingressem em uma frente única contra o atual governo.

Avaliação feita ontem pelos participantes constatou que os três partidos contam com considerável tempo de rádio e televisão, mas Roriz e Arruda é que realmente têm voto.

A possibilidade de surgirem dois palanques traduzindo correntes políticas muito próximas apressou, inclusive, a ratificação da chapa Arruda-Liliane-Gim.

Aliados potenciais

Além desses seis partidos, os participantes da reunião concordaram em procurar outros, considerados aliados potenciais. Entre eles está o PP do ex-vice Paulo Octávio, que participou de sucessivas coligações com o mesmo time.

Entre os alvos também está o PSD do ex-governador Rogério Rosso. O próprio Rosso iniciou sua vida política no governo Roriz e participou da administração de Arruda. Estiveram na reunião, ainda, o ex-senador Adelmir Santana, do PR, e a deputada Jaqueline Roriz, do PMN.

Com a formalização do acordo, Roriz, Arruda e Gim pretenderam também sinalizar que efetivamente caminharão juntos e que a necessidade de união do grupo está mais do que reconhecida — e, em especial, que não há dúvidas sobre isso.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília




A respeito da candidatura Roriz/Arruda Vale a pena ler de novo.


Escândalo deve por fim ao governo Arruda

O Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM,ex-PFL), inclui mais uma escandalosa corrupção em sua carreira política.

A polícia Federal realizou durante todo dia 27 de novembro apreensões de documentos, dinheiro e computadores na residência oficial do governador, na administração de Brasília, na casa do secretário de educação, do chefe da casa civil, na casa do assessor de imprensa e em gabinetes de deputados distritais.

O nome da operação denominada "Caixa de Pandora" executa durante meses investigação no governo com escutas telefônicas, autorizadas pelo STJ, que flagraram Arruda negociando propina para os secretários e deputados distritais com cifras que variam de 60 mil a 400 mil, dentre outros crimes.

O governo utilizava as empresas laranjas Linknet, Infoeducacional, Conbral, Adler e Vertax para lavar o dinheiro.

A PF contou com o infiltrado Durval Barbosa, Secretário de Relações Institucionais do GDF, que fez acordo de delação premiada para reduzir pena na participação de desvios de verba no governo Joaquim Roriz, igual picareta que governou o DF por três mandatos.

Arruda já admitiu a culpa e exonerou Luiz Valente, secretário de educação, José Geraldo Maciel, chefe de gabinete, Omézio Pontes, assessor de imprensa e claro, Durval Barbosa.

Político antigo do DF, iniciou sua carreira como aliado de Joaquim Roriz e já fugiu uma vez de cassação, renunciando, quando fraudou o painel do senado em escândalo que envolveu ACM e Luiz Estevão. 

O Governo Arruda e Paulo Octávio (DEM), empreiteiro e vice-governador, executam um governo autoritário com excesso de publicidade camuflado com o discurso falso de ordem e sustentabilidade.

Governam somente para os empresários, o que pode-se evidenciar na sua insistência na implantação do bairro Setor Noroeste, na política de transporte, descaso com os professores, racismo com indígenas e na destruição de centenas de moradias que não são de seu reduto eleitoral, entre outras ações condenáveis.


As denúncias atingem ao Governador, vice-Governador, Presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), e vários níveis da estrutura de poder do DF.

Em caso de cassação ou impeachment abre-se um precedente de eleições fora de época ou um ano de governo provisório pelo presidente do Tribunal de Justiça. Avessa a tudo isso, a sociedade civil, não só do DF, começa a se movimentar para que realize-se a justiça.


A sociedade civil, não só do DF, exige a cassação e/ou impeachment de Arruda e Paulo Octávio!


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Atividades paralisadas por falta de professores na Escola Parque 303/304 Norte



O conselho salientou que, caso a secretaria não cumpra promessa, na próxima quarta-feira haverá nova paralisação
 
Carla Rodrigues
carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br


As atividades da Escola Parque da 303/304 Norte foram paralisadas por um dia por conta do déficit de profissionais desde o início do ano letivo. 

De acordo com Diego Viegas, membro do Conselho Educacional do colégio, faltam sete professores de artes e música e oito monitores.

 “A Secretaria de Educação foi informada sobre isso ainda no início do ano”, ressalta.  
Contudo, a revolta dos membros da escola só teve resultado ontem, durante assembleia geral. 

A pasta informou, diante da situação, que serão encaminhados à unidade cinco professores “para suprir as carências definitivas das disciplinas música e artes visuais”. 

No caso das duas outras carências, a pasta esclarece que são provenientes de atestados médicos e por isso recorrerá ao banco de temporários. 

“Normal”

Para o secretário Marcelo Aguiar, a situação é "normal". "Isso acontece todos os anos, é histórico na secretaria. Esses ajustes iniciais sempre acontecem", disse, em entrevista à TV Globo.

Na grade escola da instituição constam as aulas de educação física, teatro, artes, música e informática. Por causa da falta de monitores, salas com equipamentos novos ainda não foram utilizadas.

O conselho salientou que, caso a secretaria não cumpra  promessa, na próxima quarta-feira haverá nova paralisação.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Sujeira, favelas, violencia, educação e saude sucateadas, criminalidade crescente... Ladrões trapalhões




Um tentou escapar correndo até delegacia; outro postou sua própria foto
 
Júlia Carneiro
julia.carneiro@jornaldebrasilia.com.br


Segurança pública é coisa séria, mas quando o ladrão toma decisões inesperadas e se coloca nas mãos da polícia, parece cômico. 

Alguns suspeitos atrapalhados deixaram a sua marca nas ruas do Distrito Federal. 

Um homem de 46 anos, após assaltar um micro-ônibus em Ceilândia, fugiu da cena do crime e decidiu se enconder... dentro da delegacia. 

Outro indivíduo, após roubar o celular de uma mulher, alterou a foto de perfil da conta de um aplicativo de mensagens instantâneas colocando uma imagem dele mesmo. 

José Mendes, 45 anos, trabalha como motorista de micro-ônibus  há dois  anos, em Ceilândia. 

Na sexta-feira passada, ele foi surpreendido por um assalto, mas o que ficou na memória não foi simplesmente o trauma do crime. 

“Eu escutei a muvuca e falaram que era um assalto. Abri as portas para todos descerem”, relata o motorista, que chegou a ver o ladrão ameaçar a cobradora com uma faca.

Depois de  saírem do ônibus,  todos decidiram  correr atrás do homem. 

 José   cercou o suspeito de modo   que ele não tivesse outra opção a não ser ir na direção da delegacia. 

“Ele foi para cima de mim com a faca e eu entrei na DP. Aí, ele entrou logo em seguida, colocou a mão no meu ombro e perguntou: 'O que está acontecendo?'”, conta. 


Quando José denunciou o assalto   e disse que o homem  era o suspeito, ninguém acreditou. Os agentes só se convenceram quando  as outras vítimas chegaram. “Só então algemaram ele. 

O agente falou que eles estava muito drogado, fora de si. Parece que ele é pai de família,  não tem pinta de bandido”, admite. 


O despreparo do homem e seu perfil atípico   levam a crer que o crime foi de oportunidade. 

“São ações espontâneas, sem planejamento e completamente desorganizadas”, acredita Analía Soria Batista, professora   de sociologia da UnB.

Na terça, mais um atrapalhado resolveu mostrar a cara, literalmente. 

Três homens assaltaram um salão na Asa Norte. Horas depois, a lista de contatos da dona da empresa teve uma surpresa: a foto do aplicativo  Whatsapp estava com uma foto dele. 

Até o fechamento desta edição ele continuava foragido, mas, graças à pista que ele deixou, a polícia sabe   por quem procura.

Vontade de fazer justiça

A reação  das vítimas, tomadas por uma vontade de fazer justiça com as próprias mãos, tem sido recorrente em casos similares. 

Para o professor de segurança pública  Nelson Gonçalves, da Universidade Católica , esse quadro é perigoso. “Uma sociedade civilizada tem que utilizar de suas ferramentas legais para que criminosos sejam punidos de forma severa. Se voltarmos para a lei ‘dente por dente e olho por olho’, estaremos encaminhando para uma barbárie”, alerta. 

A sensação de impotência   é o que leva a comunidade a reagir. “Nós estamos vivenciando uma situação em   que as comunidades estão com essa sensação de que estão abandonadas pelo Estado, em termos de proteção”, destaca Nelson Gonçalves. 

Para alguns, a violência já está se tornando comum. Cristina Miranda trabalha em Ceilândia,  perto do local onde ocorreu o assalto ao micro-ônibus, e conta já está ficando acostumada com a situação, de tão corriqueira. “Já houve mais de três vezes que vi assaltos dentro de ônibus nessa parada”, relata. 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Brasilia está um CAOS.Parabens PT. Arrombamento de veículos faz moradores terem medo de andar na quadra


Com iluminação deficiente e falta de policiamento, a população acaba vulnerável a furtos, roubos e tentativas de assalto
 
Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br



Há anos o Plano Piloto deixou de ser uma região distante dos problemas da criminalidade na capital. 



Quem convive nas entrequadras residenciais das Asas Norte e Sul já não têm mais tranquilidade a poucos metros de casa. 


Essa é a realidade de quem mora na 211 Norte. 

Com iluminação deficiente e falta de policiamento, a população acaba vulnerável a furtos, roubos e tentativas de assalto.

Há duas semanas, pelo menos dois carros que estavam parados em um estacionamento entre os blocos B e C  foram alvos de criminosos. 

As ações duraram poucos minutos, mas foi tempo suficiente para o prejuízo. 

Os veículos foram arrombados e tiveram os vidros quebrados. Em um dos casos, os autores do furto também tentaram forçar a porta do veículo e estragaram a tranca do carro. 

Na porta de casa

O médico Rafael Pires Geraldini, 29 anos, mora na 211 Norte há quatro anos. 

Ele é dono de um dos carros e ressalta que na quadra nunca tinha sido vítima de situação semelhante. 

Segundo Rafael, o porteiro do prédio escutou  um barulho  suspeito de madrugada, por volta de 1h, mas quando o funcionário se aproximou do estacionamento já não conseguiu ver mais ninguém.

 “Eles quebraram o vidro da parte de trás do motorista e levaram um par de sapatos. Também tentaram abrir o local onde fica o som e alguns fios acabaram sendo expostos. 

Por sorte não houve vítimas de algo mais sério”, destaca.

Prejuízos

Rafael estima um prejuízo de aproximadamente R$ 1 mil. O médico explica que uma obra na fachada do edifício onde ele mora piorou a iluminação pública. 

Além disso, o prédio é virado para uma área descampada, onde seriam construídos outros empreendimentos, mas até agora o local é usado apenas para estacionamento improvisado. 

“É muito triste ser vítima de um furto na porta de casa em uma área nobre de Brasília”, lamenta.

Polícia diz que faz ronda, mas poucos veem
 
O servidor público Caio Ribeiro Coelho, 24 anos, conta que a quadra residencial está sem iluminação adequada. “Funcionárias do comércio que passam por aqui para ir para a parada de ônibus já quase foram estupradas. O local está muito escuro”, explica. 
 
O subcomandante do 3ª Batalhão de Polícia Militar (BPM) da Asa Norte, major André Luiz, porém, garante que há mais de dois anos não existe ocorrências de tentativa de estupro na região. 
 
Caio explica que até ano passado a polícia ainda fazia o patrulhamento quase diariamente na quadra, mas desde dezembro o servidor garante que não vê uma viatura em ronda na região. 
 
“Já não posso deixar o carro na quadra e ir andando para o comércio, pois corro o risco de ser alvo de criminosos”, diz.
 
O major contrapõe, novamente: “O 3ª BPM é uma das unidades da corporação que mais coloca policiamento a pé e viaturas nas ruas. 
 
Fazemos quase diariamente operações na nossa área, mas segurança pública envolve todos outros fatores e não apenas policiamento”. 
 
Ele diz ainda que não há registros de ocorrências na quadra entre janeiro de 2013 e janeiro deste ano. 
 
Áreas vazias
 
O prefeito da quadra, Moacir Rosa, confirma que a iluminação é precária e a situação é mais crítica porque a área residencial ainda não está completa. 
 
Iluminação não inibe
 
O carro do marido da engenheira Ana Cláudia Torres, 44 anos, foi  aberto por bandidos há duas semanas. 
 
O Citroen C3 estava estacionado em frente a uma escola na  211 Norte. 
 
Os assaltantes quebraram o vidro do passageiro, levaram o som do veículo e um casaco que estava no interior. 
 
“É uma chateação imensa porque a gente se sente vulnerável. Da janela da minha casa nós enxergamos o estacionamento, que é até bem iluminado. Isso prova que os assaltantes estão sem nenhum pudor, pois poderiam ser vistos facilmente”, explica. 
 
A engenheira, que mora com a família na quadra residencial há três meses, explica que nunca passou por nenhuma situação semelhante. 
 
Sem barulho 
 
Ana Cláudia conta que a família acordou às 7h com o porteiro interfonando para o apartamento. 
 
“Ele avisou o que aconteceu e meu marido desceu para comprovar a situação. Foi a primeira vez que uma ocorrência desse tipo aconteceu com a gente, infelizmente não ouvimos nenhum barulho”, conta.
 
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília