Entre 26 de outubro 2014 e 07 de julho de
2015 praticamente toda a oposição parecia estar sob hipnose. Antes de
qualquer coisa, é bom deixar algo claro: por oposição, me refiro a
pessoas de direita, de centro e de esquerda moderada. Todos aqueles que se
opõem ao projeto do PT.
Mas no que constitui essa hipnose?
Acontecia que a cada vez que os petistas lançavam os comandos “golpe” e
“golpista”, a oposição não conseguia ter reações de qualquer tipo. Isto
nos levou a um cenário bizarro e indesculpável: mesmo que o Partido
Totalitário dê golpes à medida que respiram, usam o termo “golpista”, em
direção aos seus oponentes, em quantidade maior do que seus oponentes
usam a mesma terminologia contra eles. Seria como se tivéssemos dado aos
estupradores o direito moral de acusarem pessoas inocentes de “estupro”
para que os bandidos pudessem imputar seus crimes nos outros. E tudo
com nossa inação.
E antes que alguns direitistas digam:
“Ah, mas são tucanos”. Desculpem-me por falar a verdade: na direita, em
geral (especialmente aquela que transita nas redes sociais), o uso do
termo “golpista” (para se referir ao Partido Totalitário) é raríssimo.
Enfim, o fenômeno existe (e não é “coisa de tucanos”), é indesculpável e
precisa ser estudado no futuro, no âmbito da ciência política. Vamos
seguir com a hipótese de hipnose.
Seja lá como for, Dilma deu o “estalo”,
provavelmente sem querer, e despertou a oposição deste estado hipnótico
ao usar um discurso do mesmo nível que se usa no esgoto. Ela apelou e
usou os mesmos frames de baixo nível utilizados pela BLOSTA (blogosfera
estatal). Não foi uma boa estratégia, haja vista que o discurso
apelativo, a ser depois reproduzido pelos militantes, é um serviço dos
blogs estatais. Não é um recurso para ser usado pela presidente. Mas ela
usou.
Eis que adveio um milagre, com Aécio
Neves falando que o PT adotou um “discurso golpista” ao tentar
desqualificar qualquer ferramenta constitucional para fiscalizar a
presidente Dilma Rousseff. Ufa, aí já é um alívio. E não foi só ele. O
deputado tucano Daniel Coelho fez um comentário que seria impensável há
uma semana atrás (ou seja, antes de Dilma estalar os dedos):
Enfim, agora está nas nossas mãos. O
“encantamento” passou. Cabe a nós assumirmos a obrigação moral de usar o
termo “golpista”, contra o PT, em quantidade maior do que eles usarem
contra todo e qualquer participante da oposição.
O ex-presidente Lula não gosta de ser contrariado. Após fazer uma queixa
disciplinar contra um procurador que “ousou” fazer um pedido de
abertura de investigação por suspeita de tráfico de influência, o
ex-presidente entrou com uma queixa-crime contra o senador Ronaldo
Caiado, líder do Democratas no Senado Federal, por calúnia, injúria e
difamação.
“O motivo da ação penal é uma publicação de Caiado, em fevereiro
deste ano, em rede social. Ele escreveu que “Lula tem postura de
bandido. E bandido frouxo!” e, ainda, que “Lula e sua turma foram pegos
roubando a Petrobrás” [sic].“
De acordo com o Dicionário Michaelis, bandido significa:
“bandido: ban.di.do – adj (part de bandir) Desterrado por meio de bando2; banido. sm 1 Indivíduo que vive do roubo e anda fugido à perseguição da justiça. 2 Salteador de estradas; bandoleiro. 3 Malfeitor. aum: bandidaço. dim: bandidinho. col pop: bandidada. Trabalhar de bandido (contra alguém): fazer algo contra os interesses de uma pessoa.“
Alguma dúvida de que o senador Caiado está correto em suas afirmações?
O senador Ronaldo Caiado possui imunidade parlamentar e é inviolável “civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. O
ex-presidente Lula e seus advogados sabem disso, portanto, essa ação no
STF não passa de jogo para a torcida e mau uso do Judiciário.
O ex-presidente Lula é assim, um grande bravateiro.
Fotos: Luiz Carlos Murauskas (no alto) e Eduardo Anizelli (abaixo) – Folhapress
Há muito se fala, em tom de piada
tragicômica, sobre o fato de que cicloativistas são quase todos de
classe média alta. O pobre que anda de bike porque precisa, não por
ideologia ou algo assim, não faz parte desses grupos – ele apenas anda
de bike, mesmo, e nunca são bicicletas caríssimas e importadas.
Parece que a gestão Haddad endossa o que seria talvez piada, transformando em fato lamentável. Confiram trechos da reportagem de Artur Rodrigues, na Folha:
“Na avenida Paulista, um tapete vermelho. Na avenida Bento Guelfi, no extremo leste de São Paulo, lama.A
comparação simboliza tratamentos diferentes da gestão Fernando Haddad
(PT) às ciclovias na capital paulista. Nos principais bairros centrais e
de classe média, há resistência de moradores e comerciantes, mas as
pistas para bicicletas contam, em geral, com asfalto e sinalização em
condições razoáveis. Já nos extremos da cidade a manutenção foi deixada
de lado –e as ciclovias estão tomadas por sujeira, buracos, enchente,
falta de sinalização, iluminação e fiscalização. (…)
Na avenida Bento Guelfi, no bairro do Iguatemi (zona leste), além de apagada, a ciclovia é invadida por barro. “Olha que fizeram este ano e já ficou desse jeito“,
diz José Batista, 60, borracheiro. Ele reclama que a ciclovia sai do
centro da via e muda em direção ao canteiro central justo em frente ao
seu estabelecimento, onde ele costumava trocar os pneus dos carros. (…)
“Vê se dá pra andar aí“,
diz Oliveira, apontando para os buracos. “Para a gente, seria bom uma
ciclovia na estrada do Campo Limpo, onde os ônibus passam tirando fina
de quem pedala”, afirma. A crítica é parecida em outras áreas, com
ciclovias que seguem pelo miolo dos bairros e acabam antes dos grandes
corredores viários. (…)
Na Vila Prudente, há problemas de
drenagem e no asfaltamento. Na rua Professor Gustavo Pires de Andrade, a
tinta foi passada sobre um trecho de paralelepípedos, causando desnível
na pista. Em Sapopemba, a falta de ciclovias é motivo de queixa. “Fui atropelado por um carro que entrava num posto. Nos trechos com ciclovia, não corro esse risco“,
disse Everton Barbosa, 21, metalúrgico que sofreu ferimentos leves e
pedala até a Vila Prudente diariamente para economizar.” (grifos nossos)
A reportagem é detalhada, com
entrevistas e fotos (a imagem deste post ilustra a capa de hoje do
jornal). É um retrato de como funciona a gestão Haddad. O prefeitão
prioriza marketing, maquiagem e bairros nobres ou centrais. O povo da
periferia não faz parte da “galera”.
Por isso só mesmo o pessoal igualmente
de classe-média, militante de redes sociais, não entende o porquê da
popularidade de Fernando Haddad ser tão baixa. E não se conformam que
ele será chutado da prefeitura no ano que vem.
Pois melhor que se
acostumem com isso. E já vai tarde.
O Brasil apresentado por Dilma Rousseff e
pelo PT nas eleições não era nosso país real, mas sim uma obra de
ficção. Isso já sabemos, especialmente a essa altura do campeonato e da
crise econômica.
Mas a maquiagem foi ainda pior: Herton
Araújo, ex-diretor do IPEA, prestou depoimento à Justiça Eleitoral
dizendo que o governo impediu o instituto de divulgar dados negativos
sobre as verdadeiras condições de pobreza no país.
A seguir, trecho de reportagem de Andréa Sadi e Gabriel Mascarenhas, na Folha:
“O ex-diretor do Ipea (Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada) Herton Araújo contou à Justiça
Eleitoral que foi impedido de divulgar, durante a campanha de 2014,
dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013 que
mostravam aumento da extrema pobreza no Brasil.“
Uma das formas de Dilma perder o mandato
é ser condenada pela Justiça Eleitoral. Torcemos por isso. E pelo
impeachment. E também pela renúncia. Torcemos por qualquer medida que,
dentro da lei, permita afastá-la da Presidência da República. A que vier
antes, de preferência.
A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira (9) a convocação do
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e de delegados da Operação
Lava Jato para explicarem suspeitas sobre a ilegalidade da escuta encontrada na cela do doleiro Alberto Youssef.
Após intensa pressão do PSOL desde o início da CPI, também foram
aprovados requerimentos para convocar personagens que podem implicar o
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no esquema de corrupção
da Petrobras: Julio Camargo, delator da Lava Jato, e Jayme Oliveira,
policial que disse ter entregado dinheiro destinado a Cunha.
A lista de convocações inclui ainda a advogada Beatriz Catta Preta, que
participou dos principais acordos de colaboração premiada na Lava Jato,
Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro Mário Negromonte que trabalhava
para Youssef, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o
presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.
Os dois últimos estão
presos por conta das investigações.
Os requerimentos aprovados colocam pressão sobre os investigadores do
esquema de corrupção na Petrobras, depois que, na semana passada, os
policias Dalmey Werlang e José Alberto Iegas afirmaram aos deputados que
a escuta na cela de Youssef era ilegal e estava ativa.
Entre os policiais convocados estão o superintendente da PF no Paraná,
Rosalvo Franco, e os delegados Igor Romário de Paula, Márcio Anselmo e
Mauricio Grillo.
Cardozo, na condição de ministro da Justiça, é o superior hierárquico da
PF e, por isso, também será questionado sobre o assunto. Os
parlamentares querem saber que providências ele tomou quando soube do
caso da escuta.
Pedro Ladeira - 1º.jul.2015/Folhapress
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em coletiva de imprensa
ESTRATÉGIAS
A pauta foi apresentada pelo relator Luiz Sérgio (PT-RJ) e aprovada por unanimidade.
Integrantes do PT não contestaram a convocação de Cardozo, que nos
bastidores é criticado por petistas por não "frear" a investigação da
Lava Jato. A possibilidade de convocação provocou a ida de emissários de
Cardozo à CPI, mas eles não conseguiram barrá-la.
A Folha apurou que a inclusão de Cardozo na pauta foi uma
negociação entre Luiz Sérgio e a oposição, que queria a convocação do
ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. No lugar de Dirceu, ficou
acordada a convocação de Cardozo.
A oposição avaliou ainda que não teria força para aprovar a convocação
dos atuais ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva
(Comunicação Social), citados na delação premiada do dono da UTC,
Ricardo Pessoa.
Os deputados federais afirmam não querer prejudicar a Lava Jato com
esses requerimentos, mas sim "salvar" a operação e "ajudar" a PF a
isolar possíveis fatos irregulares que tenham ocorrido no início das
investigações.
Integrantes da PF, porém, veem o movimento como uma manobra para tentar
anular a operação, já que parlamentares também são investigados no
esquema –embora nenhum dos alvos de inquérito faça parte da CPI.
Há, porém, influência desses parlamentares investigados, como o
presidente Eduardo Cunha, que nos bastidores tem orientado a atuação de
aliados na CPI.
Luiz Sérgio, que pautou as convocações dos delegados, justificou dizendo
que as "dúvidas" surgidas após os depoimentos dos policiais "precisam
ser esclarecidas".
"Os depoimentos dos policiais trouxeram dúvidas se houve ou não escutas
ilegais.
Escutas ilegais são graves, uma CPI não pode deixar de atentar a
isso", afirmou.
Já o presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), disse que a pauta
foi feita pelo relator e que integrantes da CPI podem querer "analisar a
legalidade dos fatos da operação". "Nosso trabalho aqui é investigar e
vamos cumprir esse papel", declarou.
Já a convocação da advogada Beatriz Catta Preta foi citada nos
bastidores como uma retaliação ao fato de ela ter obtido no Supremo
Tribunal Federal o cancelamento das acareações da CPI com o ex-gerente
da Petrobras Pedro Barusco, seu cliente.
Os parlamentares também podem usar seu depoimento para desqualificar as
delações premiadas, nas quais há acusações contra deputados.
Como se
orgulhar do Brasil, dominado pela burrice esquerdista que contamina
universidades, igrejas e a própria imprensa? Nesse sentido, vivemos num
dos países mais atrasados do mundo, depois de quatro mandatos para um
partido de tendência totalitária. Artigo de Rodrigo Constantino, no
jornal O Globo, vai ao ponto:
Pela
primeira vez passei o 4 de julho nos Estados Unidos, e pude verificar
“in loco” a importância que os americanos dão ao dia de sua
independência. É comovente. Bandeiras para todo lado, fogos de artifício
estourando em cada esquina, toda uma nação louvando seus heróis, os
“pais fundadores”, e também enaltecendo o papel dos militares nas lutas
para preservar a liberdade.
O legado
da Revolução Americana é o mais importante na história da liberdade. A
famosa passagem da Declaração de Independência de 1776 deixa isso claro:
“Consideramos estas verdades evidentes por si mesmas, que todos os
homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos
direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a
busca da felicidade”. Havia ali, pela primeira vez, uma mudança de
paradigma que colocava o foco no indivíduo, e tratava o governo como seu
servo, não o contrário.
Nenhum
país é perfeito. Mas os americanos têm motivos de sobra para se orgulhar
de sua trajetória como nação. São a democracia mais sólida do mundo,
com uma Constituição inalterada há mais de dois séculos, sofrendo apenas
algumas emendas. Estiveram do lado certo na Grande Guerra, enfrentando
os nazistas, e depois na Guerra Fria, combatendo os comunistas.
Representaram — e ainda representam, com ressalvas — o farol da
liberdade no mundo civilizado.
Mas se
fiquei emocionado ao ver toda a festa, com sabor especial por ser também
o dia do meu aniversário, bateu certa tristeza por outro lado, ao
constatar como estamos distantes disso no Brasil. Todo brasileiro
sensato, acredito, oscila entre a desesperança e um amor insistente à
Pátria. Brasileiro não desiste nunca, diz o ditado popular. Mas como é
difícil manter a chama da esperança acesa às vezes!
Devemos
evitar o fatalismo, o derrotismo dos que só cospem no país, numa espécie
de complexo vira-lata, repetindo que nunca teremos jeito com esse
“povo”. E também devemos fugir do outro extremo, o ufanismo boboca, o
nacionalismo oportunista, que enxerga qualidades onde não há, que
enaltece o que não tem valor só por ser brasileiro. O olhar deve ser
honesto, como um pai analisaria o filho que realmente ama, sem lente
cor-de-rosa nem autoengano.
E quando
fazemos isso, a conclusão é inevitável: temos tido poucos motivos para
orgulho legítimo de nosso país. Para começo de conversa, os quatro
mandatos seguidos do PT no governo. Que país é esse, que preserva por
tanto tempo uma turma tão incompetente, corrupta, cínica e populista no
poder? Alguns podem apontar que a culpa é do “povo” ignorante, mas
prefiro direcionar minha revolta contra a elite dos “intelectuais”, pois
esses deveriam ter mais noção das coisas. No entanto, trata-se de uma
elite que ainda flerta com o socialismo, uma esquerda caviar que ou não
saiu da infância romântica, ou se vende por migalhas estatais.
O Brasil é
líder (ou quase) em algumas coisas no mundo. Mas não são quesitos que
deveriam nos orgulhar. Temos cerca de 60 mil homicídios por ano. Outras
dezenas de milhares morrem no trânsito caótico. Nosso sistema de saúde
universal é uma afronta aos pagadores de impostos. Nosso ensino público
tem qualidade lamentável, e a doutrinação ideológica é muito maior do
que a educação efetiva.
Basta ver
quem é o “patrono” de nossa educação: o revolucionário Paulo Freire,
defensor dos tiranos mais assassinos do mundo. Como resultado disso, em
vez de formarmos jovens críticos que aprendem a pensar por conta
própria, deformamos milhões de alunos todo ano com lixo marxista,
criando uma legião de papagaios de slogans socialistas. O novo reitor da
UFRJ veste, literalmente, o boné dos criminosos do MST. Precisa dizer
mais alguma coisa?
O debate
ideológico é muito atrasado em nosso país. A esquerda retrógrada, que
idolatra Cuba, ainda domina boa parte da imprensa, das universidades, da
igreja. As soluções demandadas para os problemas criados por excesso de
governo são sempre mais governo. A liberdade individual tem valor muito
baixo no Brasil. O Estado ainda é visto como um “messias salvador”.
Basta citar que, mesmo com o “petrolão”, quase ninguém defende a
privatização da Petrobras. Querem um estado empresário apesar de tudo!
O Brasil
cansa. Mas não podemos desistir. É possível mudar o futuro, pois não
acredito em determinismos. Talvez devêssemos nos espelhar mais no
exemplo americano, deixando o antiamericanismo, fruto da inveja, de
lado. Há muito que aprender com essa nação. A começar pelo respeito que
as liberdades individuais e o capitalismo têm por aqui.
O juiz
Sergio Moro rejeitou, muito apropriadamente, as críticas de Dilma aos
delatores da operação Lava Jato. Este blogueiro já tinha dito algo
semelhante em posts anteriores. Dilma ignora a lei e ofende a Justiça,
como típica petista que é - autoritária, antidemocrática:
O juiz
Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato no Paraná,
rejeitou as críticas feitas pela presidente Dilma Rousseff aos delatores
do esquema de corrupção descoberto na Petrobras, classificando seus
comentários como "inapropriados" e "ofensivos" para o Supremo Tribunal
Federal.
Moro se
manifestou sobre as declarações da presidente sem mencionar o nome de
Dilma, no final de um ofício divulgado nesta quarta-feira (8) em que
defendeu a manutenção da prisão preventiva do empresário Marcelo
Odebrecht, preso em Curitiba sob suspeita de envolvimento com o esquema
de corrupção.
"Mesmo
juízo de inconsistência cabe às equiparações inapropriadas entre 'prisão
cautelar' e 'tortura' ou entre 'criminosos colaboradores' e 'traidores
da pátria'", escreveu Moro. "Não há como este Juízo ou qualquer Corte de
Justiça considerar argumentos da espécie com seriedade."
Dilma
criticou os delatores na semana passada, durante viagem aos Estados
Unidos, ao ser perguntada sobre os depoimentos do empreiteiro Ricardo
Pessoa, que lançou suspeitas sobre o financiamento da campanha da
petista à reeleição no ano passado.
Dilma
comparou os delatores ao traidor da Inconfidência Mineira, Joaquim
Silvério dos Reis, e a presos políticos que entregaram companheiros após
sofrer tortura na ditadura militar. Em entrevista à Folha nesta semana,
ela repetiu as críticas. "Não gosto de delatores", disse.
No ofício
desta quarta, o juiz Moro lembrou que a delação de Pessoa foi
homologada pelo STF. "São eles [os comentários sobre Silvério e a
ditadura], aliás, ofensivos ao Egrégio Supremo Tribunal Federal que
homologou os principais acordos de colaboração, certificando-se
previamente da validade dos pactos e da voluntariedade dos
colaboradores", escreveu o juiz.
Advogados
que defendem pessoas investigadas pela Lava Jato têm usado argumentos
semelhantes ao de Dilma para acusar Moro e os procuradores que conduzem
as investigações de prender os suspeitos para coagi-los a fechar acordos
de colaboração.
No pedido
de habeas corpus de Marcelo Odebrecht, a defesa acusa o juiz Sergio
Moro de usar a prisão cautelar como "retaliação" a quem prefere defender
a própria inocência a se tornar delator.
O
instituto da colaboração premiada, em troca de redução de pena, é
descrito pelos advogados de Marcelo Odebrecht como a "chave de entrada e
de saída da cadeia".
No ofício
ao juiz Nivaldo Brunoni, relator do pedido de libertação do empresário
no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Moro também refutou essa
alegação.
O pedido
de habeas corpus de Marcelo Odebrecht e os de outros executivos presos
com ele em junho deverão ser julgados na próxima semana.
Moro
reafirmou em seu despacho sua convicção de que as evidências que ligam a
Odebrecht ao cartel de empreiteiras que teria participado do esquema de
corrupção tornam inverossímil a alegação da defesa de que Marcelo
Odebrecht se mantinha "olimpicamente afastado" do dia-a-dia da sua
empresa.
Ele citou
e-mails encontrados nos computadores da Odebrecht que mostram o
executivo discutindo com os subordinados um contrato de sondas para
exploração do pré-sal. (Folha Poder).
A crise
econômica, herança dos governos petistas, já atinge a vida pessoal de 88
por cento dos brasileiros. Haja corte de gastos, mudança de hábitos,
busca de alternativas etc.:
Para 88%
dos brasileiros a crise econômica já chegou à sua vida pessoal, levando a
um corte de gastos, mudança de hábitos de consumo e à busca por
alternativas para aumentar a renda. As conclusões sobre o Brasil fazem
parte de um levantamento feito pelo instituto Data Popular,
especializado em hábitos de consumo das classes C, D e E, em cinco
países da América Latina. O objetivo do trabalho foi descobrir como os
latino-americanos estão enfrentando as dificuldades econômicas.
De acordo
com 58% dos entrevistados, a América Latina passa por um momento
econômico ruim, sendo que os mexicanos (69% dos entrevistados) e
argentinos (60%) são os mais pessimistas. Os brasileiros aparecem em
terceiro, com 55% dos entrevistados considerando o momento ruim ou
péssimo para a economia. Do total de pessoas da amostra, nos cinco
países, 45% disseram que esta é a pior crise econômica que já
atravessaram. Entre os brasileiros, 97% disseram que o país atravessa
uma crise econômica e 52% desse total avaliaram o momento como a pior
crise econômica já vivida no país.
Pelo
menos 72% dos entrevistados afirmaram ter tomado alguma atitude para
aumentar seus rendimentos. Entre os brasileiros, esse percentual é de
71%, atrás de México (75%) e Argentina (72%). No Brasil, 68% dos
entrevistados disseram ter feito um trabalho extra para melhorar seus
ganhos. Entre as classes econômicas mais baixas, que têm maior peso no
estudo, a forma de aumentar a renda foi “fazendo um bico”.
—
Claramente trata-se de um trabalho não legalizado, na economia informal.
Constatamos que na Páscoa, por exemplo, muita gente fez ovos em casa
para vender — diz Renato Meirelles, presidente do Data Popular.
‘AJUSTE FISCAL FEITO PELA DONA DE CASA’
Pelo
menos oito em cada dez latino-americanos mudaram seus hábitos de consumo
para enfrentar a crise, mostrou o Data Popular. À frente dos demais
países, 88% dos entrevistados no Brasil afirmaram ter mudado seu
comportamento para reduzir gastos. Pelo menos 90% dos brasileiros
entrevistados disseram ter economizado nas contas de casa; 84% deixaram
de comprar alguns produtos no supermercado e 84% cortaram gastos com
lazer.
— É o
ajuste fiscal feito pela dona de casa — diz Meirelles, lembrando que 88%
dos brasileiros começaram a comprar em supermercados que fazem
promoções com preços mais baixos e 83% passaram a consumir marcas mais
baratas.
— Com o
ganho de renda, a população que virou classe média ficou mais exigente
com a qualidade dos produtos. A troca por uma marca mais barata não
significa que essas pessoas estão comprando agora produtos de má
qualidade — explica o presidente do Data Popular, alertando que o
levantamento mostrou que 88% dos brasileiros entrevistados buscam por
melhores preços e 67% se informam sobre produtos mais baratos.
O
levantamento mostrou que os brasileiros (78% da amostra) são os que mais
pechincham na hora da compra, seguidos pelos mexicanos (59%). Dos
entrevistados no Brasil, 72% disseram fazer compras a prazo. Entre todos
os países pesquisados, 63% dos entrevistados disseram que sem
parcelamento não poderiam comprar os produtos a que se acostumaram. A
pesquisa mostrou também que 42% dos brasileiros deixaram de pagar uma
conta para pagar outra.
— É o que se chama rodízio de contas — afirma Meirelles.
O
trabalho mostrou que a rede de relacionamento também ajuda a enfrentar o
momento econômico adverso, com 50% dos entrevistados afirmando que
compraram fiado no último ano, sendo 44% no Brasil. Outros 20% dos
brasileiros entrevistados tomaram empréstimo com um amigo e outros 20%
fizeram compras com um cartão de crédito emprestado. (O Globo).
Artigo de Carlos Alberto Sardenberg no jornal O Globo analisa a imensa capacidade de Dilma para cometer erros:
Na noite
de 23 de janeiro de 2013, Dilma surgiu triunfante em rede nacional de
televisão para a anunciar uma redução de 18% na conta de luz de todos os
brasileiros, acentuando: “Primeira vez que acontece no país".
Embora já
fosse bastante, a presidente não ficou nisso. Explicou, “com números",
conforme ressaltou, que o “Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais
barata".
Foi além.
Desafiadora, atacou os pessimistas e zombou das “previsões erradas"
daqueles que “diziam que não iríamos conseguir baixar os juros e nem o
custo da energia".
De fato,
naquele momento, a taxa básica de juros era de 7,25% ao ano, a mais
baixa na era do Real e a conta de luz caiu no dia seguinte.
Animada
com isso, Dilma informou que os investimentos estavam em alta, empregos
idem, salários subindo, de modo que o Brasil vivia “dos melhores
momentos da história".
Hoje,
todo mundo sabe, os juros estão nas alturas — a taxa vai passar dos 14% —
e a conta de luz não para de subir. Desde 2013, ano em que Dilma
anunciou a redução, já ficou 60% mais cara, na média nacional. E ainda
há vários reajustes previstos para este e o próximo ano. O desemprego
sobe — 500 mil vagas formais fechadas este ano —, o PIB empacou, o
salário perde poder de compra para a inflação e os investimentos
públicos e privados desabaram.
Os pessimistas estavam certos, a presidente, errada, muito errada. Como Dilma pode ter se equivocado tanto?
Começa
que ela não ouve ou não entende as críticas. Ninguém dizia que o governo
não conseguiria ou não podia reduzir juros e tarifas de energia. Os
críticos diziam, sim, que essas medidas eram insustentáveis mesmo no
curto prazo.
Para
resumir o ponto de vista dito pessimista: a redução da conta da luz se
fizera por um artificialismo que desorganizava o setor elétrico; naquele
momento, a tendência do custo da energia, sem truques, era de alta.
Quanto à inflação, já estava alta e, mesmo assim, contida
artificialmente pelo controle de preços administrados, como o da
gasolina.
Era o
ponto de vista correto. Dirá o pessoal da presidente: agora, em
retrospectiva, é fácil falar. Negativo. Como bem apontava Dilma, os
críticos e pessimistas diziam, fazia tempo, que o modelo econômico dela
iria explodir em inflação, baixo crescimento, juros altos, contas
públicas em déficit e desorganização de diversos setores, como o
elétrico, hoje atolado em dívidas, prejuízos para a Petrobrás.
Também
diziam que o aumento do crédito e do consumo era insustentável; que não
havia ambiente para investimento privado. e que o governo não
conseguiria dar conta das promessas de investimentos dos PACs.
Lembram-se do trem bala?
Pois é — e
não foi a primeira vez que a presidente exibiu um triunfalismo
infundado. No início de seu governo, em março de 2011, deu uma
entrevista para o jornal “Valor Econômico", garantindo que em seu
mandato a economia cresceria na faixa de 5% ao ano, com inflação de
4,5%, na meta.
Também
atacou os pessimistas e disse que era adivinhação daqueles que
sustentavam não haver condições para uma expansão sustentada.
A coisa
saiu ainda pior do que imaginavam os pessimistas. A média de crescimento
anual do PIB (2011/14) ficou em 2,2%, só melhor que o período Collor. E
a inflação foi de 6,16%.
Discursos
e entrevistas da presidente Dilma podem ser encontrados no site do
Planalto. Essa exposição não seria um motivo suficiente para a
presidente vir a público e dizer “desculpaí, foi mal"?
Mas não. A
presidente e seus próximos dizem que passamos por um probleminha
passageiro, consequência da crise mundial, e que logo, logo... os
pessimistas serão derrotados.
De novo, como pode se equivocar tão completamente?
8 julho 2015 Atualizado pela última vez 13:48 (Brasília) 16:48 GMT
Autoridades russas criaram uma campanha preventiva contra um tipo de fatalidade que está crescendo no país: a morte por selfie.
Segundo estatísticas
oficiais, 10 pessoas morreram apenas em 2015 em acidentes causados
durante tentativas de tirar autorretratos.
Agora, uma cartilha está sendo distribuída com dicas úteis, ainda que um pouco óbvias.
As autoridades, por exemplo, não recomendam selfies nas proximidades de linhas férreas ou em áreas propícias a acidentes.
Comitê
Interinstitucional da Política Distrital para os Animais (CIPDA)
divulga documentos para garantir a participação da sociedade organizada
(Brasília, 7/7/2015) – A
Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) divulgou nesta terça-feira
(7) documentos do Comitê Interinstitucional da Política Distrital para
os Animais (CIPDA) em seu site (http://www.sema.df.gov.br/).
O comitê foi instituído para propor ações integradas entre os órgãos e
entidades participantes para a defesa e proteção dos animais. Foi criado
no dia 10 de junho de 2015 pelo Decreto 36.477, de 4 de maio de 2015.
O
material está disponível na aba “conselhos” da página principal do
site. Para acessar, clique na opção CIPDA. O decreto, o regimento
interno, a lista de membros, o calendário de reuniões, as pautas, a
memória das reuniões, documentos e informações com explicações sobre a
forma de atuação do comitê estão à disposição do público.
A
assessora especial da Subsecretaria de Áreas Protegidas, Cerrado e
Direitos Animais, Mara Moscoso, afirmou que as ações propostas neste
comitê e os pareceres técnicos emitidos devem ser amplamente
compartilhados com a comunidade para viabilizar a elaboração de
políticas públicas de forma participativa. “A partir da divulgação da
documentação no portal, além de dar transparência às ações desenvolvidas
pela Sema, o cidadão do Distrito Federal poderá enviar sugestões”,
destacou.
O
presidente do CIPDA é o secretário de Meio Ambiente, André Lima. A
secretaria executiva é de responsabilidade da Subsecretaria de Áreas
Protegidas, Cerrado e Direitos Animais (Sacedan).
Os
integrantes do CIPDA são também os representantes das secretarias da
Saúde, de Agricultura, de Educação, do Ibram, do Jardim Zoológico, da
Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, ONG
ProAnima, ONG Projeto Adoção São Francisco, Conselho de Medicina
Veterinária e da Universidade de Brasília (UnB).
A Justiça Federal de Brasília abriu ação contra o presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), na qual ele é acusado de improbidade
administrativa por receber propina da construtora Mendes Júnior para
pagar despesas pessoais.
Agora, a defesa de Renan irá se manifestar sobre a ação e, depois, o caso segue para o Ministério Público.
A Procuradoria da República no Distrito Federal enviou à Justiça, no ano
passado, uma ação de improbidade administrativa, afirmando que o
peemedebista recebeu propina da construtora Mendes Júnior para pagar
despesas que teve numa relação extraconjugal com Mônica Veloso, com quem
Renan tem uma filha.
De acordo com os procuradores, Renan forjou documentos para justificar
que tinha recursos para pagar as despesas com Mônica e sua filha. Ele
também é acusado de ter enriquecido ilicitamente.
Na ação ainda é dito que Cláudio Gontijo, lobista da Mendes Júnior,
fazia os pagamentos para o peemedebista e que a construtora foi
beneficiada por emendas parlamentares apresentadas pelo Senador.
A ação remonta a um caso de 2007, que levou Renan à renúncia do cargo de
presidente do Senado para salvar seu mandato de senador.
Se for condenado por improbidade, o presidente do Senado pode ter que ressarcir os cofres públicos e até perder o cargo público.
Em nota, Renan afirmou que a ação da Justiça Federal é decorrente de uma
"pseudo denúncia muito antiga" e comparou a iniciativa a um "café
requentado, com óbvias motivações".
"Farei todos os esclarecimentos que a Justiça desejar. Nada ficará sem
respostas concretas e verdadeiras", disse. A jornalistas, afirmou estar
"absolutamente tranquilo".
"É uma oportunidade para que eu me defenda e mostre o contrário [do que
argumenta Procuradoria da República no Distrito Federal]", acrescentou.
CASO CRIMINAL
O presidente do Senado também é investigado pelo STF (Supremo Tribunal
Federal) num inquérito que avalia a parte criminal do caso.
Pouco antes de ele voltar à presidência do Senado, o então
procurador-geral da República Roberto Gurgel apresentou denúncia contra o
senador. Ele acusou Renan pelos crimes de falsidade ideológica, uso de
documento falso e peculato (desvio de dinheiro público).
Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos, Renan
apresentou documentos e disse que tinha recebido uma parte com a venda
de gado. O suposto comprador, porém, negou que tenha adquirido bois do
senador.
Na denúncia, Gurgel disse que Renan não possuía recursos disponíveis
para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso entre janeiro de 2004 e
dezembro de 2006, e que inseriu "informações diversas das que deveriam
ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar
a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade
financeira".
O STF ainda não analisou a denúncia contra Renan. Quando o fizer, e caso
a aceite, ele se transformará em réu. O caso está com o ministro Luiz
Edson Fachin, que pediu manifestação do Ministério Público.
Não
sei porque ...quando escuto alguns nomes de nossos congressistas...me
dá vontade de vomitar. O que virou o nosso país...a pior tigrada tomou
de assalto o poder.
Mane
Como
exigir que o menor seja "comprometido" com a legalidade se até o
presidente do senado é indiciado (não julgado ou condenado) e como
qualquer adolescente marginalizado usa e abusa da impunidade?
Seth Menachem decidiu apoiar seu filho Asher, que queria usar vestidos
Asher Mechanem, de 3 anos, surpreendeu seu pai há pouco mais de 1 ano quando escolheu usar um vestido para ir a uma festa.
Seu
pai, Seth, tentou pressioná-lo para que usasse "roupa de menino",
porque não queria responder às perguntas que muitas pessoas fariam
quando vissem Asher e porque temia que seu filho fosse julgado pelos
outros convidados.
Mas Asher fez tanta questão de usar o vestido que Seth logo sentiu que não estava fazendo a coisa certa.
"Eu
me desculpei com ele e o ajudei a colocar o vestido. Depois, virou algo
que ele queria vestir todos os dias", diz Seth, que relatou sua
experiência no artigo My Son Wears Dresses, and That's OK With Me (meu filho usa vestido, e tudo bem para mim, numa tradução livre).
"Tive
algumas dúvidas no início, porque queria protegê-lo das pessoas que
podiam hostilizá-lo. Mas cheguei à conclusão que o ajudaria mais se não o
reprimisse por causa de temores possivelmente injustificados."
Menino princesa
Experiência de Cheryl Kilodavis resultou em um livro
A americana Cheryl Kilodavis
levou um susto parecido quando seu filho Dyson, de 5 anos, lhe disse:
"Adoro usar vestidos e amo as cores rosa e vermelho".
Como ela conta no livro My Princess Boy
(Meu Menino Princesa, numa tradução livre; 2009), sua primeira reação
foi combater esta vontade, oferecendo brinquedos tidos como "adequados"
para meninos, como carrinhos e caminhões, e fazendo com ele lesse
determinados livros.
Dyson ainda assim quis sair fantasiado de
princesa no Dia das Bruxas. Mas Kilodavis não queria ceder. Foi seu
filho mais velho quem a fez pensar que o problema estava nela e não no
irmão mais novo, ao perguntar-lhe: "Mamãe, por que não pode simplesmente
deixá-lo ser feliz?".
No
livro, Kilodavis relata que Dyson ama a cor rosa e objetos brilhantes.
Algumas, vezes usa vestidos. Em outras, calças jeans. Ele gosta de usar
uma tiara de princesa, inclusive quando está subindo em árvores.
"Nossa
família o ama como ele é. Esta é uma história de amor e aceitação e um
chamado à tolerância, ao fim do bullying e dos preconceitos", escreve
ela.
Por conta de sua experiência, ela deu início a uma campanha
voltada para professores para promover a aceitação das particularidades
de cada criança.
"É hora de reivindicar as diferenças e, com
sorte, aprendermos a aceitar aqueles que se sentem diferentes", disse
ela em uma conferência.
Identidade de gênero
Especialistas defendem que é natural meninos da idade de Asher fazerem experiências
Pilar Roldán, diretora de uma
escola infantil na Espanha, defende que é preciso deixar que crianças
usem as roupas e os brinquedos que desejam sem classificá-los.
"Não
é porque um menino brinca com bonecas e de cozinha que vamos nos
preocupar ou dizer alguma coisa. Claro que impomos limites e ensinamos
valores, mas nossa filosofia é que a criança esteja feliz e aprenda
brincando, seja qual for sua identidade sexual."
A diretora de jardim de infância Verónica Sapag, do Chile, considera a idade um fator chave.
"Não
é a mesma coisa quando uma criança de dois anos quer se vestir de
princesa e quando uma criança de cinco, seis, sete, oito anos ou mais
velha quer fazer o mesmo", afirma ela.
"Ao
redor dos dois anos, é quando a criança está identificando seu gênero. É
normal que um menino queira brincar de boneca ou vestir-se de princesa
ou que uma menina queira brincar com carrinhos ou vestir-se de
super-herói."
Para Sapag, é preciso atenção para perceber quando
uma criança começa a rejeitar tudo que está relacionado com seu gênero
ou manifestar angustia ou sofrimento cada vez que tenha que fazer algo
relacionado a ele.
"Se for este caso, pode ser que a criança não esteja feliz sendo quem é."
Problema de família
A psicóloga María Esther Revelo é especialista em terapia familiar e recentemente orientou um casal a lidar com seu filho.
Quando
seus pais não estavam em casa, Luis*, de 7 anos, gostava de usar as
fantasias de princesa de sua irmã, que é um ano mais velha. A primeira
vez que sua mãe o viu, ela se assustou e pensou: "Meu filho gosta de se
vestir de mulher".
Os pais perguntavam por que ele estava com
aquela roupa e mandavam ele se trocar. Logo, este comportamento do
menino virou um problema na família.
"Nos
finais de semana, ele se negava a se vestir. Quando havia uma festa, a
mãe escolhia a roupa, mas ele não queria usá-la. Eles tinham brigas
tremendas por causa disso. O menino acabava passando toda a festa
triste, porque tinha ido com a roupa que não queria. Não se sentia
confortável", diz Revelo.
Os pais de Luis decidiram procurar ajuda
porque receavam que ele tivesse inclinações sexuais diferentes das
consideradas normais para seu gênero.
"Ele não achava que estava
fazendo algo ruim. Mas, ao escutar que 'não era assim que deveria ser',
ele sentia que estava indo contra alguma coisa, e criar este medo numa
criança poderia levar a um comportamento inadequado. Até aquele momento,
se tratava de uma coisa simples, a escolha de um vestido, e nada mais",
afirma a psicóloga.
Comodidade
Revelo diz que é fundamental escutar não só à criança, mas também os pais.
"Primeiro,
conversamos com o menino. Era muito fácil dialogar com ele. Foi muito
bom entrar neste mundo de fantasia que ele estava alimentando por meio
dos vestidos. Isso me permitiu orientar seus pais", diz ela.
"Descobrimos
que o menino tinha uma inclinação pelo estímulo sensorial que o vestido
produzia nele, desde a perspectiva tátil por causa dos tecidos sedosos e
suaves até a perspectiva visual, porque ele gostava de cores brilhantes
e fortes." Sua fascinação pelas fantasias usadas por meninas também se revelou uma opção pela comodidade.
"Ele
me disse que as calças o incomodavam muito e que era mais agradável
usar as fantasias da irmã", afirma Revelo, que acrescenta que Luis não
tinha problemas em usar bermudas.
"Ao longo do ano escolar, num
período de nove meses, pudemos notar mudanças. Seu interesse nas
fantasias acabou se modificando lentamente e ele passou a usar roupas
mais parecidas com as de outros meninos."
Para a psicóloga, o comportamento de Luis é "totalmente normal", e menino até hoje é fascinado por cores fortes.
Preconceitos
Hoje, Asher não usa mais vestidos todos os dias
Segundo ela, o temor manifestado pelos pais de Luis é compartilhado por muitas famílias.
"Temos
que trabalhar com os pais para que eles se livrem de seus preconceitos.
Antes de tudo, é preciso vir o amor e capacidade de lidar com as
situações que se apresentam na vida de nossos filhos", afirma Revelo.
"O
pai precisa entender o que teme exatamente. É homofobia? Uma
dificuldade sexual pessoal? Olhar para dentro de nós mesmos ajuda
muito."
Depois de trabalhar os medos dos pais de Luis e sugerir
que eles dialogassem com seu filho, Revelo acompanhou uma mudança
notável na dinâmica familiar.
"Liberado dos preconceitos, o menino
pode se sentir melhor. Não havia uma conduta anormal que precisava ser
tratada. Não havia razões para intervir. Era só observar e acompanhar.
Assim, estes pais conseguiram compreender seu filho."
Seth,
o pai do caso que abre esta reportagem, conta que não buscou ajuda
profissional porque "não via nenhum problema com sua decisão" de deixar
seu filho Asher usar vestidos.
"É uma peça como qualquer outra. De
vez em quando, minha filha veste calças jeans, e ninguém me pergunta se
ela é travesti", afirma ele.
"Se meu filho for gay, que assim
seja. Talvez ele não seja. Talvez seja travesti. Talvez não seja. Não
tenho controle sobre nada disso. Tudo que posso fazer é ser
compreensivo."
Liberdade
Hoje,
Seth faz um mestrado em Psicologia Clínica com especialização no
desenvolvimento de crianças e adolescentes. Ele diz ter visto muitas
formas com que pais podem prejudicar o desenvolvimento de seus filhos,
mas garante que deixar um menino usar vestidos não é uma delas.
"Geralmente,
os amigos e familiares me dão apoio. Para certas pessoas, a situação
pode ser estranha, mas o problema não é nosso, é deles. Algumas dizem
que seria duro para eles se seus filhos quisessem fazer o mesmo. Outras
dizem que queriam ter a coragem para tanto", afirma Seth.
Ele diz
que sua missão é criar os filhos com amor, alegria, limites e um guia
moral - e, para ele, um menino usar vestidos não é uma questão moral.
"Não
há por que pais sufocarem a criatividade e a liberdade dos filhos
quando algo é feito de forma saudável. Deixem que eles desfrutem desses
momentos. Talvez se fantasiar seja só uma diversão. Talvez queiram
testar uma nova identidade. Mas não somos nós que devemos definir isso",
diz Seth.
"Uma
criança gay ou transgênero não vai mudar de ideia se seus pais disserem
que não gostam de quem eles são. Também não é saudável dizer para uma
criança que busca se vestir de maneira diferente que aquela forma é
proibida para meninos ou meninas."
Hoje, Asher não usa mais
vestidos diariamente, como é possível ver na série de fotos que seu pai
publica na rede social Instagram. Agora, ele faz isso uma ou duas vezes
por semana.
"Às vezes, ele passa uma parte do dia de vestido e a
outra fantasiado como o Hulk. Em outras ocasiões, põe sapatos brilhantes
com uma camiseta de motocicleta e, em outras, um vestido com a máscara
do Homem-Aranha. É tudo roupa. Todos gostamos de usar roupas diferentes
para nos expressar ou para nos sentirmos cômodos", afirma Seth.
"Acredito
que o incômodo que alguns pais sentem reflete suas próprias
inseguranças ou temores. Espero transmitir a meus filhos uma noção do
que é correto ou errado, amor pela vida e empatia pelas outras pessoas. O
resto depende deles."
O urso panda gigante da China, por ter uma personalidade
dócil e pacífica, é um dos animais com maior risco de extinção no país,
somado a isso ainda tem o rápido crescimento econômico que destrói o
habitat natural de diversas espécies, dentre elas, o panda.
Mas, felizmente existem ONGS de direitos dos animais que se mobilizam
para na criação de iniciativas que objetivam conter essa constante
ameaça. Uma delas é a Chengdu Research Base of Giant Panda Breeding, que faz um trabalho importante na sobrevivência desses animais encantadores.
O espaço funciona como uma “creche” para cuidar dos pandas e é
especializado em fazer a reprodução da espécie. Confira algumas imagens e
um vídeo dos bebês panda:
Um eterno otimista que acredita no lado bom das pessoas.
Curioso, louco, designer, filho, amigo, patinador de fim de semana,
geek, amante de cinema, dorminhoco e Aquele que vê sempre o lado cheio
do copo.
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ger
Karl Lobo