segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Haddad e os sem-teto: grupos petistas tomam o bem público, impõem a sua agenda na porrada e atropelam os direitos dos pobres que não se subordinam às suas ordens

1/12/2014 às 2:31

Em sua coluna na Folha Online na semana passada, Guilherme Boulos, o coxinha extremista que comanda o MTST — Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto —, resolveu me atacar. Explicável. Sou dos poucos colunistas da grande imprensa que criticam as ilegalidades que ele e sua turma promovem e que denunciam a parceria criminosa do grupo com a Prefeitura de São Paulo.


Se vocês querem saber como funciona a máquina petista que cria, como posso chamar?, “vítimas privilegiadas” e que privatiza o bem público em benefício de um partido político, basta que se olhe para o que está em curso em São Paulo com os ditos movimentos de sem-teto. O negócio é vergonhoso. Na sexta-feira, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar um troço gerenciado pela Prefeitura do petista Fernando Haddad chamado “Minha Casa Minha Vida Entidades”. Em que consiste?


Lá vai: o prefeito se comprometeu a entregar 11 mil unidades habitacionais construídas com recursos públicos para os ditos movimentos de sem-teto, que as redistribuirão entre os seus militantes. Pessoas que estão há anos na fila da moradia que esperem! As ditas “entidades” terão a preferência quando essas casas existirem.( O mesmo acontece em Brasília!!!Casas em troca de votos!)


E que “entidades” são essas? Na maioria das vezes, grupos ligados ao PT e que ajudaram a fazer a campanha de Haddad. Dito de outro modo: o prefeito paga a fatura com o dinheiro que é de todo mundo, atropelando, adicionalmente, direitos de gente que também não tem moradia.


Ao decidir apurar o privilégio, o promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos, da área de Habitação e Urbanismo, afirma que a proposta da gestão Haddad pode “ferir o princípio da isonomia ao dar tratamento diferenciado” aos sem-teto em detrimento das pessoas que esperam receber um financiamento por meio da fila de cadastrados na Prefeitura.


Nos dois anos de gestão petista, já demonstrou levantamento da Folha, as invasões de áreas públicas e privadas por ditos movimentos de sem-teto triplicaram: de 257 no biênio 2011-2012 para 681 em 2013-2014.


Uma pequena radiografia desses movimentos, feita por reportagem de VEJA.com, deixa claro do que se está falando. O mais midiático deles é o MTST, comandado por Boulos. Isso se deve, em boa parte, à personalidade egocêntrica de seu líder, um extremista oriundo de uma família rica, com formação universitária e candidato a pensador. 

As bobagens que diz têm certo sotaque acadêmico, e ele disfarça bem a própria ignorância com velhos chavões da esquerda. Não passa de um esbirro do PT, mas conta também com a simpatia de PSOL e PSTU. 


O MTST costuma promover a invasão de grandes terrenos. Haddad, que já discursou sobre um caminhão do movimento, regularizou invasões do grupo, como a Nova Palestina, na região de Guarapiranga — que é área de mananciais — e a Copa do Povo, perto do Itaquerão.


Mas o MTST está longe de ser o único grupo organizado. A FLM — Frente de Luta por Moradia — reúne nada menos de 10 movimentos e comanda a ocupação ilegal de 13 prédios. Foi essa FLM que promoveu quebra-quebra, pancadaria e incêndios e partiu pra porrada contra a Polícia Militar durante a reintegração de posse do Hotel Aquários, no dia 16 de setembro, transformando o Centro de São Paulo numa praça de guerra.


Entre as dez entidades filiadas à FLM, as de maior destaque são o Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e a Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM), que, já cadastrada no Ministério das Cidades, conseguiu dois convênios com o “Minha Casa Minha Vida Entidades”: o edifício Ipiranga e um prédio do antigo INSS.


De tal sorte se multiplicam as entidades de invasão que já há espaço para um grupo que se opõe à supremacia do PT na área: uma turma rompeu com a petista FLM e fundou o Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS), que não deve ser confundido com o MTST, do petista Boulos. 


O MSTS lidera sete invasões. Seus comandantes fizeram campanha para o PSDB em 2014 e reclamam dos privilégios concedidos por Haddad aos do seu partido. Referindo-se à truculência dos invasores petistas, afirma Wladimir Ribeiro Brito: “Os outros colocam fogo em ônibus, fazem tudo o que fazem e ganham os benefícios. Eles recebem a cereja do bolo e a gente só fica com a raspa do tacho. Tem que ser dividido igual”.


Irritado com o que considera diferença de tratamento, o MSTS invadiu o prédio do antigo INSS, que estava reservado para os chapas-brancas da Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM), e o antigo cine Marrocos, que foi comprado pela Prefeitura para ser a sede da Secretaria de Educação. E agora a ironia: Haddad, que sobe no palanque armado por Boulos e legaliza as invasões promovidas pelo coxinha extremista, recorreu à Justiça para ter o cine Marrocos de volta. Com que autoridade moral? Será que o faz só porque o MSTS não é da sua turma?


Uma nota para encerrar: lembram-se daquele decreto da presidente Dilma, redigido por Gilberto Carvalho, que entrega nacos da administração federal aos ditos “movimentos sociais”? Eis aí: a expressão “movimentos sociais” significa, na prática, grupos organizados pelo PT, que tomam o bem público, impõem a sua agenda na base da porrada e atropelam os direitos dos pobres que não se subordinam às suas ordens.


Por Reinaldo Azevedo

44 Comentários

 


  • maria antonia
    -
    1/12/2014 às 11:24 am
    O MP deveria verificar se essas casas são realmente doadas a pessoas pobres e não a laranjas de deputados e senadores como acontece em Brasília. Por isso os terrenos são doados com tanta facilidade ao MST. Por isso os deputados votam a favor das doações.Eles devem ficar com boa parte das terras doadas aos SEM TERRA.

 

  • Oswaldo Alves de Siqueira Jr.
    -
    1/12/2014 às 11:05 am
    Denúncias e reclamações continuam cada vez mais abundantes mostrando o nível de contaminação que esta infecção que leva o nome de PT já alcançou.
    Irrita ver que providência alguma é tomada no sentido de interromper a progressão da derrubada da democracia. Acreditam os legalistas que devem permanecer nas denúncias e mostras de indignação, quando já passou a hora da reação armada, do jeito que eles gostam de dizer, mas, não têm coragem para. Fazem jogo de cena para impressionar, mas, na hora do “H” chamam os cubanos para aguentar a bronca.
    Eles invadem propriedades. Que sejam invadidas prefeituras, câmaras legislativas. sedes de governo. Que as polícias venham para as ruas e que se deixe de lado esse eufemismo de falta de segurança e assuma-se a condição real em que vivemos, ou seja, de uma guerra civil.
    E não me digam que é exagero. Quem duvidar que busque informações e números estatísticos que definem o estado de guerra civil. Verão que já foram superados em muito pelas estatísticas brasileiras, mesmo as pouco confiáveis.
    São doze anos de fraude, roubo, corrupção, aparelhamento do Estado, mentira, agressões e afrontas à Lei e à Constituição. O quê mais falta? Não há um palmo do setor público em todo Brasil que não esteja corrompido. A quantidade de bandidos infestando municípios de menos de 5000 habitantes é assustadora e nós continuamos acreditando nas instituições democráticas; no Estado Democrático de Direito. Assumindo tribunas e ensaiando manifestações de protesto nas ruas com cada vez menos comparecimentos.
    Essa senhora que se diz presidente, que mal serviria para gerente de lanchonete, nos ridiculariza a ponto de causar uma revolta interna quase incontrolável.
    Que Deus me poupe de cruzar um dia com ela, pois, não me conteria em desferir-lhe uma cusparada nas faces. Essa linguagem baixa, escrota, é o idioma que mais se fala no Brasil de hoje.
  • Maria Edite
    -
    1/12/2014 às 11:00 am
    Parecido com o que aconteceu com a operação Terra Prometida…deve ser um tipo de Prédio Prometido…dá até medo investir em imóveis nesse país.
  • Jose Magalhaes
    -
    1/12/2014 às 10:47 am
    No Primeiro Mundo existe o DIREITO DE PROPRIEDADE. Aqui, Não. No Primeiro Mundo existem auto-bans, aqui, ” QUEBRA-MOLAS”. NO Primeiro Mundo existem Trens-bala. Aqui, “trem-balas ( 50.000 homicídios/ano )”. Conclusão: Estamos regredindo.
  • Ferrabraz
    -
    1/12/2014 às 10:37 am
    O que é ótimo. Que tal o PSDB criar a sua. Que seja a 11ª.
    Divide e impera!
  • sandra
    -
    1/12/2014 às 10:29 am
    Ninguém vai pedir impeachment do Haddad? Como é que se pede? É necessário alguma formação acadêmica?
  • marli
    -
    1/12/2014 às 10:13 am
    Caridade com dinheiro alheio é fácil! e ainda ganha
    votos!!
    Pergunte a um demagogo se ele coloca a mão no bolso
    para fazer caridade.
    Este é o modo petista de angariar votos dos mentecaptos.
  • Anti PT
    -
    1/12/2014 às 10:09 am
    Aumento escorchante do IPTU para investir somente em bairros que tradicionalmente votam vermelho, centenas de quilômetros de faixas para bicicletas para ninguém usar,incentivo sistemático há anos para invasão de áreas de mananciais promovido pelo partido, ligação com o PCC e as Farc, incentivo cultural para promover performances como a dos “Macaquinhos” no Centro Cultural Vergueiro, patrocínio da Semana do Povo Palestino para criar um Comitê pró Palestina já,afinal, de que é feito o perfil do povo paulistano para acatar todos os desmandos e ficar indiferente?Não seria o caso de marcar essas manifestações pró impeachment na frente da Prefeitura ao invés do Masp?
  • FGL1983
    -
    1/12/2014 às 10:09 am
    Terroristas estatizados … coisas do Brasil são!!!
  • Mairalur
    -
    1/12/2014 às 10:07 am
    Os movimentos sociais não têm personalidade jurídica, ao que se saiba, porque deixariam de ser “movimentos”. Como é, então, que, sem existência legal, eles podem receber financiamentos oficiais?
  • Charles Venfleur
    -
    1/12/2014 às 10:07 am
    Reinaldo , falando nele , você viu a reportagem da Izilda Alves na Pan , sobre a epidemia de tuberculose nas cracolandias ?
  • Paula
    -
    1/12/2014 às 10:02 am
    FORA PT, FORA DILMA. FORA LULA E TODOS OS E SEUS MOVIMENTOS SOCIAIS.Como fazer para inviabilizar este DECRETO DILMES?
  • PALCOSCENICO
    -
    1/12/2014 às 9:59 am
    Comentário Completo
    .
    MORADORES de RUA MORREM e Enquanto Saudáveis PROFISSIONAIS POLITIZADOS e treinados nos acampamentos de BOULOS, todos “COM TETOS”, festejam a burla de HADDAD às FILAS PARA ACESSO À CASA PRÓPRIA
    .
    BOULOS e HADDAD são os principais responsáveis pelo recrudescimento das, invasões, quebra-quebras, ocupações ilegais, tumultos e vandalismos.
    .
    BOULOS precisa ser processado, já, pelas constantes transgressões ao Direito de Ir e Vir e outras leis.
    .
    Já HADDAD, por patrocinar e incentivar o “FURA FILAS”, onde só se beneficiam militantes e pessoas politizadas, abandonando os verdadeiramente frágeis e sem condições de pleitear os seus direitos (estes sim, deveriam ser protegidos pelo Prefeito – mas como não votam… finge que não vê: um criminoso comum, que precisa ser processado, já.
    .
    FOTO no POST – http://www.aquinao.org – MORADORES DE RUA SEM TETOS
    .
    A verdade é uma só e o Prefeito conhece bem: Moradores de Rua MORREM e Saudáveis “COM TETOS” festejam !
    .
    FOTO no POST – http://www.aquinao.org – MTST – Troupe Dance
    .
    Os comandados por BOULOS, todos profissionais pagos para participar das manifestações, pois, “COM TETOS”, que não passam de verdadeiros desfiles coreográficos, que mais parecem Escolas de Samba, até porque só saem proposital e preferencialmente à noite.
    .
    Os dias úteis e horários das manifestações sob a perigosa liderança de BOULOS, sempre na hora de maior movimento de pessoas voltando para casa após o trabalho ou atrasando aqueles que se dirigem para as suas tarefas no período noturno (são centenas de milhares), são assim escolhidos de forma a criar o caos no trânsito, mesmo sabedores que poderão matar pessoas propensas a ser acometidas por infartos ou derrames cerebrais, por exemplo.
    .
    O mais grave é que o líder BOULOS os manda ocupar toda a largura das principais vias, parando totalmente o trânsito durante horas, colocando em risco a vida de pessoas como as já citadas acima como as das que tem necessidades especiais, grávidas, mães com recém nascidos no colo ou pessoas que sofrem de doenças cardíacas ou hipertensão arterial.
    .
    Como exemplo sabido (centenas de outros casos podem ter ocorrido “a posteriori” e não alcançados pela mídia) a idosa hipertensa, que ficou duas horas presa dentro de um ônibus e obviamente passou mal com o natural aumento pressórico sistólico e diastólico.
    .
    Com a enorme dificuldade de receber socorro necessariamente em um hospital e a demora para que uma ambulância ou algum veículo pudesse chegar a ela e dali sair, não resistiu e morreu por força de um derrame cerebral, em função do perigoso aumento da pressão arterial, que atingiu 28 por 12 mmhg.
    .
    E, fica a pergunta: quem é o responsável por sua morte?
    .
    Foto no POST de “AQUI NÃO” – http://www.aquinao.org – Moradores de Rua, os verdadeiros SEM TETOS
    .
    Os tais e saudáveis participantes das manifestações criminosas, pois não respeitam o Direito de Ir e Vir e, principal e propositalmente o fazem nas horas de pico, primeiro respondem e/ou assinam a uma lista de chamada para marcar pontos. o que lhes dá o ilegal direito de furar as filas de inscritos para acesso a Casa Própria dos Programas subsidiados pelo Governo Federal, Estados e Prefeituras.
    .
    Essa ilegalidade prontamente providenciada por BOULOS e sua ‘troupe’ e, para surpresa da sociedade, tem a cumplicidade do Prefeito de São Paulo, que aderiu aos grupos formados em troca de apoio político, e esqueceu convenientemente dos VERDADEIROS SEM TETOS que passam necessidades dormindo ao relento, adquirindo doenças e chegando ao óbito sem a mínima assistência.
    .
    Eles, sequer, sabem onde estão seus títulos de eleitores, perdidos ou roubados embaixo das marquises e viadutos de onde são expulsos de forma contumaz. Portanto, eles não interessam a Boulos porque não irão votar nele quando se candidatar a Deputado Federal pelo PT, PSTU, PCdoB ou PSOL, que é, de fato, o seu objetivo.
    .
    Por sorte Ao decidir apurar o privilégio, o promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos, da área de Habitação e Urbanismo, afirma que a proposta da gestão Haddad pode “ferir o princípio da isonomia ao dar tratamento diferenciado” aos sem-teto em detrimento das pessoas que esperam receber um financiamento por meio da fila de cadastrados na Prefeitura.
    .
    Foto no Post – http://www.aquinao.org – MTST – MORADORES DE RUA
    .
    Isto porque, esses “COM TETOS” estão onde nunca poderiam estar, eis que, insisto, NÃO LHES FALTA TETO, são apenas grupos, vindos inclusive do interior treinados para marchar, vociferar bordões ensaiados e carregar faixas, banners e bandeiras, que nós contribuintes pagamos ao espertalhão, para que ele se eleja.
    .
    Os que ali estão, a maioria ingênuos, que vêm, até, do interior do Estado, para pleitear um TETO por aqui,e servir de laranjas, são antecipadamente seus eleitores, mesmo que na capital ainda não tenham conseguido o tal TETO, que se ‘sorteados, jamais irão morar. vão repassar por um bom dinheiro.
    .
    Essa trapaça é igual e tal qual a existente nos grotões do ‘primo’ MST (mas, nem sempre tão grotões assim). Eles apenas estão inscritos para “marchar” e depois “repassar, via contratos de gaveta” (tão velhos e conhecidos como Judas na ceia de Cristo), e… continuar marchando. este é o Círculo ‘Virtuoso’da canalhice “Boulosvariana”. E, BOLOUS PRESERVA A PANÇA ENQUANTO OS “COM TETO” CAMINHAM
    .
    Mas, está chegando a hora do “barriga de chopp” (no sentido figurado é claro), pois sua ‘barriguinha’ é fruto da sua desocupação, pois gosta mesmo é de es tomar ar em cima de um carro de som ou em um púlpito, onde um motorista ou taxista o deixa não muito perto para “não dar na vista”.
    .
    Mas, o MP ou a PF precisam “chegar junto” muito rápido, antes que ele adquira foro privilegiado, onde a maioria é simpática ao partido a que ele finge não servir.
  • Raio
    -
    1/12/2014 às 9:59 am
    Hadadd se você tivesse um real de dignidade,tu respeiraria mais o povo de São Paulo que infelizmente o elegeu, e a unica coisa que sabes fazer é emporcalhar a cidade com sua faixas vermelhas, e apoíar esse picareta do boullos(minusculo mesmo) querendo aparecer na midia como defensor dos não menos picaretas que querem se aproveitar com essas invasões e que na maioria deles já possuem onde morar. Será que esses vagabundos não tem o que fazer, pois o trabalhador não tem tempo para bagunçar a cidade como esse do MTST.
  • Rogério
    -
    1/12/2014 às 9:55 am
    Lamentável,saber que tem pessoas que estão esperando uma moradia há mais de 20 anos, enquanto, estes grupos organizados são beneficiados por um partido político.
  • Karin
    -
    1/12/2014 às 9:54 am
    Este Boulos é um chefe de quadrilha, e assim deveria ser tratado, se este fosse um país. Já nem digo país sério, pois o Brasil deixou de ser um país depois do advento do Lula e seus petralhas amestrados.
  • nana
    -
    1/12/2014 às 9:51 am
    Nada que não aconteça na reforma agrária.
    Os ditos movimentos que na prática fazem campanha para o PT entregam listas fichadas de quem deve ou não ser assentado.
    Os pobrezinhos que rejeitam esses movimentos e se cadastram no Incra para entrar na fila de espera vão para um limbo, pois esse cadastro e fictício e nenhuma superintendência é capaz de mostrar quem faz parte dele.
    O que se registra é o que os movimentos mandam registrar e só recebe terra quem os movimentos querem que receba.
  • Oscar
    -
    1/12/2014 às 9:50 am
    Reinaldo,
    mesmo não passando a lei dos soviets, estão tentando fazer valer na porrada. É um acinte!
  • Tomas
    -
    1/12/2014 às 9:49 am
    Reinaldo: a verdade nua e crua, sem papas na língua. O PT é o crime financiando os seus.
  • kátia
    -
    1/12/2014 às 9:43 am
    não é à toa que a rejeição e a resistência ao pt tem sido tão forte, e parece crescer cada vez mais, em são paulo. querem toma-la a força… nunca entendi por que são paulo tem sido alvo principal desses grupos, mas suspeito que seja pelo fato da cidade funcionar como uma grande vitrine para o restante do país. a capital parece ser uma espécie de incubadora, e como se multiplicam esses movimentos. ao vem ocorrendo em são paulo, fico aliviada do decreto de dilma ter sido barrado na câmara. nós já financiamos, imagina agora institucionalizarmos, politizarmps ainda mais, esses movimentos…
  • Joao Agostinho Zarpelon
    -
    1/12/2014 às 9:35 am
    O POVO DE SÃO PAULO SABIA QUEM ERA ESSA FIGURA HADDAD…CRIA DO MOLUSCO 9 DEDOS QUE NÃO TEM CAPACIDADE PARA GERENCIAR NADA. VOTARAM, E AGORA TEM QUE ENGULIR TODOS ESSES MOVIMENTOS PETISTAS QUE SÓ FAZEM MAL A TODO O BRASIL.SÃO PAULO NÃO MERECIA UM PREFEITO DESSA LAIA.
  • Anónimo
    -
    1/12/2014 às 9:31 am
    Bando de vagabundos, cooptados por esses mafiosos do pt.Meu Deus, isso nunca vai ter fim ?
  • Anónimo
    -
    1/12/2014 às 9:20 am
    Até quando iremos ler isso no café da manhã? Não tem um único dia em que não somos brindados com tanta notícia ruim. Se o pt não sair e a justiça não tomar a rédea, não chegaremos nem próximo carnaval.
    Amigos quem puder arrume as malas e abandone o barco. Eu não posso pois sou simplesmente pagadora de impostos, não sobre nada para um caixa emergência.
  • José Carlos
    -
    1/12/2014 às 9:15 am
    Haddad, tenha certeza: o fim está próximo! Em 2016 nós acertamos essa conta.
  • Leopoldo Dogher
    -
    1/12/2014 às 9:14 am
    Fernando Haddad incentiva a invasão de terrenos e prédios em São Paulo. Ele não respeita nem mesmo as áreas de mananciais, e nenhum ecologista fala nada. O centro da cidade é um lixo, a cracolândia piora a cada dia. Passados dois anos, Fernando Haddad ainda não começou a governar. Não tem ideia do que fazer porque não sabe nada de administração pública, não conhece a cidade.
  • Jose
    -
    1/12/2014 às 9:06 am
    Quando que esta máfia do PT vai ser contida e colocarem na cadeia estes mafiosos, eu não aguento mais ver falar em PT todo santo dia a imprensa mostrando no que eles são capazes de fazer, pregando corrupção lema do PT e as invasões de terras e prédios públicos e desmoralizando o Brasil perante países do bem como EUA e Europa como um todo. Cadeia a Dilma e Lula e Haddad.
  • Izabella
    -
    1/12/2014 às 9:05 am
    Moro ao lado de um prédio invadido pelo FLM. Eu gostaria de fazer isto e viver tão bem quantos os invasores – antena parabólica, carro novo,festas de arromba…..Dou um duro danado para pagar aluguel e as minhas contas, e não me conformo com este jeito sem-vergonha de adquirir as coisas e patrocinado por esta cambada de ladrões. Além disso, o direito a propriedade do dono deve ser inviolável, e a justiça firme em vazê-lo valer e ser cumprido.
  • roberto
    -
    1/12/2014 às 9:02 am
    Eu tenho a impressão que nós estamos muito mais próximos da Venezuela do que imaginamos. Acho inclusive que eles já fazem parte do comando das nossas autoridades policiais.
  • PALCOSCENICO
    -
    1/12/2014 às 9:00 am
    .
    BOULOS EM ESPECIAL É O PRINCIPAL LÍDER A COMETER ATOS ILEGAIS E CRIMES. ELE PRECISA SER PROCESSADO E PRESO,JÁ
    .
    Os comandados por BOULOS, todos “COM TETOS”, que participam de verdadeiros desfiles coreográficos, que mais parecem Escolas de Samba, até porque só saem proposital e preferencialmente à noite, na hora de maior movimento de pessoas voltando para casa após o trabalho ou atrasando a quem a ele se dirige no período noturno, de forma a criar o caos no trânsito, mesmo sabedores que poderão matar pessoas propensas a ser acometidas por infartos ou derrames cerebrais.
    .
    O mais grave é que o líder BOULOS os manda ocupar toda a largura das principais vias, parando totalmente o trânsito durante horas, colocando em risco a vida de pessoas como as já citadas acima como as das que tem necessidades especiais, grávidas, mães com recém nascidos no colo ou pessoas que sofrem de doenças cardíacas ou hipertensão arterial. Como exemplo sabido (centenas de outros casos podem ter ocorrido “a posteriori” e não alcançados pela mídia) a idosa hipertensa, que ficou duas horas presa dentro de um ônibus e obviamente passou mal com o natural aumento pressórico sistólico e diastólico.
    .
    Com a enorme dificuldade de receber socorro necessariamente em um hospital e a demora para que uma ambulância ou algum veículo pudesse chegar a ela e dali sair, não resistiu e morreu por força de um derrame cerebral, em função do perigoso aumento da pressão arterial, que atingiu 28 por 12 mmhg.
    E, fica a pergunta: quem é o responsável por sua morte?
    .
    Foto no POST de “AQUI NÃO” – http://www.aquinao.org – MORADORES DE RUA SEM TETOS
    .
    Os tais e saudáveis participantes das manifestações criminosas, pois não respeitam o direito de ir e vir e, principal e propositalmente nas horas de pico, primeiro respondem e/ou assinam a uma lista de chamada para marcar pontos que lhes dão o ilegal direito de furar as filas de inscritos para acesso a Casa Própria, de Programas subsidiados pelo Governo Federal, Estados e Prefeituras.
    .
    Essa ilegalidade prontamente providenciada por BOULOS e sua ‘troupe’ e, para surpresa da sociedade, tem a cumplicidade do Prefeito de São Paulo, que aderiu aos grupos formados em troca de apoio político, e esqueceu convenientemente dos VERDADEIROS SEM TETOS que passam necessidades dormindo ao relento, adquirindo doenças e chegando ao óbito sem a mínima assistência.
    .
    Eles, sequer, sabem onde estão seus títulos de eleitores, perdidos ou roubados embaixo das marquises e viadutos de onde são expulsos de forma contumaz. Portanto, eles não interessam a Boulos porque não irão votar nele quando se candidatar a Deputado Federal pelo PT, PSTU, PCdoB ou PSOL, que é, de fato, o seu objetivo.
    .
    Por sorte Ao decidir apurar o privilégio, o promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos, da área de Habitação e Urbanismo, afirma que a proposta da gestão Haddad pode “ferir o princípio da isonomia ao dar tratamento diferenciado” aos sem-teto em detrimento das pessoas que esperam receber um financiamento por meio da fila de cadastrados na Prefeitura.
    .
    Foto no Post – http://www.aquinao.org – MTST – MORADORES DE RUA SEM TETOS
    .
    Isto porque, esses “COM TETOS” estão onde nunca poderiam estar, eis que, insisto, NÃO LHES FALTA TETO, são apenas grupos, vindos inclusive do interior treinados para marchar, vociferar bordões ensaiados e carregar faixas, banners e bandeiras, que nós contribuintes pagamos ao espertalhão, para que ele se eleja, pois os que ali estão, a maioria ingênuos,que vêm, até, do interior do Estado, para pleitear um TETO por aqui, são antecipadamente seus eleitores, mesmo que na capital ainda não tenham conseguido o tal TETO, que mesmo ‘sorteados, jamais irão morar.
    .
    Essa trapaça é igual e tal qual a existente nos grotões do ‘primo’ MST (mas, nem sempre tão grotões assim). Eles apenas estão inscritos para “marchar” e depois “repassar, via contratos de gaveta” (tão velhos e conhecidos como Judas na ceia de Cristo), e… continuar marchando. este é o Círculo ‘Virtuoso’da canalhice “Boulosvariana”. E, BOLOUS PRESERVA A PANÇA ENQUANTO OS “COM TETO” CAMINHAM
    .
    Mas, está chegando a hora do “barriga de chopp” (no sentido figurado é claro), pois sua ‘barriguinha’ é fruto da sua desocupação, pois gosta mesmo é de esttomar ar em cima de um carro de som ou em um púlpito, onde um motorista ou taxista o deixa não muito perto para “não dar na vista”.
    .
    Mas, o MP ou a PF precisam “chegar junto” muito rápido, antes que ele adquira foro privilegiado, onde a maioria é simpática ao partido a que ele finge não servir.
  • dudu
    -
    1/12/2014 às 8:58 am
    Soviets é a palavra certa para definir os “movimentos çossiais” do naziptralhismo.
  • Bruno Sampaio
    -
    1/12/2014 às 8:54 am
    Espero que Anisio Tomé – 1/12/2014 às 8:14 am esteja sendo irônico…
  • Andorinha solitaria
    -
    1/12/2014 às 8:53 am
    Na mosca, Reinaldo!
  • Miquelle
    -
    1/12/2014 às 8:52 am
    MALDITOS……….
  • Bruno Sampaio
    -
    1/12/2014 às 8:52 am
    Em São Paulo nem precisa mais decreto 8247. Já tá valendo. O pior é a corrosão moral que essa bandidagem espalha por onde vai. Um monte de gente da geração nem-nem acreditando de verdade que há uma cornucópia interminável de direitos e bens a serem distribuídos entre quem berrar mais alto.
  • sofia
    -
    1/12/2014 às 8:42 am
    O decreto não passou no papel, mas eles estão impondo na prática.
    O Brasil, cada vez mais bronco. Quem sabe a população se irrite, como já está irritada com os folgados do MST?
  • marcelo matos
    -
    1/12/2014 às 8:41 am
    a produção do pt e somente corrupção e crimes.
  • Maru
    -
    1/12/2014 às 8:23 am
    O fim desses grupos petistas que intitulo os SEM LEI, vão se destruir por si próprios com suas ganâncias e atrocidades.
  • Anisio Tomé
    -
    1/12/2014 às 8:14 am
    O sucesso de Boulos em boa parte da imprensa é explicável.Mesmo nível de entendimento de como funciona um país , mesmo nível de conhecimento da realidade.Mesmo nível de justiça.Interesse demais na melhoria de vida do comum cidadão trabalhador.Amor pela verdade.
  • Anónimo
    -
    1/12/2014 às 7:41 am
    Boulos sendo rico, deveria começar a dividir seu patrimonio com os sem teto.
  • RQ
    -
    1/12/2014 às 7:03 am
    Grupo não !!!
    Milicianos organizados por Boulos e Haddad.
    A cidade, a cada dia que passa, está se transformando numa lata de lixo. Abandonada e suja.
  • carlos alberto
    -
    1/12/2014 às 6:46 am
    A FLM — Frente de Lula Por Moradia. Ato falho para lá de justificado.
  • Pp
    -
    1/12/2014 às 5:55 am
    8o. parágrafo seu, saiu (freud explanaria?) “A FLM — Frente de Lula Por Moradia”…
    Lula… lularápio… este n lutaria por moradia em Paris, nem com vista no Central Park (mandaria outrem fazer o dirty work por elle, lóóógico).
    O Houaiss ensina, sobre lula, ter …” corpo alongado, oito braços e dois tentáculos, e concha interna …”.
    Ué, 8 braços e dois tentáculos?? só??
    Depois do reino do petista hão de atualizar aquela obra…
  • ricardo kenji
    -
    1/12/2014 às 5:03 am
    Da cabeça e da caneta do gênio Fernando Haddad saíram coisas que não poderão ser apagadas tão cedo. Além das inúteis faixinhas vermelhas horrorosas, que poluem visualmente toda a cidade – menos nas ruas onde moram os petistas -, Haddad criou o precedente de valorizar “líderes” dos movimentos “sociais”, como o autoritário Guilherme Boulos, o exemplo a ser seguido por qualquer um que pretenda ter o mesmo poder que um governante eleito.
    Como se julga inimputável e parece ser “chegado” à Dilma – poucos conseguem se aproximar da presidente rabugenta, por medo – , Boulos se acha mais que Haddad, o qual não percebe a relação vergonhosa de submissão que desenvolveu com o dono do MTST.
    Guilherme Boulos jamais fará coisas diferentes e produtivas. Se conseguir chegar aos 80 anos de idade, ainda estará invadindo propriedades particulares e chantageando os governantes. Ele perde tempo prejudicando a maioria; é o único objetivo que possui, e o único legado que deixará.
  • Marcelo Direita Liberal
    -
    1/12/2014 às 4:02 am
    Ainda bem que em 2018 essa turma VAI LEVAR UM SUSTO NAS URNAS! Acabou pro PT em São Paulo.

Dilma insiste na falácia de que financiamento privado de campanha é a origem da corrupção. Ou: Os três motivos do PT



Há coisas que são vergonhosas por sua própria natureza, que não dependem de circunstâncias. Na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff participou do encontro do Diretório Nacional do PT, em Fortaleza. 

Foi lá acender algumas velinhas ao capeta da esquerda, depois de indicar Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. E insistiu na tese falaciosa de que a origem da corrupção está no financiamento privado de campanha, que ela classificou de “semente de um processo incontrolável”, acrescentando: “Temos um compromisso com este país: a reforma política. Nada desse combate [à corrupção] se tornará efetivo se nós não fizermos uma verdadeira reforma política no nosso país”.


Então tá. Entendemos, assim, que ou o Brasil passa a ter financiamento público de campanha, ou continuará a ser assaltado por larápios. É espantoso que asnices desse naipe sejam ditas assim, com tanta sem-cerimônia.


Vamos ver:

 A VEJA desta semana traz uma reportagem informando que, em 29 de maio de 2007, o então advogado da Petrobras junto ao TCU, Claudismar Zupiroli, enviou um e-mail à então secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. 

Ele relatava sua preocupação com o fato de o TCU estar no pé da Petrobras pelo uso abusivo de um decreto que permite gastos sem licitação na estatal. Zupiroli informava que havia um “voa barata” entre os gestores da Petrobras, que estavam “com medo do recrudescimento do tribunal em cima deles” por causa das contratações sem licitação.


Erenice era o braço-direito — e o esquerdo também — de certa ministra chamada Dilma Rousseff. 


Vale dizer: a mensagem deixava claro que a Petrobras já estava fora do controle. Caixa de campanha apenas? Uma ova! Quem obrigava a Petrobras a jogar no lixo a Lei de Licitações? Em 2009, um simples diretor de área — Paulo Roberto Costa!!! — enviou e-mail à ministra Dilma incitando o governo a mandar o TCU às favas.  


Ou por outra: ele queria que o governo continuasse a abastecer o esquema de corrupção. E assim foi feito. O tribunal recomendou a suspensão de repasse para obras com evidências de corrupção, o Congresso aprovou essa suspensão, e Lula a vetou — com o endosso de Dilma, é claro!



O que isso tudo tem a ver com financiamento público ou privado de campanha? Nada! É indecoroso Dilma insistir nessa falácia.


Mais: levantamento feito pela Folha mostra que as eleições de 2014 custaram R$ 5 bilhões — e olhem que se está a falar das doações declaradas. Querem uma perspectiva realista? Podem multiplicar isso por dois. Quanto dinheiro o Tesouro terá de repassar para eleições? Aí, sim, teríamos uma explosão de caixa dois. O pior é que boa parte da imprensa comprou tal tese por ignorância.


Mais: Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, deve deixar o cargo definitivamente nesta semana. Mas o governo já disse a Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, que ele continuará dono do cargo. Por que um senador tem de ter o privilégio de indicar o presidente de uma subsidiária da Petrobras?


E Dilma vem falar que a mãe da corrupção é a doação de empresas privadas a campanhas? É piada!
E por que o PT insiste tanto no financiamento público? Ora, é simples: o dinheiro teria de ser distribuído segundo um critério: ou número de votos para a Câmara ou número de deputados eleitos. 


Hoje, a legenda receberia a maior fatia. Ou vocês acham que petistas apoiariam essa tese se formassem, sei lá, a quarta bancada?


Em segundo lugar, todas as doações privadas teriam de ser feitas por baixo do pano — tanto para o governo como para a oposição. É claro que o risco para as empresas aumentaria muito. Pergunta óbvia: vocês acham que elas prefeririam correr perigo financiando o caixa dois do oposicionismo ou do governismo? Em terceiro lugar, o PT domina boa parte dos sindicatos e de outros organismos corporativistas do país, que fazem campanha indireta para o partido. A lei proíbe, sim, mas quem dá bola?


Assim, o financiamento púbico é bom para o PT porque ele lucra três vezes:

a: seria o partido com mais recursos do Tesouro;
b: seria o partido que mais receberia do caixa dois;
c: seria o partido que continuaria a receber o financiamento privado dos sindicatos.

A tese é só um golpe vigarista.

Dilma afirmou ainda em Fortaleza que pretende fazer a reforma com a participação popular. Ela e seu partido insistem nos plebiscitos. É mesmo? Plebiscito sobre o quê? Se é para convocar o povo, isso tem de ser feito por meio de um referendo: a população diz se aceita ou não a mudança. Referendo à parte, ideias esdrúxulas como Constituinte exclusiva ou plebiscitos prévios, antes de o Parlamento votar uma proposta, são apenas investimentos no baguncismo.
Texto publicado originalmente às 2h27
Por Reinaldo Azevedo

Quase todo o PP está ligado ao petrolão, indica Youssef

Investigação

Em depoimento, doleiro afirmou que "só sobram dois", em referência à participação de integrantes da legenda no esquema de corrupção na Petrobras

Crime perfeito: em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, o doleiro Alberto Youssef relatou que as “doações legais” das empreiteiras foram a fórmula criada para esconder a propina
Crime perfeito: em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, o doleiro Alberto Youssef relatou que as “doações legais” das empreiteiras foram a fórmula criada para esconder a propina (BG PRESS/VEJA) 

 
O doleiro Alberto Youssef afirmou a investigadores da Operação Lava Jato que "só sobram dois no PP", em referência ao envolvimento de políticos do partido no esquema de corrupção na Petrobras. Youssef voltou a citar integrantes da sigla em delação premiada aos procuradores da força-tarefa que apura crimes relacionados a negócios da estatal. O doleiro é o principal acusado de lavar dinheiro desviado de contratos superfaturados da Petrobras para a legenda.


Em VEJA desta semana: A água está chegando ao pescoço


O PP tem papel de protagonista no escândalo, segundo a investigação. A força-tarefa da Lava Jato acredita que os desvios na petrolífera ocorrem há pelos menos quinze anos. Mas foi o ex-deputado José Janene (PP-PR), réu no processo do mensalão morto em 2010, quem organizou a corrupção na estatal, fazendo com que as cúpulas das siglas envolvidas fossem beneficiadas diretamente.


Nas palavras de um investigador, "Janene transformou a corrupção no varejo em esquema de organização partidária". O modelo que ele teria criado consistia em concentrar a negociação e o pagamento de propinas num diretor, e não mais em vários agentes públicos dentro da estatal.


Leia também:
Doleiro Youssef passa mal e segue para hospital em Curitiba



Em depoimentos no processo que tramita na Justiça Federal no Paraná, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro afirmaram que ao menos 1% do valor dos contratos da Diretoria de Abastecimento era repassado para o PP. A ideia teria sido copiada por PT e PMDB, os dois principais partidos da coalizão governista.


Caberá ao Supremo Tribunal Federal autorizar a investigação sobre o suposto envolvimento de autoridades com direito a foro privilegiado, como ministros de Estado e congressistas, no esquema da Petrobrás. O ministro do Supremo Teori Zavascki é o relator do processo. Os nomes dos políticos estão sendo citados em delações premiadas, cujo conteúdo integral está sob sigilo.


Com o fim da contribuição de Youssef, que prestou seu último depoimento na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende começar a pedir as primeiras aberturas de inquérito ao STF. Para Janot, já há elementos para que a participação de políticos seja apurada.


Início – De acordo com a investigação, o esquema organizado por Janene começou em 2004 – ocasião em que o PP emplacou Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da estatal – e funcionou ao menos até março deste ano, quando a Operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal. Percorreu, portanto, dois governos e três legislaturas.


Nesse período, o partido se tornou a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados, com quarenta representantes, e contou com cinco senadores. Atualmente, em bloco com o Pros, é a terceira maior força do Congresso Nacional.


Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, nos últimos dias, os investigadores da Lava Jato identificaram um homem apontado como o segundo operador do PP - além do doleiro Alberto Youssef - no esquema: Henry Hoyer de Carvalho, que já foi assessor do ex-senador e ex-líder do PMDB no Senado Ney Suassuna.

No governo Dilma Rousseff, o PP controla o Ministério das Cidades, uma das pastas de maior orçamento na Esplanada, responsável por obras de saneamento e pelo Programa Minha Casa Minha Vida. O irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, Adarico Negromonte, é um dos investigados na Lava Jato, acusado de transportar dinheiro da propina para Youssef. Na sexta-feira, após ter a prisão temporária revogada pela Justiça, Adarico deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba para responder ao processo em liberdade.

"O Congresso todo conhecia o Paulo Roberto (Costa). As evidências estão surgindo e ninguém mais pode duvidar disso", disse à reportagem Mário Negromonte, que foi líder do partido na fase pós-Janene. Neste ano, ele se desfiliou do PP para assumir cargo de conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia. O deputado federal reeleito Esperidião Amim (PP-SC) também avalia que o partido será atingido, mas os alvos, para ele, devem ser dirigentes antigos e não atuais da sigla.

Nada oficial’ – O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), não quis comentar a declaração de Youssef sobre o envolvimento do partido no esquema. Nogueira disse que, até o momento, "não há nada de oficial" que envolva parlamentares da legenda e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar esclarecimentos.


(Com Estadão Conteúdo)



UM VÍDEO PARA ENTENDER COMO ALGUNS BRASILEIROS SE TORNARAM IDIOTAS QUE CAVAM A SEPULTURA DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE


BLOG DO ALUIZIO AMORIMsegunda-feira, dezembro 01, 2014




Yuri Bezmenov(*), era um funcionário do alto escalão da KGB a agência de espionagem da ex-URSS. Cumpria missão na Índia, quando resolveu desertar para o Ocidente. Este vídeo é a gravação completa e legendada em português de entrevista que concedeu à TV americana em 1984.

Lembrem-se que cinco anos depois, em 1989, tinha fim a denominada guerra fria. A URSS passara por um período de reformas que resultou no seu esfadelamento. As ex-repúblicas soviéticas voltaram a ser países independentes. 


O famigerado Muro de Berlim foi derrubado e a ex-Alemanha Oriental desapareceu ao incorporar-se à então denominada Alemanha Ocidental.
Esses eventos históricos induziram as pessoas a acreditar que o comunismo havia acabado para sempre. 


Mas como já escrevi inúmeras vezes aqui neste blog o Muro de Berlim desabava enquanto um muro ideológico já havia sido erguido para levar as pessoas a crerem que realmente o comunismo havia sido sepultado. Sim, porque esse muro ideológico nasceu com a contra-cultura, do final dos anos 60 do século passado. 


E, por ironia do destino, foram os próprios cidadãos do mundo livre ocidental os “operários” que ergueram a muralha ideológica que no século XXI permite que, sem disparar um só tiro, o movimento comunista internacional lance suas garras sobre civilização ocidental com a finalidade de destruí-la .


O Brasil e a América Latina inteira já vivem um estágio avançado do denominado “socialisdmo do século XXI”, também conhecido como “bolivarianismo”. 


As razões que levaram Yuri Bezmenov a desertar da ex-URSS, na verdade não foram extintas. O movimento comunista internacional mudou apenas a estratégia de ação de forma a tornar imperceptível para a maioria esmagadora dos ocidentais o processo de  degradação ética, moral e política da civilização ocidental. 

Ao longo da entrevista se vê que não são apenas os militantes de partidos esquerdistas que promovem a agitação cultural por meio da grande mídia e da área educacional e até mesmo religiosa. 



Mas hoje, como há décadas, grandes empresários capitalistas são fiadores dessa insana caminhada que conduz ao fim das liberdades civis, sobretudo a sagrada liberdade individual. Reparem que a liberdade individual é a sede de todas as liberdades! Quando o Estado expropria a liberdade individual tem-se uma ditadura pura e simples!, sim, porque cada indivíduo constitui uma espécie de molécula que dá forma e consistência para a 'matéria' liberdade!



E os exemplos estão todos os dias no noticiário político e econômico aqui mesmo no Brasil. Vejam por exemplo que o banqueiro do Bradesco, Joaquim Levy, aceitou o convite da turma do PT para ser ministro da Fazenda da Dilma. O chefe de Levy, o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, foi ter diretamente com a Dilma para ajustar a ida de seu subordinado para o governo comunista do PT. 


A história se repete. Nessa entrevista Yuri faz apelo dramaticamente para os empresários, banqueiros e homens de negócio para não ajudarem a ditadura comunista soviética que na época estava reinando absoluta. Pede encarecidamente para que estadistas ocidentais não tratem o então governo da URSS como governo, mas como uma quadrilha de assassinos!


Mas se o prezado leitor ver este vídeo irá reparar que esse comportamento suicida de empresários e políticos continua igual ou pior que no tempo da guerra fria. Aliás, o candidato oposicionista Aécio Neves, durante a campanha eleitoral recente, elogiou o governo de Lula, por ter mantido a economia estável! Pior: tratou o PT como um partido político normal! E, para concluir, Aécio Neves telefonou para Dilma cumprimentando-a pela vitória, logo que a Smartmatic deu por finalizada a “apuração” dos votos.


Peço encarecidamente que vejam com atenção vídeo acima. Como cidadão brasileiro e, mais ainda, como advogado e jornalista profissional, tenho a consciência absolutamente tranquila. Estou cumprindo com o meu dever na defesa intransigente do Estado de Direito Democrático e, sobretudo, da liberdade! E o faço fazendo o jornalismo verdadeiro que é difundir “informação” e não a “desinformação”. 


E a informação verdadeira, lamentavelmente, não está mais disponível nos veículos da grande mídia, todos eles se transformaram em veículos de desinformação a serviço do golpe comunista levado a efeito no Brasil pelo PT e seus sequazes. Como podem notar, um golpe de Estado diferente, dissimulado e aplicado por etapas.


Nego-me a ficar comentando e/ou analisando o “novo ministério da Dilma”. Isso é coisa para os psicopatas da Folha de S. Paulo, Estadão e Rede Globo, todos eles prostitutas ideológicas. Segundo explica detalhadamente Yuri Bezmenov, concretizado o golpe comunista esses idiotas úteis serão os primeiros a serem eliminados pelo regime!



(*) Yuri Alexandrovich Bezmenov nasceu em Mitischi, União Soviética em 1939 e faleceu em Windsor, Canadá, 1993, onde viveu depois que desertou, segundo sua biografia disponível na Wikipedia.

Quem pagou propina para o PT, o PMDB e base alugada não foi a Petrobras: foram os acionistas. Ou seja, todos os brasileiros.


O adiamento do balanço financeiro da Petrobras — após a empresa ser pressionada pela auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) a reconhecer nos números o impacto dos desvios denunciados nas delações premiadas da operação Lava Jato — trará prejuízo a seus acionistas, inclusive a União. Não bastasse o valor das ações ter despencado 48% nos últimos meses — a preferencial (PN) caiu de R$ 24,56 em 2 de setembro para R$ 12,80 na última sexta-feira —, a empresa também deverá reduzir o pagamento de dividendos, ou seja, a parcela de lucro distribuída aos acionistas, após o ajuste no seu balanço, preveem analistas. 
 
 
E isso depois de a empresa ter distribuído um valor recorde de dividendos no primeiro semestre: R$ 8,731 bilhões, mais que o triplo dos R$ 2,87 bilhões destinados em igual período de 2013 e o maior montante desde o segundo semestre de 2009. 
 
Ao todo, a petrolífera tem mais de 290 mil investidores, sendo que 279 mil são pessoas físicas. Ao reconhecer na contabilidade o impacto da corrupção, a empresa terá que rever seu fôlego para novos investimentos e a folga de caixa que terá para distribuir dividendos será menor. Segundo projeções do Itaú BBA, se a perda estimada pela empresa com os desvios chegar a R$ 10 bilhões, os acionistas que têm ações ON (com direito a voto, porém sem preferência na distribuição de dividendos) receberão apenas R$ 0,17 por ação em 2015. É um valor de menos da metade do R$ 0,37 anteriormente previsto pelo banco, já considerando o impacto, para a empresa, do dólar mais alto e da queda no preço do petróleo. 
A estimativa do Itaú BBA calcula o impacto da baixa contábil. No caso da Petrobras, é preciso ajustar parte do valor de investimentos feitos e que estão inflados pelas obras superfaturadas. No caso dos investidores de papéis preferenciais (que, como o próprio nome diz, têm preferência nos dividendos), a legislação brasileira estabelece que a distribuição do lucro aos acionistas seja de no mínimo 25%, o que, na visão dos analisas do Itaú BBA, fará com que o impacto da baixa contábil seja mínimo para os donos desses papéis. 
UNIÃO E BNDES TÊM 60% DAS AÇÕES ON
E os acionistas já vêm sofrendo com a queda no valor das ações. Só em novembro, o valor de mercado da empresa caiu 15,8%, ou R$ 32,5 bilhões, para R$ 162,1 bilhões. É o mesmo que dizer que a Petrobras em um mês perdeu quase uma JBS, que está sendo negociada a R$ 35,3 bilhões e mais que uma TIM Participações (R$ 30,1 bilhões). Atualmente, a estatal é a quarta maior empresa em valor de mercado na Bovespa. Já foi a primeira, mas perdeu o posto para a Ambev (R$ 264,6 bilhões) e, depois, a segunda colocação, para o Itaú Unibanco (R$ 201,3 bilhões) e o terceiro lugar para o Bradesco (R$ 163,4 bilhões).
 
A maior detentora de ações ONs da Petrobras é a União que, junto com o BNDES, possui pouco mais de 60% desses papéis. A outra parcela está pulverizada entre investidores locais e estrangeiros. No caso das preferenciais, 70% das ações estão divididas entre investidores pessoas físicas, instituições financeiras e empresas, estrangeiros ou não. “A baixa contábil poderia ter um impacto relevante sobre os dividendos das ações ordinárias da Petrobras”, afirmam, em relatório, os analistas Paula Kovarsky, Diego Mendes e Pablo Castelo, reforçando que sacrificar esses dividendos pode ser uma forma de se antecipar a restrições de caixa. 
 
A preocupação com o caixa não é exagerada. Com as denúncias de desvios e a investigação da Polícia Federal, a Petrobras não conseguiu publicar o balanço do terceiro trimestre até a data limite, 14 de novembro, uma vez que a auditoria se recusou a assinar as demonstrações financeiras. Sem isso, o mercado internacional de capitais fica praticamente fechado, ou seja, a estatal não consegue emitir dívidas para financiar o plano de expansão. 
 
Na avaliação do operador sênior da Guide Investimentos Fabio Galdino, é difícil calcular o valor das perdas da Petrobras, mas a única saída para a empresa é fazer o ajuste (baixa contábil) no ativo. Em contrapartida, será preciso ajustar o lado do passivo, com redução do patrimônio líquido ou do capital social. — Isso vai aparecer na demonstração de resultados e terá impacto no lucro, afetando os investidores. Se tiver corte de dividendo, fatalmente será maior nas ações ordinárias — considerou, acrescentando que, no limite, caso o ajuste gere prejuízo no balanço anual, os preferencialistas também serão afetados. 
 
Estimativa do Morgan Stanley aponta para perdas com os desvios que podem variar de quase R$ 5 bilhões a R$ 21 bilhões. A simulação considera o investimento realizado nos últimos cinco anos pela empresa (R$ 416 bilhões) e perdas que variam de 1% a 5% desse total — as investigações em curso apontam que as construtoras pagavam propina a diretores da Petrobras em troca de contratos superfaturados e, em um dos depoimentos, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa afirmou que 3% do valor das contratações era desviado para partidos políticos. 
DIFICULDADE PARA CAPTAÇÕES EXTERNAS
Nas contas do Morgan Stanley, independentemente do cenário, os portadores de ações preferenciais receberiam R$ 0,93 por ação, mas aqueles que possuem ordinárias receberiam algo entre R$ 0,38, no cenário mais benigno, e apenas R$ 0,02 por ação, na pior previsão.
 
O analista responsável pelo cálculo, Bruno Montonari, também mostrou preocupação com os efeitos que as investigações sobre corrupção terão no acesso a recursos do mercado de capitais por parte da empresa. A estimativa é que a Petrobras precise de US$ 15 bilhões para arcar com o projeto de investimentos para 2015. 
 
 
Tradicionalmente, a empresa levanta recursos no exterior no início do ano. “Entretanto, com a falta de um balanço auditado e o aumento da percepção de risco, o ambiente pode não ser propício para uma grande oferta de dívida. Além disso, pensamos que o custo do financiamento pode aumentar”, afirmou, em relatório. 
O executivo de um banco de investimento afirmou que a Petrobras deve conseguir em breve publicar seu balanço, mesmo que com ressalvas, voltando a ter acesso ao mercado internacional. No entanto, o custo vai subir. A estatal é considerada grau de investimento pelas agências de classificação de risco e em geral costumava ter as melhores condições de acesso ao mercado, com baixo custo e prazos longos. — Isso com certeza vai mudar. Ela vai ter que pagar um prêmio de risco por essa situação — afirmou o executivo, sob a condição de anonimato. 
QUEDA DO PETRÓLEO AFETA ESTATAL
 
Não bastasse o escândalo de corrupção em que está envolvida, o estado atual do mercado de petróleo também joga contra a Petrobras. Com a economia global crescendo a ritmo mais lento e e o aumento na produção global da commodity, a cotação internacional do barril do tipo Brent acumula queda de 36% em um ano, fechando na última sexta-feira em US$ 70,15. O barateamento do produto prejudica o ambicioso plano de investimento da companhia, sobretudo para o pré-sal. 
 
A Petrobras se comprometeu a investir US$ 221 bilhões entre este ano e 2018 para acelerar a produção em águas ultraprofundas. O plano foi traçado com base na previsão de que o Brent custará em média US$ 100 entre 2015 e 2017 e US$ 95 entre 2018 e 2030. Para analistas do mercado, segundo estimativas levantadas pela Bloomberg, ele fechará o ano que vem cotado a US$ 96. 
 
Na quinta-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu não reduzir a produção da commodity, mantendo-a em 30 milhões de barris diários. Com isso, a perspectiva é que a cotação do petróleo permaneça baixa. A decisão representou uma vitória para o grupo liderado pela Arábia Saudita e uma derrota para os países mais pobres da organização — como Venezuela e Irã — que desejavam interromper o derretimento dos preços. (O Globo)
 
 
0 comentários

PT articula volta da CPMF. É bom lembrar ao José Serra, ao Beto Richa e ao Antonio Anastasia que o PSDB é totalmente contra.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014


Hoje a Folha de São Paulo informa que os governadores petistas articulam a volta da CPMF, o imposto sobre transações financeiras. Na matéria, feita no Ceará, onde o PT esteve reunido, envolve lideranças do PSDB, inclusive com aspas, ou seja, com declarações dadas por tucanos à reportagem. Reproduzimos abaixo:

Outro defensor declarado é o tucano Beto Richa, reeleito governador do Paraná. "Preciso consultar o partido. Mas já me manifestei a favor da CPMF", afirma.

A ideia segundo a qual poderia haver um entendimento suprapartidário sobre o tema é baseada ainda na posição histórica de várias lideranças sobre o assunto. 

No Senado, por exemplo, também há adeptos no próprio PSDB, a principal sigla de oposição. É o caso dos recém-eleitos José Serra, ex-governador de São Paulo, e Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais. 

A plataforma de governo defendida pelo PSDB nas ultimas eleições foi muito clara: reforma tributária, mas sem o aumento da carga de impostos que já está em 36% do PIB. O que os tucanos defenderam na voz de Aécio Neves e por isso tiveram quase 52 milhões de votos é que haja uma melhor destinação dos recursos e não a criação de novos impostos.

Para a Saúde, especificamente, o PSDB manifestou seu apoio à Emenda 29, que destina 10% da receita corrente bruta da União para o setor. Também frisou que os recursos viriam basicamente de duas fontes: o crescimento do financiamento público e a melhoria na gestão das políticas do setor.

Assim sendo, em vez de consultar o PSDB, o governador Beto Richa deveria consultar a si mesmo e ao que declarou em novembro de 2010:

- Não vou endossar a volta da CPMF. O que o País precisa é racionalizar e simplificar o sistema de arrecadação, disse o futuro governador. Até porque é contra “qualquer tipo de imposto novo”, Beto disse que, como governador, vai apoiar a discussão sobre a reforma tributária, “que é necessária e inadiável”.


Segundo Beto Richa, nem todo dinheiro arrecadado com a CPMF era destinado à saúde. Apenas 42%. - O resto era usado para cobrir outras despesas e fazer superávit de caixa, disse, afirmando que o que a saúde precisa – em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal) – é de “boa gestão, planejamento e gasto com qualidade dos recursos públicos”.

Da mesma forma, só pode ser piada da Folha que José Serra seja a favor da volta da CPMF, depois deste artigo que escreveu em 2011, de onde destacamos:

Diga-se que, a partir da EC 29, a CPMF e a Saúde divorciaram-se. A obrigação do governo federal passou a ser a de cobrir o financiamento mínimo do setor, independentemente das origens dos recursos. Por isso, o sumiço da CPMF em 2008 não retirou recursos da Saúde. No final de 2007, a fim de vencer a oposição do Senado à renovação do tributo, o governo Lula acenou, na undécima hora, com a possibilidade de destinar a receita da CPMF à Saúde. Não deu certo. 

Se fosse verdadeira a intenção de reforçar o setor, em vez tentar renovar a CPMF, o governo Lula poderia ter aprovado rapidamente o projeto de lei complementar já citado, contendo um tributo só da Saúde. Ou poderia ter destinado a ela parte do Imposto sobre Operações Financeiras, cujas alíquotas foram aumentadas, a fim de compensar a perda da CPMF. A receita do IOF subiu quatro vezes de 2007 até 2011, quando será de R$ 30 bilhões. Um terço disso teria elevado bastante os recursos federais para a Saúde. Mas essa não foi a prioridade de Lula e do PT, nem antes nem depois. Desde 2002, as despesas federais na área cresceram abaixo das receitas correntes. 

A posição de Antônio Anastasia, que escreveu o programa de governo, também é frontalmente contra o aumento de impostos e isso inclui a CPMF ou estamos tratando com um fanfarrão. Mesmo assim, é bom lembrar o que ele declarou em fevereiro de 2011:

"A criação isolada de um só tributo neste momento evidentemente representa uma situação que não agrada a sociedade e eu tenho certeza que esse tema não será apresentado isoladamente. O que reitero é a necessidade de termos um financiamento da saúde, mas dentro de uma reforma tributária."  

As tentativas de minar o discurso que obteve quase 52 milhões de votos ocorrerá a cada instante, tanto por parte do PT quanto pelo fogo amigo. Por isso, insistimos na importância do PSDB reiterar o que prometeu ao país, numa espécie de "carta aos brasileiros". 
 

Lei antifumo entra em vigor na próxima quarta-feira em todo o país


De acordo com a ONG Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), 99% da população de São Paulo aprova regra estadual similar

Publicação: 01/12/2014 07:19 Correio Braziliense
Crítica à lei, a servidora pública Larissa Tavernard já se sentiu discriminada por um estabelecimento ( Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)
Crítica à lei, a servidora pública Larissa Tavernard já se sentiu discriminada por um estabelecimento

Fumar ficará mais difícil a partir da próxima quarta-feira, quando entra em vigor a lei antifumo em todo o país. O texto proíbe o uso do cigarro em lugares fechados, sendo eles públicos ou privados. Com a mudança, até ambientes parcialmente abertos, como aqueles cobertos por toldos, estão impedidos de abrigar pessoas com cigarro aceso. As sanções para o descumprimento são direcionadas aos estabelecimentos comerciais, e não aos usuários. Quem desrespeitar a norma pode receber multas de até R$ 1,5 milhão e perder a licença de funcionamento.

Leia mais notícias em Brasil

A medida, já vivida, em menor ou maior rigor, em pelo menos nove estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Paraíba e Paraná), divide comerciantes, especialistas em saúde e população. Mesmo com a proximidade da data de vigor da lei em todo o país, bares e restaurantes ainda não estão devidamente adaptados.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, afirma que a entidade pretende questionar a legislação. “O decreto cria um rigor inimaginável. Como é que você vai se adaptar a uma situação dessas? É colocar o fumante para fora da casa, impedir os direitos individuais do cidadão de consumir um produto que é lícito”, argumenta.

Outro problema apontado é a impossibilidade de anunciar a venda dos cigarros. “A publicidade restrita também fere o direito do comerciante de dizer ao cliente o que a casa oferece. Vamos analisar com cuidado para tomar as medidas cabíveis”, diz Solmucci. Segundo ele, a insatisfação entre comerciantes é generalizada. Além disso, o presidente da Abrasel reclama que não foram dadas orientações suficientes para os estabelecimentos.

Aécio: Perdi eleição para organização criminosa


Josias de Souza


Com a derrota para Dilma Rousseff ainda atravessada na traqueia, o senador Aécio Neves referiu-se ao PT como uma quadrilha, não uma agremiação partidária. “Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está.”


O comentário foi pronunciado numa entrevista ao repórter Roberto D’Ávila, exibida pelo canal Globo News no início da madrugada de domingo (30). Segundo Aécio, Dilma prevaleceu numa campanha que deixou marcas para a história: “A sordidez, as calúnias, as ofensas, o aparelhamento da máquina pública, a chantagem para com os mais pobres, dizendo que nós terminaríamos com todos os programas sociais.”


“Não só eu fui vítima disso”, acrescentou Aécio. “O Eduardo [Campos] foi vítima disso, a Marina [Silva] foi vítima disso. E eu também. Essa sordidez para se manter no poder é uma marca perversa que essa eleição deixará.”


Aécio comentou também os ataques que lhe foram dirigidos por Lula, com quem mantinha relações afáveis antes da campanha. Por que acha que ele bateu forte? “A obsessão pelo poder e, talvez, o receio do que uma eleição nossa pudesse significar para todos os malfeitos e equívocos que não só o governo da presidente Dilma fez, como o governo dele fez.”


“Acho que o presidente Lula saiu dessa eleição menor do que entrou”, avaliou Aécio. “Como ex-presidente da República, defender sua candidata é absolutamente natural, defender o projeto de país no qual acredita. Mas partir para o ataque, para a ofensa pessoal, não dignifica um ex-presidente da República.”


Aécio comparou: “Acho que ficou muito clara, ao final dessa eleição, a diferença de dimensão política do ex-presidente Fernando Henrique, esse um estadista, e do presidente Lula, desesperado para se manter no poder.”


Questionado sobre o escândalo da Petrobras, Aécio disse que é preciso distinguir o financiamento eleitoral da corrupção. “É importante nós termos muito cuidado quando falamos de financiamento de campanhas eleitorais. O sistema que existe é esse aí, que permite o financiamento privado.”


“Isso é absolutamente distinto de uma organização criminosa”, Aécio prosseguiu. “O termo não sou eu que uso, é a Polícia Federal que usa. Uma organização criminosa que se estabeleceu no Estado brasileiro.”


Referindo-se ao projeto que institui o jeitinho fiscal, autorizando Dilma a fechar as contas públicas de 2014 no vermelho, Aécio afirmou que “a presidente termina esse mandato dependente da ação da sua base parlamentar.”


Na avaliação do ex-presidenciável tucano, Dilma “conduziu de forma desastrosa sua política econômica.” Chegou-se, segundo suas palavras, a um quadro de “descontrole absoluto das nossas contas públicas. O que levou o governo a descumprir as metas de superávit primário.”


Aécio realçou que a legislação brasileira prevê que descumprimento das metas de superávit aprovadas pelo Congresso “significa crime de responsabilidade por parte do governante.”


O projeto da manobra fiscal voltará à pauta de votações do Congresso nesta terça-feira (2). Aécio participará da sessão. “O que busca a presidente da República agora, ao final do seu governo?”, ele indagou, apressando-se em responder: “…uma anistia”.


Nas palavras de Aécio, Dilma aciona seu “rolo compressor” no Congresso para mudar a o cálculo do superávit “porque gastou muito mais durante o ano do que devia. Optou pela questão eleitoral e não pela responsabilidade fiscal. E agora quer simplesmente modificar a lei.”


Daí, no dizer de Aécio, a dependência da presidente em relação ao seu bloco de apoiadores no Legislativo. “Se não for o PMDB e alguns partidos aliados a darem os números necessários para que haja essa modificação, ela responderá por crime de responsabilidade.”


Aécio bateu: “O que está acontecendo hoje é uma barganha explícita, à luz do dia. O PMDB reivindica os seus cargos. E ela tem que entregar. Infelizmente, esse segundo mandato da presidente Dilma começa com ares de quem está terminando o governo, não começando.” O entrevistador emendou: “Mas, de qualquer maneira, é um mandato constitucional…”


E Aécio: “Que eu respeito. A nossa disputa é no campo democrático. Inclusive, nessas manifestações espontâneas que têm ocorrido Brasil afora, eu tenho dito sempre: olha, não vamos permitir que o oportunismo dos saudosistas, daqueles que gostariam de ver novamente o cerceamento das liberdades no Brasil, se aproveitem desse sentimento legítimo por mudanças. Eu quero mudar, continuo querendo mudar isso que está aí. Mas dentro das regras da democracia. O meu limite são as liberdades, o meu limite é a democracia.”

Grupo cria sociedade alternativa para viver de forma sustentável e justa


Fernando Cymbaluk
Do UOL, em São Carlos (SP)


Protegidas da garoa pelo alpendre da casa, duas crianças dormem sozinhas em uma das barracas montadas em um sítio em São Carlos (a 232 km de São Paulo). Vindo de longe, o som de tambores se mistura com o barulho da chuva. O dia seguinte será cheio para a criançada, que precisará organizar a vez de quem balança no tecido amarrado no tronco da árvore. Um amanhã repleto de afazeres também espera os cerca de 600 estudantes, pesquisadores, agricultores, ativistas, artistas, vindos de cidades de diversos Estados do Brasil. Compartilharão os trabalhos, trocarão experiências e cuidarão uns dos outros - do corpo e do espírito – no 6º Enga (Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia).


O dia vai sendo tomado por cirandas, rodas de capoeira, espaços de meditação e cura. Três cavalos ziguezagueiam soltos pelo espaço, faz-se música em todo canto.


Os participantes integram grupos que desenvolvem ou fomentam a agroecologia – proposta alternativa de agricultura familiar socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente sustentável.


O que une cada uma é um ideal semelhante: a busca por uma forma de vida baseada na cooperação, no respeito às individualidades, em relações humanas mais justas e em harmonia com a natureza. Ideias na cabeça, enxada e computadores nas mãos.


E o roçado no sítio vai virando um enorme mutirão de construção de sonhos.



A reportagem do UOL esteve presente nos últimos dois dias do encontro, realizado entre 12 e 15 de novembro, e pode ver de perto uma mostra de um movimento que busca dar coerência prática àquilo que muitos sonham para o mundo.


Ao visitante de primeira viagem, é como se alguma semente de Woodstock, festival ícone da contracultura realizado em fazenda nos EUA em 1969, germinasse aqui, agora. Mas estamos no século 21.


O moderno se alia ao colaborativo, a pesquisa acadêmica, à práticas solidárias.

Assim, da horta à cozinha comunitária, da cozinha ao banheiro seco que transforma fezes em composto, passando pelos produtos de higiene naturais e pela pia de lavar a louça que usa princípios da permacultura, tudo é feito de forma pensada aliando conhecimento e disposição para colocar a mão na massa.
Ampliar

Encontro em sítio tem colheita musical, comida vegana, astronomia e espaço de cura

Participantes do 6º Enga (Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia) descarregam alimentos no sítio Tibá, uma ecovila que recebeu o evento em São Carlos (a 232 km de São Paulo). Quase toda a alimentação foi plantada pelos grupos presentes a tempo de colher nos dias do encontro ou compradas de pequenos agricultores da região Rafael Caselli Furtado
 
 
"O eixo principal [da realização do encontro] é a tecnologia social do mutirão. Com muita gente, o 'mutirão formiga', a gente avança fenomenalmente", diz Gabriel Rampone, 31, permacultor e "tibapora", morador da ecovila Tibá.



Nessa toada, tudo foi sendo construído. Mutirões de até 80 pessoas, feitos durante os finais de semana desde janeiro, por grupos de São Carlos, Rio Claro, Botucatu, Araras e outras cidades do interior paulista, garantiram a infraestrutura do acampamento. Uma cisterna foi elaborada para levar água aos chuveiros, feitos de bambu. Os banheiros secos, construídos de forma a preservar o meio ambiente, salvaram ao menos 100 mil litros de água de se tornar esgoto.


"A gente está de fato plantando o Enga há um ano. Plantamos mandioca e hortaliças no tempo de colhê-las para comer no encontro", conta Bárbara Lopes, 27, bióloga e integrante do grupo ViDA (Vivências e Discussões em Agroecologia). Os produtos orgânicos, vindo da plantação local ou dos pequenos agricultores da região, foram usados nas refeições veganas. Até a cerveja servida nas festas era de um produtor artesanal vizinho.


O financiamento do evento, que acontece desde 2009, buscou alternativas colaborativas, sem patrocínio privado, usando uma plataforma de crowdfunding chamada Catarse. Os cerca de R$ 60 mil gastos foram garantidos com o valor arrecadado com as inscrições (R$ 90, sendo grátis para agricultores) e com as doações.


"Uma das identidades do encontro é a coerência ideológica colocada na prática. Se acredito que temos que ter pensamento mais ecológico, vou transferir para o meu dia a dia o máximo que puder. Se não quero uma sociedade autoritária e repressora, vou lutar para refletir na minha prática o que almejo para a sociedade", diz Tatiana Weckeverth Furquim, 25, estudante de gestão ambiental da UFPR em Matinhos e integrante da Motirõ Sociedade Cooperativa. O encontro deste ano teve o tema "Sê-mentes livres. Re-existência".


Só uma coisa no acampamento não era natural, revela ao repórter uma das crianças que participava do Enguinha. Alfajores, feitos no dia em uma casa do sítio, vendidos em um furgão colorido. Para se enlambuzar do doce, era preciso ser rápido e comprar antes que acabassem. Feitos com chocolate e açúcar industrializados. Mas, mesmo assim, em oficina que tinha como o objetivo "inundar o mundo de doçura, amor e muita paz", como dizia um relato no Facebook.

Trocas de sementes e de sorrisos 

As trocas começam pelos sorrisos. Não se passa por ninguém sem deixar e receber um. O escambo mais valioso, entretanto, é o de sementes crioulas – guardadas desde gerações passadas. É fácil entender como tudo funciona: um agricultor do Rio de Janeiro tem uma nascente de água em sua propriedade e gostaria de garantir sua preservação.


No Enga, conhece um estudante do Rio Grande do Sul que estuda a proteção de fonte usando um método agroflorestal. Um aprende como o outro, os dois ganham exemplos e referências.



O engenheiro agrônomo Rui Silveira Camargo, 63, oferecia sementes de curcubitáceas (família das abóboras) que seleciona em seu sítio na região do triângulo mineiro desde 1975. "Sempre me preocupei em produzir naturalmente o alimento", conta ele. Com a oferta de sementes, uma roda logo se forma e discussões se iniciam.


"Qual distância manter entre canteiros?", pergunta um. "Se der bicho, deixa, que equilibra sozinho", dá a dica outro. Saímos dali sabendo mais sobre técnicas naturais de cultivo e com relatos da chegada da frente agrícola ao cerrado de MG. "Chorei copiosamente quando vi tudo queimado e desmatado na década de 1980", lembrava Rui.


Entre os participantes mais velhos, havia antigos ativistas, com histórias para contar de lutas contra a construção de hidrelétricas nas décadas de 1970, 1980 - época em que "ambientalista era considerado subversivo", como dizia um deles.


Para o permacultor Mario Barbarioli, 58, o diferencial de um encontro como o Enga está no que motiva seus participantes. "Eles não estão aqui por ditames comerciais, por causa de alguma política pública, mas porque querem. E fazem um esforço enorme para realizar um encontro como que eles querem que seja. É como o Gandhi dizia: 'seja a mudança que você quer ver no mundo'".


Política, capoeira e Rede

Já passava uma hora da reunião acalorada. Bate um sino. Pausa de um minuto para alongar o corpo, respirar fundo, relaxar. "Sinta seu corpo abraçado pela terra", diz o jovem que puxa a meditação. Na reunião plenária que encerrava o encontro, questões importantes estavam em debate, como a organização dos próximos passos da Rega (Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil) e a aprovação de uma carta com diversas bandeiras de luta – como o apoio à campanha permanente contra o uso dos agrotóxicos, reforma agrária popular, demarcação das terras indígenas, direito dos animais, luta LGBTQI, dentre outras (leia íntegra aqui).


No encontro, faz-se política a todo tempo pois se pensa cada prática como uma forma de atuação no mundo. Uma participante levava em uma tradicional cesta indígena pendurada na cabeça um facão de usar na roça e um computador da Apple. Sem grilos. Um dos mais atuantes na plenária política deixa o encontro levando berimbau a tiracolo.


Capoeira e militância se misturam e formam híbridos. A reportagem não ouviu em nenhum momento alguém preocupado em debater o "Brasil dividido" entre o PT e o PSDB. Canta-se e dança-se cucuriás (dança típica do Maranhão), toca-se sertanejo na viola e defende-se a construção do pós-capitalismo.


As decisões na plenária são tomadas em consenso, sinalizado pelo grito de guerra de "Aho!". Não há contagem de votos, presidência, chapas. A autogestão é a forma de organização política. "Parabéns para nós, estamos construindo horizontalmente, isso é uma vitória em política. O que a gente está fazendo é bacana demais", diz uma participante, comentando um dos encaminhamentos da assembleia.


Nada se limita aos 600 participantes e aos cinco dias do acampamento. Quem passou por ali virou um agente multiplicador de redes maiores – tecidas nas comunidades locais, com movimentos sociais, nas listas de e-mail e redes sociais. A própria Rega, criada em 2010, organizadora do Enga, congrega mais de 90 grupos constituídos nas universidades e busca mapear e articular novos coletivos.


"A gente discute aproximação de mais agricultores, da juventude rural, pessoal de sindicatos, das pastorais da juventude rural, de outros espaços", conta Tatiana Furquim.


O espaço não é isento de olhares mais céticos. Fazendo a ressalva de que a agroecologia é "questão de sobrevivência para o Brasil", Rui Silveira alfineta: "os coletivos parecem liliputianos. Aquela minoria guliveriana que enfrenta um gigante do desastre total que as pessoas não enxergam", referindo-se a consumismo, desperdício e devastação da natureza.


As sementes guardadas na bagagem dos que pegam estrada de volta para casa, no entanto, possuem ambição grande, de virar floresta. A colheita é certa, diz o ditado e confirma a natureza.


Minas Rio, o maior mineroduto do mundo começa a funcionar em MG jogando soda caustica nos rios, eliminando as nascentes consumindo toda a agua da cidade e trincando as casas dos moradores.



Na manhã de 23 de agosto, a lavradora Maria da Consolação da Silva, 63, encontrou dezenas de peixes mortos no córrego atrás de casa. Eram traíras e piabas boiando de barriga para cima no meio de uma água cheia de espuma.



"Não sei até hoje o que matou os peixes", conta dona Maria. "Só sei que não sobrou nem um lambarizinho nessa água", diz ela, que mora há 20 anos na área e usava o córrego para pescar, lavar roupa e dar água aos animais.
Segundo o laudo do centro tecnológico Cetec, os peixes morreram de hemorragia por causa da água contaminada com amônia. O governo acredita que soda cáustica tenha sido despejada na água.
A casa de dona Maria da Consolação fica a três quilômetros da barragem de rejeitos da mineradora Anglo American. É lá que são represados resíduos químicos resultantes do beneficiamento do minério de ferro que a Anglo extrai da região.


A empresa afirma estar investigando o caso e diz que o laudo não é conclusivo.


A mortandade de peixes é só o mais novo capítulo da história atribulada do maior mineroduto do mundo, o Minas Rio, projeto que o ex-bilionário Eike Batista vendeu à Anglo American em 2008.


Com cinco anos de atraso e custo US$ 10 bilhões acima do estimado, um dos maiores estouros de orçamento da história da mineração, o mineroduto começou a funcionar no fim de outubro.


Trata-se de um duto de 529 quilômetros que sai da mina e da planta de beneficiamento de minério, em Conceição do Mato Dentro (MG), passa por 32 cidades e chega ao porto do Açu (RJ), levando minério misturado com água.


O primeiro navio, com 80 mil toneladas de minério de ferro, zarpou rumo à China.

Na esteira do projeto Minas Rio, que inclui mina, mineroduto e porto, problemas se acumulam: casas próximas ao mineroduto tremem e trincam, moradores se queixam da poluição dos rios e eliminação de nascentes, técnicos disseram terem sido achacados para liberar licenças ambientais, muitos contestam a venda de suas propriedades à empresa. 


Para completar, em meio a uma das piores secas que Minas Gerais já viveu, a mina e o mineroduto consomem 2.500 metros cúbicos de água por hora, quantidade suficiente para abastecer uma cidade de 220 mil habitantes.

"Há uma seca e não temos controles suficientes, essas outorgas para uso da água precisam ser revistas", diz Marcelo Mata Machado, promotor público de Conceição. 



TERREMOTO
O mineroduto passa a cem metros do terreno de Rosemeire Teixeira, 50, na comunidade do Turco. Quando ligam as bombas, tudo na casa vibra. "Parece terremoto: a gente senta na cama e fica tudo tremendo, os pratos batem uns nos outros. Olha esta rachadura aqui", mostra.


No estudo de impacto ambiental (EIA-Rima), a mineradora dizia que "a localização relativa das estações de bombeamento, combinada com o nível de ruído das bombas, não trará incômodos às comunidades". 


Os moradores do Turco não são considerados atingidos pela obra e não têm direito a indenização.

A Anglo admite que foi detectada vibração no mineroduto, que diz ser "fato incomum", e que "tomará as medidas cabíveis".




Bebê de seis meses, nasce com 345 gramas e recebe alta após 10 meses no hospital


01/12/2014 00h14


Beatriz está entre as menores recém-nascidas de que se tem notícia no Brasil. Há 12 dias, depois de dez meses, ela teve alta e está em casa.

O Fantástico mostra a história da Beatriz, de 10 meses. A Bia nasceu com apenas 345 gramas e enfrentou uma batalha complicadíssima pela vida.



Dentro de cada incubadora de uma maternidade em São Paulo, um pequenino luta pela vida. São prematuros de baixo peso, nascidos antes de estarem completamente formados na barriga da mãe.


Alguns têm menos de um quilo e dependem dos aparelhos para sobreviver. Um entre esses chamou a atenção: a Beatriz. Ela está entre as menores recém-nascidas de que se tem notícia no Brasil.

O pediatra Allan Chiaratti foi quem cuidou da bebê durante os dez meses em que ela ficou no hospital. E a Bia foi guerreira, enfrentou batalhas, dia após dia. "O primeiro contato que eu tive com a Beatriz, na incubadora, eu me assustei. Porque ela era muito pequena”, conta.

Ela nasceu quando ainda estava no sexto mês de gestação, com 345 gramas.


Daniela Zanetti Bucci: Foram momentos muito difíceis.
Fantástico: Você conseguiu segurar a sua filha na hora que ela nasceu?


 
Daniela: Não. Eu nem vi minha filha quando ela nasceu. Eu tenho a ficha de nascimento dela. O pezinho dela é do tamanho da minha digital. Essa aqui é a fraldinha que foi desenvolvida para ela quando ela já estava com 500 gramas, muito pequenininha em comparação ao que ela usa hoje.

Com três semanas de vida, Beatriz passou por uma cirurgia no coração. E não parou por aí.


“Um dia, tinha que fazer alguma coisa pelo coração. No outro dia, fazer alguma coisa pelo pulmão. No outro dia, era fazer alguma coisa pelo rim”, conta o pai, Fernando Augusto Bucci.

Foram dias difíceis, e a participação da família é fundamental para a melhora do prematuro.

“A mãe tem a ideia de um bebê de 3 quilos, gordinho, bochechudo. Então, ela transformar esse bebe idealizado e aceitar que o prematuro é aquela criança no futuro e participar do desenvolvimento da criança dentro da UTI é fundamental”, destaca o pediatra.


“Há dez anos, um bebê, por exemplo, de meio quilo praticamente você não tinha uma sobrevida. Um acaso aqui, um acaso lá”, destaca Edineia Lima, chefe da UTI neonatal do hospital.

Hoje, novas técnicas trazem mais chances para esses bebêzinhos. “A gente já está com nível alto, 80%, 90% de sobrevida excelente. Então, a gente quer que eles tenham uma sobrevida sem sequelas, para terem uma vida futura adequada”, conta a chefe da UTI neonatal.


Há 12 dias, depois de dez longos meses, Beatriz teve alta e está em casa. Gordinha, nem parece que nasceu tão pequena.

A mamãe Daniela não sai de perto do berço. A menininha tem que ficar o tempo todo ligada a um tubo de oxigênio para respirar e usa sonda para se alimentar. Ela ainda não sabe engolir.

Fantástico: Você está mais tranquila agora? A sua filha em casa.
Daniela: É outra vida.  Agora, com ela em casa, eu agora me sinto mãe verdadeira. eu que cuido, eu que alimento, eu que dou carinho a hora que eu quero. Posso pegar a hora que eu quero.

O Fantástico foi até a cozinha da Daniela para mostrar como era impressionante o peso da Beatriz ao nascer. Imagina um bebezinho que nasça pesando o mesmo que uma latinha de leite condensado. Pois a Beatriz, quando nasceu, pesava 345 gramas, quase 100 gramas a menos do que a lata do vídeo acima.

“Hoje ela pesa em torno de 6 quilos e 400 gramas. Ela está aproximadamente 18 vezes o tamanho que ela nasceu”, conta a mãe da Bia.

Com tanta atenção para a Beatriz, o irmãozinho Augusto, de 4 anos, fica com ciúmes. E quem segura a barra é o papai. “Nós nos desdobramos em mil com o Augusto, escola dele”, conta o pai.

O Fantástico acompanhou a primeira consulta da Beatriz depois da alta. O doutor Allan teve que ir à casa dela, porque a neném ainda não pode sair.

Pediatra: Como você está? O que que aconteceu? Me conta tudo agora.
Fantástico: Está tudo bem, doutor? Está gripadinha?

Pediatra: Está gripadinha.
Fantástico: Mas no resto, ela está muito bem, não é?


Pediatra: Está sim, ganhou peso depois da alta.
Fantástico: Agora, você está conseguindo sorrir, não é. Daniela?

Daniela: Agora é mais fácil sorrir. Na verdade, cada vitória que ela tinha, que ela conquistava, a gente conseguia sorrir. Porque a gente sabia que, por menor que fosse a vitória, para ela, era muito.


Durante a visita, Daniela lembra de quando viu o doutor Allan pela primeira vez, em um momento crítico no hospital, três dias depois do nascimento de Beatriz.

“Ele subiu para falar comigo, que ele estava na casa dele e não tinha paz, enquanto não soubesse que a minha filha estava estável e que ele estava naquele momento no meu quarto para dizer que ele conseguiu estabilizá-la. Isso é indescritível, porque o respeito pela dor de uma mãe e a entrega pelo que faz, faz toda a diferença para a vida de um bebê prematuro”, conta Daniela.

Pediatra: É o menor bebê que eu tinha cuidado. Tinha uma preocupação constante com a Beatriz.
Fantástico: O senhor acaba fazendo parte da família?


Pediatra: Vira uma amizade muito próxima.

O alívio para essa família está vindo aos poucos, mas ter a filha em casa já foi uma vitória.

"Não foi só a Bia que renasceu a tudo. Acho que a nossa família foi uma família que se reinventou. A nossa história foi reescrita a partir do nascimento dela", comemora Daniela.

Para ONU, Brasil age contra mudança climática, mas não está livre dela

  01/12/2014 05h00


Christiana Figueres, secretária-executiva para o clima, deu entrevista ao G1.


Ela conduzirá negociações na COP 20, cúpula que começa nesta segunda.


Eduardo Carvalho Do G1, em Lima
A secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, em entrevista realizada nesta terça-feira (2), nos Estados Unidos (Foto: Rogan Ward/Reuters)A secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, vai liderar negociações climáticas em Lima, no Peru (Foto: Rogan Ward/Reuters)
COP 20 - entenda o caso (Foto: G1)



Prestes a conduzir negociações entre países na COP 20, conferência das Nações 
Unidas sobre a mudança do clima, que começa nesta segunda-feira (1) em Lima, Christiana Figueres, secretária-executiva da ONU para o tema, sabe que tem em suas mãos uma bomba-relógio.


Em um ano, precisa costurar e concluir com a ajuda de mais de 190 governos um mega-acordo que obrigará a redução de emissões de gases-estufa no planeta. O plano é que o documento seja assinado até o fim de 2015 e passe a vigorar a partir de 2020.


Em entrevista ao G1, Christiana alerta: os esforços apresentados até o momento por diversos países, incluindo Brasil, Estados Unidos, China e os estados-membros da União Europeia, não “fecham a conta do clima”.


Ou seja, os cortes nas emissões já feitos (incluindo as metas voluntárias ou cumpridas dentro do Protocolo de Kyoto) ou previstos pelos governos não vão conter o aquecimento em 2ºC até 2050. É preciso mais. Muito mais.


Cada um à sua maneira e com os recursos de que dispõem, os países terão metas a cumprir para frear o aquecimento. Segundo um painel internacional de cientistas ligado à ONU, o IPCC, é preciso diminuir entre 40% e 70% do total de gases lançados até 2050 e zerar essa taxa até 2100. Gases-estufa como o dióxido de carbono (CO2) são liberados principalmente na queima de combustíveis fósseis, mas também com o desmatamento e outras atividades humanas.


Caso isso não seja reduzido, segundo o IPCC, fenômenos extremos como secas, enchentes, degelo dos polos e aumento do nível dos mares serão mais frequentes.

“A soma total dos esforços que podem ser feitos não vai preencher a lacuna com relação aos 2ºC, que é a temperatura que podemos atingir”, disse. “Por isso mesmo é que os governos estão olhando para dentro do acordo, pensando em como montar a trajetória em direção a esses dois graus ao longo do tempo. É uma conta que tem que ser fechada ao longo do tempo até que consigamos chegar à neutralidade de emissões na segunda metade deste século”, explica Figueres.


Uma seca hoje não seria tão forte ou teria tanto impacto se não estivesse influenciada pela mudança do clima (...) estão se prolongando, tanto no tempo de duração, como na intensidade"
 
 
Christiana Figueres, secretária-executiva da ONU para o clima
Cenário Brasil


A secretária da UNFCCC, sigla do braço da ONU para o clima, afirma que o Brasil é um dos países que mais têm contribuído na busca de uma solução para esta crise.


Em 2009, o governo federal apresentou metas voluntárias para diminuir entre 36,1% e 38,9% as emissões nacionais até 2020. Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, o país reduziu em 41,1% suas emissões de gases de efeito estufa em 2012 em comparação com 2005. Isso graças à queda do desflorestamento da Amazônia Legal.


No entanto, as emissões da área de energia aumentaram 35,9% no período, acompanhando o desenvolvimento do país. “Com certeza teremos altos e baixos, ano a ano, mas o que é importante é perceber a trajetória ao longo do tempo. E estamos confiantes de que o Brasil está reduzindo domesticamente suas emissões”, disse ela.


Porém, fazer a lição de casa não vai poupar o país de sentir os efeitos da mudança climática, entre eles a seca, disse ela. "O Brasil é maravilhoso, mas não está livre dos impactos, assim como nenhuma nação está", complementa.


O Sudeste brasileiro viveu nos últimos meses a pior estiagem em 80 anos, segundo dados da meteorologia.


 De acordo com Christiana, ainda é difícil dizer se o fenômeno é resultado direto da ação da mudança climática. Mas ressalta que “uma seca hoje não seria tão forte ou teria tanto impacto se não estivesse influenciada pela mudança do clima. “Estão se prolongando, tanto no tempo de duração, como na intensidade”, explica.

Sobre o desmatamento da Amazônia, responsável pela maior parte das emissões nacionais, a secretária diz que o país está comprometido com um manejo sustentável da floresta e que “é preciso olhar a trajetória ao longo dos anos para avaliar o resultado da proteção do bioma”.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, o bioma perdeu 4.848 km² de florestas entre agosto de 2013 e julho de 2014, queda de 18% em relação ao período anterior. O total está longe do tão sonhado desmatamento zero, reivindicado por ambientalistas..
 
Críticas à forma de negociação




Ela admite que a forma de negociação feita pela ONU, por meio do consenso (quando todos precisam concordar com o que está na mesa), deixa “lenta, morosa e complexa” a obtenção de um resultado prático. Mas afirma que é a única maneira de garantir os interesses de cada país, “para que todos entendam que não se pode tomar uma decisão contra a vontade” dos demais.


Mas ela se diz esperançosa em obter um avanço na COP de Lima, que terá como foco conseguir o rascunho zero do novo tratado, que deve ser assinado pelos países em 2015, na conferência de Paris, e entrar em vigor a partir de 2020. “Não é porque sou eu quem estou dizendo. Mas porque os governos estão chegando com muita dedicação em poder trabalhar em direção a um novo rascunho para fecharmos um acordo”, diz.

Despesa com 'militância paga' neste ano foi de R$ 152 mi


A chamada militância paga - ou seja, pessoas que são contratadas para agitar bandeiras e pedir votos nas ruas ou aplaudir os candidatos nos seus eventos de rua - está entre os itens que mais custaram dinheiro nas eleições deste ano. Foram ao menos R$ 152 milhões gastos na contratação de cabos eleitorais, que serviram também para aparecer em imagens gravadas para os programas do horário eleitoral na TV.

O PMDB foi quem mais gastou com a contratação de militantes (R$ 41,9 milhões), seguido por PSDB (R$ 26 milhões) e PT (R$ 20,6 milhões). O custo total da militância paga pode ser ainda maior, já que as siglas podem ter declarado gastos desse tipo em outras categorias predefinidas pelo TSE, como despesas com pessoal ou serviços de terceiros.


A maior categoria de gasto, no entanto, foi a de impressão de santinhos e cartazes em papel. Quase R$ 1 em cada R$ 5 usados na campanha teve esse destino, totalizando R$ 860 milhões. Em seguida vêm os gastos com pessoal (R$ 730 milhões) e com a produção de programas de TV e rádio (R$ 506 milhões).


Fornecedores
Enquanto as contribuições eleitorais são concentradas num pequeno grupo de grandes doadores, os gastos estão dispersos em centenas de milhares de prestadores de serviço. No total, quase 1 milhão de diferentes fornecedores foram contratados pelas campanhas.


A grande maioria deles é de pessoas físicas - cerca de 900 mil militantes, assessores, consultores, técnicos e outros tipos de colaboradores foram contratados diretamente pelas campanhas. O grosso do dinheiro, porém, ficou com as empresas. As líderes foram as agências do marqueteiro de Dilma Rousseff (PT), João Santana, com R$ 78 milhões, e de Aécio Neves (PSDB), Paulo Vasconcelos, com R$ 60 milhões.


Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília



Anônimo Anônimo disse...
O PT usa militância paga em todas as conferencias, seminários, votações no congresso, sempre que o governo precisa conseguir a aprovação de um projeto anti popular.A militância nesses casos tem a função de dar a impressão de que o assunto está sendo debatido democraticamente e que tem o apoio da população quando, na realidade, só a militância paga está "aprovando" o projeto.Nós estamos nas mãos de corruptos profissionais, é bom perdermos a ingenuidade.