segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Último suspiro de uma Dilma amargurada: tentar assassinar a reputação do Aécio homem, filho, irmão e pai de família.

http://campanhalimpa.aecioneves.com.br/



A campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff chegou à conclusão de que há poucas chances de obter mais apoiadores daqui até o dia da votação, no domingo que vem, razão pela qual não pretende abandonar os ataques ao adversário Aécio Neves. Com isso, o comitê petista espera aumentar a rejeição do adversário, reduzindo suas chances. A tática da vitimização, já ensaiada no final da semana passada com discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também será explorada.

 A própria Dilma entrou no assunto ontem, antes do debate da TV Record. Disse que Aécio precisa "aprender a respeitar as mulheres". "Com mulher não pode ser assim", disse. Na internet, o comitê de Dilma lançou a campanha "Mais Dilma, Mais Amor", na qual combate o "ódio eleitoral" e usa como exemplos casos de petistas agredidos nas ruas por tucanos nas últimas semanas. Os petistas tem uma preocupação especial com o debate da TV Globo, nesta sexta-feira, que classificam como decisivo. "Sempre tem aquele impacto", diz o presidente do PT, Rui Falcão.
Enquanto isso as propagandas na TV e principalmente no rádio e na internet continuam divulgando denúncias contra Aécio. Ontem, um texto sobre a "dificuldade de Aécio em respeitar as mulheres" teve destaque especial na página da campanha da petista na internet. Os integrantes do comitê da campanha à reeleição estão guardando munição contra o tucano. Afirmam que Dilma "não vai apanhar calada" caso seja agredida pelo adversário.
 Em outra frente, o PT vai tentar atrair o eleitorado que votou em Marina Silva (PSB) no 1.º turno. O principal alvo é a classe média que historicamente votava no PT e hoje rejeita o partido. Para isso a campanha de Dilma convocou artistas e intelectuais para um ato hoje no Tuca - histórico teatro na PUC de São Paulo -, com a presença de intelectuais petistas, além de reforços de última hora, como o economista Luiz Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB, e o antigo desafeto Francisco Oliveira, cientista político que estava afastado do PT desde o início do governo Lula, em 2003.
 Nas viagens, o foco da campanha será o Sudeste, com destaque para São Paulo, onde o PT sofreu uma derrota acachapante no 1.º turno - obteve apenas 26% dos votos. A estratégia é explorar a crise de abastecimento de água, como fez na propaganda eleitoral na TV ontem. "Mostraremos propostas para saúde e emprego, mas em São Paulo é água, água e água", diz o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Para consolidar a liderança no Nordeste, Dilma vai colar sua imagem à de Lula. Ambos participarão de ato no centro do Recife amanhã. A ministra da Cultura, Marta Suplicy, finalmente foi convencida a se integrar à campanha. Ela vai ao evento no Tuca e deve participar de atividades na periferia da capital paulista. (Estadão)



OBSERVAÇÃO:

É importante divulgar este vídeo em todos os lugares. Simplesmente pegue este link => https://www.youtube.com/watch?v=YVlKxTYbeNA <= faça um pequeno comentário e poste em todos os locais possíveis


54% Aécio x 46% Dilma, com margem de erro de 3%.


TRACKING DO NINHO

Neste domingo, 19 de outubro, uma semana antes das eleições, o tracking do ninho fechou em 54% Aécio x 46% Dilma, com margem de erro de 3%. As oscilações são todas para cima. Não vamos parar de trabalhar. Vamos manter a mobilização até a vitória.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Uma pesquisa muito engraçada.

A pesquisa divulgada agora pela Confederação Nacional dos Transportes, feita pela MDA nos dias 18 e 19, aponta Dilma com 50,5% e Aécio com 49,5%, um empate técnico com um ponto de vantagem para a petista. Não apresenta os resultados por região. No entanto, lá no final, tem a tela acima, que mostra quem o eleitor acha que vai vencer as eleições. Aécio aparece bem à frente. É ou não é muito estranho? Melhor esperar o Datafolha, que deve sair hoje à noite.
É bom lembrar que no dia 3 de outubro, às vésperas das eleições, esta mesma pesquisa mostrou Dilma com 45,6% dos votos, Aécio com 27,0% e Marina Silva com 24,1%. As urnas mostraram Dilma com 41,59% e Marina com 21,3%. O instituto MDA errou tudo. Aécio saiu das urnas com 33,55% dos votos. O MDA errou por 6,5 pontos. Dá para confiar?

PT é o simbolo da corrupção diz Villa.

Avaliação: debate na Record em 19/10



derecord
Eu esperava algo completamente diferente hoje. O ideal seria que Aécio tivesse aumentado o tom em relação ao debate do SBT, mas denunciando o vitimismo de Dilma.

O fato é que durante a semana muitos jornalistas (a maioria pró-PT) resolveram ludibriar Aécio dizendo que “ocorreu uma pancadaria generalizada” no debate do SBT. Mentira: na verdade finalmente Aécio começou a reagir. Ele deveria ter sido firme negando que “agrediu” Dilma, quando na verdade apenas mostrou fatos contundentes que desmascaravam seu discurso.

Sejamos francos, pois este é um blog focado em guerra política, não em discursos feitos para iludir a turma. Eu não estou aqui para falar o que as pessoas querem ouvir, mas a verdade sobre o que deve ou não ser feito, em termos de guerra política, para se obter resultados.
Essa história de “debate propositivo”, nesta altura do campeonato, é uma ilusão. Todos já conhecem as propostas de um ou de outro.
Uma das coisas mais importantes neste momento deveria ser aumentar a taxa de rejeição do oponente. Para isso é preciso partir para o confronto.
Infelizmente, hoje Aécio decidiu optar pelo “debate propositivo”. Dilma, ao contrário preferiu executar o seu modelo de atuação padrão. O modus operandi é simples:
  1. Há ricos
  2. Há pobres
  3. dois projetos de governo: aquele que governa para os ricos, e o que governa para os pobres
  4. O governo do oponente INTENCIONALMENTE prejudica a vida dos pobres
  5. A mensagem é clara: eles se “comprazem” com o sofrimento dos pobres
  6. Repetir isso do início ao fim
E lembremos os seis princípios da guerra política, de Horowitz:
  1. Política é guerra conduzida por outros meios
  2. Política é guerra de posição
  3. Na guerra política, o agressor geralmente prevalece
  4. Posição é definida por medo e esperança
  5. As armas da política são símbolos que evocam medo e esperança
  6. A vitória fica do lado do povo
Prefiro avaliar o debate por esses dois modelos. Note que o modelo usado pela Dilma é feito para atender os princípios da guerra política.

Sempre que Aécio apresentava alguma informação, ela dizia que no governo de FHC “era pior”. Em seguida, ela “empacotava” um discurso comparativo e daí concluía que “intencionalmente” FHC queria o sofrimento dos pobres. Daí jogava esses símbolos sobre a cabeça de Aécio.
Enquanto Aécio continuava com seu “debate propositivo”, Dilma atacava o tempo todo. Veja alguns momentos:
  • Ela disse que “Aécio ouviu o galo cantar e não sabe onde”
  • Disse duas vezes que Aécio “não tinha moral para falar” (pois fez pior e blá blá blá blá)
  • Usava o termo “estarrecedor” para simular espanto diante de uma declaração do oponente
  • Sempre comparava com números distorcidos, para usar o seu modelo dizendo governar para o povo, ao contrário do oponente (o “ao contrário” deu a tônica de seu discurso)
E foi assim do início ao fim. Sempre usando o framework da guerra política.

Tudo isso levaria a uma vitória por goleada de Dilma, não? Tecnicamente sim, não fosse o fato de que todos os temas foram repetitivos.Simplesmente não existiu quase nada de novo.
O maneirismo de Dilma, especialmente em relação ao termo “estarrecedor”, também pode ser ridicularizado, como já vimos na Internet:
estarrecedor
Enfim, Dilma bateu e não apanhou. O truque de se fingir vítima funcionou.
Para que não digam que estou sendo exigente demais, alguns momentos de Aécio foram bons:
  • mencionar que o povo que comprou ações da Petrobrás perdeu dinheiro (falou ao coração)
  • citar que quando Dilma diz que “manda investigar” se comporta como ditadores de países com os quais o governo do PT se alia (nesse momento surgiram palmas)
Mas há um momento em especial onde ele lançou um forte shaming sobre Dilma por ela falar sobre “o meu programa Bolsa Família”. Ele disse que o programa é do Brasil, não dela.
Infelizmente, foram poucos momentos de brilho, em um debate morno de ambos os lados.

Como de costume, Aécio precisa perder a terrível mania de deixar ataques sem resposta. Já dei a dica antes e repito: Aécio deve anotar tudo em um caderno enquanto Dilma fala para não deixar ataques sem resposta. Fortes ataques de Dilma (sem resposta) ocorreram umas quatro ou cinco vezes em todo o debate.

No geral, lembremos os placares dos debates anteriores: Aécio venceu por 7×5 no debate da Band e por 9×4 no debate do SBT. Aqui digamos que Dilma venceu por 7×5. O placar a favor de Dilma poderia ser maior se ela tivesse usado ataques diferentes dos que já tinha feito anteriormente. Como se repetiu demais, mesmo sendo muito superior em termos de guerra política, ela não chegou a “golear”.

Há discussões dizendo que todo o bom mocismo de Aécio foi uma estratégia para que ninguém pudesse falar mal dele durante a semana. Capaz. Mas eu acho bastante arriscado desperdiçar tanto tempo assim, principalmente por que o arsenal para atacar o PT é infinito. Para que economizar munição infinita? Na verdade, o grande problema é arrumar tempo suficiente para atacar Dilma e usar a melhor munição disponível.

Por exemplo, Aécio poderia ter citado Maria Corina Machado, que teve o nariz quebrado por tiranetes venezuelanos. Também poderia ter citado o pedófilo Eduardo Gaievski, assessor de Gleisi Hoffman, que estuprou meninas. Poderia ter mencionado que Palocci elogiou Armínio Fraga. Poderia ter mencionado que o governo do PT foi contra o Plano Real, pois queria manter o povo na pobreza. Poderia ter dito que a taxa de desemprego do governo de 5% é um embuste, pois o DIEESE aponta o dobro do valor. Eu poderia me estender aqui e escrever um ensaio só com essas munições, que os líderes do PSDB já possuem. Então o papo de “guardar munição” não me convence.

Aguardemos o debate da Globo, pois este foi uma decepção para ambos os lados. Para Dilma, por que ela poderia ter goleado e optou pela repetição de tudo que já havia sido dito (além deste debate ser o de menor audiência de todos). Para Aécio, por que ele optou por ser um bom moço, o que não serve em termos de guerra política.

Brasília ganha radares eletronicos que detetam carros roubados e com dívidas


Detran
Brasília ganha radares para monitorar carros roubados e com dívidas
Os radares eletrônicos inteligentes custarão R$ 18,7 milhões
Publicado: 18 de outubro de 2014 às 13:38

Foto: Divulgação Detran
Foto: Divulgação Detran
As ruas de Brasília já estão sendo fiscalizadas pelos novos radares eletrônicos inteligentes, capazes de monitorar o trânsito e identificar carros roubados ou que tenham dívidas ativas. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) já começou a instalar os equipamentos, ao todo serão 139 radares, a previsão para que todos estejam instalados é até o fim deste mês. Está prevista para dezembro a instalação da central de monitoramento.

O investimento custará R$ 18,7 milhões. Pelas câmeras serão monitorados e identificados os carros que cometerem infrações no trânsito como avanço de sinal, desrespeito ao limite de velocidade, parada sobre a faixa, ou que tenham alguma restrição. Como todo trabalho é feito em tempo real, o sistema ajudará muito a polícia na identifcação de veículos roubados. Para isso é utilizado o sistema de contagem volumétrica e tecnologia (OCR) capaz de fazer a leitura da placa dos veículos.

DF.Família tem sua casa invadida e fica refém de três criminosos



Insegurança

Nas últimas 48 horas duas famílias no DF foram vítimas desse tipo de violência
Publicado: 18 de outubro de 2014 às 10:57

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Uma família teve sua casa invadida por três criminosos e foi feita refém na madrugada deste sábado (17)  na região administrativa do Paranoá. Uma da vítimas conseguiu ligar para a polícia militar e pedir socorro. Os policiais renderam os criminosos dentro da residência, quando as vítimas ainda estavam sob a ameaça de armas de fogo.

Junto com os criminosos a polícia encontrou três revólveres de calibre 38, luvas, balaclavas e um carro roubado. Os envolvidos com idades entre 20 e 25 anos, foram encaminhados para a 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá. Vão responder pelos crimes de roubo com  restrição de liberdade e receptação e localização de veículo roubado.

Nas últimas 48 horas duas famílias no Distrito Federal foram vítimas desse tipo de violência, dentro de suas próprias casas. O outro episódio ocorreu na região do Lago Sul, um idoso de 77 anos morreu após levar um tiro no rosto dentro de casa, quando foi defender seu filho de um assaltante que invadiu a residência.

Ex-diretor diz que Gleisi recebeu R$ 1 milhão do esquema


Petrolão

Paulo Roberto Costa disse que recebeu pedido para ‘ajudar’ ex-ministra
Publicado: 19 de outubro de 2014 às 19:15 - Atualizado às 0:38

Foto: Memória EBC
Gleise Hoffman, como todos os denunciados, diz que não conhece Paulo Roberto Costa, nem Alberto Youssef
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou na delação premiada ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema de corrupção na estatal repassou R$ 1 milhão para a campanha ao Senado da petista Gleisi Hoffmann (PR). Em 2011, no início do governo da presidente Dilma Rousseff, ela se licenciou do mandato para assumir o cargo de ministra-chefe da Casa Civil – posto que ocupou até fevereiro deste ano.

O ex-diretor da Petrobras disse que recebeu pedido para “ajudar na candidatura” de Gleisi. A solicitação, afirmou o ex-diretor da Petrobrás, foi feita pelo doleiro Alberto Youssef.

Costa e Youssef são alvo da Operação Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal para combater o que considera uma organização criminosa que se instalou na Petrobrás para promover corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-diretor da estatal lembrou ainda que, em 2010, o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, ocupava o cargo de ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste ano, a petista concorreu ao governo do Paraná e terminou a disputa na terceira colocação, com 14,9% dos votos.

Como tem sido frequente entre os denunciados, a Gleisi Hoffmann afirmou que os “repasses” para sua campanha em 2010 foram todos declarados à Justiça Eleitoral. Por meio de sua assessoria de imprensa, a ex-ministra chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff foi taxativa. Por meio de sua assessoria, Gleisi afirmou que “não conhece Alberto Youssef nem Paulo Roberto Costa”.


O ministro Paulo Bernardo (Comunicações), também citado por Youssef na delação, negou “qualquer possibilidade” de ter ocorrido esse pedido e pagamento de propina na campanha de 2010 da senadora.
“Eu estive com esse Beto Youssef uma única vez quando eu era deputado e membro da CPI do Banestado. Ele estava preso e foi depor, e pelo que me lembre ele se valeu do direito de ficar calado”, afirmou o ministro. “Chance zero disso ter acontecido, em hipótese alguma.”

Economistas voltam a cortar projeção do PIB e esperam alta de 0,27%



Do UOL, em São Paulo

Economistas consultados pelo Banco Central voltaram a cortar a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano, de 0,28% na semana passada para 0,27% nesta semana.


O Banco Central tinha registrado 19 quedas seguidas na previsão para o indicador, mas, na semana passada, a sequência de baixas tinha sido interrompida.

Os dados são coletados para o Boletim Focus, que foi divulgado nesta segunda-feira (20).

Em relação aos demais indicadores da economia, todas as projeções foram mantidas. Para a inflação, a previsão é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo), feche o ano em 6,45%, perto do limite máximo da meta do governo.

O governo tenta buscar uma inflação próxima a 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos (2,5% a 6,5%).

A taxa básica de juros deve fechar o ano nos atuais 11%, segundo os economistas; e o dólar deve ficar em R$ 2,40.

Entenda o que é o boletim Focus

Toda segunda-feira, o Banco Central (BC) divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.
Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.
Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.
(Com Reuters)

Sem tom de guerra, debate tem Aécio contido e Dilma mais serena



O tom de guerra entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) não se repetiu neste domingo. Vimos, no debate de hoje, da Record, um Aécio mais contido e uma Dilma mais serena.
Os candidatos ampliaram os temas para educação, segurança, infraestrutura, bancos oficiais e a Petrobras não mais pelo lado do escândalo, mas da gestão.

Nem Aécio sacou um novo "Igor Rousseff" nem Dilma jogou a história da parentada empregada pelo tucano. Os telespectadores saíram ganhando.

Nada disso é por acaso. Certamente, as pesquisas qualitativas mostraram ampla resistência ao debate-ringue, com socos, cotoveladas e rasteiras.

Aécio manteve o bom desempenho dos debates anteriores, mas Dilma estava mais segura, mais tranquila, menos confusa e menos agressiva também. Teve bons momentos com expressões populares, tipo "o senhor ouviu o galo cantar e não sabe onde..."

No geral, porém, a sensação é de empate e, como eles também estão empatados nas pesquisas, ninguém ganha, ninguém perde e a eleição não sai do lugar. A conferir.

Tem pesquisa fresquinha nesta segunda (20) e vem aí o debate final, na Globo, na sexta-feira.
A eleição está terminando como começou e evoluiu durante todo o tempo: imprevisível.
eliane cantanhêde Eliane Cantanhêde, jornalista, é colunista da Página 2 da versão impressa da Folha, onde escreve às terças, quintas, sextas e domingos. É também comentarista do telejornal 'GloboNews em Pauta' e da Rádio Metrópole da Bahia.

Fechado acordo com banco que ajudou Maluf no exterior



A Justiça de São Paulo aprovou acordo pelo qual o Deutsche Bank aceitou pagar US$ 20 milhões (R$ 48,9 milhões) aos cofres públicos, como indenização por ter sido usado para movimentar recursos associados ao deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), 83, e a seus familiares.

O banco fará o pagamento em troca da garantia de que não será alvo de ação judicial.
Fechado com o Ministério Público de São Paulo e a prefeitura em fevereiro, o acordo esperava a decisão da Justiça para entrar em vigor.

A homologação foi assinada na sexta-feira (17).

A expectativa é que, se não houver contestação, o Deutsche Bank deposite o dinheiro em cerca de 45 dias. A maior parte da indenização, US$ 18 milhões (R$ 43,7 milhões), vai para a prefeitura paulistana e deve ser usada na construção de creches.

Os cofres do Estado de São Paulo, que sustentam o Ministério Público, receberão US$ 1,5 milhão (R$ 3,6 milhões). O Fundo de Interesses Difusos, que financia projetos de defesa do meio ambiente e do patrimônio histórico e artístico, vai receber US$ 300 mil (R$ 730 mil).

O restante, US$ 200 mil (R$ 486,5 mil), será usado pela Promotoria para pagar perícias e outras despesas de duas ações de improbidade administrativa em andamento contra Maluf e outros acusados.

O banco alemão não está envolvido com desvio de dinheiro público, mas sem fazer o acordo poderia ser acusado de negligência.

O Deutsche Bank ganhou US$ 1 milhão (R$ 2,3 milhão) com as operações nas quais, segundo o Ministério Público estadual, a família Maluf movimentou mais de US$ 200 milhões (R$ 486,5 milhões) que tiveram origem em corrupção relacionada com obras da prefeitura.

De acordo com as investigações, o dinheiro foi desviado durante as construções do túnel Ayrton Senna e da avenida Jornalista Roberto Marinho, as duas na zona sul da capital, durante a gestão de Maluf na prefeitura (1993-96).

Do Brasil, os recursos foram enviados por doleiros para uma conta no banco Safra de Nova York.
De lá, o dinheiro seguiu para contas das empresas Durant International e Kildare Finance —que são controladas pela família Maluf— no Deutsche Bank de Jersey, um paraíso fiscal da Europa.

A Promotoria, a prefeitura e o banco tentaram um acerto semelhante em 2009, mas à época as autoridades municipais decidiram esperar o desfecho da ação promovida pela Procuradoria do Município contra as empresas controladas pela família Maluf na Corte Real da Ilha de Jersey.



Deputado Paulo Maluf (PP) durante carreata em São Paulo
Deputado Paulo Maluf (PP) durante carreata em São Paulo

FICHA SUJA
Um dos deputados federais mais votados de São Paulo nesta eleição, Paulo Maluf teve o registro de sua candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral neste ano em razão de seu enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

Maluf foi condenado no ano passado pelo Tribunal de Justiça por superfaturamento na construção do túnel Ayrton Senna e ficou proibido de disputar eleições por cinco anos. O deputado federal nega ter cometido quaisquer irregularidades.



Ambientalistas defensores dos gansos conseguem que Corte proíba consumo de foie gras na Califórnia



Depois de ver como o foie gras (que quer dizer fígado gordo)é feito nunca mais consegui comer!


Em Nova York


O foie gras é considerado uma das maiores iguarias da culinária francesa. A Corte Suprema dos Estados Unidos (EUA) confirmou a proibição do consumo de foie gras, o patê de fígado de ganso ou pato, na Califórnia, medida que já tinha entrado em vigor há dois na região.Os membros da Corte resolveram ficar do lado dos protetores dos animais que há anos denunciam "os métodos de alimentação forçada com o objetivo de engordar o fígado da ave além de suas medidas naturais".

Um grupo de restaurantes de Los Angeles, e alguns produtores do Canadá e dos Estados Unidos tinham entrado com um recurso contra a medida justificando que a proibição do produto, válida a partir de 2012, violava as proteções federais que impedem aos Estados de interferir no comércio interestadual.

A Califórnia foi o primeiro Estado norte-americano a proibir o consumo do patê, em 2006 Chicago também tentou adotar a medida, mas depois de dois anos foi revogada.

As organizações protetoras dos animais comemoraram a decisão da Corte. "A decisão permite que os cidadãos da Califórnia possam proibir a venda de alguns alimentos obtidos com métodos cruéis contra os animais", disse Jonathan Lovvorn, advogado da Humane Society of United States.

Vídeo no UOL mostra presos enfileirados para cheirar cocaína dentro do Compaj

Notícias / Amazonas

Vídeo no UOL  mostra presos enfileirados para cheirar cocaína dentro do Compaj

A cena foi flagrada com um celular no Compaj e obtido pela Folha de S. Paulo e publicado no UOL
sábado 18 de outubro de 2014 - 10:14 AM


 portal@d24am.com

Vídeo mostra a fila de, pelo menos, dez detentos em um corredor do presídio para consumir cocaína.
Manaus - “Narizinho, bota o narizinho, só o narizinho”, avisa o homem com um prato à frente da fila de detentos. Com uma carta de rei de copas, ele junta o que sobrou do pó branco no prato de vidro e leva até o nariz de um colega, que aspira o conteúdo. A cena foi flagrada com um celular no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O vídeo, obtido pela Folha de S. Paulo e publicado no UOL, mostra a fila de, pelo menos, dez detentos em um corredor do presídio para consumir cocaína.


“É a fila do pancadão, rapaziada!”, grita um dos presos, que usam a suposta droga e, imediatamente, voltam para o final da fila para repetir o processo. “Nunca mais acaba a fila”, gritam. Alguns escondem o rosto, outro faz um sinal como se estivesse cortando o pescoço. Há, ainda, os que riem e provocam. “Anísio Jobim, porra!”, gritam dois deles, confirmando o local da filmagem. “Acabou, acabou a zeroína”, anuncia outro, enquanto os detentos desfazem a fila e se dispersam.

A livre distribuição de drogas em presídios do Amazonas é uma rotina, afirma Adinaldo Matta, diretor da Associação dos Agentes Penitenciários Terceirizados. No Anísio Jobim, são eles que vigiam os detentos.

“É uma recreação deles. Os ‘xerifes’ das cadeias às vezes distribuem essas drogas para os que não têm poder econômico e não podem comprar a droga. É uma troca de pequenos favores”, afirma Matta, que já atuou no Compaj. “Eles fazem isso até para mostrar seu status dentro da unidade”, completa Mata.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Amazonas afirma que o vídeo foi gravado em 2004, em outra unidade. Matta, da associação dos agentes terceirizados, diz não ter dúvidas de que o local é mesmo o Compaj. Santiago, do sindicato dos agentes, disse que o vídeo foi gravado no fim de 2013.


Corte no abastecimento de água atinge 60% dos paulistanos, diz Datafolha

Crise da água



A falta de água já atinge a maioria da população de São Paulo. Segundo pesquisa Datafolha, realizada na última sexta (17), 60% dos paulistanos dizem ter ficado sem água em casa em algum momento nos últimos 30 dias.

O levantamento mostra pela primeira vez que mais de metade dos paulistanos ficou sem água. Nas pesquisas anteriores, em junho e agosto, os índices foram de 35% e 46%, respectivamente.
A pesquisa também perguntou sobre a duração da falta d'água. Três em cada quatro atingidos disseram que na última vez em que o problema ocorreu a interrupção foi de mais de seis horas.
A situação é mais grave para quem mora em casa: 67% dizem ter ficado sem água alguma vez nos últimos 30 dias.

Entre os paulistanos que vivem em apartamentos –que geralmente são atendidos por uma caixa-d'água maior– o índice é de 26%.

A pesquisa, com 804 entrevistas, tem margem de erro de quatro pontos percentuais e foi feita 12 dias após o primeiro turno das eleições.


Editoria de Arte/Folhapress

DE DIA E DE NOITE
O levantamento constatou que a falta de água se generalizou, como a Folha mostrou na semana passada.
Os cortes de abastecimento têm sido percebidos tanto de dia como à noite: 56% disseram que a última interrupção ocorreu à noite e 40%, que o corte foi de dia.

A pesquisa também aponta que a falta de água já está disseminada entre os mais pobres –65% da população com renda familiar inferior a cinco salários mínimos disse ter sofrido corte de abastecimento nos últimos 30 dias.

Entre os mais ricos, o índice cai pela metade: 32% dos que têm renda familiar superior a dez salários mínimos apontaram o problema.

A diferença se traduz nos hábitos que a população afirma ter mudado para poupar água. Ao todo 51% dos mais pobres dizem ter deixado de usar máquina de lavar roupas, ante 28% dos mais ricos.

Entre os mais pobres, a maioria diz estar reutilizando água (82%) e ter deixado de lavar calçadas (89%). A adesão dos mais ricos a essas medidas foi menor –59% e 68%, respectivamente.
Os ricos se destacam no quesito lavagem do carro: 76% deles dizem ter abdicado do hábito, ante 54% dos mais pobres.

Apesar do engajamento, há pessimismo em relação ao futuro da crise hídrica: 88% dos paulistanos acreditam que a cidade corre grande risco de ficar longos períodos sem água nos próximos meses, e 91% acham que a população de forma geral ainda será muito prejudicada.

Aécio e Dilma amenizam o tom e discutem propostas em novo debate


19/10/2014 23h58 - Atualizado em 20/10/2014 00h36


Presidenciáveis participaram do terceiro debate do 2º turno, na TV Record.
Ataques se deram em torno de temas, sem agressões de caráter pessoal.

Do G1, em Brasília
Dilma e Aécio durante debate realizado pela TV Record, em São Paulo, na noite deste domingo (19) (Foto: Andre Penner/AP Photo)Dilma e Aécio durante debate realizado pela TV Record, em São Paulo, na noite deste domingo (19)
 
 
Os candidatos a presidente Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) trocaram críticas em debate na noite deste domingo (20) na TV Record, mas privilegiaram a discussão de propostas e amenizaram o tom agressivo dos dois confrontos anteriores do segundo turno, o do SBT, na última quinta (16), e o da TV Bandeirantes, na terça (14). O G1 acompanhou em tempo real (veja aqui).

Durante todo o debate, eles se trataram por "candidato" ou "candidata", sem se dirigirem um ao outro pelos nomes. Aécio chegou a afirmar, logo na primeira questão formulada a ele por Dilma, sobre o Supersimples: "Agradeço a qualidade da sua primeira pergunta". Em seguida, os dois presidenciáveis passaram a fazer acusações um ao outro, mas dentro de questões que abordaram temas de governo.
Ao perguntar sobre violência, Aécio disse que a rival "tem problemas com números".

Sobre direitos trabalhistas, Dilma questionou o tucano sobre supostas "medidas impopulares" que tomaria se eleito. Ele respondeu falando em demissões na indústria de São Paulo, apontando os "piores" números de crescimento econômico.

O tucano lembrou falas anteriores da petista de que a inflação está sob controle, mas perguntou por que países vizinhos crescem mais com inflação menor. "A inflação está aí", disse Aécio. "Vocês sempre gostaram de plantar inflação para colher juros", respondeu Dilma.

Em diferentes momentos do debate, os dois divergiram sobre a paternidade de programas sociais. Dilma se referiu ao "meu Bolsa Família". "Não faça isso. O Bolsa Família não é seu", retrucou o candidato. Dilma disse que Aécio questiona algo que "o mundo reconhece".

Quando debateram sobre o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), Dilma afirmou que o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) proibiu a construção de escolas técnicas. "Não consigo entender essa obsessão de ter um programa para chamar de seu. O seu governo não inventou as escolas técnicas", disse Aécio.
O tucano questionou Dilma sobre a Petrobras. Neste sábado, ela admitiu que houve desvios de recursos na empresa. Ele quis saber se a candidata confia no tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que teria obtido recursos para campanhas do partido por meio da empresa.

"Da última vez que um delator denunciou alguém do seu partido, no caso do metrô e dos trens, o senhor disse que não confiava na palavra de um delator", afirmou Dilma. "Se a senhora acha que houve desvios, a senhora está confiando na palavra do delator. Por que ao longo desses anos não se tomou providência?", indagou o tucano.

Leia abaixo a íntegra das considerações finais dos candidatos:
Dilma (Foto: Arte/G1)
Aécio (Foto: Arte/G1)


Nível do Sistema Cantareira chega a 3,6% neste domingo, diz Sabesp

19/10/2014 10h05 - Atualizado em 19/10/2014 10h08


Índice é menor do que os 3,8% registrados no sábado (18) em SP.
Por problemas técnicos no site, companhia divulga dado no Facebook.

Do G1 São Paulo
Sistema Cantareira está com o pior nível da história - GNews (Foto: Reprodução/GloboNews)Sistema Cantareira 
 
 
O nível do Sistema Cantareira chegou a 3,6% neste domingo (19), segundo medição da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O índice é menor do que o registrado no sábado (18), que foi de 3,8%, e na sexta-feira (17), que havia sido 3,9%.


Por causa de problemas técnicos, a companhia deixou de informar, em sua página na internet, a situação dos reservatórios do Cantareira. Os dados estão sendo publicados no  Facebook da empresa. O problema deverá ser solucionado até segunda-feira (20).


O Sistema Cantareira abastece 6,5 milhões de habitantes das zonas Norte e central e partes das zonas Leste e Oeste da capital, bem como os municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul (na sua totalidade); e parcialmente Guarulhos, Barueri, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba, Cajamar e Santo André.
Autorização 2º volume morto
A Agência Nacional de Águas (ANA) deu autorização formal para a Sabesp captar a água da segunda cota do volume morto do Cantareira. A liberação foi divulgada na sexta. A captação estava vetada pela Justiça Federal, mas o governo paulista conseguiu derrubar a liminar na quinta-feira.
A ANA afirmou que o uso dos 106 bilhões de litros de água disponíveis na reserva técnica II deve ser feito em parcelas, que considerem volume garantido para a população da Região Metropolitana de São Paulo e atendidas pelos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (bacia PCJ) até 30 de abril de 2015.
A Sabesp, se aceitar as condições, deve enviar um plano das cotas até o fim de novembro para que não ocorra desabastecimento. A ANA também voltou a alertar em documento que a Sabesp já fez captação ilegal na Atibainha, explorando a água abaixo da cota autorizada pelos órgãos reguladores. O governo paulista nega que tenha avançado sobre a segunda cota do volume morto sem permissão e diz que ele só será usado caso necessário.

A reserva técnica I, explorada desde maio, já teve 160,4 bilhões de litros bombeados de um total de 182,5 bilhões de litros. Para liberar o uso da segunda cota, a ANA avaliou a projeção de demanda do Cantareira, que apresentou redução de vazão durante o período de chuva. O relatório enviado pela Sabesp detalha a forma de utilização da reserva e faz projeções sobre a situação do Cantareira.

Fim do 1º volume morto
Na análise da ANA sobre os dados da própria Sabesp, há possibilidade que a primeira cota do volume morto acabe antes de 15 de novembro, caso não chova.  A hipótese contraria a declaração do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que negou o término da reserva técnica no próximo mês.
Alckmin também considerou "deturpada" a afirmação da presidente da Sabesp, Dilma Pena, sobre o fim da água em meados de novembro caso não chova. “Nós temos uma disponibilidade suficiente para atender a população nesse regime de chuvas até meados de novembro", disse Dilma Pena em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara de Vereadores.
Após ter criticado a repercussão das declarações de Dilma Pena, Alckmin foi questionado sobre qual seria o prazo para o fim da água. “Não tem data, não tem data", disse. "Não vai acabar a água. Vai acabar uma reserva técnica. E se acabar há uma segunda reserva técnica muito maior", disse o governador, que conta com a ajuda do tempo para afirmar que não há prazo previsto para o fim da primeira cota. “E não vai chover mais?”, questionou.

A agência federal diz ter detectado que o volume de chuva registrado nas represas - chamado de vazão afluente - entre 1º e 13 de outubro é 3,8 vezes menor que o apontado no relatório da Sabesp para o período. Isso significa que nos 13 primeiros dias do mês, o volume de água que não chegou ao sistema foi de 12,8 milhões de metros cúbicos, volume 29% do atual disponível dos reservatórios.
O presidente da ANA, Vicente Andreu, disse que a agência foi favorável à utilização da reserva técnica II por causa da "severa estiagem que levou à redução acentuada das vazões afluentes ao Sistema Equivalente (represas Jaguari-Jacareí, Cachoeira e Atibainha)", mas ressaltou que o Cantareira deve operar com, no mínimo, 10% do volume útil original. Isso corresponde a 97,4 milhões de metros cúbicos de água, volume observado pela última vez em 30 de abril.


O órgão regulador também quer que a operação do sistema use previsões de vazões afluentes (chuva nas represas) mais conservadoras e reavaliadas semanalmente para torná-las mais condizentes com os valores observados a serem efetuados pela ANA e o DAEE com base nas previsões dos institutos de meteorologia. E, mesmo com chuva entre outubro deste abo e abril de 2015, as represas devem operar com a meta de recuperação do volume útil dos reservatórios.