domingo, 14 de junho de 2015

Você precisa saber o que realmente aconteceu na Irlanda



Michael Brown
Quase nunca faço isso, mas senti que era muito importante compartilhar uma carta com vocês de modo que o mundo inteiro entenda o que realmente aconteceu na Irlanda quando esse país predominantemente católico votou de forma decisiva para redefinir o casamento.
Depois da votação, postei isto no Facebook:
O que dá para aprendermos com a votação para redefinir o casamento na Irlanda, um país tradicionalmente católico?
1) A religião “cristã” tradicional não tem força para deter o rolo compressor do ativismo gay. Só uma fé viva e vibrante terá a energia, o compromisso e a intensidade para permanecer firme.
2) Os escândalos sexuais na Igreja Católica na década de 1990 roubaram a Igreja Católica de sua autoridade moral. Como é que a Igreja Católica conseguirá falar à sociedade sobre moralidade sexual quando ela em grande parte já se desqualificou?  Escândalos desse tipo levam um longo tempo para esquecer, e aqui nos Estados Unidos, estamos infestados de escândalos evangélicos também, envolvendo alguns de nossos líderes famosos. Na medida que somos considerados hipócritas, na mesma medida temos falta de autoridade moral.
3) A Irlanda não estava pronta para a enorme enxurrada de financiamento de ativistas gays dos Estados Unidos. Lamentavelmente, desde o presidente Obama até americanos em cargos menos importantes, os Estados Unidos estão sendo uma força agressiva para normalizar a homossexualidade, e sem o financiamento e inspiração dos americanos, é de duvidar que a Irlanda teria votado com tanta força para aprovar uma mudança tão radical.
O que aconteceu na Irlanda deveria ser um alerta, para despertar as igrejas no mundo inteiro.
Em resposta à minha postagem, uma mulher que apoia nosso ministério e vive na Irlanda me escreveu, preocupada que eu estava insinuando que os crentes na Irlanda “não haviam se esforçado o suficiente para levar o Evangelho ao mundo.” (A verdade é que foi o contrário: eu queria que as pessoas entendessem a oposição que eles enfrentaram.)
Ela continuou: “Permita-me lhe contar mais sobre o que realmente aconteceu aqui…”
O que ela escreveu é tão importante, dando apoio detalhado ao que eu havia lido em outro lugar, que eu quis divulgar da melhor forma possível. Houve pressões fora do normal contra os que defendiam o casamento na Irlanda, e a votação mal reflete uma real imparcialidade e conhecimento.
Ela escreveu: “Sou uma cidadã irlandesa que votou e fez campanha pelo voto NÃO [contra o ‘casamento’ gay]. Para quem acha que fomos negligentes com relação ao Evangelho ou de qualquer outro modo, permita-me lhe dizer algumas das dificuldades que enfrentamos… 
“Essa notícia é devastadora para os 37,9 por cento de nós que votaram NÃO, muitos de nós cristãos que nasceram de novo. Nós nos esforçamos muito para impedir isso, mas estávamos enfrentando todos os partidos políticos e milhões de dólares que os EUA estavam despejando na campanha pelo SIM. Só o bilionário americano Chuck Feeney contribuiu mais de 24 milhões de dólares. Todas as organizações de ‘direitos civis’ apoiaram o voto SIM. Quando cartazes da campanha do voto NÃO foram postados em Dublin e outros lugares, sofreram vandalismo. Supostamente, os meios de comunicação públicos têm de permitir uma cobertura igual, meio a meio, para cada lado de uma questão constitucional. Mas esses meios de comunicação descaradamente ignoraram isso. A força policial pública foi convocada para apoiar o voto SIM e inscrever estudantes universitários para votar, e eles distribuíram crachás do SIM para cada estudante enquanto faziam isso. E essas coisas são apenas parte de tudo o que aconteceu. A pressão foi incessante e inacreditável. Até a cédula de votação estava tendenciosa. Havíamos argumentando que o termo ‘igualdade de casamento’ era tendencioso, mas esse termo foi colocado na cédula de votação.”
“Enquanto isso, os cristãos jejuaram e oraram. Fizemos distribuição de folhetos. Fizemos uso da mídia social para expressar nossas preocupações. Mas tudo isso foi num nível muito básico. Só o Instituto Iona defendeu o voto NÃO. Só três deputados em nosso parlamento defenderam o voto NÃO. Existe alguma nação na terra que sobreviveria a tal ataque violento? Estou realmente surpresa que o voto contra chegou a 37,9 por cento depois do que vi.”
“Quanto ao Evangelho, será que algum de nós pode realmente fazer o ‘suficiente’? Não importa quanto façamos, sempre desejaremos que tivéssemos feito mais? Mas temos Deus do nosso lado. Creio que Ele permitiu que isso acontecesse por Seus motivos. Mas teremos a vitória final.”
Lamentavelmente, as táticas tentadas e reais de bullying, intimidação, bombardeio midiático, ativismo agressivo e financiamento em massa vindo dos Estados Unidos ganharam outra vitória para a revolução homossexual.
Mas essa cristã irlandesa está absolutamente certa: Teremos a vitória final (não sobre os gays, mas no Senhor), que é um dos principais pontos que faço no meu livro mais recente, que será lançado em setembro, “Outlasting the Gay Revolution: Where Homosexual Activism Is Really Going and How to Turn the Tide” (Sobrevivendo à Revolução Gay: Aonde o Ativismo Homossexual Está Indo e Como Mudar as Coisas).
No entanto, neste exato momento, os crentes na Irlanda precisam de nossas orações, nosso encorajamento e nossa solidariedade. Essa é parte de uma guerra total contra o Evangelho.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Charisma News: You Need to Know What Really Happened in Ireland
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Franklin Graham pede boicote contra empresas pró-homossexualismo


Jennifer LeClaire
Boicotes cristãos moveram montanhas no passado. Mas alguns crentes são decididamente contra eles.
O dinheiro fala. Que mensagem estamos enviando?
O evangelista Franklin Graham não está muito preocupado com o que as pessoas pensam. Ele só está preocupado com o que Deus pensa.
Quanto a Graham, ele não mais fará negócios com empresas pró-homossexualismo e ele está sugerindo que você siga o exemplo dele.
“Você já parou para se perguntar: ‘Como é que podemos combater a onda de decadência moral que as grandes empresas, os meios de comunicação e o movimento homossexual estão nos enfiando goela abaixo?’” Graham escreveu no Facebook.
“Todo dia está acontecendo alguma coisa! A empresa Tiffany’s lançou anúncios comerciais de anéis de casamento para duplas gays. O banco Wells Fargo está usando uma dupla de mesmo sexo em seus anúncios comerciais. E há mais coisas acontecendo. Mas comecei a entender que não temos a obrigação de fazer negócios com eles.”
Graham revelou que a Associação Evangelística Billy Graham está mudando suas contas do Wells Fargo para outro banco. Ele também não mais fará compras na Tiffany’s.
“Esse é outro modo que nós como cristãos podemos expressar nossas opiniões — temos o poder da escolha,” Graham diz. “Vamos parar de fazer negócios com aqueles que promovem o pecado e têm posturas contra as leis do Deus Todo-poderoso e Seus padrões. Talvez se um número suficiente de nós fizermos isso, eles darão atenção a nós.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Franklin Graham Urges Boycott on Pro-Gay Companies
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Turquia convoca de volta seu embaixador no Brasil depois que Senado brasileiro aprovou lei reconhecendo o genocídio turco contra os armênios


Julio Severo
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia disse na segunda-feira que convocou de volta seu embaixador no Brasil para consultas, depois que o Senado do Brasil aprovou uma lei que reconhece como genocídio o massacre de cristãos armênios 100 anos atrás, embora a declaração brasileira se abstivesse totalmente de condenar a Turquia em termos fortes, limitando-se a termos como “solidariedade” aos armênios. Mesmo assim, o governo turco não gostou.
Presidente turco Recep Tayyip Erdogan
O governo da Turquia também intimou o embaixador do Brasil na Turquia a prestar esclarecimentos sobre o assunto.
Centenas de milhares de cristãos armênios foram massacrados por turcos muçulmanos 100 anos atrás, mas o governo turco rejeita qualquer declaração ou lei de outros países que ouse classificar essa mortandade como genocídio.
“Vemos a decisão do Senado brasileiro que distorce a realidade como irresponsável e a condenamos,” disse o Ministério das Relações Exteriores da Turquia.
O Senado aprovou voto de solidariedade ao povo armênio. “Ao aprovar requerimento dos senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e José Serra (PSDB-SP), o Senado presta homenagem às vítimas e reconhece a contribuição para a formação econômica, social e cultural do Brasil de milhares de brasileiros descendentes de refugiados,” informou a Agência Senado.
No mês de abril, a Armênia relembrou os 100 anos de genocídio contra sua população cristã. Por conta da cara feia do governo turco, a vasta maioria dos países não quis enviar um representante para a cerimônia de recordação. Os dois únicos líderes internacionais que compareceram e prestaram homenagem às vítimas cristãs foram Vladimir Putin, presidente da Rússia e François Hollande, presidente da França.
Na ocasião, o presidente da Armênia, Serge Sargsian disse: “A negação do genocídio contém elementos de uma nova onda de ódio nacional e está acompanhado em muitas ocasiões de intolerância e justificativa dos genocídios cometidos”, afirmou Sargsian.
Sargsian afirmou que os armênios têm a obrigação moral, mas também o direito de lembrar da morte de 1,5 milhão de pessoas, o sofrimento de outras centenas de milhares nas deportações e o extermínio do legado material e espiritual acumulado durante milênios.
Os muçulmanos parecem gozar de regalias e imunidades que nenhum outro país goza. Se o Brasil ou outro pais reconhecesse oficialmente em lei o Holocausto nazista contra os judeus e a Alemanha convocasse de volta seu embaixador, tal atitude da Alemanha seria condenada por muitos.
Mas quando é a Turquia que faz cara feia por não gostar de ser lembrada de seus crimes do passado, todos respeitam e silenciam diante das respostas islâmicas turcas. É como se todo o sangue cristão derramado por mãos turcas nada significasse. Até mesmo o Papa Francisco, em visita à Turquia, disse que “é errado igualar islamismo com violência.” Pelo visto, seria mais errado ainda usar a Turquia como exemplo da violência islâmica.
A Turquia não só nunca se arrependeu de seu islamismo violento, mas também tem investido em esforços para expandi-lo na América Latina, e também nos EUA.
Neste ano, Turquia e EUA assinaram acordo para treinar os rebeldes sírios que estão estuprando, torturando e matando uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo na Síria. É um dos genocídios anticristãos mais vergonhosos da atualidade, com a chancela do governo dos EUA.
Com informações da Reuters.
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Comemorar o quê? Lei de Inclusão inclui tudo, inclusive “direitos sexuais e reprodutivos"


