sexta-feira, 17 de julho de 2015

Acusado de receber propina, Eduardo Cunha fala em vingança. Relembre (e tente entender) os últimos capítulos da novela

Matheus Pichonelli

Se você não está entendendo mais nada da crise política, não se preocupe: você é só normal.


Desde o fim da eleição, o que não faltam são sinais trocados que dificultam até mesmo a identificação de quem é quem na novela. Se antes da crise o território parecia bem demarcado – PT e satélites de um lado, PSDB e satélites de outro, com o PMDB sambando de um lado e de outro a depender de quem estivesse no comando – hoje as fronteiras estão confusas e desafiam o rascunho da própria lógica.


Na semana passada, por exemplo, Dilma Rousseff declarou que achava o PMDB ótimo e demonstrou impaciência com as críticas recebidas pelo antecessor Luiz Inácio Lula da Silva. Ao PT, necas. Nem uma mínima referência. Ao mesmo tempo em que criticava o “volume morto” do governo, Lula se reunia com os ministros da sucessora e pedia reação.


Só que o governo do “volume morto” nomeou como preposto da articulação política o vice-presidente Michel Temer, do, palavras da presidenta, ótimo PMDB, que no começo desta semana deu tchau e bença ao governo do qual faz parte para anunciar, em aparente sintonia, a candidatura própria para a Presidência daqui a três anos.


Mas nas contas da oposição – a oficial, encabeçada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) – o governo não chega inteiro até lá. Como pode cair a qualquer hora, palavras do senador, é preciso saber com quem dançar. Se o TCU barrar as contas do governo e o Congresso considerar a presidenta como responsável por eventuais ilegalidades nas chamadas pedaladas fiscais, sai Dilma e entra Temer. Parte do PSDB apoia, parte não quer saber da ideia porque não quer entregar o governo de mãos beijadas – nem para o PMDB nem para rivais tucanos.


O sonho de consumo de Aécio Neves, que tem o governador paulista e possível presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB-SP) em sua cola, é a cassação da presidenta e do seu vice pelo Tribunal Superior Eleitoral. Com isso ele, segundo colocado na corrida eleitoral, assumiria – num ato falho, ele jurou já ter chegado lá, mas para isso é preciso provar que houve, por parte da candidata, abuso de poder, já que fazia campanha com a faixa presidencial, e, principalmente, financiamento escuso de campanha.


Detalhe: os suspeitos de financiar a campanha petista com recursos desviados da Petrobras também doaram para candidatos tucanos. Até o fechamento deste post, não havia ainda uma máquina para contar dinheiro e identificar quais notas do bolo vinham do suor do seu empresário e quais vinham do suor do contribuinte.


A complexidade e os vazamentos seletivos das apurações da Lava Jato, que envolve rixas internas entre alas da Polícia Federal, a própria Procuradoria-Geral da República e juízes de primeira e últimas instâncias, contribuem para a confusão. Em parte porque envolve governos eleitos e partidos políticos que a cada dois anos são autorizados a passar o chapéu a quem têm interesse em expandir os negócios com o poder público.



O Supremo Tribunal Federal teve a chance, há mais de ano, para coibir essa prática, mas um de seus ministros, que agora se reúne com opositores do Legislativo para debater as portas de saída do Executivo, pediu vista e nunca mais devolveu o processo. Nesse meio-tempo, os atingidos pela medida se articularam no Congresso e votaram pela sua perpetuação.



Com as bênçãos de seus beneficiários, o conluio das empreiteiras ramificou os braços com a influência de diretores de estatais e consultorias e abriu um mercado promissor a quem trocava apoio por atalhos ou aproximações. Como o lobby no Brasil não é uma atividade legalizada, a operação entra num campo indefinido e esfumaçado entre o normal e o patológico, o abuso e o recomendável, o relacionamento e o tráfico de influência.



Essa ausência clara de fronteiras é a marca, até aqui, dos resultados de uma investigação policial que colocou rotos e rasgados tentando desesperadamente recriar uma narrativa que funcionava até ontem. Essa narrativa opunha projetos de governo (nosso) com usurpação de poder (deles). Quando a soma zero de vetores – que puxa para um lado quando opositores acusam governistas de “mensaleiros” e para o outro quando governistas citam irregularidades no metrô, na privataria e no “mensalão 1.0” – não funciona, o inimigo torna-se outro: o policial que investigou, o procurador que denunciou, o juiz que sentenciou, o carcereiro que puniu.



Para quem ainda tenta desamarrar o emaranhado com cordões sanitários, soa ridículo o descrédito dado a delatores quando a delação atinge aliados e a exaltação daqueles quando atingem o outro lado.


Mas qual outro lado?
O que deveria governar e não governa?
O que gostaria de governar e não governa?
O que gostaria de governar e já governa?



A quem, exatamente, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusa quando atribui a suspeita de ter recebido R$ 5 milhões de um empresário-delator a uma ação do Executivo para atingir o Legislativo? É seu colega de partido Michel Temer, articulador político de Dilma Rousseff, a presidenta que negou na eleição qualquer ajuste fiscal, foi eleita, mudou de ideia e azedou a base e o partido que a elegeu? Ou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, acusado de interferir nos trabalhos da PF que atingem, inclusive, dois colegas do PT na Esplanada? A bronca é por que ele não interferiu, então?


O que exatamente Cunha e outros citados na operação esperavam do Executivo? Uma intervenção em um órgão independente? Uma ilegalidade?


É difícil saber, mas antes é preciso calcular os efeitos da defesa e do discurso – e da ameaça, agora palpável, de rompimento definitivo do peemedebismo – o que coloca os rivais Cunha e Renan Calheiros (PMDB-AL) na mesma lâmina – com o governo. Onde Temer entra nessa história?


Se a tese da governabilidade é evitar a paralisação do país, alguém precisa avisar a presidenta que já não andamos desde outubro. Nesse ritmo, chegaremos a dezembro de 2015 com mensagens de feliz 2015. Este ano, ao que parece, nunca começou.

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Dimenor condenado por estupro coletivo é espancado até a morte em sua cela por outros menores.Todos uns coitadinhos, pobres vitimas da sociedade, não é Maria do Rosario?

  

Um dos adolescentes condenados por estupro coletivo em Castelo do Piauí foi morto na madrugada desta sexta-feira dentro de sua cela no CEM (Centro Educacional Masculino), em Taperu, Teresina, capital piauiense. Gleisom Vieira da Silva tinha 17 anos e estava internado para cumprir privação de liberdade por três anos.

De acordo com relatos, Gleisom estava em uma cela com outros três menores quando eles começaram a discutir. Os outros internos, então, atacaram e espancaram o adolescente até a morte. Segundo Antônio Lopes, juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, os três menores acusados pelo assassinato também fizeram parte do estupro coletivo.

“Mataram o adolescente quase da mesma forma da violência contra as quatro adolescentes, que foram violentadas e espancadas. Ele sofreu afundamento de crânio”, afirmou Lopes em declaração após ser constatada a morte do menor no CEM.

Gleisom é o adolescente responsável por ter seu depoimento filmado no local do crime, no qual ele conta com detalhes como aconteceu o estupro. Segundo agentes do CEM, os outros três menores estavam com raiva dele por conta da gravação. Anderlly Lopes, diretor de atendimento socioeducativo da Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania, afirmou que os outros menores confessaram o assassinato.

“Os menores manifestaram interesse em permanecer juntos e, segundo o diretor da unidades, eles estavam unidos, mas nós não imaginávamos que eles pudessem brigar uns com os outros e terminar nessa situação. O adolescente foi socorrido e chegou a ser retirado com vida do local, mas veio a falecer”, explica Henrique Rebelo, secretário de Assistência Social e Cidadania do Piauí.

Guia politicamente incorreto de sobrevivência no ensino superior -parte 1


Enfrentar o ensino superior no Brasil sem ser, ou se tornar, esquerdista é um desafio árduo, e que exige dedicação, resiliência, e muuuuuito auto-controle. Para tentar ajudar, resolvi escrever um Guia Politicamente Incorreto de Sobrevivência no Ensino Superior no Brasil.


O guia foi construído com base nas minhas experiências, e nos diversos relatos e histórias que recebo de amigos e colegas diariamente. O objetivo do guia é auxiliar você a lidar com as criaturas e situações esquisitas que você encontra no ensino superior, e sobreviver a tudo isso sem se desgastar (muito). Como os cenários são demasiadamente complexos, dividi o guia em algumas partes que serão postadas aqui ao longo dessa semana. Hoje farei uma introdução, falando do ambiente universitário.
Feliz por ter passado no vestibular? Espera só até ver o que te aguarda na faculdade.

