quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ótimo discurso do Deputado Daniel Coelho. Serviu para tirar a oposição do estado de hipnose.


Com discurso de esgoto, a presidente golpista tira oposição do estado de hipnose





hipnose
Entre 26 de outubro 2014 e 07 de julho de 2015 praticamente toda a oposição parecia estar sob hipnose. Antes de qualquer coisa, é bom deixar algo claro: por oposição, me refiro a pessoas de direita, de centro e de esquerda moderada. Todos aqueles que se opõem ao projeto do PT.


Mas no que constitui essa hipnose? Acontecia que a cada vez que os petistas lançavam os comandos “golpe” e “golpista”, a oposição não conseguia ter reações de qualquer tipo. Isto nos levou a um cenário bizarro e indesculpável: mesmo que o Partido Totalitário dê golpes à medida que respiram, usam o termo “golpista”, em direção aos seus oponentes, em quantidade maior do que seus oponentes usam a mesma terminologia contra eles. Seria como se tivéssemos dado aos estupradores o direito moral de acusarem pessoas inocentes de “estupro” para que os bandidos pudessem imputar seus crimes nos outros. E tudo com nossa inação.


E antes que alguns direitistas digam: “Ah, mas são tucanos”. Desculpem-me por falar a verdade: na direita, em geral (especialmente aquela que transita nas redes sociais), o uso do termo “golpista” (para se referir ao Partido Totalitário) é raríssimo. Enfim, o fenômeno existe (e não é “coisa de tucanos”), é indesculpável e precisa ser estudado no futuro, no âmbito da ciência política. Vamos seguir com a hipótese de hipnose.


Seja lá como for, Dilma deu o “estalo”, provavelmente sem querer, e despertou a oposição deste estado hipnótico ao usar um discurso do mesmo nível que se usa no esgoto. Ela apelou e usou os mesmos frames de baixo nível utilizados pela BLOSTA (blogosfera estatal). Não foi uma boa estratégia, haja vista que o discurso apelativo, a ser depois reproduzido pelos militantes, é um serviço dos blogs estatais. Não é um recurso para ser usado pela presidente. Mas ela usou.


Eis que adveio um milagre, com Aécio Neves falando que o PT adotou um “discurso golpista” ao tentar desqualificar qualquer ferramenta constitucional para fiscalizar a presidente Dilma Rousseff. Ufa, aí já é um alívio. E não foi só ele. O deputado tucano Daniel Coelho fez um comentário que seria impensável há uma semana atrás (ou seja, antes de Dilma estalar os dedos):


Enfim, agora está nas nossas mãos. O “encantamento” passou. Cabe a nós assumirmos a obrigação moral de usar o termo “golpista”, contra o PT, em quantidade maior do que eles usarem contra todo e qualquer participante da oposição.

Lula entra com queixa-crime contra Ronaldo Caiado


O ex-presidente Lula não gosta de ser contrariado. Após fazer uma queixa disciplinar contra um procurador que “ousou” fazer um pedido de abertura de investigação por suspeita de tráfico de influência, o ex-presidente entrou com uma queixa-crime contra o senador Ronaldo Caiado, líder do Democratas no Senado Federal, por calúnia, injúria e difamação.



Segundo o Consultor Jurídico:

“O motivo da ação penal é uma publicação de Caiado, em fevereiro deste ano, em rede social. Ele escreveu que “Lula tem postura de bandido. E bandido frouxo!” e, ainda, que “Lula e sua turma foram pegos roubando a Petrobrás” [sic].
De acordo com o Dicionário Michaelis, bandido significa:



bandido: ban.di.do – adj (part de bandir) Desterrado por meio de bando2; banido. sm 1 Indivíduo que vive do roubo e anda fugido à perseguição da justiça. 2 Salteador de estradas; bandoleiro. 3 Malfeitor. aum: bandidaço. dim: bandidinho. col pop: bandidada. Trabalhar de bandido (contra alguém): fazer algo contra os interesses de uma pessoa.



Alguma dúvida de que o senador Caiado está correto em suas afirmações?
O senador Ronaldo Caiado possui imunidade parlamentar e é inviolável “civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. O ex-presidente Lula e seus advogados sabem disso, portanto, essa ação no STF não passa de jogo para a torcida e mau uso do Judiciário.



O ex-presidente Lula é assim, um grande bravateiro.
lula

A corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Prefeitão Haddad capricha na ciclovia dos ricos e abandona a dos pobres

9 de julho de 2015


folhapress
Fotos: Luiz Carlos Murauskas (no alto) e Eduardo Anizelli (abaixo) – Folhapress


Há muito se fala, em tom de piada tragicômica, sobre o fato de que cicloativistas são quase todos de classe média alta. O pobre que anda de bike porque precisa, não por ideologia ou algo assim, não faz parte desses grupos – ele apenas anda de bike, mesmo, e nunca são bicicletas caríssimas e importadas.

Parece que a gestão Haddad endossa o que seria talvez piada, transformando em fato lamentável. Confiram trechos da reportagem de Artur Rodrigues, na Folha:

“Na avenida Paulista, um tapete vermelho. Na avenida Bento Guelfi, no extremo leste de São Paulo, lama. A comparação simboliza tratamentos diferentes da gestão Fernando Haddad (PT) às ciclovias na capital paulista. Nos principais bairros centrais e de classe média, há resistência de moradores e comerciantes, mas as pistas para bicicletas contam, em geral, com asfalto e sinalização em condições razoáveis. Já nos extremos da cidade a manutenção foi deixada de lado –e as ciclovias estão tomadas por sujeira, buracos, enchente, falta de sinalização, iluminação e fiscalização. (…)


Na avenida Bento Guelfi, no bairro do Iguatemi (zona leste), além de apagada, a ciclovia é invadida por barro. “Olha que fizeram este ano e já ficou desse jeito“, diz José Batista, 60, borracheiro. Ele reclama que a ciclovia sai do centro da via e muda em direção ao canteiro central justo em frente ao seu estabelecimento, onde ele costumava trocar os pneus dos carros. (…)


Vê se dá pra andar aí“, diz Oliveira, apontando para os buracos. “Para a gente, seria bom uma ciclovia na estrada do Campo Limpo, onde os ônibus passam tirando fina de quem pedala”, afirma. A crítica é parecida em outras áreas, com ciclovias que seguem pelo miolo dos bairros e acabam antes dos grandes corredores viários. (…)


Na Vila Prudente, há problemas de drenagem e no asfaltamento. Na rua Professor Gustavo Pires de Andrade, a tinta foi passada sobre um trecho de paralelepípedos, causando desnível na pista. Em Sapopemba, a falta de ciclovias é motivo de queixa. “Fui atropelado por um carro que entrava num posto. Nos trechos com ciclovia, não corro esse risco“, disse Everton Barbosa, 21, metalúrgico que sofreu ferimentos leves e pedala até a Vila Prudente diariamente para economizar.” (grifos nossos)


A reportagem é detalhada, com entrevistas e fotos (a imagem deste post ilustra a capa de hoje do jornal). É um retrato de como funciona a gestão Haddad. O prefeitão prioriza marketing, maquiagem e bairros nobres ou centrais. O povo da periferia não faz parte da “galera”.


Por isso só mesmo o pessoal igualmente de classe-média, militante de redes sociais, não entende o porquê da popularidade de Fernando Haddad ser tão baixa. E não se conformam que ele será chutado da prefeitura no ano que vem. 



Pois melhor que se acostumem com isso. E já vai tarde.

Ai, ai ai, e a gente acreditou...Governo escondeu dados da pobreza no país por causa das eleições

9 de julho de 2015


dilmar
O Brasil apresentado por Dilma Rousseff e pelo PT nas eleições não era nosso país real, mas sim uma obra de ficção. Isso já sabemos, especialmente a essa altura do campeonato e da crise econômica.


Mas a maquiagem foi ainda pior: Herton Araújo, ex-diretor do IPEA, prestou depoimento à Justiça Eleitoral dizendo que o governo impediu o instituto de divulgar dados negativos sobre as verdadeiras condições de pobreza no país.


A seguir, trecho de reportagem de Andréa Sadi e Gabriel Mascarenhas, na Folha:
O ex-diretor do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Herton Araújo contou à Justiça Eleitoral que foi impedido de divulgar, durante a campanha de 2014, dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013 que mostravam aumento da extrema pobreza no Brasil.
Uma das formas de Dilma perder o mandato é ser condenada pela Justiça Eleitoral. Torcemos por isso. E pelo impeachment. E também pela renúncia. Torcemos por qualquer medida que, dentro da lei, permita afastá-la da Presidência da República. A que vier antes, de preferência.
 
 
8 de julho de 2015

CPI aprova convocação de Cardozo e de delegados da Operação Lava Jato






A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira (9) a convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e de delegados da Operação Lava Jato para explicarem suspeitas sobre a ilegalidade da escuta encontrada na cela do doleiro Alberto Youssef.



Após intensa pressão do PSOL desde o início da CPI, também foram aprovados requerimentos para convocar personagens que podem implicar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no esquema de corrupção da Petrobras: Julio Camargo, delator da Lava Jato, e Jayme Oliveira, policial que disse ter entregado dinheiro destinado a Cunha.



A lista de convocações inclui ainda a advogada Beatriz Catta Preta, que participou dos principais acordos de colaboração premiada na Lava Jato, Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro Mário Negromonte que trabalhava para Youssef, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.


Os dois últimos estão presos por conta das investigações.


Os requerimentos aprovados colocam pressão sobre os investigadores do esquema de corrupção na Petrobras, depois que, na semana passada, os policias Dalmey Werlang e José Alberto Iegas afirmaram aos deputados que a escuta na cela de Youssef era ilegal e estava ativa.


Entre os policiais convocados estão o superintendente da PF no Paraná, Rosalvo Franco, e os delegados Igor Romário de Paula, Márcio Anselmo e Mauricio Grillo.
Cardozo, na condição de ministro da Justiça, é o superior hierárquico da PF e, por isso, também será questionado sobre o assunto. Os parlamentares querem saber que providências ele tomou quando soube do caso da escuta.



Pedro Ladeira - 1º.jul.2015/Folhapress
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em coletiva de imprensa
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em coletiva de imprensa


ESTRATÉGIAS
A pauta foi apresentada pelo relator Luiz Sérgio (PT-RJ) e aprovada por unanimidade.
Integrantes do PT não contestaram a convocação de Cardozo, que nos bastidores é criticado por petistas por não "frear" a investigação da Lava Jato. A possibilidade de convocação provocou a ida de emissários de Cardozo à CPI, mas eles não conseguiram barrá-la.



A Folha apurou que a inclusão de Cardozo na pauta foi uma negociação entre Luiz Sérgio e a oposição, que queria a convocação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. No lugar de Dirceu, ficou acordada a convocação de Cardozo.


A oposição avaliou ainda que não teria força para aprovar a convocação dos atuais ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação Social), citados na delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa.


Os deputados federais afirmam não querer prejudicar a Lava Jato com esses requerimentos, mas sim "salvar" a operação e "ajudar" a PF a isolar possíveis fatos irregulares que tenham ocorrido no início das investigações.


Integrantes da PF, porém, veem o movimento como uma manobra para tentar anular a operação, já que parlamentares também são investigados no esquema –embora nenhum dos alvos de inquérito faça parte da CPI.


Há, porém, influência desses parlamentares investigados, como o presidente Eduardo Cunha, que nos bastidores tem orientado a atuação de aliados na CPI.


Luiz Sérgio, que pautou as convocações dos delegados, justificou dizendo que as "dúvidas" surgidas após os depoimentos dos policiais "precisam ser esclarecidas".
"Os depoimentos dos policiais trouxeram dúvidas se houve ou não escutas ilegais.


Escutas ilegais são graves, uma CPI não pode deixar de atentar a isso", afirmou.


Já o presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), disse que a pauta foi feita pelo relator e que integrantes da CPI podem querer "analisar a legalidade dos fatos da operação". "Nosso trabalho aqui é investigar e vamos cumprir esse papel", declarou.
Já a convocação da advogada Beatriz Catta Preta foi citada nos bastidores como uma retaliação ao fato de ela ter obtido no Supremo Tribunal Federal o cancelamento das acareações da CPI com o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, seu cliente.



Os parlamentares também podem usar seu depoimento para desqualificar as delações premiadas, nas quais há acusações contra deputados.

Orgulho patriótico? Não, o Grotão lulista não é patriota.


Como se orgulhar do Brasil, dominado pela burrice esquerdista que contamina universidades, igrejas e a própria imprensa? Nesse sentido, vivemos num dos países mais atrasados do mundo, depois de quatro mandatos para um partido de tendência totalitária. Artigo de Rodrigo Constantino, no jornal O Globo, vai ao ponto:


Pela primeira vez passei o 4 de julho nos Estados Unidos, e pude verificar “in loco” a importância que os americanos dão ao dia de sua independência. É comovente. Bandeiras para todo lado, fogos de artifício estourando em cada esquina, toda uma nação louvando seus heróis, os “pais fundadores”, e também enaltecendo o papel dos militares nas lutas para preservar a liberdade.

O legado da Revolução Americana é o mais importante na história da liberdade. A famosa passagem da Declaração de Independência de 1776 deixa isso claro: “Consideramos estas verdades evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. Havia ali, pela primeira vez, uma mudança de paradigma que colocava o foco no indivíduo, e tratava o governo como seu servo, não o contrário.

Nenhum país é perfeito. Mas os americanos têm motivos de sobra para se orgulhar de sua trajetória como nação. São a democracia mais sólida do mundo, com uma Constituição inalterada há mais de dois séculos, sofrendo apenas algumas emendas. Estiveram do lado certo na Grande Guerra, enfrentando os nazistas, e depois na Guerra Fria, combatendo os comunistas. Representaram — e ainda representam, com ressalvas — o farol da liberdade no mundo civilizado.

Mas se fiquei emocionado ao ver toda a festa, com sabor especial por ser também o dia do meu aniversário, bateu certa tristeza por outro lado, ao constatar como estamos distantes disso no Brasil. Todo brasileiro sensato, acredito, oscila entre a desesperança e um amor insistente à Pátria. Brasileiro não desiste nunca, diz o ditado popular. Mas como é difícil manter a chama da esperança acesa às vezes!

Devemos evitar o fatalismo, o derrotismo dos que só cospem no país, numa espécie de complexo vira-lata, repetindo que nunca teremos jeito com esse “povo”. E também devemos fugir do outro extremo, o ufanismo boboca, o nacionalismo oportunista, que enxerga qualidades onde não há, que enaltece o que não tem valor só por ser brasileiro. O olhar deve ser honesto, como um pai analisaria o filho que realmente ama, sem lente cor-de-rosa nem autoengano.

E quando fazemos isso, a conclusão é inevitável: temos tido poucos motivos para orgulho legítimo de nosso país. Para começo de conversa, os quatro mandatos seguidos do PT no governo. Que país é esse, que preserva por tanto tempo uma turma tão incompetente, corrupta, cínica e populista no poder? Alguns podem apontar que a culpa é do “povo” ignorante, mas prefiro direcionar minha revolta contra a elite dos “intelectuais”, pois esses deveriam ter mais noção das coisas. No entanto, trata-se de uma elite que ainda flerta com o socialismo, uma esquerda caviar que ou não saiu da infância romântica, ou se vende por migalhas estatais.

O Brasil é líder (ou quase) em algumas coisas no mundo. Mas não são quesitos que deveriam nos orgulhar. Temos cerca de 60 mil homicídios por ano. Outras dezenas de milhares morrem no trânsito caótico. Nosso sistema de saúde universal é uma afronta aos pagadores de impostos. Nosso ensino público tem qualidade lamentável, e a doutrinação ideológica é muito maior do que a educação efetiva.

Basta ver quem é o “patrono” de nossa educação: o revolucionário Paulo Freire, defensor dos tiranos mais assassinos do mundo. Como resultado disso, em vez de formarmos jovens críticos que aprendem a pensar por conta própria, deformamos milhões de alunos todo ano com lixo marxista, criando uma legião de papagaios de slogans socialistas. O novo reitor da UFRJ veste, literalmente, o boné dos criminosos do MST. Precisa dizer mais alguma coisa?

O debate ideológico é muito atrasado em nosso país. A esquerda retrógrada, que idolatra Cuba, ainda domina boa parte da imprensa, das universidades, da igreja. As soluções demandadas para os problemas criados por excesso de governo são sempre mais governo. A liberdade individual tem valor muito baixo no Brasil. O Estado ainda é visto como um “messias salvador”. Basta citar que, mesmo com o “petrolão”, quase ninguém defende a privatização da Petrobras. Querem um estado empresário apesar de tudo!

O Brasil cansa. Mas não podemos desistir. É possível mudar o futuro, pois não acredito em determinismos. Talvez devêssemos nos espelhar mais no exemplo americano, deixando o antiamericanismo, fruto da inveja, de lado. Há muito que aprender com essa nação. A começar pelo respeito que as liberdades individuais e o capitalismo têm por aqui.

Dilma ofende o STF, acusa o juiz Moro.


O juiz Sergio Moro rejeitou, muito apropriadamente, as críticas de Dilma aos delatores da operação Lava Jato. Este blogueiro já tinha dito algo semelhante em posts anteriores. Dilma ignora a lei e ofende a Justiça, como típica petista que é - autoritária, antidemocrática:


O juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato no Paraná, rejeitou as críticas feitas pela presidente Dilma Rousseff aos delatores do esquema de corrupção descoberto na Petrobras, classificando seus comentários como "inapropriados" e "ofensivos" para o Supremo Tribunal Federal.

Moro se manifestou sobre as declarações da presidente sem mencionar o nome de Dilma, no final de um ofício divulgado nesta quarta-feira (8) em que defendeu a manutenção da prisão preventiva do empresário Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba sob suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção.

"Mesmo juízo de inconsistência cabe às equiparações inapropriadas entre 'prisão cautelar' e 'tortura' ou entre 'criminosos colaboradores' e 'traidores da pátria'", escreveu Moro. "Não há como este Juízo ou qualquer Corte de Justiça considerar argumentos da espécie com seriedade."

Dilma criticou os delatores na semana passada, durante viagem aos Estados Unidos, ao ser perguntada sobre os depoimentos do empreiteiro Ricardo Pessoa, que lançou suspeitas sobre o financiamento da campanha da petista à reeleição no ano passado.

Dilma comparou os delatores ao traidor da Inconfidência Mineira, Joaquim Silvério dos Reis, e a presos políticos que entregaram companheiros após sofrer tortura na ditadura militar. Em entrevista à Folha nesta semana, ela repetiu as críticas. "Não gosto de delatores", disse.

No ofício desta quarta, o juiz Moro lembrou que a delação de Pessoa foi homologada pelo STF. "São eles [os comentários sobre Silvério e a ditadura], aliás, ofensivos ao Egrégio Supremo Tribunal Federal que homologou os principais acordos de colaboração, certificando-se previamente da validade dos pactos e da voluntariedade dos colaboradores", escreveu o juiz.

Advogados que defendem pessoas investigadas pela Lava Jato têm usado argumentos semelhantes ao de Dilma para acusar Moro e os procuradores que conduzem as investigações de prender os suspeitos para coagi-los a fechar acordos de colaboração.

No pedido de habeas corpus de Marcelo Odebrecht, a defesa acusa o juiz Sergio Moro de usar a prisão cautelar como "retaliação" a quem prefere defender a própria inocência a se tornar delator.

O instituto da colaboração premiada, em troca de redução de pena, é descrito pelos advogados de Marcelo Odebrecht como a "chave de entrada e de saída da cadeia".

No ofício ao juiz Nivaldo Brunoni, relator do pedido de libertação do empresário no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Moro também refutou essa alegação.

O pedido de habeas corpus de Marcelo Odebrecht e os de outros executivos presos com ele em junho deverão ser julgados na próxima semana.

Moro reafirmou em seu despacho sua convicção de que as evidências que ligam a Odebrecht ao cartel de empreiteiras que teria participado do esquema de corrupção tornam inverossímil a alegação da defesa de que Marcelo Odebrecht se mantinha "olimpicamente afastado" do dia-a-dia da sua empresa.

Ele citou e-mails encontrados nos computadores da Odebrecht que mostram o executivo discutindo com os subordinados um contrato de sondas para exploração do pré-sal. (Folha Poder).

Governo Dilma leva crise a 88% dos brasileiros


A crise econômica, herança dos governos petistas, já atinge a vida pessoal de 88 por cento dos brasileiros. Haja corte de gastos, mudança de hábitos, busca de alternativas etc.:



Para 88% dos brasileiros a crise econômica já chegou à sua vida pessoal, levando a um corte de gastos, mudança de hábitos de consumo e à busca por alternativas para aumentar a renda. As conclusões sobre o Brasil fazem parte de um levantamento feito pelo instituto Data Popular, especializado em hábitos de consumo das classes C, D e E, em cinco países da América Latina. O objetivo do trabalho foi descobrir como os latino-americanos estão enfrentando as dificuldades econômicas.


De acordo com 58% dos entrevistados, a América Latina passa por um momento econômico ruim, sendo que os mexicanos (69% dos entrevistados) e argentinos (60%) são os mais pessimistas. Os brasileiros aparecem em terceiro, com 55% dos entrevistados considerando o momento ruim ou péssimo para a economia. Do total de pessoas da amostra, nos cinco países, 45% disseram que esta é a pior crise econômica que já atravessaram. Entre os brasileiros, 97% disseram que o país atravessa uma crise econômica e 52% desse total avaliaram o momento como a pior crise econômica já vivida no país.




Pelo menos 72% dos entrevistados afirmaram ter tomado alguma atitude para aumentar seus rendimentos. Entre os brasileiros, esse percentual é de 71%, atrás de México (75%) e Argentina (72%). No Brasil, 68% dos entrevistados disseram ter feito um trabalho extra para melhorar seus ganhos. Entre as classes econômicas mais baixas, que têm maior peso no estudo, a forma de aumentar a renda foi “fazendo um bico”.


— Claramente trata-se de um trabalho não legalizado, na economia informal. Constatamos que na Páscoa, por exemplo, muita gente fez ovos em casa para vender — diz Renato Meirelles, presidente do Data Popular.

‘AJUSTE FISCAL FEITO PELA DONA DE CASA’

Pelo menos oito em cada dez latino-americanos mudaram seus hábitos de consumo para enfrentar a crise, mostrou o Data Popular. À frente dos demais países, 88% dos entrevistados no Brasil afirmaram ter mudado seu comportamento para reduzir gastos. Pelo menos 90% dos brasileiros entrevistados disseram ter economizado nas contas de casa; 84% deixaram de comprar alguns produtos no supermercado e 84% cortaram gastos com lazer.

— É o ajuste fiscal feito pela dona de casa — diz Meirelles, lembrando que 88% dos brasileiros começaram a comprar em supermercados que fazem promoções com preços mais baixos e 83% passaram a consumir marcas mais baratas.

— Com o ganho de renda, a população que virou classe média ficou mais exigente com a qualidade dos produtos. A troca por uma marca mais barata não significa que essas pessoas estão comprando agora produtos de má qualidade — explica o presidente do Data Popular, alertando que o levantamento mostrou que 88% dos brasileiros entrevistados buscam por melhores preços e 67% se informam sobre produtos mais baratos.

O levantamento mostrou que os brasileiros (78% da amostra) são os que mais pechincham na hora da compra, seguidos pelos mexicanos (59%). Dos entrevistados no Brasil, 72% disseram fazer compras a prazo. Entre todos os países pesquisados, 63% dos entrevistados disseram que sem parcelamento não poderiam comprar os produtos a que se acostumaram. A pesquisa mostrou também que 42% dos brasileiros deixaram de pagar uma conta para pagar outra.
— É o que se chama rodízio de contas — afirma Meirelles.

O trabalho mostrou que a rede de relacionamento também ajuda a enfrentar o momento econômico adverso, com 50% dos entrevistados afirmando que compraram fiado no último ano, sendo 44% no Brasil. Outros 20% dos brasileiros entrevistados tomaram empréstimo com um amigo e outros 20% fizeram compras com um cartão de crédito emprestado. (O Globo).

O triunfo de Dilma: deu tudo errado.


Artigo de Carlos Alberto Sardenberg no jornal O Globo analisa a imensa capacidade de Dilma para cometer erros:


Na noite de 23 de janeiro de 2013, Dilma surgiu triunfante em rede nacional de televisão para a anunciar uma redução de 18% na conta de luz de todos os brasileiros, acentuando: “Primeira vez que acontece no país".

Embora já fosse bastante, a presidente não ficou nisso. Explicou, “com números", conforme ressaltou, que o “Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata".

Foi além. Desafiadora, atacou os pessimistas e zombou das “previsões erradas" daqueles que “diziam que não iríamos conseguir baixar os juros e nem o custo da energia".

De fato, naquele momento, a taxa básica de juros era de 7,25% ao ano, a mais baixa na era do Real e a conta de luz caiu no dia seguinte.

Animada com isso, Dilma informou que os investimentos estavam em alta, empregos idem, salários subindo, de modo que o Brasil vivia “dos melhores momentos da história".

Hoje, todo mundo sabe, os juros estão nas alturas — a taxa vai passar dos 14% — e a conta de luz não para de subir. Desde 2013, ano em que Dilma anunciou a redução, já ficou 60% mais cara, na média nacional. E ainda há vários reajustes previstos para este e o próximo ano. O desemprego sobe — 500 mil vagas formais fechadas este ano —, o PIB empacou, o salário perde poder de compra para a inflação e os investimentos públicos e privados desabaram.

Os pessimistas estavam certos, a presidente, errada, muito errada. Como Dilma pode ter se equivocado tanto?

Começa que ela não ouve ou não entende as críticas. Ninguém dizia que o governo não conseguiria ou não podia reduzir juros e tarifas de energia. Os críticos diziam, sim, que essas medidas eram insustentáveis mesmo no curto prazo.

Para resumir o ponto de vista dito pessimista: a redução da conta da luz se fizera por um artificialismo que desorganizava o setor elétrico; naquele momento, a tendência do custo da energia, sem truques, era de alta. Quanto à inflação, já estava alta e, mesmo assim, contida artificialmente pelo controle de preços administrados, como o da gasolina.

Era o ponto de vista correto. Dirá o pessoal da presidente: agora, em retrospectiva, é fácil falar. Negativo. Como bem apontava Dilma, os críticos e pessimistas diziam, fazia tempo, que o modelo econômico dela iria explodir em inflação, baixo crescimento, juros altos, contas públicas em déficit e desorganização de diversos setores, como o elétrico, hoje atolado em dívidas, prejuízos para a Petrobrás.

Também diziam que o aumento do crédito e do consumo era insustentável; que não havia ambiente para investimento privado. e que o governo não conseguiria dar conta das promessas de investimentos dos PACs. Lembram-se do trem bala?

Pois é — e não foi a primeira vez que a presidente exibiu um triunfalismo infundado. No início de seu governo, em março de 2011, deu uma entrevista para o jornal “Valor Econômico", garantindo que em seu mandato a economia cresceria na faixa de 5% ao ano, com inflação de 4,5%, na meta.

Também atacou os pessimistas e disse que era adivinhação daqueles que sustentavam não haver condições para uma expansão sustentada.

A coisa saiu ainda pior do que imaginavam os pessimistas. A média de crescimento anual do PIB (2011/14) ficou em 2,2%, só melhor que o período Collor. E a inflação foi de 6,16%.

Discursos e entrevistas da presidente Dilma podem ser encontrados no site do Planalto. Essa exposição não seria um motivo suficiente para a presidente vir a público e dizer “desculpaí, foi mal"?

Mas não. A presidente e seus próximos dizem que passamos por um probleminha passageiro, consequência da crise mundial, e que logo, logo... os pessimistas serão derrotados.

De novo, como pode se equivocar tão completamente?
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Bobice coletiva!Após mortes, russos criam 'cartilha da selfie segura'

8 julho 2015 Atualizado pela última vez 13:48 (Brasília) 16:48 GMT

Autoridades russas criaram uma campanha preventiva contra um tipo de fatalidade que está crescendo no país: a morte por selfie.

Segundo estatísticas oficiais, 10 pessoas morreram apenas em 2015 em acidentes causados durante tentativas de tirar autorretratos.


Agora, uma cartilha está sendo distribuída com dicas úteis, ainda que um pouco óbvias.
As autoridades, por exemplo, não recomendam selfies nas proximidades de linhas férreas ou em áreas propícias a acidentes.

Sema divulga informações do comitê de política para animais


  Ascom Sema
Comitê Interinstitucional da Política Distrital para os Animais (CIPDA) divulga documentos para garantir a participação da sociedade organizada
(Brasília, 7/7/2015) – A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) divulgou nesta terça-feira (7) documentos do Comitê Interinstitucional da Política Distrital para os Animais (CIPDA) em seu site (http://www.sema.df.gov.br/). O comitê foi instituído para propor ações integradas entre os órgãos e entidades participantes para a defesa e proteção dos animais. Foi criado no dia 10 de junho de 2015 pelo Decreto 36.477, de 4 de maio de 2015.
O material está disponível na aba “conselhos” da página principal do site. Para acessar, clique na opção CIPDA. O decreto, o regimento interno, a lista de membros, o calendário de reuniões, as pautas, a memória das reuniões, documentos e informações com explicações sobre a forma de atuação do comitê estão à disposição do público.
A assessora especial da Subsecretaria de Áreas Protegidas, Cerrado e Direitos Animais, Mara Moscoso, afirmou que as ações propostas neste comitê e os pareceres técnicos emitidos devem ser amplamente compartilhados com a comunidade para viabilizar a elaboração de políticas públicas de forma participativa. “A partir da divulgação da documentação no portal, além de dar transparência às ações desenvolvidas pela Sema, o cidadão do Distrito Federal poderá enviar sugestões”, destacou.
O presidente do CIPDA é o secretário de Meio Ambiente, André Lima. A secretaria executiva é de responsabilidade da Subsecretaria de Áreas Protegidas, Cerrado e Direitos Animais (Sacedan).
Os integrantes do CIPDA são também os representantes das secretarias da Saúde, de Agricultura, de Educação, do Ibram, do Jardim Zoológico, da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, ONG ProAnima, ONG Projeto Adoção São Francisco, Conselho de Medicina Veterinária e da Universidade de Brasília (UnB).

Mais informações: Murilo Lins
Telefone: (61) 3214 - 5602
alt


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Mara Moscoso
Assessora Especial
Subsecretaria de Áreas Protegidas, Cerrado e Direito Animais
Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal

​Telefone: (61) 3214-5688  Email:
 direitoanimaldf@gmail.com ​
SEPN 511 - Bloco C - Ed. Bittar 4o. Andar

Renan Calheiros vira alvo de ação na Justiça, acusado de receber propina




A Justiça Federal de Brasília abriu ação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na qual ele é acusado de improbidade administrativa por receber propina da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais.


Agora, a defesa de Renan irá se manifestar sobre a ação e, depois, o caso segue para o Ministério Público.


A Procuradoria da República no Distrito Federal enviou à Justiça, no ano passado, uma ação de improbidade administrativa, afirmando que o peemedebista recebeu propina da construtora Mendes Júnior para pagar despesas que teve numa relação extraconjugal com Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha.

De acordo com os procuradores, Renan forjou documentos para justificar que tinha recursos para pagar as despesas com Mônica e sua filha. Ele também é acusado de ter enriquecido ilicitamente.

Na ação ainda é dito que Cláudio Gontijo, lobista da Mendes Júnior, fazia os pagamentos para o peemedebista e que a construtora foi beneficiada por emendas parlamentares apresentadas pelo Senador.


A ação remonta a um caso de 2007, que levou Renan à renúncia do cargo de presidente do Senado para salvar seu mandato de senador.

Se for condenado por improbidade, o presidente do Senado pode ter que ressarcir os cofres públicos e até perder o cargo público.

Em nota, Renan afirmou que a ação da Justiça Federal é decorrente de uma "pseudo denúncia muito antiga" e comparou a iniciativa a um "café requentado, com óbvias motivações".

"Farei todos os esclarecimentos que a Justiça desejar. Nada ficará sem respostas concretas e verdadeiras", disse. A jornalistas, afirmou estar "absolutamente tranquilo".
"É uma oportunidade para que eu me defenda e mostre o contrário [do que argumenta Procuradoria da República no Distrito Federal]", acrescentou.

CASO CRIMINAL
O presidente do Senado também é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) num inquérito que avalia a parte criminal do caso.

Pouco antes de ele voltar à presidência do Senado, o então procurador-geral da República Roberto Gurgel apresentou denúncia contra o senador. Ele acusou Renan pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e peculato (desvio de dinheiro público).

Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos, Renan apresentou documentos e disse que tinha recebido uma parte com a venda de gado. O suposto comprador, porém, negou que tenha adquirido bois do senador.

Na denúncia, Gurgel disse que Renan não possuía recursos disponíveis para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006, e que inseriu "informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira".

O STF ainda não analisou a denúncia contra Renan. Quando o fizer, e caso a aceite, ele se transformará em réu. O caso está com o ministro Luiz Edson Fachin, que pediu manifestação do Ministério Público.






Comentários


ger

 
Não sei porque ...quando escuto alguns nomes de nossos congressistas...me dá vontade de vomitar. O que virou o nosso país...a pior tigrada tomou de assalto o poder.

Mane
 
Como exigir que o menor seja "comprometido" com a legalidade se até o presidente do senado é indiciado (não julgado ou condenado) e como qualquer adolescente marginalizado usa e abusa da impunidade?

Karl Lobo


Cana em todos que recebem propina, e nos que pagam também. Chega de coronelismo.

O que fazer se seu filho quer se vestir de princesa?Isso, absolutamente, não significa que ele vá ser gay.

  • 8 julho 2015


Seth Menachem decidiu apoiar seu filho Asher, que queria usar vestidos

Asher Mechanem, de 3 anos, surpreendeu seu pai há pouco mais de 1 ano quando escolheu usar um vestido para ir a uma festa.


Seu pai, Seth, tentou pressioná-lo para que usasse "roupa de menino", porque não queria responder às perguntas que muitas pessoas fariam quando vissem Asher e porque temia que seu filho fosse julgado pelos outros convidados.


Mas Asher fez tanta questão de usar o vestido que Seth logo sentiu que não estava fazendo a coisa certa.

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"Eu me desculpei com ele e o ajudei a colocar o vestido. Depois, virou algo que ele queria vestir todos os dias", diz Seth, que relatou sua experiência no artigo My Son Wears Dresses, and That's OK With Me (meu filho usa vestido, e tudo bem para mim, numa tradução livre).


"Tive algumas dúvidas no início, porque queria protegê-lo das pessoas que podiam hostilizá-lo. Mas cheguei à conclusão que o ajudaria mais se não o reprimisse por causa de temores possivelmente injustificados."

 

 

Menino princesa


Experiência de Cheryl Kilodavis resultou em um livro
A americana Cheryl Kilodavis levou um susto parecido quando seu filho Dyson, de 5 anos, lhe disse: "Adoro usar vestidos e amo as cores rosa e vermelho".


Como ela conta no livro My Princess Boy (Meu Menino Princesa, numa tradução livre; 2009), sua primeira reação foi combater esta vontade, oferecendo brinquedos tidos como "adequados" para meninos, como carrinhos e caminhões, e fazendo com ele lesse determinados livros.


Dyson ainda assim quis sair fantasiado de princesa no Dia das Bruxas. Mas Kilodavis não queria ceder. Foi seu filho mais velho quem a fez pensar que o problema estava nela e não no irmão mais novo, ao perguntar-lhe: "Mamãe, por que não pode simplesmente deixá-lo ser feliz?".


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No livro, Kilodavis relata que Dyson ama a cor rosa e objetos brilhantes. Algumas, vezes usa vestidos. Em outras, calças jeans. Ele gosta de usar uma tiara de princesa, inclusive quando está subindo em árvores.


"Nossa família o ama como ele é. Esta é uma história de amor e aceitação e um chamado à tolerância, ao fim do bullying e dos preconceitos", escreve ela.

Por conta de sua experiência, ela deu início a uma campanha voltada para professores para promover a aceitação das particularidades de cada criança.

"É hora de reivindicar as diferenças e, com sorte, aprendermos a aceitar aqueles que se sentem diferentes", disse ela em uma conferência.

 

Identidade de gênero


Especialistas defendem que é natural meninos da idade de Asher fazerem experiências

Pilar Roldán, diretora de uma escola infantil na Espanha, defende que é preciso deixar que crianças usem as roupas e os brinquedos que desejam sem classificá-los.



"Não é porque um menino brinca com bonecas e de cozinha que vamos nos preocupar ou dizer alguma coisa. Claro que impomos limites e ensinamos valores, mas nossa filosofia é que a criança esteja feliz e aprenda brincando, seja qual for sua identidade sexual."


A diretora de jardim de infância Verónica Sapag, do Chile, considera a idade um fator chave.


"Não é a mesma coisa quando uma criança de dois anos quer se vestir de princesa e quando uma criança de cinco, seis, sete, oito anos ou mais velha quer fazer o mesmo", afirma ela.

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"Ao redor dos dois anos, é quando a criança está identificando seu gênero. É normal que um menino queira brincar de boneca ou vestir-se de princesa ou que uma menina queira brincar com carrinhos ou vestir-se de super-herói."

Para Sapag, é preciso atenção para perceber quando uma criança começa a rejeitar tudo que está relacionado com seu gênero ou manifestar angustia ou sofrimento cada vez que tenha que fazer algo relacionado a ele.

"Se for este caso, pode ser que a criança não esteja feliz sendo quem é."

Problema de família

A psicóloga María Esther Revelo é especialista em terapia familiar e recentemente orientou um casal a lidar com seu filho.

Quando seus pais não estavam em casa, Luis*, de 7 anos, gostava de usar as fantasias de princesa de sua irmã, que é um ano mais velha. A primeira vez que sua mãe o viu, ela se assustou e pensou: "Meu filho gosta de se vestir de mulher".

Os pais perguntavam por que ele estava com aquela roupa e mandavam ele se trocar. Logo, este comportamento do menino virou um problema na família.

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"Nos finais de semana, ele se negava a se vestir. Quando havia uma festa, a mãe escolhia a roupa, mas ele não queria usá-la. Eles tinham brigas tremendas por causa disso. O menino acabava passando toda a festa triste, porque tinha ido com a roupa que não queria. Não se sentia confortável", diz Revelo.


Os pais de Luis decidiram procurar ajuda porque receavam que ele tivesse inclinações sexuais diferentes das consideradas normais para seu gênero.


"Ele não achava que estava fazendo algo ruim. Mas, ao escutar que 'não era assim que deveria ser', ele sentia que estava indo contra alguma coisa, e criar este medo numa criança poderia levar a um comportamento inadequado. Até aquele momento, se tratava de uma coisa simples, a escolha de um vestido, e nada mais", afirma a psicóloga.

Comodidade

Revelo diz que é fundamental escutar não só à criança, mas também os pais.
"Primeiro, conversamos com o menino. Era muito fácil dialogar com ele. Foi muito bom entrar neste mundo de fantasia que ele estava alimentando por meio dos vestidos. Isso me permitiu orientar seus pais", diz ela.


"Descobrimos que o menino tinha uma inclinação pelo estímulo sensorial que o vestido produzia nele, desde a perspectiva tátil por causa dos tecidos sedosos e suaves até a perspectiva visual, porque ele gostava de cores brilhantes e fortes."


Sua fascinação pelas fantasias usadas por meninas também se revelou uma opção pela comodidade.

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"Ele me disse que as calças o incomodavam muito e que era mais agradável usar as fantasias da irmã", afirma Revelo, que acrescenta que Luis não tinha problemas em usar bermudas.

"Ao longo do ano escolar, num período de nove meses, pudemos notar mudanças. Seu interesse nas fantasias acabou se modificando lentamente e ele passou a usar roupas mais parecidas com as de outros meninos."


Para a psicóloga, o comportamento de Luis é "totalmente normal", e menino até hoje é fascinado por cores fortes.

Preconceitos


Hoje, Asher não usa mais vestidos todos os dias
Segundo ela, o temor manifestado pelos pais de Luis é compartilhado por muitas famílias.


"Temos que trabalhar com os pais para que eles se livrem de seus preconceitos. Antes de tudo, é preciso vir o amor e capacidade de lidar com as situações que se apresentam na vida de nossos filhos", afirma Revelo.


"O pai precisa entender o que teme exatamente. É homofobia? Uma dificuldade sexual pessoal? Olhar para dentro de nós mesmos ajuda muito."


Depois de trabalhar os medos dos pais de Luis e sugerir que eles dialogassem com seu filho, Revelo acompanhou uma mudança notável na dinâmica familiar.


"Liberado dos preconceitos, o menino pode se sentir melhor. Não havia uma conduta anormal que precisava ser tratada. Não havia razões para intervir. Era só observar e acompanhar. Assim, estes pais conseguiram compreender seu filho."


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Seth, o pai do caso que abre esta reportagem, conta que não buscou ajuda profissional porque "não via nenhum problema com sua decisão" de deixar seu filho Asher usar vestidos.


"É uma peça como qualquer outra. De vez em quando, minha filha veste calças jeans, e ninguém me pergunta se ela é travesti", afirma ele.


"Se meu filho for gay, que assim seja. Talvez ele não seja. Talvez seja travesti. Talvez não seja. Não tenho controle sobre nada disso. Tudo que posso fazer é ser compreensivo."

Liberdade

Hoje, Seth faz um mestrado em Psicologia Clínica com especialização no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Ele diz ter visto muitas formas com que pais podem prejudicar o desenvolvimento de seus filhos, mas garante que deixar um menino usar vestidos não é uma delas.


"Geralmente, os amigos e familiares me dão apoio. Para certas pessoas, a situação pode ser estranha, mas o problema não é nosso, é deles. Algumas dizem que seria duro para eles se seus filhos quisessem fazer o mesmo. Outras dizem que queriam ter a coragem para tanto", afirma Seth.


Ele diz que sua missão é criar os filhos com amor, alegria, limites e um guia moral - e, para ele, um menino usar vestidos não é uma questão moral.


"Não há por que pais sufocarem a criatividade e a liberdade dos filhos quando algo é feito de forma saudável. Deixem que eles desfrutem desses momentos. Talvez se fantasiar seja só uma diversão. Talvez queiram testar uma nova identidade. Mas não somos nós que devemos definir isso", diz Seth.


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"Uma criança gay ou transgênero não vai mudar de ideia se seus pais disserem que não gostam de quem eles são. Também não é saudável dizer para uma criança que busca se vestir de maneira diferente que aquela forma é proibida para meninos ou meninas."
Hoje, Asher não usa mais vestidos diariamente, como é possível ver na série de fotos que seu pai publica na rede social Instagram. Agora, ele faz isso uma ou duas vezes por semana.


"Às vezes, ele passa uma parte do dia de vestido e a outra fantasiado como o Hulk. Em outras ocasiões, põe sapatos brilhantes com uma camiseta de motocicleta e, em outras, um vestido com a máscara do Homem-Aranha. É tudo roupa. Todos gostamos de usar roupas diferentes para nos expressar ou para nos sentirmos cômodos", afirma Seth.


"Acredito que o incômodo que alguns pais sentem reflete suas próprias inseguranças ou temores. Espero transmitir a meus filhos uma noção do que é correto ou errado, amor pela vida e empatia pelas outras pessoas. O resto depende deles."

ONG chinesa cria ‘creche’ de pandas para prevenir a extinção da espécie




Por Vicente Carvalho |
O urso panda gigante da China, por ter uma personalidade dócil e pacífica, é um dos animais com maior risco de extinção no país, somado a isso ainda tem o rápido crescimento econômico que destrói o habitat natural de diversas espécies, dentre elas, o panda.


Mas, felizmente existem ONGS de direitos dos animais que se mobilizam para na criação de iniciativas que objetivam conter essa constante ameaça. Uma delas é a Chengdu Research Base of Giant Panda Breeding,  que faz um trabalho importante na sobrevivência desses animais encantadores.


O espaço funciona como uma “creche” para cuidar dos pandas e é especializado em fazer a reprodução da espécie. Confira algumas imagens e um vídeo dos bebês panda:
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