quarta-feira, 13 de maio de 2015

Deus, Propriedade e Liberdade: a ideologia do neoconservadorismo brasileiro ( Neo conservadorismo? Se data da epoca das capitanias não pode ser "neo"!!)

Rogério Jordão

Umas das principais novidades políticas em 2015 foi o surgimento com força de uma nova agenda conservadora no Brasil. Sua principal e assumida expressão é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deputado do PMDB e evangélico com forte ênfase no campo da moral. Durante sua campanha para deputado no Rio de Janeiro, em 2014, publicou seguidos anúncios em jornais contra o aborto e a favor da família.


Mas para além de Cunha, o que poderia significar esta nova agenda que vai se consolidando em torno a questões como redução da maioridade penal, estatuto da família (núcleo de pai e mãe), revisão do estatuto do desarmamento e mudanças na demarcação de terras indígenas (de agrado dos ruralistas)?  Temas de interesse, afinal, das chamadas BBBs – bancadas da Bala (segurança pública), Boi (Ruralistas) e Bíblia (evangélicas), que atuando em sintonia na Câmara vêm demonstrando e ainda demonstrarão sua força nos próximos meses e anos.


Tive a oportunidade de morar 6 meses nos Estados Unidos e lá percebi a importância vital de Deus (ou dos valores cristãos) para a narrativa da nação. O discurso político americano – o imaginário do país – ecoa muito a Bíblia. A interpretação do que é certo ou errado, a partir das escrituras, está muito presente, mesmo quando o Novo Testamento não é diretamente citado nos discursos ou textos políticos. Quando invadiu o Iraque, não custa lembrar, Bush filho falou em “cruzada”.


Sem a pedra angular de Deus – e também da Propriedade e da Liberdade (valores que se sancionam reciprocamente) – não haveria a América. Creio que no Brasil esboça-se algo parecido.


No caso brasileiro, a agenda das BBBs articula, cada vez mais, um discurso ideológico. Passa pela propriedade (os ruralistas), pela liberdade (ter uma arma para defender a sua propriedade e suas prerrogativas individuais, por exemplo) e por Deus (que no caso de certos grupos de interesse ganha feição moralista). Embora não uníssonos e em certos pontos divergentes, os discursos entrecruzados dessa nova maioria na Câmara vão criando um caldo de cultura, vão delineando uma agenda.


Mas há diferenças entre lá e cá. Se nos EUA, por exemplo, a propriedade é mitificada como fruto do esforço individual, ao mesmo tempo em que sancionada por Deus e garantidora da Liberdade, no Brasil, com seu largo passado escravocrata, a propriedade é fruto da herança. Fruto dos cartórios. Das sesmarias. Das capitanias. Muita gente no Congresso é dona de meio Estado, meio município, terra a perder de vista – como isso foi possível?


Esse tipo de detalhe distancia o conservadorismo brasileiro do americano. Nos permite ser, quem sabe, cópias imperfeitas ou paródias. Para onde vai o neoconservadorismo tupiniquim? O quanto realmente tem de força?

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Gráfica da campanha de Dilma pode ser investigada

13 de maio de 2015


O Ministro Gilmar Mendes pediu mais detalhes sobre a milionária gráfica


Gráfica-fantasmaA gráfica VTPB, sobre a qual o site “O Antagonista” jogou luz há duas semanas, deve ser investigada. É o que diz Gilmar Mendes, conforme reportagem publicada hoje no jornal O Globo:
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou ofício para a Procuradoria Geral da República (PGR), a Procuradoria Geral Eleitoral, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para que tomem “as providências pertinentes” sobre possíveis indícios de irregularidades nos gastos da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Estão sob suspeita os gastos com a empresa VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior LTDA. Gilmar Mendes é o relator das contas da campanha de Dilma.


“Tendo em vista a revelação pela imprensa de fatos a indicar possíveis irregularidades referentes à empresa VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior LTDA (…) relacionada entre os gastos declarados na prestação de contas da candidata eleita à Presidência da República no pleito de 2014 e respectivo partido e comitê financeiro (…) encaminho a Vossa Excelência tabela com as referidas despesas, para as providências pertinentes”, diz trecho do ofício, de 7 de maio.

Relembre aqui a história da banca de jornal que virou gráfica em ano eleitoral e faturou mais de R$ 20 milhões com campanhas petistas.

E ainda diz ser "amiga do povo".Rs....Dilma distribui cargos para a base aliada aprovar corte nos direitos trabalhistas das viúvas e pensionistas.



( O Globo) Às custas da exposição dos votos dos deputados, o governo conseguiu garantir que seja apreciada na Câmara nesta quarta-feira, sem obstruções, a Medida Provisória (MP) 664, que torna mais rígidas as regras para concessão de pensão e auxílio-doença. O acordo foi feito em reunião com líderes, comandada por Eduardo Cunha, na tarde de terça-feira. Em troca, os deputados da oposição exigiram que todas as votações sobre a medida, inclusive dos destaques, seja nominal, o que obriga cada parlamentar a revelar seu voto.


A intenção é deixar os deputados da base, especialmente o PT, expostos na votação, já que as centrais sindicais estarão presentes protestando contra a medida. Para o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), eventuais mudanças de posição em relação à primeira medida do ajuste, apreciada na semana passada, serão reveladoras das negociações por cargos com o governo:



— Queremos o registro das digitais de todos os deputados da base nessa votação, principalmente do PT. Vamos mostrar o engodo que foi a campanha da Dilma, quando ela disse que não iria retirar direitos dos trabalhadores. E vamos ter certeza que os beneficiados com cargos estarão nesse universo. A mudança de voto dos partidos da base só se justifica se tiver algum tipo de negociação que nós não sabemos.



A MP 664, a segunda do ajuste fiscal, será votada hoje, mas os destaques devem ficar para o dia seguinte. Ontem, o governo conseguiu aprovar o texto-base da MP 663, que aumenta em R$ 50 bilhões o limite de recursos repassados pela União ao BNDES. Até o fechamento desta edição, a Câmara estava votando destaques ao texto. Para garantir a aprovação do ajuste fiscal, o governo intensificou ontem a distribuição de cargos em troca de apoio às medidas e apelou aos parlamentares da base para que votem com o mínimo de alterações em relação ao texto aprovado na comissão especial.


Nos cálculos para minimizar perdas durante as negociações, o Palácio do Planalto quer evitar, a todo custo, na MP 664, qualquer mudança nas regras sobre o fator previdenciário. O relator da medida na comissão mista, Carlos Zarattini (PT-SP), no entanto, acredita que a mudança só não será votada em duas hipóteses: caso o PTB, agraciado com os cargos do segundo e terceiro escalão, desista de apresentar o destaque; ou se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidir que a matéria é estranha à MP e considerar prejudicado o destaque.


— A única forma de evitar a votação desse destaque é se o PTB não apresentá-lo ou se o presidente da Câmara disser que é matéria estranha. Mas, acho que isso não vai acontecer— afirma Zarattini.


Desde cedo, o núcleo de articulação política se reuniu com deputados e dirigentes da base aliada, sacramentando a entrega até mesmo de postos que inicialmente seriam definidos somente pela presidente Dilma Rousseff, como era o caso do setor elétrico. O secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que chegou a ter seu nome aprovado para assumir a Eletrosul, não assumirá o cargo.


Temer sacramentou a ida de Djalma Berger, irmão do senador Dário Berger (PMDB-SC) para o posto. Zimmermann deverá ser remanejado para a presidência da Eletronuclear ou da Eletrobras. O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, compartilhará com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o comando da Companhia de Docas do Rio, um dos cargos mais cobiçados pelos aliados por envolver a operação do porto.


O PP, que garantiu anteontem a presidência da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba), recebeu a promessa de ficar também com a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) se se enquadrar e entregar a maioria dos seus votos ao governo. O PTB, além da manutenção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), garantiu as direções da Casa da Moeda, a Susepe (Superintendência do Sistema Penitenciário), e uma vice-presidência do Banco do Brasil, cujo indicado é o ex-deputado Wilson Santiago.


GOVERNO AINDA ESTÁ INSEGURO
Apesar da distribuição intensificada de cargos, o governo segue preocupado com a votação. Hoje pela manhã, representantes da área econômica do governo devem repassar a Temer e líderes dos partidos da base os cálculos do impacto que os dois pontos que travaram as negociações da MP 664 terão nos cofres públicos. O governo teme que as mudanças que os deputados querem fazer nas propostas do Executivo criem um prejuízo maior do que a economia que deseja fazer.


Em visita ao Rio, a presidente Dilma Rousseff disse que a base do governo “não é criança para precisar ser disciplinada”. Na semana passada, no entanto, nem todos partidos aliados votaram em peso pela aprovação da primeira medida provisória que compõe o pacote de ajustes fiscais do governo. 

Tráfico de animais silvestres: Maldade de estimação


Vandré Fonseca - 12/05/1511022008-laerzio-papagaio

Manaus, AM - Iguanas cegas, que tiveram o olho perfurado por crianças na rua. Macacos-aranha com problemas ósseos ou macacos-pregos alcoólatras e agressivos. E até uma jiboia com a mandíbula quebrada, para evitar mordidas. Mantido pela prefeitura, o Centro de Triagem de Animais Silvestres, no Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, na periferia de Manaus, é onde terminam várias dessas infelizes histórias de tráfico de animais silvestres.


O periquitão-maracanã sobreviveu, contra as estatísticas, mas chegou ao centro com distrofia óssea. Patas e pés tortos impedem que ele consiga se empoleirar. É o que costuma acontecer com animais dessa espécie, quando tirados da natureza e condenados à estimação. Resultado da falta de cálcio na alimentação.
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 Vinte e tres cacatuas e um papagaio foram encontrados amontoados dentro de garrafas plásticas de água a bordo de um navio na Indonésia.


"Na natureza, esses animais têm uma alimentação com frutos, folhas e outros itens, que têm vitaminas específicas", conta Laérzio Chiesorin Júnior, médico-veterinário do Cetas Sauim-Castanheiras. "Presos, não escolhem o que comer e recebem alimentação humana, fraca nos nutrientes exigidos por estes animais, principalmente se estão em fase de crescimento".


Ainda em Manaus, o Cetas Ibama também recebe vítimas como estas. A analista ambiental Natália Lima lembra de um macaco caiarara que chegou com deformações na coluna. Estava curvado para a direita, provavelmente devido a movimentos giratórios repetidos, devido ao confinamento em uma gaiola pequena. Conta também a história de Sansão, uma suçuarana (onça-parda) criada em jaula, cuja alimentação baseada em peixes a deixou com as pernas curtas. Hoje, Sansão vive no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) do Exército.


Apesar das cicatrizes, animais resgatados são privilegiados. A maioria dos bichos tirados da natureza pelo tráfico morrem pelo caminho, na captura ou durante o transporte. No início dos anos 2000, estimativa divulgada pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) mostrava que para cada animal silvestre que chegava a um dono, nove tinham sido mortos.

É fácil entender as causas desta mortandade. Basta verificar como esses animais são transportados. Na semana passada, na Indonésia, noticiou-se a apreensão de um carregamento de cacatuas-de-crista-amarela enfiadas dentro de garrafas de água mineral. Para esconder os animais, traficantes não enxergam limites, mesmo que o resultado seja a perda da carga. Isto ocorre tanto no exterior quanto no Brasil.

"Infelizmente não é uma situação rara de acontecer", afirma Dener Giovanini, coordenador-geral da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). Ele cita o exemplo de macacos enfiados dentro de garrafas térmicas, cujos revestimentos de vidro foram retirados, para acomodar o tamanho dos bichos. "Esses animais são transportados de maneira cruel, passam até 3 ou 4 dias, do Norte ou Nordeste para o Sudeste, sem água ou alimentação", diz Giovanini.

Para ele, a legislação brasileira é branda quando se trata de tráfico de animais. E embora a sociedade esteja mais consciente, a estrutura para fiscalização continua deficiente. Em busca de alternativas, a Renctas está lançando por meio do site Kickante uma campanha para tentar captar R$150 mil. Se sair, o dinheiro financiará um relatório sobre a gestão e uso sustentável da fauna silvestre brasileira.


"O tráfico de animais é considerado crime de menor potencial ofensivo", diz Giovanini. "Se condenada, a pessoa não vai presa, no máximo é obrigada a pagar cesta básica". Só em alguns casos, quando se trata de tráfico internacional, as autoridades conseguem enquadrar o responsável em outros crimes. Enquanto isso, o tráfico continua condenando animais ao cativeiro, a maus-tratos e, na maioria das vezes, à morte.

O macaco caiarara deformado pelos movimentos contidos dentro de uma gaiola pequena (clique para ampliar)
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O esgotamento do modelo petista.Reportagem da BBC.

12 de maio de 2015

"Capitalismo de Estado" levou o país à crise atual e precisa ser substituído por outro modelo de desenvolvimento


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Uma extensa reportagem publicada pela BBC Brasil retrata o estado atual da economia brasileira após 12 anos do modelo petista:
O sistema econômico capitalista “à brasileira” teria o Estado como forte protagonista. O governo controlaria ou procuraria influenciar empresas em setores-chave – como eletricidade e petróleo.

Além disso, levaria adiante uma política de investimentos indiretos em determinadas companhias privadas – das quais o Estado se tornaria acionista minoritário.
(…)

O “capitalismo de Estado” parecia estar em “ascensão” no mundo.

Desde então, houve uma reviravolta no cenário econômico global e no Brasil em particular. A economia brasileira estancou e a Petrobras mergulhou na pior crise de sua história, na esteira do caso de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.
O modelo de “capitalismo de Estado”, que teria avançado sob os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, passou a ser fortemente questionado. Em um primeiro momento, por opositores. Logo, por integrantes do próprio governo.
Leiam a reportagem completa no site da BBC Brasil.

O capitalismo de Estado 'à brasileira' fracassou?

  • 12 maio 2015


Brasil desenvolveu um modelo econômico capitalista onde o Estado controla ou participa em empresas de vários setores

Alguns especialistas defendem que, assim como o Brasil criou seu próprio 'estilo' no futebol, desde o início dos anos 2000 tentou forjar um modelo de capitalismo próprio, que até poucos anos atrás parecia ser bem-sucedido.

O sistema econômico capitalista "à brasileira" teria o Estado como forte protagonista. O governo controlaria ou procuraria influenciar empresas em setores-chave – como eletricidade e petróleo.
Além disso, levaria adiante uma política de investimentos indiretos em determinadas companhias privadas - das quais o Estado se tornaria acionista minoritário.

Em 2012, ao analisar este fenômeno, a revista britânica The Economist classificou o Brasil como um exemplo do modelo que classificou como "capitalismo de Estado", que também seria predominante em países como China e Rússia.

Leia mais: Por que a desaceleração da China importa para o mundo

Na ocasião, a revista chamou atenção para o fato de as estatais representarem 38% do valor de mercado das empresas brasileiras e concluiu que, assim como Brasil, China e Rússia cresciam em um ritmo mais acelerado que os países desenvolvidos. O "capitalismo de Estado" parecia estar em "ascensão" no mundo.

Desde então, houve uma reviravolta no cenário econômico global e no Brasil em particular. A economia brasileira estancou e a Petrobras mergulhou na pior crise de sua história, na esteira do caso de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.

O modelo de "capitalismo de Estado", que teria avançado sob os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, passou a ser fortemente questionado. Em um primeiro momento, por opositores. Logo, por integrantes do próprio governo.

"O capitalismo de Estado não funciona muito bem em uma democracia", disse o ministro da Fazenda Joaquim Levy em março, diante de uma plateia de empresários em São Paulo.
Isso quer dizer que esse capitalismo 'à brasileira' fracassou?

'Campeões nacionais'

Para alguns especialistas, o "capitalismo de Estado" brasileiro teria começado a se delinear nos anos 1990, paradoxalmente, quando o país e a região viviam uma onda de privatizações.
Até então, o Estado detinha o controle direto de muitas empresas. Após as privatizações, trocou sua participação majoritária em algumas companhias por uma presença minoritária em várias outras.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os fundos estatais de pensão passaram a investir pesado em empresas de diversos setores, desde mineração até produção de alimentos.

Dilma Rousseff nomeou um ministro ortodoxo para a Fazenda e tomou medidas de austeridade fiscal para conter a crise
Além disso, o BNDES estimulou e financiou fusões em áreas como telecomunicações e produção de celulose, em uma política que visaria criar o que alguns chamam de "campeões nacionais" e que teria se acentuado no governo Lula.

Leia mais: Orçamento apertado: inflação impulsiona 'atacarejos'

"O primeiro excesso foi no uso do capital estatal para (o financiamento de) várias empresas, muitas das quais foram selecionadas por critérios pouco claros ou não precisavam desses recursos", diz Sergio Lazzarini, economista do Insper e coautor de um livro sobre o capitalismo de Estado.
Para Lazzarini, esse processo se acentuou a partir do governo Dilma, em 2011, quando empresas com controle majoritário estatal passaram a intervir ativamente no mercado, por meio do controle de preços ou negociação de contratos.
"Deslocamos o 'pêndulo' em direção à intervenção estatal quando poderíamos ter buscado uma atuação mais equilibrada, privilegiando um pouco mais o capital privado e deixando o capital estatal mais seletivo", opina Lazzarini.

Fator Petrobras

Para muitos, a Petrobras teria se tornado um dos símbolos desse "capitalismo de Estado" brasileiro na última década.



Petrobras era 'a menina dos olhos' do modelo capitalista brasileiro, mas afunda em crise após a Lava Jato
A petroleira estatal foi obrigada por lei a participar com ao menos 30% dos projetos do pré-sal.
Além disso, buscando gerar empregos, estabeleceram-se porcentagens de produtos brasileiros que ela teria de adquirir - como barcos ou sondas de perfuração.

Dilma parece ainda defender essas regras, argumentando que o que está em jogo é quem vai ficar com a maioria das riquezas petrolíferas do país.

Mas, em seu próprio governo, já estão surgindo opiniões diferentes.

Leia mais: 'Pela primeira vez no Brasil, temos gente rica assustada'
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, por exemplo, disse no mês passado que iria "revisar ou debater" a exigência de que a Petrobras tenha um mínimo de 30% dos consórcios para explorar o pré-sal.

E segundo o jornal Valor Econômico, que cita uma fonte do governo, essa mudança também seria apoiada por Levy e pelo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.

Para muitos, o tamanho da dívida da Petrobras, estimada em US$ 135 bilhões, criaria incertezas sobre a capacidade financeira da empresa de arcar com os investimentos necessários para garantir esses 30%.
No balanço auditado de 2014 figuram perdas líquidas de US$ 7,2 bilhões, dos quais US$ 2 bilhões estão vinculados diretamente ao caso de corrupção investigado pela Lava Jato.

Mudança ideológica?

Alguns acreditam que essa crise estaria afetando a confiança geral em empresas onde o Estado brasileiro tem participações majoritárias ou minoritárias.

"O capitalismo de Estado se mostrou falido nas empresas de economia mista", disse à BBC Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

"O governo usou a Petrobras e a Eletrobras para fazer o que queria, sem respeitar os acionistas (dessas empresas)."

Para ele, a situação se estende de modo "mais sutil" à Vale, já que o governo ainda exerce influência em decisões da empresa por meio de fundos de pensão de estatais e do BNDES, que são seus acionistas.

Leia mais: Com 'empurrão' da classe C, smartphones dominam mais de 90% do mercado no Brasil

Agora, o Brasil parece mais concentrado em atrair investimento privado.

O governo Dilma prepara um novo programa de concessões de obras de infraestrutura que, segundo Levy, terá maior participação de bancos privados e menos do BNDES, que este ano deixou de receber transferências diretas do Tesouro.

No entanto, alguns acreditam que o motor da mudança seria a necessidade de promover um ajuste fiscal para colocar as contas públicas em dia - e não uma mudança ideológica do governo.

"Eu não diria que (o que estamos assistindo) é um fracasso do capitalismo de Estado, mas sim o fruto de uma condução equivocada da política econômica que, nos últimos anos, debilitou as contas públicas", opina Carlos Antonio Luque, professor de Economia da Universidade de São Paulo.

Para Luque, em países como o Brasil, com alta concentração de renda e problemas sociais, há muito apoio para a manutenção de um Estado relativamente forte.

"Tenho a impressão de que, superada esta crise, a presença do Estado continuará sendo importante (na economia brasileira)."

PIB do Brasil pode crescer '7 vezes' com educação para todos, diz OCDE ( Infelizmente no Brasil vigora apenas a corrupção para poucos!)

BBC






Pela primeira vez, avaliação global da OCDE inclui número significativo de países em desenvolvimento na comparação

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgará nos próximos dias um dos mais completos rankings globais de qualidade de educação.


Nele, o Brasil aparece apenas em 60º lugar entre 76 países estudados. No entanto, a organização vê um grande potencial de crescimento econômico no país se este proporcionar educação básica universal para todos os adolescentes de 15 anos.


Em outras palavras, a OCDE estima que um cenário em que todos os adolescentes de 15 anos estejam estudando e alcançando um nível básico de educação pode ajudar o PIB do país a crescer mais de sete vezes nas próximas décadas.


A análise se baseia na pontuação de alunos de 15 anos em testes de matemática e ciências. E configura o mapa mais completo dos padrões de educação em todo o mundo.

Leia mais: Você é mais inteligente que um estudante de 15 anos?

Leia mais: Exame internacional desfaz 7 mitos sobre eficiência da educação

Países asiáticos dominaram as primeiras posições do ranking: no topo da lista está Cingapura, seguida por Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan.

Os resultados do relatório, parcialmente obtidos pela BBC, serão apresentados no Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, na semana que vem.

Educação e crescimento

A OCDE argumenta que melhorar o padrão da educação impulsionará o crescimento econômico dos países. E afirma que o baixo nível da educação em um país pode resultar num "estado permanente de recessão".

"É a primeira vez que podemos ver a qualidade da educação numa escala verdadeiramente global", diz o diretor da OCDE para assuntos educacionais, Andreas Schleicher.

"A ideia é dar aos países, ricos ou pobres, a oportunidade de comparar seu desempenho educacional para descobrir pontos fortes e fracos e ao mesmo tempo ver o benefícios a longo prazo de melhoras na qualidade do ensino."

Schleicher cita como exemplo justamente Cingapura, que nos anos 60 tinha altos índices de analfabetismo.

A referência internacional mais usada para avaliar a educação é justamente o teste Pisa, elaborado também pela OCDE, que até agora focava principalmente nos países industrializados mais ricos.
No entanto, os novos resultados fazem uma análise mais ampla e contemplam uma variedade maior de países – o total de um terço das nações do mundo –, incluindo Irã, África do Sul, Peru, Tailândia e outros.

Leia mais: Educação alavanca IDH nas grandes cidades, mas qualidade é questionada

Os Estados Unidos tiveram um desempenho ruim e aparecem na 28ª posição, atrás, ironicamente, do Vietnã. Mas a OCDE mostrou preocupação especial com o que classifica como declínio da Suécia. Na semana passada, o órgão publicou críticas ao sistema educacional sueco depois de registrar uma queda nos resultados do Pisa entre 2000 e 2012.

Pediu especificamente uma revisão do esquema instituído nos anos 90 que "privatizou" parte da rede pública de ensino.

A conferência na Coreia do Sul está sendo organizada pela ONU, e vai marcar os 15 anos do estabelecimentos da Metas do Milênio para a educação. A mais importante delas, a provisão universal de educação primárias para crianças, ainda não foi atingida.

No Fórum Mundial da Educação, novas metas globais serão estabelecidas para os próximos 15 anos.

“Só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”, diz ex-deputado

13/05/2015
às 0:31


Por Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo, no Estadão:

O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) – condenado no mensalão e preso pela Operação Lava Jato – afirmou à CPI da Petrobrás que foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que colocou Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento. 


Ouvido em Curitiba por parlamentares da CPI, o ex-presidente do PP afirmou que “só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”. “O diretor de Abastecimento da Petrobrás, que se eu não me engano a memória era um tal de Manso, ele se atritou com a diretoria e o presidente Lula convidou o Paulo Roberto Costa para ser diretor de Abastecimento”, afirmou Corrêa, ao comentar a nomeação do delator ao cargo, em 2004. “Isso era a notícia que chegou para mim.”

“O presidente Lula, depois de achar que o Paulo (Roberto Costa) deveria ser diretor de Abastecimento, disse então que ele ficaria na cota de autoridades que poderiam ter a chancela do Partido Progressista”, disse Pedro Corrêa.

“Lula disse isso?”, questionou o deputado Onix Lorenzoni.

“Não disse isso a mim. Mas disse isso ao líder do partido, que era o sr Jose Janene”, respondeu o ex-deputado.

Em suas delações premiadas, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – que operavam o esquema de propina na estatal pelo PP – afirmaram que a indicação do ex-diretor foi do PP. Disseram ainda que foi uma indicação problemática, alvo de muitas negociações. Pedro Corrêa é acusado de receber R$ 5 milhões do esquema de corrupção e propina na Petrobrás, por intermédio do ex-diretor de Abastecimento e do doleiro Alberto Youssef, peças centrais das investigações.

Inicialmente, ele afirmou aos deputados da CPI que usaria o direito de ficar calado, mas acabou respondendo às questões. Negou recebimento de propina de Youssef e contatos com as empreiteiras do cartel – com exceção da Queiroz Galvão. Os deputados da CPI encerraram os depoimentos de 13 alvos da Lava Jato presos em Curitiba – sede da grande investigação. Além de Corrêa, foram ouvidos o ex-deputado Luiz Argolo (SD-BA), que é acusado de ter se associado a Youssef, e André Vargas (ex-PT).
(…)
Por Reinaldo Azevedo

Em sabatina, Fachin responde sobre poligamia, MST e atuação no PR




Nas primeiras horas da sabatina de Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff (PT) ao cargo de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), realizada nesta terça-feira (12), o jurista respondeu a algumas das principais polêmicas nas quais ele se viu envolvido nas últimas semanas. Um dos temas mais recorrentes ao longo da sabatina tem sido a suposta irregularidade cometida pelo jurista ao advogar de forma privada ao mesmo tempo em que atuou como procurador do Estado do Paraná. A sabatina começou com mais de uma hora e meia de atraso.


O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) abriu os questionamentos a Fachin e questionou o jurista sobre o período entre 1990 e 2006, quando ele advogou e atuou como procurador do Estado do Paraná. Fachin voltou a falar que fez consultas à seção paranaense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que o autorizou a advogar desde que não fosse contra o Estado do Paraná. Fachin também disse que uma emenda constitucional de 1999 respaldava a autorização dada pela OAB.  "Para minha consciência, [essas documentações são] uma companhia que acalma a alma em todos esses anos de exercício profissional", afirmou Fachin.


O senador tucano também questionou o jurista sobre a contratação de uma agência de produção de conteúdo para um portal na internet a favor da nomeação de Fachin. O portal foi produzido por uma agência que já prestou serviços ao PT.  Fachin disse que não tinha conhecimento sobre a contratação do site.  "Contei com um profissional da área de comunicação que me auxiliou e em alguns momentos tomou algumas providências para prestar alguns esclarecimentos. Não tive conhecimento da contratação deste site. [sic] Lhe confesso que não tenho a informação de quanto foi pago mas não tenho nenhum problema em assim que a obter divulgar a vossa excelência", disse o jurista.

Poligamia e MST
Ao falar sobre a polêmica em torno da qual ele é apontado como simpatizante da poligamia (prática proibida pela Constituição Federal), Fachin reiterou que, ao contrário do que tem sido dito sobre o assunto, ele é defensor da "estrutura da família".  "Quanto à questão da poligamia ou direito da amante, isso que se disse a partir de trabalho acadêmico, a tese como tive oportunidade de explicitar coloca em questão a distorção que pode levar alguns princípios da família. Mas defendo a estrutura da família com seus princípios fundamentais", afirmou Fachin.

Ao falar sobre sua suposta simpatia a movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Fachin disse que defende manifestações desde que elas ocorram dentro da lei.  "As ações que são realizadas dentro da lei são ações legítimas. Algumas dessas ações, em determinados momentos, não obstante que carregue reivindicações legítimas, desbordam da lei. Mas aí, acabou a espacialidade da política e entra, evidentemente a espacialidade do limite (...) e a lei é, evidentemente, o limite desse tipo de manifestação. E é nisso o que o Estado democrático de Direito confia", afirmou Fachin.

Fachin foi novamente questionado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), da bancada ruralista, sobre seus entendimentos a respeito de questões agrárias e disse que, em casos de invasão de terra, a Constituição deve ser respeitada e que é preciso "pacificar" o campo. "A orientação que o STF tem, e que no meu sentimento, nessa perspectiva, deve ser mantida, é a da constitucionalidade da lei que integra a desapropriação de área invadida. É preciso pacificar essas equações no campo", afirmou. 


Mensalão, partidos e financiamento de campanhas
Ao falar sobre o julgamento do mensalão, em que 24 pessoas foram condenadas (incluindo dirigentes petistas), Fachin disse que não conhece os autos e nem as provas do processo. "Não conheço os autos, e não conheço as provas, mas obviamente tenho comigo a percepção de que nesse momento, o STF, ao julgar como julgou, deu uma resposta à sociedade brasileira", afirmou.


Questionado por Caiado sobre ser "um ponto fora da curva", o jurista disse: "nem ponto, nem curva, eu sigo a lei". A expressão de "ponto fora da curva" foi usada por Luís Roberto Barroso ao passar por sabatina no Senado antes de ser ministro do Supremo. Fachin também foi questionado sobre o financiamento privado de campanha. "Não vou me furtar de dizer com clareza, com todo respeito (...) há certas circunstâncias que o Supremo não deve atravessar a rua", afirmou.  Tramita no STF uma ação movida pela OAB que pede a proibição das doações de empresas privadas para campanhas eleitorais. 



Fachin, se tiver sua nomeação aprovada, não deverá votar sobre a matéria, pois o ex-ministro Joaquim Barbosa, a quem Fachin substituiria, já votou a favor da proibição.
Em resposta a questionamento feito pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o advogado negou que foi ou seja filiado a partido político. "Não tenho inscrição em partido partidário", declarou. "Tenho uma percepção da vida, me considero alinhado com pessoas progressistas. Sou progressista, preservando o Estado, a autodeterminação dos direitos privados", disse.  


A sabatina de Luiz Edson Fachin começou com pelo menos uma hora e meia de atraso devido ao debate entre parlamentares governistas e oposicionistas sobre a forma como as perguntas seriam feitas ao jurista. O presidente em exercício da CCJ, José Pimentel (PT-CE), havia determinado que as perguntas fossem feitas em bloco, mas a oposição conseguiu reverter a decisão e as perguntas passaram a ser feitas de forma individual.

Fonte: Folha de São Paulo

Com a oposição ridícula que temos, daqui a uma semana, o Senado aprovará a indicação de Fachin para ministro do STF




Escrevi, ontem, aqui antes da sabatina de Luiz Fachin na Comissão de Constituição e Justiça do Senado:
“Em breve, o Senado acabará referendando a indicação, podem apostar. Afinal, político tem pavor a se indispor com juízes de tribunais superiores porque quase sempre responde a processos ali.”

A Comissão aprovou a indicação de Fachin para uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF) por 20 votos contra sete.  Na próxima semana, quando o nome for submetido ao voto dos 81 senadores, será avalizado com folga.  Vitória da presidente Dilma Rousseff? Certamente que sim. Mas vitória, acima de tudo, do medo dos senadores de rejeitar um possível ministro.

 
A votação é secreta, embora não seja difícil apurar quem votou como. O senador teme votar contra e o indicado ser aprovado. Como quem votou contra poderá eventualmente pedir ajuda no futuro? É assim que funciona. Não apenas no STF, mas nos tribunais superiores. Quantos políticos processados por corrupção foram condenados até aqui? Pouquíssimos.

O provincianismo também pesa na hora de se aprovar o nome de um ministro.
Por que Álvaro Dias (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), senadores do Paraná, votaram a favor de Fachin? Simples.  Gaúcho de nascimento, Fachin fez carreira no Paraná, Estado dos três senadores. A última vez que o Senado rejeitou indicações para o STF foi no início do século passado durante o governo do general Floriano Peixoto.

O Fachin que se apresentou, ontem, na Comissão de Constituição e Justiça é muito diferente do Fachin que se tornou famoso por defender temas polêmicos.  Um deles: a desapropriação de terras produtivas para efeito de reforma agrária.

Mas e daí? Que importa?  Para os senadores pouco importou. Fachin, o jurista progressista, estava ali para demonstrar que é um jurista conservador. Os senadores, para convencer no papel de juízes rigorosos.

Fonte: Blog do Noblat - Ricardo Noblat


Uma sabatina como nunca houve. Ou: Em quase 13 horas, Fachin cobriu com glacê retórico suas posições radicais.



13/05/2015
às 6:11

Uma sabatina como nunca houve. Ou: Em quase 13 horas, Fachin cobriu com glacê retórico suas posições radicais. Ou: Do hábito de levar a vida de joelhos. Ou ainda: Senado e Fachin tiveram de trabalhar

Algumas vozes da política brasileira insistem em nos empurrar para o desânimo, mas a gente não cede. E não em razão daquela tolice do “sou brasileiro e não desisto nunca”. Fosse só por isso, eu já teria desistido faz tempo. Eu insisto apenas porque acho que estou certo. Ponto. Uns bobalhões vieram perturbar no blog com o placar de 20 a 7 na CCJ em favor de Luiz Edson Fachin, como se fosse inesperado, e apontar o que chamam a “derrota de Reinaldo Azevedo”. Vamos ver.


Em primeiro lugar, é o plenário que aprova a indicação, não a CCJ. E a votação só será no dia 19. Em segundo lugar, eu, pessoalmente, não ganho nem perco nada. Em terceiro lugar, fosse o caso de pesar perdas e ganhos, ganhei e ganhamos. Ganhei porque foi este blog que revelou ao país o que pensa Fachin. Convenham: não fosse a minha iniciativa, o debate nem teria começado. E isso é apenas um fato. E ganhamos como país porque, finalmente, se fez uma sabatina de verdade. Com o perdão da imodéstia: sem esta página, o advogado não teria ficado mais de 11 horas se explicando, numa sessão que durou quase 13, ainda que alguns senadores fizessem questão de ficar de joelhos quando tiravam as mãos do chão. Sugiro que troquem a cadeira por almofadas. Deve facilitar o trabalho da genuflexão.


Uma das razões que explicam ser este um país rico com uma esmagadora maioria de pobres — que Dilma e os petistas chamam “classe média” — é o ódio que se tem à clareza, ao “pão, pão”, “queijo, queijo”. Alguns acham natural que três senadores do Paraná, porque do Paraná, de partidos distintos, se alinhem com um candidato ao Supremo que leva a marca do Estado.


Refiro-me a Alvaro Dias (PSDB), Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), enroscada na operação Lava Jato. Ela ainda aproveitou para louvar a amizade com a desembargadora Rosana Fachin, mulher do candidato ao tribunal. Ali estava o país cordial de “Raízes do Brasil”, em que o privado e o público se estreitam num abraço insano. Ali estava, em suma, o país de “Casa Grande & Senzala”.


Busquem o vídeo ou a transcrição das respostas de Fachin. Ele só conseguiu ser claro em uma questão: o aborto. E, ainda assim, falou contra o procedimento em si. Ocorre que nem os mais fanáticos defensores da descriminação da prática se dizem favoráveis a ela. Advogam é o direito natural que teria a mulher de interromper a gravidez. As palavras têm sentido. E eu me apego a elas.
Fachin reviu o que pensa sobre direito de propriedade? Não! Ele se limitou a evocar a Constituição. 


Afinal, o Inciso II do Artigo 185 deixa claro que a propriedade produtiva é insuscetível de reforma agrária. ELE NÃO RENEGOU O ARTIGO QUE ESCREVEU EM 1986 EM QUE DEFENDE CONFISCO DE TERRAS E EXPROPRIAÇÃO DE ÁREAS PRODUTIVAS. ESCONDEU-SE NA CONSTITUIÇÃO PARA ESCONDER O PRÓPRIO PENSAMENTO.


Com habilidade, lembrou que o Artigo 5º, um das cláusulas pétreas da Carta, garante o direito à propriedade no seu caput. É verdade. Mas o Inciso XXIII do mesmo artigo a condiciona à “função social”. Ora, de um Plano Nacional de Direitos Humanos ao Código de Processo Civil, quantas são as tentativas de, na prática, impedir um juiz de conceder uma liminar de reintegração de posse?


Fui rever boa parte das respostas do candidato sobre direito de família. À diferença do que parece — com seu ar muito pio, acompanhado dos seus, o netinho inclusive —, ele não renegou as suas teorias exóticas sobre o direito de família, mas as relegou à condição de querelas acadêmicas. O teórico das famílias múltiplas e dos direitos de amante se disse, segundo entendi, um monogamista pessoal, mas aberto à diversidade. Fosse por sua iniciativa, o Brasil já teria incorporado em suas leis o conceito de “famílias simultâneas” e de “multiparentalidade”.


Maioridade penal e lei anti-homofobia
Para quem se apega ao sentido das palavras, ficou claro que o doutor é contra a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, chegando a flertar com a possibilidade de que o limite vigente seja uma cláusula pétrea — imutável, pois —, o que só pode ser piada. E se disse, sim, favorável à chamada Lei Anti-Homofobia. Indagado pelo senador Magno Malta (PMDB-ES), deixou claro que, na sua opinião, religiosos só poderiam censurar o comportamento homossexual “na espacialidade de sua fé” — vale dizer: dentro das igrejas. Fora delas, seria, então, “homofobia”…


Crime de responsabilidade
E sobre a possibilidade de a presidente da República ser denunciada ou processada por crime de responsabilidade? Ele disse seguir o que está no Parágrafo 4º do Artigo 86 da Constituição:

“§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.”


Pois é… Um crime de responsabilidade cometido por um presidente no primeiro mandato seria “estranho” à sua função quando ele emenda um segundo? Fachin tergiversou. Tivesse respondido, não teria feito nada demais porque lhe foi cobrado que falasse em tese.


Nunca houve uma sabatina como a desta terça-feira, está claro. Mas não está menos claro que, sob o manto da cordialidade, Fachin ensaiou algumas abjurações para, no fim das contas, referendar o que pensa sobre propriedade e direito da família.


E, por óbvio, restou sem resposta a sua dupla militância no Paraná, como procurador e como advogado, quando isso era proibido por lei e pela Constituição do Estado. A sua explicação, qualquer um sabe disto, chega a ser desastrada.


A maioria do Senado dirá no dia 19 se Fachin conseguiu, com seu glacê retórico, cobrir a substância do seu pensamento, que segue intacta. Vamos ser claros: ele tem todo o direito de tentar passar mel da boca dos senadores. Estes só lambem os beiços se for de sua vontade.
Texto publicado originalmente às 4h02
Por Reinaldo Azevedo

Perdida, Dilma comete sucessão de gafes no Rio.


Dilma "troca as bolas" com frequência cada maior. Não acertou uma, hoje, ao entregar moradias do programa Minha Casa, Minha Vida:

A presidente Dilma Rousseff cometeu alguns tropeços ao discursar durante entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, na zona oeste do Rio, nesta terça-feira, 12. Logo no início do discurso, ela chamou o ministro interino de Esportes, Ricardo Leyser, de "ministro dos Transportes". Ao tentar consertar, disse que tinha "promovido" Leyser e em seguida corrigiu. "Promover? Não, não precisa promover porque o Esporte é muito importante e vamos ter a melhor de todas as Olimpíadas", disse a presidente.
Logo depois, ao citar que muitos beneficiados com a casa nova pagavam entre R$ 300 e R$ 400 de aluguel, a presidente se confundiu. "Muitos pagavam 300 mil a 400 mil (reais). Agora vocês vão pagar prestação muito menor", disse Dilma, provocando burburinho na plateia formada por famílias que foram receber as chaves.
A presidente também trocou o nome do condomínio Vivenda das Gaivotas e chamou o local de Recanto das Gaivotas......
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 2 de maio de 2015

Dilma troca nomes e se confunde em cerimônia

Aparentando estar exausta, Presidente participou de cerimônia do "Minha Casa Minha Vida"


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Foto: Fabio Motta/Estadão


A Presidente Dilma Rousseff, que vem passando pelo período mais turbulento de seus anos à frente do governo federal, se confundiu por diversas vezes hoje em cerimônia pública. Leiam os relatos no site Estadao.com:
A presidente Dilma Rousseff cometeu alguns tropeços ao discursar durante entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, na zona oeste do Rio, nesta terça-feira, 12. Logo no início do discurso, ela chamou o ministro interino de Esportes, Ricardo Leyser, de “ministro dos Transportes”. Ao tentar consertar, disse que tinha “promovido” Leyser e em seguida corrigiu. “Promover? Não, não precisa promover porque o Esporte é muito importante e vamos ter a melhor de todas as Olimpíadas”, disse a presidente.
Logo depois, ao citar que muitos beneficiados com a casa nova pagavam entre R$ 300 e R$ 400 de aluguel, a presidente se confundiu. “Muitos pagavam 300 mil a 400 mil (reais). Agora vocês vão pagar prestação muito menor”, disse Dilma, provocando burburinho na plateia formada por famílias que foram receber as chaves.
 A presidente também trocou o nome do condomínio Vivenda das Gaivotas e chamou o local de Recanto das Gaivotas.
A presidente tem evitado aparições públicas que possam ser antecipadas devido à série de panelaços que têm ocorrido nessas ocasiões.

O Palácio do Planalto publicou no YouTube apenas um trecho do discurso, com vários cortes para retirar as partes confusas:

Este é o jeito petista de governar: Mantega vetou aumento de combustíveis para favorecer Dilma.




A então presidente da Petrobras, Graça Foster, fez apelos ao Conselho de Administração, presidido pelo ministro Guido Mantega, para aumentar a gasolina em pelo menos quatro ocasiões. O ministro sempre negou, prejudicando a Petrobras. Mantega só autorizou o aumento depois da reeleição de Dilma:


Atas e áudios das reuniões do Conselho de Administração da Petrobras em 2014, obtidos pelo GLOBO, revelam que o então presidente do colegiado, Guido Mantega, só recomendou o aumento do preço da gasolina e do óleo diesel imediatamente após a reeleição da presidente Dilma Rousseff. A decisão do ex-ministro da Fazenda ocorreu em reunião de 4 de novembro, que era uma continuação do encontro de 31 de outubro — Dilma foi reeleita em segundo turno em 26 de outubro.

