quarta-feira, 23 de abril de 2014

Revistas semanais detalham esquema de corrupção no governo

Corrupção 
 

‘IstoÉ’ mostra como a ‘lanvanderia André Vargas’ pode levá-lo à cadeia

Publicado: 13 de abril de 2014 às 21:21 -

CAPA_2316.inddO deputado André Vargas (PT-PR) montou um esquema de lavagem de dinheiro que usou 200 laranjas, notas fiscais frias e empresas de fachada, segundo revelou reportagem da revista IstoÉ que circulou neste final de semana. A revista afirma que teve acesso às investigações da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal que apuram a origem de recursos suspeitos nas campanhas eleitorais do deputado, que renunciou à vice-presidência da Câmara depois que foram reveladas suas ligações co um criminoso reincidente: o doleiro Alberto Youssef. A revista informa também que o processo pode levar Vargas à cadeia.

A revista Veja também publica reportagem de capa sobre denúncias de corrupção, e revela que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Cota, preso na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, fez fortuna vendendo facilidades na estatal. Documentos obtidos pela revista revelam que o ex-diretor preso intermediou interesses de grandes empreiteiras dividindo o lucro com políticos. Veja teve acesso à agenda de Paulo Roberto Costa, detalhando seus entendimentos com empreiteiras e empresas fornecedoras da Petrobras para um “caixa dois” agora sob investigação da PF.
veja 14 abrSegundo a reportagem de Izabelle Torres e Claudio Dantas para a revista IstoÉ, André Vargas é um político em estado terminal. “Sua situação se deteriorou depois que ele foi acusado de manter uma relação promíscua com o doleiro preso na Operação Lava Jato, Alberto Youssef. Vargas é o deputado que ergueu os punhos cerrados, repetindo o gesto dos mensaleiros presos, para debochar do presidente do STF, Joaquim Barbosa, em sessão de abertura do ano legislativo no Congresso. Agora, por ironia da política, quem pode selar o destino político de Vargas é justamente o Supremo, instituição à qual o petista ousou desafiar e fazer troça.”

Na última semana, IstoÉ teve acesso com exclusividade às mais de 500 páginas do inquérito 3596, instaurado pelo STF a pedido do Ministério Público Federal, que pode levar Vargas para a cadeia pelo crime de falsidade ideológica para fins eleitorais. A pena prevista, caso o petista seja condenado, varia entre um e cinco anos de reclusão. No robusto processo, o Ministério Público Federal afirma que há fortes indícios de que o parlamentar montou uma lavanderia de dinheiro para justificar doações eleitorais. Nem a Justiça Eleitoral consegue dizer se os recursos apresentados nas prestações de campanha algum dia chegaram mesmo a circular na conta bancária.

Tá feia a coisa Estamos salvos: polícia de Moçambique fará segurança da Copa



Acordo trará a Polícia de Moçambique para ajudar na segurança da Copa
Publicado: 22 de abril de 2014  às 19:39

Polícia da República de Mocambique
Considerada uma das forças mais violentas da África, a Polícia de Moçambique ajudará na segurança da Copa, no Brasil

A Força Nacional de Segurança e a Polícia Federal terão um luxuoso auxílio durante a Copa: policiais de Moçambique, na África, reforçarão a vigilância em estádios, treinamentos, e nos hotéis das delegações. Segundo o jornal local Notícias, o contingente, ainda indefinido, será comandado pelas autoridades brasileiras. A Polícia da República de Moçambique vai vigiar, inclusive, a final no Maracanã, no Rio.

No acordo de cooperação, o Brasil daria  treinamento e armas e Moçambique…talvez nem Moçambique, que não joga, saiba.

Cerca de dois mil policiais atuaram na Copa de 2010, na África do Sul. É polícia das mais violentas da África, segundo a Anistia Internacional.

Alertada pela coluna, a embaixada em Berlim ajustou a data legal para regularização eleitoral dos brasileiros: 7 de maio e não 30 de abril.

Entidades de defesa dos diretos dos consumidores classificaram como "ilegal" a proposta de multar os consumidores que gastam mais água

Para Idec, multa por desperdício de água é ilegal


São Paulo - Entidades de defesa dos diretos dos consumidores classificaram como "ilegal" a proposta apresentada anteontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) de multar os consumidores que gastam mais água. Os cerca de 17 milhões de moradores da Grande São Paulo abastecidos pela Companhia do Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) poderão ser penalizados.A lógica que o governo classifica como "ônus" é a mesma do desconto para quem economiza água, mas no sentido inverso: um acréscimo tarifário de 30% na conta para quem gastar mais de 20% acima da média.

Segundo Carlos Thadeu de Oliveira, gerente do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), para aplicar a multa, é necessário que o governo do Estado assuma que há racionamento na cidade de São Paulo. "Eles não querem assumir o ônus de que há o racionamento", afirmou. Ele acredita que a gestão Alckmin teve "bastante tempo" para prever a crise no Sistema Cantareira. "Isso [a multa]seria considerado (correto) se houvesse uma tragédia", disse.

Para propor a punição, segundo Oliveira, o Estado usa como base um decreto federal. Segundo o parágrafo único do texto da lei, "a tarifa de contingência, caso adotada, incidirá, preferencialmente, sobre os consumidores que ultrapassarem os limites definidos no racionamento". "O governador terá de vir a público e assumir que há racionamento de água em São Paulo", afirmou Oliveira. 

O presidente da Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Marco Antonio Araujo Junior, disse que a proposta não está de acordo com o decreto que é usado como justificativa. "O tempo todo, o governo diz que não há racionamento e que há campanha de bônus. No entanto, sabemos que bairros estão deixando de receber água durante a madrugada.

Primeiramente, eles precisam declarar uma situação crítica de escassez. Eles precisam, de fato, dizer que há racionamento na capital."

Caminho

Segundo a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), a ideia do "ônus" deve passar pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Depois, de acordo com a Arsesp, a proposta é avalizada pela Procuradoria-Geral do Estado. 

Durante evento em Botucatu, no interior paulista, Alckmin comentou ontem a multa: "Não queremos arrecadar nada, queremos evitar o desperdício".

Já a Sabesp negou que exista rodízio ou racionamento de água. A concessionária afirmou que vai propor um "acréscimo tarifário para conscientização".

A companhia afirmou que usa como base a Lei Federal 11.445/2007. O artigo 46 diz que, "em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos, o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência, com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes, garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Políticos se esforçam para conquistar voto católico


Fé quadrienal de pré-candidatos expõe preocupação com voto católico

Leandro Mazzini

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Aécio carregando a Lanterna de Prata na procissão do enterro de Cristo, na Sexta da Paixão, em São João Del Rey, terra do falecido avô 

Os números explicam. O Brasil tem 60% da população católica – estimam-se mais de 30% dos eleitores. E a presença de renomados políticos em celebrações da Igreja no feriado da Páscoa indica que eles vão acolher temas cristãos na campanha.

As aparições reforçam também um fenômeno religioso que acomete políticos brasileiros – A Fé Quadrienal – e que atacou pelo menos três ilustres no feriadão.

O fenômeno surge a cada quatro anos, sempre o da eleição, e afeta em especial os que disputam o Poder Executivo. A abrangência é outro mistério: entre a Páscoa e o fim de Novembro. Depois some do corpo do hospedeiro, para reaparecer em quatro anos.

Casos mais destacados desta Páscoa foram o senador e presidente do PSDB Aécio Neves (MG), o presidente do PSB e ex-governador Eduardo Campos (PE) e o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que surgiram em missas e procissões da Igreja outrora não visitados.

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Eduardo Campos com dom Raimundo Damaceno no santuário de Aparecida, na Páscoa

Não há notícias recentes, ou até de anos atrás, que registram os três pré-candidatos nas celebrações as quais participaram na Páscoa. É uma mistura de devoção com vitrine.

Aécio e Campos são candidatos ao Planalto. Padilha, ao governo de São Paulo. O tucano apareceu na sua São João Del Rey carregando a lanterna de prata na procissão do enterro de Cristo, na Sexta da Paixão, seguido de séquito que contou com deputados estadual e federal.

Campos e Padilha, que buscam o conhecimento do poderoso eleitorado paulista, foram a missas do Santuário de Aparecida, onde milhares de fiéis de São Paulo e do Brasil puderam vê-los pessoalmente e na TV.

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Alexandre Padilha e a esposa na primeira fila na missa da Páscoa no Santuário de Aparecida.

