domingo, 9 de novembro de 2014

Aécio Neves: candidata Dilma deveria estar com muita vergonha da presidente Dilma.

domingo, 9 de novembro de 2014


Aécio Neves chega caminhando sozinho pela rua. Vem do pediatra e entra na casa do amigo onde daria entrevista, em Ipanema, contando que os filhos gêmeos, nascidos prematuros, engordaram. Diz que depois de olhar tanto no olho da adversária que o derrotou na campanha mais acirrada da História não abdicará de seu papel de fazer oposição. Admite erros. Mas diz que, pela primeira vez, o PT enfrentará uma “oposição conectada com a sociedade, e isso os assusta”. (Entrevista concedida ao jornal O Globo)

Como o senhor viu a entrevista da presidente Dilma, que chamou de lorota o corte de ministérios e de ideia maluca sua proposta de choque de gestão?
A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Três dias depois da eleição, o BC aumentou os juros. Para a candidata, não havia inflação. A presidente agora admite que há e que é preciso controlá-la. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem, e descobrimos que tivemos um setembro com o pior resultado da história. A candidata dizia que cumpriria o superávit fiscal, e agora se prepara para pedir a revisão da meta de 1,9%. Estamos assistindo ao maior estelionato eleitoral da História. O choque de gestão, que incomoda tanto o PT, nada mais é do que gastar menos com o Estado e mais com as políticas fins. É o contrário do que o PT pratica. O próximo mandato, que se inicia, já começa envelhecido. A presidente não se acha no dever de sequer sinalizar como será a política econômica. E é curioso vermos a presidente correndo desesperada atrás de um banqueiro para a Fazenda. Eu hoje chego na minha casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo com a consciência muito tranquila. Fiz uma campanha falando a verdade, não fugi dos temas áridos, sinalizei na direção da política econômica que achava correta. Não sei se a candidata eleita pode fazer o mesmo.

A oposição também não está envelhecida?
A oposição sai extremamente revigorada da eleição. A campanha teve duas marcas muito fortes. A primeira, protagonizada pelo PT e pela candidata que venceu: a utilização sem limites da máquina pública, do terrorismo eleitoral, aterrorizando beneficiários do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida. Inúmeras regiões ouviram durante meses, isso sim uma grande lorota, que, se o 45 ganhasse, seriam desfiliados dos programas. Infelizmente, essa é uma marca perversa. Mas há uma outra, extraordinária, que é um combustível para construir essa nova oposição. O Brasil acordou, foi às ruas. Minha candidatura passou a ser um movimento. Nosso e desafio é manter vivo esse sentimento de mudança, por ética.

Como atuar de forma diferente?
Pela primeira vez, o PT governará com uma oposição conectada com a sociedade. O sentimento pós-eleição foi quase como se tivéssemos ganhado. E os primeiros movimentos da presidente são de desperdiçar a oportunidade de renovar, de admitir equívocos, mudar rumos. Ela começa com o mesmo roteiro: reúne partidos para discutir um projeto de reforma política ou uma agenda de crescimento? Não! Reúnem-se em torno da divisão de ministérios, de nacos de poder. As pessoas não se sentam para ouvir da presidente: "Quero o apoio para um grande projeto de país." Era o que eu faria. A grande pergunta dos brasileiros será: para que novo mandato se não há projeto novo de país? Para continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios? A presidente corre o risco de começar o mandato com sentimento de fim de festa.

O PSDB fará um “governo paralelo”?
Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área. Queremos subsidiar nossos companheiros, lideranças da sociedade, vereadores, governadores, parlamentares.

Isso não reforça o discurso de que vocês precisam desmontar o palanque?
Chega a ser risível ouvir o PT falar que é hora de descer do palanque. O PT, sempre que perdeu, nunca desceu. E quando venceu também não desceu. E quem paga a conta são os brasileiros. Cumprimentei a presidente pela vitória. Agora vou cumprir o papel que me foi determinado por praticamente metade da população. Vamos ser oposição vigilante, fiscalizadora, e não vamos deixar que varram para debaixo do tapete, como querem fazer, esses gravíssimos escândalos que estão aí.

Mas não houve acordo na CPI da Petrobras para blindar políticos, com apoio do PSDB?
Quero dizer de forma peremptória e definitiva: vamos às últimas consequências nessas investigações, não importa a quem atinjam. Até pelo nível de insegurança de setores da base do governo, o que pode estar vindo por aí é algo muito, mas muito grave. Não depende mais apenas da ação do Congresso ou da Justiça no país, porque essa organização criminosa que, segundo a PF, se institucionalizou na Petrobras, tem ramificações fora do Brasil. E outros países estão agindo. Nosso papel é não permitir, do ponto de vista político, tentativas de limitação das investigações. Se alguém pensou em algum acordo, e no caso do deputado Carlos Sampaio ele foi ingenuamente levado a isso, será corrigido.

A desconstrução marcou a campanha. Como enfrentar isso em 2018?
O marketing petista deseduca a população porque não permite o debate. Será que vai dar certo sempre? Queremos transformar o Bolsa Família em política de Estado para que saia dessa perversa agenda eleitoral. Apresentamos o projeto, e agora ficou claro porque o PT votou contra. O PT prefere ter um programa para manipular as vésperas das eleições, como se fosse uma bondade. Há uma manipulação vergonhosa de instituições como Ipea e IBGE. A presidente usou o marketing de que tinha tirado não sei quantos milhões da miséria já sabendo que a miséria aumentara. Mais um estelionato. Setembro foi o pior mês do século em geração de emprego. Há 20 milhões de jovens sem ensino fundamental e médio. Nossa educação, comparativamente a nossos vizinhos, é péssima. E o governo acha que política social é o Bolsa Família. Não. Tem que ser saúde, educação de qualidade e geração de emprego para incorporar essas pessoas ao mercado formal.

Como o PSDB se manterá unido com uma disputa interna que se anuncia para 2018?
Antecipar uma divisão no PSDB hoje é uma bobagem. Não tenho obsessão em ser candidato a presidente. O que há hoje é um PSDB, ao lado de outras forças, conectado a setores da sociedade com os quais não estávamos vinculados. Esse é o grande fato novo. Lá na frente, o candidato será aquele que tiver melhores condições de vencer.

Há uma nova direita indo às ruas e pedindo a volta dos militares. Como fazer com que o PSDB não se confunda com esse movimento?
Com nosso DNA. Sou filho da democracia. O que houve foi a utilização de movimentos da sociedade por uma minoria nostálgica que nada tem a ver conosco e com nossa história. A agenda conservadora, antidemocrática, totalitária, é a do PT. Esse documento do PT, lançado depois das eleições, é muito grave. Fala no cerceamento da liberdade da imprensa, de um projeto hegemônico de país, sem alternância de poder. Fala de uma democracia direta que, de alguma forma, suplantaria ou diminuiria a participação do Congresso na definição das políticas públicas. Teve um momento na campanha do meu avô Tancredo, em 1984, que pregaram uns cartazes em Brasília com o símbolo do comunismo. Era um movimento da direita mais radical para dizer que ele era comunista. Tancredo disse: "Olha, para a esquerda não adianta me empurrar que eu não vou." Ele era um homem de centro. E, agora, eu digo: "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".

E os erros na campanha? Faltou conexão com minorias, movimentos de base?
Faltaram poucos votos que não conseguimos por falta de estrutura. Nas eleições municipais teremos candidatos com capilaridade em segmentos muito mais amplos. Em dezembro, reuniremos a Executiva com esse foco. Faremos ampla campanha, uma semana de filiação no Brasil. Com gente nas ruas, sindicatos, universidades. Estarei em Maceió, numa grande teleconferência, para sinalizar que o Nordeste sempre será prioridade para o PSDB. As pessoas estão procurando saber como participar, como se filiar. Isso nunca acontecera. Voltamos a ser depositários da confiança de parcela importante da sociedade que nunca fez política e está querendo fazer.

Quais foram os erros em Minas? É consenso que o senhor perdeu porque foi derrotado lá.
Ainda estou tentando entender. Meus adversários tiveram ação organizada muito forte nas regiões mais pobres de Minas. Temos imagens de deputados com megafones dizendo: "Aécio vai acabar com o Bolsa Família". Os Correios não levavam nosso material, e não estávamos atentos. Houve talvez certa negligência do nosso pessoal. E nossa candidatura estadual também não foi bem. No segundo turno, a força do governador eleito acabou sendo um contraponto forte. Ninguém é invencível. Eu não sou infalível. É do jogo político. Souberam ser mais competentes do que nós. A responsabilidade é minha mesmo. Vamos recuperar esse espaço. Lançar candidato a prefeito em Belo Horizonte, onde ganhamos por 60% a 30%, e em todas a grandes cidades.

E a derrota no Rio?
Eu ter tido 45% dos votos no Rio foi um ato de heroísmo. Os dois candidatos do segundo turno estavam com Dilma. E ainda espalharam jornais apócrifos me colocando como inimigo do Rio.

A aliança de oposição será mantida?
É bom que a oposição tenha várias caras. É um erro estratégico, além de gesto de absoluta arrogância, achar que sou o líder das oposições. Não sou. Somos um conjunto de pessoas credenciadas para falar em nome de uma parcela importante da população. Sou cioso da autonomia do Congresso. Mas gostaria de ver alguma forma essa aliança reeditada na eleição para a presidência da Câmara. Quem sabe num gesto em direção do PSB. A mim agradaria, mas é uma decisão que será tomada com absoluta autonomia pelos deputados.

O senhor sempre repete a frase de Tancredo que ser presidente, mais do que projeto, é destino. Ainda concorda?
Não é obsessão, como jamais foi. Sou hoje um homem de bem com a vida, conheci um Brasil novo, vibrante, com esperança. Não é frase de efeito. Vi coisas de emocionar. Gente que via esperança em mim. E isso é muito sério.
13 comentários

Marina: fatos ‘desmantelam’ marketing de Dilma


Blog do Josias de Souza


Josias de Souza



Triturada no primeiro turno da disputa presidencial pelo moedor de reputações em que se converteu o comitê eleitoral de Dilma Rousseff, a ex-presidenciável Marina Silva saboreia agora a auto-desconstrução a que se submete sua ex-rival.

Marina levou às redes sociais dois quadros comparando frases da candidata petista com a realidade que cerca a presidente reeleita do PT. “Vejam como a realidade desmantela o marketing eleitoral de Dilma”, Marina anotou.

Num dos quadros, Marina recorda o comentário de Dilma sobre a proposta do PSB de dar autonomia legal ao Banco Central. Marquetada, a candidata dizia que o BC autônomo era coisa da turma que tramava cortes, superávits e “juros para danar”. Reeleita, a presidente viu os juros subirem três dias antes da eleiçao.

Noutro quadro, Marina relembra os ataques de Dilma à tese de que é preciso rever o papel dos bancos públicos na política econômica —uma tese cara ao economista tucano Armínio Fraga, que Aécio disse que nomearia para a pasta da Fazenda.

Ao lado, um resumo da entrevista na qual o ministro Guido Mantega, ainda na gerência da economia, informou nesta sexta (7) que subsídios financeiros concedidos a bancos públicos devem ser passados na lâmina.

Quer dizer: Marina está muito perto de chamar Dilma pelo pseudônimo de estelionato eleitoral. Quando o marketing desconsidera o Orçamento, é isso o que costuma acontecer,




    Servidor da Prefeitura de SP ganha R$ 4.000 e tem mansão com sete suítes

    FOLHA



    São 23 cômodos em três andares –incluindo sete suítes, duas cozinhas e sala de sinuca, mais 11 banheiros, piscina e garagem para 12 carros. Tudo com ar-condicionado para amenizar o calor da pacata Aguaí, cidade de 34 mil habitantes a 193 km de São Paulo.


    A casa pertence a Roberto de Faria Torres, engenheiro da Prefeitura de São Paulo cujo salário é de cerca de R$ 4.000.
    Servidor concursado, ele virou alvo de uma investigação do Ministério Público após ser flagrado pelo "Fantástico", da TV Globo, pedindo R$ 15 mil a um comerciante em troca de um laudo.


    O documento tiraria o estabelecimento da CPI dos Alvarás, criada pela Câmara Municipal para verificar a situação de locais com capacidade para mais de 250 pessoas.


    A CGM (Controladoria-Geral do Município) considera o patrimônio do servidor suspeito e, por isso, abriu uma investigação.
    Já a defesa do engenheiro diz que o acúmulo de bens é fruto de herança e sociedade com familiares, entre outros motivos.


    CARROS DE LUXO
    Fã de carros antigos, Torres tem nove modelos de colecionador. Entre eles um Camaro branco conversível 1967, modelo avaliado em R$ 350 mil.


    Na prefeitura desde 2006, Torres fiscalizava postos de gasolina e casas noturnas. A Folha revelou que, nos últimos cinco anos, ele adquiriu 19 imóveis –apartamentos de alto padrão, vagas em edifícios-garagem e boxes em prédios comerciais no Estado.


    Vizinhos do engenheiro disseram, sob condição de anonimato, que ele e a família promovem grandes festas na casa. Convidados chegam em carros de luxo.

    A Folha apurou que um dos frequentadores é o assessor do vereador Eduardo Tuma (PSDB) Antonio Pedace, também flagrado no vídeo.

    Cedido pela prefeitura, Torres foi indicado para atuar na CPI dos Alvarás pelo vereador Adilson Amadeu (PTB). A Câmara enviou ao menos três pedidos para que a gestão Fernando Haddad (PT) o liberasse para a comissão.


    Durante a CPI, outros vereadores receberam relatos de que Torres e Pedace estavam cobrando propina de comerciantes. Não fizeram denúncia formal, mas pressionaram Tuma para encerrar a CPI ou devolver Torres à prefeitura. Não conseguiram.


    Antes de atuar na Secretaria de Licenciamentos, o engenheiro trabalhou na Secretaria da Habitação, a mesma de Hussain Aref Saab, que acumulou ao menos 106 imóveis de 2005 a 2012.


    OUTRO LADO
    A defesa de Roberto de Farias Torres afirma que o acúmulo de bens é proveniente de herança e sociedade com familiares, entre outros motivos.







    Comentarios




    Master


    Olha, se for investigar todos os altos funcionários públicos dos três poderes, e em todas as esferas, boa parte tem um patrimônio incompatível com a renda. País perdido é assim. Só me pergunto como um cidadão desse não cai na malha fina do imposto de renda, que rapidamente inclui qualquer deslize do cidadão comum. As regras são rígidas para a maioria, e frouxas ou inexistentes para uma minoria. Até quando?

    jose

    Quatro mil e um patrimonio de 40 milhões.Um vídeo mostrando o cara pedindo quinze mil para falsificar um laudo.Daqui a cem anos a justiça manda arquivar este processo(se houver) e os tataranetos deste criminoso ainda estarão usufruindo deste ro u bo. O pete abriu as porteiras para estes vigaristas.Tudo começõu com os vigaristas federais:zédirceu/genoino/delubio/joãopaulo e o chefe deles e sua criatura mudando até o Supremo para limpar a barra deles.Este é o pais dos macunaimas. .

    celiavasconcelos

    Se der muito, vai ser condenado a prestar serviços comunitários como o que foi flagrado recebendo 8 mil.O judiciário paulista , junto com o MP estadual,não condenam corruptos. Os corruptos estaduais só dançam na justiça suíça, vide Maluf e Marinho.


    anonimo

    Rs..rs..Deveriam verificar a origem dos bens dos funcionários do BB aqui em Brasília.Terrenos, mansões, varias casas, com salários pouco condizentes com o que ostentam.Ou não ostentam.Têm, mas escondem.

    Cinturão Verde sofre com a pior estiagem de São Paulo


    Edição do dia 09/11/2014



    Região é a que mais produz hortaliças no Brasil.
    Local fica nas nascentes do rio que corta a cidade e o estado de SP.

    Ivaci Matias Do Globo Rural
    A falta de chuva está prejudicando os agricultores do cinturão verde de São Paulo, região que mais produz hortaliças no Brasil. A região do Alto Tietê, onde ficam as nascentes do rio que corta a cidade e o estado de São Paulo, tem cerca de cinco mil produtores de verduras e legumes.


    Essa semana começou a chover timidamente na região do cinturão verde, mas os técnicos da Secretaria de Agricultura estimam que 25% da produção já está perdida.


    O município de Biritiba-Mirim se especializou na produção de alface, mas este ano os reservatórios dos sítios estão vazios. Só os agricultores que ficam perto do Rio Biritiba-Mirim e  investiram na captação da água que ainda resta no seu leito estão conseguindo produzir.


    O produtor Hiroshi Shintate costuma ter 15 variedades diferentes de alface para oferecer aos seus clientes. Este ano só tem três e reduziu 20% da produção. Ele investiu na cobertura plástica dos canteiros para proteger o solo do impacto da chuva, mas até agora ela não chegou pra valer. “Essa chuva não molhou a terra, ela só baixou a poeira e aumentou a umidade do ar. A ajuda para o solo ficar úmido e fazer o transplante da muda não aconteceu”, relata.


    A reserva de Hiroshi para irrigar a lavoura fica em dois tanques que captam água da chuva. Um deles está quase vazio. O outro tanque do sítio está recebendo água do Rio Biritiba-Mirim. O produtor conseguiu outorga do departamento de água e esgoto do estado para ligar a bomba só durante o dia. Durante a noite, ele tem que desligar o motor.


    A água usada por Hiroshi e por vários outros produtores da região é a mesma que deveria encher a represa de Biritiba-Mirim, importante reservatório do Sistema Alto Tietê, mas a represa está com o nível mais baixo dos últimos dez anos. Boa parte já secou.


    “A chuva muito intensa prejudica o produtor, porque de certa forma o solo precisa de tempo para fazer a infiltração. Então para o produtor é importante que sejam chuvas de baixa intensidade, porém bem distribuídas. Agora, para encher as represas o quanto antes chuvas intensas na cabeceira seria importantes”, explica o agrônomo Júlio Nagase.


    O Sistema Alto Tietê melhorou um pouco com as chuvas do início de novembro, mas é preciso muito mais para regularizar a situação.

    Falta de chuva compromete o plantio de grãos nas principais regiões


    Edição do dia 09/11/2014
    09/11/2014 08h15


    Em grandes estados produtores de soja, o cenário preocupa.


    Em muitas propriedades o plantio nem começou, em outras está atrasado.

    Luiz Patroni, Rúbia Oliveira e Juliane Guzzoni Do Globo Rural
    A estiagem também traz dificuldades para a safra de grãos. Em grandes estados produtores de soja, o plantio está atrasado.


    Mato Grosso
    Em Mato Grosso já tem flor nas lavouras cultivadas mais cedo, mas em grande parte das propriedades, o foco ainda está nas plantadeiras.


    Depois da estiagem atrapalhar o início do plantio, voltou a chover e os trabalhos ganharam ritmo. As máquinas fazem barulho até de noite em algumas fazendas.
    Com o tempo ajudando, o plantio deslanchou. Em Sorriso, por exemplo, devem ser cultivados nesta safra mais de 580 mil hectares de soja, segundo estimativa do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária. Se o ritmo dos trabalhos continuar como nos últimos dias, logo, logo tudo estará semeado.


    Até agora 67% da área de soja foi plantada no estado, enquanto no ano passado, nesta mesma época, o cultivo estava em 86%.


    Goiás
    Os irmãos Ney e Marcos Vian começaram o plantio da soja há cerca de 10 dias em 2,1 mil hectares na propriedade que fica em Rio Verde, sudoeste goiano. O atraso nas chuvas fez com que os produtores adiassem o serviço e agora eles precisam correr contra o tempo para não perder em produtividade.


    O atraso para iniciar o plantio na propriedade dos irmãos Vian foi de cerca de 15 dias. No ano passado, praticamente toda a área já estava plantada, mas este ano, os índices não atingem os 70%, mesmo tendo dobrado as equipes de trabalho.


    De acordo com a Federação da Agricultura de Goiás, a área destinada ao plantio este ano é de 3,1 milhões de hectares e só 30% recebeu as sementes. A situação é bem diferente de novembro de 2013, quando o plantio passava de 50%.


    João Marques tem uma fazenda em Santa Helena, município vizinho de Rio Verde e conta que ainda não começou o plantio da soja verão. “A terra está muito seca e sem umidade, o grão não germina”, diz.


    Paraná
    No Paraná, até agora, a Secretaria de Agricultura estima que cerca de 60% da área de soja foi plantada. No ano passado, nesta mesma época, o plantio da soja chegava perto de 80%.

    A exemplo de anos anteriores, os agricultores já estariam terminando de plantar a safra, mas por conta da estiagem, o plantio atrasou principalmente na região norte do estado. Tem agricultor que só agora está começando a plantar a soja.
    Mato Grosso, Goiás e Paraná respondem por quase 60% da produção brasileira de soja.

     

    Impostos pagos pelos brasileiros este ano chegam a R$ 1,4 trilhão


    09/11/2014 08h27 - Atualizado em 09/11/2014 08h27


    Marca foi registrada pelo Impostômetro neste domingo (9).
    Em 2013, marca foi alcançada somente no dia 16 de novembro.


    Do G1, em São Paulo

    Impostômetro atingiu R$ 1,4 trilhão neste domingo (9) (Foto: Reprodução/ACSP)Impostômetro atingiu R$ 1,4 trilhão neste domingo (9) (Foto: Reprodução/ACSP)
    O valor pago pelos brasileiros em impostos federais, estaduais e municipais desde o início do ano alcançou R$ 1,4 trilhão neste domingo (9), por volta das 7h, segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em 2013, essa marca foi alcançada somente no dia 16 de novembro.


    O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.


    "A arrecadação de impostos vem crescendo num ritmo mais lento neste ano devido ao baixo nível da atividade econômica, que afeta, inclusive, a rentabilidade das empresas e o movimento das vendas. Mesmo assim, a arrecadação cresce mais do que a própria economia", observa o presidente da ACSP, Rogério Amato, em nota.

    O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro. Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos.

    Também se pode fazer comparações do que os governos poderiam fazer com o dinheiro arrecadado, como quantas cestas básicas se poderia fornecer e quantos postos de saúde poderiam ser construídos.

    O Impostômetro encerrou o ano de 2013 com a marca recorde de R$ 1,7 trilhão.

    Cartaz denuncia ação de golpista com entorpecente

    Material, colocado em pontos de Águas Claras, traz fotos da suspeita e alerta população sobre o crime

    ludmila.rocha@jornaldebrasilia.com.br



    Mais uma vez a população se mobiliza contra a violência no DF.


    Assim como no caso dos cartazes alertando sobre assaltos em um ponto de ônibus em Samambaia, conforme matéria publicada em outubro deste ano no JBr., desta vez cartazes denunciam a ação de uma golpista, que aplica o golpe boa noite, Cinderela – em que a vítima cai em sono profundo após ingerir a droga–, para depois roubar as vítimas.

    Os avisos foram deixados na portaria de um centro médico na rua das Figueiras, Quadra 101, em Águas Claras. O cartaz contém fotos da suspeita e adverte sobre o aumento de assaltos e sequestros relâmpagos nas proximidades dos condomínios do Riacho Fundo II e região, onde um crime similar teria ocorrido no último dia 2 de novembro.

    O aviso, do grupo A Casa do Síndico, empresa especializada em assessoria e prestação de serviços para condomínios, é motivado por uma situação vivida por um cliente. “Foi uma inciativa independente para alertar as pessoas. As fotos foram fornecidas pelo próprio  cliente”, explica.

    A síndica do condomínio, onde ocorreu o crime, preferiu não se identificar, mas garantiu que o morador entrou com a suspeita ali. “O condomínio possui circuito de câmeras e ele mesmo entrou com elas de carro”, disse. A reportagem não conseguiu contato com o morador.

    Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


    Sem-teto, índios e LGBT moldam crítica de esquerda ao PT


    • 7 novembro 2014
    "Agora vai começar o terceiro turno das lutas populares por mudanças e conquistas", alardeou o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) pelas redes sociais, poucas horas depois da confirmação da reeleição de Dilma Rousseff (PT).

    O movimento - junto a representantes de sem-terra, indígenas, LGBT e integrantes do movimento negro - faz parte do bloco que declarou "voto crítico" à candidatura petista no segundo turno.

    O termo indica apoio, mas com ressalvas. Na prática, seus adeptos afirmam reconhecer avanços socioeconômicos nos últimos 12 anos, mas se mostram críticos a determinadas políticas do governo.

    Agora, passadas as eleições, esses grupos à esquerda do PT em diversas frentes prometem se mobilizar para pressionar a presidente a atender suas demandas, em um momento em que a petista também sofre forte oposição de setores à direita.

    No topo das lista de reivindicações estão novas políticas de habitação e direitos humanos, críticas à violência policial, defesa do meio ambiente e apoio a minorias.
    Agradar eleitorado que votou no PT mas tem duras críticas ao governo é um dos desafios da presidente reeleita

    Habitação

    Agora, passado o período eleitoral, "a pressão está de volta".

    Quem diz isso é Natalia Szermeta, coordenadora do MTST. "Aderimos ao voto crítico porque entendemos a eleição da oposição como um retrocesso e reconhecemos pequenas conquistas sociais que o PT proporcionou nestes anos", diz. "Mas elas não são suficientes."

    Szermeta argumenta: "O Bolsa Família é uma conquista importante, mas não vai resolver sozinho os problemas sociais. O Minha Casa, Minha Vida mostra preocupação em atender os pobres, financia habitação para quem ganha até três salarios mínimos, mas da forma que é implementado garante mesmo é mercado para as grandes empreiteiras", diz.

    Segundo a coordenadora do MTST, a "movimentação popular" se faz mais necessária do que nunca, já que o governo tem pela frente a "missão impossível de agradar grupos completamente distintos".

    "Reforma política sozinha não resolve. Precisamos de reforma urbana, reforma agrária, políticas para reduzir o déficit habitacional, para controlar a especulação imobiliária", afirma. "Essas pautas populares têm que ser atendidas e nós vamos pressionar."

    Demarcação

    Segundo Ysani Kalapalo, população voto crítico deve se transformar em oposição construtiva após eleição
    A polarização entre PT e PSDB dividiu a população indígena, diz Ysani Kalapalo, fundadora do MIA (Movimento Indígenas em Ação).


    "Eu mesma conversei com lideranças e todos falaram sobre a divisão. Cada um tinha seus motivos e ninguém estava 100% satisfeito. Percebi que os indígenas do Centro-Oeste estavam mais do lado do Aécio, acreditaram nele. Os do Sudeste e Nordeste votaram mais na Dilma. No Norte, nenhum dos dois", afirma.


    Blogueira e figura ativa nas redes sociais, a representante da etnia kalapalo e aweti, do alto Xingu, no Mato Grosso, justifica seu voto pessoal no candidato tucano como fruto de "decepção".

    "O governo dela foi o que mais prejudicou a natureza, o povo indígena. Na gestão dela morreram mais índios do que em outras. Muitos perderam suas terras na gestão dela. Na Amazônia teve desmatamento ilegal, muito, ela não fez quase nada. Belo Monte é obra prejudicial ao meio ambiente."
    A ideia, agora, é retomar o diálogo.

    "Assim como ela deixou claro que está apta a abrir diálogo com os movimentos sociais, vamos tentar o diálogo com ela, para ver se ela dá atenção para as nossas pautas, às questões indígenas, de meio ambiente, os direitos animais", afirma.

    'Oposição justa'

    "Não há como não reconhecer o papel que o PSOL desempenhou nessas eleições", tuitou o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), em uma mensagem compartilhada por mais de 1,7 mil pessoas.


    Ele se referia ao principal grupo político porta-voz do voto crítico ao PT.
    Duas de suas figuras mais proeminentes - o deputado estadual (RJ) Marcelo Freixo e o federal Jean Wyllys - justificaram essa posição no segundo turno e, em entrevista à BBC Brasil, indicaram qual deverá ser o caminho a ser adotado a partir de agora.

    "O voto em Dilma não é um sinalização de aliança política ou participação do PSOL no governo. Isso não acontecerá. Meu voto no segundo turno foi um veto a Aécio (Neves, o candidato do PSDB), que se aliou ao que há de mais conservador na política brasileira. Basta ver a recente manifestação, em que parte de seus eleitores foram às ruas pedir o impeachment da presidente e a intervenção militar", disse, em entrevista à BBC Brasil o deputado estadual Marcelo Freixo, fazendo referência ao protesto realizado em São Paulo, no domingo passado, que reuniu entre 2 a 5 mil pessoas.
    O deputado Jean Wyllys diz nunca ter poupado críticas ao governo e afirma que vai continuar fazendo o mesmo
    Já Jean Wyllys disse à BBC Brasil que optou por fazer campanha para Dilma Rousseff no segundo turno "mesmo sendo crítico de seu governo".

    Para ele, as forças em torno de Aécio Neves "representavam tudo aquilo contra o qual eu luto: neoliberalismo radical, desprezo contra os pobres e contra as políticas de inclusão social, conservadorismo moral e cultural, fundamentalismo religioso, retrocesso dos direitos civis, avanço da repressão e do punitivismo, um antipetismo doentio e revanchista e até uma dose de macartismo vintage".


    Mas o deputado acrescenta que "nunca poupamos críticas ao governo do PT e nem pouparei agora.

    Quanto a apoiar Dilma no segundo turno, avisei que seria o primeiro a cobrar quando necessário tudo aquilo que cobrei como compromisso para o próximo governo dela. Sobre o futuro, acredito que devamos continuar agindo como até hoje, sendo uma oposição sempre à esquerda, justa e republicanca".

    Wyllys também vislumbra um possível contexto de colaboração com o governo. "O sentimento de ódio que está sendo usado por alguns setores da oposição, inclusive ex-aliados do PT, é muito perigoso para as próprias instituições democráticas. Por isso, é preciso uma articulação entre os movimentos e partidos de esquerda para fazer uma pressão de fora para dentro".

    Seu companheiro de partido Freixo traça qual deverá ser a principal pauta de reivindicações de seu partido e de movimentos ligados a ele.

    "É fundamental realizar a reforma política, para diminuir o poder econômico nas eleições e permitir mais transparência e participação social; a reforma tributária, para acabar com a penalização dos mais pobres no pagamento de impostos e taxar as grandes fortunas; garantir o casamento civil igualitário; desmilitarizar a PM e garantir políticas que promovam igualdade racial e de gênero."

    'Pressão e embate'

    À BBC Brasil, o militante LGBT Luis Arruda explicou as críticas do movimento, representado em Brasília por Wyllys, ao governo dilmista.

    "Quase nada foi feito em quatro anos, pelo menos não ostensivamente.

    Casamento igualitário, identidade de gênero e casamento homoafetivo sempre foram nossas principais demandas e continuam aí", afirma, reiterando o discurso do deputado Marcelo Freixo.

    "Por isso o movimento social está aí para pressionar. Algumas vezes a pressão pode ser construtiva, outras pode ser embate."

    Médicos que 'ressuscitam mortos' querem testar técnica em humanos


    • 4 novembro 2014
    Técnica para estender vidas por algumas horas nunca foi testada em humanos
    "Quando seu corpo está com temperatura de 10 graus, sem atividade cerebral, batimento cardíaco e sangue - é um consenso que você está morto", diz o professor Peter Rhee, da universidade do Arizona. "Mas ainda assim, nós conseguimos trazer você de volta."

    Rhee não está exagerando. Com Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, ele comprovou que é possível manter o corpo em estado "suspenso" por horas.

    O procedimento já foi testado com animais e é o mais radical possível. Envolve retirar todo o sangue do corpo e esfriá-lo até 20 graus abaixo da sua temperatura normal.

    Quando o problema no corpo do paciente é resolvido, o sangue volta a ser bombeado, reaquecendo lentamente o sistema. Quando a temperatura do sangue chega a 30 graus, o coração volta a bater.

    Os animais submetidos a esse teste tiveram poucos efeitos colaterais ao despertar. "Eles ficam um pouco grogue por um tempo, mas no dia seguinte já estão bem", diz Tisherman.

    Testes com humanos

    Tisherman causou um frisson internacional este ano quando anunciou que está pronto para fazer testes com humanos. As primeiras cobaias seriam vítimas de armas de fogo em Pittsburgh, na Pensilvânia.

    Nesse caso, são pacientes cujos corações já pararam de bater e que não teriam mais chances de sobreviver, pelas técnicas convencionais. O médico americano teme que, por conta de manchetes imprecisas na imprensa, tenha-se criado uma ideia equivocada da sua pesquisa
    Peter Rhee ajudou a criar técnica inovadora que envolve retirar o sangue do paciente
    "Quando as pessoas pensam no assunto, elas pensam em viajantes espaciais sendo congelados e acordados em Júpiter, ou no [personagem] Han Solo, de Guerra nas Estrelas", diz Tisherman.

    "Isso não ajuda, porque é importante que as pessoas saibam que não se trata de ficção científica."

    Os esforços para trazer as pessoas de volta do que se acredita ser a morte já existem há décadas. Tisherman começou seus estudos com Peter Safar, que nos anos 1960 criou a técnica pioneira de reanimação cardiorrespiratória. Com uma massagem cardíaca, é possível manter o coração artificialmente ativo por um tempo.

    "Sempre fomos criados para acreditar que a morte é um momento absoluto, e que quando morremos não tem mais volta", diz Sam Parnia, da Universidade Estadual de Nova York.


    "Com a descoberta básica da reanimação cardiorrespiratória nós passamos a entender que as células do corpo demoram horas para atingir uma morte irreversível. Mesmo depois que você já virou um cadáver, ainda existe como resgatá-lo."


    Recentemente, um homem de 40 anos no Texas sobreviveu por três horas e meia com a reanimação cardiorrespiratória.


    Segundo os médicos de plantão, "todo mundo com dois braços foi chamado para se revezar fazendo as compressões no peito do paciente".


    Durante a massagem, ele continuava consciente e conversando com os médicos, mas caso o procedimento fosse interrompido, ele morreria. Eventualmente ele se recuperou e acabou sobrevivendo.


    Esse caso de rescucitação ao longo de um grande período só funcionou porque não havia uma grande lesão no corpo do paciente. Mas isso é raro.

    'Limbo'

    A técnica desenvolvida agora por Tisherman é baseada na ideia de que baixas temperaturas mantêm o corpo vivo por mais tempo - cerca de uma ou duas horas.


    O sangue é retirado e no seu lugar é colocada uma solução salina que ajuda a rebaixar a temperatura do corpo para algo como 10 a 15 graus Celsius.


    Em experiência com porcos, cerca de 90% deles se recuperaram quando o sangue foi bombeado de volta. Cada animal passou mais de uma hora no "limbo".
    Técnica de massagem cardíaca já ajuda a estender a vida de pessoas com paradas
    "É uma das coisas mais incríveis de se observar: quando o coração começa a bater de novo", diz Rhee.


    Após a operação, foram realizados vários testes para avaliar se houve dano cerebral. Aparentemente nenhum porco apresentou problemas.


    O desafio de obter permissão para testar em humanos tem sido enorme até agora. Tisherman e Rhee finalmente receberam permissão para testar sua técnica com vítimas de tiros em Pittsburgh.


    Um dos problemas a ser contornado é ver como os pacientes se adaptam com o sangue de outra pessoa. Os porcos receberam o próprio sangue congelado, mas no caso dos humanos será necessário usar o estoque do banco de sangues.
    Se der certo, os médicos acreditam que a técnica poderia ser aplicada não só vítimas de lesões, como tiros e facadas, mas em pessoas com ataque cardíaco.
    A pesquisa também está levando a outros estudos sobre qual seria a melhor solução química para reduzir o metabolismo do corpo humano.


    Leia a versão desta reportagem original em inglês no site BBC Future.

    (!!) Para estudo, proteína de beterraba pode substituir sangue humano



    • 7 novembro 2014
    Pesquisa levanta possibilidade de adaptar proteína da beterraba para uso em humanos
    Uma proteína encontrada na beterraba poderia ser usada para substituir o sangue humano, de acordo com pesquisadores suecos.

    A hemoglobina vegetal presente no legume é similar à hemoglobina presente no sangue humano. A proteína, que confere ao sangue a sua cor avermelhada, tem como função principal transportar oxigênio para os tecidos.

    A equipe da Universidade de Lund, na Suécia, está investigando se seria possível modificar a substância da beterraba para que ela possa ser absorvida pelos tecidos humanos.

    Os cientistas dizem acreditar que isso pode ser conseguido dentro de três anos.

    Um especialista ouvido pela BBC, no entanto, comentou que apesar de "animador", o estudo só deve trazer resultados concretos "no longo prazo".


    Os suecos basearam seu estudo em um trabalho anterior, publicado pela revista científica Plant & Cell Physiology, que concluiu que a hemoglobina vegetal tinha um papel fundamental no desenvolvimento da planta.


    Um dos integrantes da equipe, Leif Bulow, disse que o objetivo do grupo era encontrar uma solução para o problema da escassez de sangue.


    Leia mais: Sangue artificial deve começar a ser testado em humanos até 2016


    O sangue produzido a partir da proteína da beterraba poderia ser usado, por exemplo, em transfusões de emergência (por exemplo, em pacientes que perderam muito sangue após um acidente) ou em tratamentos para câncer e doenças do sangue.

    Similaridade

    Durante o estudo, a proteína da planta se comportou de maneira similar à hemoglobina encontrada no cérebro - e apresentou uma estrutura similar, acrescentou Leif Bulow.


    Nelida Leiva, que chefiou a pesquisa na Universidade de Lund, disse que a proteína da planta tem entre 50% e 60% de similaridade com a hemoglobina encontrada no sangue humano, mas é mais "robusta".


    Ela disse que o trabalho levanta duas possibilidades: adaptar a proteína da planta para uso em humanos e usar plantas para produzir hemoglobina humana.


    Leia mais: Novo exame de sangue 'pode prever Alzheimer'


    O próximo passo, diz a equipe, seria modificar a proteína da planta para ver se ela seria aceita por porcos e, depois, por tecidos humanos.


    Comentando o estudo sueco, o cientista britânico Denis Murphy, chefe de Genômica na University of South Wales, em Cardiff, País de Gales, disse à BBC: "O estudo é bom, baseado em ciência feita com rigor, e descreve uma descoberta importante".


    "Embora saibamos há várias décadas que plantas produzem proteínas similares à hemoglobina, esse estudo mostra que (essas proteínas) são mais comuns e estão envolvidas em mais processos fisiológicos do que pensávamos".


    Ele acrescentou, no entanto, que a ideia de usar essa proteína para substituir a hemoglobina humana era especulação, algo possível muito a longo prazo.

    Estamos à beira de nova Guerra Fria', diz Mikhail Gorbachev

    AP

    • 8 novembro 2014  BBC

    Gorbachev alertou para escalada da tensão entre Ocidente e Rússia e criticou os EUA

    Em meio às celebrações dos 25 anos da queda do muro de Berlim, o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev fez um alerta: o mundo está à beira de uma nova Guerra Fria.


    Em um evento de comemoração do fim de um dos maiores símbolos da "primeira" Guerra Fria, realizado no Portão de Brandenburgo, na capital alemã, Gorbachev se disse preocupado com os recentes conflitos no Oriente Médio e na Europa.


    Ele ainda pediu que o díalogo fosse reestabelecido entre o Ocidente e a Rússia para que os dois lados possam restaurar sua confiança mútua.


    "O derramamento de sangue na Europa e no Oriente Médio junto com o fim do diálogo entre as nações mais poderosas é motivo de enorme preocupação", ele afirmou.


    "O mundo está à beira de uma nova Guerra Fria. Alguns estão até mesmo dizendo que ela já começou."


    Leia mais: Exposição, jogo e aplicativo mantêm viva memória do muro de Berlim


    No entanto, Gorbachev também não poupou críticas ao Ocidente. Para eles, os países ocidentais, em especial os Estados Unidos, sucumbiram ao "triunfalismo" após o fim da União Soviética em 1991.


    Nos últimos meses, as tensões entre o Ocidente e a Rússia aumentaram por causa da crise na Ucrânia, que era parte da União Soviética.


    Mais de 4 mil pessoas já morreram nos conflitos no leste do país entre forças ucranianas e separatistas, que assumiram o controle da região das cidades de Donetsk e Lugansk em abril.


    Um frágil cessar-fogo foi acordado em setembro, mas eleições promovidas pelos rebeldes no últimos final de semana trouxeram à tona o receio de que o conflito volte com toda força.

    Controvérsia


    Mikhail Gorbachev foi o líder soviético responsável pela reaproximação com o Ocidente
    Segundo o correspondente da BBC em Berlim, Damien McGuinness, Gorbachev buscou reduzir esta tensão com o pedido de diálogo, para que a situação não piore ainda mais.


    "Seus comentários podem ser vistos como um esforço louvável, mas algumas de suas opiniões são motivo de controvérsia no Ocidente", afirma McGuinness.


    "Ele diz que a Europa e os Estados Unidos são parcialmente culpados pelo conflito na Ucrânia, ao citar a expansão da Otan no leste da Europa. E ele acusou líderes ocidentais de se aproveitarem do estado de fraqueza da Rússia após o fim da União Soviética."


    Gorbachev é o líder responsável pela reaproximação da União Soviética e do Ocidente no fim dos anos 1980 e por criar uma atmosfera mais liberal, o que levou ao colapso dos regimes comunitas na Europa em 1989.


    Leia Mais: Parque de diversões da Alemanha Oriental atrai curiosos e nostálgicos da Guerra Fria


    Em 9 de novembro daquele ano, a Alemanha Oriental abriu suas fronteiras, o incluía o muro em Berlim, que separava as partes leste e oeste da capital alemã.
    Centenas de pessoas estão chegando neste fim de semana a Berlim para comemorar os 25 anos da queda do muro.


    As celebração inclui um show de rock e fogos no portão de Brandenburgo, com a participação da chanceler alemã , Angela Merkel e outros líderes.

    Mediocre!!! USP é a 77ª melhor universidade do mundo em novo ranking americano

    Folha



    A USP foi considerada a 77ª melhor universidade do mundo e a primeira na América Latina por um novo ranking americano.

    A listagem foi feita pelo US News, um dos levantamentos sobre ensino superior mais tradicionais nos EUA, criado há 31 anos. Esta é a primeira edição em que são avaliadas escolas de outros países.

    A UFRJ (federal do Rio) e a Unicamp ficaram como segunda e terceira melhores na América Latina, respectivamente.

    A lista considera quesitos como reputação das instituições entre especialistas, produção científica e número de doutores premiados.

    A melhor do mundo no ranking foi a Universidade Harvard, seguida do MIT, da Universidade da Califórnia-Berkley e de Stanford (todas americanas).

    Segundo o US News, a ideia é ajudar estudantes do mundo todo a escolherem suas universidades.




    Recurso protelatório Dias Toffoli mantém prisão de Luiz Estevão



    Toffoli rejeitou recurso da defesa por ser “manifestamente” protelatório
    Publicado: 5 de novembro de 2014 às 18:17

    Toffoli rejeita recurso do ex-senador Luiz Estevão. Foto: Marco Ambrósio/Estadão Conteúdo
    Toffoli rejeita recurso do ex-senador Luiz Estevão. 


    Brasília - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quarta-feira, 05, duas questões levantadas pela defesa de Luiz Estevão e manteve, portanto, a prisão do ex-senador. Os advogados de Estevão queriam a cassação da decisão monocrática do ministro Dias Toffoli que determinou a baixa do processo para o órgão de origem – a Justiça Federal de São Paulo – e permitiu o início do cumprimento da pena.


    O ex-senador foi preso no dia 27 de setembro em Brasília e levado para São Paulo, onde começou a cumprir a pena de 3 anos e meio de reclusão na Penitenciária Tremembé II, no interior do Estado.


    Na semana passada, Luiz Estevão foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP), em Brasília.


    Estevão foi condenado por falsificação de documentos no caso do desvio de dinheiro das obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo. Ao analisar o recurso do ex-senador, no final de setembro, Toffoli apontou que a medida era ‘manifestamente protelatória’, diante do fato de que ocorreria a prescrição do caso no início de outubro.


    Nesta quarta-feira, o plenário do Supremo analisou duas questões de ordem apontadas pela defesa contra decisão de Toffoli. Os ministros entenderam, por unanimidade, que não há irregularidades na decisão do ministro.

     Comentários

    • Odair Medeiros · 
      O Luiz Estêvão deve se filiar imediatamente ao PT e reiterar o seu pedido, que será deferido!!!
       
      Amaury Feitosa · 
      Manda ele se filiar ao PT e pronto, tá soltinho da silva xavier.

    • Vanessa Urban ·
      É porque ele não se chama José Dirceu, ou José Genoíno, ou Delúbio Soares .... daí seria "guerreiro do povo brasileiro" e estaria cumprindo a pena em regime aberto, em casa!
    • Ney Jackson Beserra Arruela ·
      O LUIZ ESTEVÃO ESTÁ DEVOLVENDO O DINHEIRO COM OS ALUGUEIS DE SEUS MUITOS IMÓVEIS.E OS PTralha$$$$$$$$? genuinamente corruPTo$$$$$$$ ladrõe$$$$$$$ & incomPTente$$$$$$$,vão devolver quanto?e quando?

    Arnaldo Jabor: Burrice e ignorância


    A burrice é diferente da ignorância. A ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades. A burrice é uma força da natureza (Nelson Rodrigues).
     
    A ignorância quer aprender. A burrice acha que já sabe. A burrice, antes de tudo, é uma couraça. A burrice é um mecanismo de defesa. O burro detesta a dúvida e se fecha.
     
    O ignorante se abre e o burro esperto aproveita. A ignorância do povo brasileiro foi planejada desde a colônia. Até o século XIX era proibido publicar livros sem licença da Igreja ou do governo. 
     
     
    A burrice tem avançado muito; a burrice ganhou status de sabedoria, porque com o mundo muito complexo, os burros anseiam por um simplismo salvador. Os grandes burros têm uma confiança em si que os ignorantes não têm. Os ignorantes, coitados, são trêmulos, nervosos, humildemente obedecem a ordens, porque pensam que são burros, mas não são; se bem que os burros de carteirinha estimulam esse complexo de inferioridade.
     
    A ignorância é muito lucrativa para os burros poderosos. Os burros são potentes, militantes, têm fé em si mesmos e têm a ousadia que os inteligentes não têm. Na percentagem de cérebros, eles têm uma grande parcela na liderança do país. No caso da política, a ignorância forma um contingente imenso de eleitores, e sua ignorância é cultivada como flores preciosas pelos donos do poder. 
     
     
     
    Quanto mais ignorantes melhor. Já pensaram se a ignorância diminuísse, se os ignorantes fossem educados? Que fariam os senhores feudais do Nordeste em cidades tomadas como Murici ou o município rebatizado de cidade Edson Lobão, antiga Ribeirinha? A ignorância do povo é um tesouro; lá, são recrutados os utilíssimos “laranjas” para a boa circulação das verbas tiradas dos fundos de pensão e empresas públicas.
     
    Como é o “design” da burrice? A burrice é o bloqueio de qualquer dúvida de fora para dentro, é uma escuridão interna desejada, é o ódio a qualquer diferença, a qualquer luz que possa clarear a deliciosa sombra onde vivem. O burro é sempre igual a si mesmo, a burrice é eterna como a Pedra da Gávea (NR). De certa forma eu invejo os burros. Como é seu mundo? Seu mundo é doce e uno, é uma coisa só. O burro sofre menos, encastela-se numa só ideia e fica ali, no conforto, feliz com suas certezas. O burro é mais feliz.
     
    A burrice não é democrática, porque a democracia tem vozes divergentes, instila dúvidas e o burro não tem ouvidos. O verdadeiro burro é surdo. E autoritário: quer enfiar burrices à força na cabeça dos ignorantes. O sujeito pode ser culto e burro. Quantos filósofos sabem tudo de Hegel ou Espinoza e são bestas quadradas? Seu mundo tem três ou quatro verdades que ele chupa como picolés. O burro dorme bem e não tem inveja do inteligente, porque ele “é” o inteligente.
     
    Mesmo inconscientemente, aqui e lá fora, a sociedade está faminta de algum tipo de autoritarismo. A democracia é mais lenta que regimes autoritários. Sente-se um vazio com a democracia — ela decepciona um pouco as massas. Assim, apelos populistas, a invenção de “inimigos” do povo, divisão entre “bons” e “maus” surtem efeito. Surge, na política, a restauração alegre da burrice. Isso é internacional. Bush se orgulhava de sua burrice. Uma vez ele disse em Yale: “Eu sou a prova de que os maus estudantes podem ser presidentes dos USA”. E, aí, invadiu o Iraque e escangalhou o Ocidente. E está impune, quando deveria estar em cana perpétua. Aqui, também assistimos à vitória da testa curta, o triunfo das toupeiras.
     
    O bom asno é sempre bem-vindo, enquanto o “pernóstico” inteligente é olhado de esguelha. A burrice organiza o mundo: princípio, meio e fim. A burrice dá mais ibope, é mais fácil de entender. A burrice dá mais dinheiro; é mais “comercial”.
    Em nossa cultura, achamos que há algo de sagrado na ignorância dos pobres, uma “sabedoria” que pode desmascarar a mentira “inteligente” do mundo. Só os pobres de espírito verão a Deus, reza nossa tradição. Existe na base do populismo brasileiro uma crença lusitana, contrarreformista, de que a pobreza é a moradia da verdade.
    No Brasil, há uma grande fome de “regressismo,” de voltar para a “taba” ou para o casebre com farinha, paçoca e violinha. E daí viria a solidariedade, a paz, num doce rebanho político que deteria a marcha das coisas do mundo, do mercado voraz, das pestes e, claro, dos “canalhas” neoliberais. É a utopia de cabeça para baixo, o culto populista da marcha à ré.
     
    Nosso grande crítico literário Agripino Grieco tinha frases perfeitas sobre os burros. “A burrice é contagiosa; o talento não” ou “Para os burros, o ‘etc’ é uma comodidade...” ou “Ele não tem ouvidos, tem orelhas e dava a impressão de tornar inteligente todos os que se avizinhavam dele”, “Passou a vida correndo atrás de uma ideia, mas não conseguiu alcançá-la”, “Ele é mais mentiroso que elogio de epitáfio”, “No dia em que ele tiver uma ideia, morrerá de apoplexia fulminante”.
     
    Vi na TV um daqueles bispos de Jesus, de terno e gravata, clamando para uma multidão de fiéis: “Não tenham pensamentos livres; o Diabo é que os inventa!”. Entendi que a liberdade é uma tortura para desamparados. Inteligência é chata; traz angústia, com seus labirintos. Inteligência nos desorganiza; burrice consola. A burrice é a ignorância ativa, é a ignorância com fome de sentido.
     
    Nosso futuro será pautado pelos burros espertos, manipulando os pobres ignorantes. Nosso futuro está sendo determinado pelos burros da elite intelectual numa fervorosa aliança com os analfabetos.
     
    Como disse acima, a liberdade é chata, dá angústia. A burrice tem a “vantagem“ de “explicar” o mundo. O diabo é que a burrice no poder chama-se “fascismo”.

    Dora Kramer: O herói sem caráter


    Remexendo na gaveta de recortes de jornais - valorosos e não raro mais úteis que o Google - encontro um texto escrito em 7 de setembro de 2010. Apenas coincidência a data da independência. O título, Macunaíma. O herói sem nenhum caráter de Mário de Andrade.

    Faltava pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição em que o então presidente Luiz Inácio da Silva fazia o “diabo” e conseguiria na etapa final realizada em 31 de outubro eleger uma incógnita como sua sucessora.

    Deu todas as garantias de que a chefe de sua Casa Civil, Dilma Rousseff, seria uma administradora de escol para o Brasil. Não foi, conforme comprovam os indicadores de um governo que se sustenta no índice positivo do emprego formal, cuja durabilidade depende do rumo da economia.

    Como ex-presidente, Lula agora pede que se renove a aposta. Sem uma justa causa, apenas baseado na ficção por ele criada de que a alternância de poder faz mal à democracia brasileira. A propósito de reflexão a respeito da nossa história recente, convido a prezada leitora e o caro leitor ao reexame daquele texto.

    “Só porque é popular uma pessoa pode escarnecer de todos, ignorar a lei, zombar da Justiça, enaltecer notórios ditadores, tomar para si a realização alheia, mentir e nunca dar um passo que não seja em proveito próprio?

    Um artista não poderia fazer, sequer ousaria fazer isso, pois a condenação da sociedade seria o começo do seu fim. Um político tampouco ousaria abrir tanto a guarda. A menos que tivesse respaldo, que só revelasse sua verdadeira face lentamente e ao mesmo tempo cooptasse os que poderiam repreendê-lo tornando-os dependentes de seus projetos dos quais aos poucos se alijariam os críticos por intimidação ou cansaço.

    A base de tudo seria a condescendência dos setores pensantes e falantes; oponentes tíbios, erráticos, excessivamente confiantes diante do adversário atrevido, eivado por ambições pessoais e sem direito a contar com aquele consenso benevolente que é de uso exclusivo dos representantes dos fracos, oprimidos e assim nominados ignorantes.

    O ambiente em que o presidente Luiz Inácio da Silva criou o personagem sem freios que faz o que bem entende e a quem tudo é permitido - abusar do poder, usar indevidamente a máquina pública, insultar, desmoralizar - sem que ninguém consiga lhe impor paradeiro, não foi criado da noite para o dia. Não é fruto de ato discricionário, não nasceu por geração espontânea nem se desenvolveu por obra da fragilidade da oposição.

    Esse ambiente é fruto de uma criação coletiva. Produto da tolerância dos informados que puseram seus atributos e respectivos instrumentos à disposição do deslumbramento, da bajulação e da opção pela indulgência. Gente que tem vergonha de tudo, até de exigir que o presidente da República fale direito o idioma do País, mas não parece se importar de lidar com quem não tem pudor algum.

    Da esperteza dos arautos do atraso e dos trapaceiros da política que viram nessa aliança uma janela de oportunidade. A salvação que os tiraria do aperto em que estavam já caminhando para o ostracismo. Foram ressuscitados e por isso estão gratos.

    Da ambição dos que vendem suas convicções (quando as têm) em troca de verbas do Estado.

    Da covardia dos que se calam com medo das patrulhas.

    Do despeito dos ressentidos.

    Do complexo de culpa dos mal resolvidos.

    Da torpeza dos oportunistas.

    Da superioridade dos cínicos.

    Da falsa isenção dos preguiçosos.

    Da preguiça dos irresponsáveis.


    Lula não teria ido tão longe com a construção desse personagem que hoje assombra e indigna muitos dos que lhe faziam a corte não fosse a permissividade geral. Se não conseguir eleger a sucessora não deixará o próximo governo governar. Importante pontuar que só fará isso se o País deixar que faça; assim como deixou que se tornasse esse ser que extrapola”.