domingo, 1 de fevereiro de 2015

Meu nome é OdebrechPT. Investigar a Odebrecht vai ser difícil. A empresa entrou no ramo de armas, vai ter a proteção da lei de segurança e dos militares.



 Lula com Emílio Odebrecht, ainda vivo em visita ao futuro estádio do Corinthians.
 Lula fazendo lobby para projeto da Odebrecht na África: abrindo portas para o parceirão.
 Lula e Emílio Odebrecht inaugurando mais uma Braskem em Paulínia, SP
Olha só a turma inaugurando uma "parceria" da Odebrecht com a Petrobras...

A Lava Jato chegou o maior antro de corrupção. Os contratos da OdebrechPT com o governo. Desde os tempos em que surgiu a Braskem, um negócio de pai para filho montado por Lula para a construtora. Mais os contratos internacionais. Mais o jatinho emprestado e as palestras contratadas junto ao ex-presidente. Sem falar o Porto de Mariel, em Cuba. A Lava Jato está chegando ao grande mar de lama: a OdebrechPT. 


(Estadão)  Três contratos envolvendo a construtora Norberto Odebrecht nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, estão sendo investigados pela Operação Lava Jato. Os acordos, assinados entre julho de 2007 e dezembro de 2009, tiveram 61 aditivos que elevaram em R$ 960 milhões o valor final – de R$ 5,1 bilhões para cerca de R$ 6 bilhões – pago pela Petrobrás. Além de desvios, a Polícia Federal apura se houve cartelização.


Em um desses contratos, referente às obras de unidades de hidrotratamento e de geração de hidrogênio (UHDT e UGH), foram firmados 19 aditivos, que elevaram em R$ 539 milhões o valor contratual. O valor inicial saltou de R$ 3,19 bilhões para R$ 3,73 bilhões. No outro, assinado no mesmo dia – 10 de dezembro de 2009 -, para obras da unidade de destilação atmosférica (UDA), o valor inicial foi de R$ 1,48 bilhão para R$ 1,77 bilhão, com 25 aditivos. O terceiro contrato, firmado em 31 de julho de 2007, referente a obras de terraplanagem, subiu de R$ 429 milhões para R$ 534 milhões – após um total de 17 aditivos.


Essas informações fazem parte de uma sindicância interna da Petrobrás sobre as obras da Abreu e Lima, aberta após a deflagração da Lava Jato. O documento da estatal, anexado ao inquérito, afirma que houve elevação de custo e “necessidade de grande quantidade de aditivos contratuais” em decorrência de um plano de antecipação das obras, para 2010, que teve como figura central Costa.



Nesse período, o delator era diretor de Abastecimento – indicado pelo PP – e o primeiro presidente do Conselho de Administração da companhia criada para gerir a construção de Abreu e Lima. Segundo o TCU, há problemas de sobrepreço e de projeto que elevaram os custos gerais.


A PF suspeita que valores supostamente desviados das obras da Abreu e Lima podem ter abastecido o caixa da propina movimentada pelo esquema de corrupção na estatal. Por isso, vai aprofundar as análises técnicas dos contratos e dos apontamentos de irregularidades identificados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela própria Petrobrás.


Primeiro delator do processo, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa confessou ter recebido US$ 23 milhões em propina da Odebrecht. O valor foi pago entre 2008 e 2009 por meio de uma conta aberta na Suíça, por indicação de um executivo do grupo, afirmou ele em sua delação premiada.


A sindicância apontou outros dois problemas nos contratos assinados em 2009.


Um dos problemas foi o de “relicitação” ocorrida no decorrer do processo de contratação, que fez com que os “contratos assinados no ‘topo’ da estimativa”, indicando “cartelização”. “A Comissão identificou, analisando o comportamento dos resultados destes processos licitatórios (primeira e segunda rodadas de licitação), que o valor das propostas aproximou-se do ‘teto’ (valor de referência mais 20%) das estimativas elaboradas pela Diretoria de Engenharia”, informa a Comissão de Sindicância em seu relatório final.
 
Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e outras empresas que participaram das obras iniciadas em 2007, alvos da sindicância, integram o suposto cartel de empreiteiras – autodenominado “clube” -, que fatiava os contratos da Petrobrás, mediante pagamento de propina.


“Estes fatos, associados às declarações do Sr. Paulo Roberto Costa, indicam a possibilidade da existência de um processo de cartelização relativo às empresas indicadas nos processos analisados”, registra documento interno da estatal. Na semana passada, a PF cobrou da presidente da Petrobrás, Graça Foster, o envio dos documentos com detalhes dos contratos da estatal com a Odebrecht nas obras de Abreu e Lima.




Dilma, vergonha internacional. O jornal britânico “Financial Times” cobrou da presidente Dilma Rousseff que ela explique “o que sabia” do esquema de corrupção na Petrobras e “quando soube” dele.


( O Globo) O jornal britânico “Financial Times” cobrou da presidente Dilma Rousseff que ela explique “o que sabia” do esquema de corrupção na Petrobras e “quando soube” dele. 
 
 
Em artigo publicado na última sexta-feira, o jornal destaca que, apesar de não haver acusações de que Dilma estaria diretamente envolvida no esquema alvo da Operação Lava-Jato, ela deve explicações, já que fez parte do Conselho de Administração da estatal durante boa parte do período investigado. Ao se referir à diretoria da Petrobras, a publicação afirma que “o tempo para ser indulgente já passou”. 
 
 
No texto, intitulado “Limpando a bagunça na Petrobras”, o “Financial Times” afirma que a empresa “representa o melhor e o pior do Brasil”, referindo-se à competência técnica, de um lado, e à corrupção, de outro. “Isso não tem apenas consequências corporativas”, ressalta o artigo, destacando que as denúncias também ameaçam a economia brasileira e o governo. “A Petrobras é grande demais para fracassar. Mas também é corrupta demais para continuar como está”, argumenta. 
‘Elefantes brancos’
 
 
Lembrando o fato de o ex-gerente Pedro Barusco ter se comprometido a devolver US$ 100 milhões aos cofres públicos, o artigo sublinha que as estimativas são de que US$ 20 bilhões tenham sido “roubados, desviados ou gastos em projetos que eram elefantes brancos, tão pobremente concebidos que até Hugo Chávez (ex-presidente da Venezuela) se recusou a investir neles”. 
 
 
Também são lembradas as acusações de que dinheiro desviado no esquema teria sido usado “para adoçar aliados” e “financiar as campanhas de Dilma à Presidência”. O escândalo de agora “sucede o do mensalão, (...) que levou à condenação de políticos veteranos pela primeira vez no Brasil”, diz o “Financial Times”, para concluir: “Com a Petrobras, no entanto, a resposta precisa ser mais rápida e mais firme”.
 
 
3 comentários

Jurista-- de excelente reputação-- dá parecer favorável para impeachment de Dilma.



(Folha) Uma das construtoras acusadas na Operação Lava Jato encomendou um parecer jurídico sobre a viabilidade de um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, com base nas descobertas de crimes e irregularidades na Petrobras, e está divulgando o material, segundo a revista "Veja". 


A edição da revista que chegou às bancas neste sábado (31) não aponta qual empresa pediu o estudo, mas diz que o trabalho foi feito pelo jurista Ives Gandra Martins. 


Procurado pela Folha, o jurista confirmou a elaboração do parecer sobre o tema, mas afirmou que foi pedido por um advogado amigo dele, José de Oliveira Costa, que não revelou quem seria o destinatário do estudo. 


O parecer de Martins é favorável à abertura do processo de impeachment contra a presidente da República. "Considerando que o assalto aos recursos da Petrobras, perpetrado durante oito anos, de bilhões de reais, sem que a Presidente do Conselho e depois Presidente da República o detectasse, constitui omissão, negligência e imperícia, conformando a figura da improbidade administrativa", concluiu. 


Postado por O EDITOR às 00:05:00 11 comentários

 

Lava Jato recebe reforço de mais 11 procuradores para fase política.

domingo, 1 de fevereiro de 2015


(Folha) Para enfrentar os desdobramentos da Operação Lava Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criou um grupo de trabalho com procuradores de diferentes áreas e com experiência em ações que levaram políticos, autoridades e empresários para trás das grades.mA ideia é se preparar para a hora em que o caso da Petrobras chegar ao Supremo Tribunal Federal. A dimensão da investigação ainda é incerta, mas, como disse o ministro Gilmar Mendes, pode fazer do mensalão um "processo de pequenas causas". 
 
 
No currículo dos escolhidos por Janot há especialistas em lavagem de dinheiro, formação de cartel, crimes transnacionais, delação premiada e na chamada "teoria do domínio do fato".Esta última foi a argumentação jurídica contra Dirceu, usada nas alegações finais do então procurador-geral da República Roberto Gurgel.  Ela foi construída pelo coordenador do grupo, Douglas Fischer, que conseguiu convencer o STF de que o antigo chefe da Casa Civil tinha o controle do mensalão. 
 
 
Como muitos outros integrantes do grupo, Fischer é professor e autor de livros. Recentemente, assessorou o então senador Pedro Taques (PDT-MT) na produção do projeto do novo Código Penal.
 
 
Crítico dos recursos infindáveis, o gaúcho de 45 anos já deu entrevistas reclamando do sistema de progressão penal do país, que permite a rápida liberação de presos. 
 
 
Outro integrante, Wilton Queiroz, teve participação fundamental na prisão de Arruda. Responsável pelo setor de inteligência do Ministério Público do DF, foi um dos responsáveis por convencer o ex-secretário Durval Barbosa a delatar o "mensalão do DEM"
.
 
 
BANESTADO E CARTEL
No grupo também está Vladimir Aras, que não só trabalha com o combate à corrupção como já sofreu as consequências na vida pessoal. Seu pai, um procurador federal, foi morto pela chamada "Máfia do Açúcar" após investigar sonegação de ICMS entre a Bahia e Pernambuco. Como procurador, participou das investigações do Banestado, escândalo de evasão de divisas que levou o doleiro Alberto Youssef a fazer sua primeira delação premiada. 
 
