quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PF deflagra 9ª fase da Lava Jato: tesoureiro do PT é alvo


Daniel Haidar - Veja


Foram expedidos mandados de condução coercitiva e busca e apreensão contra Vaccari Neto. Agentes cumpriram 62 mandados em SP, RJ, SC e BA

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, chega à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) na Lapa, Zona Oeste de São Paulo
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, chega à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) na Lapa, Zona Oeste de São Paulo (FELIPE RAU/Estadão Conteúdo)
Atualizado às 10h28
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a nona fase da Operação Lava Jato. Os alvos desta vez são operadores do esquema do petrolão na Diretoria de Serviços da Petrobras. Foram expedidos 62 mandados para São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Rio de Janeiro: um de prisão preventiva (RJ), três de prisão temporária (SC), dezoito conduções coercitivas e quarenta de busca e apreensão. Entre os alvos está o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, contra quem foram expedidos mandados de busca e condução coercitiva – ele foi, portanto, conduzido obrigatoriamente para prestar depoimento. Vaccari é ouvido em São Paulo. Dos três mandados de prisão temporária, apenas dois foram cumpridos – a terceira pessoa está em viagem ao exterior. Já o alvo da prisão preventiva, apontado como um dos operadores do esquema, não foi localizado até agora, informou o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula.
Os dois presos até o momento são sócios de uma empresa de Santa Catarina que prestava serviços à BR Distribuidora. A PF não quis revelar por ora o nome dos presos nem da empresa.
Esta fase da Lava Jato foi batizada de My Way, em referência ao codinome que Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal, usava para se referir em suas planilhas de controle a Renato Duque, indicado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e apontado como o interlocutor do PT no esquema de corrupção. A ação desta quinta foi motivada por informações passadas por Barusco em acordo de delação premiada.
Em São Paulo, os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, todos na capital. No Rio de Janeiro, são doze de busca e apreensão, oito de condução coercitiva e um de prisão preventiva, também na capital. Na Bahia, são dois mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva, cumpridos em Salvador. Já em Santa Catarina os agentes cumprem dezesseis mandados de busca, sete de condução coercitiva e três de prisão temporária nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes, Palmitos, Penha e Piçarras.

A PF mira nesta operação aqueles que providenciavam os pagamentos de propina efetuados pelas empreiteiras que integravam o clube do bilhão – e não apenas no esquema da Petrobras, mas em vários outros segmentos do governo.

Por que confiamos no juiz Sergio Moro


Alguns leitores pedem a nossa opinião sobre a condução das investigações sobre a participação dos políticos no escândalo de corrupção da Petrobras.

Pois bem, temos total confiança no juiz Sergio Moro. Não fosse por ele, auxiliado pelos bravos procuradores federais do Paraná e pela PF, provavelmente jamais saberíamos sobre a maior lambança da História do Brasil e as suas vísceras.

O juiz Sergio Moro não pode abrir inquéritos ou processos sobre os desvios e roubos perpetrados por políticos. Essa é uma atribuição do Supremo Tribunal Federal, visto que essa gente tem direito a foro privilegiado. Mas o juiz Sergio Moro está sendo muito hábil no recolhimento de nomes de políticos citados por ex-diretores da Petrobras, empreiteiros e operadores. Tanto que Rodrigo Janot, agora em fevereiro, trará a público quase uma centena desses nomes.

O juiz Sergio Moro não pode falar em projeto de poder do PT, mas está fornecendo provas concretas disso. O depoimento de Augusto Mendonça, da Toyo Setal, cujos vídeos foram divulgados ontem, são contundentes nesse sentido, por exemplo. Augusto Mendonça confirma que Renato Duque, então um dos diretores da Petrobras, pediu que ele depositasse dinheiro de propina diretamente no caixa de campanha do partido.

Além disso, por meio dos acordos de delação premiada, o juiz Sergio Moro vem conseguindo quebrar a estratégia conjunta de defesa das empreiteiras. Nesse momento, os advogados delas competem entre si para ver quem entrega antes os figurões políticos que estavam no comando da cadeia de corrupção.

