quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PF deflagra 9ª fase da Lava Jato: tesoureiro do PT é alvo


Daniel Haidar - Veja


Foram expedidos mandados de condução coercitiva e busca e apreensão contra Vaccari Neto. Agentes cumpriram 62 mandados em SP, RJ, SC e BA

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, chega à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) na Lapa, Zona Oeste de São Paulo
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, chega à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) na Lapa, Zona Oeste de São Paulo (FELIPE RAU/Estadão Conteúdo)
Atualizado às 10h28
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a nona fase da Operação Lava Jato. Os alvos desta vez são operadores do esquema do petrolão na Diretoria de Serviços da Petrobras. Foram expedidos 62 mandados para São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Rio de Janeiro: um de prisão preventiva (RJ), três de prisão temporária (SC), dezoito conduções coercitivas e quarenta de busca e apreensão. Entre os alvos está o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, contra quem foram expedidos mandados de busca e condução coercitiva – ele foi, portanto, conduzido obrigatoriamente para prestar depoimento. Vaccari é ouvido em São Paulo. Dos três mandados de prisão temporária, apenas dois foram cumpridos – a terceira pessoa está em viagem ao exterior. Já o alvo da prisão preventiva, apontado como um dos operadores do esquema, não foi localizado até agora, informou o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula.
Os dois presos até o momento são sócios de uma empresa de Santa Catarina que prestava serviços à BR Distribuidora. A PF não quis revelar por ora o nome dos presos nem da empresa.
Esta fase da Lava Jato foi batizada de My Way, em referência ao codinome que Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal, usava para se referir em suas planilhas de controle a Renato Duque, indicado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e apontado como o interlocutor do PT no esquema de corrupção. A ação desta quinta foi motivada por informações passadas por Barusco em acordo de delação premiada.
Em São Paulo, os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, todos na capital. No Rio de Janeiro, são doze de busca e apreensão, oito de condução coercitiva e um de prisão preventiva, também na capital. Na Bahia, são dois mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva, cumpridos em Salvador. Já em Santa Catarina os agentes cumprem dezesseis mandados de busca, sete de condução coercitiva e três de prisão temporária nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes, Palmitos, Penha e Piçarras.

A PF mira nesta operação aqueles que providenciavam os pagamentos de propina efetuados pelas empreiteiras que integravam o clube do bilhão – e não apenas no esquema da Petrobras, mas em vários outros segmentos do governo.

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