Em pelo menos quatro reuniões que antecederam a disputa eleitoral, Mantega não atendeu aos apelos da então presidente da Petrobras, Graça Foster, pelo fim do represamento dos preços. Ela chegou a falar em "sacrifício" e em "constrangimento" à estatal por conta da iniciativa do governo.

Manter os preços congelados foi a forma artificial encontrada pelo governo Dilma para segurar a inflação, o que contribuiu para o endividamento e os prejuízos da estatal. Em 6 de novembro, dois dias depois do aval de Mantega, a Petrobras divulgou comunicado sobre o reajuste — 3% para a gasolina e 5% para o diesel —, que começou a vigorar no dia seguinte.

Na reunião em que encaminha pelo aumento, Mantega inclusive cita o endividamento da estatal agravado por conta dos preços praticados. "Para que se obtenha melhoria dos indicadores de endividamento e alavancagem, é preciso passar um tempo com preços acima da paridade, a fim de recompor defasagens do passado", disse o ex-ministro, que recomendou o aumento à diretoria executiva "quando considerar conveniente", ainda em 2014. Ele também orientou a diretoria a manter esses preços "acima do preço de paridade no futuro para chegar a um equilíbrio financeiro melhor".

A ata registra que Graça chegou a pedir confirmação sobre a recomendação. O presidente do conselho confirmou. Nas duas reuniões anteriores, em 8 de agosto e 12 de setembro, Graça fez discursos incisivos contra o represamento e afirmou acreditar que o reajuste viria "no teto da banda de preços". A presidente disse não "ter poder" para promover o aumento. Segundo ela, o aumento era "condição básica para a sustentabilidade" da Petrobras em 2015.

"A companhia não pode trocar aumento de produção de óleo pela falta de reajuste de preço do diesel e da gasolina, sendo necessário conjugar produção e preço para continuar investindo", argumentou Graça. Ela só foi atendida depois da disputa presidencial.

O GLOBO questionou a Petrobras sobre o conteúdo dos áudios e atas. "Não comentaremos informações supostamente oriundas de vazamentos ilegais", respondeu. A reportagem também questionou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República a respeito da decisão de represar os preços dos combustíveis, mas não houve retorno. (O Globo).
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Senador tucano ignora militancia de Fachin pelo PT e sai em defesa de sua nomeação no STF


Publicado por em 12 maio, as 19 : 15 PM Print
Senador tucano ignora militancia de Fachin pelo PT e sai em defesa de sua nomeação no STF
Alvaro Dias, senador tucano do Paraná, foi relator da sabatina de Edson Fachin (também paranaense) no Senado Federal, que aconteceu nesta terça (12).

Curiosamente, o senador, na contramão da oposição, da qual faz parte, e ignorando todas as provas de que o jurista indicado por Dilma ao STF tem forte ligação com o PT e milita abertamente pelo partido, tornando seu mandato no STF totalmente vulnerável à parcialidade em benefício do governo petista, decidiu defender sua nomeação e foi além, criticou as tentativas de inviabilizar a nomeação de Fachin.

“Seríamos indignos do apreço popular se, de forma oportunista, nos colocássemos contra (a indicação) apenas para alvejar a Presidência da República”, afirmou o senador.

O senador prosseguiu defendendo o candidato de Dilma ao STF –  “Vossa excelência não é candidato a imperador para mudar o nosso sistema ideológico. Como se o STF fosse refém de ações totalitárias jamais praticadas ou defendidas pelo doutor Fachin”

Alvaro Dias, foi o único senador do PSDB a apoiar a candidatura de Edson Fachin e causou estranheza por parte da oposição, por sua postura firme e incisiva em defesa do jurista Edson Fachin, que subiu ao palco em comício de Dilma em 2010 para manifestar seu apoio e pedir votos para a então candidata Dilma Rousseff à presidência da república, e hoje é candidato apadrinhado por ela ao STF.


Com informações UOL

Ajuste Fiscal sugerido pelo governo fará brasileiro pagar R$ 47 bilhões a mais de tributos este ano


Publicado por em 11 maio, as 14 : 03 PM Print
Ajuste Fiscal sugerido pelo governo fará brasileiro pagar R$ 47 bilhões a mais de tributos este ano
As informações são do IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, que calculou quanto deve pesar no bolso do brasileiro os ajustes fiscais sugeridos pelo governo Dilma, que deve  elevar carga tributária brasileira em 0,8% do PIB deste ano.
Ou seja, se o congresso aprovar o pacote de ajuste fiscal elaborado pelo governo, “viver no Brasil” vai ficar mais caro R$ 47 bilhões este ano.

E a projeção do IBPT é que o adicional de tributos exigidos para melhorar as contas públicas, por baixo, chegue a 100 bilhões de reais de acréscimo até o final do atual governo.

Ou seja, muito mais tributos ainda deve ser onerados e/ou “inventados” pelo governo, para encher o seu “cofrinho” até o ultimo ano de mandato do governo Dilma.

Com informações: Estadão

Ex-presidente do PT em Salvador quer que “coxinhas e anti-petistas” se mandem do Brasil.Rs...Se a gente se for, quem vai sustentar a corja corrupta?Somos nós, os coxinhas, que pagamos as contas!


Ex-presidente do PT em Salvador quer que “coxinhas e anti-petistas” se mandem do Brasil

Publicado por em 12 maio, as 13 : 39 PM 
Ex-presidente do PT em Salvador quer que “coxinhas e anti-petistas” se mandem do Brasil
Edson Valadares, ex-presidente da sigla da estrela solitária em Salvador, demonstrou sua posição radical em um post na rede social facebook em que além de mandar o recado nada cordial para todos os que são contrários ao caminho seguido pelo PT, também elogiou a sigla por ser o “único grande partido a ganhar filiados”.

“Coxinhas e anti-Petistas…podem se mandar para fora do país” escreveu o petista.
pet
Em dia de ira, Também aproveitou para criticar o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) e o deputado José Carlos Aleluia (DEM), este ultimo ele chamou de bandido moralista, pelo fato de ter recebido 120 mil da câmara antes mesmo de ser empossado, para financiar uma operação em seu coração.