O fato -- confessado e documentado -- de as empreiteiras terem formado cartel para participar de concorrências não elimina a responsabilidade dos diretores da Petrobras e dos políticos que os teleguiavam. Pelo contrário, até aumenta, dado o grau de intimidade entre empreiteiras, diretores da empresa e políticos.

O juiz Sergio Moro não acredita que as empreiteiras foram simplesmente "extorquidas", porque seria um imbecil. Mas, evidentemente, não pode impedir que os advogados delas sigam este ou aquele caminho de defesa. O que está claro é que, se houve comportamento que possa ser configurado como "extorsão",  ele contou com o beneplácito de quem foi "extorquido".

A prova disso é que não houve denúncia a respeito ou tentativa de dar flagrante nos operadores e beneficiários do propinoduto -- e, atenção, bastava apenas uma minicâmera para entregar todo o mundo, tal como no caso do mensalão, que começou com uma simples gravação em vídeo de um funcionário dos Correios, ligado ao PTB, levando bola.

O que está certo é que os "extorquidos" mancomunaram-se com os diretores da Petrobras e os seus chefões no Legislativo e Executivo, para anularem a "extorsão" e auferirem lucro imenso por meio do superfaturamento dos custos dos serviços para os quais foram contratados.

Se os políticos do PT, PMDB e PP escaparem ou tiverem penas mínimas ao final do processo, não será por culpa da condução dos trabalhos do juiz Sergio Moro, mas da falta de vergonha dos ministros do Supremo Tribunal Federal.


O juiz Sergio Moro trabalha ativa e altivamente em prol do Brasil, em que pesem as pressões que recebe do governo, dos ataques dos blogs sujos e da incompreensão de que por vezes é vítima.

Parabens MP!Menos verba para bobagens e mais verba para salarios, saude e educação!! Governo do DF informa que ministério público ‘mandou’ cancelar F-Indy




GDF informa que Ministério Público do DF ‘mandou’ cancelar F-Indy
Publicado: 30 de janeiro de 2015 às 10:02



A prova seria no dia 8 de março Foto: Divulgação Google


A etapa de abertura da temporada de 2015 da Fórmula Indy em Brasília foi cancelada. Como 
informou a direção da Rede Bandeirantes, nesta quinta-feira (29). A competição estava marcada para o dia 8 de março no Autódromo Nelson Piquet.


Por nota, Band informou que Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) cancelou o evento. A emissora afirmou que “lamenta essa atitude precipitada e vai seguir investindo na promoção do esporte e de grandes eventos”. O secretário da Casa Civil, Helio Doyle, declarou ao jornal Metro que “eles mandaram”, referindo-se ao Ministério Público do DF, para justificar o cancelamento.


Brasília sediaria pela primeira vez o campeonato, as disputas já ocorreram nas pistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Essa seria a única etapa fora da América do Norte. A realização dessa prova na Capital Federal era vista como uma maneira de incentivo a realização de grandes eventos esportivos e internacionais na cidade.


A Band vai informar nos próximos dias como será feita a devolução do valor do ingresso. Uma arquibancada já estava com as entradas esgotadas. Os ingressos estavam sendo vendidos desde 8 de janeiro, e a expectativa era de um público de cerca de 30.000 pessoas durante a corrida.


De acordo com O GDF a decisão pelo cancelamento, teve base na recomendação do Ministério Público, que acredita que o contrato para a realização da prova era “lesivo aos cofres públicos”.


Ainda segundo informações do GDF, o Ministério Público acredita que não haverá penalidade pelo rompimento do contrato e que a multa de R$ 70 milhões só se aplicaria no caso de rompimento entre a Fórmula Indy e a Band.

BLOG O ANTAGONISTA--Janio de Freitas é azarado


Janio de Freitas é azarado.

Hoje ele resolveu defender o legado de Dilma Rousseff na Petrobras. E, para defender o legado de Dilma Rousseff na Petrobras, atacou o legado de Lula.

De acordo com Janio de Freitas, os corruptos que saquearam a empresa foram postos em seus cargos por Lula. É verdade. Lula patrocinou a carreira de uma infinidade de corruptos na Petrobras. Alguns deles aparentemente saquearam a empresa para poder financiar a campanha eleitoral de Dilma Rousseff, mas isso não importa. O que importa é que eles foram nomeados por Lula.


Janio de Freitas é tão azarado, porém, que os fatos sempre acabam esculhambando seus argumentos.


No mesmo instante em que sua coluna chegava às bancas, o Ministério Público e a PF anunciavam que, na nova fase da Lava Jato, investigavam-se pagamentos de propina ocorridos recentemente, em 2014.


Isso mesmo: não no mandato de Lula, e sim no fim do primeiro mandato de Dilma Rousseff.


A imprensa tem um duro desafio pela frente. Quando um jornal chega às bancas, ele já está velho, porque foi produzido no dia anterior.


O desafio de Janio de Freitas é ainda mais complicado. Ele não chega às bancas com um dia de atraso - ele chega com aproximadamente 37 anos de atraso.



Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac

PT e PMDB roubaram juntos a Petrobras. Pelo visto, a nova CPI só terá alguma chance de prosperar, a não ser atropelada pelos fatos.


(Folha) O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto do Palácio do Planalto, vai criar nesta quinta (5), a nova CPI da Petrobras, segundo a Folha apurou.O próximo passo será a indicação dos membros pelos partidos, seguida pelo agendamento da sessão de instalação da comissão.

O governo é contrário à apuração sobre irregularidades na estatal, pois acredita que isso teria potencial para ampliar o desgaste da empresa e do Planalto, além de servir de palco para a oposição.Assistiu, porém, a 52 deputados governistas viabilizarem, ao lado da oposição, o pedido para a CPI. Ao todo, 182 deputados assinaram o requerimento. Para a comissão ser viabilizada, são necessárias 171 assinaturas. 

A nova traição partiu de deputados de oito partidos com representantes no primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff. Além dos oposicionistas, parlamentares do PDT (14), PSD (12), PMDB (10), PR (7), PP (5), PRB (2), PTB (1) e Pros (1) assinaram o requerimento.

Nesta quarta (4), Cunha afirmou que a saída da diretoria da Petrobras, acertada para a sexta (6), era necessária para a empresa passar por "oxigenação", ganhar a credibilidade do mercado e sair "das páginas policiais". O peemedebista disse ainda que a Petrobras é "um assunto hoje que precisa ser passado a limpo" e que a avaliação não se tratava especificamente da presidente da estatal, Graça Foster. "Não que se tenha nenhuma queixa ou culpa a ex-presidente Graça Foster, mas que ela [a estatal] precisava ter uma oxigenação para ganhar a credibilidade do mercado e sair das páginas policiais não há a menor dúvida", afirmou.

A CPI tende a ser um dos assuntos discutidos na reunião que o deputado deve ter nesta quinta com Dilma, seu vice, Michel Temer (PMDB), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A ideia é reconstruir as pontes após a ofensiva fracassada do governo para esvaziar a candidatura de Cunha.

Segundo aliados, Dilma não deve fazer um pedido explícito sobre a CPI, mas fará um aceno ao peemedebista, deixando claro uma espécie de pacto de boa convivência. Ele defende que seja instalada uma CPI mista, com deputados e senadores, mas sinalizou que vai autorizar a investigação da Câmara. Cunha foi citado por investigados na Operação Lava Jato. Ele nega qualquer envolvimento com o esquema.

MOVIMENTAÇÃO
Na eleição de Cunha para o comando na Câmara, há consenso que dissidências no PR, PDT e PSD ajudaram a impor a derrota ao Planalto. Governistas dizem que o movimento em siglas da base foi motivado para pressionar o governo sobre demandas para indicação de aliados em cargos do segundo escalão.

A criação da CPI mobilizou a nova liderança do governo na Casa. José Guimarães (PT-CE), que assumiu o posto na terça (3), reuniu oito partidos e cobrou unidade na base. De acordo com os relatos, o petista evitou enquadrar os aliados, mas reforçou a necessidade de entendimento. Isolado na Casa, o PT também decidiu reagir e apresentou outros pedidos de CPIs. A estratégia é bloquear a fila para impedir que os pedidos da oposição ganhem espaço.

Até os pelegos da CUT estão revoltados.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015


(Valor) Maior central sindical do país e tradicional aliada do PT, a CUT realizou no Congresso uma mobilização contra as alterações propostas pelo governo nas medidas provisórias 664 e 665, que endurecem as regras para a concessão de benefícios trabalhistas. Segundo o presidente da central, Vagner Freitas, "a agenda que a presidente está colocando é a agenda que foi derrotada na eleição". 
 
 
De acordo com o sindicalista, "quem disse que ia fazer essas coisas que estão sendo feitas agora era o candidato do PSDB", em uma referência ao senador tucano Aécio Neves (MG). Freitas disse que as medidas propostas são "estapafúrdias" e rompem com um processo de negociação que vinha sendo construído desde 2007. 

 
"A CUT tomou lado na eleição presidencial. Demos o apoio à candidata Dilma Rousseff", frisou Freitas, afirmando que o pacote de ajuste fiscal foi "uma grande surpresa". "Colocaram um ministro da Fazenda ligado ao mercado, ligado a um banco, que poderia muito bem ser o ministro do candidato do PSDB. Estamos surpresos e não vamos aceitar isso", insistiu o sindicalista. O ministro da Fazenda Joaquim Levy administrava até o ano passado um ramo de investimentos do Bradesco.

 
A central pede a revogação das MPs e criação de um conselho tripartite, com governo, parlamentares e representantes dos trabalhadores para discutir alterações na concessão de direitos trabalhistas. "O governo colocou essas medidas, mexendo em questões previdenciárias sem tocar na questão da rotatividade no mercado de trabalho, que é o mais grave. O governo cometeu um equívoco, uma coisa desorientada ", disse o presidente da CUT.

 
Para Freitas, "algumas das alterações eram factíveis de serem realizadas desde que o governo fizesse de maneira negociada, com os trabalhadores sendo contemplados. O governo meteu os pés pelas mãos, criou uma agenda negativíssima".

 
Outro equívoco, na visão da central, é ter vinculado as alterações à necessidade de composição de receita. "Eu disse pro governo, em reunião ontem [anteontem], 'se vocês querem economizar, vão tributar as grandes fortunas. Vá penalizar quem lucra mais. Se tem desmando na economia, não fomos nós que construímos".

 
Além da ofensiva da CUT, ontem a Força Sindical resolveu levar a questão aos tribunais e ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) ações diretas de inconstitucionalidade que questionam as medidas contidas nas MPs. A ação da Força Sindical foi feita em conjunto com o partido Solidariedade e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM).
 
 

Gerente da Petrobras acusa PT de receber U$ 200 milhões de dinheiro desviado da estatal.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015



Vaccari chega a sede da PF para prestar depoimento. Foto: Felipe Rau/ Estadão.


(Estadão) O ex-gerente de Serviços da Petrobrás, Pedro Barusco, afirmou à força tarefa da Operação Lava Jato, que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu US$ 50 milhões em propinas sobre 90 contratos da estatal petrolífera no período de 2003 a 2013. Barusco declarou que Vaccari recebeu o dinheiro “em nome do PT”.
 
As declarações provocaram a deflagração da explosiva My Way, nona fase da Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás. Contra Vaccari Neto, foi expedido um mandado de condução coercitiva e ele teve de prestar depoimento na sede da PF, em São Paulo. O tesoureiro falou à PF e foi liberado no início da tarde.

Barusco disse que “estima que foi pago o valor aproximado de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões ao Partidos dos Trabalhadores”. Um dos delatores da Lava Jato, Barusco foi braço direito de Renato Duque na Diretoria de Serviços da Petrobrás.

Para não ser preso, o ex-gerente decidiu fazer a delação premiada. Segundo Pedro Barusco, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, conduzido nesta quinta feira, 5, para depor na Polícia Federal em São Paulo, recebeu US$ 4,523 milhões “a título de propina do estaleiro Kepell Fels”.

Segundo integrantes da força-tarefa da Lava Jato, a operação de hoje teve como objetivo coletar provas de desvios ocorridos na diretoria de Serviços da Petrobrás. Onze operadores teriam participado do esquema, entre eles, o tesoureiro.

A Polícia Federal afirma que a nova etapa é resultado da análise de documentos e contratos já apreendidos por ela, além de informações repassadas por um dos investigados e de denúncias de uma ex-funcionária de uma das empresas alvo da Lava Jato.

Ativistas pedem boicote a "Cinquenta Tons" por violência doméstica ( Concordo plenamente! O livro glamouriza a violencia fisica contra mulheres!)






Do UOL, em São Paulo


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"Cinquenta Tons de Cinza" (2015)

Jamie Dornan e Dakota Johnson em cena de "Cinquenta Tons de Cinza" Divulgação
Ativistas americanos estão pedindo para que os espectadores boicotem a adaptação do best-seller "Cinquenta Tons de Cinza" para o cinema. A campanha #50dollarsnot50shades (Em português: 'US$ 50 dólares, não 50 tons'), angariada por organizações contra a exploração sexual, pede para as pessoas trocaram o valor do ingresso por uma doação a abrigos e organizações que oferecem suporte às mulheres vitimas de abuso.

Segundo os ativistas, a protagonista Anastasia Steele, interpretada por Dakota Johnson, é uma dessas vítimas.

"O dinheiro que você gasta em ingressos de cinema e com uma babá ou em ingressos, pipoca e bebidas pode servir para ajudar vítimas de relacionamentos abusivos como esse, glamourizados na série 50 Tons", diz a campanha, em sua página de Facebook. "Hollywood não precisa de seu dinheiro; mulheres abusadas sim".

O filme dirigido por Sam Taylor-Johnson, estrelado por Jamie Dornan, como o bilionário excêntrico Christian Gray, promete arrecadar US$ 60 milhões, apenas no fim de semana de estreia, em pleno dia dos Namorados nos Estados Unidos – pelo menos, é esta a previsão dos estúdios. A trilogia de romances de E.L. James já vendeu mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo e foi traduzido para mais de 50 idiomas.

Enquanto isso, a campanha é endossada por pouco mais de 4,5 mil internautas. Segundo o porta-voz do Centro Nacional dos Estados Unidos sobre Exploração Sexual, disse ao jornal "Washington Times", que as mulheres reais "não acabam como Anastasia; eles muitas vezes acabam em um abrigo para mulheres, em fuga por anos ou até mortas".

Na Malásia, o longa-metragem foi proibido de ser exibido. Já no Brasil, a estreia está marcada para 12 de fevereiro. A pré-estreia mundial será no dia 11, no Festival de Berlim.



Carlos Chagas ÁLVARO PROPÕE O IMPEACHMENT DE DILMA




Publicado: 3 de fevereiro de 2015 às 0:00
Continuando a crise como vai, entre aumento de impostos, desemprego, recessão, supressão de direitos trabalhistas e cortes nos investimentos sociais, ousaria a presidente Dilma apelar para uma espécie de união nacional para evitar o pior? 


Abriria mão de sua arrogância para que se reunissem as diversas forças políticas, partidárias, econômicas e sindicais na busca de uma saída para o impasse?


Melhor seria perguntar como reagiriam os variados segmentos da sociedade para depois meditar sobre a viabilidade da iniciativa. E a resposta quem primeiro avança é a oposição, na palavra do senador Alvaro Dias, reeleito pelo PSDB do Paraná. 



Em seu terceiro mandato, o ex-governador responde com um sonoro NÃO, acrescentando que antes de se cogitar na união nacional deveria ser votado o impeachment da presidente da República. É total, para ele, a ausência de condições e de clima para um movimento de união, de tal envergadura, em torno do governo. Melhor que antes esse governo seja deposto, claro que dentro do ritual democrático e constitucional.



Alvaro Dias identifica unanimidade no ninho dos tucanos a respeito da rejeição de qualquer diálogo com os detentores do poder. E trabalha para apresentar o impeachment como saída para a crise. Tem consciência de que, mesmo divididas, as forças oficiais, no Congresso, atuariam para obstar a hipótese. Seria preciso aguardar o climax, para ele inevitável, tendo em vista a incompetência do governo e do PT para agir no rumo de uma saída. 


O importante, na quadra atual, é apontar os desmandos verificados e a impossibilidade de solução. Não dá, em seu entender, para aguardar quatro anos até que as eleições surjam como alternativa. O rolo compressor da aliança PT-PMDB e penduricalhos só será implodido quando o fracasso nacional alcançar o máximo nível. Pode ser este ano, pode ser no próximo, mas aguardar 2018 será fatal para o país e as instituições.



O impeachment parece algo inimaginável, mas, segundo o senador, dependerá de alguns fatores. Por exemplo: das evidências do conhecimento e do envolvimento das principais figuras do governo, a começar pelo Lula e por Dilma, nas lambanças da Petrobras e outras entidades controladas por eles. 


Também o retrocesso imposto à economia e às finanças pelos que deveriam controlá-las. Um inusitado qualquer, ou seja, uma explosão popular, levaria de roldão as frágeis estruturas sustentadas pelos inquilinos do palácio do Planalto.


Em suma, começa a ser trilhado um caminho diferente, em condições de gerar o caos. Seu desenvolvimento dependerá da capacidade de o governo e o PT impedirem que a população se desespere. Pelo jeito, até agora, não está acontecendo.

Carlos Chagas-- A NAÇÃO EM FRANGALHOS



Publicado: 5 de fevereiro de 2015 às 0:00 - Atualizado às 0:13


Antes de ser conhecida, a lista do procurador-geral da República está levando montes de parlamentares, alguns ex-governadores e pelo menos dois ex-ministros à beira de um ataque de nervos. O país ficará sabendo, antes do fim do mês, quais os acusados de envolvimento no escândalo da Petrobras. Para uns haverá o pedido de abertura de inquérito. Para outros, a denúncia pura e simples, tudo a cargo de Rodrigo Janot.


Caberá ao ministro Teori Savaski, relator do processo no Supremo Tribunal Federal, acatar ou não os requerimentos, dando início aos procedimentos, ou seja, inquirição dos denunciados e tempo para a defesa de cada um dos que dispõem de foro privilegiado para ser julgados pela mais alta corte nacional de justiça. Outros, com iguais e explosivos efeitos, serão endereçados ao Superior Tribunal de Justiça, aos tribunais estaduais e à justiça de primeira instância.


As atenções se dividirão entre esses julgamentos e as informações colhidas até agora sob sigilo através das delações premiadas concedidas a ex-diretores da Petrobras, doleiros e dirigentes das empreiteiras dispostas a revelar sua participação nas lambanças em troca da redução de suas penas.


Nesses depoimentos tem sido feitas acusações à presidente Dilma e ao ex-presidente Lula, não como beneficiários do desvio de centenas de milhões de reais, mas por terem tido conhecimento do que acontecia na petroleira e não tomado providências. Eles e muitos altos funcionários do governo e da Petrobras precisarão explicar-se.


A pergunta é se o país e as instituições aguentarão o tranco, prevendo-se demoradas tertúlias entre o poder público e os implicados. O Congresso, o governo, os tribunais, os partidos políticos, os meios de comunicação, o empresariado, a sociedade civil e o arcabouço jurídico estarão passando por difícil prova de resistência. 


Ninguém garante que em função das evidências e das provas de culpabilidade das elites políticas e econômicas, não se esgarcem e até se rompam as estruturas responsáveis pelo funcionamento do Estado, no caso, a nação politicamente organizada. Se chegarmos ao ponto de ninguém acreditar mais em nada, para quê pagar impostos, respeitar os direitos do poder público e a liberdade do próximo? A nação posta em frangalhos precisará de novas instituições. Deus nos livre…