segunda-feira, 16 de junho de 2014

A patrulha politicamente correta é muito intolerante




Sejamos “tolerantes”: façamos silêncio!!!


A intolerância dos “tolerantes” já foi tema de coluna minha, e julgo esse um dos assuntos culturais mais relevantes de nossos tempos. 

Por trás da máscara do politicamente correto, uma patota fascista tenta impor sua visão estreita de mundo, em que o humor não mais existe ou, se existe, precisa se adaptar aos ditames dos “oprimidos”, para enaltecer sempre a narrativa de vitimização das “minorias”.

Professores sofrem bastante com isso. O livro A mancha humana, do grande escritor americano Philip Roth, transformado em filme com Anthony Hopkins, mostra como o uso de uma simples expressão ambígua pode desencadear uma série de mal-entendidos que culminam em uma desgraça. 

A ficção se tornou realidade, e vários professores temem hoje sofrer retaliação pelo simples uso de um termo que pode ser retirado do contexto pelos “fascistas do bem”.

Na Folha, hoje, foi publicado um artigo de dois professores que contam exatamente suas experiências bizarras em sala de aula, vítimas da patrulha politicamente correta. Dizem eles:

Nós, professores de ensino médio e pré-vestibular, temos sido, em sala, alvos das mais pesadas acusações. 

Imbuídos de uma espécie de “neofundamentalismo politicamente correto”, alguns alunos retiram nossas observações de contexto e as usam como combustível para justificar sua intransigência, que cresce a cada dia em progressão geométrica de razão infinita.

Claro, atitudes machistas, homofóbicas e afins devem ser combatidas. Mas, em torno dessa causa justa, surgiram patrulhas ideológicas, sempre atentas a toda possível ação preconceituosa. O olhar do crítico está tão viciado que busca preconceito, avidamente, onde não há.
[...]
Os patrulheiros não costumam ser agentes de mudança. São como fiscais de trânsito, que só multam, mas não colaboram para melhorar o fluxo. “Descobrem” infrações que nem foram cometidas. Medem cada palavra do professor, buscando ferozmente uma má intenção que não está ali.

Nessa caça intensa, os patrulheiros não se dão conta de que ficaram mais agressivos do que muitos daqueles que imaginam combater. Praticam um preconceito às avessas. “Eu faço parte de um grupo iluminado que dita as regras e é bom você me obedecer.” Só que as regras –repetidas “ad nauseam”, sem reflexão– quase nunca fazem sentido quando avaliado o contexto.


Em seguida, e após casos concretos relatados, os autores comparam a situação com aquela descrita na distopia de George Orwell em 1984, quando a novilíngua define as palavras aceitáveis em busca do pleno controle do pensamento. Os professores Luís Pereira e Sílvio Pera concluem:

Ao ouvir certas expressões (o contexto pouco importa), detectam “preconceito” e atiram contra o inimigo. Os jovens patrulheiros veem maldade em tudo. Impregnados, eles sim, por preconceitos, desprezam o humor popular, que muitos professores usam apenas para quebrar a tensão. 

Acreditam que só o “humor inteligente”, isto é, o militante da “causa”, é aceitável. Jamais aprovariam a comédia nonsense dos mestres ingleses do Monty Python, pois “não é engajada”.

São movidos por boas intenções, mas podam, são censores. Transformaram-se naquilo que dizem abominar. Em nome da tolerância, têm cometido as maiores intolerâncias.


Rodrigo Constantino

UNIÃO DAS OPOSIÇÕES CONTRA O PT NA BAHIA, O MAIOR ESTADO DO NORDESTE, FECHA COM AÉCIO NEVES E ALTERA O VOTO NORDESTINO

BLOG Aluizio Amorim


Na Bahia, Estado onde a presidente Dilma Rousseff obteve sua maior vantagem de votos em 2010 (2,8 milhões), caberá a um neófito em disputas majoritárias tentar manter o domínio do PT no maior colégio eleitoral do Nordeste ­ com 10,1 milhões de eleitores ­ diante de uma oposição reforçada.
Escolhido pelo governador Jaques Wagner (PT), o pré­candidato petista, Rui Costa, tem o desafio de se fazer conhecido e ainda patina nas pesquisas eleitorais, lideradas com folga por Souto.
O PSB terá como candidata a ex­prefeita de Salvador Lídice da Mata (PSB). Influenciada pela direção nacional de seu partido, a senadora deixou a base do governo baiano, apesar de ser aliada histórica do PT no Estado, para garantir palanque na Bahia ao presidenciável do partido Eduardo Campos.
'União das oposições'. O bloco de apoio ao pré­candidato do DEM terá o reforço do PMDB. Rompido com o governo Wagner desde 2008, o partido lançou candidatura própria em 2010, com o ex­ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima. 
O líder local da legenda, porém, abriu mão de disputar o cargo novamente em prol da chamada "união das oposições".
Geddel será o candidato ao Senado pela coligação, que dará palanque no Estado ao presidenciável tucano Aécio Neves. O PSDB vai ocupar a vice na chapa com Joaci Góes. 
A aliança ainda conta com o Solidariedade, PV, PPS, PRP, PSDC, PT do B, PPL, PTC, PMN, PEN e PHS. ACM Neto segue negociando, pessoalmente, os apoios de PRB e PSC à candidatura de Souto. 
"Existe um desejo de mudança na população e as condições desta campanha são melhores que as que tive, em 2010", disse o prefeito de Salvador
A principal diferença, de acordo com ele, está na divisão do tempo da propaganda eleitoral em rádio e TV. Na eleição de 2010, ACM Neto contava com cinco minutos para as inserções, enquanto seu principal adversário, o deputado Nelson Pellegrino (PT), tinha aproximadamente 14 minutos. 
As projeções indicam que, este ano, Souto terá em torno de seis minutos e Rui Costa, dez minutos.
O PSB tenta articular apoios no Estado ­ a vaga de vice segue aberta ­, mas tende a ser um voo solo. A candidata ao Senado pelo partido é a ex­corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon.
A Bahia garantiu a Dilma uma vantagem de cerca de 2,8 milhões de votos sobre o tucano José Serra em 2010, a maior entre todos os Estados. Mas causou desconforto em parte do PT e em partidos aliados no Estado a escolha de Jaques Wagner. 
O governador, que completa seu segundo mandato, fez valer sua ascendência local sobre a legenda para impor o nome de Rui Costa, seu ex­-secretário da Casa Civil.
Também disputavam a indicação o ex­presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli, o preferido do ex­presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Walter Pinheiro. O Solidariedade deixou a coligação após a definição pelo nome de Rui Costa.
Escudeiro de Wagner desde os tempos em que o governador liderava o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica da Bahia (Sindipetro), na década de 1980, Rui Costa, de 51 anos, goza de sua total confiança. 
O jeito introvertido e os problemas de dicção não o auxiliam na missão de cativar a população. Para tentar driblá­-los, o pré-­candidato petista está recorrendo a sessões de fonoaudiologia e treinos de oratória ­ além disso, os até então inseparáveis óculos de grau foram tirados de seu figurino.

FOLHA DE S. PAULO REVELA QUE DILMA JÁ PROMETEU AO LULA QUE SE FOR ELEITA DECRETARÁ A "REGULAÇÃO DA MÍDIA", EUFEMISMO DO PT PARA CENSURAR A IMPRENSA.


BLOG Aluizio Amorim


Dilma mantém estreita ligação com Raúl Castro, o tirano assassino cubano, irmão de Fidel. Estaria a 'Presidenta', em busca da expertise cubana para amordaçar a imprensa brasileira? 

O PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentarão sua influência sobre o governo se a presidente Dilma Rousseff for reeleita.

A avaliação vem sendo feita em reuniões e conversas de petistas nos últimos meses e contraria a expectativa de um mandato mais independente da petista, caso ocorra.


Segundo a Folha apurou em conversas com uma dezena de interlocutores presidenciais nas últimas duas semanas, Lula adotará postura menos discreta e apitará na formação de um novo ministério se as urnas concederem vitória à sua sucessora.


O petista, portanto, sairá mais do instituto que leva seu nome --bunker paulista onde mantém encontros reservados com aliados, empresários, investidores e banqueiros-- para fazer enfrentamentos públicos, mesmo que o Executivo federal não o faça.


Entre os exemplos está a bandeira que pretende levantar em defesa do projeto de regulação da mídia.


Um amigo do ex-presidente assim resumiu a sua atuação: Lula pactuará tudo com Dilma, contudo poderá assumir embates públicos caso ela decida se distanciar de alguns temas.


Nas palavras de um auxiliar, outubro marcará o surgimento de um pré-candidato. A presença mais constante de Lula na política pretende servir como elemento unificador do PT e de seu eleitorado, hoje em parte distante de Dilma.


O petista já confidenciou que pretende resgatar as chamadas Caravanas da Cidadania, périplo por 359 cidades de 26 Estados realizado na década de 90, com o objetivo de pavimentar uma possível candidatura presidencial.
 

A decisão de se lançar à corrida nacional em 2018 depende, porém, de outros fatores. Seu estado de saúde é uma dessas variáveis.


A disponibilidade de nomes novos e competitivos para evitar que o ciclo de poder do PT seja encerrado é outro fator a ser ponderado.


Apesar da disposição de fazer mais política e da pressão de aliados para que apite mais no dia a dia do governo, o ex-presidente procurará não deixar transparecer essa influência para não criar constrangimentos a Dilma. Aliados garantem que ele manterá a postura de combinar o jogo com sua pupila.


"Se Dilma não fizer, que o enfrentamento impopular seja feito por ele", afirmou um auxiliar do ex-presidente.


DEVEDORA

Interlocutores afirmam que, se vitoriosa, Dilma sairá da disputa devedora tanto do partido quanto de seu antecessor, e já dá sinais de aproximação maior com o PT.


Um dos sinais de maior sintonia é o seguinte: ela concordou em encaminhar, caso reeleita, o projeto de regulação da mídia, desde que não seja uma legislação ampla, que mexa em conteúdo.



Até pouco tempo atrás, Dilma rechaçava entrar na polêmica. Agora, admite atender, ainda que em parte, a uma demanda do PT. Da Folha de S. Paulo deste domingo


Agnelo imita Dilma e é vaiado no Mané Garrincha.





Enquanto a torcida cantava minutos antes do início de Suíça x Equador em Brasília, neste domingo (15), uma sonora vaia surgiu repentinamente no estádio Mané Garrincha.
Nem o som alto, tocando AC/DC, foi o suficiente para abafar a vaia quando, em poucos segundos, o telão deixou de transmitir imagens da torcida para exibir Joseph Blatter, presidente da Fifa, e o governador Agnelo Queiroz (PT), acompanhado da primeira-dama, chegando ao camarote do estádio. Não houve xingamento.
Bastou o telão voltar a exibir a torcida que a vaia logo cessou. O estádio Mané Garrincha, ao custo de R$ 1,4 bilhão, é o mais caro da Copa e foi custeado inteiramente pelos cofres do Distrito Federal, sem financiamento. 
O TCE do Distrito Federal estima um superfaturamento de R$ 400 milhões. (com informações da Folha Poder)

Problema no som no Beira-Rio vira piada na internet: "#naovaiterhino"


Falha no sistema de som impediu a execução dos hinos

Por Porto Alegre


Logo após um problema no sistema de som impedir a execução dos hinos de França e Honduras, uma avalanche de piadas tomou conta das redes sociais. 


Em brincadeiras feitas principalmente por gremistas, torcedores brincavam com a falha. Pelo Twitter, um grupo criou a hashtag "naovaiterhino", em alusão ao bordão "não vai ter Copa", que se espalhou pelo Brasil antes do Mundial começar

 
Foi a primeira vez que o sistema de som falhou durante a Copa do Mundo. Os jogadores se cumprimentaram depois do ocorrido e deram início à partida sem mais problemas. 


A informação preliminar da Fifa dá conta de que houve uma queda no sistema de som do estádio. 


- A FIFA e o Comitê Organizador Local (COL) lamentam que o sistema de áudio para os hinos nacionais das seleções não tenha funcionado corretamente antes do jogo entre França e Honduras. Estamos avaliando a causa do ocorrido - diz comunicado da entidade.


zoação sem hino da frança no beira rio (Foto: Reprodução / Facebook) 
 
 
Piadas circularam pela internet depois da folha (Foto: Reprodução / Facebook)

O perfil @juarezroth, uma conta fake do técnico Celso Roth, bricou com a falha no Beira-Rio.

- Já que não tocou o hino, Benzema vai pedir a Marselhesa no Fantástico - tuitou, fazendo referência aos três gols do atacante francês, mesmo que a Fifa não tenha assinalado para ele o segundo e apontou gol contra do goleiro de Honduras.

Quebra de protocolo: hinos de França e Honduras não tocam no Beira-Rio


Jogadores perfilam, mas trilhas nacionais não soam em Porto Alegre

Por Porto Alegre



Nem o famoso hino da Marselhesa, nem a trilha hondurenha. A estreia de França e Honduras foi marcada por uma quebra no protocolo neste domingo, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. 

As duas equipes perfilaram, mas os hinos não soaram (veja o vídeo). Os jogadores se cumprimentaram depois do ocorrido e deram início à partida sem mais problemas. A informação preliminar da Fifa dá conta de que houve uma queda no sistema de som do estádio. 


- A FIFA e o Comitê Organizador Local (COL) lamentam que o sistema de áudio para os hinos nacionais das seleções não tenha funcionado corretamente antes do jogo entre França e Honduras. Estamos avaliando a causa do ocorrido - diz comunicado da entidade.


time da França posado perfilado jogo Honduras (Foto: EFE)Franceses perfilam, mas hino da Marselhesa não toca no Beira-Rio

PM prende repórter que filmava detenção de argentino no Rio





Repórter de O Globo foi levada para a delegacia e diz ter sido algemada.


PM alega que houve desacato à autoridade; jornalista nega, diz jornal.

Do G1 Rio
 
A repórter Vera Araújo, do jornal O Globo, foi presa por desacato à autoridade após filmar a detenção de um torcedor argentino na Quinta da Boa Vista. Segundo o jornal O Globo, um policial mandou prender a jornalista por "desacato à autoridade" após ficar irritado com a detenção do torcedor, que foi preso por urinar na rua.

Ainda segundo o jornal, a jornalista nega a acusação feita pelo Sargento, que ainda percorreu ruas de São Cristóvão, Benfica e Jacaré antes de chegar à 17ª DP, de São Cristóvão.

Ela foi para a delegacia com um advogado do jornal e decidiu registrar o caso como abuso de autoridade, após ir para o Instituto Médico Legal e realizar o exame de corpo de delito.

Falha na execução de hinos repercute na imprensa da França e de Honduras


16/06/2014 00h39


Jornais citaram também a indignação de torcedores nas redes sociais.


Segundo Fira, problema foi “uma queda no sistema de som” do Beira-Rio.

Do G1 RS
Franceses perfilam, mas hino da Marselhesa não toca no Beira-Rio  (Foto: EFE) 
 
 
Franceses perfilam, mas hino da Marselhesa não toca no Beira-Rio



Jogadores de França e Honduras estavam perfilados no meio do campo do Beira-Rio, em Porto Alegre, para escutarem seus hinos antes da partida às 16h deste domingo (15), mas o estádio seguiu em silêncio. 


Por causa de um problema no sistema de som, nem a emblemática “Marselhesa” dos franceses, nem o “Tu Bandera Es Um Lampo del Cielo” dos orgulhosos hondurenhos soaram nos alto-falantes, causando indignação nas redes sociais e notas negativas em jornais dos dois países.


Apesar de destacarem o hino francês cantado a capela das tribunas, os diários franceses Le Figaro, Le Monde e L'Équipe destacaram o incidente como algo "insólito", causado por "problemas dos organizadores". 


O Figaro chegou a destacar o ocorrido em uma manchete com direito a ponto de exclamação: "Os azuis privados da Marselhesa antes da partida!".


Os hondurenhos pareciam mais indignados. O periódico La Prensa lembrou que atletas das duas equipes estavam “indignados” por não terem seus hinos tocados dentro do estádio. 


A publicação destacou ainda que tudo aconteceu dentro "de um estádio que poucos dias antes da partida ainda tinha pontos em obras". 


Para os hondurenhos, a falha na execução dos hinos foi "um sintoma de descontrole que posteriormente não afetou os homens de Didier Deschamps, mas sim os de Luis Fernando Suárez".

 

Ainda durante a partida, a Fifa divulgou nota lamentando o incidente. 


 "A Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) lamentam que o sistema de áudio para os hinos nacionais das seleções não tenha funcionado corretamente antes do jogo entre França e Honduras. Estamos avaliando a causa do ocorrido", diz o texto.


A imprensa francesa também abriu espaço para falar sobre um feito histórico ocorrido também durante a partida no Beira-Rio. Pela primeira vez, a tecnologia 4D adotada pela Fifa na Copa do Mundo foi usada para a decisão e um lance. 

Espécie de tira-teima, as câmeras ajudaram a definir se o segundo gol francês, que partiu de Benzema, havia ou não cruzado a linha do gol. Após analisar as imagens, o árbitro validou o gol, o segundo francês na vitória por 3 a 0.

Torcida enfrenta falta de luz na saída de jogo no Beira-Rio em Porto Alegre


  15/06/2014 20h58


Segundo CEEE, iluminação no local é de responsabilidade da prefeitura.


Interrupção do fornecimento chegou a atingir trecho de mais de 1 km.

 Do G1 RS
Escuridão atingiu principalmente viaduto nas imediações do Hospital Mãe de Deus (Foto: Paula Menezes/G1)Escuridão atingiu principalmente viaduto nas imediações do Hospital Mãe de Deus


Após o apito final da partida entre França e Honduras no Beira-Rio, em Porto Alegre, torcedores que deixaram o estádio se depararam com um trecho da Avenida Padre Cacique às escuras. 


O problema chegou a atingir um trecho mais de 1 km da via, mas, na maior parte do tempo, se restringiu à iluminação do viaduto Dom Pedro I, próximo ao Hospital Mãe de Deus. Por volta de 19h20, mais de uma hora depois do jogo, o serviço foi normalizado.


A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) garantiu não ter registrado falhas e que não houve interrupção no fornecimento de energia elétrica na região. O G1 procurou a Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV), responsável pela iluminação pública de praças e viadutos, mas não obteve retorno do titular da pasta, Rafael Fleck.

Trânsito

 
De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), não foram registrados grande problemas no trânsito nas imediações do estádio ao final da partida. Com as vias do entorno do Beira-Rio bloqueadas para o tráfego de veículos, os torcedores tiveram que deixar o estádio a pé, pelo Caminho do Gol, ou recorrer ao transporte coletivo. Filas se formaram nas paradas de ônibus especiais no viaduto da Dom Pedro I.

Por volta das 19h30, a EPTC liberou o trânsito em oito das 10 vias bloqueadas seis horas antes do início do jogo no Beira-Rio. A restrição foi mantida apenas na Avenida Borges de Medeiros, devido ao deslocamento de torcedores e pedestres pelo Caminho do Gol, e na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, em razão da Fan Fest no Anfiteatro Pôr do Sol.

Torcedores aguardam por ônibus em Porto Alegre (Foto: Paula Menezes/G1)Torcedores formaram fila à espera de ônibus na saída do Beira-Rio

Em protesto contra Copa, grupo joga futebol e faz marcha em Porto Alegre





Manifestantes ocupam Monumento ao Expedicionário na Redenção.


Parque recebe grande número de turistas antes de França x Honduras.

Caetanno Freitas Do G1 RS
Manifestantes protestam contra a Copa em Porto Alegre (Foto: Caetanno Freitas/G1) 
 
Em meio à marcha de protesto, grupo jogou futebol e provocou policiais

Em meio a centenas de turistas que circularam pelo Parque Farroupilha neste domingo (15), manifestantes realizaram um protesto contra a Copa do Mundo em Porto Alegre

Com faixas e cartazes, o grupo saiu em marcha pelas ruas próximas e foi acompanhado de perto pela Brigada Militar.

A concentração iniciou no Monumento ao Expedicionário. Cerca de 100 pessoas ocuparam o espaço, com faixas e cartazes. 

Uma bandeira com as cores vermelha e preta do movimento anarquista foi hasteada no mastro e uma faixa com a frase "Não vai ter Copa" estendida no local. Alguns manifestantes jogaram futebol no local.

Em seguida, o grupo saiu em marcha pela Avenida Venâncio Aires em direção ao bairro Cidade Baixa. O Batalhão de Choque montou bloqueios para impedir o avanço dos manifestantes. 

Alguns manifestantes provocaram os policias e o clima ficou tenso, mas não houve confrontos. Na Lima e Silva, os manifestantes também provocaram torcedores que ocupavam os bares e restaurantes do local.


Casal na Fan Fest (Foto: Carla Simon/G1) 
 
 
 
Da Redenção, manifestantes saíram marcha em direção à Cidade Baixa
 
Protesto contra a Copa em Porto Alegre (Foto: Caetanno Freitas/G1)Brigada Militar bloqueou marcha dos manifestantes
 
Manifestante provoca polícia no protesto em Porto Alegre (Foto: Caetanno Freitas/G1)Manifestante provoca Pelotão de Choque no protesto em Porto Alegre
 

Manifestação contra a Copa perto do Maracanã tem tumulto

15/06/2014 22h42

PM usou bombas de gás, spray de pimenta e bala de borracha.


Vândalos depredaram bancos e lixeiras e tacaram coquetéis molotovs.

 Do G1 Rio
Polícia usa spray em protesto no Rio (Foto: Tasso Marcelo/AFP)Polícia usa spray em protesto no Rio 

Uma passeata com cerca de 300 pessoas contra a Fifa e a Copa do Mundo, iniciada na Praça Saens Peña, na Zona Norte do Rio, teve tumulto entre PMs e manifestantes no fim da tarde e na noite deste domingo (15) no entorno do Maracanã. 


Ao menos um manifestante foi ferido. Três agências bancárias, além de lixeiras, foram depredadas. Policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha para conter os ativistas, muitos deles mascarados.


Ativistas quebraram vidraças de banco (Foto: Janaína Carvalho / G1)Banco foi depredado 

O jovem ferido pela PM foi levado apra a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca. Até as 22h40, não havia informações sobre a causa do ferimento ou sobre o estado de saúde dele.

Bomba caseira
Um vídeo publicado na internet pelo "Fim de Jogo" mostra o momento em que acontece um confronto (veja no YouTube). 

Nas imagens, policiais fecham a passagem de cerca de 100 manifestantes e lançam bombas de efeito moral. Em contrapartida, uma bomba caseira explode muito perto dos PMs, causando fogo. 

A luz da rua apaga após um aparente curto-circuito. Segundo a assessoria de imprensa da PM, foram lançados coquetéis molotovs.
Blog Fim de Jogo postou vídeo com momento do confronto. (Foto: Reprodução / YouTube)Fim de Jogo postou vídeo com momento do confronto 

Por volta das 18h20, alguns ativistas tentaram impedir a passagem de um carro e um policial utilizou spray de pimenta para liberar a passagem. 

Manifestantes seguiram tentando furar o bloqueio por ruas do Maracanã e de Vila Isabel. 

Bombas de gás durante protesto contra a Copa na Tijuca

 
Psicóloga levou um Fuleco vestido de black bloc (Foto: Henrique Coelho / G1) 
Psicóloga levou um Fuleco vestido de black bloc


Enquanto o protesto permanecia concentrado, muitos PMs realizaram revistas. Um dos policiais filmava toda a ação. Entre os cartazes, havia mensagens contra a Fifa e contra governantes brasileiros, como a presidente Dilma e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.



O prefeito do Rio também era alvo de alguns, como Sandra Batista, psicóloga. Vestindo a camisa da seleção de Messi, ela disse que iria torcer para a Argentina porque Eduardo Paes disse em 2013 que "se mataria" caso eles vencessem a Copa. 


"Estou torcendo para que isso aconteça", disse, segurando um boneco do mascote da Copa, o Fuleco, fantasiado de black bloc, com direito a coquetel molotov na mão.
Agência bancária foi depredada em Vila Isabel (Foto: Henrique Coelho / G1)Agência bancária foi depredada em Vila Isabel
Carro acelera enquanto manifestantes tentam impedir a passagem (Foto: Henrique Coelho / G1)Carro do Choque acelera enquanto manifestantes tentam impedir a passagem
Barreira de PMs na Avenida Maracanã (Foto: Henrique Coelho / G1)Barreira de PMs na Avenida Maracanã
PMs faziam revistas em manifestantes perto do Maracanã (Foto: Henrique Coelho / G1)PMs faziam revistas em manifestantes perto do Maracanã 


Protesto contra a Copa em Brasília tem 'apitaço' e jogo de futebol na rua


15/06/2014 12h03 - Atualizado em 15/06/2014 14h33


Arena do DF recebe primeira partida do Grupo E, entre Suíça e Equador.


Manifestantes foram impedidos de ultrapassar barreira a 1,5 km do Mané.

  G1 DF
Integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica, Técnica e Tecnológica fazem ato de  (Foto: Isabella Formiga / G1 DF)Integrantes do Sinasefe se uniram a manifestantes contrários à Copa para fazer "apitaço" e tentar marchar em direção ao Estádio Nacional de Brasília 
 
Dezenas de manifestantes contrários à realização da Copa do Mundo promoveram neste domingo (15) um "apitaço" e uma "partida de futebol de brincadeira" em uma das principais avenidas de Brasília. 

O grupo formado por integrantes de movimentos populares e sindicalistas chegou a marchar pelo Eixo Monumental durante o primeiro jogo do Mundial no Estádio Nacional de Brasília, mas retornou ao ponto de partida após encontrar uma barreira policial. 

A manifestação durou cerca de duas horas.
Manifestantes ironizam a Copa do Mundo jogando uma pelada diante de barreira policial próxima ao estádio Mané Garrincha, em Brasília (Foto: Fábio Amato / G1) 
 
Manifestantes ironizam a Copa jogando uma 'pelada'diante de barreira policial próxima ao estádio Mané Garrincha, em Brasília 
 
Na concentração do protesto, na Rodoviária do Plano Piloto, os organizadores estenderam faixas e ergueram cartazes com mensagens contra o evento esportivo escritas em português, inglês e espanhol. 


Uma delas ironizava o Mundial, dando boas-vindas aos torcedores à "Copa das Manifestações". Em outra mensagem estava escrito "Dilma, escuta, na Copa vai ter luta".

Sem entrar em confronto com os manifestantes, a Polícia Militar retirou uma faixa que havia sido pregada na plataforma superior da rodoviária. 


De acordo com a PM, 150 manifestantes participaram do ato.


Em seguida, marcharam pelo Eixo Monumental, que reúne os principais prédios administrativos de Brasília, em direção ao estádio da Copa. 


Os manifestantes, no entanto, foram impedidos por uma barreira policial de ingressar na área definida como perímetro da Fifa, em um raio de três quilômetros a partir da arena.


Policiais militares do DF impedem acesso de manifestantes ao perímetro definido como área de segurança do estádio Mané Garrincha (Foto: Fábio Amato / G1) 
 
Policiais do DF impedem acesso de manifestantes ao perímetro definido como área de segurança do estádio Mané Garrincha
 
 
A Polícia Militar formou três cordões de contenção para barrar o acesso dos manifestantes às proximidades do estádio Mané Garrincha. Duas delas eram compostas por membros da cavalaria.


Sem autorização para se aproximar do estádio, o grupo decidiu ironizar o evento esportivo com uma partida de futebol em plena avenida. Parte dos manifestantes usou galões de água mineral para definir traves de brincadeira e jogar uma "pelada" diante da barreira de policiais.


Um dos líderes do movimento Copa pra Quem?, Thiago Ávila disse ao G1 que o ato promovido neste domingo em Brasília é pacífico e tem como objetivo incentivar as pessoas a voltarem às ruas para protestar.


"A gente vê que a população apoia nossos atos, mas está com medo de vir para a rua por causa da repressão", destacou Ávila.


"Nosso problema não é com a Copa em si. Não temos nada contra o futebol. Nosso problema é com o modelo de desenvolvimento que exclui e segrega e torna insustentável a vida da maioria da populacao", complementou.


Manifestantes protestam em Brasília contra a Copa do Mundo (Foto: Isabella Formiga / G1) 
 
Manifestantes protestam em Brasília contra a Copa do Mundo 
 
 
Ávila ressaltou que o movimento do qual ele faz parte tem recebido apoio inclusive de estrangeiros. "É impressionante o apoio que a gente recebe da comunidade internacional e da imprensa internacional. As pessoas estão realmente abismadas com o que acontece no Brasil", enfatizou.


Impedidos de prosseguir em marcha até o Estádio Nacional, os manifestantes decidiram voltar para a Rodoviária do Plano Piloto. De volta ao local de concentração do protesto, os manifestantes fizeram batucadas e entoaram gritos de ordem contra a Fifa e contra o governo federal.


Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o jogo no Mané Garrincha transcorreu em clima de tranquilidade. Não houve registro de ocorrências criminosas até as 13h40. A pasta conta com 3.448 homens para realizar a segurança na arena e nos arredores.
 

Reforço sindical
 
Em greve desde o dia 21 de abril, integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica, Técnica e Tecnológica (Sinasefe) se uniram aos manifestantes que se mobilizaram pela internet. 


De acordo com o Sinasefe, 161 instituições ligadas ao sindicato estão com as atividades paralisadas. O grupo reivindica a antecipação dos 5% de aumento previsto para 2015, 10% do PIB para educação pública e reestruturação das carreiras de técnicos e docentes.


O ato deste domingo em Brasília foi combinado por meio de redes sociais e é coordenado pelo Comitê Popular da Copa. A concentração começou por volta das 11h na escadaria da Rodoviária do Plano Piloto.


O acesso à região central de Brasília se deu exclusivamente por metrô e linhas autorizadas de ônibus, já que sete vias foram bloqueadas às 7h. Carros particulares também estão proibidos de circular no perímetro do estádio.


Encarregado pela operação, o secretário de Segurança do Distrito Federal, Paulo Roberto de Oliveira, afirmou que os protestos em Brasília serão barrados na altura da avenida W3, a cerca de 1,5 quilômetro do estádio Mané Garrincha.

 
O advogado paulista Diego Vega fez um protesto solitário na 701 Norte contra a realização da Copa do Mundo. (Foto: Ricardo Moreira / G1) 
 
Advogado paulista faz protesto solitário na 701 Norte


Protesto solitário
 
O advogado paulista Diego Vega decidiu fazer um protesto solitário na 701 Norte contra a realização do Mundial.


"Eu sou contra colocar os estádios em uma prioridade maior do que os hospitais, escolas. Eu acho que as pessoas têm que comemorar sim, a Copa é bem-vinda, mas a ordem de prioridade que está sendo colocada no país é que tem que ser contestada".

Vega disse que chegou ao local por volta das 9h deste domingo.


Manifestações em Brasília
 
A manifestação deste domingo é segunda promovida em Brasília desde que teve início a Copa do Mundo. 


O primeiro ato contra o Mundial ocorreu no primeiro dia do evento, quando cerca de 80 pessoas ocuparam o Pistão Norte, na cidade aministrativa de Taguatinga (a cerca de 25 quilômetros de Brasília) e tentaram se aproximar da área montada para a Fan Fest, no Taguaparque. 

O grupo chegou a dizer à Polícia Militar que largaria faixas e cartazes se fosse autorizado a panfletar nas proximidades da estrutura.


Não houve acordo entre as partes, e os manifestantes insistiram em tentar atravessar o cordão policial. Os PMs usaram spray de pimenta para contê-los. 


Três pessoas foram presas por desacato – uma delas estava mascarada e teve as vendas retiradas à força do rosto.



Para este domingo, não há previsão de manifestação nos arredores da festa organizada pela Fifa. 

A principal atração é o grupo de rock CPM 22, que entra no palco após a partida. 

Também haverá a transmissão de jogos nos telões e interação com o público, como concurso de embaixadinhas e disputa de pênaltis. As atividades acontecem até as 21h30.

Estádio Mané Garrincha
 
Suíça e Equador fazem a primeira disputa do Grupo E às 13h. A estreia das seleções e do próprio Mané Garrincha na competição acontece exatamente um ano após a abertura da Copa das Confederações, que teve Brasília como palco.


Em campo, duelam uma seleção que se classificou de forma invicta para o torneio e que tem como ídolo o meia suíço Shaqiri – que joga no Bayern de Munique – e os animados da “La Tri”, que foram recebidos na capital federal com gritos de "Sí, se puede" e pela funkeira MC Bandida. 


Os equatorianos têm inclusive sua versão de Neymar: o reserva Fidel Martínez é famoso por também ser magrelo e usar moicano tingido de loiro e chuteiras coloridas.


O jogo é o primeiro de uma lista de sete previstos para acontecer na capital do país. O próximo é entre Colômbia e Costa do Marfim, na quinta-feira (19). No dia 23, ainda dentro da primeira rodada, Brasil enfrenta Camarões.


O Estádio Nacional de Brasília substituiu o antigo Mané Garrincha e completou um ano em maio. A inauguração aconteceu com cinco meses de atraso e após dois adiamentos. O pontapé inicial foi dado pela presidente Dilma Rousseff, no gramado. Ele custou R$ 1,2 bilhão.


Diversas etapas da obra foram contestadas pelo Tribunal de Contas. Uma auditoria divulgada em março pelo órgão apontou sobrepreço de R$ 431 milhões na construção do estádio. O GDF nega haver irregularidades e diz que o resultado da análise é preliminar.


Além disso, na arena foi registrada a primeira das oito mortes em acidentes em obras para a Copa do Mundo: o operário piauiense José Afonço de Oliveira Rodrigues, de 21 anos, caiu de uma altura de 30 metros e não resistiu aos ferimentos.


Os custos e a suposta falta de segurança nas obras do Mané Garrincha também foram alvo de protesto. O penúltimo antes do Mundial também reuniu indígenas. Um cabo da cavalaria acabou atingido por uma flecha perto da virilha.


Manifestantes do movimento Copa para Quem promovem apitaço na Rodoviária do Plano Piloto (Foto: Isabella Formiga / G1)Manifestantes do movimento Copa para quem se concentraram na Rodoviária do Plano Piloto
 

Mercadante rebate críticas de Aécio


A presidente Dilma Rousseff escalou neste domingo, 15, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para rebater as declarações do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na convenção nesta sábado, 14, do partido que o oficializou como candidato a presidente da República. 
O tucano havia dito que "um tsunami vai varrer do governo federal aqueles que lá não têm se mostrado dignos e capazes de atender às demandas da população brasileira."

Mercadante disse que a única tsunami foi a que tivemos no passado (em referência ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002), mas que como no Brasil não tem esse tipo de fenômeno, "não voltaremos a ter tsunami". 


Ele ainda fez questão de listar dados econômicos do governo Dilma e compará-los com a gestão de Fernando Henrique Cardoso.


 "Nas últimas três campanhas o povo votou para não voltar ao passado. Essa é uma candidatura (a de Aécio) que depois de um ano e meio de oposição não apresentou proposta para o futuro o país. A candidatura não tinha um vice, não tinha propostas e gastou um tempo precioso para atacar o nosso governo", afirmou.


Segundo ele, o governo do PT foi melhor em todos os aspectos quando comparado ao tucano. 


Ele listou dados de programas educacionais, falou que a era petista acabou com o sucateamento das universidades. Melhorou o acesso a educação básica, infantil e ao ensino médio. 


Mercadante também abordou o problema energético pelo qual o país passa. "Eles falam de energia, mas omitem o apagão no passado e a alta sem precedentes das tarifas", argumentou.


O tema econômico também teve destaque na fala do ministro, que falou de juros e custo de vida. 


Defendeu que no governo Dilma a inflação ficou em todos os anos dentro da meta e que ela está "caindo forte e rapidamente". Nas contas dele, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai fechar 2014 na média dos últimos anos, ao redor de 6%.


 "Eles não falam de juros, mas no passado tivemos taxas de mais de 40%", disse.


Os programas e benefícios sociais também foram exaltados por Mercadante, que fez várias referências ao Bolsa ao Família. "Temos uma política social integrada, elogiada e copiada por muitas nações", defendeu. 


Ele afirmou ainda que antes do governo do PT o País tinha inúmeros programas separadas e pouco efetivos. 


O ministro ainda fez referência a uma frase do ex-ministro da Fazenda Delfim Neto, que há alguns meses disse que o país estava prestes a viver uma "tempestade perfeita" - termo cunhado por ele para explicar o momento de turbulência econômica que o país passaria com a mudança da política econômica nos Estados Unidos e as repercussões dela sobre o Brasil, além de fatores domésticos que, em conjunto, vem afetando a atividade econômica brasileira, como baixo crescimento e inflação elevada.



 " Ficaram falando em tempestade perfeita e tivemos um verão tranquilo", disse.


Segundo ele, todos os ministros estão convocados a defender suas pastas e mostrar as políticas públicas. "Temos de mostrar e defender aquilo do que temos orgulho", justificou. 

 "É uma orientação da presidente que os ministros defendam o governo", disse.



Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia

Convenção estadual do PSB vira palanque para Campos


"Não vamos jogar fora as coisas boas, não vamos jamais cuspir no prato que comemos". 

Afirmação foi feita neste domingo, 15, pelo presidenciável Eduardo Campos, em resposta às acusações dos ex-aliados do governo federal que o acusam de ser ingrato e traidor por ter rompido uma aliança de 11 anos que beneficiou Pernambuco nos seus dois mandatos à frente do governo estadual. 

O mote da traição faz parte da estratégia de campanha dos adversários no Estado.

 "Não fico mais em um governo comandado por um bocado de raposa que já roubou o que tinha que roubar", justificou em discurso na convenção da coligação da Frente Popular que homologou os nomes do seu ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB) e do deputado federal Raul Henry (PMDB) como candidatos a governador e a vice-governador de Pernambuco e do ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB) ao Senado.


 "Na nossa história, na nossa caminhada não me cabe um pensamento pequeno de ficar só atrás de um projeto de poder pelo poder".



"Os cargos o tempo leva, o que fica é a dignidade do homem e da mulher", continuou ao afirmar que conta com o respeito do cidadão e que, em nome desse respeito não fica mais nesse projeto cheio de promessas não cumpridas. 


 "É tempo de agir", destacou.


Ao lado da pré-candidata a vice-presidente Marina Silva, em um palco tomado por candidatos e representantes dos 21 partidos coligados, Campos foi ovacionado por uma plateia estimada em 20 mil pessoas pelos organizadores do evento, no Clube Português, no Recife. 


O escritor Ariano Suassuna e a avó de Campos e viúva de Miguel Arraes, Madalena Arraes, tiveram presença destacada, junto com a mulher Renata e os cinco filhos. Foi uma megaprodução com bonecos gigantes, bandeiras, apitaço, gritos de Eduardo presidente e até a música da Copa para reforçar que Campos está no jogo. 


Foi a primeira aparição púbica do presidenciável em Pernambuco, depois que instalou seu escritório de campanha em São Paulo. 


Ele fez questão de dar uma demonstração de força e unidade da coligação, no seu território, onde vai enfrentar, no Estado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), com apoio do PT, que integra a chapa com o deputado federal petista João Paulo como candidato ao Senado.

Arraes contra ameaças

A pré-candidata a vice presidente, Marina Silva, recorreu ao nome do ex-governador Miguel Arraes, avô de Campos, defensor da reforma agrária e da inclusão social, para garantir que o presidenciável não irá retirar benefícios sociais do governo do PT, a exemplo do Bolsa Família, se ganhar a presidência. 


"Não é verdade, o neto de Arraes não pode ser contra o povo do Nordeste", disse, rebatendo o discurso do PT. "Miguel Arraes nunca abdicou dos seus princípios". 

"Estamos fazendo esta aliança em dois turnos", disse ela, sobre a parceria Rede Sustentabilidade-PSB. "No primeiro turno, a aliança será para ganhar cada homem, mulher, jovem. O segundo turno, será uma aliança para governar. Vamos precisar do apoio de todos os brasileiros, mostrando ser possível fazer um outro pacto para o Brasil".


Primeiro a falar na convenção, o senador Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB, pregou que a militância vista a camisa e vá as ruas com a bandeira da continuação em Pernambuco e da mudança no governo federal . "Não podemos ter um retrocesso, parar de crescer", disse ele. 


"Essa senhora (referindo-se à presidente Dilma) fez tudo errado e vai perder a eleição para um grande político e homem público, Eduardo Campos".



Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília