sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pesquisa Datafolha: Ditadura e Democracia

terça-feira, 1 de abril de 2014


A democracia segue sendo defendida como o melhor sistema de governo, em qualquer circunstância, pela maioria dos brasileiros, mas há fissuras nesta relação: no momento em que se completa 50 anos do golpe militar de 1964, os brasileiros veem a situação política daquela época melhor do que atualmente, e estão um pouco ou muito insatisfeitos com o funcionamento da democracia, na qual veem alguns problemas, como corrupção e insegurança.
Esses e outros dados fazem parte de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha com o objetivo de consultar a opinião pública brasileira sobre seus valores democráticos e a respeito do regime militar que vigorou no país a partir de abril de 1964. As entrevistas com 2614 brasileiros com 16 anos ou mais foram feitas entre os dias 19 e 20 de fevereiro de 2014. Os resultados para o total da amostra tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A comparação direta entre democracia e ditadura segue favorável à primeira: 62% dos brasileiros acreditam que a democracia é sempre melhor que qualquer outra forma de governo, patamar similar ao verificado em dezembro de 2008 (61%) e, numericamente, o mais alto já atingido na série histórica do Datafolha sobre o tema.
Os menores foram registrados em fevereiro de 1992 (42% defendiam a democracia ante outras formas de governo) e em setembro de 1989 (43%). Atualmente, há ainda 16% para quem tanto faz se o governo ou é uma democracia ou uma ditadura (em 2008, 19%); 14% que defendem que em certas circunstâncias é melhor uma ditadura do que um regime democrático (eram 11% em 2008); e 8% que não souberam responder.
Maioria prefere governo vigiando vida dos cidadãos
Com o objetivo de consultar a cultura democrática dos brasileiros, o Datafolha apresentou aos entrevistados uma série de questões com duas opções de resposta que se confrontavam entre si. Dentre essas questões, a que mais polarizou as opiniões dos brasileiros se refere à vigilância dos governos sobre a sociedade.
Para 56%, quanto mais vigiadas pelo governo estiverem as pessoas, melhor para a sociedade, e 35% acreditam que quanto mais livres da vigilância do governo estiverem as pessoas, melhor para a sociedade
Em outra questão, a maioria (64%) apontou que os direitos humanos devem valer para todos, inclusive para criminosos, e 31% indicaram que os direitos humanos não devem valer para os criminosos.
Um em cada cinco brasileiros (21%) acredita que a tortura pode ser praticada se for a única forma de obter provas e punir criminosos, opinião que contrasta com a de outros 73%, para quem a tortura nunca pode ser praticada, mesmo se for a única forma de se obter provas e punir criminosos.
Também fica em 21% a parcela de brasileiros que preferem que apenas pessoas alfabetizadas tenham o direito de votar em eleições, ante 77% que preferem que qualquer pessoa, independente de ser analfabeto, tenha o direito de votar.
Para 83%, o governo deve ouvir mais os cidadãos para tomar decisões importantes, enquanto 13% defendem que o governo deve ouvir mais técnicos e especialistas para tomar decisões importantes. Somam 4% os que não opinaram.
Também foi avaliado o grau de ação do governo que os brasileiros admitem em alguns aspectos sociais e institucionais do país.
A intervenção em sindicatos é a que causa mais divisão, ainda assim com ampla maioria contrária à intervenção governamental: concordam, totalmente ou em parte, que o governo deve ter o direito de intervir nos sindicatos 28% da população adulta do país, enquanto 59% discordam, 5% não concordam nem discordam e 7% não opinaram.
A prisão de suspeitos de crime sem a autorização da Justiça tem o aval, total ou em parte, de 26%, e 66% discordam que o governo deveria ter o direito a tal prática. Uma fatia de 8% não opinou sobre o assunto.
Uma fatia de 22% concorda, totalmente ou em parte, que o governo deveria ter o direito de proibir a existência de algum partido político, atitude da qual 66% discordam, totalmente ou em parte. Somam 11% os que não concordam nem discordam.
Com o direito do governo proibir greves também concordam 22%, outros 72% discordam, e 6% não concordam nem discordam ou não souberam opinar.
O direito do governo fechar o Congresso Nacional tem o aval de 20%, e a discordância de 69%. Uma fatia de 12% não concorda nem discorda ou não tem opinião sobre o direito do governo intervir no Congresso.
Concordam que o governo deveria ter o direito de torturar suspeitos para tentar obter confissões ou informações 14%, e 78% discordam que o governo deveria ter esse direito. Há ainda uma fatia de 8% que não concorda nem discorda ou não soube opinar sobre essa questão.
A censura a rádios, jornais e TVs deveria ser um direito do governo, concordam, totalmente ou em parte, 13% dos brasileiros adultos. A ampla maioria (80%), porém, discorda dessa posição, e os demais 7% não concordam nem discordam ou não opinaram a respeito.
Quando se voltam à realidade do regime democrático, os brasileiros adotam uma postura majoritariamente crítica: 59% estão um pouco satisfeitos com o funcionamento da democracia no Brasil. Outros 28% estão nada satisfeitos, e só 9% estão muito satisfeitos.
A baixa ou nenhuma satisfação com a democracia brasileira encontro respaldo na avaliação feita pela maioria dos brasileiros de que o país vive uma democracia com grandes problemas (61%) ou uma democracia com pequenos problemas (21%). Apenas 3% acreditam que o país vive uma democracia plena, índice menor do que o dos que acreditam que o Brasil não vive uma democracia (9%).
Para metade (51%) dos brasileiros com 16 anos, há nenhuma chance de ocorrer uma nova ditadura no país, enquanto 24% avaliam que há um pouco de chance, e 15%, muita chance. Há ainda 10% que não souberam opinar.
O legado do regime militar ao país encontra uma imagem difusa entre os brasileiros, passados quase trinta anos da entrega da Presidência da República de um militar para um civil eleito por voto indireto, em 1985.
Para 46%, a ditadura militar deixou mais realizações negativas do que positivas para o Brasil, parcela duas vezes superior à dos avaliam o contrário, de que a ditadura deixou mais realizações positivas do que negativas (22%). Uma parte significativa (32%), porém, não soube avaliar o legado do governo militar para o país.
Corrupção é aspecto mais crítico da democracia na comparação com ditadura, avaliam brasileiros
A comparação direta entre a situação atual e a do regime militar traz aspectos favoráveis e desfavoráveis para a democracia que vigora no país.
Para 39%, por exemplo, a situação política atual é pior do que a do regime militar. Acreditam que é melhor 33%, e 19% avaliam que é igual.
A comparação que avalia o nível de corrupção é ainda mais desfavorável à atualidade: para 68%, a situação da corrupção está pior hoje do que no período da ditadura militar, outros 18% avaliam que a situação está igual, e só 8% acreditam que está melhor. Não responderam 6%.
Em relação à segurança pública, metade (51%) acredita que a situação está pior hoje do que na época do regime militar, outros 25% avaliam que está melhor, 17%, que está igual, e 7% não souberam opinar.
A área da saúde está pior hoje do que antes para 45%, e 33% avaliam que está melhor. Há ainda 15% que veem a situação da saúde como igual, e 5% não opinaram.
A preservação do meio ambiente divide opiniões: 38% acreditam que está pior hoje do que na era dos militares, 33% opinam que está pior, e 18%, que está igual. Neste caso, 10% não responderam.
Sobre a situação da educação, 47% acreditam que ela é melhor atualmente do que antes, no período militar, e 32% avaliam que está pior. Para 14%, está igual, e 6% não souberam responder. A situação econômica registra índices semelhantes: 49% dizem que está melhor, 24%, que está pior, e 18%, que está igual.
O mesmo acontece com a situação social, vista como melhor hoje do que no período dos militares por 49%, como pior por 20%, e como igual por outros 22%;
Em relação aos direitos humanos, 51% opinam que a situação hoje é melhor, ante 22% que a veem como pior. Para 17%, continua igual, e 10% não opinaram a respeito.
Com melhor imagem na comparação com o período do regime militar aparecem a cultura e a liberdade de expressão. A situação da primeira é vista como melhor hoje do que no regime militar por 57%, e os demais se dividem entre aqueles que a avaliam como pior (18%), igual (17%) e os que não responderam (8%).
Dois em cada três brasileiros (67%) avaliam que a liberdade de expressão é melhor atualmente do que na ditadura militar. Outros 13% acreditam que está pior, 12%, que está igual, e 8% não responderam.
Apoio a punição de crimes contra governo militar é maior do que a torturadores do regime
De dezembro de 2008 para cá, passou de 46% para 61% a parcela da população com 16 anos ou mais que atribui a culpa dos principais problemas enfrentados pelo Brasil hoje aos governos civis que sucederam os ditadores brasileiros.
No mesmo período, passou de 24% para 14% a fatia dos que atribuem a culpa dos principais problemas aos governos militares que antecederam os civis, e de 25% para 20% a taxa dos que não souberam opinar.
Outra comparação com o levantamento de 2008 mostra que cresceu de 41% para 46%, em cinco anos, a parcela de brasileiros que defendem punição para pessoas que torturaram presos políticos durante a ditadura militar no país. A participação dos que são contrários a tal medida seguiu direção oposta e caiu de 45% para 41%. Há ainda 5% que são, atualmente, indiferentes a respeito do assunto.
Na pesquisa mais recente, o Datafolha também consultou os brasileiros sobre a possibilidade do Judiciário e a polícia reexaminarem casos de pessoas que praticaram atentados contra o governo durante a ditadura, e a parcela favorável a uma revisão neste caso é ainda maior: 54% são a favor, 29% são contra, e 6% são indiferentes.

O pagamento de indenização a presos políticos ou para famílias de perseguidos e assassinados pela ditadura militar brasileira também é apoiado pela maioria: 52% concordam totalmente com o pagamento das indenizações, e 22% concordam em parte. Discordam totalmente dessa medida 9%, e 5% discordam em parte. Há ainda 5% que não concordam nem discordam.
 
 

Jair Bolsonaro: Censura escancarada

quinta-feira, 3 de abril de 2014


Que pavor um só homem causa à esquerda brasileira a ponto de lhe cassar a palavra da tribuna da Câmara dos Deputados, a não ser o temor à verdade?

O discurso que me acabou sendo proibido na terça-feira abordaria fatos como o ocorrido em março de 1963, na sede do Sindicato dos Operários Navais, em Niterói (RJ), por ocasião do Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, patrocinado pelo Partido Comunista Brasileiro, onde Luís Carlos Prestes proferiu: "Gostaria que o Brasil fosse a primeira nação sul-americana a seguir o exemplo da pátria de Fidel Castro".

Com as mulheres nas ruas, a imprensa, a Igreja Católica, os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro clamando pelo fim da corrupção generalizada, da desordem social e da radicalização ideológica e pela preservação das instituições democráticas, o Congresso, por aclamação, declarou vago o cargo de presidente da República, ou seja, cassou João Goulart.

Em 9 de abril de 1964, este mesmo Congresso, com votos de Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Juscelino Kubitschek, Afonso Arinos, num total de 361 deputados e senadores, elegeu Castello Branco presidente da República.

A alegação de quase 400 mortos e desaparecidos --em sua maioria, sequestradores, terroristas, assaltantes de banco, ladrões de armas-- seria um preço muito pequeno para que, hoje, nosso povo não vivesse nas condições dos cubanos. Não tivesse Fidel Castro treinado e financiado a luta armada no Brasil, certamente, no início dos anos 70, o poder teria sido passado aos civis.

O comandante do Exército cubano ofereceu ao anistiado Carlos Eugênio Paz cem homens armados até os dentes para a guerrilha do Araguaia. Confesso que, como militar, preferia enfrentá-los na selva a conviver nas cidades com a sombra de 10 mil agentes cubanos, "desarmados" e travestidos de médicos.

Que moral tem um governo para falar em tortura quando esconde qualquer investigação sobre o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, justiçado pelos próprios companheiros; quando cria uma Comissão da Verdade cujos integrantes são indicados por alguém como a presidente, que, à frente de grupos terroristas como VPR, Colina e VAR-Palmares, sujou suas mãos de sangue de inocentes como o tenente Alberto Mendes Júnior, executado a pauladas nas matas do vale do Ribeira, e o recruta do Exército Mário Kozel Filho, morto por carro bomba no QG do então Segundo Exército? A esquerda continua posando de vítima na busca de compaixão, votos e poder.

Hoje, currículos escolares doutrinam 30 milhões de alunos do ensino fundamental com ideologias de países que nunca admitiram liberdade em seu solo. Com textos e gravuras, livros condenam o capitalismo, o livre mercado e a propriedade privada, exaltando o socialismo como remédio para todos os males.

Por Projeto de Lei, querem punir pais com pena de afastamento do lar por uma simples palmada no filho malcriado. A PEC (proposta de emenda constitucional) 57A/1999 aplica um duro golpe no direito à propriedade privada ao punir com expropriação de imóvel rural ou urbano aquele considerado autor de prática de trabalho escravo, aí incluído o análogo à escravidão.

Como Lênin disse que "compraria da burguesia a corda para enforcá-la", afirmo que o PT vem comprando no Congresso os votos para fechá-lo e em grande parte da mídia matérias para silenciá-la.

Chegará o momento em que um novo 31 de março ou uma nova Operação Condor não serão suficientes para impedir o Brasil e a América Latina de serem lançados nos braços do comunismo. Que o diga o Foro de São Paulo congregado pelo PT, pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e pelo que há de pior na América Latina.
 
 
 

ARTIGO: um elefante branco de quase R$ 2 bi

  Rodrigo Rollemberg comenta, com exclusividade, suspeita de superfaturamento do Mané Garrincha

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É muito importante que Brasília seja sede de jogos da Copa do Mundo. Como ex-secretário de Turismo do DF, sei da importância do evento para nossa cidade e para nossa economia.

Só não posso concordar que a Copa do Mundo aconteça aqui sem deixar nenhum legado para os brasilienses, seja na área de mobilidade urbana ou de infraestrutura.


Mesmo assim, a Copa do Mundo está custando caro aos brasilienses. Orçado inicialmente em R$ 700 milhões, o custo do Estádio Nacional Mané Garrincha está beirando os R$ 2 bilhões. 



Relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) apontou irregularidades na compra e no transporte de materiais da obra e indícios de superfaturamento de R$ 431 milhões.


Talvez este seja o motivo de o estádio de Brasília ser o único do Brasil em que não há recursos federais. Justamente para fugir do controle da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União.



Tantos recursos tão mal gastos no estádio, enquanto as demais áreas do DF continuam carentes de investimento e de planejamento. A educação básica é um exemplo. O GDF praticamente não construiu nenhuma creche pública. Mas apenas com o valor superfaturado – R$431 milhões – seria possível construir 240 creches para 120 alunos, para período integral.

A saúde, que o governador Agnelo Queiroz se comprometeu em resolver em seis meses, continua um caos. Os moradores do DF não conseguem receber os medicamentos necessários para seus tratamentos, nem ser atendidos nos hospitais, ou sequer fazer exames.

Esperam horas por uma consulta, e meses por uma cirurgia. Esses R$ 431 milhões poderiam também custear a construção de 586 Unidades Básicas de Saúde. 


MUITO MAIS CARO

 

O jornal Folha de São Paulo revelou que o Estádio Nacional Mané Garrincha custa 62% a mais que a média das arenas por valor unitário de assentos. Nosso estádio tem 72 mil lugares. Cada assento custa, em média, R$ 19,4 mil. Na média nacional, o custo do assento é de R$ 12 mil.


De acordo com o jornal, Brasília aparece como a cidade mais cara. Me lembro que o governador Agnelo Queiroz chegou a dizer, no início da obra, que esperava baixar os custos do estádio, naquela época ainda orçado em pouco mais R$ 700 milhões. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, entre todos os 34 estádios das Copas 2006, 2010 e 2014 juntos, o Mané Garrincha é o mais caro.

Não são apenas o valores estratosféricos investidos no nosso estádio que fazem Brasília estar nas manchetes da grande imprensa. A falta de transparência na aplicação dos recursos públicos também. Reportagem recente da revista Veja Brasília revelou que foram assinados 47 aditivos ao contrato do estádio, mas sem publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). 



Brasília poderia sediar a Copa do Mundo investindo valores muito menores, como foi feito em outros estados. Em Pernambuco, por exemplo, o estádio está sendo entregue pelo mesmo preço com que foi orçado, cerca de R$ 500 milhões.


Mesmo com os valores já investidos, em dezembro, o GDF ainda remanejou R$140 milhões destinados à infraestrutura do setor Noroeste para reforma do Mané Garrincha. Ainda assim, nas redes sociais, nosso estádio foi ridicularizado, com a publicação de fotos em que as pessoas assistiam a um jogo, debaixo da área coberta, com guarda-chuvas, por causa da quantidade de goteiras que já existe no estádio inaugurado há menos de um ano.


São vários fatos que ilustram a falta de planejamento, de transparência, de respeito e de responsabilidade com os gastos públicos pelo GDF.



A população olha para o Estádio Nacional de Brasília, mas não vê nenhum verdadeiro legado para a cidade. Nenhuma melhoria pode ser sentida na saúde, na educação, na segurança ou no transporte público. O projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), por exemplo, que seria uma obra de mobilidade urbana prevista na Matriz de Responsabilidade para a Copa do Mundo de 2014, não tem data para ser entregue.

O trecho previsto, que ligaria o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Asa Sul, foi retirado da matriz e não ficará pronto para o mundial.


"Brasília tem um dos estádios mais caros do mundo. Em uma cidade cercada de problemas" Rodrigo Rollemberg
 
  Todos os recursos para investimentos do Distrito Federal parecem ter sido tragados pelo estádio. Ao se aproximar do valor de R$ 2 bilhões, Brasília tem um dos estádios mais caros do mundo. Em uma cidade cercada de problemas. 


Rodrigo Rollemberg é senador pelo PSB/DF e líder do partido no Senado.

Presidente do PT: Com uma única fala, ameaça Dilma e tenta ameaçar a oposição



Dilma precisa se benzer. Eu, no lugar dela, faria até uma novena

Neste quinta-feira, Rui Falcão, presidente do partido, resolveu mandar dois recados, tudo embalado numa espécie de ameaça — além de dizer uma porção de barbaridades. Vamos lá.


De saída, Falcão fez de conta que o eleitor não existe e que eleições são desnecessárias. Segundo disse, Luiz Inácio Lula da Silva, “se quiser”, pode voltar “com tranquilidade” em 2018. ...

Fosse um democrata convicto, Falcão diria “voltar a ser candidato”. Mas não! Ele se refere à Presidência mesmo, sem escalas. Até parece que Lula tem mandato vitalício. Ainda que as pesquisas, hoje, possam indicar eventual vitória no primeiro turno se candidato fosse, quem disse que seria assim em 2018?

Mas esse não foi o centro da sua fala, não. Indagado se a candidatura da presidente Dilma é irreversível, com aquele ar peculiarmente sinistro, afirmou: “Irrevogável, irreversível, só a morte, mas não há nenhuma razão para supor que ela não será nossa candidata”. Ou, dito de outro modo, o PT trabalha, sim, com a possibilidade de que Dilma possa não se candidatar. 


Acrescente-se, de resto, o mau gosto de uma fala como essa referindo-se a alguém que se tratou de um câncer bastante grave não faz muito tempo. Poderiam dizer: “Ah, mas o Lula também!”. É verdade! Só que a presidente, no momento, é ela, não ele. Mais um pouco, e Falcão lamenta o bom estado de saúde da presidente.

Curiosamente, no mesmo dia em que ficou jogando urucubaca na presidente, Falcão se referiu ao caso Petrobras, depois de uma reunião com jovens, alguns deles envolvidos com os protestos de junho. Chamou de “impatriótica” o que considerou uma “campanha contra a Petrobras”. Vale dizer: o presidente do PT parece achar que a apuração de lambanças é falta de… patriotismo. Cumpre lembrar que a Polícia Federal, não a oposição, abriu três inquéritos para apurar operações suspeitas na estatal.


Falcão afirmou ainda: “É um ataque à Petrobras. São os mesmos que colocaram um ‘x’ na Petrobras para torná-la palatável ao mercado; que foram contra o regime de partilha”.


Vamos esclarecer. No governo FHC, fez-se um estudo para que a Petrobras passasse a se chamar “Petrobrax”. Considerava-se, não entro no mérito, que isso reforçaria o seu caráter de empresa de alcance global. O PT inventou a mentira deslavada de que isso era parte de uma operação para privatizá-la. Nunca aconteceu. Tanto é assim que a estatal criou, em 1976, a linha de produtos “Lubrax”, não “Lubras”. Esse, definitivamente, não é o “x” da questão. Quanto ao regime de partilha, a oposição é e tem de ser crítica mesmo! Está se revelando ruinoso para a estatal brasileira.

O “x” mesmo da questão é outro. Ao ligar os dois temas — a não irreversibilidade da candidatura de Dilma e a investigação das lambanças na Petrobras —, Falcão manda um recado tanto a Dilma como às oposições. Está dizendo a ela: “Não pense que nós a manteremos candidata caso seja grande o risco de derrota”. Aos adversários: “Não insistam no assunto Petrobras, ou a gente chama o Lula de volta”.

Bem, dizer o quê? Quem será o candidato do PT, convenham, é problema do PT. Lula e Dilma que se entendam. Que existe muito lulista vibrando com o calor que Dilma está passando com a Petrobras, ah, isso existe. O lulismo finge ignorar que a empresa se transformou na casa de horrores justamente no governo… Lula.


Reinaldo Azevedo VEJA

TCU: Associações marcam protesto contra indicação do senador GIM Argello



A provável indicação do senador Gim Argello (PTB-DF), que deve ser feita pela presidenta Dilma Rousseff, para ocupar a cadeira de ministro Tribunal de Contas da União (TCU) vem causando uma onda de protestos e manifestações contrárias à nomeação de Gim. 


A vaga no tribunal foi aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Valmir Campelo, ex-senador pelo PTB, para assumir a vice-presidência de governo do Banco do Brasil. ...
As Associações Nacionais dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC) e do Ministério Público de Contas (AMPCON) criaram uma página na rede social Facebook para organizar um ato na rampa do prédio sede do TCU, em Brasília. O protesto está marcado para a próxima segunda-feira, dia 7. 

As associações afirmam que a provável indicação do senador constituirá grave violação às exigências constitucionais de idoneidade moral e reputação ilibada, já que o Senador foi denunciado pelo crime de peculato e dispensa indevida de licitação.

Gim Argello é suplente do ex-governador Joaquim Roriz, que renunciou em 2007 para escapar da cassação em meio a um escândalo de corrupção. A indicação do senador tem que ser aprovada, por maioria simples, pelos plenários da Câmara e do Senado, em votação secreta.

Blatter critica Itaquerão e pode pagar a conta

247 – Após a morte de um operário durante colocação das arquibancadas provisórias, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou a falta de segurança no Itaquerão.

"Temos problema com o estádio de São Paulo. Houve acidente com uma pessoa que morreu, mas quando se trabalha em uma construção de dois ou mais metros é preciso ter a responsabilidade de dar segurança aos trabalhadores. Eles não fizeram isso", disse.


Fiscais do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) interditaram a obra, mas a liberação deve sair na próxima semana. Um laudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro afirma que o afundamento do solo que sustentava o guindaste destruído em novembro do ano passado foi a causa do acidente que matou dois operários. Estudo também indica que a proteção do solo, feita como brita, não era adequada para uma máquina que ergue até 1.500 toneladas.


O Corpo de Bombeiros de São Paulo também informou que "o estádio não está seguro para receber o público, tendo em vista que ainda não se adequou à legislação vigente e não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros". Há também 26 irregularidades apontadas no projeto, que envolvem principalmente as saídas de emergência e o controle de fumaça.


A Arena Corinthians será palco de abertura da Copa do Mundo no Brasil. Cerca de 65 mil pessoas são esperadas para a partida de Brasil x Croácia, em 12 de junho. No entanto, até agora, nem o clube e nem a construtora de Marcelo Odebrecht, apresentaram solução para uma dívida de R$ 60 milhões referente as estruturas temporárias previstas no contrato da Fifa.


O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, responsável pela arena se comprometeu a arcar com os gastos; no entanto, Jérôme Valcke, 


secretário-geral da instituição, afirmou que o impasse continua. Ele refugou a possibilidade de adiar o início da competição. Diante da saia-justa, a Fifa já cogita assumir a conta para evitar fiasco mundial.

CPI da Espionagem aponta Brasil vulnerável e propõe nova legislação



sexta-feira, 4 de abril de 2014 15:42 BRT
 
 
  
Por Karla Mendes, especial para a Reuters





BRASÍLIA (Reuters) - O relatório final da CPI da Espionagem confirma a vulnerabilidade do Brasil e sugere uma lei que determine o fornecimento de dados de cidadãos e empresas nacionais a organismos no exterior apenas mediante autorização judicial, segundo mostra documento obtido com exclusividade pela Reuters.


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada no Senado Federal em setembro de 2013, após uma série de revelações de espionagem no Brasil pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), com base em documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da agência norte-americana Edward Snowden.


"Os acontecimentos que motivaram esta CPI assinalam... o despreparo do poder público no Brasil para fazer frente às ações de inteligência de outros governos e organizações", atesta o relatório de 301 páginas, que será divulgado oficialmente na próxima quarta-feira, 9 de abril.


O relatório da CPI --que foi presidida pela autora do requerimento de criação da comissão, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e que teve como relator o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES)-- vai na contramão de declarações da presidente Dilma Rousseff em setembro passado na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, quando afirmou que "o Brasil sabe proteger-se".


Até comunicações de Dilma com seus assessores diretos teriam sido monitoradas pela NSA, de acordo com as denúncias de Snowden.



Ao apontar que há "profunda vulnerabilidade do Estado brasileiro e de nossa população a ações de espionagem" e que isso continuará a ocorrer, a CPI conclama que o país "desenvolva mecanismos de proteção do conhecimento e de segurança cibernética".




Segundo o relatório, algumas das vulnerabilidades são consequências da própria infraestrutura de comunicações que o Brasil tem adotado ao longo dos anos. A maioria dos cabos submarinos para ligações internacionais passa por Miami, mesmo que os EUA não sejam o destino final da chamada.


"Estamos entregando informação para eles (os norte-americanos)", alertou o especialista em segurança cibernética Paulo Pagliusi, um dos ouvidos pela CPI, em uma entrevista no Rio de Janeiro.


Há ainda limitações do próprio sistema de inteligência brasileiro. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), por exemplo, não pode interceptar ligações e tem orçamento apertado. Dos quase 530 milhões de reais previstos para a Abin em 2012, 467,2 milhões de reais tinham como destinação gastos com pessoal e encargos sociais, 55,7 milhões de reais para outras despesas correntes e apenas 4,9 milhões de reais para investimentos.






"Não há interesse em investir em inteligência. E se tem medo da inteligência", ressaltou o consultor legislativo do Senado e ex-agente da Abin, Joanisval Brito Gonçalves.

O relatório final da CPI sugere mudanças que aumentem a segurança cibernética do Brasil em quatro grandes linhas de atuação: tecnológica, pessoal, processual e institucional.

A construção de cabos submarinos que não passem pelos EUA, o lançamento de satélite brasileiro e o desenvolvimento de tecnologia nacional são algumas das recomendações. Investimentos em sistemas de inteligência, inteligência de sinais e criptografia também devem ser priorizados.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recomenda, entre outras coisas, que o governo crie mecanismos de controle para monitorar o ciclo completo de desenvolvimento e produção de hardware e software no país.

SEM INDÍCIOS DE AUTORIA

O relatório da CPI mostra que não foi possível confirmar a "materialidade de crime" relacionada às denúncias de espionagem divulgadas pela imprensa em 2013, com investigações inconclusivas sob essa ótica.


A CPI avalia que a Polícia Federal terá dificuldade para comprovar delito e indícios de autoria.

"Os depoimentos colhidos nos autos do inquérito são todos, infelizmente, muito evasivos, de modo que até então a PF sequer tinha ideia de onde teria sido efetuada a interceptação clandestina: se no território brasileiro, nos cabos submarinos, nos satélites geoestacionários ou se as informações foram simplesmente cedidas pelas empresas de serviços de Internet, a partir de servidores localizados nos EUA", destaca o relatório.

PROJETO DE LEI





O relatório da CPI traz em anexo um projeto de lei que exige autorização judicial prévia para o acesso por autoridades e organismos internacionais a dados de brasileiros e empresas nacionais.

Ao mesmo tempo em que destaca que os brasileiros têm direito à inviolabilidade e ao sigilo do fluxo de suas comunicações, salvo por ordem judicial, a CPI reconhece que "faz-se necessário assegurar o livre fluxo de informações entre autoridades governamentais e tribunais estrangeiros para a investigação de atos ilícitos".

Pelo projeto, o Poder Judiciário deverá elaborar e publicar semestralmente relatório com os pedidos formulados por organismos estrangeiros a respeito de dados de comunicações de brasileiros ou de empresas nacionais, "indicando o número, a natureza das requisições e se os dados foram ou não fornecidos".
"Um dos principais problemas apurados por esta CPI diz respeito à falta de controle e de transparência a respeito das requisições de dados de pessoais naturais e jurídicas brasileiras por autoridades governamentais e tribunais estrangeiros", argumenta a comissão.

"Com este projeto de lei do Senado, espera-se suprir essa lacuna e permitir que o Poder Judiciário brasileiro exerça o controle necessário sobre esses procedimentos, divulgando de forma transparente essas requisições", conclui o documento.

Iniciativa aparentemente cruel mas oportuna.

Maquiavel

Grupo distribui alfinetes contra 'encoxadores' do metrô

Movimento 'Mulheres em Luta' distribui alfinetes em campanha contra 'encoxadores' do metrô em SP
Movimento Mulheres em Luta distribui alfinetes em campanha contra 'encoxadores' (Mulheres em Luta/Divulgação)
 
Um grupo feminista decidiu adotar uma tática inusitada contra os estúpidos que incentivam o assédio a mulheres nos vagões de trens e do metrô de São Paulo: 500 alfinetes foram distribuídos para usuárias na estação Capão Redondo, na Zona Sul da capital paulista, contra os autointitulados "encoxadores" – que filmam abusos no metrô com celulares e compartilham as imagens nas redes sociais.


A campanha é organizada pelo Movimento Mulheres em Luta e foi batizada "Não me encoxa que eu não te furo". A Polícia Civil já deteve 34 pessoas acusadas de abusos no metrô – dois casos foram registrados como tentativa de estupro.


Leia também: Quem são os 'encoxadores' do metrô

André Vargas é PT. PT é André Vargas

4/04/2014 às 15:53

Circulou nas redes sociais: montagem de André Vargas, com seu gesto já histórico, num jatinho


Circulou nas redes sociais: montagem de André Vargas, com seu gesto já histórico, num jatinho


Diga-se em favor do ainda deputado André Vargas (PT-PR) uma coisa: ele não é um qualquer; não é um peixe pequeno, um bagrinho, um petista do baixo clero. Nada disso! No PT, Vargas é grande. Já foi o poderoso secretário de Comunicação do partido, uma espécie de maestro dos blogs sujos, a rede financiada por dinheiro público para difamar as oposições, setores do Judiciário e a imprensa independente. 

Vargas foi um dos articuladores da queda de Helena Chagas da Secretaria de Comunicação Social. Motivo: ela não era tão generosa — não no nível desejado ao menos — com a turma do subjornalismo do nariz marrom. Ela tinha a ambição de operar com um mínimo de critérios técnicos. É demais pra eles.

Vargas resolveu também ser a linha de frente de defesa dos mensaleiros, como é sabido. O seu protagonismo máximo na área foi erguer o punho na presença de Joaquim Barbosa, quando este foi ao Congresso para participar da solenidade de abertura do Ano Legislativo. Barbosa estava lá como representante do Poder Judiciário. Ele, Vargas, vice-presidente da Câmara e do Congresso, encarnava o Poder Legislativo. O mínimo de decoro informava que, naquela hora ao menos, representava todos os congressistas e todos os partidos. 

Não com ele! Na Mesa do Congresso, ele decidiu ser petista; como petista, ele decidiu fazer a defesa dos mensaleiros; como defensor dos mensaleiros, ele decidiu afrontar o Judiciário; como afrontador do Judiciário, ele decidiu jogar a institucionalidade no lixo.

Mas não é só isso, não! Vargas obedece a um grande mestre: Luiz Inácio Lula da Silva. Alguém dirá: “Até aí, nada demais; todos obedecem!”. Não! No PT, há uma diferença entre a obediência devida, por juízo,  e a obediência por gosto. Vargas compõe a linha de frente do movimento interno “Volta, Lula”. Essa proximidade faz dele um conhecedor das entranhas do partido, das suas tripas, do seu estômago, do seu intestino. O que quer que Vargas faça, fiquem certos, Lula sabe. O que quer que Vargas faça, sem prejuízo de obter eventuais vantagens pessoais — a ver —, ele o faz também em favor do partido.

Um ingênuo poderia objetar: “Espere aí, Reinaldo, quem se regalou no jatinho pago pelo doleiro foram Vargas e sua família, não o PT inteiro!”. É verdade. A questão é saber por que alguém que se dá a tal desfrute goza de tão alta reputação no partido, foi escolhido para ser o vice-presidente da Câmara e era candidato a presidi-la em 2015, já que sua reeleição para deputado era dada como certa.

André Vargas é PT. PT é André Vargas.

Por Reinaldo Azevedo


04/04/2014

às 15:09

Oposição vai ao Conselho de Ética contra Vargas, o petista do avião pago por doleiro

 

 

Leiam o que informa Marcela Mattos na VEJA.com. Volto no próximo post.
O DEM e o PSDB anunciaram nesta sexta-feira que vão acionar o Conselho de Ética da Câmara contra o vice-presidente da Casa, deputado André Vargas (PT-PR), por ter usado um jatinho pago pelo doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal em uma operação de combate à lavagem de dinheiro no país. O requerimento será protocolado no início da próxima semana.

As investigações da Operação Lava Jato apontaram que as relações de Vargas com o doleiro vão muito além da amizade, conforme revelou o site de VEJA. Youssef providenciou um avião para que Vargas voasse com a família para João Pessoa (PB), ao custo de 100.000 reais. Em quase cinquenta mensagens interceptadas pela PF, o petista recebe orientações do doleiro, combina reuniões e relata informações de conversas que, como parlamentar, mantinha com integrantes do governo. 

Segundo apuração dos policiais, Vargas utiliza sua influência em benefício do parceiro, como atestam conversas sobre o laboratório Labogen Química Fina e Biotecnologia no Ministério da Saúde – apontadas como empresas do esquema do doleiro.


Vargas já deu três vezes versões sobre o uso do jatinho: inicialmente, acusou seu adversário político, o também deputado Fernando Francischini, de “plantar” a notícia. Depois, admitiu que pediu o avião porque os voos comerciais estavam muito caros no período. E, quando percebeu que estava completamente enrolado, admitiu que “cometeu um equívoco”.

Na representação, os deputados de oposição argumentam que o uso da aeronave pode configurar recebimento de vantagem indevida. “A cada dia surgem mais elementos que comprovam a ligação dele com o doleiro preso. E a explicação que deu não convenceu. 

É uma situação extremamente grave, que expõe e desmoraliza o Parlamento”, afirmou o vice-líder do PSDB, Nilson Leitão (MT). Nesta quinta, o PSOL também protocolou pedido de investigação à Mesa Diretora da Câmara, que deverá remeter o caso à Corregedoria da Casa.


Por Reinaldo Azevedo
 

Dilma, a presidente-candidata, só entregou 12% do PAC 2


Governo

Levantamento feito pelo site de VEJA e pela ONG Contas Abertas aponta que mais da metade das obras (53,3%) do PAC 2 não saíram do papel


A presidente Dilma Rousseff durante anúncio de investimentos do PAC 2 Mobilidade Urbana, em janeiro, em Belo Horizonte (MG); números mostram que as obras do programa não saíram do papel
MAQUIAGEM – A presidente Dilma Rousseff anuncia investimentos do PAC 2 Mobilidade Urbana, em janeiro, na cidade de Belo Horizonte (MG): números mostram que as obras do programa não saíram do papel (Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação)

 
No dia 7 de março de 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursava no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, quando achou que deveria elogiar sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Era ela a responsável por gerenciar o chamado Programa de Aceleração do Crescimento, lançado um ano antes.

"A Dilma é uma espécie de mãe do PAC. É ela que cobra, junto com o Márcio Fortes (então ministro das Cidades), se as obras estão andando", disse ele. Menos de três anos depois, a própria Dilma assumia a Presidência da República, ao sagrar-se vitoriosa em uma campanha eleitoral na qual o PT a apresentou como excelente gestora. Como havia prometido, a sucessora de Lula lançou o PAC 2. O objetivo era o mesmo: uma cartilha de obras capaz de destravar os problemas de infraestrutura e, ao mesmo tempo, melhorar os índices sociais do país.


Sem grande carisma, inábil politicamente e até hoje longe de ser unanimidade no PT, Dilma sempre tentou sustentar a imagem de competência gerencial. Agora, a três meses de assumir o papel de presidente-candidata, ela exibe números assustadores do seu PAC 2.

 Das 49.905 obras, apenas 12% foram concluídas nos três primeiros anos de governo. Pior: mais da metade das obras (53,3%) sequer haviam sido iniciadas quando Dilma concluiu o terceiro ano de mandato. Em tempo: a base de dados utilizada é a do próprio governo.


Do total de empreendimentos, 34,5% estavam em "ação preparatória", que é a primeira etapa do processo. Outros 10,5% apareciam com o status de "em contratação", e 8,2% estavam em processo de licitação. As demais 30,5% foram classificadas como "em obras".

Os números apontam que, ao concluir o mandato, Dilma deixará para o seu sucessor – ou para si mesma se for reeleita – um gigantesco passivo de obras inacabadas.

O site de VEJA, em parceria com a ONG Contas Abertas, publicará nos próximos dias uma série de reportagens mostrando a execução pífia dos empreendimentos nas diferentes áreas da administração – transporte, energia, saúde, educação, entre outros.

Veja/Contas Abertas
Dados PAC 2


Maquiagem – O levantamento também deixa claro que o cenário é diferente da propaganda oficial. Nos balanços periódicos, apresentados a cada quatro meses, o Ministério do Planejamento enfatiza o volume financeiro de recursos, e não a quantidade de empreendimentos. Por exemplo: graças a essa maquiagem, é possível afirmar que foram aplicados 773,4 bilhões de reais, ou 76% do previsto para o período entre 2011 e 2014, número propagandeado pelo governo.


Além disso, o ministério atualiza constantemente o prazo de conclusão dos trabalhos, de forma que a maior parte dos empreendimentos recebe o selo de "andamento adequado". O trem-bala ligando Rio a São Paulo, por exemplo, está nessa categoria, apesar do imenso atraso no início dos trabalhos.


José Matias-Pereira, professor da Universidade de Brasília e especialista em finanças públicas, chama a atenção para outro aspecto significativo da contabilidade do governo: os gastos com o Minha Casa, Minha Vida, incluindo o financiamento habitacional, correspondem a 42% do programa. "Financiamento não é PAC", diz ele. O professor continua: "Os dados só confirmam a marca de um governo incompetente, que aparelhou a administração pública a partir de critérios políticos".


Diretor da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco também critica: "Os verdadeiros protagonistas do PAC são os cidadãos que obtiveram financiamentos para a compra de imóveis novos, usados e reformas. Esse volume bilionário de empréstimos às pessoas físicas infla artificialmente os resultados do programa, pois representa quase a metade das chamadas ações concluídas".


"A capacidade executiva da presidente é muito ruim. Ela é extremamente centralizadora, não delega para a equipe e monta equipes de baixa qualidade técnica. Está aí o resultado", diz o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE).

A perspectiva de um ano ruim para a economia em 2014 não deve tornar o cenário mais favorável. Ou seja: a gerente implacável chegará a outubro com um grande débito de obras pelo país. Mas, em termos de propaganda, a conclusão das obras prometidas não parece ser a principal preocupação de Dilma: no segundo semestre, quando já estiver oficialmente no papel de candidata, ela deve lançar o PAC 3 – ou mais uma lista de obras para cabalar votos pelo país.

Resposta - De acordo com o Ministério do Planejamento, 74,7% dos empreendimentos do PAC 2 dependem da execução dos municípios, e outros 12,8% são de responsabilidade dos Estados. Nestes casos, o governo federal apenas dá apoio financeiro às obras. O ministério também afirma que "muitos desses empreendimentos foram selecionados recentemente". Ao todo, informa a pasta, 34,6% dos empreendimentos foram escolhidos em 2013.


Dilma diz que governo lançará PAC 3 por volta de agosto

sexta-feira, 4 de abril de 2014 13:34 BRT
 
 
4 Abr (Reuters) -

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que o governo federal lançará a terceira etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) por volta de agosto.





Em entrevista a rádios de São José do Rio Preto (SP), onde participará de cerimônia de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, Dilma disse que o PAC 3 será lançado "lá por agosto, eu acredito".


Segundo Dilma, o contorno ferroviário de São José do Rio Preto será uma das obras que farão parte da próxima fase do programa. A presidente não forneceu detalhes sobre outros projetos que serão incluídos da carteira do PAC 3.


Questionada sobre a possibilidade de terminar a obra do contorno ferroviário em um eventual segundo mandato, a presidente brincou com o radialista. "Se eu tiver segundo mandato, se você votar em mim... eu concluo", disse.


Dilma, cujo primeiro mandato na Presidência termina em dezembro deste ano, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de outubro.


Lançado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para estimular o investimento, em 2007, o PAC reúne obras de grande porte de infraestrutura. A segunda versão do programa teve início em 2011, já no governo Dilma.

Câmara nega aposentadoria integral para Genoino


Mensaleiro continuará a receber R$ 20 mil mensais. 

 

Ministro Joaquim Barbosa decidirá nos próximos dias se ele terá de voltar para a prisão

Veja Noticias
O ex-deputado José Genoino, condenado no julgamento mensalão, tem aposentadoria por invalidez negada
O ex-deputado José Genoino, condenado no julgamento mensalão, tem aposentadoria por in

validez negada 
Após uma bateria de exames e uma sequência de adiamentos, a junta médica da Câmara dos Deputados negou nesta sexta-feira o pedido de aposentadoria por invalidez do ex-deputado José Genoino (PT-SP). O parecer dos médicos aponta que Genoino “não é portador de cardiopatia grave” e, portanto, não deve ser beneficiado com o afastamento laboral. Conforme solicitou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o laudo deve ser enviado à Corte para sustentar a decisão sobre o pedido de prisão domiciliar do mensaleiro.
Com a negativa, Genoino manterá os vencimentos atuais de cerca de 20.000 reais por tempo de serviço. Se conseguisse o benefício, ele teria direito ao salário integral e vitalício de deputado, hoje no valor de 26.700 reais. 

Condenado a quatro anos e oito meses no julgamento do mensalão, Genoino está provisoriamente em prisão domiciliar em Brasília e aguarda decisão do ministro sobre a necessidade de retornar para o presídio da Papuda. 

No final de novembro, um laudo médico elaborado a pedido de Barbosa constatou que a prisão domiciliar não era “imprescindível” para o ex-presidente do PT. Ainda assim, Barbosa estendeu o benefício ao mensaleiro. O presidente da Corte, então, solicitou à Câmara um novo laudo dos exames, que definirá o futuro do petista nos próximos dias. 

Genoino entrou com o pedido de aposentadoria por invalidez em setembro do ano passado, cerca de dois meses após ter passado por uma cirurgia cardíaca e antes de renunciar ao mandato. O primeiro laudo da Câmara já havia revelado o diagnóstico: o mensaleiro sofre de hipertensão, mas não foi diagnosticado com “doença especificada em lei do ponto de vista médico-pericial”. 

Como ele tinha passado por uma operação, os médicos optaram por adiar a decisão e pediram um prazo de noventa dias para concluir a análise. 

No início de fevereiro, o mensaleiro passou por uma nova série de exames – e obteve a mesma negativa. A defesa do ex-presidente do PT, porém, recorreu da decisão e solicitou novos exames a serem anexados na análise. 


No novo laudo, os médicos da Câmara afirmam ter levado em consideração o Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público, além de diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e apontam que Genoino não apresenta doença que “resulte em incapacidade laboral definitiva”. Não cabe recurso da decisão.


PT de PE entra com representação no TSE contra Campos


A representação traz ainda trechos da publicação que comprovariam "o intuito eleitoral das publicidades"
 
O diretório estadual do PT entrou com representação contra o presidenciável Eduardo Campos (PSB) por suposta realização de campanha eleitoral antecipada. Segundo nota publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legenda pede que o tribunal aplique "punição ao político por propaganda extemporânea".

O PT alega, na representação, que o jornal Folha de Pernambuco publicou, em 21 de março, "diversas propagandas eleitorais subliminares ao representado Eduardo Campos, exaltando sua imagem pessoal expressamente, enumerando suas realizações políticas de forma clara, pedindo implicitamente votos e referindo-se ao atual governador como exemplo de gestor, projetando-se a sua ascensão política em nível nacional com a pré-candidata Marina Silva".A representação traz ainda trechos da publicação que comprovariam "o intuito eleitoral das publicidades". 

Uma das matérias apresentadas na ação fala do desempenho de Campos enquanto governador de Pernambuco: "o acúmulo de bons resultados verificados ao longo dos quase oito anos do governo Eduardo Campos transformou o socialista em uma referência nacional para o enfrentamento de problemas que aparecem perpetuados no Brasil. Os altos índices de aprovação credenciaram o pernambucano a candidatar-se à Presidência da República".

"Pela legislação em vigor, a propaganda eleitoral somente poderá ser feita a partir do dia 6 de julho do ano da eleição. A Lei prevê multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil ao responsável e o seu beneficiário, caso este tenha conhecimento prévio da mesma.", diz a nota do TSE.

Campos deixa hoje o governo pernambucano, 7 anos e 3 meses após tomar posse do cargo. Ele assinou na quinta-feira, 3, a carta renúncia. A transmissão do cargo para o vice, João Lyra Neto (PSB), está marcada para as 17 horas desta sexta-feira, no Palácio do Campo das Princesas.

Fonte: Agencia Estado

Distritais: 66% já faltaram em 2014


Dois terços dos 24 deputados distritais já faltaram a alguma sessão plenária da Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2014. No ano passado, apenas uma parlamentar, Luzia de Paula (PEN), compareceu a todas as 114 sessões realizadas.
"Minha formação como trabalhadora é estar em todas as sessões plenárias da Casa e cumprir os compromissos como distrital e representante do povo", afirma Luzia, que já deixou a Câmara. Ela permaneceu na Casa enquanto o companheiro de partido, Alírio Neto, esteve no comando da Secretaria de Justiça do DF.
Mas nem todos os colegas da distrital dão a mesma importância para a presença em plenário. Segundo levantamento da Secretaria Geral da CLDF, oito deputados faltaram mais de 10% das sessões plenárias em 2013.
O parlamentar que menos aparece nas sessões é o petebista Cristiano Araújo, que faltou um terço dos encontros em 2013 e mais da metade em 2014. Em nota, o deputado afirma que "todas as faltas foram justificadas" e que "as ausências foram necessárias para visitar as cidades e escutar as reivindicações dos moradores em busca de melhorias para população, o que também é papel do parlamentar".



Divulgação
As informações sobre as ausências dos distritais em 2014 ainda não foram publicadas na internet para conhecimento do eleitor. Por regra, a divulgação na rede só é feita após aprovação da Mesa Diretora, o que ainda não aconteceu neste ano.
Enquanto isso, as faltas dos distritais prejudicam a aprovação de projetos. Desde fevereiro, quando o ano legislativo começou, apenas duas das 25 sessões plenárias realizadas tiveram votações. Nelas, nenhuma proposta dos próprios parlamentares foi votada. Apenas projetos de créditos orçamentários de autoria do Executivo. O restante das sessões não teve votação por falta de quórum.
Além das ausências, as votações são esvaziadas pelos parlamentares que assinam a presença e vão embora antes que qualquer proposta possa ser analisada. Em 2013, os distritais já haviam tido o pior desempenho da legislatura atual, aprovando apenas 612 proposições, 23% a menos que as 754 votadas no ano anterior.
Para piorar, na semana passada os distritais fizeram um acordo para realizar votações somente às terças-feiras. A negociação faz parte de uma estratégia da Mesa Diretora para tentar salvar os trabalhos em pleno ano eleitoral, concentrando os esforços em apenas um dia na tentativa de reunir o máximo possível de parlamentares na Casa.
Também ficou decidido que os debates e discursos em plenário deverão ocorrer somente até as 16h30, para que o quórum não se disperse e os distritais possam priorizar a aprovação de projetos. Ainda assim, o presidente da Casa, Wasny de Roure (PT), já disse que não garante que o plenário passe a funcionar efetivamente a partir da próxima semana. "Depende da consciência e do dever de cada um", conclui.
Fonte: Jornal Destak - 04/04/2014
Blog do Chiquinho Dornas

Por que o PMBD tende a definhar? Blog do Aluizio Amorim

O PMDB voltou ao seu estado natural e passa novamente ser o fiador do governo corrupto do PT. E aí, cabe a pergunta; cadê os vestais da moral e da boa ética que dizem sobreviver ainda no âmbito peedebista? Refiro-me a políticos como Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon, Luiz Henrique da Silveira e mais alguns gatos pingados, que uma vez ou outra, principalmente em véspera de eleição, ocupam a tribuna para fazer discursos de oposição.

O tal blocão liderado pelo deputado Eduardo Cunha, esmaceu tão logo Lula mandou a Dilma liberar alguns caraminguás para saciar o apetite da base alugada. Tanto é que neste momento já ajuda o Lula e seus sequazes a enterrar a CPI da Petrobras.

É de admirar que o PMDB com sua força e capilaridade nacional se deixe manobrar pelo PT. Numa coisa, Eduardo Cunha tem razão. O PMDB corre sério risco de sumir do mapa engolido pelo PT.

Está certo que os brasileiros são em sua maioria uma sub-raça, uma excrescência da natureza, oportunistas de primeira hora e muito sensíveis aos apelos do estatismo comunista que acena sempre com a possibilidade do paraíso terreno irrigado com dinheiro público. Vadios e preguiçosos permanecem de olho nas bolsas família e cotas variadas. Trabalhar e estudar que é bom, nada. 

Entretanto, o Brasil caminha e até em alguns momentos é capaz de surpreender e avançar. E isso só acontece porque algo em torno de 50% da população trabalha, estuda e tem projeto de vida e cultiva valores conservadores. E é esta parcela que poderá virar o jogo na eleição presidencial deste ano.

Dentro desse grupo muitos que votavam no PMDB estão vendo quietos tudo o que está acontecendo e vão dar o troco nas urnas, pois ficou muito claro e evidente que quando o blocão de Eduardo Cunha mostrou sua força, ao mesmo tempo deixou muito claro que sozinho, isto é, sem o aporte político do PMDB, o PT jamais alçaria voo com os cerca de 30% dos eleitores que ostentam no peito a estrela vermelha. 

De fato, o PMDB é, por tudo isso, um partido fadado a minguar até tornar-se uma agremiação nanica. Desde os tempos do falecido Ulisses Guimarães o partido vem sendo esfacelado do ponto de vista moral e ético. Nunca mais teve quadros que pudesse oferecer como candidatos presidenciais. Reduziu-se a um conglomerado de políticos oportunistas, ladrões do erário, corruptos e corruptores. Este é o aspecto moral decadente do partido. 

Os prejuízos econômicos que infligiu à Nação podem ser revertidos, embora não recuperados. O problema mais grave está no plano político e ideológico. O PMDB é o partido que ajuda o projeto do PT e o projeto petista é o plano continental do Foro de São Paulo, a organização comunista transnacional fundada por Lula e Fidel Castro que tem em mira transformar todo o continente latino-americano num território comunista emulando a ex-URSS.

Esse prejuízo é maior que qualquer roubalheira dos cofres públicos porque representa o assassinato da democracia e da liberdade. Depois que os comunistas fincam suas garras sobre um território não largam mais, a não ser por meio de uma revolta armada cruenta. Que o digam os cubanos há mais de meio século sob o tacão da ditadura comunista de Fidel e Raúl Castro ou os cidadãos habitantes dos países do bloco soviético. Aliás, agora mesmo se viu que o sistema de poder comunista continua intacto nas mãos de Putin, ex-KGB, que não hesitou em anexar a Criméia.

Concluindo, fica uma indagação: quem é o verdadeiro culpado pelo fato de o Brasil estar sendo submetido aos caprichos da vagabundagem comunista corrupta, vulgar e mentirosa?