Ameaçado de expulsão, André Vargas desafia cúpula do PT


Deputado paranaense garantiu que não irá renunciar e que irá "até o fim"

22/04/14 às 19:20   |  Redação Bem Paraná com Estadão
 
Mesmo ameaçado de expulsão do PT se não renunciar ao mandato de deputado, André Vargas desafia a cúpula petista e resiste no cargo. Alvo de processo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, o deputado paranaense teria participado de uma reunião em Brasília, na manha desta terça-feira (22), na qual afirmou a dirigentes petistas que não renunciaria e que iria fazer o seu sucessor na vice-presidência da Câmara, o deputado Luiz Sérgio (RJ).

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o PT está preocupado com sua imagem, já desgastada por conta do escândalo do mensalão. Para deixar a situação ainda mais tensa, 2014 é ano de eleição e o escândalo envolvendo André Vargas pode afetar as candidaturas de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo, de Gleisi Hoffmann no Paraná, e até da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição.. “Você já deveria ter renunciado para evitar tudo isso", teria dito o presidente do PT, Rui Falcão. Vargas, porém, afirmou que “irá até o fim”.

Agora, a Comissão de Ética do PT analisa o caso de André Vargas, que não deverá resistir no partido, sendo expulso por conta de suas ligações com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes.

Avião bimotor desaparecido no Pará foi encontrado, diz FAB

  22/04/2014 23h57


Aeronave está em local de difícil acesso, próximo a Jacareacanga.


Cinco pessoas estavam a bordo de bimotor desaparecido em março.

Do G1 PA

jacareacanga bimotor (Foto: Reprodução/ TV Liberal)Bimotor caiu em área de mata fechada e de difícil acesso. 
 
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou na noite desta terça-feira (22) que o avião bimotor Beechcraf Baron, desaparecido desde o dia 18 de março, foi encontrado em um local de difícil acesso, próximo ao município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará. Devido às baixas condições de visibilidade, as equipes de busca da FAB só retornarão ao local na manhã desta quarta-feira (23) para concluir a operação de resgate. Ainda não há informações a respeito das vítimas.

O bimotor decolou do aeroporto de Itaituba às 11h40 do dia 18 de março e sumiu 1h20 depois de o piloto ter feito o último contato pelo rádio. Desde então, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizava buscas na região. Além das buscas aéreas, participaram voluntários, que incluem moradores de Jacareacanga, funcionários do Distrito Sanitário Indígena e indígenas da tribo Munduruku.

O Ministério da Saúde divulgou o nome das pessoas que estavam a bordo: as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima, além do piloto Luiz Feltrin.

Mensagem 3 desaparecida (Foto: Luana Leão/G1) 
Rayline avisou um tio sobre problemas no motor da
aeronave. 
 
Uma das passageiras chegou a mandar mensagens de celular avisando que o avião passava por problemas. No primeiro SMS, enviado às 12h47, a técnica em enfermagem Rayline Campos avisava o tio Rubélio Santos sobre o perigo que enfrentava. "Tio to em temporal e um motr parou avisa a mae q amo muit tods ...to aflita..to em pânico...se eu sair bem aviso...to perto do jkre...reza por nos...n avisa a tia ainda... (sic)", dizia a mensagem. No segundo torpedo, emitido às 12h48, a passageira pediu socorro. "O motor ta parando.socorro tio tio (sic)."

Um avião P-3 Orion, com capacidade de identificar metais, o mesmo modelo usado nas buscas pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines foi deslocado para ajudar nas buscas. Nesta terça-feira a Marinha confirmou que reforçaria as buscas pela aeronave, mas a equipe de 12 homens só chegaria no município de Jacareacanga nesta quarta.

De acordo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave desaparecida, de matrícula PR-LMN, estava regular. A Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) estavam em dia.

Para que tantos? Brasil deve ter mais 103 shoppings até 2017

22 de abril de 2014 • 20h02


Só no ano passado um centro comercial foi inaugurado um a cada duas semanas

Nos próximos quatro anos o País deve ganhar mais 103 shoppings, segundo informações de um cadastro do segmento organizado pelo Ibope Inteligência. Do total, 44 estarão na região Sudeste, 24 no Nordeste, 16 no Sul, 11 no Norte e 8 no Centro-Oeste.
Se as inaugurações mantiverem o padrão dos projetos atuais, o acréscimo deve ser de 2,89 milhões de m² de área comercial, o que representará um crescimento de 24% do setor.

Em 2013, o setor de shoppings contou com o maior número de inaugurações: 36, média de, aproximadamente, um centro comercial inaugurado a cada duas semanas.

Dessa forma, o Brasil encerrou o ano com 459 empreendimentos em operação: os municípios com até 500 mil habitantes foram o foco dos empreendedores.Levantamento do Ibope mostra que, dos 36 empreendimentos inaugurados no ano passado, 42% estão em cidades com até meio milhão de habitantes. Para 2014, a previsão é que 73% das inaugurações sejam em municípios desse porte.

Terra

Comissão da Câmara aprova texto-base do PNE. Deputado critica promoção do homosexualismo no texto.



Publicação: 22/04/2014 18:52
 


A comissão especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE) aprovou, nesta terça-feira (22), o texto-base da proposta. A votação do projeto continuará nesta quarta-feira (23), às 14h30.

Os deputados também aprovaram a emenda que rejeitou a redação da Câmara para o artigo 2º do plano, que trata da superação das desigualdades educacionais. No texto anteriormente aprovado pela Casa, as escolas teriam de promover as igualdades racial, regional, de gênero e de orientação sexual. Já a redação do Senado, mais abrangente, determina que os colégios combatam todo tipo de discriminação.


Um dos pontos que ainda será debatido é a destinação 10% do Produto Interno Bruto (PIB) exclusivamente para a educação pública, percentual defendido por entidades da área.

Entenda o caso

O plano define metas para o ensino no Brasil nos próximos 10 anos e foi enviado ao Congresso Nacional em 2010. Desde então, as votações relacionadas à proposta foram adiadas diversas vezes, na Câmara e no Senado.

O projeto já havia sido aprovado pelos deputados em 2012, mas voltou para exame na Câmara este ano porque foi modificado pelos senadores. O último adiamento ocorreu em 9 de abril, porque os debates se estenderam e, com o início da Ordem do Dia no Plenário, a votação teve de ser encerrada na comissão.
Deputado critica promoção de questões de gênero no relatório do PNE
 
Agência Câmara
 
Publicação: 02/04/2014 16:33

 

O deputado Marcos Rogério (PDT-RO) defendeu há pouco a vinculação de 10% do PIB ao ensino público. Segundo ele, nenhum dos pontos do projeto do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) é maior do que esse objetivo.

Ao analisar o artigo apresentado pelo relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que prevê a adoção de políticas de prevenção à evasão motivada por preconceitos, Rogério destacou que, quando o texto foi debatido na Câmara em 2012, a ideia era combater a discriminação. "Entretanto, no último texto do relator, a meta não é mais combater a discriminação, mas, sim, a promoção das questões de gênero"(homosexualismo), criticou.

Marcos Rogério defendeu o texto que veio do Senado, pois, na opinião do parlamentar, ele promove ações efetivas de combate a qualquer forma de discriminação.

O parlamentar também afirmou que, regimentalmente, Vanhoni não poderia ter alterado o texto aprovado pelos deputados. O presidente da comissão, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), afirmou que esse inciso vai ser objeto de destaque para votação em separado durante o processo de votação no colegiado.

A reunião da comissão especial do PNE prossegue no plenário 1


Câmara aprova MP que libera R$ 1,97 bi para 9 ministérios

22 de abril de 2014 • 22h23 •TERRA



A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira medida provisória (MP) que libera recursos para atendimento às populações vítimas de desastres naturais em municípios em situação de emergência ou calamidade pública. 

Ao todo, a MP 637 abre crédito extraordinário de R$ 1,97 bilhão para nove ministérios. Desse total, cerca de R$ 1,31 bilhão destinam-se às áreas atingidas por desastres.


A MP será agora encaminhada à apreciação do Senado. Caberá ao Ministério da Integração Nacional usar o dinheiro (R$ 1,31 bilhão) para distribuição de alimentos e de água para consumo por meio de carros-pipa e da perfuração e recuperação de poços e restabelecer infraestruturas locais atingidas pelos desastres. Os recursos também serão usados para garantir a ampliação do pagamento de auxílio emergencial financeiro às famílias atingidas pelos desastres que tenham renda até dois salários mínimos.