O ambiente universitário:

Depois de muitos dilemas sobre sua vocação e sobre qual curso escolher, você finalmente passou no vestibular e está ansioso para começar o curso. Pare. A menos que você seja masoquista, não há motivo algum para estar ansioso. O ambiente universitário brasileiro é extremamente insalubre, vai te cansar, e em muitas ocasiões você vai sentir vontade de fazer um curso técnico ou ir fazer qualquer coisa que não exija um diploma. E não vou mentir, todo o esforço e dedicação pode não valer a pena. Mas pode ser que valha. Depende de você, da sua postura, e de ter maturidade para não esperar demais da Universidade.


Como se preparar para enfrentar esse período difícil de pelo menos quatro anos? Sabendo o que te aguarda. Para isso, entender o ambiente universitário e suas figuras é essencial. Você vai entrar na selva dos tipos mais esquisitos com situações totalmente inusitadas. Paredes com pichações, greves, protestos sem sentido, e muitos hippies sujos serão agora parte do seu dia-a-dia. Se você pretende abrir a boca durante as aulas (ou mesmo nos corredores), acostume-se a ser chamado de coxinha, careta, fascista, tucano, e etc. 


É preciso entender que as chances são de que você não aprenda nada na faculdade.


Os professores, em sua maioria, não estão interessados em te ensinar nada, apenas em te doutrinar. A maior parte dos alunos são analfabetos funcionais. Os conteúdos dados não vão te preparar em nada para o mercado de trabalho. Você só vai conseguir crescer nesses quatro anos se for atrás por conta própria. Não pense por um minuto sequer em se acomodar. Sentar na carteira e ouvir seu professor não vai te ensinar nada. Aliás, esse ambiente deprimente tem tudo para te emburrecer se você não fizer algo a respeito.

 

Então, como evitar que seu QI diminua dia após dia? Você terá que assumir uma postura ativa e dedicada. Muita leitura será necessária. Todo mundo diz isso, afinal, os professores universitários adoram passar textões para os alunos, mas você não é um aluno qualquer, você deu o azar de ser uma pessoa decente e de direita, então você terá que ler tudo que o professor passa e ainda buscar leituras que desmentem tudo aquilo. Você terá que descobrir quais autores na sua área não são de esquerda, e eles se tornarão sua bibliografia básica.


Você também terá que ter muita paciência, pois você é um estranho destro num ninho sinistro. Esquerdistas não são tolerantes com quem discorda deles, então é preciso que você esteja pronto para sofrer perseguições.

E se acha que isso é exagero, saiba que conheço alunos que foram expulsos do curso por causa de seus posicionamentos, alunos que foram atacados verbal e fisicamente (sim, fisicamente) por professores, e até alunos que entraram em depressão por receberem ameaças constantes devido a seus posicionamentos ideológicos.


Mas não se preocupe, é possível sobreviver a tudo isso e sair da universidade com seu diploma e sua sanidade mental (ou ao menos um pouco dela).

Ao longo do Guia iremos tratar dos personagens folclóricos que habitam no ambiente universitário brasileiro e veremos modos de superar os desafios desse meio. Começaremos amanhã, falando sobre como lidar com os temidos professores esquerdistas. Até amanhã. Beijinhos!

Feliz dia do homem!;D

BLOG Garotas Direitas

Hoje é dia do homem! Por que não estamos comemorando e dando parabéns pros homens das nossas vidas? Que absurdo!

Feliz dia do homem pra você, que é chamado de opressor e estuprador-potencial, mas ainda assim abre a porta para as mulheres passarem e cede seu assento no ônibus para que as moças não precisem ficar de pé. 
 
 
Feliz dia do homem pra você, que é chamado de machista e porco, e ainda é obrigado a se alistar no exército pra proteger a nossa sociedade. 
 
 
 
Feliz dia do homem pra você, que é acusado de ser agente do patriarcado, mas ainda assim é capaz de matar pra proteger uma mulher indefesa. 
 
 
 
Parabéns pra você homem, que é acusado diariamente de ser praticamente lúcifer encarnado em corpo masculino, mas não abandona sua hombridade.

Feliz dia do homem!

Realmente, não tem mais com que se preocupar!!!CartaCapital quer que militares deixem de prestar continência à Bandeira

  Felipe Lomboni 

Hoje(14jul) a CartaCapital nos brindou com mais uma de suas ótimas matérias. O motivo da birra? A continência que os atletas militares prestaram na recepção das medalhas de ouro. Incrível. A esquerda brasileira não sente orgulho de seus atletas. Ou melhor: sente apenas quando eles deixem de competir, começam a falar do que não sabem, e manifestam alguma opinião superficial que apoie a politicagem esquerdista, como foi o caso da nadadora Joanna Maranhão.


Sou da opinião que atleta, ator ou dono de barbearia não deve ter o mesmo direito de falar sobre assuntos dos quais não têm o mínimo conhecimento. A política deve ser deixada para aqueles que estudaram o suficiente para entender a complexidade do convívio social. Os atletas devem brigar por medalhas, nada mais. O que passar disso é necessidade de parecer politizado apenas por ser uma pessoa pública.  Adiante.


Rodrigo Borges, "blogueiro especialista em esporte", que eu vou chamar adequadamente de palpiteiro, diz que a atitude dos atletas militares em prestar continência à Bandeira Nacional é uma saudação ideológica, que deveria ser proibida pelo Comitê Olímpico Internacional. Por ser um palpiteiro disfarçado de especialista em esporte, ele provavelmente não sabe que todo militar de todas as Forças Armadas que se tem notícia são obrigados por regulamento a prestarem continência no ato de hasteamento da Bandeira.



Também não deve saber que o uniforme esportivo dos militares é considerado como farda, portanto não prestar a continência naquele momento configura-se como transgressão disciplinar. Não sabe, ou faz de maneira eficiente seu trabalho de desinformante. Carta Capital? Ora, surpreso eu ficaria se nenhuma falsa informação viesse de lá.



Pra tentar dar um ar de coerência no seu texto, ele cita o caso dos Panteras Negras, que foram punidos por fazerem a famosa saudação nos Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, . Acontece que a continência à Bandeira não é um símbolo que expresse ideais políticos, mas tão somente a demonstração de respeito pelo Símbolo Nacional. O militar é obrigado a prestar continência ao seu superior hierárquico sempre que o vê, demonstrando respeito pela hierarquia e obediência às ordens.



O mesmo no caso da Bandeira, símbolo do país que todo militar jura defender com a própria vida.


Pra terminar, ele diz que se a nadadora não pode manifestar apoio ou repúdio a algum tipo de ideia política, os militares devem ser obrigados a desrespeitarem seus regulamentos - que preveem a continência à Bandeira - porque "ao bater continência, fazem parecer que o Brasil é um Estado militar"(sic). 


Os militares diariamente prestam continência à Bandeira, prestaram durante os hasteamentos da Copa do Mundo e em todas os eventos em que autoridades civis estavam presentes, mas foi só neste fim de semana, ao receberem medalhas de ouro representando o Brasil, que fizeram o país parecer um Estado Militar.


Errou em considerar que a continência foi uma manifestação ideológica quando era nada menos que o cumprimento do Estatuto dos Militares; errou em comparar a atitude de Joanna Maranhão com o respeito devido à Bandeira; errou por achar que continência é saudação de Pantera Negra; por fim, errou em dizer "bater continência". O certo, caro Rodrigo, é "prestar continência" - está em todos os manuais militares, e você provavelmente perderia menos de cinco minutos pesquisando para escrever o certo. E é jornalista....

 Realmente, não tem mais com que se preocupar!!!

A esquerda está de birra com os militares que ganharam ouro porque eles não são cubanos, nem chineses ou russos. Ver um militar brasileiro que leva ouro e respeita seu país incomoda tanto os preocupadinhos com o progresso que textos devem ser escritos - e mal escritos.

 Comentário:


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Realmente, não tem mais com que se preocupar!!!

Anonimo

Essa explicação do PT (a diferença entre pedofilia e abuso sexual de crianças) eu não entendi.Mas sinto que estão querendo me enrolar.

PT usa Humaniza Redes para relativizar a pedofilia 

 
18:54 Eric Balbinus

Duas postagens da página Humaniza Redes do Governo Federal, causaram indignação e revolta entre os usuários das redes sociais nesta semana. Nas duas publicações, o governo usa uma didática desonesta e um linguajar politicamente correto para promover a pedofilia. Segundo as afirmações ali veiculadas, "é preciso diferenciar abuso sexual de pedofilia, pois nem sempre os dois estão relacionados". 
Vamos explicar melhor. Segundo a lógica torpe do Humaniza Redes, pedofilia é apenas uma condição clínica do indivíduo que tem distúrbios na personalidade que o leva a enxergar a criança como um ser maduro para o sexo e relacionamento afetivo. Por outro lado, nem todos os molestadores de menores de idade seriam pedofilos, uma vez que nem todos foram devidamente diagnosticados com a doença. A malandragem dessa afirmação se dá exatamente porque partindo de tal princípio, será fácil para qualquer ideólogo absolver um abusador de menores com a justificativa de que "se trata apenas de uma condição, que o sujeito não quer fazer mal à criança com sua prática". Já circula na Internet o termo "portador de pedofilia".
É bom que se diga: todo esse absurdo é financiado com o dinheiro público. O PT e suas hostes engendraram o Humaniza Redes no bojo das manifestações de Março, com o intuito de censurar o debate político com o pretexto de "combater o discurso de ódio". Na ocasião, todos sabíamos das pretensões totalitárias do partido, mas erramos ao subestimar a camarilha vermelha achando que tudo se restringia ao debate político. O PT não é apenas um partido com plano criminoso de poder, como disse o ministro Celso de Mello durante o julgamento do Mensalão.
O PT e seus aliados tem um plano psicopata de poder, e isso passa necessariamente por retirar a nossa dignidade, algo já descrito por Hannah Arendt na ação nazista. Querem nos tirar qualquer traço de esperança, para nos transformarem em escravos, como já foi feito com os judeus no III Reich ou com os norte-coreanos.  Observem o esquema: eles roubam nosso dinheiro, compram aliados e aparelham o Estado. Quando denunciados, alegam que tiraram milhões da pobreza, que só os inimigos dos fazem oposição. 
Ainda no poder, maquiam a economia, saqueiam a Nação e cometem estelionato eleitoral. Ao serem denunciados publicamente, acionam mecanismos de censura contra o povo com o próprio dinheiro do contribuinte.  De quebra, usam este mesmo dispositivo para promover todo tipo de agenda que vá transformar em escravos sem dignidade, como sempre nos alertou Luciano Ayan. 
Sim, só mesmo os piores psicopatas irão desejar que pedófilos não sejam presos e que menores que praticam crimes hediondos permaneçam aterrorizando a população. E é essa mais uma das finalidades do Humaniza Redes. A página é usada para promover racismo reverso, feminismo radical, e agora se coloca também na luta contra s redução da maioridade penal e da criminalização da pedofilia. 
Antes que se diga que o blogueiro está exagerando, vamos apresentar um fato inquestionável: que governo antes do Partido dos Trabalhadores se esforçou tanto para erotizar e iniciar sexualmente as crianças e adolescentes no Brasil? Houve o Kit Gay do então ministro da Educação Fernando Haddad, depois veio a vacina do HPV em meninas a partir dos 11 anos de idade, além dos recentes livros do MEC incentivando práticas sexuais. E um dos mais bizarros: no ano passado, adolescentes de São Paulo organizaram um "rolezinho do sexo" em um parque público da cidade, com o intuito de praticarem atos sexuais e consumirem drogas. 
E o que fez a prefeitura administrada por Fernando Haddad?  Acionou a Guarda Municipal ou o Conselho Tutelar? Não. Na contramão da ética e da responsabilidade, mobilizaram agentes de saúde para distribuírem seringas e preservativos para os jovens.

Verdade seja dita, Olavo de Carvalho, aquele que é chamado de fascista iletrado por Marco Antonio Villa, sempre alertou sobre essa demanda da agenda da esquerda.



Muitos não acreditaram. Na Europa e nos Estados Unidos, já existem associações civis que reivindicam o direito de adultos se relacionarem sexualmente e afetivamente com crianças. Aqui no Brasil, o presidente do Grupo Gay da Bahia Luiz Mott já declarou várias vezes sua predileção por garotos na puberdade. Agora há um esforço do governo petista para relativizar a barbárie da pedofilia. 

Já passa da hora da sociedade se levantar contra esses atos. É preciso ainda estar atento para quando a esquerda fala em "debater com seriedade". Isso significa fazer concessões à agenda política dessa seita de psicopatas. Acrescentando mais um elemento à frase de Thomas Jefferson, o preço da liberdade e da dignidade humana, é a eterna vigilância.



O PT quer relativizar a pedofilia e a Zoofilia tb.Rs..... 

Anonimo

Vale a pena ler de novo:Artigo escrito por Roberto Campos em 1997 apontava o quanto nossa estrutura fiscal e nossas estatais eram propícias à transferência de renda de todos os cidadãos para uma meia dúzia de escolhidos políticos

A nova classe: a burguesia do Estado

Artigo escrito por Roberto Campos em 1997 apontava o quanto nossa estrutura fiscal e nossas estatais eram propícias à transferência de renda de todos os cidadãos para uma meia dúzia de escolhidos políticos. E Roberto Campos nem poderia imaginar que, sob o PT, toda esta engenharia seria usada sem vergonha alguma para comprar políticos e partidos em nome da manutenção do poder.

A nova classe: a burguesia do Estado

Roberto Campos, 15/6/97


“A Petrossauro nasceu como uma agressão à lógica econômica, pois monopolizamos o risco; tornou-se um insulto ao contribuinte, pelo mesquinho retorno dos investimentos do Tesouro.”
Do “Diário de um Diplomata”

O Brasil descobriu uma nova forma de capitalismo. É o “capitalismo de transferência”. Uma forma de capitalismo selvagem em que o Tesouro e seus contribuintes são explorados por uma nova classe – a burguesia do Estado.
Lentamente, não mais que lentamente, a população começa a perceber que as chamadas “empresas públicas” já foram privatizadas em favor do funcionalismo. O Tesouro entra como investidor passivo, que não defende o patrimônio do povo. Um estudo do BNDES, que inclui 14 das estatais mais rentáveis, ilustra esse “capitalismo de transferência”.

Se desagregarmos desse grupo as quatro pérolas da coroa, supostamente estratégicas e rentáveis – CVRD, Eletrossauro, Petrossauro e Telessauro -, verificaremos que o dinheiro dos contribuintes nelas aplicado rende anualmente um décimo da caderneta de poupança!

Se os dinossauros estatais não têm capacidade de remunerar minimamente os investimentos do Tesouro, como explicar que seus fundos de pensão sejam grandes capitalistas, compradores de empresas nos leilões de privatização?

A explicação está nessa peculiar invenção brasileira – o “capitalismo de transferência”. As empresas não trabalham para seu principal acionista, o Tesouro. Trabalham para seus funcionários – a burguesia estatal.
No ano passado, o governo injetou R$ 8 bilhões para evitar a falência do Banco do Brasil, enquanto o patrimônio da Previ passava de R$ 14 bilhões para R$ 18 bilhões!

O último balanço da Petrossauro, de 1996, revela a dimensão do “escândalo” (para usar o jargão das CPIs do Congresso). O lucro líquido consolidado foi de R$ 664,3 milhões. O dividendo do Tesouro será de R$ 97,9 milhões, pagos em três prestações. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido do Tesouro foi de 0,8%.

A empresa, aliás, nunca foi fanática no pagamento de dividendos. Os relativos ao exercício de 1995 só foram pagos em fevereiro de 1997, sob ameaça de inscrição na dívida ativa…

O tratamento espoliativo dado pela Petrossauro ao capital público contrasta singularmente com o tratamento dado aos acionistas pelas grandes empresas mundiais de petróleo que não gozam de monopólio e pagam taxas de exploração e Imposto de Renda (que o dinossauro só começou a pagar em 1986), além de royalties dois ou três vezes mais altos.

Em 1996, os dividendos recebidos pelos acionistas sobre o patrimônio foram de 8% (nos casos da Amoco, Mobil, Shell e Texaco), 9% (nos casos da Chevron e Esso) e 10% (no caso da Atlantic) – rentabilidade entre oito e dez vezes superior à do Tesouro. Mesmo a YPF argentina, recentemente privatizada com grande sucesso, pagou aos acionistas 5% sobre o patrimônio líquido em 1995 e 4% em 1996, ou seja, cerca de cinco vezes os dividendos petrossaurinos!

O magro retorno do Tesouro não é devido apenas à voraz apropriação de recursos pela burguesia do Estado, mas à baixa produtividade.

Medido em termos de barril/dia por empregado, o índice da Petrosauro é 21, o da Petroleos Venezuelanos, 42, e o da Aramco, no Oriente Médio, 146.
Poder-se-ia arguir que a geologia nesses países é mais favorável. Mas, mesmo tomando o conjunto das operações de produção, refino e distribuição, verifica-se que, no caso das grandes multinacionais – Shell, Mobil, Exxon, BP e Texaco -, a receita por funcionário variou, no ano de 1995, entre US$ 1,493 milhão na Shell e US$ 1,086 milhão na Texaco, baixando para US$ 904 mil na YPF argentina, hoje assaz eficiente. Esse índice, no caso da Petrossauro, foi de US$ 568 mil!

Se o Tesouro, que representa mais de 160 milhões de pessoas, é maltratado, o mesmo não acontece com os 43,5 mil funcionários da empresa. Enquanto o Tesouro receberá dividendos de R$ 97,9 milhões, as contribuições à Petros montarão a R$ 539 milhões, ou seja, quase seis vezes mais!

Esquisitamente, essa contribuição assistencial é imputada “ao custeio das atividades industriais de pesquisa, prospecção, perfuração e outras”, atividades certamente estranhas a um fundo previdenciário.

Apesar da generosidade das contribuições, estima-se que a Petros tenha uma enorme insuficiência de cobertura – oriunda de aposentadorias precoces e de benefícios muito superiores ao dos funcionários da administração direta -, brecha que terá de ser coberta em sua maior parte pela patrocinadora.
O governo FHC, agora empenhado em sanear o setor público, pensar estar abrindo um armário com esqueletos. Descobrirá, nas estatais, um cemitério!


Argumentam os “estatólatras” que, conquanto não receba dividendos, o Tesouro lucrará com a valorização patrimonial das estatais. Mas esse é precisamente o melhor argumento em favor das privatizações. Carente de recursos e rolando a sua dívida a cerca de 16% ao ano, enquanto recebe dividendos inferiores a 1% ao ano, a coisa minimamente racional para o Tesouro é realizar o valor patrimonial pela privatização, empregando os recursos no cancelamento da dívida interna.


FHC exagerou nos erros. Quer proibir por lei a privatização da empresa, amarrando a mão de futuros governantes; quer privar os acionistas privados do direito de conversão de suas ações preferenciais em ordinárias, caso não recebam dividendos em três anos consecutivos. E outorgou ilegalmente à Petrossauro a concessão do gasoduto Brasil-Bolívia, sem licitação, como se o monopólio não tivesse sido abolido pela emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de 95.

Essa ilegalidade é tão mais irritante quanto a Petrossauro efetivamente sabotou o projeto do gasoduto por mais de 30 anos e, mesmo agora, complica sua execução, ao procurar estendê-lo de São Paulo a Porto Alegre, quando se sabe que gaúchos e paranaenses preferem importar gás diretamente da Argentina, sem intermediação da estatal.

A falta de visão estratégica do dinossauro em matéria de gás natural é ilustrada pelo fato de que ele até hoje representa apenas 2% de nossa matriz energética!

Os benefícios da privatização podem ser surpreendentemente rápidos, como demonstra o caso argentino.

Um dos sofrimentos do governo Alfonsín eram os “apagóns” da eletricidade em Buenos Aires. Privatizada a eletricidade no governo Menem, a Argentina passará a vender energia ao Brasil. A YPF apenas precariamente atendia o abastecimento interno. Privatizada, tornou-se grande exportadora de petróleo para o Brasil.

Conquanto o modelo adotado de duopólio regional seja discutível, a telefonia argentina, anteriormente primitiva em relação à Telebrás, avançou celeremente após a privatização. Hoje, tem índices melhores que os nossos, sob qualquer aspecto: universalização dos serviços, grau de digitalização, custo e facilidade de acesso e confiabilidade das ligações. As tarifas subiram, mas a tarifa mais alta é aquela do telefone brasileiro inexistente ou das ligações inconfiáveis.

A lentidão de nossas reformas, assim como das privatizações, afeta negativamente a credibilidade externa do país.

Apesar de nossa maior potencialidade em termos de mercado e recursos naturais, temos um “investment rating” no mercado internacional inferior ao do Chile e da Argentina.

Infelizmente, os financiadores e investidores externos não se impressionam com a mitologia do ufanismo caboclo. Nem entendem a displicência do Tesouro face ao “capitalismo de transferência”…

Vale a pena ler de novo:" há sessenta anos os nossos escritores e artistas produzem uma cultura de idealização da malandragem, do vício e do crime. Como isto poderia deixar de contribuir, ao menos a longo prazo, para criar uma atmosfera favorável à propagação do banditismo? "

Bandidos & Letrados

“Bandidos & Letrados” foi publicado no Jornal do Brasil em 26 de dezembro de 1994. Pouco mais de 20 anos se passaram e o texto continua essencial para o entendimento da criminalidade brasileira. Os últimos casos absurdos de menores estuprando uma menina no banheiro da escola e de menores esfaqueando pessoas no Rio de Janeiro nos fazem pensar sobre o abismo em que o Brasil se encontra.

Bandidos & Letrados
Amigos sugerem-me que escreva alguma coisa sobre o caso do banqueiro-cineasta Moreira Salles, que se notabilizou menos como diretor de filmes do que como protetor do traficante Marcinho VP. Seria bom escrever, sim. Na verdade, já escrevi. Escrevi com cinco anos de antecedência, e o fiz não por ser dotado de especiais virtudes proféticas, mas por viver num país acachapantemente previsível.


Sim, onde as pessoas não pensam, elas agem por reflexos condicionados, e com um pouquinho de observação o mais sonso aprendiz de Pavlov já fica sabendo tudo o que vão pensar, dizer, fazer e padecer até o último dia de suas vidas, se é que isso é vida. “Bandidos & Letrados” foi publicado no Jornal do Brasil em 26 de dezembro de 1994 (depois reproduzido em O Imbecil Coletivo, Rio, Faculdade da Cidade Editora, 1997).


O sr. Moreira Salles e Marcinho VP já estavam lá, sem os seus nomes, é certo, mas descritos com todos os detalhes da programação cibernética que molda os seus destinos padronizados. Na verdade, nunca me senti tão pouco profeta como ao constatar agora, pela milésima vez, que Aquilo Del Nisso. Aquilo sempre dá nisso.


É um miserável e repetitivo samsara. Terei de escrever, agora, sobre aonde vai dar a gestão do sr. Luís Eduardo Soares no cargo de guru policial, sobre aonde vai dar o seu plano de armar os habitantes dos morros (alegadamente para que “se policiem a si mesmos”) após ter desarmado os habitantes do resto da cidade? Ora! Vou exercitar meus dons proféticos onde pelo menos haja alguma surpresa. O Brasil não precisa de profetas. Precisa apenas de cidadãos capazes de admitir o peso do óbvio antes de ser esmagados por ele. Leiam e verão. –O. de C.


Entre as causas do banditismo carioca, há uma que todo o mundo conhece mas que jamais é mencionada, porque se tornou tabu: há sessenta anos os nossos escritores e artistas produzem uma cultura de idealização da malandragem, do vício e do crime. Como isto poderia deixar de contribuir, ao menos a longo prazo, para criar uma atmosfera favorável à propagação do banditismo?




De Capitães da Areia até a novela Guerra sem Fim, passando pelas obras de Amando Fontes, Marques Rebelo, João Antônio, Lêdo Ivo, pelo teatro de Nelson Rodrigues e Chico Buarque, pelos filmes de Roberto Farias, Nelson Pereira dos Santos, Carlos Diegues, Rogério Sganzerla e não-sei-mais-quantos, a palavra-de-ordem é uma só, repetida em coro de geração em geração: ladrões e assassinos são essencialmente bons ou pelo menos neutros, a polícia e as classes superiores a que ela serve são essencialmente más (1).


Não conheço um único bom livro brasileiro no qual a polícia tenha razão, no qual se exaltem as virtudes da classe média ordeira e pacata, no qual ladrões e assassinos sejam apresentados como homens piores do que os outros, sob qualquer aspecto que seja. Mesmo um artista superior como Graciliano Ramos não fugiu ao lugar-comum: Luís da Silva, emAngústia, o mais patológico e feio dos criminosos da nossa literatura, acaba sendo mais simpático do que sua vítima, o gordo, satisfeito e rico Julião Tavares — culpado do crime de ser gordo, satisfeito e rico. 



Na perspectiva de Graciliano, o único erro de Luís da Silva é seu isolamento, é agir por conta própria num acesso impotente de desespero pequeno-burguês: se ele tivesse enforcado todos os burgueses em vez de um só, seria um herói. O homicídio, em si, é justo: mau foi cometê-lo em pequena escala.


Humanizar a imagem do delinqüente, deformar, caricaturar até os limites do grotesco e da animalidade o cidadão de classe média e alta, ou mesmo o homem pobre quando religioso e cumpridor dos seus deveres — que neste caso aparece como conformista desprezível e virtual traidor da classe —, eis o mandamento que uma parcela significativa dos nossos artistas tem seguido fielmente, e a que um exército de sociólogos, psicólogos e cientistas políticos dá discretamente, na retaguarda, um simulacro de respaldo “científico”.


À luz da “ética” daí resultante, não existe mal no mundo senão a “moral conservadora”. Que é um assalto, um estupro, um homicídio, perto da maldade satânica que se oculta no coração de um pai de família que, educando seus filhos no respeito à lei e à ordem, ajuda a manter o status quo? O banditismo é em suma, nessa cultura, ou o reflexo passivo e inocente de uma sociedade injusta, ou a expressão ativa de uma revolta popular fundamentalmente justa. 



 Pouco importa que o homicídio e o assalto sejam atos intencionais, que a manutenção da ordem injusta não esteja nem de longe nos cálculos do pai de família e só resulte como somatória indesejada de milhões de ações e omissões automatizadas da massa anônima. A conexão universalmente admitida entre intenção e culpa está revogada entre nós por um atavismo marxista erigido em lei: pelo critério “ético” da nossa intelectualidade, um homem é menos culpado pelos seus atos pessoais que pelos da classe a que pertence (2). 


Isso falseia toda a escala de valores no julgamento dos crimes. Quando um habitante da favela comete um crime de morte, deve ser tratado com clemência, porque pertence à classe dos inocentes. Quando um diretor de empresa sonega impostos, deve ser punido com rigor, porque pertence à classe culpada. Os mesmos que pedem cadeia para deputados corruptos fazem campanha pela libertação do chefe do Comando Vermelho. Os mesmos que sempre se opuseram vigorosamente à pena de morte para autores de homicídios citam como exemplar a lei chinesa que manda fuzilar os corruptos, e repreendem o deputado Amaral Netto, um apologista da pena de morte para os assassinos, por ser contrário à mesma penalidade para os crimes de “colarinho branco”. 


O Congresso, ocupado em castigar vulgares estelionatários de gabinete, mostra uma soberana indiferença ante o banditismo armado. Assim nossa opinião pública passa por uma reeducação, que terminará por persuadi-la de que desviar dinheiro do Estado é mais grave do que atentar contra a vida humana — princípio que, consagrado no Código Penal soviético, punia o homicídio com dez anos de cadeia, e com pena de morte os crimes contra a administração: dize-me quem imitas e eu te direi quem és (3).
Se levada mais fundo ainda, essa “revolução cultural” acabará por perverter todo o senso moral da população, instaurando a crença de que o dever de ser bom e justo incumbe primeira e essencialmente à sociedade, e só secundariamente aos indivíduos. 


Muitos intelectuais brasileiros tomam como um dogma infalível esse preceito monstruoso, que resulta em abolir todos os deveres da consciência moral individual até o dia em que seja finalmente instaurada sobre a Terra a “sociedade justa” — um ideal que, se não fosse utópico e fantasista em si, seria ao menos inviabilizado pela prática do mesmo preceito, tornando os homens cada vez mais injustos e maus quanto mais apostassem na futura sociedade justa e boa (4). 




Um dos maiores pensadores éticos do nosso século, o teólogo protestante Reinhold Niebuhr, mostrou que, ao longo da História, o padrão moral das sociedades — e principalmente dos Estados — foi sempre muito inferior ao dos indivíduos concretos. Uma sociedade, qualquer sociedade, pode permitir-se atos que num indivíduo seriam considerados imorais ou criminosos. Por isto mesmo, a essência do esforço moral, segundo Niebuhr, consiste em tentar ser justo numa sociedade injusta (5). 


Nossos intelectuais inverteram essa fórmula, dissolvendo todo o senso de responsabilidade pessoal na poção mágica da “responsabilidade social”. Alguns consideram mesmo que isto é muito cristão, esquecendo que Cristo, se pensasse como eles, adiaria a cura dos leprosos, a multiplicação dos pães e o sacrifício do Calvário para depois do advento da “sociedade justa”.


É absolutamente impossível que a disseminação de tantas idéias falsas não crie uma atmosfera propícia a fomentar o banditismo e a legitimar a omissão das autoridades. O governante eleito por um partido de esquerda, por exemplo, não tem como deixar de ficar paralisado por uma dupla lealdade, de um lado à ordem pública que professou defender, de outro à causa da revolução com a qual seu coração se comprometeu desde a juventude, e para a qual a desordem é uma condição imprescindível. 



A omissão quase cúmplice de um Brizola ou de um Nilo Batista — homens que não têm vocação para tomar parte ativa na produção cultural, mas que têm instrução bastante para não escapar da influência da cultura produzida — não é senão o reflexo de um conjunto de valores, ou contravalores, que a nossa classe letrada consagrou como leis, e que vêm moldando as cabeças dos brasileiros há muitas décadas. 




 Se o apoio a medidas de força contra o crime vem sempre das camadas mais baixas, não é só porque são elas as primeiras vítimas dos criminosos, mas porque elas estão fora do raio de influência da cultura letrada. Da classe média para cima, a aquisição de cultura superior é identificada com a adesão aos preconceitos consagrados da intelligentzia nacional, entre os quais o ódio à polícia e a simpatia pelo banditismo.




Seria plausível supor que esses preconceitos surgiram como reação à ditadura militar. Mas, na verdade, são anteriores. A imagem do crime na nossa cultura compõe-se em última análise de um conjunto de cacoetes e lugares-comuns cuja origem primeira está na instrução transmitida pelo Cominternem 24 de abril de 1933 ao Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro, para que procurasse assumir a liderança de quadrilhas de bandidos, imprimindo um caráter de “luta de classes” ao seu conflito com a lei (6).




A instrução foi atendida com presteza pela intelectualidade comunista, que produziu para esse propósito uma infinidade de livros, artigos, teses e discursos. Os escritores comunistas não eram muitos, mas eram os mais ativos: tomando de assalto os órgãos de representação dos intelectuais e artistas (7), elevaram sua voz acima de todas as outras e, logo, suas idéias prevaleceram ao ponto de ocupar todo o espaço mental do público letrado. 



Hoje vemos como foi profunda a marca deixada pela propaganda comunista na consciência dos nossos intelectuais: nenhum deles abre a boca sobre o problema da criminalidade carioca, que não seja para repetir os velhos lugares-comuns sobre a miséria, sobre os ricos malvados, e para lançar na “elite” a culpa por todos os assaltos, homicídios e estupros cometidos pelos habitantes das favelas.



Ninguém ousa por em dúvida a veracidade das premissas em que se assentam tais raciocínios — o que prova o quanto elas fizeram a cabeça da nossa intelectualidade, o quanto esta, sem mesmo saber a origem de suas idéias, continua repetindo e obedecendo, por mero automatismo, por mera preguiça mental, os chavões que o Comintern mandou espalhar na década de 30.



De nada adianta a experiência universal ensinar-nos que a conexão entre miséria e criminalidade é tênue e incerta; que há milhares de causas para o crime, que mesmo a prosperidade de um wellfare State não elimina; que entre essas causas está a anomia, a ausência de regras morais explícitas e comuns a toda a sociedade; que uma cultura de “subversão de todos os valores” e a glamurização do banditismo pela elite letrada ajudam a remover os últimos escrúpulos que ainda detêm milhares de jovens prestes a saltar no abismo da criminalidade. 



Contrariando as lições da História, da ciência e do bom senso, nossos intelectuais continuam presos à lenda que faz do criminoso o cobrador de uma dívida social. Alguns crêem mesmo nela, com uma espécie de masoquismo patético, resíduo de uma sentimentalidade doentia inoculada pelo discurso comunista nas almas frágeis dos “burgueses progressistas”: o escritor Antônio Callado, vendo sua casa arrombada, levados seus quadros preciosos, repetia para si, entre inerme e atônito, a sentença de Proudhon: “A propriedade é um roubo”. 


Deveria recitar, isto sim, o poema de Heine, em que um homem que dorme é atormentado em sonhos por uma figura que, ameaçando-o com uma arma, lhe diz: “Eu sou a ação dos teus pensamentos” (8).



Infelizmente, os pensamentos dos intelectuais não voltam só contra seus autores os seus efeitos materiais. Erigida em crença comum, a lenda do “Cobrador” — título de um conto aliás memorável de Rubem Fonseca — produz devastadoras conseqüências reais sobre toda a população. 



Ela transforma o delinqüente, de acusado, em acusador. Seguro de si, fortalecido em sua auto-estima pelas lisonjas da intelligentzia, o assassino então já não aponta contra nós apenas o cano de uma arma, mas o dedo da justiça; de uma estranha justiça, que lança sobre a vítima as culpas pelos erros de uma entidade abstrata — “o sistema”, “a sociedade injusta” —, ao mesmo tempo que isenta o criminoso de quase toda a responsabilidade por seus atos pessoais. Perseguida de um lado pelas gangues de bandidos, acuada de outro pelo discurso dos letrados, a população cai no mais abjeto desfibramento moral e já não ousa expressar sua revolta. 



Qual uma mulher estuprada, envergonha-se de seus sofrimento e absorve em si as culpas de seu agressor. Ela pode ainda exigir providências da autoridade, mas o faz numa voz débil e sem convicção — e cerca seu pedido de tantas precauções, que a autoridade, após ouvi-la, mais temerá agir do que omitir-se. Afinal, é menos arriscado politicamente desagradar uma multidão de vítimas que gemem em segredo do que um punhado de intelectuais que vociferam em público.



Os intelectuais, neste país, são os primeiros a denunciar a imoralidade, os primeiros a subir ao palanque para discursar em nome da “ética”. Mas a ética consiste basicamente em cada um responsabilizar-se por seus próprios atos. E nunca vi um intelectual brasileiro, muito menos um de esquerda, fazer um exame de consciência e perguntar-se: “Será que nós tambémnão temos colaborado para a tragédia carioca?”
Não, nenhum deles sente a menor dor na consciência ao ver que sessenta anos de apologia literária do crime de repente se materializaram nas ruas, que as imagens adquiriram vida, que as palavras viraram atos, que os personagens saltaram do palco para a realidade e estão roubando, matando, estuprando com a boa consciência de serem “heróis populares”, de estarem “lutando contra a injustiça” com as técnicas de combate que aprenderam na Ilha Grande. 



Os intelectuais literalmente não sentem ter colaborado em nada para esse resultado. Não o sentem, porque décadas de falsa consciência alimentada pela retórica marxista os imunizaram contra quaisquer protestos da consciência moral. Eles possuem a arte dialética de sufocar a voz interior mediante argumentos de oportunidade histórica. Ademais, detestam o sentimento de culpa — que supõem ter sido inventado pela Igreja Católica para manter as massas sob rédea curta. 




Não desejando, portanto, assumir suas próprias culpas, exorcizam-nas projetando-as sobre os outros, e tornam-se, por uma sintomatologia histérica bem conhecida, acusadores públicos, porta-vozes de um moralismo ressentido e vingativo. Imbuídos da convicção dogmática de que a culpa é sempre dos outros, eles estão puros de coração e prontos para o cumprimento do dever. Qual dever? O único que conhecem, aquele que constitui, no seu entender, a missão precípua do intelectual: denunciar. 



Denunciar os outros, naturalmente. E aquele que denuncia, estando, por isto mesmo, ao lado das “forças progressistas”, fica automaticamente isento de prestar satisfações à “moral abstrata” da burguesia, a qual, sem nada compreender da dialética histórica, continua a proclamar que há atos intrinsecamente maus, independentemente das condições sociais e políticas: “moral hipócrita”, ante a qual —pfui! — o intelectual franze o nariz com a infinita superioridade de quem conhece a teleologia da história e já superou — ou melhor, aufhebt jetzt — na dialética do devir o falso conflito entre o bem e o mal…


Mas a colaboração desses senhores dialéticos para o crescimento da criminalidade no Rio foi bem mais longe do que a simples preparação psicológica por meio da literatura, do teatro e do cinema: foram exemplares da sua espécie que, no presídio da Ilha Grande, ensinaram aos futuros chefes do Comando Vermelho a estratégia e as táticas de guerrilha que o transformaram numa organização paramilitar, capaz de representar ameaça para a segurança nacional. 



Pouco importa que, ao fazerem isso, os militantes presos tivessem em vista a futura integração dos bandidos na estratégia revolucionária, ou que, agindo às tontas, simplesmente desejassem uma vingança suicida contra a ditadura que os derrotara: o que importa é que, ensinando guerrilha aos bandidos, agiram de maneira coerente com os ensinamentos de Marcuse e Hobsbawn — então muito influentes nas nossas esquerdas —, os quais, até mesmo contrariando o velho Marx, exaltavam o potencial revolucionário do Lumpenproletariat.




Nenhum desses servidores da História sente o menor remorso, a menor perturbação da consciência, ao ver que suas lições foram aprendidas, que suas teorias viraram prática, que sua ciência da revolução armou o braço que hoje aterroriza com assaltos e homicídios a população carioca. Não: eles nada fizeram senão acelerar a dialética histórica — e não existe mal senão em opor-se à História. 




Com a consciência mais limpa deste mundo, eles continuam a culpar os outros: o capitalismo, a política econômica do governo, a polícia, e a verberar como “reacionários” e “fascistas” os cidadãos, ricos e pobres, que querem ver os assassinos e traficantes na cadeia.



Mas os intelectuais da esquerda não se limitaram a criar o pano de fundo cultural propício e a elevar pelos ensinamentos técnicos o nível de periculosidade do banditismo; eles deram um passo além, e colheram os frutos políticos do longo namoro com a delinqüência: o apoio dos bicheiros — o que é o mesmo que dizer: dos traficantes — foi a principal base de sustentação popular sobre a qual se ergueu no Rio o império do brizolismo, a ala mais tradicional e populista da esquerda brasileira.



Sob a égide do brizolismo, as relações entre intelectualidade esquerdista e banditismo transformaram-se num descaradoaffaire amoroso, com a ABI dando respaldo à promoção do livro Um contra Mil, em que o quadrilheiro William Lima da Silva, o “Professor”, líder do Comando Vermelho, faz a apologia do crime como reação legítima contra a “sociedade injusta”.



Um pouco mais tarde, quando a criminalidade organizada já estava bem crescida a ponto de requerer uma intervenção do governo federal, o que se verificou foi que a esquerda não se limitara a colaborar com os bandidos, mas se ocupara também de debilitar seus perseguidores; que a CUT e o PT, infiltrando-se na Polícia Federal, haviam tornado esta organização mais ameaçadora para o governo federal do que para traficantes e quadrilheiros (9).



E finalmente, quando o governo federal, vencendo resistências prodigiosas, finalmente se decide a agir e incumbe o Exército de dirigir a repressão ao banditismo no Rio, a intelectualidade de esquerda, como não poderia deixar de ser, inicia uma campanha surda de desmoralização do comando militar das operações, seja com advertências alarmistas quanto à possibilidade de “abusos” contra os moradores das favelas, seja com toda sorte de gracejos e especulações sobre as fragilidades da estratégia adotada, seja com argumentações pseudocientíficas sobre a inconveniência do remédio adotado, dando a entender que os riscos de uma intervenção militar são infinitamente maiores que o da anarquia sangrenta instalada no Rio. 




Tudo isto prepara o terreno para uma investida maior, em que entidades autonomeadas representantes da “sociedade civil” — as mesmas que promoveram a elevação dos chefes do Comando Vermelho ao estatuto de “lideranças populares” — se unirão para pedir a retirada das Forças Armadas e a devolução dos morros a seus eternos governantes, lá entronizados pelas graças da deusa História (10).



Resumindo, pela ordem cronológica: a esquerda, primeiro, criou uma atmosfera de idealização do banditismo; segundo, ensinou aos criminosos as técnicas e a estratégia da guerrilha urbana; terceiro, defendeu abertamente o poder das quadrilhas, propondo sua legitimação como “lideranças populares”; quarto, enfraqueceu a Polícia Federal como órgão repressivo, fortalecendo-a, ao mesmo tempo, como instrumento de agitação; quinto, procurou boicotar psicologicamente a operação repressiva montada pelas Forças Armadas, tentando atrair para ela a antipatia popular. 




Não é humanamente concebível que tudo isso seja apenas uma sucessão de coincidências fortuitas. Se a continuidade perfeitamente lógica das iniciativas da esquerda em favor do banditismo não reflete a unidade de uma estratégia consciente, ela expressa ao menos a unanimidade de um estado de espírito, a fortíssima coesão de um nó de preconceitos contra a ordem pública e a favor da delinqüência. 



Para a nossa esquerda, decididamente, assassinos, ladrões, traficantes e estupradores estão alinhados com as “forças progressistas” e destinados a ser redimidos pela História pela sua colaboração à causa do socialismo. Quanto a seus perseguidores, identificam-se claramente com as “forças reacionárias” e irão direto para a lata de lixo da História. No que diz respeito às vítimas, enfim, pode-se lamentá-las, mas, como dizia tio Vladimir, quê fazer? 



Não se pode fritar uma omelette sem quebrar os ovos…



Para completar, é mais que sabido que artistas e intelectuais são um dos mais ricos mercados consumidores de tóxicos e que não desejam perder seus fornecedores: quando defendem a descriminalização dos tóxicos, advogam em causa própria. Mas eles não são apenas consumidores: são propagandistas. 




Quem tem um pouco de memória há de lembrar que neste país a moda das drogas, na década de 60, não começou nas classes baixas, mas nas universidades, nos grupos de teatro, nos círculos de psicólogos, rodeada do prestígio de um vício elegante e iluminador. Foi graças a esse embelezamento artificial empreendido pela intelligentzia que o consumo de drogas deixou de ser um hábito restrito a pequenos círculos de delinqüentes para se alastrar como metástases de um câncer por toda a sociedade: Si monumentum requires, circumspicii.



É de espantar que nessas condições o banditismo crescesse como cresceu? É de espantar que, enquanto a população maciçamente clama por uma intervenção da autoridade e aplaude agora a chegada dos fuzileiros aos morros, a intelectualidade procure depreciar a atuação do Exército e não se preocupe senão com a salvaguarda dos direitos civis dos eventuais suspeitos a serem detidos, como se a eliminação do banditismo armado não valesse o risco de alguns abusos esporádicos?



O que seria de espantar é que os estudos pretensamente científicos sobre as causas do banditismo jamais assinalem entre elas a cumplicidade dos intelectuais, como se os fatores econômicos agissem por si e como se a produção cultural não exercesse sobre a ordem ou desordem social a menor influência, mesmo quando essa cumplicidade passa das palavras à ação e se torna um respaldo político ostensivo para a ação dos quadrilheiros. Seria de espantar, digo, se não se soubesse quem são os autores de tais estudos e as entidades que os financiam.



Há décadas nossa intelligentzia vive de ficções que alimentam seus ódios e rancores e a impedem de enxergar a realidade. Ao mesmo tempo, ela queixa-se de seu isolamento e sonha com a utopia de um amplo auditório popular. Mas é a incultura do nosso povo que o protege da contaminação da burrice intelectualizada. “Incultura” é um modo de falar: será incultura, de fato, privar-se de consumir falsos valores e slogansmentirosos? 



Não: mas quando houver neste país uma intelectualidade à altura de sua missão, ela será ouvida e compreendida. Por enquanto, se queremos ver o nosso Rio livre do flagelo do banditismo, a primeira coisa a fazer é não dar ouvidos àqueles que, por terem colaborado ativamente para a disseminação desse mal, por mostrarem em seguida uma total incapacidade de arrepender-se de seu erro, e finalmente por terem o descaramento de ainda pretender posar de conselheiros e salvadores, perderam qualquer vestígio de autoridade e puseram à mostra a sua lamentável feiúra moral.



OLAVO DE CARVALHO


Texto disponível no site do professor Olavo de Carvalho, que contém todas as notas.

Parabens Débora!!!Conheça Débora Queiroz, garota de família humilde da Bahia que passou em 5 cursos superiores nos EUA

16 de julho de 2015

Debora USA
A seguir, trechos do depoimento de Débora Queiroz:
“Eu tinha oito anos quando entendi que, para realizar meu sonho de conhecer os Estados Unidos, precisava aprender inglês. Fazer um curso estava fora de cogitação – morávamos de aluguel num bairro pobre de Salvador (é assim até hoje) e o salário de servidor público de papai tinha que sustentar ele, mamãe, eu e meu irmão (…) Comecei, então, a estudar o idioma sozinha. Eu tinha um dicionário bilíngue e passava tardes inteiras lendo as traduções. Depois, alugava filmes, assistia em português e depois em inglês. Também passei a ouvir bandas gringas. Quando dei por mim, estava bem à frente dos meus colegas. Havia me tornado praticamente fluente!…“
Débora é uma vencedora por seus próprios méritos e merece aplauso. Que sua história sirva de exemplo!


Mas nem tudo são flores: os estudos nos EUA são caros e ela precisa financiar esta etapa. Para tanto, abriu uma campanha online e a divulgamos aqui.


Abaixo, o vídeo da campanha:


16 de julho de 2015

Anotem a data para não esquecerem.


Orla do Lago Paranoá: desocupação sempre polêmica.Moradores receiam a falta de segurança decorrente da abertura ao público.

Após decisão de desobstruir área, há cobrança de contrapartida do governo

daniel.cardozo@jornaldebrasilia.com.br


Mais uma vez, a Justiça decidiu a favor da desobstrução da orla.



Com isso, cresce a expectativa pela possível derrubada das grades que impedem a população de chegar ao Lago Paranoá.


Os moradores das 450 casas afetadas continuam contrários e exigem do governo que sejam concedidas as garantias de segurança e o plano de ação para a fiscalização. Quem aproveita as águas torce para que o acesso seja estimulado, com direito a infraestrutura adequada.


Conforme publicado ontem no JBr., caiu  liminar que impedia que as construções a menos de 30 metros das margens do lago fossem retiradas. O acordo firmado entre governo e Ministério Público se arrasta por anos em uma guerra de liminares que ocorre desde 2005. Agora, o Tribunal de Justiça do DF  foi contrário à ação movida pela Associação dos Amigos do Lago Paranoá (Alapa).


A entidade argumenta que apenas as intenções de liberar a orla foram demonstradas pelo Poder Executivo e que seria impossível promover as alterações sem que os planos ambiental, de ação e de segurança sejam apresentados. A advogada da Alapa, Estefânia Viveiros, defende que os  moradores precisam saber o que ocorrerá a partir de agora.


“O GDF admitiu, inclusive, que não tem recursos para apresentar esses planos. Não são todas as casas   em situação irregular, e algumas até têm autorização para alguns tipos de construções. Que o governo indique quais são as casas  fora das regras ambientais”, explicou.


Abertura de benfeitorias
Em entrevista ao Jornal de Brasília, a presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, revelou que possíveis benfeitorias construídas fora dos limites podem ser abertas para a comunidade. Na orla, é comum encontrar píeres, quadras de tênis e quiosques construídos a poucos metros da água. Se as intenções do governo forem adiante, qualquer um pode acessar esse tipo de equipamento.


A advogada da Alapa considera “lamentável” esse tipo de ação por acreditar que os moradores sofreriam riscos. “Não vai haver segurança adequada. O problema da violência é crescente no DF. É preciso elaborar um plano para garantir a segurança na orla”, concluiu.


Ainda assim, a Alapa considerou uma vitória que o TJDFT tenha reconhecido a entidade como uma  das interessadas diretas no assunto e deu direito para que a associação participe das discussões.


População curte a ideia
Sem participar da discussão, quem desfruta do lago vê virtudes nas intenções de democratizar a orla. É o caso do educador Junai Gonzaga, que construiu um barco para navegar livremente. Frequentador da prainha do Varjão, ele acredita que a  ideia é boa, mas deve vir acompanhada de políticas públicas.


“Aqui já tem acesso livre, mas falta estrutura como banheiros, por exemplo. Costuma ter muito caco de vidro no chão e ninguém recolhe os sacos nas lixeiras, fora o mato. Se abrirem em outros lugares, devem levar iluminação, segurança e condições para que as pessoas usem, de fato, porque é uma conquista muito importante”, analisou.


Memória
Em março, a Justiça determinou que não haveria impedimentos para que as construções a menos de 30 metros da água fossem retiradas.


Assim, o GDF chegou até a se reunir e notificar mais de 40 proprietários de casas no Lago Norte e no Lago Sul em situação irregular.


A Associação de Amigos do Lago Paranoá (Alapa) conseguiu liminar que impedia a desocupação em abril, mas ela foi cassada depois de três meses.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Comentário

Enquanto público significar sujeira, criminalidade e devastação ambiental tem mais é que proibir a entrada mesmo.Assim que for permitida a entrada do publico a orla do Paranoá vai ficar coberta de lixo, de preservativos usados, de caco de vidro e até de dejetos humanos, quer apostar?

Anonimo

Concordo, acho a decisão do TJDFT acertada. Acusado de atear fogo em índio não pode ingressar na Polícia Civil

Vítima teve 95% do corpo queimado 18 anos atrás


 
A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) negou recurso impetrado por G.N.A.J. contra ato que o excluiu do concurso público para o cargo de agente de polícia por não ter sido recomendado na sindicância de vida pregressa e social.



Ainda  menor de idade, em 1997,  G. cometeu    homicídio doloso quando, junto com outras pessoas, ateou fogo e matou uma pessoa, caso que ficou conhecido como o assassinato do índio Pataxó.


O recurso foi negado por maioria de votos.


O apelante argumentou que já pagou pelo fato que praticou, não sendo lícito continuar a ser punido ad eternum, o que resultaria, na prática, na imposição de uma pena perpétua, vedada no ordenamento constitucional brasileiro. Defende, ainda, que, depois de  decorridos 18 anos da prática do ato infracional e de 15 anos do cumprimento da medida de liberdade assistida, a sua exclusão do concurso é inconstitucional e ilegal.


O relator votou no sentido de que o apelante aceitou as condições do edital, entre elas a possibilidade de ter sua vida pregressa sindicada e sua vida social investigada, o que poderia, até mesmo resultar na possibilidade de ser eliminado do concurso por ter dado causa ou participado “de fato desabonador de sua conduta, incompatibilizando-o com o cargo de agente de polícia da carreira de Polícia Civil do Distrito Federal”, nos exatos termos do item 13.13, letra g, do edital do certame.


Moralidade pública
Ainda de acordo com o entendimento do relator, não se pode ter por presente a ideia de nova punição ao candidato por fato praticado há longo tempo e a respeito do qual o Estado já o sancionou. Não se cuida, portanto, de se tornar perpétua uma punição já imposta e exaurida com o cumprimento de medida socioeducativa. Trata-se, ao invés, de se dar prestígio à moralidade pública, levando em consideração fato trazido à tona em fase regular do concurso público. Não cabe mais recurso no Tribunal de Justiça do DF. (Fonte: TJDFT)


Memória
O índio Galdino Jesus dos Santos  foi queimado vivo por quatro jovens e um menor de classe média no dia 20 de abril de 1997. No momento do crime, a vítima dormia em um ponto de ônibus na Asa Sul. Os acusados alegaram que queriam apenas brincar, pois imaginavam que ele seria um mendigo. Galdino teve 95% do corpo queimado e morreu logo após chegar ao hospital.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Doleiro ataca Cunha e se diz intimidado por CPI da Petrobras


O doleiro Alberto Youssef, peça central da Operação Lava Jato, afirmou nesta quinta-feira, 16, em depoimento à Justiça Federal, em Curitiba, que está sendo intimidado pela CPI da Petrobras e apontou como responsável indireto o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


"Eu venho sofrente intimidação perante as minhas filhas, perante minha esposa, por uma CPI coordenada por alguns políticos e que inclusive o nome de um deles foi mencionado aqui por mim", afirmou Youssef.


Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro - que conduz os processos da Lava Jato - ele atacou Cunha e a CPI. "Eu acho isso um absurdo, eu como réu colaborador quero deixar claro que eu estou sendo intimidado pela CPI da Petrobras por um deputado pau mandado do seu Eduardo Cunha."


Youssef foi o primeiro delator a apontar o nome do presidente da Câmara para beneficiário de propina paga pelo lobista Julio Camargo, como representante de estaleiros asiáticos em contratos na Diretoria de Internacional da Petrobras - área controlada pelo PMDB, segundo a Lava Jato.


Os dois contratos de navios-sonda, para exploração de petróleo, teria envolvido o pagamento de US$ 30 milhões em propina para a Diretoria de Internacional. Segundo o esquema desbaratado pela Lava Jato, parte dos valores da corrupção ficavam com o agentes públicos indicados e operadores de propina, e outra parte iam para os políticos e partidos que davam sustentação ao esquema.


Nesta quinta-feira, pela primeira vez, Camargo confessou que foi pressionado pessoalmente por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas atrasadas, em 2011, das quais US$ 5 milhões eram para o parlamentar.


Réus no mesmo processo sob a guarda do juiz federal Sérgio Moro, Youssef e Moro ligaram Cunha ao pagamento de propina nos contratos de dois navios-sonda fechado em 2006 e 2007, com o ex-diretor de Internacional Nestor Cerveró via Fernando Baiano - ambos ligados ao PMDB.


Youssef afirmou ao ser questionado por seu advogado de defesa afirmu que nunca usou nome de familiares em seus esquemas de lavagem de dinheiro e corrupção. "Nunca na minha vida utilizei nome da minha esposa, ex-esposa, das minhas filhas para que fizesse alguma operação ilítica."


A CPI investiga se Youssef usou familiares para ocultar valores não declarados à Justiça Federal em seu acordo de delação premiada. Nele, o doleiro aceitou devolver aos cofres públicos seu dinheiro ilícito.


O presidente da CPI da Petrobras, deputado federal Hugo Motta (PMDB-PB), negou qualquer intimidação.


"Não existe intimidação, mas sim uma investigação sendo feita com muita responsabilidade pela Câmara dos Deputados", afirmou o presidente da CPI.


"Youssef pelo seu histórico de bandido não tem moral para cobrar nada de ninguém, a CPI está fazendo o seu trabalho investigativo e nada nos tirará o foco."


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Rollemberg vai ao Planalto mostrar a Dilma que situação financeira do DF é grave

"Saímos daqui muito satisfeitos, esperançosos e convictos de que teremos ajuda do Governo Federal para superarmos, juntos, as dificuldades que estamos enfrentando neste momento", destacou o governador 
 


millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br


Demorou duas horas a reunião entre o governador Rodrigo Rollemberg e a presidente Dilma Rousseff,  na tarde de ontem.


O assunto predominante foi a  crise financeira do DF, com  um pedido de socorro ao Governo Federal.


O governador saiu do Palácio do Planalto animado com a sinalização positiva da petista para os problemas do caixa do Distrito Federal. E com a promessa de criação de um grupo de trabalho, formado por membros dos governos Federal e do DF.


Rollemberg classificou a reunião como “extremamente positiva”, já que a presidente petista foi receptiva e colocou a equipe palaciana à disposição para encontrar saídas criativas para a crise financeira do DF. “Saímos daqui muito satisfeitos, esperançosos e convictos de que teremos ajuda do Governo Federal para superarmos, juntos, as dificuldades que estamos enfrentando neste momento”, destacou.


O governador levou  algumas propostas à chefe do executivo: entre elas, o pagamento das diferenças dos valores devidos ao DF, entre as previsões orçamentárias  e as arrecadações, no que se refere ao Fundo Constitucional. Pelas contas do atual governo, o valor passa de R$ 1 bilhão.


Rollemberg  sugeriu também que o DF estabeleça  parcerias com a União, por meio da Terracap, e que o Banco Regional de Brasília (BRB) seja o  agente financeiro de alguns programas, em parceria com bancos públicos oficiais.


 “Aproveitamos também para reivindicar à presidente da República que os empréstimos que estamos solicitando junto ao Ministério da Fazenda, para novos investimentos em Brasília, também possam ser apreciados com carinho”, disse o governador.


Elo
Intermediado pelo deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), o encontro também reuniu os ministros Aloísio Mercadante (Casa Civil)  e Nelson  Barbosa (Planejamento) e o secretário da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio.


Rosso destacou a criação do  grupo de trabalho sugerida pela  presidente como ação concreta da reunião. Ele próprio, a pedido de Dilma, participará da comissão.


Presidente se surpreendeu com números

Dilma desconhecia a realidade das contas do DF, segundo Rogério Rosso. “Fizemos um alinhamento de informações”, resumiu. Rollemberg, pessoalmente, mostrou as contas e o problema do fluxo de caixa. “A presidente mostrou claramente preocupação”, disse Rosso.
 
 
Dilma foi muito direta, segundo o ex-governador. E demonstrou vontade em ajudar. 
 
Precatórios
Outro assunto tratado no encontro foi a sanção do projeto de lei  que permite a utilização dos depósitos judiciais e administrativos para pagamento de precatórios. Rollemberg disse que Dilma pediu a opinião dele sobre o assunto, que se mostrou favorável à sanção.
 
“A presidente disse que está montando uma comissão para analisar o assunto com muito carinho”, disse o governador.  
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


Acusado por lobista da Lava Jato, Cunha anuncia hoje rompimento com governo


A retaliação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao Palácio do Planalto por causa da acusação feita pelo lobista Júlio Camargo de que ele teria cobrado US$ 5 milhões terá seu primeiro capítulo nesta sexta-feira, 17. Desafeto da presidente Dilma Rousseff, o peemedebista oficializará o rompimento com o governo.

Na quinta-feira, 16, após a divulgação da delação de Camargo, Cunha encontrou-se com o vice-presidente da República, Michel Temer, comandante do PMDB, para tratar do assunto. O rompimento foi revelado pelo site da revista Época na noite de quinta. Cunha confirma a informação.


O movimento já era esperado por aliados e opositores do presidente da Câmara. Um deputado do DEM avalia que o governo terá neste segundo semestre o seu pior momento, pois Dilma será o principal alvo de Cunha.


Para o parlamentar, o peemedebista não mais evitará a abertura de processo de impeachment contra a petista. Para um peemedebista, Cunha teria mesmo que deixar de ser "camaleão", ora governista, ora oposicionista, para assumir de fato seu papel de adversário da presidente Dilma Rousseff.


Dentro do PMDB, Eduardo Cunha é a principal voz favorável ao rompimento com o PT. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 14 de junho, ele já defendia o desembarque de seu partido do governo e o fim da aliança entre as duas legendas já a partir das eleições municipais do ano que vem.


Na quarta-feira, 15, ao lado de Temer, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), Cunha voltou a defender de maneira enfática que o PMDB tenha candidato próprio em 2018. Foi seguido pelos correligionários.


Na quinta-feira, 16, em café da manhã com jornalistas, o presidente da Câmara fez novos ataques ao PT: "Não aguentamos mais não disputarmos a eleição e ficarmos perto do PT. Ninguém aguenta mais aliança com o PT"; "Estamos doidos para pular fora (do governo)"; "Um partido que não quero na aliança com o PMDB é o PT".


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasilia