25/01/2014 21h43
- Atualizado em
25/01/2014 22h53
Polícia Militar deteve suspeitos de tumulto em hotel na Rua Augusta.
Fusca foi incendiado e carro da Guarda Civil Metropolitano, depredado.
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O ato realizado neste sábado (25) em São Paulo contra a Copa do Mundo
terminou em vandalismo no Centro de São Paulo. A manifestação começou
pacífica na Avenida Paulista e chegou a reunir 2,5 mil pessoas, segundo a
Polícia Militar (PM). Entretanto, quando o grupo chegou ao centro,
manifestantes mascarados destruíram vidraças de agências bancárias,
concessionárias e carros.Manifestações semelhantes foram convocadas em outras cidades do país.
Ato começou pacífico
Desde a madrugada alguns manifestantes já se concentravam em barracas no vão livre do Masp. A concentração se intensificou ao longo da tarde, quando um grupo de jovens mascarados se uniu ao ato.
do ato na Av. Paulista (Foto: Tatiana Santiago/G1)
Ao chegar ao Viaduto Maria Paula, alguns jovens começaram a correr para se livrar da escolta da PM. Segundo o tenente- coronel que comandava a operação, havia 950 policiais somente na Avenida Paulista.
Foi no Centro, nas imediações da Rua Barão de Itapetininga, que foram ouvidas as primeiras explosões, cuja origem não foi identificada. Pouco depois, um grupo de mascarados, que estava na região da Praça Roosevelt depredou uma agência do banco Itaú e depredou uma viatura da Guarda Civil Metropolitana. Na mesma região, um Fusca pegou fogo. Jovens chegaram a relatar a equipe da TV Globo que o carro não teria sido alvo da ação e que ele se incendiou após uma lixeira ter sido queimada.
Manifesto foi lido pelo grupo antes da marcha
(Foto: Tatiana Santiago/G1)
(Foto: Tatiana Santiago/G1)
A Polícia Miliar informou que 128 pessoas foram detidas durante a confusão no Centro.
Manifesto
Antes de a caminhada começar, os jovens distribuíram um manifesto. No texto, eles afirmam que as manifestações de junho de 2013 mostraram que os brasileiros já perceberam que "os gastos bilionários na construção de estádio não melhoraram vida da população, apenas retiram investimentos dos direitos sociais."
O texto diz ainda que povo não pode admitir megaeventos que, segundo os grupos, só servem ao lucro das empresas. "Nossa proposta é barrar a copa. Nosso manifesto é em defesa das pessoas, contra os interesses do lucro e daqueles que querem transformar tudo em mercadoria", afirma o manifesto.
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