A segunda parte dos recursos liberados pela MP (R$ 440 milhões) será usada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para cobrir o aumento do benefício Garantia-Safra a pequenos agricultores atingidos pelos desastres e que tenham perdido a safra nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). 


O restante do dinheiro liberado pela MP destina-se aos ministérios da Agricultura, Educação, Justiça, Saúde, Esporte, Turismo e Cidades.


Agência Brasil

?? Proposta de 'tombamento' do céu de Brasília ganha força e adeptos na cidade

Tradicional no imaginário brasiliense, inspiração para poetas e compositores, elogiado por moradores e visitantes. Especialistas defendem que o azul, o nascer e o pôr do Sol na capital federal devem fazer parte da Paisagem Cultural Brasileira


Thaís Paranhos
Roberta Pinheiro

22/04/2014 23:23



No início, a ideia não foi levada a sério. Parecia não passar de uma brincadeira e se tornou motivo de risadas. Mas, com o passar dos anos — dos elogios e da presença em letras de músicas —, a proposta de tombar o céu de Brasília como Paisagem Cultura Brasileira ganhou força e adeptos na cidade. Nada mais justo do que proteger a imensidão azul, continuidade do traçado de Oscar Niemeyer e parte importante do cenário. O projeto é do arquiteto Carlos Fernando de Moura Delphim. A campanha teve novo fôlego após a publicação de um suplemento especial do Correio, na última segunda-feira, sobre o céu da capital na última segunda-feira.

Além do especial em comemoração ao aniversário de 54 anos da capital, a campanha Pega bem clicar o céu de Brasília despertou entre os admiradores um olhar ainda mais apaixonado. As fotografias enviadas foram colocadas à disposição no hotsite. Agora, servem como combustível para retomar a antiga ideia de tornar o céu Paisagem Cultural Brasileira. “O céu de Brasília sempre me impressionou. Ficava aflito, tudo em Brasília era muito longe e sentia falta de alguma referência, mas, ao olhar para o céu, entrava em êxtase”, contou o arquiteto Carlos Fernando de Moura Delphim. “Seja o crepúsculo, o nascer do Sol, as chuvas, tudo me impressionava. Meu consolo era o céu, e queria protegê-lo.”




A ideia foi levada a sério pelos defensores mais entusiastas de Brasília. “Se as curvas em concreto podem ficar protegidas, por que não a paisagem azul? A proposta do projeto é definir regras de cores, gabaritos, alturas e volumes de construções para não impedirem a vista do céu. Cada lugar tem uma identidade, uma marca. E a de Brasília é o céu”, completou Carlos. O ex-secretário de Cultura Silvestre Gorgulho se recorda que, quando a TV digital começou a operar no Brasil, ele brigou com as emissoras para que apenas uma torre fosse instalada no DF. “Imagina ter um paliteiro de antenas encobrindo o céu? Se houvesse uma proteção, isso não seria necessário”, acredita.

Segundo a Portaria nº 127/2009 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Paisagem Cultural Brasileira é “uma porção peculiar do território nacional, representativa do processo de interação do homem com o meio natural, à qual a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram valores”. Para que o céu de Brasília receba o título, o governo e a sociedade devem oferecer vantagens sociais e econômicas e divulgá-lo. É preciso, por exemplo, produzir e vender artesanato que tenha como tema o céu da cidade, assim como criar um site para divulgar a ideia. Além da obediência às escalas de construção, o projeto obrigaria a instalação de mirantes e belvederes, com lunetas e telescópios, e o ensino do assunto nas escolas do DF.

De acordo com a assessoria de imprensa do Iphan, oficialmente, não existe projeto sobre o tombamento do céu de Brasília no órgão. Segundo a nota, o tombamento da capital, com as escalas de altura de prédios e as limitações das construções, principalmente no Plano Piloto, dá um certo grau de proteção ao céu. A ideia é compartilhada pela arquiteta Maria Elisa Costa, filha do urbanista Lucio Costa. O cuidado com o centro histórico da capital teria como consequência a proteção do céu. “O projeto do centro histórico da capital e as características originais permitem que haja a convivência natural e permanente de todo mundo com o céu deslumbrante do Planalto Central do Brasil.”

Obras públicas de mais de R$ 1 milhão serão vigiadas 24 horas por câmeras

 O decreto prevê monitoramento em tempo real, com acesso via web


TV Brasília

22/04/2014 17:40  Correio Braziliense
 
O governo quer vigiar, com câmeras, obras públicas que fechem contrato a partir de R$ 1 milhão com o GDF. A decisão foi tomada neste mês pelo decreto nº 35321 e determina que o monitoramento será responsabilidade do Centro de Gestão Integrada (CGI) e terá transmissão em tempo real pela internet. Segundo a Casa Civil, o CGI ainda vai discutir se a transmissão será aberta para acompanhamento da população.

O prazo de adequação é de um ano. Além disso, o CGI quer monitorar os carros do GDF com a instalação de equipamentos GPS. Atualmente, as obras prioritárias são acompanhadas pelo Sistema de Monitoramento e Gestão da Casa Civil.

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O CGI foi criado em 8 de abril e funcionará no Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciade). O órgão tem o propósito de garantir maior controle da segurança e eficiência dos serviços públicos do Distrito Federal e um dos objetivos é instalar três mil câmeras de videomonitoramento na cidade.

Estranha coincidencia.Bandeira de Minas é hasteada de cabeça para baixo em frente ao Congresso


O fato curioso ocorreu após a troca das bandeiras para o aniversário de Brasília, na última quarta-feira (16/4)

 22/04/2014 22:49  Correio Braziliense

TV Brasília
 



A bandeira de Minas Gerais foi hasteada de cabeça para baixo na Alameda dos Estados, em frente ao Congresso Nacional. Segundo a Secretaria de Turismo, o fato curioso ocorreu após a troca das bandeiras para o aniversário de Brasília, na última quarta-feira (16/4). A bandeira foi pendurada corretamente no fim da tarde desta terça-feira (22). A secretaria disse ainda que o serviço passará a ser supervisionado nas futuras trocas de bandeira.

Brasil é o país que mais consome agrotóxicos em alimentos no mundo



Documentário mostra riscos da ingestão dessas substâncias 
 
Publicação: 22/04/2014 14:50  Correio Braziliense
 
No país que mais consome agrotóxicos no mundo, há alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. É o que procura mostrar o filme O Veneno Está na Mesa 2, novo documentário do cineasta Silvio Tendler, lançado quarta-feira (16), no Teatro Casa Grande, no Leblon, zona sul do Rio.

O filme dá continuidade à reflexão sobre o perigo que o uso de agrotóxicos representa para a saúde, mostrada no primeiro documentário de Tendler sobre o tema, com o mesmo título e lançado em 2011. Com 70 minutos de duração, O Veneno Está na Mesa 2 avança na desconstrução do mito de que a utilização dos defensivos agrícolas é indispensável para garantir abundância de alimentos na mesa do consumidor.

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Os dois documentários fazem parte de uma estratégia de ação da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, iniciativa que reúne movimentos sociais e entidades no objetivo comum de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam. A partir daí, a ideia é propor medidas para frear seu uso no Brasil. “O povo brasileiro não pode mais engolir essa história de que o agrotóxico é a modernidade no campo. Ele gera câncer, trabalho escravo e manda todo seu lucro para o exterior”, disse Alan Tygel, um dos coordenadores da campanha.

A produção do filme contou com o apoio da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vem desenvolvendo iniciativas para que a produção de alimentos sem veneno se torne uma alternativa viável. De acordo com o diretor Silvio Tendler, não há sentido em se construir uma economia baseada na destruição da natureza.

“A agroecologia é fundamental como forma de produção econômica, social e de desenvolvimento. No filme eu mostro pessoas que plantam e cultivam de forma sadia e também as dificuldades que elas enfrentam para a comercialização dos alimentos que produzem”, destacou o cineasta.

A exemplo do primeiro documentário da série, visto por mais de um milhão de pessoas, O Veneno Está na Mesa 2 será distribuído gratuitamente para um circuito alternativo de exibição. Escolas, universidades, comunidades, igrejas, assentamentos de trabalhadores rurais e outros locais integram esse circuito, coordenado pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.

Com promessa de veto a projeto anti-pets em parques, vale o bom senso

O recolhimento de fezes, por exemplo, já é obrigatório, conforme lei distrital de 1998


Matheus Teixeira

Publicação: 23/04/2014 06:03 Correio Braziliense

Marli e o poodle Lala: a professora aposentada acredita que o brasiliense tem mais consciência sobre a limpeza dos cachorros (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Marli e o poodle Lala: a professora aposentada acredita que o brasiliense tem mais consciência sobre a limpeza dos cachorros

Após o GDF anunciar veto ao projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa que previa a proibição à presença de cães em parques públicos, cabe aos donos honrar o direito de ir e vir com os animais de estimação e mostrar respeito ao próximo. Assim pensa a psicóloga Gabriela Melo, 28 anos, dona do bulldog francês Frederick. E dá o exemplo: ela recolhe a sujeira do cachorrinho toda vez que o leva para passear — o recolhimento de fezes é obrigatório, pela Lei Distrital 2.095/1998.

Gabriela sempre leva um saco plástico e, com o objeto, recolhe as fezes do cachorro. A ideia é se colocar no lugar dos outros. Apaixonada por Frederick, a psicóloga define como “absurdo” o projeto que vetaria o direito de ela passear com o cão nos parques da cidade. O pedido da psicóloga aos outros donos é apenas um: respeito. “É horrível pisar em cocô no meio da rua. Não é com o cachorro que fico brava, não é culpa dele, e sim da pessoa que ignora a sujeira”, diz.

A diretora-geral da Associação Protetora dos Animais (ProAnima), Simone de Lima, afirma ser “muito simples” o recolhimento. Feliz com o veto, ela lembra que o o ato é lei desde 1998. “Tenho notado, nesses anos de trabalho com a ProAnima, uma melhoria, mas ainda é pouco. É muito simples: saiam com um saco plástico, recolham e joguem na lata de lixo mais próxima. Não tem segredo”, explica.

Apesar de não ser o foco principal da organização, a ProAnima participou, logo em seu primeiro ano de existência, em 2003, da Campanha Quadra Limpa, da Prefeitura da 106 Norte. O slogan “Dono legal cata o cocô do seu animal” foi sugerido pela organização. Além disso, deram orientações quanto ao que fazer com as fezes e dicas sobre posse responsável de animais em apartamentos. “Nos 11 anos de ProAnima, notamos uma boa evolução no recolhimento, mas ainda não é a maioria. Para a lei funcionar, é necessário fiscalização e conscientização”, afirma Simone.

A estudante de biomedicina Ana Clara Nogueira, 21, segue as dicas dadas por Simone. Moradora da 303 Norte, ela sempre recolhe as fezes do cão com o saco plástico. “O Conca tem 4 anos, o adotei logo que cheguei a Brasília. Sempre foi assim. Em toda quadra com grama existem caixinhas para recolhimento e sacos de papel para catar”, conta a torcedora do Fluminense e filha de militar. “Mas eu trago a sacola de casa porque com o saco de papel é difícil”, completa.

Responsáveis

Marli Oliveira, 63 anos, mora em Brasília desde 1999. A soteropolitana viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro, até o marido, servidor público, ser transferido para cá. Ela foi a primeira prefeita da 304 do Sudoeste. “Quando cheguei, era tudo barro e lama”, recorda. Hoje, como vice-prefeita e aposentada das tarefas de professora, dedica boa parte do tempo à “fiscalização” da limpeza da quadra, que tem placas com sacolas plásticas para o recolhimento das fezes dos cachorros.

“Em comparação a Salvador e ao Rio de Janeiro, que não têm tanta grama como Brasília e mais pessoas passeiam com cachorros — sem coletar as fezes —, aqui é bem limpo”, diz Marli, ao lado da poodle Lala, de 9 anos. Com as placas colocadas pela Prefeitura há dois anos, a moradora do bloco H notou a conscientização dos colegas de quadra. “Eu fiscalizo tudo. A placa conscientiza e é inibidora. Dá para notar, com o aumento de lixo nas latas e a diminuição de saquinhos, que os moradores se adaptaram bem”, complementa professora aposentada, que também é produtora de chocolates artesanais.

Senado aprova Marco Civil da Internet



Do UOL, em São Paulo


  • Moreira Mariz/Agência Senado
    Senadores votam pela aprovação do Marco Civil sem alterações ao texto que pudessem levar o projeto de lei volta à Câmara Senadores votam pela aprovação do Marco Civil sem alterações ao texto que pudessem levar o projeto de lei volta à Câmara

O Senado aprovou na noite desta terça-feira (22) o Marco Civil da Internet, que segue agora para sanção presidencial. A votação se deu 28 dias após aprovação na Câmara dos Deputados, onde a proposta do relator Alessandro Molon (PT-RJ) foi debatida por quase três anos e chegou a trancar a pauta por cinco meses.

Após pressão do governo, a aprovação no Senado foi feita a tempo de transformar o texto em lei antes do evento NetMundial, que será realizado em São Paulo a partir de quarta (23). A abertura do encontro internacional será feita pela presidente Dilma Rousseff, que deve levar o Marco Civil ao evento como "marca" de sua gestão no setor.

A pressa da votação do texto, que tramitava em caráter de urgência, gerou diversas críticas por parte dos senadores. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Alvaro Dias (PSDB-PR) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) estavam entre os opositores da votação nesta terça, pedindo mais tempo para análise e possíveis alterações na proposta. Ferreira  lembrou que a oposição poderia impedir a votação obstruindo-a ou apresentando emendas de plenário, mas que não faria isso. Ele apenas lamentou a posição da presidente Dilma e o "afã dos senadores em querer agradá-la".  

Joel Rodrigues/Folhapress
Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) conversa com o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Marco Civil
 
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-BA), desistiu de uma mudança que faria na redação. Ela forçaria a volta do projeto à Câmara dos Deputados e impediria a aprovação do Marco Civil a tempo do evento NetMundial.

A emenda de Braga sugeria alteração no artigo 10, que trata do acesso de autoridades a dados pessoais dos internautas.

O objetivo era deixar a redação do artigo mais clara com a troca do termo "autoridades administrativas", considerado vago, por "delegado de polícia e o Ministério Público". Porém, o senador afirmou que aceitaria a edição desse trecho por meio de medida provisória.

Aprovações em comissões
 
Na manhã desta terça, a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e a CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática) do Senado fizeram uma "aprovação relâmpago" do projeto – na CCT, o processo levou menos de dois minutos.

O projeto também tramitava na CMA (Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle), que cancelou a reunião para analisar o texto.

O relator na CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), rejeitou 40 das 43 emendas apresentadas– os trechos alterados tratavam de mudanças de texto, mas não de conteúdo. Duas foram acatadas na forma de emendas de redação. Outra foi retirada a pedido do autor.

Entenda o Marco Civil
 
O projeto equivale a uma "Constituição", com os direitos e deveres dos internautas e empresas ligadas à web. No ano passado, depois das denúncias sobre espionagem nos EUA, o governo federal enviou pedido à Câmara para que tramitasse em regime urgência constitucional (sem definição, chegou a trancar a pauta por cinco meses).


O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 25 de março, depois de a votação ser adiada por pelo menos dois anos – o principal motivo eram pontos considerados polêmicos. A questão mais controversa é a chamada neutralidade da rede, que propõe tratamento igual de todo tipo de conteúdo, sem distinção por conteúdo, origem e destino.
De um lado nessa batalha ficaram as empresas de telecomunicações, que reivindicam o direito de vender pacotes fechados de internet (como planos para celular que limitam acesso a redes sociais e sites pré-determinados). Durante os embates, o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), chegou a dizer que este princípio poderia encarecer o acesso dos brasileiros à internet.


De outro, estavam os provedores de internet (como UOL, Terra, IG e Globo): eles defendiam que esses planos com conteúdo pré-definido limitam a liberdade do usuário e impedem que novas empresas de conteúdo digital ganhem espaço no mercado.


Por padrão, alguns dados têm prioridade no tráfego: é o caso dos pacotes VoIP (voz sobre IP), que precisam chegar rapidamente em sequência para que a ligação faça sentido. Já no caso de um e-mail, um pequeno atraso não teria impacto tão negativo. Mas a neutralidade quer impedir interferências que limitem a oferta de conteúdo.







Aconteceu 2014

22.abr.2014 - O Senado aprovou o Marco Civil da Internet, 28 dias após aprovação do projeto de lei na Câmara dos Deputados. Na imagem, senadores governistas, o deputado Alexandre Molon (PT-RJ) e membros da sociedade civil comemoram com faixa a aprovação do Marco Civil Joel Rodrigues/Folhapress