domingo, 16 de novembro de 2014

TRF nega pedidos de habeas corpus de executivos da operação Lava Jato


15/11/2014 16h49 - Atualizado em 15/11/2014 20h41


Seis pedidos foram indeferidos em nome de 11 pessoas pelo TRF.
Processos foram analisados neste sábado (15), no plantão judiciário.

Do G1 RS

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, indeferiu neste sábado (15) seis pedidos de habeas corpus em nome de onze pessoas ligadas a empreiteiras que tiveram prisão decretada na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.


Segundo a assessoria de imprensa, não foram aceitos o habeas corpus para Eduardo Hermelino Leite, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, João Ricardo Auler, Dalton dos Santos Avancini, José Adelmario Pinheiro Filho, Alexandre Portela Barbosa, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, Carlos Eduardo Strauch Albero, Newton Prado Júnior e Gerson de Mello Almada.
As decisões são da desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, plantonista do TRF-4, em Porto Alegre. Novos pedidos podem ser feitos neste domingo (16).

A sétima fase da operação, que investiga um esquema de lavagem e desvio de dinheiro na ordem de R$ 10 bilhões, foi deflagrada na sexta-feira (14) pela Polícia Federal (PF) e teve como alvo executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras, que apenas com a Petrobras têm contratos que somam R$ 59 bilhões.


Boa parte dos contratos estão sob avaliação da Receita Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal. Ao todo, foram cumpridos 85 mandados em cidades do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Distrito Federal.

Os presos começam a prestar depoimento neste sábado (15) na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Um avião, com 16 suspeitos, deixou o Rio de Janeiro e chegou à capital paranaense por volta das 4h20.

Além destes, também prestarão informações quatro investigados que se entregaram voluntariamente à polícia na noite de sexta-feira (14) e seguem presos. Todos são ligados ao alto escalão de  empreiteiras que possuem contratos com a Petrobras. Outros cinco investigados ainda são procurados.

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