terça-feira, 26 de maio de 2015

Brasil lulista: território livre para homicidas.


Os brasileiros, outrora tidos como ordeiros, cordiais etc., são, na verdade, um dos povos mais violentos do mundo: em 2012, o país registrou 29 mortes por 100 mil habitantes, enquanto a vizinha Argentina teve, 5,6 mortes. A matéria não diz, mas por trás disso está a brandura das leis brasileiras e a mentalidade rousseauniana das esquerdas, que consideram os bandidos como vítimas da sociedade, quando o verdadeiro é o inverso. Somos todos reféns desses criminosos, donos das ruas:


O site Homicide Monitor confirma o alto índice de violência do Brasil. Segundo dados da ferramenta, – que cruza informações sobre a distribuição, as dimensões e a dinâmica dos assassinatos- em 2012, o Brasil registrou 29 mortes por cem mil habitantes, enquanto a Argentina teve 5,6 mortes.

Com uma população de quase quinhentos mil habitantes e 608 assassinatos registrados em 2012, o município de Ananindeua, no Pará, é classificado como um dos mais violentos pelo mapa da violência. Segundo dados do portal, a taxa de homicídios da cidade era de 125.7, no período pesquisado.

Rio de Janeiro e São Paulo não são as cidades mais violentas do país. Apesar da repercussão nacional dos crimes cometidos nos dois grandes centros urbanos, a taxa de mortes na capital fluminense é de 21.5, na capital paulista a taxa é de 15.4

O município de São Bernardo do Campo, em São Paulo, tem um dos menores índices de homicídios do levantamento. Lá, em 2012, aconteceram 68 assassinatos em uma população de 774,886 habitantes. A cidade foi classificada com taxa de 8.8. Outra cidade que apresenta baixo índice de mortes é São José do Rio Preto, em São Paulo, com 37 homicídios em uma população de 415.769 pessoas.

A ferramenta

O Monitor de Homicídios inclui dados sobre homicídios de 219 países e territórios. O monitor apresenta dados recolhidos no país pelo Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC). O monitor também inclui dados nacionais e subnacionais reunidos pelo Instituto Igarapé de mais de 40 países e territórios na América Latina e no Caribe. As fontes de dados incluem polícia nacional, ministérios do Interior, Justiça, Defesa e Saúde, institutos nacionais de estatística e os institutos nacionais de medicina legal e estudos forenses. (IMIL).
1 comentários

Pedido de impeachment já está engatilhado, diz Reale Junior.


O jurista Miguel Reale Junior, que é autor da ação penal que será apresentada hoje contra a presidente Dilma na Procuradoria-geral da República, afirma que há parecer jurídico pronto para pedir impeachment, mas ele será usado como "bala de prata". Entrar com pedido de impeachment agora seria um grande risco: caso derrotado na Câmara, Dilma sairia fortalecida:

Autor da petição de ação penal contra a presidente Dilma Rousseff que os partidos de oposição protocolam hoje na Procuradoria-Geral da República, o jurista Miguel Reale Junior, ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, diz que o PSDB já tem pronto um parecer jurídico justificando o pedido de impeachment, mas ele não será usado agora.
Isso seria, segundo ele, desperdiçar "a bala de prata". Nesta entrevista ao Estado, Reale, que foi um dos signatários do parecer pedindo o impedimento do ex-presidente Fernando Collor, diz que os ativistas do Movimento Brasil Livre que criticam a iniciativa não têm "informação e cultura política".
Os meninos da marcha de São Paulo até Brasília pelo impeachment acusaram Aécio Neves de "traição" por ter desistido do impeachment. O que achou disso?
Os meninos da marcha têm que entender: não é porque fizeram diferente do que eles queriam que (o senador) virou um traidor da pátria. Há uma falta de informação e cultura política. O caminho da representação, que é mais seguro e está muito bem fundamentado, leva o procurador (geral da República, Rodrigo Janot) a ter que tomar uma medida.
O que acontece depois de protocolada a petição?
Ele (Janot) pode apresentar a denúncia com base nos elementos que serão apresentados (as pedaladas fiscais, que consistem no atraso no repasse de valores do Tesouro Nacional a bancos públicos para aumentar o valor do superávit primário). Uma vez apresentada a denúncia, o Supremo Tribunal Federal, obrigatoriamente, tem que solicitar autorização à Câmara. O presidente (da Casa) é obrigado a colocar em votação no plenário. Um pedido de processo que vem do Supremo por solicitação do procurador-geral chega com um peso. Janot eventualmente pode pedir também que se instaure um inquérito e uma investigação.
Os petistas e o governo sustentam que as "pedaladas fiscais" não ofendem a Lei de Responsabilidade Fiscal e que essa sistemática de pagamentos ocorre desde 2001. Portanto, passou pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Era bem diferente. Foi por um prazo muito exíguo, 15 dias, sem haver nenhum ocultamento. Agora foram reiteradas vezes, e com valores astronômicos. Não foi uma quantia mínima, uma antecipação de uma quantia por poucos dias. Foi por um longo prazo.
Então não caberia uma ação penal como essa contra FHC?
Eu não conheço direito os fatos, sei apenas que eram quantias muito irrisórias e por pouquíssimo tempo.
Por que é estrategicamente melhor entrar com a ação penal assinada pelo sr. e pela advogada Janaína Paschoal em vez de pedir o impeachment? Há, no PSDB, quem defenda deflagrar os dois processos.
As duas coisas não são incompatíveis. O efeito é o mesmo. O problem todo é o "timing". Sabe quantos pedidos de impeachment entraram (na Câmara)? Trinta. Todos foram indeferidos pelo presidente da Câmara. De qualquer forma, há também uma petição de impeachment preparada pelo partido e que teve a minha interferência. Participei da elaboração final. Consegui me convencer, por via de uma decisão do ministro Celso de Mello (do Supremo Tribunal Federal), da possibilidade do impeachment em relação a fatos do mandato anterior.
Essa segunda petição, a do impeachment, ficará na gaveta até quando?
Ainda não é o momento. Não é conveniente que se faça agora porque fatos novos devem ocorrer. São duas petições longas, de 60 páginas.
A bancada do PSDB insistiu muito na tese do impeachment. O sr. sentiu-se pressionado?
Os deputados do PSDB precisam reconhecer a contabilidade. Ela mostra que não há condições de levar a plenário. Mas os mesmos fatos que alicerçam o crime, também alicerçam o de responsabilidade.
Se o pedido de impedimento fosse feito agora e engavetado, nada impede que se tentasse novamente em outra ocasião?
O impeachment me parece ser uma bala de prata. Uma derrota da petição de impeachment na Câmara dos Deputados daria uma enorme vantagem para a presidente. Fatos novos estão acontecendo a toda momento. (Estadão).

Gastam dezenas de BILHÕES com corrupção e com orçamento provavelmente superaturado das Olimpíadas (orçadas ATÉ AGORA em 37, 7 bilhões!) mas continuam de olho no capital alheio: quanto mais decadente, mais socialista.


As lideranças petistas deveriam ler o Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, de Carlos Montaner, Plinio Mendoza e Álvaro Vargas Llosa. Cientes das lamentáveis experiências relatadas no livro, talvez não tirassem da cartola velhas medidas contra as fortunas e os lucros, que não deram certo em lugar nenhum. Decadente, o PT não perdeu o ressentimento socialista que lhe vem do berço, sempre de olho gordo na riqueza que suas hordas não produzem:

Desgastado com sua base política devido ao pacote de ajuste fiscal apresentado pelo Planalto, o PT vai propor a criação de uma série de novos impostos como alternativa aos cortes orçamentários e restrição de benefícios trabalhistas adotados nos primeiros cinco meses do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
A sugestão será encaminhada durante o 5º Congresso Nacional do partido, que começa no dia 11 de junho, em Salvador, e tem o apoio da cúpula da legenda.
A proposta do PT sugere a criação de dois novos tributos e o aumento da alíquota de uma terceira taxa. O primeiro imposto recairia sobre lucros e dividendos hoje isentos, cujo montante em 2014 foi de R$ 300 bilhões, segundo estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) citado pelo partido. Os petistas apontam o exemplo do Chile, onde a alíquota máxima é de 25%.
A segunda proposta é uma bandeira histórica do PT, a tributação de grandes fortunas. O partido se ampara em estudos que apontam a possibilidade de arrecadação de até R$ 100 bilhões ao ano com a taxação a partir de 1% sobre quantias acima de R$ 1 milhão.
A terceira proposta é aumentar a alíquota do imposto sobre heranças - Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, que é estadual -, hoje em 4%. Dirigentes petistas defendem o aumento da taxa para até 15%. De acordo com eles, isso poderia garantir outros R$ 20 bilhões por ano ao governo.
O PT sugere ainda que o governo reforce os mecanismos contra a sonegação. De acordo com outro levantamento do Sindifisco, os desvios chegaram a R$ 500 bilhões em 2014.
Encontrar novas fontes de financiamento do Estado é uma das prioridades do PT diante do desgaste com a base partidária por causa das medidas de ajuste do governo. "Uma das preocupações do o PT é ser colocado em uma situação de indisposição contra sua própria base. Por isso o partido faz estas propostas", disse o secretário nacional de Comunicação, José Américo Dias.
'Agenda positiva'. O governo, por sua vez, está mais preocupado agora em tentar virar a página do ajuste fiscal e sair das cordas. Segundo o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, a expectativa é entrar em uma agenda positiva a partir de junho. Entre as boas notícias previstas para os próximos meses estão o anúncio do Plano Safra, um grande programa nacional de investimentos em obras de infraestrutura e a terceira fase do Minha Casa Minha Vida. "A agenda positiva começa em junho. O ajuste não é um programa de governo, é uma necessidade em função das mudanças na economia internacional", disse o ministro.
A área técnica do Ministério da Fazenda é contra os novos impostos por considerar o impacto pouco relevante, mas os petistas defendem a adoção mesmo assim, como sinalização política de que os mais ricos também arcam com o ajuste.
Para eles a pior fase vai começar agora, quando os cortes no Orçamento começarem a afetar programas com impacto em setores ligados ao partido. (Estadão).

Para conseguir 6 bilhões o PT quer taxar as grandes fortunas.Não seria melhor cancelar as Olimpíadas cujas obras, até agora, estão orçadas em 37,7 bilhões??


Levy barrou taxação de grandes fortunas projetada pelo petista Mantega

Leonardo Souza - Folha de São Paulo


Sérgio Lima/Folhapress
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o atual titular da pasta, Joaquim Levy
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o atual titular da pasta, Joaquim Levy

(Ainda dá para cancelar? Mesmo com o pagamento da multa ainda fariamos economia pois as obras até agora estão orçadas em 37,7 bilhões!!!) Construtoras ameaçam atrasar obras olímpicas por demora em pagamentos


Mônica Bergamo - Folha de São Paulo



Empreiteiras responsáveis por obras da Olimpíada de 2016 ameaçam diminuir o ritmo das construções de pelo menos duas delas: o Parque Olímpico e a Vila dos Atletas.
NO COFRE
As empresas reclamam da CEF (Caixa Econômica Federal), que não estaria liberando recursos de financiamentos prometidos para a conclusão das obras. O banco não se manifestou até a conclusão desta edição.
VELOCÍMETRO
Vila dos Atletas está sendo feita pela Carvalho Hosken e pela Odebrecht. Terá mais de 3.000 apartamentos. A ideia era que eles fossem vendidos para pessoas que só os receberiam depois da Olimpíada -no evento, seriam ocupados por esportistas. O problema é que cerca de 200 teriam sido comercializados até agora. Sem caixa, as empresas não poderiam seguir a obra no mesmo ritmo sem o financiamento da CEF.
EM DIA
A CEF diz que a Vila dos Atletas é empreendimento privado e que a instituição vem cumprindo "rigorosamente" o contrato, liberando recursos "sem um único dia de atraso sequer". Em relação ao Parque Olímpico, afirma que o financiamento está aprovado e que a empresa que toca a obra receberá o dinheiro "assim que cumprir as obrigações necessárias".

Portanto, ao enviar para o STF mais um "progressista", ao empobrecer a Corte com mais um membro da vanguarda do atraso, ao conceder cadeira a outro adepto das ideias que infelicitam o Brasil e boa parte da América Latina neste início deste século 21, o Senado se submeteu à ética do PT. Ajudou a transformar o Supremo numa corte venezuelana, onde pupilos do partido do governo trocam piscadelas de olho como parceiros de jogo de cartas.

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O Senado se submeteu à ética do PT.

Decidiu na contramão da segurança jurídica.

Durante sua sabatina na CCJ do Senado Federal, o Dr. Luiz Fachin foi confrontado com suas próprias posições, conhecidas do mundo jurídico e acadêmico nacional. O indicado pela presidente Dilma sempre foi um militante de esquerda, ligado ao MST e defensor de teses que se contrapõem à Constituição Federal. Como poderia um magistrado avesso a importantes preceitos constitucionais ser intérprete da Lei Fundamental? Iria ele reproduzir a conduta de seus futuros colegas? Em algumas votações, ao longo dos últimos anos, muitos deles deixaram a Carta de lado e votaram em conformidade com suas opiniões pessoais, afrontando os constituintes de 1988 e os legisladores ordinários que os sucederam.




Posto entre a espada que o interrogava e a parede de sua biografia intelectual, o candidato Fachin pediu socorro a Max Weber. Disse que, como professor, membro da academia, no mundo intelectual, posicionava-se segundo a ética da convicção. Ou seja, ensinava, escrevia e assumia atitudes públicas em harmonia com suas convicções pessoais. Contudo, na condição de ministro do Supremo, estaria sob a ética da responsabilidade, que lhe era imposta pela Constituição, e que jamais se prestaria para transformar o STF em substituto ou em extensão do Congresso Nacional.


Conversa para senador dormir. Oitenta e um dos 81 senadores sabem que o STF tem legislado, mesmo sem o auxílio do Dr. Fachin. Todos os senadores sabem que o Supremo faz isso, dizendo que não faz, enquanto faz. Todo brasileiro bem informado sabe que o STF, com 11 membros, decide por seis a cinco e que em caso de empate, o voto solitário de qualquer de seus ministros vale mais do que o voto de 257 deputados federais e 41 senadores juntos, ou seja, metade mais um de cada uma das duas Casas.


Portanto, ao enviar para o STF mais um "progressista", ao empobrecer a Corte com mais um membro da vanguarda do atraso, ao conceder cadeira a outro adepto das ideias que infelicitam o Brasil e boa parte da América Latina neste início deste século 21, o Senado se submeteu à ética do PT. Jogou fora Max Weber e aderiu à ética da ambiguidade, da incerteza, da irresponsabilidade. Decidiu na contramão da segurança jurídica. Pisou no acelerador da revolução através do Judiciário. 


Ajudou a transformar o Supremo numa corte venezuelana, onde pupilos do partido do governo trocam piscadelas de olho como parceiros de jogo de cartas.



Esta noite em que escrevo é uma noite triste para o Brasil. Trocamos Barbosa por Fachin. Mais um ponto para dentro da curva petista. O Paraná, exoticamente, festeja. O Paraná, por indecifráveis motivos, converteu a escolha de um paranaense para o STF, por iniciativa da presidente Dilma, em suprema honraria regional. Se eu fosse paranaense veria essa indicação como um agravo e exigiria reparações. Admito, estou irritado, cansado e triste. Brasília não me dá alegrias.

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Take your time, Brazil! Um Brasil melhor começa ensinando as crianças a ler e a escrever e não gastando 37,7 BILHOES numa ...Olimpiada!

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Preparemos o futuro, porque o petismo vai passar, de um jeito ou de outro chegará o dia em que os brasileiros vão enxotar esta que é a mais infame camarilha que já governou a nação.

 
Quando a poetisa americana Elizabeth Bishop visitou o canteiro de obras da cidade de Brasília não pode deixar de registrar seu espanto com a ausência de ferrovias que a levassem até lá. Executava-se um projeto deveras ambicioso, o de levantar no coração do Brasil, no meio do nada, na aridez do sertão, uma grande capital imperial de nome latino, tal qual idealizara José Bonifácio; e, contudo, na precipitação dos trabalhos, entre a escavação de lagos artificiais e a ereção de monumentos comunistas, ninguém até então se dera ao trabalho de considerar como os brasileiros, ora pois, deveriam chegar até o local! Era o espírito do tempo, do Brasil de JK, a urgência de avançar, progredir, de percorrer “50 anos em 5”.


Somos uma nação jovem, diz o cliché; donos de nosso destino apenas a partir de 1822. Como ensina Mário Vieira de Mello em seu Desenvolvimento e Cultura, nosso primeiro século de existência independente foi um tempo de condescendência, no qual se reconhecia as mazelas, se apontava os problemas, com a consciência de que havia muito por fazer, mas reputando tudo sempre como desculpável, explicável por nossa juventude. Com o tempo, com o trabalho, cedo ou tarde haveríamos de atingir o patamar dos povos da Europa, que tinham o privilégio de carregar uma bagagem de séculos, ou até milénios de civilização. 


Engatinhávamos. Subitamente, todavia, despontou ao Norte um gigante que vencia europeus no campo de batalha, que erguia torres que chegavam até o céu, que fabricava automóveis, aviões, navios, e tudo o mais que se possa imaginar, que decidia uma guerra mundial. O êxito fulminante dos Estados Unidos, quase tão jovens quanto nós, abateu-se sobre o Brasil como pujante humilhação. Doravante não havia mais desculpa, não havia mais perdão. Caiam as escamas dos olhos nacionais. O Brasil revelava-se definitivamente um país atrasado, periférico, um povo bárbaro que ficara para trás na carreira da História.


Desde então a pressa, um sentimento de urgência, um aflitivo imediatismo, tomou de vez a alma nacional. O Brasil já não tinha tempo a perder, era preciso correr, fazer 50 anos em 5, construir um Brasil-Potência até o ano 2000, realizar um Programa de Aceleração do Crescimento, etc. e tal. Pressa, pressa, sempre a pressa a pautar nossas decisões! Levamos luz elétrica aos rincões e aos subúrbios, mas em horrorosos postes de concreto com a fiação exposta. Construímos estradas e pontes, mas com aparência militar, cinzas, feias, sem adorno, sem acabamento. 


Conspurcamos as paisagens naturais e urbanas com obras apressadas, minhocões, aterros, autovias, com símbolos do “progresso”. Em Desterro, no Rio de Janeiro, nas cidades costeiras do Nordeste, erguemos desnecessários arranha-céus, numa arquitetura culturalmente estranha, inadequada ao clima, que deletou a linha do horizonte e soterrou a herança tradicional portuguesa. Tudo feito em nome do progresso, do avanço econômico e da urgência. E tudo em vão, continuamos bárbaros, comparativamente pobres, irrelevantes. 



Anos atrás, fazendo check-in num dos aeroportos de Londres, vi-me apressado, buscando freneticamente os documentos dentro da bolsa, como se acossado por capatazes imaginários, quando a gentil atendente da companhia aérea tranqüilamente me disse: “Take your time, sir”. Só então percebi que não havia nada premente, que eu podia fazer as coisas com calma, respirando, num ritmo humano. Mais tarde pensei: Como traduzir esta expressão inglesa apropriadamente? “Take your time”? Por muito tempo não consegui achar equivalência directa.

 
Pensei em “tome o tempo que quiser”, que talvez funcione como tradução; mas logo percebi que, sinceramente, ninguém fala deste jeito no Brasil, e que o fato era que a sugestão tranqüilizante daquela mui polida senhora britânica estava ausente do vocabulário (e do imaginário) pátrio. No Brasil vivemos com tão intensos reflexos de pressa, um dos males da modernidade que por aqui fertilmente se alastrou, que a simples possibilidade de agir com calma sumiu de vez da nossa consciência. Não a toa somos campeões universais no consumo de ansiolíticos, tarjas pretas, maconha e afins. Ademais, se tudo é feito com pressa, nervosamente, também tudo é feito nas coxas, sem acabamento, sem planeamento, acabando por confirmar o adágio popular que diz ser a pressa inimiga da perfeição. 


Já passou da hora de tirar o pé do acelerador e de se resignar. Os brasileiros da minha geração devem aprender que nós não vamos conseguir arrumar esta baderna que herdamos em menos de cinqüenta anos. 


Talvez seja preciso até um século; ou dois; ou três... Não adiante mais ficarmos oscilando nosso humor entre rompantes de otimismo injustificado, ao estilo “ninguém segura este país”; e ataques de frustração que dão azo aos decretos sombrios de que “isto aqui não tem jeito mesmo”. Em curto prazo, realmente, não tem; vamos continuar nesta lengalenga por umas boas décadas, talvez comemorando alguns eventuais vôos de 
galinha, talvez gozando alguma prosperidade vinda desde fora, de investimentos externos. Nada além disso. 


Uma nação próspera e civilizada é coisa que não veremos em nosso tempo de vida. E se quisermos que nossos netos ou bisnetos habitem um lugar mais respirável, precisamos começar agora a firmar as fundações do Brasil do século XXII, plantando sementes de civilização dentro de nós e de nossos filhos. Devemos começar a partir do básico, como o fez Alcuíno na corte carolíngia quando começou um Renascimento a partir das letras do alfabeto. 


Um Brasil melhor começa ensinando as crianças a ler e a escrever, a fazer contas, dando-lhas uma catequese decente, exigindo delas e de nós mesmos que sigam os códigos elementares de polidez e gentileza, que saibam agir como humanos autônomos, capazes de buscar com calma e reflexão a solução para cada um dos problemas do dia-a-dia. E também colocando livros de verdade para circular, imprimindo os milhares de títulos, clássicos e contemporâneos, faltantes na bibliografia disponível em língua portuguesa; e depois tratando de estudá-los, assimilá-los e propagá-los. Tudo bem devagarzinho, mas bem feito. 


Preparemos o futuro, porque o petismo vai passar, de um jeito ou de outro chegará o dia em que os brasileiros vão enxotar esta que é a mais infame camarilha que já governou a nação. Então restarão os escombros, o rastro de destruição deixado pelos gafanhotos vermelhos. Mas em meio às ruínas hão de brotar as sementes que estamos plantando. E como o Mosteiro da Luz de Frei Galvão ou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição de Santa Paulina, obras magnânimas e duradouras impulsionadas pelo mais puro sentimento de amor ao próximo, se Deus quiser, nossos esforços resistirão aos séculos.
Diogo de Almeida Fontana, 34, natural de Curitiba-PR, é livreiro, editor e escritor. 


Publicado originariamente no Jornal dos Jardins, Londrina/PR.


Alerta aos pais

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 Espero que tão destapada confissão de culpa emitida pelo Sinpro/RS sirva de alerta aos pais e à direção das escolas.

Não é por acaso que nosso sistema de ensino se tornou um dos piores do mundo civilizado.

Duvido que algum pai, ao matricular o filho numa escola, fique na expectativa de que lhe sejam enfiadas na cabeça as ideias políticas que seus professores tenham. Os pais esperam exatamente o oposto. Esperam que os professores não façam isso porque reservam tal tarefa para si mesmos, segundo os valores e a cultura familiar. 



Quando um professor, o sujeito no quadro negro, o cara de cima do estrado, que corrige prova e dá nota, usa a autoridade e os poderes de que está revestido, para fazer a cabeça de crianças e jovens, exerce sua profissão de modo abusivo.


 Figurativamente, pratica estupro de mentes juvenis. Se o professor quer fazer proselitismo político, se anseia por cooptar militantes para sua visão de mundo, de sociedade, de economia, de política, de história, que vá procurar um vizinho, um colega, um superior. Figurativamente, que deixe de ser abusador e vá enfrentar alguém de seu tamanho intelectual.


Volto a este assunto porque, aqui no Rio Grande do Sul, o Sinepe/RS, sindicato patronal das escolas particulares, convidou o Dr. Miguel Nagib, coordenador do movimento Escola sem Partido, para uma palestra aos diretores de escolas. Ótimo, não é mesmo? Sim, ótimo para todos os alunos e pais, mas não para o sindicato dos professores das escolas particulares, o Sinpro/RS. Em assembleia geral, o sindicato emitiu Moção de Repúdio ao evento, em veemente defesa do direito dos professores de influenciarem politicamente seus alunos. No texto (que pode ser lido em aqui), os docentes afirmam que "retirar da Educação a função política é privá-la de sua essência" para colocá-la a serviço "da ideologia liberal conservadora" à qual os mestres de nossos filhos atribuem todas as perversidades humanas, das pragas do Egito ao terremoto do Nepal, passando por Caim e Jack o Estripador.


Não é por acaso que nosso sistema de ensino se tornou um dos piores do mundo civilizado. Afinal, sua essência é ser campo de treinamento de militantes para os partidos de esquerda. Os dirigentes do sindicato dos professores do ensino particular (e não pensam diferente as lideranças dos professores do ensino público) estão convencidos de serem detentores não do dever de ensinar, mas do direito de doutrinar! E creem que essa vocação política, superior a todas as demais, "essencial à Educação", encontra na sala de aula o espaço natural para seu exercício. Se lhes for suprimida essa tarefa "missionária" e lhes demandarem apenas o ensino da matéria que lhes é atribuída, esses professores entrarão em pane, talvez porque seja isso o que não sabem fazer.


Espero que tão destapada confissão de culpa emitida pelo Sinpro/RS sirva de alerta aos pais e à direção das escolas. Os pais pagam para que seus filhos recebam os conteúdos pedagógicos do estabelecimento de ensino escolhido. Entregar junto com isso, ao preço de coisa boa, mercadoria ideológica estragada, vencida, não solicitada e sem valor comercial, é fraude.

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A favor de experiencia de trabalho precoce para os jovens.Negros e brancos.

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A verdadeira tragédia negra

Muitas das patologias atuais vistas entre muitos negros é uma consequência do estado de bem estar social (welfare state), que tem feito o comportamento auto-destrutivo menos custoso para o indivíduo.

Vigaristas e pessoas com pouco entendimento desejam que acreditemos que os problemas atuais dos negros são o resultado continuado de um legado de escravidão, pobreza e discriminação racial. O fato é que a maioria das patologias sociais vistas nos bairros negros pobres é inteiramente nova na história dos negros.

Hoje a esmagadora maioria das crianças negras são criadas em famílias sob a responsabilidade de uma mãe solteira. Nos anos de 1880, três quartos das famílias negras eram biparentais. Em 1925, 85% das famílias negras, em Nova York, eram formadas por casais. Um estudo das famílias escravas no século XIX descobriu que em três quartos das famílias todas as crianças tinham o mesmo pai e a mesma mãe.

A taxa atual de ilegitimidade para crianças negras de aproximadamente 75% também é inteiramente nova. Em 1940 a ilegitimidade entre negros ficou em 14%. Cresceu para 25% em 1965, quando Daniel Patrick Moynihan escreveu “The Negro Family: The Case for National Action” e foi amplamente denunciado como um racista. Por volta de 1980, a taxa de ilegitimidade entre negros mais que dobrou para 56%, e tem crescido desde então. Tanto durante a escravidão como posteriormente na década de 1920, uma adolescente criando uma criança sem um homem presente era raro entre os negros.

Muitas das patologias atuais vistas entre muitos negros é uma consequência do estado de bem estar social (welfare state), que tem feito o comportamento auto-destrutivo menos custoso para o indivíduo. Ter uma criança sem o benefício do casamento é menos oneroso se a mãe recebe subsídios para moradia, pagamentos da assistência social e programas de alimentação. Adicionalmente, o estigma social associado à maternidade sem casamento desapareceu. Famílias lideradas por mulheres, sejam negras ou brancas, são um tíquete para a dependência e todos os seus problemas associados. Ignorado em todas as discussões é o fato de que a taxa de pobreza entre os casados negros tem estado em um dígito desde 1994.

O desemprego de jovens negros em algumas cidades é superior a 50%. Mas o desemprego do jovem negro também é novo. Em 1948 a taxa de desemprego para adolescentes negros era ligeiramente menor que a de sua contra parte branca – 9,4% comparada a 10,2%. Durante aquele mesmo período, jovens negros eram tão ativos, ou mais, na força de trabalho que os jovens brancos. Desde 1960, ambas, a taxa de participação na força de trabalho e a taxa de desemprego dos jovens negros, caíram para onde elas estão hoje. Por que? Os empregadores discriminam racialmente mais hoje que antes? Os jovens negros de antes eram mais habilidosos que os jovens brancos de então? A resposta a ambas as questões é um grande não.

A lei do salário mínimo e outras regulações trabalhistas cortam os degraus mais baixos da escada econômica. Coloque-se na posição do empregador e pergunte-se: se devo pagar U$7,25 a hora – mais benefícios obrigatórios, tais como Seguro Social e indenização de trabalhadores – compensaria eu empregar um trabalhador que é tão desafortunado que suas habilidades o capacitam a produzir apenas U$5 de valor por hora? Muitos empregadores veem esta posição como uma proposição econômica desvantajosa. Então, a lei do salário mínimo discrimina contra o emprego dos trabalhadores menos qualificados, que são quase sempre jovens, particularmente jovens negros.

A pequena quantidade de dinheiro que um adolescente pode ganhar num emprego de verão, de fim de semana ou depois da escola não é, nem de longe, tão importante quanto as outras coisas que ele ganha de uma experiência de trabalho precoce. Ele adquire habilidades e bons hábitos de trabalho, tais como ser pontual, seguir ordens e respeitar supervisores. Em adição, há o respeito próprio e o orgulho que o jovem conquista por ser financeiramente semi-independente. Todos estes ganhos das experiências de trabalho precoce são importantes para qualquer adolescente e ainda mais importante para os jovens negros. Se adolescentes negros não estão aprendendo nada que fará deles empregados mais valorizados no futuro, eles não aprenderão isto de suas péssimas escolas, suas famílias disfuncionais ou de sua vizinhança tomada pelo crime. Eles devem aprender isto no trabalho.


A maior parte dos problemas atuais de muitos negros são o resultado de políticos e organizações de direitos civis usando o governo em nome de ajudar os negros quando na verdade estão servindo a propósitos de poderosos grupos de interesse.


wwWalter Williams
 é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.

Publicado originalmente no The Patriot Post.
Tradução: Flávio Ghetti

Na nova democracia do politicamente correto não é mais o povo que escolhe o governante, é o governante que escolhe o povo.

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Moralidade e políticas de educação


O objetivo da nova educação não é necessariamente persuadir racionalmente ninguém de nenhum daqueles pontos de vista, mas dissuadir a todos da idéia de que exista a possibilidade de uma arbitragem racional a respeito.

O senso comum a respeito do ensino na sociedade moderna, repetido como dogma indiscutível por ministérios, ONGs, educadores e pais, é o de que a educação de crianças e jovens tem de ser universal. Com isso, todos querem dizer que acreditam existir um núcleo mínimo de valores e conhecimentos que devem ser compartilhados por toda a sociedade e passados de geração a geração através de instituições desenhadas especificamente com esse fim. Essa premissa se funda, por sua vez, numa outra, a de que, sem aquele núcleo mínimo, o tecido social será corroído desde dentro por indivíduos que instaurariam o caos e a desordem.
Ora, quem poderia ser contra essas premissas? 


O que pode haver de ruim em tentar manter um denominador comum de ordem e harmonia na sociedade? E de fazê-lo através, entre outros, do legado às próximas gerações daquilo que as anteriores aprovaram e confirmaram na prática? Como não concordar, por exemplo, que o crime é ruim e deve ser combatido com vigor, que os valores religiosos e familiares são a base para a formação dos valores cívicos, que é preciso respeitar o amadurecimento sexual das crianças em seu devido tempo, e que se deva nutrir, se não o amor pelo saber, ao menos o respeito por quem o conserva? Se esses são valores compartilhados pela grande maioria das pessoas, por que não disseminá-los também a partir da escola?



Mas é impossível o observador atento não perceber que nas últimas décadas caiba justamente à escola, mais que à televisão e à cultura em geral, o papel principal na destruição, nos corações e mentes das novas gerações, de tudo aquilo em que a população adulta acredita. 



Foi a partir de práticas pedagógicas abomináveis que se forjaram a justificação, se não a própria glamorização, do crime como forma de luta contra as “injustiças”, com os corolários óbvios da vitimização do criminoso, da disseminação do consumo de drogas e da subida ao poder do partido mais criminoso da história ou então a destruição dos valores familiares e religiosos e a concomitante relativização dos valores cívicos ou ainda a sexualização acelerada de crianças através de aulas de “educação sexual” em que crianças de 9 e 10 anos são ensinadas a se masturbarem e camisinhas são colocadas nas suas mãos e, contra tudo o que se pudesse esperar de uma instituição de ensino, o total desprezo a qualquer forma de saber e de autoridade, com o concomitante desrespeito, quando não o ódio puro e simples, a seus portadores, acompanhado da elevação de verdadeiras deformidades aos postos de representantes da “alta cultura”.


O que vem dando errado, então? Como pode a instituição que fora projetada para servir de depósito e propagação dos valores compartilhados pela maioria voltar-se contra ela e passar a servir precisamente ao propósito contrário? Como é possível o espaço social construído justamente com o objetivo de preservar a moralidade ser sistematicamente empregado para destruí-la?



É que há pelo menos dois enganos na aceitação passiva daquelas premissas do primeiro parágrafo. O primeiro engano é o de que a elite dirigente e a população em geral têm o mesmo objetivo e que, portanto, as políticas públicas refletirão a vontade da maioria. Não importa se na escola pública ou privada, se no nível superior, secundário ou primário, o que se tem assistido na educação é a uma enxurrada de teses e comportamentos absurdos impostos goela abaixo dos filhos de uma população atordoada que, se entendesse o que está acontecendo e se pudesse intervir, ensinaria o contrário do que as escolas têm feito. 


Legalização de drogas, aborto, feminismo, casamento gay, racialismo e cotas, bolsa-bandido, desarmamento civil, aulas de “educação sexual”, agigantamento do estado, maioridade penal, substituição da religião tradicional por um panteísmo ecológico de quinta categoria – todo o cardápio, enfim, da elite politicamente correta- são temas nos quais a opinião majoritária da população é frontalmente desafiada pelo ensino atual. Em todos esses temas, a opinião da maioria da população é uma, mas invariavelmente o que seus filhos aprenderão na escola é o oposto.



O discurso da classe política, que se reflete integralmente nas faculdades de educação e, portanto, na formação dos professores, é o de que a “sociedade precisa avançar nas questões atuais”. Mas o que isso efetivamente significa na prática é que eles vão, a contragosto da população a quem têm a obrigação de servir, substituir todo o conjunto de valores tradicionais por uma pasta mental incapacitante planejada milimetricamente para deprimir a inteligência. A população rejeita qualquer um desses “avanços”, dando mostras claras disso em qualquer enquete. 


Mas governos e ONGs usam seu poder para impor às novas gerações valores e pensamentos em total discordância com as anteriores. No julgamento dos luminares da classe dirigente, o povo, tal como está, não serve, é muito “conservador” e precisa dos “avanços” ditados pela elite iluminada. Na nova democracia do politicamente correto não é mais o povo que escolhe o governante, é o governante que escolhe o povo.

O segundo engano consiste em acreditar que, se os valores tradicionais e a ordem vigente forem derrubados, reinarão na sociedade o caos e a desordem. Mas o caos não existe. 


E muito menos ainda está nos planos da classe dirigente instaurá-lo. O que temos testemunhado é a meticulosa substituição de um tipo de ordem por outro: em lugar da ordem tradicional, a ordem dos psicopatas e seus seguidores histéricos (http://www.olavodecarvalho.org/semana/131118dc.html). O que dá à população desavisada a impressão de ser um estado de caos é, na verdade, um passo adiantado na transição para a nova ordem.



Pouco importa que para a população adulta os temas e as vontades absurdas das classes dirigentes nos cheguem como propostas a serem debatidas “democraticamente” pela “sociedade civil”, porque, através de toda a rede de ensino e cultura, elas já estão sendo impostas ditatorialmente sobre as novas gerações e implementadas com a precisão de um projeto de engenharia. A nova ordem é gestada desde dentro da antiga. A revolução não precisa de um motor externo, é só fazer a máquina já existente trabalhar para o propósito oposto.



As práticas pedagógicas mais eficazes nesse processo de mutação social são os badalados “socioconstrutivismo” de Lev Vygotsky e a “educação para a crítica” de Henry Giroux, inspirada, entre outros, na “teoria crítica” dos intelectuais da Escola de Frankfurt e na “pedagogia do oprimido” de Paulo Freire, o maior produtor de analfabetos funcionais com diplomas universitários do universo. O slogan é o de que, ao invés de simplesmente expor o conteúdo de uma matéria para que os jovens a absorvam “apenas de modo passivo e monótono”, supostamente agora os faremos refletir “criticamente” acerca das origens e conseqüências sociais, políticas, ideológicas e psicológicas daquele conhecimento novo. 


A “crítica” levaria então à “construção social” do conhecimento na mente do jovem, supostamente com interferência mínima por parte do professor.


Ora, o garoto acabou de receber uma informação pela primeira vez, mal guardou os nomes dos conceitos e fatos e porcamente conseguiu estabelecer as relações requeridas para o correto entendimento do assunto, e já se espera que ele faça uma “abordagem crítica” daquela massa de dados. 



É óbvio que isso é impossível.



E nem é esse o intuito. O que esse estímulo à crítica vazia cria na mente dos alunos é ansiedade e um impulso histérico de debater por debater, de falar do que não entende nem estudou, de não ouvir o contraditório porque “cada um tem sua opinião”, e de agradar o professor e tentar adivinhar qual a opinião dele para terminar logo a aula sem levar nota baixa. É então que se perfaz o verdadeiro objetivo, não declarado mas óbvio, da “pedagogia crítica”: os alunos passam a aceitar passivamente a opinião do professor, ou como um dogma infalível acima de qualquer crítica(!), ou, pelo menos, como uma opinião que deva ser discutida em si, por mais absurda e contrária aos fatos que seja. E a perversão maior é que o aluno ainda sai com a ilusão, forjada pela condução socioconstrutivista da aula, de que é ele quem está pensando.



O resultado todo mundo conhece: seu filho sai da escola sem saber colocar uma crase nem fazer contas com decimais, mas com a plena convicção de que o socialismo é bom...


O objetivo da nova educação não é necessariamente persuadir racionalmente ninguém de nenhum daqueles pontos de vista, mas dissuadir a todos da idéia de que exista a possibilidade de uma arbitragem racional a respeito. 


Afinal, a quem pode interessar criar um ambiente em que se coloca absolutamente tudo em discussão “crítica”, senão àqueles que já sabem de antemão que vão propor o indefensável racionalmente? É impossível não perceber que as tais “críticas” são sempre dirigidas às coisas menos criticáveis. Os alvos de sempre são o capitalismo (nunca o socialismo), os Estados Unidos (nunca a URSS ou a China), a direita (nunca a esquerda), a Igreja Católica e as religiões em geral (nunca o ateísmo organizado), o Estado de Israel (nunca o terrorismo palestino), a família tradicional (nunca o “poliamor”), o tabaco e o álcool (nunca a cocaína e a maconha), a ditadura e as Forças Armadas brasileiras (nunca as cubanas), e por aí vai. Críticas ao melhor, sempre ao pior, nunca.


A meta é acostumar a platéia ao absurdo, legitimar debates entre um ponto de vista razoável e outro quase sempre insano no qual nem mesmo seus defensores acreditam. O que para uma geração é totalmente inconcebível, a seguinte já discute com ares de seriedade socrática. Exagero? Aguarde: discussões sobre pedofilia, zoofilia e casamento entre N pessoas já estão na ordem do dia. A próxima geração vai discutir histericamente essas novas “propostas” e considerar a existência mesma da discussão um enorme “avanço democrático”.



Bella Dodd, uma professora americana, que no livro The School of Darkness (Devin-Adair Pub, 1963) fez uma autocrítica maravilhosa de seus anos de comunismo na juventude, demorou para entender aquilo que, vez após vez, lhe diziam os dirigentes do partido: “Toda derrota é uma vitória.” Sempre que uma elite de psicopatas consegue impor uma discussão séria em torno de uma proposta absurda, esta sair vencedora é o que menos importa, porque o objetivo principal é criar uma militância histérica que finja acreditar nela e manter o adversário ocupado em debater civilizadamente uma proposta cínica. A frase mais repetida pelo establishment esquerdista é: “A sociedade precisa discutir esse tema”.



A ambição dos luminares da “educação universal” era a de produzir milhões de cidadãozinhos bem comportados da nova ordem mundial, um tipo de ser que aceitasse polidamente as discussões políticas mais absurdas ao mesmo tempo em que, pelo menos nas áreas mais técnicas, um mínimo de racionalidade e competência fosse reservado para a manutenção mais ou menos equilibrada da economia. Em suma, a produção de milhões de tucanos. Mas é óbvio que, quando baixa o nível geral de inteligência, é impossível resguardar qualquer domínio que seja. 



O resultado é a pífia qualificação técnica de engenheiros, economistas, administradores, médicos e advogados, comprovada ano após ano nos mais variados testes nacionais e internacionais de conhecimento.
A equiparação do grotesco ao belo dentro do próprio ensino só poderia mesmo produzir essa incapacidade intelectual geral das últimas três gerações. Uma vez iniciado o processo deliberado de estupidificação dos jovens, não há freio que o segure: o mesmo rebaixamento que testemunhei em sala de aula na minha geração, em que se substituía Chico Buarque a Camões, e que nos anos 90 levou a hermenêuticas seríssimas sobre as letras das músicas de Gabriel Pensador, culminou, nos últimos anos, com enxurradas de teses universitárias sobre o Racionais MC e funkeiros de todo tipo.


Fundo do poço? E se tiver gente cavando mais fundo? Max Horkheimer, diretor da Escola de Frankfurt por décadas e seu principal teórico, rejeitou a inclusão de um novo associado baseado em que lhe faltava “o olhar aguçado pelo ódio a tudo o que está no lugar” (Rolf Wiggershaus, A escola de Frankfurt. História, desenvolvimento teórico, significação política. DIFEL, 2002). A cultura moderna é uma declaração de guerra permanente contra “tudo que está no lugar”, é uma aposta insana de que sexo, drogas e rock’n’roll redimirão o mundo e que o “mundo melhor” virá pelas mãos das piores pessoas.



Não espanta que, com o imaginário construído pela educação e pela cultura modernas, e não suportando o peso da responsabilidade pessoal pela condução de suas próprias vidas, milhões de pessoas permaneçam décadas a fio naquele estado de adolescência eterna onde até mesmo os protestos aos quais recorrem “contra o sistema” são postiços porque os canais de rebeldia estão todos instrumentalizados pela classe dirigente.



O único conselho que se pode dar é aquele do Pe. Paulo Ricardo quando perguntado sobre o que a Igreja esperava dos jovens de hoje: “Que se tornem adultos”!

Raphael De Paola
é Doutor em Teoria Quântica de Campos e leciona no Departamento de Física da PUC.
Artigo apresentado para a Campanha Pela Moralidade, do Clube Militar.