Julio Severo
Romário, que antes era jogador de futebol e hoje é senador, comemorou nesta semana a aprovação no Senado da Lei de Inclusão, que beneficia os deficientes físicos. A aprovação envolveu grande esforço dele como senador.
Magno Malta e Romário
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e Apoio à Vida, presidida pelo senador Magno Malta, também comemorou. Afinal, é justo e correto comemorar ajuda aos deficientes.
Eu também comemoro os aspectos positivos da lei. Mas ao examiná-la hoje, no próprio site do Romário, constatei que por baixo de um verniz aparentemente bom e “pró-vida,” a lei inclui aspectos pró-aborto, inclusive o seguinte parágrafo:
Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:
II – exercer direitos sexuais e reprodutivos.
Para o grande público, essa linguagem ideológica profissional tem pouco significado. Mas “direitos sexuais e reprodutivos” é um antigo jargão do movimento pró-aborto que significa que as pessoas têm, legalmente, direitos ao homossexualismo e ao aborto.
E se o direito ao homossexualismo e ao aborto não for reconhecido por instituições e pessoas da sociedade, haverá punição, conforme a Lei de Inclusão, que diz:
Art. 7º É dever de todos comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou violação aos direitos da pessoa com deficiência.
Parágrafo único. Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que caracterizem as violações previstas nesta lei, devem remeter peças ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Mais adiante, a lei sacraliza, usando a deficiência como cavalo-de-Troia, os termo de propaganda ideológica “identidade de gênero e orientação sexual,” que significa homossexualismo, homossexualismo e mais homossexualismo. A lei diz:
§ 4º As ações e os serviços de saúde pública destinados à pessoa com deficiência devem assegurar:
VI – respeito à especificidade e à identidade de gênero e orientação sexual da pessoa com deficiência.
E finaliza, nessa questão, repetindo a ênfase encoberta do aborto:
VII – atenção sexual e reprodutiva, incluindo o direito à fertilização assistida.
No jargão de controle populacional, questões reprodutivas sempre incluem aborto. A fertilização assistida também é uma questão amplamente rejeitada pelos movimentos pró-vida, por atentar contra a vida.
Não é de hoje que o movimento pró-aborto introduz sua agenda em leis sobre deficientes. Em 2012, publiquei o artigo “Especialistas dos EUA Testificam sobre Perigos de Tratado de Deficiências,” que trata exatamente desse perigo, que se concretizou na Lei de Inclusão.
A pergunta que faço, como ativista pró-vida, é como uma lei supostamente para beneficiar deficientes físicos também beneficia a agenda de homossexualismo, aborto e reprodução assistida e é louvada por uma frente supostamente pró-vida e pró-família?
A Lei de Inclusão é criatura do PT e seu autor é o senador petista Paulo Paim. Foi lançada originalmente em 2003. Mais tarde, foi modificada por um senador do PSDB. Mesmo assim, o veneno pró-aborto e pró-homossexualismo permaneceu.
O petista Paim é o ativista que estava determinado a aprovar o PLC 122, mas fracassou. Aparentemente, ele espera compensar o fracasso embutindo questões de aborto e homossexualismo em leis de deficientes.
Romário, que já declarou que é a favor do “casamento” homossexual, é do PSB, Partido Socialista Brasileiro. Evidentemente, ele é livre para defender esse tipo de casamento fajuto. Ele também é livre para promover ideias socialistas.
Contudo, o que ele está fazendo na vice-presidência da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e Apoio à Vida? Por seu engajamento num partido socialista, sua presença estaria mais apropriada numa Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos.
Não fica bem Romário numa frente pró-vida assim como não fica bem uma frente pró-vida louvá-lo.
Magno Malta precisa rever seu entendimento de luta pró-vida, ou mudar o nome de sua frente para algo que não comprometa a luta e os valores pró-vida.
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Doyle cita Celina Leão como um dos que aprovam projetos tentando obter vantagens



Sem citar outros nomes, por falta de provas, segundo ele, Doyle conta que o próprio governador já relatou histórias de deputados que pediam benefícios
Depois de dizer que a pressão dos deputados distritais e a velha prática de “toma lá, dá cá” foram a gota d’água para sua saída do governo, Hélio Doyle citou a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), como um dos que aprovam projetos tentando obter vantagens em troca.



 “São vários deputados, principalmente aquela que comanda”, citou, mencionando que esta “não é uma atitude que honra o Poder Legislativo”.



Sem citar outros nomes, por falta de provas, segundo ele, Doyle conta que o próprio governador já relatou  histórias  de deputados que pediam benefícios indevidos. “Não é a maioria, mas é um grupo forte dentro da Câmara, que acaba travando as decisões”, explicou.


O nome de Celina, ele argumenta, foi citado porque ela é a responsável pelo Legislativo. “Ela deveria estar coibindo esse tipo de ação da Câmara, mas, em vez disso, ela é participante desse tipo de ação”, provocou. “Então, o único nome que eu poderia citar é o dela, como presidente, por deixar que isso aconteça, por sentar em cima de projetos e por criar constrangimentos com o governo”, completou.



Para ele, o rompimento de Celina com a base do governo foi “falso” e “midiático”. “O objetivo é o de chantagear o governo a fazer o que ela quer. Acho que o governo não deve aceitar isso”, indicou.



 Sobre a possibilidade de ir à Câmara Legislativa explicar as acusações de que deputados pediria vantagens em troca de apoio na Casa, Doyle disse que ainda não sabe se responderá ao convite. “A Câmara gosta de blefar. É difícil para alguns deputados sustentarem uma discussão qualificada. Quando eles convidarem, eu digo se aceito ou não o convite”, observou.



“Ele é um irresponsável”
Confrontada com as acusações do ex-secretário, Celina Leão disse que jamais despachara “com esse cidadão”. Classificou como “um ato de besteira” as acusações e frisou que “ele está fragilizado”.


“O comportamento dele mostra que ele não estava à altura do cargo. Ele é um irresponsável”, cravou, para citar as pessoas que trabalham com ele e são do governo do PT. “Ele foi desmascarado”, destacou ela, quando disse que os petistas remanescentes do governo Agnelo estavam escondidos na Casa Civil.
 A manutenção deles nos cargos, disse Doyle, depende do novo secretário. “Se eu fosse ele, manteria”, aconselhou o ex-chefe da Casa Civil.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília



Comentários

jr
1 dia atrás
Espero que o novo secretario não de mole para eles. Essa briga por causa dos cargos que Doyle não deu. logico o ele e um homem honesto e de coragem.
2 Gostei0 Não gostei
RUI TEIXEIRA
2 dias atrás
VAMOS FAZER UM MOVIMENTO PRA FECHAR ESSA CASA DE MALFEITORES,ISSO SÓ DA PREJUIZO PRA NOS CONTRIBUITES.
11 Gostei0 Não gostei
Cerodio
2 dias atrás
Que tal um plebiscito para população dizer se quer ou não a existência da Câmara Legislativa? Está lançado o desafio! Será que algum deputado vai apoiar essa idéia? Não se dizem tão democráticos? Então por que não apoiam o plebiscito? Brasília ia muito bem, obrigado, durante quase 30 anos sem essa tal de Câmara Legislativa. Chamada falaciosamente de Casa do Povo. Essa conversinha não cola mais. Sabemos muito bem a serviço de quem essa casa está!
9 Gostei0 Não gostei
zkp16
2 dias atrás
Semana trazada o Alexandre Garcia no DFTV disse uma grande verdade e concordo plenamente, Brasilia era bem melhor antes de haver essa tal CLDF.
21 Gostei1 Não gostei
Marta
2 dias atrás
Essa deputada nunca me enganou, cria do Roriz é isso mesmo... Carinha de boa moça, capa apenas.
20 Gostei1 Não gostei

O Governo os abandonou e por essa razão nosos filhos vão ser assasinados, nossas filhas estupradas?

Maioria dos menores infratores estão nas ruas, sem amparo

Não há efetivo para acompanhar quatro mil que cumprem medida socioeducativa longe da internação

jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br


Aos 17 anos, Alan (nome fictício) tem passagens pela Delegacia da Criança e do Adolescente por roubo, furto, invasão de domicílio, lesão corporal e tentativa de latrocínio.


Por três vezes, foi interno do Sistema Socioeducativo – em uma delas, no antigo Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje). Apesar disso, 38 dias foi o máximo que ficou internado, revela. Ele deveria ser acompanhado para não voltar ao crime, mas não é o que acontece.


Hoje, mais de cinco mil adolescentes cumprem medidas socioeducativas no DF. Destes, pouco mais de mil estão em restrição total ou parcial de liberdade. A maioria, 4,6 mil, deveria ser assistida em liberdade, como Alan, mas a Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude admite falhas e planeja convênios para sanar o déficit de profissionais, que ultrapassa 700.



liberdade assistida
“Deveria haver o acompanhamento do adolescente   porque, quando ele é liberado da medida socioeducativa, precisa ficar em liberdade assistida com  acompanhamento”, explica Jane Klébia, a titular da pasta. No entanto, admite que “hoje não há como fazer isso” justamente pela falta de profissionais.


De acordo com a secretária da Criança, o déficit de 720 servidores se reflete na atividade diária. “Sem funcionário, todo o processo é comprometido”, mas há um concurso previsto para contratação de 200 em caráter imediato e de mil para cadastro reserva. A expectativa é que o concurso seja realizado até o fim do ano, uma vez incluído na Lei Orçamentária.


A intenção agora é publicar um edital para que instituições ligadas a crianças e adolescentes ajudem a acompanhar com convênios. “A gente quer que todo adolescente que acabou de cumprir a medida seja acompanhado fora das unidades para que tenhamos controle da reincidência”, ressalta. No ano passado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que, no Brasil, a reincidência alcança um índice de 54%. No Centro-Oeste isso chega a 75%.


Para Jane Klébia, a “notória reincidência acontece logo nos primeiros dias” após a liberdade e, “se não tiverem um acompanhamento, vão voltar à mesma comunidade, aos mesmos amigos, às mesmas práticas e  ficar tentados a reincidir”.


Fora da escola, imerso na criminalidade
Alan, que apareceu no início da reportagem, é magro, negro, deve ter seus 1,80 metro de altura, conversa encarando fixamente e sabe de cor os artigos das infrações cometidas. Diz viver entre o Buraco do Rato, apelido dado aos estacionamentos subterrâneos do Setor Comercial Sul, e o P Norte, em Ceilândia, onde mora a família.



Com camisa da Seleção Brasileira, blusa de frio  e boné com alusão aos Estados Unidos, não larga o isqueiro da mão direita e um celular da esquerda, que usa para falar com a mãe. “Todo dia ela pede para eu voltar”, confessa. Diz que não pode, mas, com insistência, admite: “Não quero voltar para casa”.


Aos 12 anos, fez o primeiro roubo. “Era para conseguir comprar droga”, conta. Na época, era solvente de tinta e cola. Hoje, são pedras de crack. Alan  não estuda mais. Avisa que parou neste ano, em pleno 5ª ano do Ensino Fundamental, assim como 82% dos internos no Distrito Federal. Em fevereiro, atingirá a  maioridade e sabe: “Tudo vai ser diferente”.



O garoto tem semelhanças e diferenças com o perfil do menor infrator no Brasil e no DF. Menino, negro, pobre, largou os estudos e a família, mas entrou no mundo do crime bem antes que a maioria: Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, apenas 9% dos internos no País iniciaram na infância.


GDF é contra a redução da maioridade penal
Apesar de casos de apreensões de menores terem crescido mais de 60% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014, a secretária de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude é contra a redução da maioridade penal.


Para Jane Klébia, colocar um ser humano em formação na cadeia com bandidos formados é fomentar a escola do crime.


“A discussão não passa pelo entendimento do caráter ilícito da conduta dele. É um ser que está em formação e precisa ter uma medida diferenciada”, explica Jane. Para ela, quando o jovem sair, estará pronto para praticar crimes mais graves. “Diminuir a idade penal e encarcerar não diminui o problema”, acredita. Mesmo assim, propõe mudanças no sistema.

Após a desativação do Caje, a titular da pasta afirma que “a mudança estrutural em termos de acomodação é clara”, passando de uma para sete unidades de internação socioeducativas. Hoje, diz, há uma melhora qualitativa na acomodação dos adolescentes e a possibilidade de desenvolver um trabalho de ressocialização.


PROFISSIONALIZAÇÃO 
Segundo a secretária Jane Klébia, em regra, o adolescente que comete um ato infracional já rompeu com vários vínculos, inclusive com a educação. “Eu preciso criar condições para que ele retorne e, quando cumprir a medida, permaneça na escola e conclua os estudos”, avalia. Depois do acompanhamento e da educação, “é preciso criar condições para que o menor caminhe sozinho”.


Cursos profissionalizantes são buscados pela pasta, diz Jane, para que o adolescente use a condição de jovem em formação para iniciar essa etapa e continue quando sair da unidade de internação. Ela acrescenta que há perspectivas para que se oportunize a entrada no mercado de trabalho.


Menor aprendiz
“Hoje, o governo do DF dá esse exemplo. Elaboramos um decreto que cria condição para que todas as repartições públicas recebam ex-detentos na condição de menor aprendiz”, garante a secretária.


“O que temos hoje ainda é pouco. Eu não diria que está longe do ideal porque, se compararmos com outros estados, pelo menos em estrutura física, estamos bem perto do que determina o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase)”, afirma Jane.


Longe do que o ECA prevê
O presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da OAB-DF, Herbert Alencar Cunha, entende que muito se melhorou desde a desativação do Caje, mas “ainda estamos em uma situação bastante longe ao que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê”.



“Temos que ter uma penalidade com aspecto de escola, onde adolescentes envolvidos em atos infracionais passem por aprendizado, ressocialização, estudo, aprendam uma profissão e estejam inseridos no contexto que o ECA prevê”, observa. No entanto, afirma faltar pessoal capacitado, treinado e acompanhamento social.



Ele acredita que o ECA é um instrumento moderno capaz de mudar a realidade, bastando a aplicação da lei. “O Estado é negligente em relação aos direitos fundamentais da criança e do adolescente. Temos uma situação que se agrava a cada dia”, finaliza.



Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Mapeamento mostra a urgência de preservar recurso para evitar desabastecimento

Conforme o Conselho de Recursos Hídricos, vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, o enquadramento se divide em quatro classes, sendo 1 e 2 para rios ótimos e bons, respectivamente, e 3 e 4 para cursos ruins e péssimos

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br



Na bacia hidrográfica do Distrito Federal, há dez grandes pontos gravemente comprometidos pela poluição.



Considerando a velocidade de crescimento da população em áreas urbanas e rurais, especialistas apontam que este é um sinal de que medidas precisam ser tomadas agora para evitar um caos hídrico da mesma proporção  sofrida recentemente por São Paulo.



A primeira resposta do GDF para esta questão é o programa de Enquadramento dos Cursos d'Água, cujo objetivo é recuperar e preservar os rios brasilienses. “Olhando a médio e longo prazos, a gente tem que começar ações importantes, porque a população de Brasília cresce numa velocidade muito grande. São de 50 mil a 60 mil habitantes a mais ao ano.



E, portanto, precisamos produzir, cuidar e disponibilizar a água para essa população que está crescendo”, explicou o secretário de Meio Ambiente, André Lima.



Conforme o Conselho de Recursos Hídricos, vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, o enquadramento se divide em quatro classes, sendo 1 e 2 para rios ótimos e bons, respectivamente, e 3 e 4 para cursos ruins e péssimos. Existe   a categoria especial para trechos de extrema qualidade da água.


Segundo o levantamento inicial do conselho, encontram-se no nível 3 os rios    São Bartolomeu, Sobradinho, Paranoá, Santo Antônio da Papuda, Alagado, Ponte Alta, Serra Olho d´Água, Descoberto. Em situação crítica, na classe 4, estão Vargem da Benção e Melchior.



Meta
De acordo com o secretário, o enquadramento prevê que todos os rios estejam pelo menos no nível 2 até 2030. Para tanto, o governo está elaborando um plano de metas para 2020 e 2025. “É preciso cuidar da qualidade de esgoto, da drenagem, das matas ciliares”, apontou Lima.



Um passo fundamental, ainda para 2015, é a criação da base hidrográfica comum do DF. Hoje, Brasília tem sete bases hidrográficas mapeadas, divididas entre Paranoá, Descoberto, São Bartolomeu, São Marcos, Corumbá, Rio Preto e Rio Maranhão. Cada órgão público trabalha com uma base distinta, o que acarreta   diversos entraves nas discussões para licenciamentos e ações de proteção.



“O ponto-chave é a gente unificar. Até o final do ano, a gente já vai ter esse mapa impresso para disponibilizá-lo   para a população e para os gestores públicos”, contou o subsecretário de Água e Clima, Sérgio Augusto Ribeiro.



Barragens
Além dos rios, o governo   irá trabalhar em projetos para a recuperação de mananciais na região da barragem do Descoberto e do São Bartolomeu. Nesse sentido, a pasta do Meio Ambiente tem como metas o cadastramento ambiental rural, o desenvolvimento do controle e a identificação de todas as nascentes e cursos d'água. De posse destes dados, a secretaria planeja ações para a recuperação das matas ciliares e, com isso, resguardar o potencial de produção de água.



Proteção de mananciais
Para o secretário de Meio Ambiente, André Lima, a recuperação da barragem do Descoberto é estratégica, pois  abastece 65% da população. Segundo o titular da pasta, o GDF deverá se espelhar em  ações bem-sucedidas pelo País. “O nosso desafio é garantir a qualidade da água. Cuidando das áreas de proteção de mananciais, das nascentes, dos reservatórios, contendo o crescimento desenfreado da cidade, tratando o esgoto”, enumerou.


O projeto envolverá parcerias com diversos órgãos do GDF. A lista inclui as pastas de Agricultura, Trabalho, Infraestrutura e Obras e a Caesb. “Precisamos  otimizar os esforços, reduzir custos, porque hoje a crise financeira não nos permite fazer diferente”, explicou Lima.



O projeto irá contemplar os produtores rurais. “Envolve o plantio de árvores. Para isso, tem que criar toda uma cadeia produtiva, que vai de sementes, mudas, plantio  à manutenção e ao cuidado com essas plantas”, detalhou. 


“Risco real”
Especialistas em água consideram que, a médio prazo, existe o risco real de um severo “estresse hídrico” no DF. Segundo o professor especialista em sustentabilidade e recursos hídricos da UnB  Henrique Marinho Leite Chaves, hoje, a oferta dos mananciais beira os 12 mil litros por segundo, enquanto a demanda da população chegou a 11 mil litros por segundo. Caso o governo não intensifique as ações de conservação e racionalização do uso da água, a população poderá sofrer uma crise de abastecimento daqui a cinco ou dez anos.


“O problema do DF é a ocupação irregular em áreas vizinhas aos parques ambientais e dentro de áreas de proteção. Tudo isso graças às políticas populistas de governos   que toleraram a situação”, aponta Henrique. Nas palavras do professor, exemplos claros de grilagem podem ser vistos em condomínios do Jardim Botânico, Sobradinho e Planaltina.


De acordo com o especialista, grande parte do abastecimento do DF vem de rios de cabeceira com baixa vazão de água. Por isso, a ocupação desordenada sem tratamento de esgoto e a falta de medidas para prevenir erosões e demais danos causam efeitos   devastadores na qualidade da água.


Outro ponto fundamental é a preservação dos pontos de recarga. “Tínhamos três pontos no Gama. Mas um teve que ser desativado por causa da ocupação irregular”, completou. Sem essa preservação, os mananciais ficam ainda mais vulneráveis à poluição.  “É a diferença de se jogar uma colher de terra em um copo de água e em um recipiente de dez litros. É claro que os dez litros terão mais capacidade de diluir a terra. E, na   seca, a diminuição da recarga fica mais preocupante”, explicou.


Ocupação irregular preocupa
O professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UnB  Sérgio Koide  alerta para o crescente parcelamento de áreas na região do Descoberto. “Temos de evitar que o Descoberto vire um Vicente Pires”, alertou. Paralelamente ao problema, o especialista   observa um crescente uso de agrotóxicos.


Koide considera que é preciso cuidado especial com os novos projetos   para ampliar a oferta de água, a exemplo do estudo de captação no Lago Paranoá. Os cuidados não se limitam ao lago, mas também ao sistema de mananciais que o abastece. Por exemplo, o curso d’água do Riacho Fundo  está   comprometido por poluição de diversas formas, como os detritos de lava jatos.


Da perspectiva dos especialistas da UnB, por enquanto, as ações do atual governo estão no caminho correto.   A grande questão será como o GDF irá lidar com a  pressão  dos grupos favoráveis à ocupação desordenada, que frequentemente buscam a regularização   de  obras irregulares sem as devidas compensações ambientais. “O governo não pode ceder mais. Se o camarada comprou um lote irregular, a responsabilidade é dele. Deve ser igual ao caso de quem compra carro roubado”, afirmou o professor Henrique Marinho Leite Chaves.


Versão oficial
“Nossa cidade será referência no uso adequado e múltiplo das águas”, afirmou o governador Rodrigo Rollemberg. O DF vai sediar o 8º Fórum Mundial das Águas em 2018. “Nós queremos aproveitar o evento mais importante do mundo relativo às águas para criar uma mobilização de crianças e jovens para mudar a cultura em relação ao recurso”, declarou.


Além da consciência para evitar o desperdício, o governador espera que a preservação das nascentes e recuperação das áreas de preservação permanente se tornem parte do pensamento coletivo. “Para termos uma compreensão de que a água é um bem que se confunde com a própria vida”, concluiu.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

O Oscar de ator mais ridículo do ano vai para......

2/06/2015 às 19:15 \ Direto ao Ponto

O companheiro Mamberti precisou de 1 minuto na 

chanchada do PT para levar o Oscar de ator mais

ridículo do ano


Aos 17 segundos do vídeo, o ator Sérgio Mamberti, escalado para uma ponta na chanchada do PT, resolveu animar a seita insone com as intermináveis rajadas de água disparadas pela Operação Lava Jato. E desandou no palavrório em dilmês reproduzido a seguir sem correções nem retoques:


“Nós temos que despertar essa militância e não a gente vê essa… essa…essa… essa… esses… essas convocações que foram feitas aí pra essas… pra essas manifestações, esse convescote de rico aí na….na Paulista… entendeu?… que nos deixaram… é uma vergonha que a Paulista esteja sendo ocupada dessa maneira. Quedê os black blocs? Onde é que foram pará os black blocs? Entendeu? Gente, nós temos que reagi, e a forma de reagi … eu… eu não me conformei de vê o companheiro, o nosso… o nosso companheiro tesoureiro Vaccari humilhado da maneira… eu me senti humilhado como ele. Nós não podemos aceitá isso, gente. Não podemos”.



Em menos de 1 minuto, Mamberti ─ pendurado desde 2003 no cabide de empregos do Ministério da Cultura ─ condenou à morte a liberdade de expressão, anexou a Avenida Paulista ao Instituto Lula, chorou o sumiço dos black blocs, descobriu que os milhões de manifestantes são todos ricos, atirou no xerife pelas costas e consolou os companheiros bandidos com uma declaração de amor irrevogável. 


Tudo somado, mostrou à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que a noite do Oscar só será completa quando incluir a categoria a que pertence o companheiro que ama arruaceiros homicidas.


Se o prêmio existisse, Mamberti poderia festejar desde já a conquista da estatueta reservada ao coadjuvante mais ridículo do ano.

No mesmo saco`, por Eliane Cantanhêde


 O Estado de São Paulo

Sempre pode mudar, mas, neste momento, os rumos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Vana Rousseff apontam em direções opostas. Lula entrou no alvo e afunda em suspeitas; Dilma parece sair da fase mais aguda da crise - apesar de tudo...
O PT e Dilma têm comido o pão que o diabo amassou e eles próprios assaram em fogo alto. O partido queima sua imagem em mensalões e petrolões e Dilma torra definitivamente a imagem de “gerentona” com o não crescimento, a inflação e os juros escorchantes e o desemprego aumentando. Até aqui, porém, Lula era coadjuvante da crise, até mesmo como alvo das manifestações. Agora, passou a protagonista.
Primeiro, a informação de que o já famoso delator Paulo Roberto Costa voou a Brasília especificamente para papear com o então presidente Lula, no Palácio do Planalto, num encontro listado pela própria Petrobrás entre as “viagens Pasadena”. E a dias da formalização desse mico de grandes proporções.
Depois, a descoberta de que a Camargo Corrêa, envolvida até a tampa na Lava Jato, despejou R$ 3 milhões no Instituto Lula, sem falar outros trocados doados simultaneamente ao partido. A isso somem-se as viagens de Lula, sobretudo para a África, a bordo de jatos de grandes empreiteiras.
Aliás, não ajuda Lula em nada o Itamaraty produzir um memorando interno para driblar a lei da transparência e impedir a divulgação de documentos que, oficialmente, já são de domínio público. E por quê? Para que a imprensa - logo, a opinião pública - não acabe aprofundando detalhes das relações perigosas entre Lula e a Odebrecht, outra listada na Lava Jato.
Como sempre que não tem o que dizer, Lula usou o acolhedor ambiente do congresso do PT para fugir dessas questões e descascar em cima da imprensa. “Parece que as pessoas não querem mais ler as mentiras que eles publicam.” Se não for pedir demais, dá para dizer quais são essas “mentiras”? Os dados econômicos? O aparelhamento das estatais? O julgamento do mensalão no STF? As investigações do Ministério Público e da PF sobre o desmanche da Petrobrás? 
Quanto mais Lula se enrola, mais Dilma começa a respirar melhor. Emagreceu 15 quilos, recupera a autoestima, pedala pelas redondezas do Alvorada e até dá-se ao luxo de comparecer à abertura do congresso do PT, discursar quase uma hora e... não ser vaiada. Ufa!
Também listou um monte de ideias e abastece a tal “agenda positiva”, ora com um ambicioso plano de safra, ora com um novo plano de investimentos para tapar os buracos da precária infraestrutura nacional. As intenções são grandiosas. As dúvidas sobre a viabilidade, igualmente.
Essa Dilma renovada sai da toca e cruza oceanos e mares para agitar a agenda externa e produzir boas pautas para a demanda interna. Após Bruxelas, para o encontro Celac-União Europeia, vem aí a viagem mais esperada há anos, aos EUA.
Dilma encontra investidores privados em Nova York no dia 28, janta na Casa Branca no dia 29, tem intensa agenda com Barack Obama (reuniões, entrevistas, assinatura de atos) no dia 30 e depois vai à Califórnia tratar de alta tecnologia. A expectativa do governo é não só uma nova etapa nas relações Brasil-EUA, mas manchetes favoráveis na imprensa tupiniquim.
O equilíbrio entre Lula e Dilma, porém, não é exatamente assim: um sobe, o outro cai. Um depende visceralmente do outro, tanto quanto o PT depende de ambos. Ou, repetindo José Dirceu, que sabe das coisas, estão todos “no mesmo saco”.
Com um detalhe interessante: por mais que o PT fique esbravejando contra o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o partido precisa dele quase tanto quanto de Dilma e de Lula. Se o ajuste fiscal der certo e a economia aprumar, o horizonte petista em 2018 é um. Se não, é outro, mais sombrio para o partido, para Dilma e para Lula. O PT está nas mãos de Levy. Quem diria...

"Dona Dilma e seu tsunami de estimação", por Rolf Kuntz


O Estado de São Paulo


Judas, Cristo ou São Cristóvão, como ele mesmo sugeriu, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem como grande tarefa produzir um antimilagre - mais precisamente, desfazer o milagre realizado pela presidente Dilma Rousseff e sua trupe nos quatro anos anteriores. Uma inflação de 8,47% numa economia em recessão e com desemprego em alta é certamente um prodígio. Mas ainda sobram, nesse quadro, maravilhas suficientes para embasbacar o povo e confundir os incréus. Os seguidores de São Tomé deveriam dar uma espiada no resto do mundo para bem apreciar os feitos da presidente. 
Na maior potência global, os Estados Unidos, a economia recupera-se, apesar de alguns tropeços, e cria 200 mil empregos por mês, e até bem mais que isso, de vez em quando. A produção industrial cresce até na Europa, onde a desocupação, ainda alta, vai baixando pouco a pouco. Muitos emergentes perderam impulso, depois de uma longa fase de dinamismo, mas, de modo geral, continuam mais vigorosos que o Brasil. Mas nada disso parece impressionar a presidente. Para explicar a situação brasileira ela mais uma vez invocou, numa entrevista em Bruxelas, um mundo particular. Nesse mundo, a marolinha da crise converteu-se em onda e finalmente se espalhou pelo País. Moisés, segundo a Bíblia, abriu caminho seco no mar. Dona Dilma inundou um país.
Algumas pessoas tiveram amigos invisíveis na infância. Calvin e seu tigre de pelúcia vivem aventuras e confusões num mundo imaginário. Snoopy, o cãozinho, tanto pode ser, na sua fantasia, um piloto da 1.ª Guerra quanto um escritor estiloso ou um valente explorador. A presidente Dilma Rousseff tem um tsunami particular. Tem de ser um tsunami, embora ela tenha usado a palavra onda. Só um impacto descomunal causaria os danos visíveis em quase toda parte, no Brasil, e traduzidos em números pelo IBGE e outros produtores de pesquisas.
Nem a presidente Dilma Rousseff reconhece inteiramente os danos causados por seu tsunami de estimação, o mais estranho dos pets num país onde as famílias já têm mais cães e gatos que crianças.
Falso há muito tempo, o discurso a respeito das boas condições de emprego no Brasil tornou-se agora obviamente insustentável, menos, talvez, para quem vive na fantasia. O desemprego chegou a 8% da força de trabalho no trimestre de fevereiro a abril, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Em 2012 e 2013, no mesmo período, ficou em 7,8%, uma taxa muito mais alta do que muitos supunham. Entre janeiro e abril do ano passado esteve em 7,1%. Caiu por alguns meses, voltou a subir e bateu, finalmente, em 8%, a mesma taxa registrada no período janeiro-março de 2013.
A presidente Dilma Rousseff continua dando lições ao mundo e alardeando a preocupação do governo brasileiro com a preservação dos postos de trabalho. Mas a taxa média ficou em 7%, no primeiro trimestre deste ano, nos 34 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), formado na maior parte por economias avançadas e por algumas emergentes.
No grupo das sete maiores economias (G-7) a média foi 6%. Nos Estados Unidos chegou a 5,6% nesse período. Na União Europeia o quadro foi bem mais feio, com 9,8% de desempregados, mas o número médio, nesse caso, foi puxado para cima por uns poucos países, como França, Itália, Espanha e, naturalmente, Grécia. Entre janeiro e março a Pnad apontou 7,9% no Brasil. Detalhe importante: mesmo quando as condições pareciam melhores, a abertura de postos ocorria principalmente em serviços de baixa produtividade.
No Brasil, o fechamento de vagas ocorreu, nos últimos anos, mais acentuadamente nas atividades industriais, onde se mantém, tradicionalmente, a maior parte dos empregos melhores. A crise foi particularmente dura nessa área, embora o governo tenha despejado muitas centenas de bilhões, no mercado, para estimular a demanda e favorecer alguns segmentos escolhidos. Só as transferências do Tesouro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passaram de R$ 400 bilhões, desde 2009, com resultados quase nulos sobre o nível geral da indústria. Muito ruim nos anos anteriores, o quadro se tornou mais feio no começo de 2015, antes mesmo de iniciada o ajuste das contas públicas.
A indústria de transformação produziu no Brasil, no primeiro trimestre deste ano, 8% menos que entre janeiro e março de 2014. Sobre a mesma base, a indústria cresceu 2,8% em todo o mundo, 3,7% na América do Norte, 1,2% na Europa e 7,2% na China. Na América Latina houve contração de 2,1%, mas esse resultado reflete em boa parte o mau desempenho da indústria no Brasil (-8%), na Argentina (-1,5%) e no Peru (-4,2%). Os números foram publicados pela Unido, agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, e difundidos no País pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
As perspectivas para o ano continuam muito ruins. O Banco Mundial projeta para a economia global crescimento de 2,8% neste ano, 3,3% no próximo e 3,2% em 2017. Para o Brasil as estimativas indicam contração de 1,3% em 2015 e expansão de 1% em 2016 e 2% no ano seguinte. Mas esses talvez sejam os detalhes menos interessantes. Para explicar as dificuldades da economia brasileira, os técnicos do banco foram além da menção aos fatores mais comumente citados, como infraestrutura deficiente, baixo nível de investimento, problemas fiscais, depreciação internacional das commodities, etc. 
No capítulo introdutório, acrescentaram à lista mais convencional uma referência a “investigações” e uma ao “escândalo de corrupção”. No capítulo sobre a América Latina a palavra “corrupção” aparece mais três vezes quando se trata do Brasil. Mais uma conquista do PT: nas análises da situação e das perspectivas brasileiras, corrupção é listada como variável econômica.

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