domingo, 16 de novembro de 2014

Manifestação "Fora, PT" reúne 10.000 na Paulista.

sábado, 15 de novembro de 2014


Cerca de 10.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, tomaram as ruas da Avenida Paulista, em pleno feriadão, para protestar, principalmente, contra a corrupção do PT. "Fora, PT" foi a palavra de ordem mais ouvida. Como era de se esperar em movimento com várias lideranças sem legitimidade ou organização jurídica, houve a presença de defensores de intervenção militar, causando uma racha no evento. Outros temas foram o "impeachment já", "recontagem de votos com auditoria externa" e as investigações do escândalo da Petrobras. 
Ao final, segundo a Imprensa, o público se dividiu em três, rumando para destinos e objetivos diferentes. Assim o Estadão publicou:

A manifestação na Paulista reúne, segundo a Polícia Militar, 10 mil pessoas, e, segundo os organizadores, 50 mil. O grupo se dispersou em três. O carro de som com os que defendem a intervenção militar desceu a Brigadeiro Luís Antônio rumo à Assembleia Legislativa. O segundo grupo, o mais volumoso, desceu a Brigadeiro no sentido centro até a Praça da Sé. Um terceiro grupo permanece em frente ao vão do Masp. Enquanto estavam reunidos na Avenida Paulista, as três facções chegaram a fazer uma disputa para ver quem tinha o som mais alto.

A conclusão do Blog é uma só: os que ficam em cima dos caminhões não representam os que estão na rua. Seria desejável que os protestos, quando a pauta estiver definida e menos difusa, fossem assumidos pela Oposição, pois os políticos é que possuem delegação para dar andamento democrático aos pleitos populares.
Um bom sinal é que o senador Aloysio Nunes (PSDB) esteve presente no evento, mas preferiu ficar entre a multidão, sem se manifestar ao público. Inquirido pela Folha de São Paulo, disse: 
"Vim para participar da manifestação...Nosso centro tem que ser o combate à corrupção, apuração das denúncias e punição dos responsáveis. O impeachment é questão a ser vista quando tiver provas concretas, provas jurídicas...Claro que PSDB apoia [a manifestação], estou aqui". 
Para a Record News, Nunes declarou:
"Nosso centro tem que ser o combate à corrupção, a apuração das denúncias e a punição dos culpados. O impeachment é uma questão a ser vista havendo provas concretas, que não é o caso no momento."
Já o Estadão assim publicou a manifestação do tucano:
" Há um exagero da imprensa em relação a meia dúzia de gatos pingados que defendem a intervenção militar. É evidente que sou contra e o PSDB também... O impeachment pode vir a ser colocado dependendo da investigação. O que nós queremos é a apuração." 
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Quem é quem na 7ª fase da Lava Jato


14/11/2014 12h44 - Atualizado em 15/11/2014 18h41

Entre detidos, está o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.
Suspeitos foram levados para a sede da PF em Curitiba.


Do G1, em Brasília
A sétima fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (14) pela Polícia Federal, tem mandados de prisão contra 25 pessoas.
Segundo balanço da PF no Paraná, até o início da tarde deste sábado, 23 suspeitos já haviam se entregado, e 2 continuavam procurados.
A operação foi deflagrada em março deste ano e investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
As investigações, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, mostraram casos de corrupção na Petrobras, maior empresa do país.



QUEM ESTÁ PRESO (por empresa):
Sem empresa específica
- Jayme Oliveira Filho (seria ligado ao doleiro Alberto Youssef)
Camargo Corrêa
- Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente
- João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração
- Dalton dos Santos Avancini, presidente
Engevix
- Gerson de Mello Almada, vice-presidente
- Carlos Eduardo Strauch Albero, diretor
- Newton Prado Júnior, diretor
Galvão Engenharia
- Erton Medeiros Fonseca
IESA
- Valdir Lima Carreiro, diretor-presidente
- Otto Sparenberg, diretor
Mendes Junior
- Sérgio Cunha Mendes, diretor-vice-presidente-executivo
OAS
- José Aldemário Pinheiro Filho, presidente
- Mateus Coutinho de Sá Oliveira, vice-presidente do conselho
- Alexandre Portela Barbosa
- Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor
- José Ricardo Nogueira
Petrobras
Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras
Queiroz Galvão
- Ildefonso Collares Filho, ex-diretor-presidente
- Othon Zanoide de Moraes Filho, diretor
UTC
- Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente
- Ednaldo Alves da Silva
- Walmir Pinheiro Santana
- Carlos Alberto Costa Silva



QUEM ESTÁ FORAGIDO:
Sem empresa específica
- Fernando Antonio Falcão Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano
- Adarico Negromonte Filho



MANDADOS JUDICIAIS
Veja a lista de mandados de prisão e de condução coercitiva expedidos pela Justiça Federal do Paraná:


Mandados de prisão preventiva
(pessoa pode ficar presa durante o processo)


- Eduardo Hermelino Leite (vice-presidente da Camargo Correa)
- José Ricardo Nogueira Breghirolli (funcionário da OAS, em São Paulo)
- Agenor Franklin Magalhães Medeiros (diretor-presidente da Área Internacional da OAS)
- Sérgio Cunha Mendes (diretor-vice-presidente-executivo da Mendes Junior)
- Gerson de Mello Almada (vice-presidente da Engevix)
- Erton Medeiros Fonseca (diretor presidente de Engenharia Industrial da Galvão Engenharia)
Mandados de prisão temporária
(pessoa fica presa por 5 dias)
- João Ricardo Auler (presidente do Conselho de Administração da Camargo Correa)
- Mateus Coutinho de Sá Oliveira (funcionário da OAS, em São Paulo)
- Alexandre Portela Barbosa (advogado da OAS)
- Ednaldo Alves da Silva (funcionário da UTC, em São Paulo)
- Carlos Eduardo Strauch Albero (diretor técnico da Engevix)
- Newton Prado Júnior (diretor técnico da Engevix)
- Dalton dos Santos Avancini (presidente da Camargo Correa)
- Otto Garrido Sparenberg (diretor de Operações da IESA)
- Valdir Lima Carreiro (diretor-presidente da IESA)
- Jayme Alves de Oliveira Filho
- Adarico Negromonte Filho
- José Aldemário Pinheiro Filho (presidente da OAS)
- Ricardo Ribeiro Pessoa (responsável pela UTC Participações)
- Walmir Pinheiro Santana (responsável pela UTC Participações)
- Carlos Alberto da Costa Silva
- Othon Zanoide de Moraes Filho (diretor-geral de Desenvolvimento Comercial da Vital Engenharia, empresa do Grupo Queiroz Galvão)
- Ildefonso Colares Filho (diretor-presidente da Queiroz Galvão)
- Renato de Souza Duque (ex-diretor da Petrobras)
- Fernando Antonio Falcão Soares
Mandados de condução coercitiva
(quando a pessoa é obrigada a ir depor e é liberada depois)
- Edmundo Trujillo (diretor do Consórcio Nacional Camargo Correa)
- Pedro Morollo Júnior (funcionário da OAS, em Jundiaí-SP)
- Fernando Augusto Stremel Andrade (funcionário da OAS, no Rio de Janeiro-RJ)
- Ângelo Alves Mendes (funcionário da Mendes Júnior, em Belo Horizonte-MG)
- Rogério Cunha de Oliveira (funcionário da Mendes Júnior, em Recife-PE)
- Flávio Sá Motta Pinheiro (diretor administrativo e financeiro da Mendes Júnior)
- Cristiano Kok (presidente da Engevix)
- Marice Correa de Lima (funcionária da OAS, em São Paulo-SP)
- Luiz Roberto Pereira
arte quem é quem na 7ª fase da lava jato (Foto: G1)


VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)
tópicos:

TRF nega pedidos de habeas corpus de executivos da operação Lava Jato


15/11/2014 16h49 - Atualizado em 15/11/2014 20h41


Seis pedidos foram indeferidos em nome de 11 pessoas pelo TRF.
Processos foram analisados neste sábado (15), no plantão judiciário.

Do G1 RS

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, indeferiu neste sábado (15) seis pedidos de habeas corpus em nome de onze pessoas ligadas a empreiteiras que tiveram prisão decretada na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.


Segundo a assessoria de imprensa, não foram aceitos o habeas corpus para Eduardo Hermelino Leite, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, João Ricardo Auler, Dalton dos Santos Avancini, José Adelmario Pinheiro Filho, Alexandre Portela Barbosa, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, Carlos Eduardo Strauch Albero, Newton Prado Júnior e Gerson de Mello Almada.
As decisões são da desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, plantonista do TRF-4, em Porto Alegre. Novos pedidos podem ser feitos neste domingo (16).

A sétima fase da operação, que investiga um esquema de lavagem e desvio de dinheiro na ordem de R$ 10 bilhões, foi deflagrada na sexta-feira (14) pela Polícia Federal (PF) e teve como alvo executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras, que apenas com a Petrobras têm contratos que somam R$ 59 bilhões.


Boa parte dos contratos estão sob avaliação da Receita Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal. Ao todo, foram cumpridos 85 mandados em cidades do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Distrito Federal.

Os presos começam a prestar depoimento neste sábado (15) na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Um avião, com 16 suspeitos, deixou o Rio de Janeiro e chegou à capital paranaense por volta das 4h20.

Além destes, também prestarão informações quatro investigados que se entregaram voluntariamente à polícia na noite de sexta-feira (14) e seguem presos. Todos são ligados ao alto escalão de  empreiteiras que possuem contratos com a Petrobras. Outros cinco investigados ainda são procurados.

Após pagar juros, contas públicas devem ter pior resultado em 11 anos


16/11/2014 08h37 - Atualizado em 16/11/2014 08h37

Resultado nominal é um dos principais modos de comparação entre países.
Segundo pesquisa do BC, déficit deve avançar para 4,5% do PIB em 2014.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
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Déficit das contas públicas
Em % do PIB - setor público consolidado/nominalDéficit de 2014 = estimativa5,242,93,583,632,82,043,282,482,612,483,254,5200520100123456
Fonte: BC
As contas públicas devem fechar 2014 com o pior resultado em 11 anos, segundo pesquisa do Banco Central com analistas do mercado financeiro. O resultado ruim é consequência do aumento de gastos públicos em ano eleitoral, das reduções de tributos implementadas pelo governo e do fraco desempenho da arrecadação, por conta do baixo nível de atividade econômica.


A conta considera o conceito nominal – que inclui as receitas, despesas e, também, os juros da dívida pública. O chamado déficit nominal é uma das principais formas de comparação da situação das contas públicas entre os países. O conceito também é utilizado pelas agências de classificação de risco para dar notas para as economias e, deste modo, sugerir investimentos em determinadas economias, ou, por outro lado, desaconselhar a aplicação de recursos em determinados países.


De acordo com levantamento conduzido pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, o déficit nominal do setor público brasileiro deve somar 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano – o maior valor desde 2003, quando estava em 5,24% do PIB. Segundo números oficiais, isso representa forte piora nos últimos anos. Em 2012, o déficit nominal estava em 2,5% do PIB, avançando para 3,25% em 2013 e para mais de 4% do PIB neste ano.


O Tratado de Maastrich, assinado em 1992 pelos países da União Europeia, recomenda que o resultado negativo fique abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), ou que a dívida bruta não ultrapasse 60% do PIB. Esses percentuais, porém, não são seguidos pela maioria dos países.


Deterioração do superávit primário
O aumento do déficit nominal está relacionado com a deterioração do resultado “primário” do setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais). De janeiro a setembro, houve déficit primário (receitas menos despesas, sem incluir os juros da dívida) de R$ 15,28 bilhões, o pior resultado da história. Por conta do resultado ruim, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para abandonar a meta fiscal fixada anteriormente.


Para o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, a piora das contas públicas em 2014 está relacionada com o fraco crescimento da economia brasileira – o que teve reflexos negativos no recolhimento de impostos e contribuições federais.


"A receita passou a crescer muito pouco neste ano porque a economia passou a avançar pouco. Ninguém esperava que a economia fosse crescer tão pouco, porque não tem nenhuma crise. Mesmo nos piores momentos, o Brasil sempre cresce 3% a 4% [por ano]. Mas vamos crescer de zero a 1% em 2014. A despesa ainda cresce a 7% acima da inflação. Na época do Lula, crescia a 9%. Não tem como o [superávit] primário se sustentar", explicou ele.


Comparação entre países
Segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), o déficit nominal da ordem de 4,5% do PIB para o Brasil em 2014 colocará o país em situação parecida a Argentina, que passa por grave crise econômica. Para este ano, o FMI prevê um déficit nominal de 4,48% do PIB para o país vizinho.


Ainda segundo expectativa do FMI, o Brasil ficará em situação pior do que várias economias emergentes, como o Chile (déficit de 1,75% do PIB) em 2014, a China (-1% do PIB), a Colômbia (-1,45% do PIB), Indonésia (-2,46% do PIB), México (-4,2% do PIB), Equador (-4,27% do PIB), Peru (-0,1% do PIB), Rússia (-0,9% do PIB), Portugal (-4% do PIB), Turquia (-2% do PIB) e Uruguai (-3,5% do PIB) e França (-4,4% do PIB). Para a Itália, a expectativa é de um resultado negativo de 3% do PIB e, para a Alemanha, um superávit de 0,3% do PIB neste ano.


Por outro lado, o Brasil ainda estará melhor do que a Índia (-7,22% do PIB), Japão (-7% do PIB), África do Sul (-4,9% do PIB), Espanha (-5,7% do PIB), Reino Unido (-5,28% do PIB), Estados Unidos (-5,5% do PIB) e Venezuela (-14% do PIB).
Dívida pública
Com a queda do superávit primário nos últimos anos, os números mostram que a dívida pública brasileira também está aumentando. No fim de 2012 e de 2013, respectivamente, a dívida bruta – principal forma de comparação internacional – estava em 58,8% do PIB e 56,7% do PIB, informou o Banco Central.


Em agosto deste ano, pelas contas do BC, que não consideram os títulos públicos em sua carteira, o endividamento bruto brasileiro voltou a atingir a marca de 60% do PIB – algo que não acontecia desde o fim de 2009 e início de 2010. Naquele momento, o governo aumentou os gastos para superar a primeira etapa da crise financeira internacional, com respectivo impacto na dívida pública.


Pelos cálculos do FMI, porém, a dívida bruta brasileira está acima disso. Isso porque a instituição considera os títulos públicos na carteira do Banco Central como parte do endividamento brasileiro. Para o FMI, a dívida bruta do Brasil estava em 64% do PIB no fim de 2011, avançou para 68% do PIB em 2012 e recuou um pouco para 66% do PIB no fechamento de 2013. No fim deste ano, deverá ficar próxima deste patamar.

Segundo o FMI, a dívida bruta brasileira deve terminar 2014 acima da maioria dos países emergentes, como Chile (14% do PIB), Colômbia (34% do PIB), China (40% do PIB), Índia (59% do PIB), México (48% do PIB), Peru (19% do PIB), e Turquia (34% do PIB). Na Argentina, a dívida bruta deve fechar 2014 em 49% do PIB.

O patamar da dívida brasileira, porém, deve seguir abaixo dos países desenvolvidos, cuja previsão do Fundo Monetário, para o fim de 2014, é: 105% do PIB nos Estados Unidos, 95% do PIB para a França, 75% para a Alemanha, 91% para o Reino Unido e 245% para o Japão. Estes países, porém, têm outros indicadores positivos e não possuem dificuldades de captar recursos.

Nota brasileira das agências de rating
Com a piora dos indicadores das contas públicas, como déficit nominal e dívida bruta do setor público, os analistas não descartam a possibilidade de o Brasil ter sua nota rebaixada pelas agências de classificação de risco, mas dizem que isso ainda pode depender da nova equipe econômica e das indicações sobre os rumos da economia.

"O risco de perder o rating existe, mas acho que é possível ainda manter. Até porque as agências estão cautelosas, aguardando o anúncio não só da equipe, mas qual vai ser o plano econômico para os próximos anos. Acredito que, se o governo anunciar um plano amarrado, bem comunicado e crível, que diga como, em que intensidade e quando o ajuste fiscal vai ser estabelecido, é possível manter o grau de investimento. Ainda acho que existe possibilidade de manter o grau de investimento, mas vai depender bastante de como vão fechar as contas publicas neste ano", analisou o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Gabriel Leal de Barros.

Na avaliação Luis Otavio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil, as agências de rating estão em "compasso de espera" em relação ao Brasil. "Vai depender do que a gente fizer", disse ele. Ele explica que, no caso de uma piora da nota brasileira (rating), fica mais caro buscar empréstimo no exterior.

"Existe uma relação direta. Quanto melhor o rating [nota], menos paga de juros tanto o país quanto as empresas. Fica mais caro para todo mundo [se baixar a nota brasileira]. Quando o país é rebaixado, todas as empresas do país são rebaixadas. Um banco vai captar mais caro lá fora. Vai jogar [o custo maior] para o preço do crédito aqui dentro. Empresas para a Petrobras, por exemplo, pagariam mais [para captar no exterior]. Fica tudo mais caro. Fica mais complicado para todo mundo", explicou o economista do ABC Brasil.

Empreiteiras combinavam preços de contratos com Petrobras, diz juiz


15/11/2014 17h24 - Atualizado em 15/11/2014 18h04

Texto de despacho do juiz Sérgio Moro diz que empreiteiras davam propina.
Empresas negam. Sétima fase da Operação Lava Jato já levou 21 à prisão.


Do G1, com informações da Globo News
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância da Justiça, diz no despacho que autorizou as prisões efetuadas nesta sexta-feira (14) que o esquema de corrupção na Petrobras pode ter provocado danos bilionários à estatal e aos cofres públicos.


De acordo com relato do juiz, o esquema reunia um cartel formado pelas maiores empreiteiras brasileiras, que combinavam quem ganharia as licitações para obras da Petrobras. Nessas concorrências, diz ele, as empresas cobravam preço máximo e depois distribuíam propina em valores correspondentes a 2% ou 3% do contrato – tudo isso era combinado previamente.


Até a tarde deste sábado (15), a sétima fase da operação tinha resultado em 21 prisões, segundo a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Deflagrada pela Polícia Federal em março, a Lava Jato investiga um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões e desviou recursos da estatal, segundo a PF.


Em notas divulgadas nesta sexta-feira, após as prisões de vários executivos das próprias empresas, algumas das principais empreiteiras do país negaram participação em irregularidades e se colocaram à disposição das autoridades.



De acordo com o documento do juiz, parte da suposta propina era repassada ao doleiro Alberto Yousseff, suposto chefe do esquema, que transferia o dinheiro a agentes públicos (pessoas que trabalhavam na Petrobras ou políticos).



“Tomando-se os valores milionários ou bilionários destes contratos [entre a Petrobras e empreiteiras suspeitas de envolvimento no esquema], os danos sofridos pela empresa estatal, cujo acionista majoritário é a União Federal e, em última análise, o povo brasileiro, atingem milhões ou até mesmo bilhões de reais”, diz Moro no texto.


No despacho, o juiz afirma que o esquema investigado na Lava Jato identificou “quatro grupos criminosos dedicados principalmente à pratica de lavagem de dinheiro e crimes financeiros no âmbito do mercado negro de câmbio”.



Esses grupos, informa Moro, seriam liderados pelos supostos doleiros Carlos Habib Chater, Alberto Youssef, Nelma Mitsue Penasso Kodama e Raul Henrique Srour.

No decorrer das investigações, relata o magistrado, descobriram-se as relações do doleiro Alberto Youssef com o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ambos presos em fases anteriores da Lava Jato. Segundo Moro, Costa continuou recebendo propina mesmo após ter deixado o cargo.
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

Japão doa US$ 1,5 bilhão para fundo da ONU contra a mudança climática


Agencia EFE 16/11/2014 03h40 - Atualizado em 16/11/2014 03h40


Anúncio foi feito em comunicado conjunto com os Estados Unidos.
Obama já havia anuncia aporte de US$ 3 bilhões no sábado (15).

Da EFE
Primeiro-ministro australiano Tony Abbott cumprimenta premiê japonês Shinzo Abe na chegada ao encontro do G20 (Foto: WILLIAM WEST / AFP)Primeiro-ministro australiano Tony Abbott com o premiê japonês
 

O Japão fornecerá US$ 1,5 bilhão para o Fundo Verde para o Clima das Nações Unidas, que se unem aos US$ 3 bilhões anunciados no sábado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dentro da cúpula do G20) em Brisbane, Austrália.


"Buscamos impulsionar as negociações sobre a mudança climática para estabelecer um acordo após 2020 que seja aplicável a todos e nas quais as nações fazem compromissos ambiciosos e transparentes para reduzir suas emissões", disseram os governos de ambos os países em comunicado conjunto.


A nota oficial indica que EUA e Japão reiterarão estas doações na reunião sobre mudança climática que será realizada no dia 20 de novembro na Alemanha.


"Nossas contribuições se somam aos anunciados anteriormente por Alemanha, França e outros doadores, entre eles países desenvolvidos e em desenvolvimento (...) Encorajamos todas as nações a se somar a nós para doar ao Fundo Verde para o Clima", acrescentou o comunicado.


O Fundo Verde para o Clima das Nações Unidas foi criado para tramitar as transferências dos fundos para que os países que são vulneráveis à mudança climática, entre eles os do Pacífico Sul, possam enfrentar as consequências da mudança climática.


Os países-membros do G20 representam 85% do PIB mundial, 80% do comércio global, e têm dois terços da população total.

sábado, 15 de novembro de 2014

Boulos, a CUT e outros esbirros do poder marcharam contra “a direita”; quem for neste sábado marchará a favor do “estado de direito”

4/11/2014 às 16:27


Manifestações de protesto contra o governo Dilma estão sendo marcadas pelas redes sociais em várias cidades do país para este sábado, aniversário da Proclamação da República. 



Como costuma acontecer nesses casos, nunca se sabe quantas pessoas serão efetivamente mobilizadas. Podem aparecer alguns poucos entusiasmados; podem ser muitos os indignados. Não importa! Protestar contra o governo de turno, desde que segundo as regras da civilidade, é um dos atributos dos regimes democráticos. 


Observe-se que os que hoje se levantam contra a roubalheira e os desmandos não dispõem de uma clientela, como a do sr. Guilherme Boulos, o chefão do MTST, que saiu ontem a vomitar impropérios em defesa do governo. Também não contam com as facilidades da CUT, o sindicalismo chapa-branca que se ancora no dinheiro de um imposto, sobre o qual não precisa nem prestar contas.


Se, neste sábado, houver 10 ou 10 mil indivíduos nas ruas, lá eles estarão por conta própria. Não estarão ocupando o espaço público para ganhar uma casinha do movimento do sr. Boulos. Tampouco serão meros contínuos de um partido político, financiados com capilé oficial. Os protestos marcados para este sábado, reúnam 10 ou 10 mil, são expressões da cidadania sem cabresto, da cidadania que não se deixa capturar por um partido político, por um ente de razão, por uma ideologia redentora que precisa alimentar o ódio para ganhar musculatura.


O país vive um dos momentos mais delicados de sua história. 


Esquerdistas de fancaria, nababos alimentados com dinheiro público, burguesotes do capital público e alheio, pilantras que mamam nas tetas do governo, essa escória política resolveu inventar que existe um movimento golpista no país, mesmo truque empregado em 2005, quando explodiu o escândalo do mensalão. Uma cobertura irresponsável dos protestos antigovernistas tentou pespegar essa pecha em pessoas comuns, justamente indignadas com o fato de que o fruto do seu trabalho é hoje, na prática, expropriado por bandidos.


Golpista uma ova! Golpistas são os assaltantes da Petrobras. Golpistas são os ladrões de dinheiro público. Golpistas são os que usam o estado brasileiro a serviço de seu projeto de poder. Golpistas são aqueles que se consideram os donos da agenda, os donos da história, os donos do Brasil. Não sei, reitero, se haverá nas ruas 10 ou 10 mil, mas que todos estejam imbuídos de um único propósito: fazer valer a Constituição; fazer valer as leis; fazer valer o estado de direito. Um único homem pedindo justiça já pode ser o início da revolução da decência.


Repudiem, insisto neste aspecto, os imbecis que eventualmente comparecerem a atos públicos cobrando intervenção militar. Ou são idiotas ou, o que é mais provável, agentes provocadores, que alimentarão o jornalismo da distorção.
Vai triunfar a lei no país, queiram eles ou não. Se ficar comprovado que Dilma não sabia da roubalheira em curso na Petrobras, ela não perderá seu mandato — não por isso ao menos. Se ficar comprovado que sabia, então será deposta. Não por um golpe, mas pela Constituição. Já aconteceu antes, e o país se fortaleceu.


A melhor palavra de ordem para quem quer ocupar as ruas não é o “impeachment de Dilma”. Que a banda boa da Política Federal, da Justiça e do Ministério Público se encarreguem da questão. A boa palavra de ordem é a defesa das leis e do estado de direito.


Guilherme Boulos, a CUT e seus truculentos disseram marchar nesta quinta contra a direita. Errado! Eles foram às ruas contra o estado de direito. E vão perder. Não! O Brasil não pede uma intervenção militar. O Brasil pede a intervenção da sociedade civil, lúcida, democrática, aberta ao futuro, sorridente, esperançosa e feliz.


Esses mortos-vivos que tentam impedir o Brasil de se expressar vão perder.
Texto publicado originalmente às 15h46
Por Reinaldo Azevedo

Autódromo Celina pede e TCDF suspende licitação do Autódromo Nelson Piquet


14 de novembro de 2014



O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) acatou a representação, protocolada pela deputada Celina Leão (PDT), contra  a Agencia de Desenvolvimento do Distrito Federal (TERRACAP) e a Companhia urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP), pedindo a suspensão do convênio nº 71/2014 que trata da licitação para reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet. Com a decisão a licitação fica suspensa.


“Queremos que a competição aconteça, mas sem a necessidade de uma obra faraônica, pelo que levantamos é possível fazer os reparos necessários para que a  corrida aconteça,  com cerca de R$ 20 milhões”, explica a deputada.


De acordo com a decisão do TCDF a licitação fica suspensa até que a TERRACAP e a NOVACAP apresentem ao Tribunal todos  os esclarecimentos necessários, aos questionamentos elencados pela representação da deputada Celina Leão, juntando a documentação comprobatória. O Tribunal também, pede relatório das autorizações de viagens com destino à cidade de Indianápolis nos EUA e esclarecimentos sobre a construção do Kartódromo.


Quatro servidores da TERRACAP, inclusive a diretora, Maruska  Lima, viajaram por conta do Estado para Indianópolis nos EUA, dos dias 7 a 16 de maio de 2014, período que coincide com o Grande Premio GP de Indianápolis, que aconteceu no dia 10 de maio. De acordo com a publicação no Diário oficial do DF, o objetivo da viagem era observarem in loco as instalações para o projeto de adequação e reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet.

“Esta é a ponta do iceberg da farra com o dinheiro público. Vamos aguardar os relatórios da viagem dos servidores para tomarmos as providencias de fiscalização”,  observa a deputada.

Um tiro nas empreiteiras


15 de novembro de 2014




*** Uma parte considerável dos congressistas deve estar preocupadíssima com a sétima temporada da Operação Lava Jato. Um verdadeiro “tiro” nas principais empreiteiras do país.  A razão é bem simples: algo em torno de 70% dos nossos parlamentares recebem generosas quantias de empreiteiros – pequenos e grandes – para garantir suas eleições. O segundo ato é  integrar um verdadeiro “exército” para garantir os interesses – público e privado –  de seus “donos”.

Gastos eleitorais
Só para se ter uma ideia, o total gasto em campanha pelos deputados e senadores eleitos para assumir em 2015 chegou a R$ 1,1 bilhão. O número foi levantado pelo Estadão com base na prestação de contas dos candidatos, divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O montante é 11% maior em relação a Eleição de 2010, descontada a inflação do período. O dinheiro vem principalmente de empresas, fator que a prometida reforma política promete pôr fim.

Grande demais
*** Um atento observador dos constantes escândalos da República dizia agora à tarde que a sua preocupação é de que a Lava Jato ficou com um tamanho enorme. Caso se leve a sério, teremos ter grandes baixas em todos os poderes.

Mesadas
*** A coisa está tão feia que se fala em possíveis mesadas em lugares que deveriam investigá-las.

Delação

*** Uma delação premiada do lobista do PMDB junto à Petrobras, Fernando Soares, o “Fernando Baiano”, poderá derrubar alguns caciques da ala governista do partido. “Baiano” está refletindo sobre o que fazer no exterior. Aguarda o momento adequado para uma integrada “triunfal”.

Muitos documentos
*** Quem conhece o lobista do PMDB, Fernando Baiano, traça o seguinte perfil: perigoso, imprevisível quando pressionado e possuidor de muitos documentos.

Em risco
*** Um poderoso deputado federal carioca que se cuide com a Operação Lava Jato. Muitas turbulências estão chegando.

Sem cota
O governador do DF, Agnelo Queiroz, acabou com a chamada “cota” dos veículos de comunicação, uma pratica de quase 20 anos. O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), fez o mesmo em Goiás. O próximo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) deverá adotar a mesma política do fim da “mesada” mensal.

Sem noção
Alguns parlamentares que não conseguiram a reeleição não se cansam de falar mal do governo de Rodrigo Rollemberg, que nem começou e sequer escolheu o  secretariado.

Ranking
Reeleito deputado distrital e já pronto para sair do cargo, o presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure (foto), entrou no ranking dos presidentes maus pagadores dos veículos de comunicação do DF. Só para se ter uma ideia, a tramitação de um simples pagamento na Casa leva mais de três meses. Na liderança continua o ex-presidente Patrício, que acaba de ser rejeitado pela urnas.

A casa petista caindo, os tucanos com dedo em riste e o efeito Rhonda Byrne

tucanos
Rhonda Byrne é uma picareta, ops, escritora que vendeu milhões cópias de seu livro “O Segredo”, que ensinava uma técnica “fantástica”: basta desejar que as coisas acontecem. Pelo menos para ela funcionou.


Mas o que Rhonda Byrne tem a ver com os recentes ocorridos na Operação Lava Jato, que hoje causou um verdadeiro fuzuê para o governo? Antes veja a matéria do Estadão:
Quatro presidentes de grandes empreiteiras, 15 executivos e um ex-diretor da Petrobrás ligado ao PT tiveram prisões decretadas nesta sexta-feira, 14, em uma ação policial de proporções inéditas no País. Foi a sétima etapa da Operação Lava Jato, batizada de Juízo Final, cujo principal objetivo é buscar provas contra corruptores.

Nove construtoras que estão entre as maiores doadoras de campanhas e concentram as obras públicas mais vultosas do Brasil tiveram suas sedes vasculhadas pela força-tarefa que apura desvios na Petrobrás.

O cartel de empresas sob suspeita amealhou, mediante fraudes e pagamento de propinas, o equivalente a R$ 59 bilhões em contratos na estatal petrolífera, segundo os investigadores.

Os 36 investigados nessa fase da operação tiveram R$ 720 milhões em bens bloqueados.

As suspeitas envolvem possíveis crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à lei de licitações e lavagem de dinheiro.

As prisões dos presidentes das empreiteiras são temporárias, com duração de cinco dias, mas podem ser prorrogadas “por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade”.

Para cumprir os 85 mandados judiciais, foram mobilizados 300 policiais federais, com o apoio de 50 servidores da Receita Federal, no Paraná, São Paulo, Rio, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal.

Entre os presos estão os presidentes da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, e da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa. Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa, não havia sido preso ou se entregado até a conclusão desta edição. Valdir Carreiro, que comanda a Iesa Óleo e Gás, vai se entregar à noite.

A PF também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de dois executivos da Odebrecht. O Ministério Público pediu a prisão de Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo. A Justiça não autorizou, segundo a Polícia Federal.

O ex-diretor-presidente da construtora Queiroz Galvão, Ildefonso Colares, se entregou na superintendência da PF em Curitiba no final da tarde. A assessoria de imprensa da Queiroz informou que ele não trabalha para o grupo desde 2012. O vice-presidente da Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes, que mora em Brasília, negociou com a PF se entregar em Curitiba até o fim da noite.

Agentes da Polícia Federal em frente ao prédio da Camargo Correia, na capital paulista

Ligações. A prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, antecipada pelo portal estadao.com.br, contudo, foi a que mais deixou Brasília apreensiva. Ele foi mantido na diretoria da Petrobrás de 2004 a 2012.

A indicação partiu de José Dirceu, condenado no mensalão – o ex-ministro nega ter feito a indicação. A suspeita é que o outro elo com o partido seja o tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

O Ministério Público Federal, que integra a Operação Lava Jato, chegou a pedir a prisão da cunhada de Vaccari, Marice Correa de Lima, o que foi negado pela Justiça. Acusada de receber “quantias vultosas em espécie” do doleiro Alberto Youssef, um dos operadores do esquema, a pedido da empreiteira OAS, ela prestou depoimento em cumprimento a mandado de condução coercitiva.

O Ministério Público acusa Duque de receber propina em contas abertas em paraísos fiscais fora do País ou em dinheiro vivo. Os pagamentos seriam viabilizados pelo principal agente financeiro da organização investigada: Youssef. O doleiro aceitou fazer delação premiada em troca de redução de pena.

O operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobrás Fernando Soares, o Fernando Baiano, também teve mandado de prisão expedido pela Justiça. Os policiais, entretanto, não encontraram Baiano.
Em abril, 46 investigados na Lava Jato foram indiciados. Em depoimentos à PF e à Justiça Federal no Paraná, onde corre o processo, Costa chegou a afirmar que fazia pagamentos de propina a integrantes de partidos políticos, entre eles PP, PMDB, PT e PSDB.

O Ministério Público Federal e a PF destacaram que a operação deflagrada nesta sexta tem base em documentos apreendidos nas fases anteriores da Lava Jato e nos depoimentos de testemunhas e colaboradores, exceto as delações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef.

As revelações feitas por Costa e Youssef estão sob o crivo do Supremo Tribunal Federal porque envolvem deputados e senadores, que detêm foro privilegiado perante a Corte.
E enquanto isso, com o que a BLOSTA está preocupada? Leia o texto “Aécio e Aloysio celebram prisão ‘A casa caiu’”:
Os tucanos estão se sentindo com a alma lavada no Dia D da Operação Lava Jato. Em São Paulo, os senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes, que foram companheiros de chapa na eleição presidencial, usaram de ironias em seus primeiros comentários sobre as prisões e ocupações de sedes de empreiteiras realizadas na manhã desta sexta-feira 14 pela Polícia Federal.

- Tem muita gente sem dormir em Brasília, divertiu-se Aécio, que estava ao lado do governador Geraldo Alckmin e do ex-presidente Fernando Henrique. Estes preferiram não fazem comentários, mas o senador Aloysio não perdeu a chance de completar a frase do colega mineiro:
- A casa caiu.
Para Aécio, a prisão do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e de executivos de empreiteiras revelam que o esquema de corrupção dentro da companhia era maior do que se imaginava inicialmente.


- Cada vez é mais clara a percepção de que não havia um ato isolado de um ou dois dirigentes, mas uma estrutura criminosa dentro da estatal.


Adotando um tom mais sério, Aécio completou:
- A Petrobras incorpora à sua belíssima história a marca perversa da corrupção em razão das ações desse governo.



O PSDB se vê como imune a esse escândalo e acredita só ter a ganhar com os desgates políticos que toda a movimentação da PF pode acarretar. Entre as prisões do dia está a da irmã do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, Marice Corrêa Lima. A condução coercitiva dela já é vista como uma forma de pressão sobre Vaccari, a exemplo do que ocorreu com o ex-diretor Paulo Roberto Roberto Costa, que teve o escritório de sua filha e seu cunhado ocupado pela PF logo depois de sua prisão.
Todos esses colunistas da BLOSTA seriam engraçados se não estivessem mamando nas tetas do governo, lutando para nos oprimir com suas demandas por censura. Sem o aparelhamento estatal, certamente serviriam como humoristas involuntários.



Este não foi o primeiro e nem será o último texto onde esse pessoal transfere a responsabilidade de algo negativo em seu governo não para os verdadeiros responsáveis, mas para a oposição que estaria “torcendo contra”. Dia desses, outro texto do Brasil247 dizia que a Globo quer ver Petrobrás 
condenada nos EUA.



Já imaginaram se a moda pega? Um sujeito que estiver no rala e rola com sua amante no motel e é flagrado pela esposa (junto com um detetive), pode dizer: “É, mas você torceu para eu estar aqui com ela!”.


A mente deformada desse pessoal já não trata mais os fatos como eles são, mas como eles podem ser interpretados por sua conveniência. A partir daí, o problema não estaria com o criminoso, mas com alguém que teria “torcido” para o sujeito cometer o crime. Mesmo que essa torcida nem tenha existido. (Embora, é claro que qualquer pessoa lúcida esteja torcendo para as provas aparecerem e a justiça ser feita)


Provavelmente os petistas e seus jornalistas estão querendo fazer uma nova teoria inspirada no livro de Rhonda Byrne. Seria “O Segredo Parte 2″? É mais ou menos assim: os crimes do Petrolão, assim como suas investigações, só existem devido à torcida do PSDB, da direita “reacionária” e da “mídia golpista” para que tudo ocorresse.

Convocação geral para as manifestações de HOJE, 15 de novembro

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Pessoal, segue abaixo lista distribuída por Lobão no Facebook com a convocação geral e os locais das concentrações em todo o Brasil:



Americana, SP – Praça Comendador Müller
Aracaju, SE – Praça Camerindo
Balneário Camboriú, SC – Praça Almirante Tamandaré
Belo Horizonte, MG – Praça Sete
Bentro Gonçalves, RS – Prefeitura Municipal
Brasília, DF – Esplanada dos Ministérios
Campinas, SP – Largo do Rosário
Campo Grande – MS – Praça do Rádio
Canoas, RS – Praça do Avião (BR-116)
Cascavel, PR – Igreja Catedral
Caxias do Sul, RS – Em frente à catedral
Cuiabá, MT – Prefeitura Municipal
Curitiba, PR – Praça Rui Barbosa
Dourados, MS – Praça Antônio João
Dracena, SP – Praça Arthur Pagnozzi
Fortaleza, CE – Av. Beira Mar com Barão de Studart
Foz do Iguaçu, PR – Praça do Mitre
Goiás, GO – Praça Pedro Ludovico
Goiânia, GO – Parque Vaca Brava
Indaiatuba, SP – Praça do Cato
Joinville, SC – Praça da Bandeira
Juiz de Fora, MG – Parque Halfeld
Jundiaí, SP – Parque da Uva
Limeira, SP – Praça José de Barros
Londrina, PR – Av. Higienópolis
Londrina, PR – Praça da Concha Acústica
Marília, SP – Prefeitura
Natal, RN – Arena das Dunas
Natal, RN – Largo do Atheneu
Novo Hamburgo, RS – Praça do Imigrante
Palmas, TO – Praça dos girassóis
Passo Fundo, RS – Prefeitura
Patrocínio, MG – Praça Santa Luzia
Petrolina, PE – Portal da Orla
Porto Alegre, RS – Parcão
Recife, PE – Avenida Boa Viagem
Ribeirão Preto, SP – Teatro Pedro II
Rio de Janeiro, RJ – Copacabana Palace
Salvador, BA – Farol da Barra
Santa Maria, RS – Praça Saldanha Marinho
Santos, SP – Praça Independência
São Paulo, SP – Vão do MASP
Tangará da Serra, MT – Av. Brasil (Escola 13 de Maio)
Taubaté, SP – Praça Santa Terezinha
Teresina, PI – Igreja São Benedito
Valinhos, SP – Próximo a Rodoviária
Vitória, ES – UFES


Veja o vídeo da convocação para as manifestações amanhã, 15/11, as 14 hrs. em todo o Brasil:

REPORTAGEM-BOMBA DA REVISTA REVELA TUDO SOBRE A PRISÃO DOS BILIONÁRIOS DO PETROLÃO QUE ROUBAVAM A PETROBRAS COM A COMPLACÊNCIA DE LULA E DILMA, SEGUNDO ACUSAÇÃO O DOLEIRO YOUSSEF.




AQUI UM RESUMO DA REPORTAGEM-BOMBA DA REVISTA VEJA
 
 
 
Em um país de instituições mais frágeis, a prisão por suspeita de corrupção de altos executivos das maio­­res empresas nacionais não se efetivaria nunca ou produziria uma crise institucional profunda. Antes, portanto, de entrarmos nos detalhes dessa pescaria da Polícia Federal em águas sujas da elite empresarial, celebremos a maturidade institucional do Brasil — a mesma que foi posta à prova e passou com louvor quando o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou para a penitenciária a cúpula do partido no poder responsável pelo escândalo do mensalão.
O 'CAPO', AMIGÃO DO LULA.
CHEFE – Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, nesta sexta-feira: o "capo" do cartel da Petrobras gostava de repetir que tinha um único amigo no governo – "o Lula"
Esse senhor pesadão, bem vestido, puxando uma maleta com algumas mudas de roupa e itens de higiene pessoal, não está se dirigindo a um hangar de jatos executivos para mais uma viagem de negócios. Ele está sendo conduzido por policiais para uma temporada na cadeia. 
 
 
A foto ao lado mostra o engenheiro Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, apontado por investigações da Operação Lava-Jato como o “chefe do clube”. Um clube muito exclusivo, diga-se. Dele só podiam fazer parte grandes empresas que aceitassem as regras do jogo de corrupção na Petrobras. 
 
 
 
Por mais de uma década, os membros desse clube se associaram secretamente a diretores da estatal e a políticos da base aliada do governo para operar um dos maiores esquemas de corrupção já desvendados no Brasil — e, por sua duração, volume de dinheiro e penetração na mais alta hierarquia política do país, talvez um dos maiores do mundo.
 
 
 
Dono de uma holding que controla investimentos bilionários nas áreas industrial, imobiliária, de infraestrutura e de óleo e gás, Pessoa foi trancafiado numa cela da carceragem da Polícia Federal. 
 
 
 
Ele e outros representantes de grandes empreiteiras que se juntaram para saquear a maior estatal brasileira e, com o dinheiro, sustentar uma milionária rede de propinas que abasteceu a campanha de deputados, senadores e governadores — e, mais grave ainda, segundo declaração do doleiro Alberto Youssef à Justiça, tudo isso teria se passado sob o olhar complacente do ex-presidente Lula e de sua sucessora reeleita, Dilma Rousseff.

Na ação policial de sexta-feira foram presos dirigentes de empresas que formam entre as maiores e politicamente mais influentes do Brasil: OAS, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Queiroz Galvão, UTC, Engevix, Iesa e Galvão Engenharia. Essas companhias são responsáveis por quase todas as grandes obras do país. 
 
 
 
Os policiais federais vasculharam as salas das empresas ocupadas pelos suspeitos presos e também suas casas. Embora tendo executivos seus citados por Youssef e Paulo Roberto Costa, o e­­x-diretor da Petrobras preso em março, que está contribuindo nas investigações, não foram alvos das investidas policiais da sexta-feira passada dirigentes de outros dois gigantes do ramo: a Odebrecht e a Andrade Gutierrez. 
 
 
 
O juiz Sergio Moro recebeu pedido dos procuradores para emitir ordem de prisão contra dois altos executivos da Odebrecht. Negou os dois, mas autorizou uma incursão na sede da empresa em busca de provas.
O ELO – Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, que cobrava 3% de propina para o PT: preso depois que a Polícia Federal descobriu que ele tinha contas secretas no exterior
“Hoje é um dia republicano. Não há rosto e bolso na República”, declarou o procurador Carlos Fernando Lima, integrante da força-tarefa encarregada da Lava-Jato, a origem da investigação.
 
 
No rol dos empreiteiros caçados pela polícia estavam megaempresários, como Sérgio Mendes, da Mendes Júnior, João Auler e Eduardo Hermelino Leite, da Camargo Corrêa, Ildefonso Colares Filho e Othon Zanoide, da Queiroz Galvão, Léo Pinheiro, da OAS, e Gerson Almada, da Engevix. Uma parte dos alvos não havia sido localizada pela polícia até o fim da tarde de sexta. Alguns estavam em viagem no exterior e foram incluídos na lista de procurados da Interpol. O juiz Moro bloqueou 720 milhões de reais em bens dos investigados.
 
 
 
O papel central de Ricardo Pessoa, da UTC, no esquema foi detectado logo no princípio das investigações. Não demorou muito para que os policiais e procuradores não tivessem mais dúvida. Aos curiosos com sua prosperidade crescente nos últimos anos, Ricardo Pessoa dava uma explicação que, até o estouro do escândalo, parecia apenas garganta: 
 
 
 
“Só tenho um amigo no governo: o Lula”. 
 
 
 
Pessoa coordenava o cartel, do qual participavam treze empreiteiras. Esse grupo de privilegiados se encontrava para decidir o preço das obras na Petrobras, dividir as responsabilidades pela execução de cada uma delas — e, o principal, o valor da propina que deveria sobrar para abastecer os escalões políticos. 
 
 
 
Tecnicamente, esse era o grupo dos corruptores. Os diretores da Petrobras participantes do esquema eram os corruptos. De cada contrato firmado com a Petrobras, os empresários recolhiam 3% do valor, que se destinava a um caixa clandestino. 
 
 
 
O pagamento era feito de diversas maneiras: em dinheiro vivo e em depósitos no exterior ou no Brasil mesmo, em operações maquiadas como prestação de serviços, principalmente de consultoria — um termo vazio de significado, mas que transmite um certo ar de austeridade e necessidade.
 
 
 
As empreiteiras do esquema firmavam contratos de consultoria com empresas de fachada que embolsavam o dinheiro e davam notas fiscais para “limpar” as operações, que pareciam protegidas por uma inexpugnável confraria de amigos posicionados nos lugares certos em Brasília e na Petrobras. 
 
 
 
Os recursos desviados abasteciam o PT, o PMDB e o PP, os três principais partidos da base de apoio do governo federal. A investigação mapeou o caminho da propina paga por várias das integrantes do clube. Entre 2005 e 2014, o grupo OAS, por exemplo, repassou pelo menos 17 milhões em propinas apenas por meio do doleiro Alberto Youssef.
Além dos empreiteiros e de seus principais executivos, também foi preso o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, apontado como o homem que, no fatiamento da propina, cuidava da parte que cabia ao PT. Esse elo que a polícia começa a fechar entre o diretor corrupto e a empresa corruptora tem atormentado deputados, senadores petistas e altos dirigentes do governo. Funcionário de carreira, Duque entrou na Petrobras em 1978 — um ano depois de Paulo Roberto Costa — por concurso. 
 
 
 
Galgou alguns postos ao longo de sua trajetória, mas sua nomeação como diretor, em 2003, surpreendeu a todos. Duque era, então, chefe de setor, alguns níveis hierárquicos abaixo da diretoria. Nunca antes na história da Petrobras um chefe de setor havia ascendido sem escalas à cúpula. A explicação logo se tornou pública. Duque era o escolhido de José Dirceu, com quem tinha um relacionamento antigo. 
 
 
 
Discreto e de temperamento afável, Duque procurava não ostentar. Entre 2003 e 2012, ele reinou absoluto na diretoria de Serviços. Paulo Roberto Costa revelou à Justiça que, por lá, 3% do valor dos contratos era repassado exclusivamente ao PT.
 
 
 
EXPLOSÃO – Fernando Baiano: o lobista, que está foragido, ameaça contar o que sabe e elaborou uma lista com beneficiários de propina ligados ao PMDB
A polícia já descobriu onde estão as contas bancárias que receberam parte desses recursos. Elas foram identificadas por Julio Camargo, dirigente da Toyo, outra empreiteira envolvida no escândalo, que também fez acordo com a Justiça para contar o que sabe. E ele sabe muito, principalmente sobre a distribuição de dinheiro ao partido que está no governo há doze anos e a alguns de seus altos dirigentes. 
 
 
 
Foi com base no depoimento de Julio que a polícia decidiu pedir a prisão temporária de Duque e colocar outro funcionário da Petrobras no radar: Pedro José Barusco, que atuou como gerente de engenharia. Barusco só não foi preso porque propôs um acordo de delação premiada. Os policiais também chegaram a uma personagem que leva o escândalo ao coração do PT: Marice Correa de Lima, cunhada de João Vaccari, tesoureiro do partido, outro investigado. Marice lidava com o que o doleiro Youssef chama de “reais vivos”. 

Em dezembro do ano passado, a cunhada do tesoureiro do PT recebeu no apartamento onde mora, em São Paulo, 110 000 reais. Origem das cédulas: a construtora OAS. Marice é também mais um elo a ligar o petrolão ao mensalão. 

A petista apareceu nas investigações do grande escândalo do governo Lula como encarregada de pagamentos. Outro alvo da operação de sextafeira, o lobista Fernando Soares, o Baiano, é apontado como o arrecadador do PMDB na Petrobras. Baiano estava foragido. 
 
 
 
Sua prisão vai ajudar a esclarecer outras frentes de corrupção na estatal — entre elas, a rede de propinodutos instalada no negócio da compra da refinaria de Pasadena, no Texas. E os resultados da Operação Lava-Jato estão apenas começando a aparecer. Do site da revista Veja

Novos deputados e senadores: com que cara suas excelências vão dizer para os seus eleitores que farão parte da base de um governo corrupto como o do PT?



Houve uma renovação de 43,5% na Câmara dos Deputados. Entre deputados federais que voltam e que foram eleitos pela primeira vez serão 223 parlamentares que não tem um só compromisso que não seja com os seus eleitores. Da mesma forma, o Senado Federal terá uma renovação de 27%, pois apenas 5 senadores obtiveram reeleição e chegarão à Casa 22 novos senadores, alguns que já cumpriram mandatos em legislaturas anteriores.


Estes novos congressistas assumirão os seus cargos em um momento decisivo para a vida do país. Ao que tudo indica, velhos parlamentares corruptos estarão com os seus mandados em xeque, em função da roubalheira sem limites descoberta na Petrobras, pela Operação Lava Jato. Muitos destes velhos parlamentares, que são quem detém o poder no Congresso, tentarão cooptar os votos dos novos parlamentares.  O farão para abafar, obstruir e construir blindagens para que os seus crimes não sejam punidos.


Não caiam nesta armadilha, novos parlamentares. Vocês estão chegando ao Congresso Nacional para limpar os seus partidos e a própria política brasileira. Não sujem os seus nomes! Não há fidelidade partidária neste momento da vida nacional. Lembrem que vocês só tem compromisso com os eleitores que os elegeram. E eles não fizeram isso para transformá-los em cúmplices do esquema criminoso que o PT montou neste país para torná-los meros joguetes, meros fantoches, meros fantasmas dentro do Parlamento.


É hora de mudar a política no país. Os novos deputados  e senadores poderão ser os grandes avalistas desta mudança. Honrem os votos recebidos. Honrem os seus eleitores. Honrem as suas biografias. Tudo isso está muito acima dos partidos que os elegeram. Ainda mais se vocês forem de um destes ditos partidos da "base do governo" mais corrupto da história deste país.