 
A equipe também tem Andrey de Mendonça, que fez parte da formação original da força-tarefa da Lava Jato. Meticuloso, enviou mais de mil páginas de provas documentais à Justiça num processo contra o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza. Ele atuou no caso Alstom, que investigou esquema de propina no setor de energia de São Paulo em 1998, no governo Mário Covas (PSDB). 
 
 
Ainda no grupo está o procurador Fábio Coimbra, autor do pedido de prisão que viabilizou a extradição de Salvatore Cacciola ao Brasil. Completam a equipe Bruno Calabrich, coordenador de ensino da Escola Superior do Ministério Público; Danilo Dias e Eduardo Pelella, assessor especial e chefe de gabinete de Janot, respectivamente; Daniel Salgado, secretário de pesquisa e análise da Procuradoria; Rodrigo Telles, autor de livro sobre investigação criminal; e o promotor Sergio Fernandes, do Gaeco. 
 
 

CGU alerta! Das 2,3 milhões "Minha Casa, Minha Vida" prometidas por Dilma, mais de 1,4 milhão não saíram do papel e do chão.E QUANTAS CASAS FORAM REALMENTE PARA OS POBRES ( e não para familiares de distritais, federais, etc??)



61% das casas prometidas por Dilma no Minha Casa, Minha Vida não saíram do papel ou do chão. Os prejuízos para os cofres públicos podem ser bilionários, adverte a CGU.
 
(O Globo) O conjunto azulado se destaca na paisagem pastoril. Ao fundo, um morro foi escavado para aterrar brejos, nascentes e córregos da reserva biológica Poço das Antas, que fluíam para o Rio São João, essencial ao abastecimento de água de meio milhão de pessoas no litoral fluminense. O projeto é do ano eleitoral de 2010. Previa 66 casas para famílias pobres, com renda até R$ 1,6 mil mensais. Existem apenas 23, em paredes de plástico pré-moldado. Não possuem teto, não há rua, rede de água, esgoto ou energia. Estão abandonadas no meio do matagal. 
 
Quatro anos e duas eleições presidenciais depois, mato e prejuízos emolduram o programa habitacional conhecido como Minha Casa Minha Vida em Silva Jardim, a 130 quilômetros do Rio.Não é caso isolado. Atrasos e deficiências caracterizam obras em cinco mil municípios com menos de 50 mil habitantes, informa a Controladoria-Geral da União (CGU), vinculada à Presidência da República, em auditoria concluída no mês passado. 
 
O governo federal financia 70% dos projetos. As prefeituras fazem uma contrapartida de 30%, fornecem terreno, isenções fiscais e serviços urbanos. Entre 2009 e 2010 foram assinados contratos para construção de um milhão de unidades habitacionais, segundo a propaganda oficial. Um de cada três desses imóveis não estava em pé até o mês passado, de acordo com a CGU. 
 
De 2012 até abril de 2014 foram contratadas mais 1,3 milhão de unidades, indica a publicidade governamental. Até dezembro 83% das obras não haviam sido iniciadas, diz a controladoria. Os problemas se repetem. Têm origem na excessiva fragmentação de responsabilidades entre governos, agentes financeiros, empresas subcontratadas para gerenciar projetos, e construtoras — em geral, pequenas e microempresas. Obras atrasam, e os imóveis, quando entregues, não têm documentação regular nem infraestrutura mínima, como rede de água e esgoto. 
 
“Há risco patrimonial grave para a União”, concluiu a Controladoria depois de 20 meses de auditoria, com visitas a 49 municípios de 19 estados. Um deles é a liberação antecipada de dinheiro pelo Ministério das Cidades a agentes escolhidos pelas prefeituras para gerenciar os projetos habitacionais.
Os repasses são feitos em volumes até 25 vezes maiores que o capital e o patrimônio líquido do agente intermediário — “sem qualquer forma de garantia”.
 
Além disso, as antecipações possibilitam ganhos extras com aplicações num mercado financeiro que possui os juros mais altos do planeta. A CGU calcula que sobre R$ 100 milhões antecipados seja possível lucro de até R$ 40 milhões.

 
Já ocorreram prejuízos aos cofres públicos. Caso exemplar é o do Banco Morada, que tinha sede no Rio e era controlado pelos empresários Odilio Figueiredo Neto, Luiz Octávio Barreto Drummond e Paulo Jayme de Figueiredo. O Morada foi contemplado com créditos de R$ 83,7 milhões, o triplo de seu capital e quase o dobro do patrimônio líquido. No ano eleitoral de 2010, recebeu R$ 32,8 milhões para construir 5,7 mil habitações em 13 estados — entre eles, o Rio. O fluxo só foi suspenso na quinta-feira 28 de abril de 2011, quando o Morada foi liquidado pelo Banco Central. 
 
Ao tentar reaver o dinheiro, o governo federal descobriu que não sabia exatamente quanto o banco tinha recebido, executado e pago às construtoras. “Os procedimentos adotados pelo Ministério das Cidades não foram suficientes para se apurar”, conta a CGU em relatório. A União entrou na fila judicial de credores do banco liquidado para receber R$ 21 milhões. Os R$ 11,8 milhões restantes são dados como perdidos. O Ministério das Cidades informou à Controladoria estar empenhado na retomada das obras. 
 
No legado do Morada, destacam-se as casas abandonadas no mato de Silva Jardim. Esse projeto nasceu na administração do prefeito Marcello Xavier, do Partido dos Trabalhadores (PT), e morreu de incertezas: o terreno não era da prefeitura, e o Ministério Público duvida até da existência da construtora. “Nunca conseguimos localizá-la”, diz o promotor Marcelo Arsênio. 
 
Criado na perspectiva da campanha eleitoral de 2010, o programa Minha Casa, Minha Vida ampliou o poder dos prefeitos. Eles escolhem as famílias beneficiárias, legitimados por normas do Ministério das Cidades. Sob Lula e Dilma Rousseff, esse ministério ficou com o Partido Progressista (PP). No início do mês, foi repassado ao Partido Social Democrático (PSD). 
 
As prefeituras escolhem, também, agentes financeiros para receber recursos federais, gerenciar e fiscalizar obras. Eles repassam as tarefas às subcontratadas. A RCA Assessoria, por exemplo, trabalhou para o Morada e, atualmente, presta serviços a nove bancos (Bonsucesso, BCV/Schain, Economisa, Luso Brasileiro, Paulista, Tricury, Bicbanco, Província e Hipotecária Cobansa). Recentemente descobriu-se que sócios da RCA contrataram empresas de familiares e “laranjas”. 
 
 
Alguns eram funcionários do Ministério das Cidades encarregados do Minha Casa, Minha Vida. 
 
 

Galinha 'rouba' filhotes e passa a cuidar de cachorrinhos no Paraná

  01/02/2015 09h23


Família diferente vive em uma chácara em Marechal Cândido Rondon.
Cachorrinhos são criados embaixo das asas de galinha superprotetora.

Do G1 PR, com informações da RPC Cascavel
Depois de expulsar uma cadela de um galpão de uma chácara de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, uma galinha adotou dois cachorrinhos. Há dias a ave cuida dos filhotinhos e não deixa ninguém se aproximar. Os bichinhos são criados debaixo da asa da mãe zelosa e brava.


Lucinei, primo do dono da chácara, não acreditou quando ouviu falar dessa história. Foi conferir, tentou chegar perto, mas galinha deu uma bicada nele.


“Isso aqui é coisa de louco! Acho que no Brasil não existe uma coisa dessas. Realmente acho que ela adotou os cachorrinhos”, diz animado Lucinei Vorpaga.


A galinha estava chocando oito ovos em um pneu dentro de um galpão. Poucos dias antes de os pintinhos nascerem, a cadela deu cria exatamente no mesmo lugar. Foi então que aconteceu a troca.


A galinha abandonou os ovos e veio cuidar dos filhos. Tocou a mãe deles do espaço e dominou o território.



A mãe dos filhotes passa o dia embaixo da casa do agricultor Altamir Rogério Zawislak. Só consegue se aproximar dos filhotes à noite. A cadela teve quatro cachorrinhos e conseguiu resgatar dois enquanto a galinha dormia.



“Ela estava amamentando durante a noite, enquanto a galinha dormia, porque durante o dia não tem como. A choca não deixa ela chegar perto”, diz Altamir.


“Se a mãe chegar perto, a galinha atropela a cadela. Agora eu não sei quem vai vencer, porque tem dois cachorrinhos com a mãe verdadeira e outros dois com a mãe postiça”, se diverte.


Os ovos foram levados por Altamir até outra galinha, para que fossem chocados. A maior parte dos pintinhos sobreviveu e ganhou uma nova mãe.



Quanto ao futuro da família nada tradicional é difícil dizer. O agricultor ainda está analisando como vai lidar com essa situação. “Vai ter que fazer um canil com as placas: Cuidado cachorro e outra cuidado galinha”, brinca Lucinei Vorpaga.

Que país é esse?Os PMs estão sendo exterminados no Brasil? E niguem diz nada? E a Secretária de Segurança diz que....


  01/02/2015 08h08

Corpo de PM é achado em sacos plásticos no Rio

 

Corpos estavam à beira da Avenida Brasil, em Santíssimo, na Zona Oeste.


Vítimas tinham marcas de tiros e estavam enroladas em sacos pretos.


Do G1 Rio

Dois homens foram encontrados mortos, com ferimentos de tiros, no início da madrugada deste domingo (1º), às margens da Avenida Brasil, em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio, enrolados em sacos pretos.

Segundo a polícia, uma das vítimas é o policial militar Diego Soares, lotado no 14º BPM (Bangu). O corpo do outro homem ainda não foi identificado.

O caso foi registrado na Divisão de Homicídios (DH). Os corpos foram levados para o IML, no Santo Cristo, na Zona Portuária da cidade.


  31/01/2015 13h42

Em 10 dias, quatro policiais militares são baleados no DF e no Entorno

Dois ficaram feridos nesta sexta; eles estão internados e não correm risco.


Na quinta, morreram dois PMs que reagiram a assalto; polícia investiga.

Do G1 DF
Dois policiais militares foram baleados na noite desta sexta-feira (30) no Distrito Federal e no Entorno. Eles foram encaminhados a hospitais do DF e continuavam em observação até a manhã deste sábado (31). Em menos de um mês, foram quatro PMs hospitalizados na capital. Na quinta (29), dois morreram.


Um dos casos foi registrado nesta sexta (30) em Rajadinha, na área rural de Planaltina. O PM reformado Alfredo Sabino de Oliveira, de 50 anos, foi abordado por homens armados ao sair de uma festa religiosa. Oito tiros foram disparados, e quatro atingiram o militar de raspão no rosto, nas costas, no braço e na perna.

O policial foi encaminhado ao Hospital Regional de Planaltina, onde passou por exames. Segundo a Secretaria de Saúde, o quadro é estável. A 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) investiga o caso.


Entorno
Em Valparaíso de Goiás, cidade a 35 km de Brasília, um policial também ficou ferido na noite desta sexta (31), durante uma troca de tiros. Membros da corporação estavam em uma viatura descaracterizada em um parque da cidade, por volta das 20h, quando foram abordados pelo grupo de assaltantes.
Cristiano Oliveira, de 35 anos, levou dois tiros no tórax e foi encaminhado ao Hospital de Santa Maria, no DF. O estado de saúde não foi divulgado. Dois suspeitos foram presos e encaminhados à delegacia de Valparaíso.


Mortes
Com os dois casos desta sexta (31), chega a quatro o número de policiais militares baleados em 2015 no DF e no Entorno. Na última semana, dois deles morreram.


O policial militar de Goiás Daniel Falcão, de 28 anos, teria reagido a uma tentativa de assalto na quinta-feira (29) em Samambaia, onde morava. Ele estava à paisana e foi baleado na cabeça.


Falcão chegou a ser encaminhado para o hospital da região, mas não resistiu ao ferimento. Dois suspeitos menores de idade foram apreendidos, e um terceiro, de 30 anos, estava internado no hospital de Ceilândia com ferimentos de arma de fogo até esta sexta (30).


No mesmo dia, o policial Luiz Claudio Coutinho, de 48 anos, também morreu no hospital. Ele foi baleado no dia 22 após reagir a um assalto em Taguatinga Norte. Segundo a investigação, ele foi abordado por dois homens quando saía de casa, na quadra QMN 26.


Coutinho levou um tiro de raspão na cabeça e também foi atingido no tórax e no braço. Os suspeitos fugiram. A Polícia Civil investiga os dois casos.

Que país é esse? Renan, que foi citado como envolvido na Operação Lava Jato, é o candidato mais cotado para a presidencia do senado??

Pela 4ª vez, Renan é favorito no Senado


Dois dias após o 2º turno da eleição de 2014, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou: "Eu, sinceramente, não sou candidato (à reeleição). Já fui três vezes presidente do Senado Federal, nós estamos concluindo essa obra e essa decisão (sobre candidatura) é uma decisão que ficará para janeiro". Três meses depois, é considerado favorito para mais um mandato no comando da Casa, em votação marcada para a tarde deste domingo (1º).



Na véspera da decisão, ele se dedicou a uma visita ao presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), Ouviu dele que o partido já se havia manifestado em favor do candidato rival, o também peemedebista Luiz Henrique (SC). Ao sair, Renan negou que tivesse ido pedir votos e rebateu a acusação do adversário de estar cometendo "atos de desespero".




Em outubro, Renan era um dos raros senadores do PMDB satisfeitos com o resultado das urnas: fez seu primogênito, Renan Filho, governador de Alagoas com apenas 34 anos. Hoje, sai candidato respaldado por mais 14 colegas de bancada.


O despiste na declaração de outubro já era parte da estratégia para adiar ao máximo o lançamento da candidatura no Senado. A ideia era repetir a fórmula de ser ungido pelos pares adotada por José Sarney (PMDB-AP) e evitar ser "vidraça" - em setembro, o Estado revelou que Renan foi citado pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa em sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.


Depois de se ver forçado, sete anos atrás, a renunciar ao mesmo cargo que ocupa hoje, por ter a pensão de uma filha fora do casamento paga pelo lobista de uma empreiteira, o peemedebista encheu-se de cautela. Para ser reeleito, aposta no discurso de "austeridade" nos gastos e promete enxugar a máquina administrativa do Senado - de 2013 para cá, economizou R$ 530 milhões. Mas, por ter usado jatinhos da FAB para fazer um implante capilar e ir ao casamento da filha de um aliado político, Renan é alvo de ação de improbidade na Justiça Federal em Brasília.


Mercadorias
Aliados próximos dizem que o poder de Renan vem de sua capacidade de atender aos pedidos que recebe: desde um gabinete mais amplo ou uma rampa de acessibilidade, até outros mais difíceis, como comandar a aprovação do projeto que permitiu ao governo flexibilizar o cálculo do superávit primário. Como define um colega de bancada, é um "entregador de mercadorias".


Essa característica rende frutos ao senador. Do governo, obtém cargos e, se não é atendido, ameaça dificultar a vida do Planalto - no início de janeiro, ele disse a ministros que, se não pudesse fazer indicações para o segundo escalão, o PMDB no Senado deixaria a base para ser "independente". Dos senadores atendidos, exige fidelidade silenciosa. Com os desafetos, evita deixar as mágoas transparecerem e chega a pedir voto até de quem outrora era tido como inimigo político.


Mas a cinco dias das eleições, o peemedebista viu Luiz Henrique se lançar candidato, ao contrário do que havia feito em 2013, quando abriu mão em favor de Renan. Apoiado pela oposição, e por alguns senadores da base, o catarinense avisou-o de que disputaria a presidência e ainda lhe pediu o voto.


Ironia
O temor de Renan é que o voto secreto ajude Luiz Henrique. Seria uma ironia para quem foi favorecido pelo dispositivo não só nas três vezes em que foi eleito presidente da Casa, mas principalmente nas duas votações em que poderia ter sido cassado, em 2007, em decorrência da acusação de ter as despesas pessoais pagas por um lobista.


Para evitar surpresas - nos governos do PT, nunca um candidato do Planalto perdeu a disputa pela presidência do Senado -, Renan e aliados tentaram enquadrar Luiz Henrique, para que acatasse a decisão da bancada de eleger Renan.


Não adiantou: o catarinense confirmou sua candidatura, com apoio da oposição e até de senadores governistas. Sinal claro de que uma nova reeleição de Renan não é consenso na base aliada foi a falta de definição da bancada do PT.


O catarinense tem apoio de PSDB, DEM, PSB, PDT, PP, PSOL e PPS, além de três peemedebistas. O bloco foi confirmado após o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) abrir mão da disputa em favor de Luiz Henrique. Dois dias antes, Valadares tinha recebido telefonema de Renan que, sem ainda ter-se lançado oficialmente, falou do que pretendia fazer no comando do Senado até 2017.


"Renan parece um candidato em off", disse Valadares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Vergonha! Novamente o PT pode salvar a pele de Renan Calheiros.

Leia aqui a matéria de Veja, em 2007, que mostrou como o PT manobrou para salvar Renan Calheiros. Hoje, 8 anos depois, a história se repete.
 
 
Renan Calheiros (PMDB-AL) foi mencionado pelo ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, em sua delação premiada para a Operação Lava Jato. O senador peemedebista também foi citado por outros colaboradores da Justiça e por empreiteiros em seus depoimentos. Um dos negócios mencionados envolvem Renan em acerto com o doleiro Alberto Youssef para que o fundo de pensão dos Correios, o Postalis, comprasse R$ 50 milhões em debêntures (um título que confere a seu detentor um direito de crédito contra a companhia emissora) emitidos da Marsans Viagens e Turismo, que tinha Youssef como um dos investidores. 
 
 
O fundo de pensão dos Correios é controlado pelo PMDB e PT. Em julho, os quatro integrantes da cúpula do Postalis tiveram sua exoneração pedida por dois conselheiros. A acusação é que a interferência dos partidos políticos no Postalis levou a “operações suspeitas” que explicam o rombo de R$ 2,2 bilhões acumulado de 2013 a junho de 2014.
 
 
Se Renan for eleito presidente do Senado, pode ser derrubado do cargo pela segunda vez em função de denúncias de corrupção. 
 
 
Em 2007, o alagoano teve que renunciar ao posto em meio às investigações da Operação Navalha. Enfrentou processo de cassação e só foi absolvido pela proteção dada a ele por senadores petistas, especialmente Tião Viana (PT-AC), Ideli Salvatti (PT-SC) e Aloisio Mercadante (PT-SP). 
 
 
Mesmo que não tenha conseguido provar que vendia bois para pagar a pensão da amante Mônica Veloso, com quem tem um filho. Na verdade, quem pagava o mensalão da concubina era a construtora Mendes Junior, uma das envolvidas no escândalo do Petrolão. 
Resta saber se os senadores vão manter no poder um nome que envergonha a política brasileira. O outro candidato é o senador Luiz Henrique (PMDB-SC). Com Renan envolvido na roubalheira da Petrobras é bem provável que o Senado passe, novamente, a vergonha de ver o seu presidente enfrentar um novo processo de cassação. 
 
 
Mas, ao que tudo indica, o PT e seus aliados mensaleiros estarão lá, para protegê-lo e manter um dos mais poderosos arrecadadores da República. No entanto, se por acaso ele for cassado, o PT só tem a ganhar: a primeira vice-presidência está reservada ao partido.
 
 

Na véspera de eleição, Planalto faz investida por petista

Na véspera da eleição para a presidência da Câmara, o Palácio do Planalto ampliou a pressão sobre os deputados ao colocar vários ministros em campo para convencer as cúpulas de partidos da base aliada a votar em Arlindo Chinaglia (SP), candidato do PT. O petista anunciou na noite deste sábado (31) o apoio do PR. Mais cedo. em almoço do qual participaram os ministros Pepe Vargas (PT) e Antonio Carlos Rodrigues, que é da cota do PR, os deputados foram pressionados a apoiar Chinaglia. 

A cúpula do PR consultou os parlamentares, pessoalmente, por telefone, e-mail e mensagens, e decidiu dar o apoio de seus 34 deputados federais - a sexta maior bancada da Câmara.


Representantes do primeiro escalão do Planalto também fizeram neste sábado uma investida para atrair o PRB. No comando do Ministério do Esporte, o PRB resistia a apoiar Chinaglia após anunciar voto em Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Nos bastidores, fontes informaram que Pepe Vargas teve neste sábado uma dura discussão com o presidente do PRB, Marcos Pereira, para garantir os 21 votos do partido.


Magoado por ter perdido o Ministério das Cidades, o PP declarou apoio à candidatura de Cunha. À noite, o deputado peemedebista anunciou a formação do "maior bloco" existente para esta eleição. Nos bastidores da campanha, a conta chega a 222 parlamentares - dos 513 da Casa. "Com esse apoio do PP tenho certeza absoluta que eleição no 1º turno ficou confirmada agora", disse Cunha, confiante.
Rodízio



Ministros da presidente Dilma Rousseff também atuaram para costurar um acordo de rodízio entre PT e PMDB antes da eleição deste domingo (1º). O PT apoiaria Cunha agora em troca dos votos do PMDB na próxima eleição, daqui a dois anos. O acordo, segundo o vice-líder do PMDB na Câmara, Sandro Mabel (GO), foi proposto por Pepe Vargas.


Antes, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse que já havia procurado o vice-presidente Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros, para fazer a mesma proposta.



Outro vice-líder do PMDB na Câmara, Darcísio Perondi (RS), confirmou a oferta. Cunha, porém, disse desconhecer qualquer negociação. "Eu não recebi qualquer proposta, eu não fiz nenhuma proposta e não há intenção de debater nenhuma proposta", afirmou o peemedebista.


"O jogo já está jogado. Vamos para o voto". A assessoria de Pepe Vargas negou a proposta e afirmou que a ideia de alternância no cargo já é antiga.
A possibilidade de vitória do candidato do PMDB à presidência da Câmara acendeu o sinal vermelho no Palácio do Planalto. Ao longo da semana, ministros do PT e até governadores do partido já haviam entrado em campo e pressionaram deputados da base aliada. A força-tarefa, no entanto, tinha surtido pouco efeito.


Força-tarefa
O racha na aliança governista é apenas um dos problemas que o Planalto enfrentará, se Cunha vencer a briga. O líder do PMDB é desafeto da presidente Dilma e já pôs o partido várias vezes contra o Planalto. Fez de tudo para barrar a Medida Provisória dos Portos, incentivou a criação da CPI da Petrobrás e articulou um movimento para rejeitar o decreto que instituía os conselhos populares.


O temor do governo é que Cunha, no comando da Câmara, estimule votações contrárias aos interesses da equipe econômica. Sob o argumento de que não transformará a Câmara num "puxadinho" do Planalto, Cunha disse que, se eleito, agirá com "independência" em relação ao governo.


Garantiu, porém, que sua primeira medida será pôr na pauta o Orçamento impositivo - proposta torna obrigatória a execução de despesas agregadas ao Orçamento sob a forma de emendas individuais de parlamentares.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Rollemberg colhe o que Agnelo plantou. Mas quem paga a conta somos nós!

Relatório mostra que petista ultrapassou os limites de gastos com pessoal e infringiu a LRF

millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br


Aos poucos, o rombo deixado nas contas do GDF vem à tona.


O Relatório de Gestão Fiscal do último quadrimestre de 2014, apresentado ontem pela equipe do governador Rodrigo Rollemberg, mostrou que o ex-governador Agnelo Queiroz  ultrapassou o limite prudencial com gastos de pessoal disciplinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).


E infringiu o Artigo 42 da mesma lei, ao contrair despesas que não foram pagas nos dois últimos quadrimestres de sua gestão.


Agora, o petista corre o risco de ter os direitos políticos cassados e fica inelegível por oito anos. Agnelo pode ainda responder criminalmente por ato de improbidade administrativa.


O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e o Ministério Público de Contas  informaram, por meio de nota, que aguardam relatório oficial do Tribunal de Contas do DF (TCDF) sobre a prestação de contas do último governo para que sejam tomadas as medidas cabíveis.



Agnelo não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto, mas um amigo dele, que pediu para não ser citado no texto, reconheceu que a situação do ex-governador é “delicada”.


Quadro é preocupante
Especialista em LRF, o professor José Matias-Pereira disse que o relatório do Tribunal de Contas mostrará a gravidade do desvio que o ex-governador teria cometido. “Se o Ministério Público denunciar e a Justiça entender que Agnelo cometer algo  grave - e tudo indica que sim -, ele pode ficar inelegível  e ser  responsabilizado criminalmente”.


A situação do governador, na opinião do professor da UnB, é “preocupante”: “Acho que ele vai enfrentar muitas dificuldades”.


Dependendo da gravidade dos atos, a situação do governador pode ser agravada, diz Matias-Pereira. “Precisa ver quantos fatos se configuram em improbidade, porque as penas são somadas. Ele, certamente, já deve estar procurando contratar bons advogados, diante do cenário que está se desenhando para ele”, concluiu.


120 dias sem contratar servidores
Por causa dos altos gastos do governo anterior com pessoal,  Rollemberg está proibido, entre outras coisas, de contratar e nomear servidores e conceder aumento salarial por pelo menos 120 dias a contar de hoje. Ontem, com a publicação do Relatório de Gestão Fiscal do último quadrimestre de 2014, a cúpula do GDF mostrou que o ex-governador ultrapassou o limite prudencial com gastos de pessoal disciplinado pela LRF.


O limite máximo permitido é de 49% da receita corrente líquida. O prudencial é de que os gastos não devem ultrapassar 95% desse montante, ou seja, que não ultrapasse 46,55%, sob pena de sofrer sanções. Ocorre que Agnelo, de setembro a dezembro de 2014, gastou 46,93% da receita do DF com folha de pagamento.


“Quando você estoura o limite prudencial, você tem alguns impedimentos durante o quadrimestre até que você prove no quadrimestre seguinte que a situação melhorou”, explicou o secretário de Fazenda, Leonardo Colombini.
Servidores exonerados, por exemplo, de acordo com a legislação, não podem ser repostos.


Apenas em casos excepcionais. “Se for por aposentadoria ou falecimento, a reposição (do servidor) pode acontecer”, afirmou. O governo só poderá voltar  à normalidade após a apresentação do próximo relatório, em 31 de maio.


Rombo nas contas chega a R$ 6,5 bilhões
Agora, com os dados concretos, o secretário da Fazenda diz que o rombo no caixa do GDF soma R$ 6,5 bilhões. “Estamos começando a trabalhar com dados contábeis. Até um tempo atrás, estávamos trabalhando sempre com previsões”, argumenta Leonardo Colombini, que já mencionara em outras oportunidades um deficit de pelo menos R$ 3 bilhões nas contas.


“São dois números: temos o problema de pessoal, de R$ 3,5 bilhões, e um problema do passado de mais R$ 3 bilhões. Então, hoje, para pagar as contas de 2015, nós já temos um déficit previsto de R$ 6,5 bilhões, em números globais. Isso terá que ser executado. Não há como deixar de pagar”, apontou o secretário.


Além dos gastos excessivos com pessoal, o Relatório de Gestão Fiscal mostrou que muitas despesas executadas não foram registradas contabilmente. “Confirmo aquela questão que a gente sempre levantou: existe mais de R$ 3 bilhões ainda a serem gastos este ano que deveriam ter sido feitos no orçamento do ano passado”, disse.


Despesas subestimadas
De acordo com o orçamento aprovado pela Câmara Legislativa do DF no fim do ano passado, as despesas foram subestimadas e as receitas superestimadas, segundo Colombini. “E ainda tem o problema da despesa com pessoal, que vai atingir R$ 19,8 bilhões, para uma previsão no orçamento de R$ 16,3 bilhões. Ou seja: nós temos que arrumar fonte para pagar pessoal na faixa de R$ 3,5 bilhões, com os reajustes, e R$ 2,9 bilhões, sem os reajustes”, retratou.


Com esta fala, a cúpula do governo sinaliza que os reajustes acertados pelo governo Agnelo com quase 40 carreiras do GDF correm risco de não serem concedidos, apesar de os secretários repetirem que a lei deverá ser cumprida. “Essa é uma questão vai ser discutida. As leis estão aprovadas e são devidas. Em princípio, terão que ser pagas”, garantiu Colombini.


Na previsão orçamentária de 2015, as receitas seriam R$ 800 milhões a mais do que espera o GDF. “A arrecadação foi superestimada. Agora, vamos trabalhar para recompor essa perda”, explicou o secretário de Fazenda, reconhecendo que será preciso incrementar a receita. “Precisamos buscar R$ 6,5 bilhões como receita ou como corte de despesas”.


Um ano inteiro de arrocho
Até quando dura essa crise? O secretário Colombini também quer saber: “Falar quando sairemos do vermelho é uma informação que eu também gostaria de ter. Tudo o que estamos fazendo é buscar esse equilíbrio que vai ter que vir.”


Apesar de todo o cenário negativo, o secretário da Fazenda deixou claro que o GDF não é inviável. “Hoje temos uma situação de inviabilidade. O equilíbrio não será fácil. Nossa previsão é que cheguemos no fim do ano de 2015 em uma situação mais confortável, mas estabilizada eu não sei, porque não dá para se resolver rápido.”


Câmara está liberada
As sanções que sofrerá o GDF não se aplicam à Câmara Legislativa ou ao Tribunal de Contas do DF, esclareceu o governo. O fato de ter ultrapassado o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal também não impede que o governo contraia empréstimos.



Tampouco prejudica a Antecipação de Receita Orçamentária, que será submetida à aprovação da Câmara Legislativa na semana que vem e deve propiciar a contratação de mais um empréstimo para quitar as dívidas da gestão anterior com os servidores.


Segundo Colombini, o governo só será impedido de fazer operações financeiras de crédito se, ao final de oito meses, não tiver reduzido os gastos.


Apesar do arrocho, o Diário Oficial do DF dos últimos dias apareceu em várias edições - extras e suplementares - com nomeações de servidores, os últimos antes da divulgação do relatório. O governo diz que são renomeações, já que as pastas foram reestruturadas.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília