quinta-feira, 14 de maio de 2015

A falsa polêmica envolvendo a Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul.

Em geral, quando muitos os meus amigos falam que a evidência empírica pode solucionar certos debates eu fico com um grande ceticismo. De 2008 a 2014, muitos alertaram sobre os sucessivos erros de politica econômica, mas de nada adiantou até chegarmos perto expectativa de perder o grau de investimento. Assim, dada a expectativa de agravamento da crise, a presidente e o PT convidarem Joaquim Levy para ministro da fazenda, que tem a missão de desmontar tudo que a equipe econômica anterior fez nos últimos seis anos.


Várias pessoas no primeiro governo Dilma acreditavam (e ainda acreditam) que o governo com o forte crescimento da divida pública para dar incentivos setoriais levaria a mais crescimento porque o efeito multiplicador do crédito subsidiado e dos gastos do governo ocasionariam expansão do PIB e crescimento da arrecadação que pagaria a conta do maior endividamento.


Mas isso não ocorreu, ou seja, a evidência empírica não corroborou a hipótese daqueles que defendiam o aumento do endividamento público como forma de estimular o crescimento do investimento e do PIB. Apesar disso, muitos ainda acreditam que o problema foi a “crise mundial”, que por algum motivo nos levou a um crescimento zero no ano passado e a uma queda real do PIB este ano, apesar de um crescimento mundial esperado de 3,5% do mundo para 2015.


Não é que agora chega na minha caixa postal uma polêmica idiota de alguns supostos defensores do politicamente correto contra um grupo de pesquisadores da Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul, que publicaram um trabalho sobre mercado de trabalho, um texto acadêmico (clique aqui), no qual os pesquisadores tentam explicar, entre outras coisas, porque os homens no Brasil ganham mais do que as mulheres. Segundo o estudo, os resultados das regressões mostram que:


“Os resultados da decomposição do diferencial de salários entre homens e mulheres observado em 2013 podem ser vistos na Tabela 4, considerando tanto a equação (4) quanto a equação (5). Para fins de análise optou-se, nesse relatório, pelo grupo de referência dos homens, i.e., equação (5). O diferencial das previsões dos logaritmos dos salários é de 0,202, o que pode ser interpretado como um diferencial salarial de 20,2% entre homens e mulheres. Segundo a Tabela 4, dos 20,2% de diferencial, 13,5 pontos percentuais (p.p.) são explicados pelas diferenças nas características individuais, ou seja, aproximadamente dois terços (66,8%) do diferencial salarial se devem às covariadas utilizadas no exercício empírico. Portanto, apenas 6,7 p.p dizem respeito a fatores não observados.”


O que deve ter deixado muita gente (mulheres em especial) irritada é o fato de os pesquisadores terem encontrado que o componente de discriminação existente no mercado de trabalho – diferença de salários entre homens e mulheres não explicados por fatores observáveis- seria de apenas 7% e não 20%!


Algumas pessoas me falaram que, por causa desse estudo e de sua conclusão, um grupo estaria pedindo a cabeça do presidente da FEE, Igor Alexandre Clemente de Morais. É difícil acreditar que com tantos problemas, no Brasil, existam pessoas que agora querem controlar o resultado de estudos econométricos porque não gostam dos resultados. Seria mais fácil essas pessoas tentarem fazer um outro estudo com metodologia respeitável para ver se conseguem refutar o estudo em questão,



É assim que deveria ser um bom debate, ao invés de algumas pessoas ficarem irritadas com o resultado de estudos que não mostram o resultado que João ou Maria gostariam. Pedir punição ou a exoneração de pessoas de uma instituição por causa do resultado de um estudo acadêmico é o melhor exemplo de discriminação, para não usar um adjetivo mais forte que tal atitude mereceria.

Fogo amigo do ex-presidente Lula


Eu não paro de me surpreender com as declarações do ex-presidente Lula. Além do presidente ter causado na terça-feira da semana passada um ruído desnecessário ao irritar o PMDB e dizer que o partido na Câmara estava querendo retirar direitos dos trabalhadores com a aprovação do Projeto de Lei que regulamenta a terceirização, o ex-president Lula falou hoje em evento no ABC que:


“Foi um erro ter feito isso (a mudança no seguro desemprego) por Medida Provisória.  Devia ter chamado o movimento sindical e feito um acordo” – ver aqui.


De fato foi um erro. Mas se um aliado da presidente fala isso, ele está dando uma excelente justificativa para que aliados e oposição votem contra o pacote de ajuste fiscal – MP 664 e MP 665.


O senador Aécio Neves havia criticado exatamente esse ponto em entrevista que deu à revista Veja na edição de 21 de janeiro de 2015:


“Há um equívoco com relação ao instrumento utilizado (Medida Provisória). As medidas deveriam passar por amplo debate na sociedade e no Congresso.”


Há muita gente que acha que o PSDB deveria não apenas votar a favor, mas ainda defender algumas das medidas de austeridade fiscal. Acho cada vez mais difícil e  improvável porque o histórico do PT é demonizar todos os outros que votam a favor ou conta propostas do governo e posar de o “salvador da pátria”, o único partido que  se preocupa com os trabalhadores. Confesso que a postura do PT nas eleições e as falsas promessas foram tantas que deixou fissuras difíceis de consertar.


De uma coisa eu tenho certeza. Acho que a grande maioria das pessoas ainda não se deu conta do tamanho da crise. Depois de quatro meses, a conta mais clara do ajuste fiscal foi uma queda real do investimento público do governo federal de R$ 10 bilhões, queda real de 35%. Se a equipe econômica cortar R$ 30 bilhões do investimento este ano em relação aos R$ 77 bilhões pagos no ano passado, isso significa uma economia de 0,6% do PIB – metade do ajuste fiscal proposto.


Mas essa formula não funciona no próximo ano, pois não será possível cortar novamente o investimento e a meta de primário é ainda maior:  2% do PIB. Assim, no próximo ano, o governo terá um novo problema. E para tonar tudo ainda mais incerto, nos cálculos que fiz hoje a receita primária de abril e do primeiro quadrimestre do ano foram ruins. O governo além de ter arrecadado menos que nos primeiros quatro meses de 2014, arrecadou menos também que no mesmo período de 2013 (o dado oficial pode mostrar um empate com a receita de 2013).



Não vejo como esse governo conseguirá entregar 2% do PIB de primário sem um grande esforço de arrecadação – leia-se aumento de carga tributária. Mas o que fazer em relação ao pacote de ajuste fiscal? Bom, se formos escutar o ex-presidente Lula, os senadores agora têm um bom motivo para rejeitar as MPs 664 e 665 enviadas ao Congresso sem um debate prévio com os trabalhadores como diz o ex-presidente Lula.



Como diria o personagem Gardelón do humorista Jô Soares na década de 80 sobre essa declaração do ex-presidente Lula que é amigo da presidente Dilma: “Amigo, Mui Amigo”.
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Juros altos é prejudicial para os bancos? Não, é lucrativo.

Em 2012, quando o governo começou a trajetória de redução forçada das taxas de juros, escrevi várias vezes neste blog que não acreditava que a redução fosse sustentável, pois parecia que o movimento era fruto mais do grito da presidente do que de mudanças reais na economia.
Lembro que li na época algumas colunas de economistas e jornalistas que falavam que, com juros mais baixos, a expansão do crédito seria maior e, logo, os bancos que adotassem uma redução maior dos juros poderiam lucrar mais.



Se isso fosse verdade, por que então os bancos não haviam reduzido os juros antes? Não o fizeram por maldade ou masoquismo? Depois de dois anos, hoje sabemos, como eu desconfiava na época, que a redução da taxa de juros não foi sustentável, não ajudou o crescimento da economia como muitos críticos dos bancos esperavam e ainda prejudicou a trajetória da inflação.


No mais, a CEF que antes se orgulhava da forte expansão do crédito e redução dos juros, hoje está cortando crédito para o financiamento habitacional e fazendo o mesmo que os bancos privados: elevando os juros das diversas linhas de empréstimos.


Li uma notícia hoje (clique aqui) que mostra que o lucro liquido recorrente (sem receitas extraordinárias) do Banco do Brasil, banco público, cresceu 25% no primeiro trimestre do ano graças a juros mais altos – resultado do aumento das margens de ganho nos empréstimos.


Ao que parece, hoje, nem mesmo a CEF acredita na possibilidade de juros mais baratos aumentarem o lucro dos bancos, como dizia o seu ex-presidente Jorge Hereda ao comentar o lucro da CEF no primeiro semestre de 2012:



“Com este resultado, que é o maior lucro da história do banco, conseguimos provar que estamos com a estratégia correta ao reduzir os juros em 31% e aumentar a base de crédito, mantendo a inadimplência sob controle”. (clique aqui).



O problema é que a expansão de 25% do lucro da CEF, no primeiro semestre de 2012,  mesmo com juros em queda resultou de uma expansão dp crédito de 45% em 12 meses, algo que não é normal. Assim, não houve mudança alguma de paradigma (clique aqui). Em circunstâncias normais, bancos ganham com aumento de juros e não o contrário.


Juros altos e um governo que gasta muito sãos bons para bancos privados e mais ainda para bancos públicos. Até mesmo a CEF que é um banco 100% público se rendeu novamente a tentação dos juros altos, o que mereceria um abraço dos companheiros na sede do banco para protestar contra essa “politica neoliberal”.

A não ser o PT, base aliada não fecha questão por Fachin alegando que votação é secreta. Objetivo real é obter mais cargos.O PSDB não deveria ter liberado o Alvaro Dias para defender o Fachin.



A bancada do PMDB do Senado não vai orientar voto a favor ou contrário à indicação do jurista Luiz Fachin a ao Supremo Tribunal Federal. Oficialmente, o discurso do líder do partido, Eunício Oliveira (CE), é de que não há como encaminhar uma posição por se tratar de votação secreta. Nos bastidores, porém, a medida foi vista como uma forma de não contrariar em público o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que nunca escondeu o descontentamento em relação à escolha da presidente Dilma Rousseff.


"O voto é secreto, não há como fazer encaminhamento oficial da liderança", afirmou Eunício. No entanto, o líder do PMDB disse ter considerado muito bom o desempenho de Fachin na sabatina de terça-feira, por ter respondido a todos os questionamentos. Na sessão da CCJ, senadores importantes da sigla, como o ex-líder do governo Romero Jucá (RR) e o ex-ministro Garibaldi Alves (RN), declararam que votariam pela aprovação do indicado ao STF.


Ontem, mesmo após apelos de senadores da base, Renan manteve a posição de só levar o nome de Fachin a plenário na terça-feira. O presidente do Senado alegou ter fixado a data para mostrar "neutralidade" em relação ao tema. "Marcamos para terça-feira exatamente para desfazer qualquer conotação em relação à condução do presidente. Porque se você improvisa, se você votar a qualquer hora, qualquer dia, vai sempre aparecer alguém que vai dizer: votou hoje para administrar um quórum menor. Ou que votou antecipadamente para utilizar um quórum maior", afirmou Renan.


Outros partidos. Além do PMDB, que conta com 17 senadores, outros partidos da base, como PDT e PP, decidiram não fechar questão sobre o assunto. A liderança do PSB também não encaminhou nenhuma posição. Na oposição, o PSDB tem declarado ser contra o nome de Fachin, mas liberou o senador Álvaro Dias (PR) para fazer campanha pelo jurista - Fachin é gaúcho, mas fez carreira no Estado do tucano. A única bancada que declara apoio em peso ao indicado de Dilma é o PT.



5 comentários:

Anônimo disse...
O PSDB não deveria ter liberado o Alvaro Dias para defender o Fachin.
Anônimo disse...
Chavão antigo em um quadro de humor:
"E QUANTO É QUE LEVO NISSO".
TERMINATOR disse...
Virão só o medão que os políticos tem das ruas? Viram só como tremem com os panelaços? Viram só como esses políticos respeitam os seus eleitores? Pois é, a festa continua e o povão que pague as contas.
TERMINATOR disse...
No final é uma coisa só: money!!! Ou me ajuda aí que eu te ajudo aqui fazendo de conta que não estou ajudando.
Anônimo disse...
SÓ DE SER APRESENTADO PELO PT, É RECUSÁVEL, NÃO SERVE; SERIA MAIS BOLIVARIANO NO STF!
Nos vídeos, ANTES de Fachin ser convidado pela quadrilha do PT, ele espontaneamente tinha versões muito diferentes dos fatos e mostrava-se CONVICTO E ENTUSIASTA ESQUERDISTA.
Porém, na sabatina, mostrou o outro lado dos oportunistas vermelhos: adaptável ás circunstancias, ao momento e deu versões bem mais CONTRADITORIAS E INCOERENTES A SEUS PONTOS DE VISTAS anteriores, dentro das conveniencias do OPORTUNISMO, para ser aprovado pelos senadores, características de integrantes desses partidos.
Uma pouca vergonha para os senadores se o aprovarem; sofrerão pesado nas redes sociais, nunca não serão perdoados, seriam CAPACHOS DO PT, BASE DE ALUGUEL e bem lembrados nas próximas eleições!
Veremos se a muleta do PT que é o PSDB não vai entrar junto com os traidores do povo!

Efeito Levy: bancos nunca lucraram tanto.



(Informações de O Globo) O Banco do Brasil registrou no primeiro trimestre de 2015 lucro líquido de R$ 5,818 bilhões, um crescimento de 117,3% na comparação com o ano passado. Esse forte crescimento está relacionado à parceria feita com a Cielo no segmento de meios eletrônicos de pagamentos, que gerou um resultado extraordinário de R$ 3,212 bilhões. Sem considerar os efeitos não-recorrentes, o lucro do banco público foi de R$ 3,025 bilhões, valor 24,2% superior ao de igual período de 2014.

O Itaú Unibanco, maior banco privado brasileiro, encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 5,73 bilhões, valor 29,7% maior que o registrado um ano antes. O lucro líquido recorrente (que exclui receitas e despesas extraordinárias) foi de R$ 5,8 bilhões, um aumento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A rentabilidade (retorno sobre o patrimônio líquido médio) ficou em 24,5%.

O Bradesco também obteve lucro líquido de R$ 4,22 bilhões no primeiro trimestre do ano. O resultado representou um aumento de 23,3% sobre os ganhos do mesmo período de 2014, que somaram R$ 3,44 bilhões.

Enquanto isso, o ajuste fiscal é feito todo em cima dos trabalhadores e do capital produtivo. Tempos de Dilma, PT e Levy. 

9 comentários:

Anônimo disse...
O Brasil é um grande quintal. Nós somos os quintaleiros. Pagamos a energia hidro elétrica mais cara do mundo. Com uma costa continental marítima espetacular, falta água. A gasolina na Venezuela custa R$ 0,03 (três centavos). Um veículo que custa no Brasil R$ 100 mil, custa R$ 25 mil nos EUA. Não poupamos; preferimos comprar caro com dinheiro emprestado. Jogamos lixo nas ruas e córregos como se fosse a casa da mãe Joana, coitada. Tomemos algumas atitudes e tudo mudará! Dominação geopolítica é um jogo. Aprendam a jogar.
Fred SP disse...
E a poupança, ó!
Anônimo disse...
Quem tem o dinheiro é quem manda. Se o povo fosse um consumidor/investidor sábio, com certeza não seria essa a política que está aí.
Anônimo disse...
No regime comunista, os ricos ficam cada vez mais ricos com o governo comunista, caso do PT; e os pobres cada vez mais pobres, como em Cuba, caindo no IGUALITARISMO DA MISERIA.
Nenhum país comunista até hoje com esse regime progrediu, como Cuba, depois de quase 60 anos da burguesia Castro no poder.
È um regime fajuto e obsoleto por natureza!
TERMINATOR disse...
Graças ao Levy e aos trouxas dos brasileiros. Já imaginaram se TODO mundo de uma vez só deixasse de pagar todos os empréstimos feitos, todos os financiamentos e todos os Cartões de Crédito com os juros mais altos do planeta o que aconteceria? Pois é, acabava a festa e a palhaçada toda de uma vez. Só que com um povinho inútil, covarde, frouxo e maricas como o nosso, esquece. O jeito é bater panelas como bons pentacampeões. Além disso uma andorinha só não faz verão.
Anônimo disse...
Eu não tenho a opinião de especialistas em tributação , mas o imposto sobre movimentação financeira é o mais justo dos impostos.
Seriam só cobrados imposto sobre o dinheiro movimentado eletronicamente .
Quem recebe seu dinheirinho em espécie , no fim da semana , ficaria livre .
Anônimo disse...
desculpe, mas banco público NUNCA deu lucro. o que ocorreu é que inventaram uma lei que vc paga para ter uma conta. eu pago 35 reais mês. imagine isso em milhões de contas. afinal, só no funcionalismo federal que recebem pelo BB são milhares se já não são milhões. fora as taxas atualizadas semestralmente, quem sabe, mensalmente.
César disse...
Tanto dinheiro,e, o atendimento ao usuário a pra lá de péssimo.
Anônimo disse...
Esse é um exemplo clássico que esse pt é nada mais nada menos do que uma máfia bem organizada para dilapidar o erário e nada mais. Nós tamo f....???

No Brasil de Lula e Dilma, educação está entre as piores do mundo. E tome ideologia!


Pobre Brasil: governado por jecas ideológicos.
Há 12 anos sob desgoverno petista, a educação brasileira ocupa uma das piores posições no ranking mundial: 60º lugar. Num país que já foi governado por um sindicalista que se jacta de jamais ter lido, não é de surpreender. Educação, por aqui, é lavagem ideológica:

O Brasil perdeu duas posições e ficou em 60º no ranking mundial de educação, divulgado nesta quarta-feira, 13, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Foram avaliados 76 países através do desempenho de alunos de 15 anos em testes de ciências e matemática.
Na 60ª posição, o Brasil ficou entre os países com pior desempenho na avaliação, atrás da Tailândia (47º), Irã (51º), Malásia (52º) e dos vizinhos Chile (48º) e Uruguai (55º). Outros três sul-americanos ficaram entre os 15 piores colocados:Argentina (62º), Colombia (67º) e Peru (71º).  No ranking de 2012, que avaliou 65 países, o Brasil havia ficado em 58º.
As cinco melhores colocações ficaram para os países asiáticos, Cingapura, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan, na sequência. O último colocado foi Gana.
Segundo o diretor educacional da OCDE, Andreas Schleicher, é a primeira vez que o ranking consegue ter uma escala “verdadeiramente global” sobre a qualidade da educação.  “A ideia é dar a mais países, ricos e pobres, a possibilidade de comparar a si mesmos com os líderes mundiais em educação para descobrir seus pontos fracos e fortes e ver o ganhos econômicos a longo prazo gerados pela melhoria da qualidade da educação”, afirmou.
O ranking será apresentado oficialmente na próxima semana, durante o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul. Na ocasião líderes mundiais vão traçar metas de educação para os próximos 15 anos. Os últimos objetivos foram traçadas no ano 2000, mas alguns deles, como fornecer ensino primário a todas as crianças, não foram completamente alcançados. (Estadão).

AVISO: o blog tem enfrentado problemas desde a manhã, como dito no twitter. Até à noite, volto à carga. Munição contra os jecas petistas é que não falta.

FHC acorda e diz que a roubalheira começou com Lula. Ufa.


Claro que o doutor sociólogo não falou em roubalheira, isto é coisa de gente vulgar como este blogueiro (que também é doutor, aliás): ele se referiu a "malfeitos". Não, crime não é apenas malfeito, senhor ex-presidente. Sem luvas de pelicas, por favor, que eu peço saquinho:


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta quarta-feira, em Nova York, que os atuais casos de corrupção no Brasil têm origem no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu o aprofundamento das investigações em andamento para que o país saiba "a verdade" sobre "quem é responsável pelo quê".

"Esses malfeitos vêm de outro governo, isso tem que deixar bem claro. Vêm do governo Lula, começou aí", declarou, após um seminário com empresários e investidores ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O comentário foi feito depois de o tucano afirmar que o impeachment da presidente Dilma Rousseff não pode ser discutido em abstrato e depende da comprovação de vínculo entre o governante e as irregularidades. "Impeachment não é uma questão que se deseja, acontece. E quando é que ele acontece? Quando o povo não aguenta mais e quando há uma ligação concreta entre quem está ocupando o poder e o malfeito", afirmou.

No discurso aos empresários, FHC apresentou uma visão otimista do Brasil e ressaltou que não se deve temer crises "eventuais" ou "conjunturais". Em sua avaliação, o país se aproxima de um "entendimento" que pode levar à sua "regeneração". "Nós temos certa capacidade de negociação, de chegar a um certo momento e dizer: 'Não dá. Basta. Nós somos todos brasileiros, vamos nos entender.' Nós estamos chegando a um momento próximo a isso no Brasil", disse.

Mas o tucano ressaltou que há condições a serem cumpridas para que isso seja possível. Entre elas, incluiu o aprofundamento das investigações de corrupção e a descoberta "da verdade" sobre os envolvidos. "O país não pode ficar na dúvida sobre quem é responsável pelo quê", afirmou. "Vai chegar o momento em que o Brasil vai querer saber a verdade, o que aconteceu mesmo."

O ex-presidente também defendeu a reforma do sistema político, o estabelecimento de consenso sobre medidas para que o país volte a crescer e o respeito às regras democráticas.

"Não estou pensando em pactuar com o governo. É preciso que o país se regenere. Não é um acordo da cúpula. É uma mudança da atitude do Brasil", disse quando questionado se a defesa de entendimento não significa compactuar com o governo. "Quanto ao fato de eles tentarem me desconstituir durante doze anos, agora eles têm de morder a língua", acrescentou. (Veja.com).
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Neo-oligarcas nordestinos contra a parede: PF pede quebra de sigilo bancário de Collor e Renan.


O ex-presidente Fernando Collor (com seu ar, digamos, sempre iluminado) e o presidente do Senado, Renan Calheiros, estão na mira dos investigadores. Uma água de coco  pra eles, por favor:

Investigadores encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para quebrar o sigilo bancário em inquéritos dos quais são alvo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Fernando Collor (PTB-AL), o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e o ex-deputado do PP João Pizzolatti, investigados por suposta participação no esquema de corrupção e pagamento de propina envolvendo a Petrobrás deflagrado pela Operação Lava Jato. 
O departamento da Polícia Federal que cuida dos inquéritos que correm no Tribunal enviou as solicitações ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, no último dia 7. Os pedidos foram protocolados em segredo de justiça e de forma separada dos inquéritos nos quais os políticos são investigados. No caso dos inquéritos em que Renan Calheiros, Aníbal Gomes e Collor são investigados, também foi requisitada quebra de sigilo fiscal, quando podem ser requeridos dados que estão em poder da Receita Federal.
As quebras de sigilo bancário e fiscal podem servir para checar depósitos mencionados pelos delatores da Lava Jato. O doleiro Alberto Youssef disse, em delação premiada, que fez “vários depósitos” a Fernando Collor, além de ter autorizado entregas de dinheiro em espécie para o parlamentar. Youssef relata ainda que em uma das operações, a entrega foi feita por seu funcionário, Rafael Angulo, que levou o dinheiro até Alagoas. Tido como “mensageiro” de Youssef, Angulo realizou delação premiada que foi homologada recentemente pelo ministro Teori Zavascki. A delação pode reforçar a investigação de políticos no STF. 
No caso do presidente do Senado, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em delação ter conhecimento que parte de valores envolvidos em contratos da estatal eram canalizados pelo peemedebista. O delator afirmou ainda que Aníbal Gomes era um interlocutor de Renan. No inquérito que investiga Pizzolatti, a procuradoria-geral da República relata que Youssef afirmou que o ex-deputado compunha grupo de parlamentares do PP que atuavam na “operacionalização do esquema de corrupção” de forma “estável e perene”.
Na tarde desta quarta-feira, 13, a PF pediu diligências nos inquéritos que investigam o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Com relação aos dois parlamentares, no entanto, não se sabe ainda se o pedido foi pela quebra de sigilo ou outra solicitação. A autorização para que um oficial de justiça fosse à Câmara dos Deputados para realizar buscas de dados que ajudarão na investigação do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também consta de pedido apartado do inquérito e tramitou de forma oculta, até sua realização. (Estadão).
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Alô, Lula, estou comemorando a delação premiada de seu amigão.



Ricardo Pessoa, o sujeito com cara de mafioso italiano, assinou acordo de delação premiada. Parabenizo o chefe do Clube do Bilhão, amigão de Lula, pela decisão. Ele sabe que petistas não são solidários nem no câncer. O tiranete Lula, então, foge dos amigos como o diabo da cruz. Beleza, depois de desenrolar tanto novelo, talvez cheguemos aos grandes responsáveis:

 
 
O empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, assinou nesta quarta-feira, em Brasília, acordo de delação premiada no qual se comprometeu a ajudar os investigadores e detalhar o envolvimento de políticos no propinoduto montado na Petrobras. No acordo, que ainda precisa ser homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), o empreiteiro prometeu devolver até 55 milhões de reais aos cofres públicos, além de revelar detalhes sobre o esquema de corrupção em outras estatais e obras públicas. Ele pode explicar o envolvimento de construtoras cujas cúpulas ainda não são investigadas na Lava Jato. (Continua na Veja.com)

Ainda tem gente que divulga e defende ISSO?Diversão ao custo do sofrimento do animal? A dita superioridade do homem provada e conquistada pela força, pela capacidade de infligir dor e submissão??.








 

Não é possível, em pleno século XXI, promover mais um tipo de diversão em que o centro da ação lúdica se estabelece com o sofrimento de um animal.

Vaquejadas: manifestação cultural ou cultura dos maus-tratos?


postado por Carta Potiguar

Por Alyson Freire e Daniel Menezes
(Sociólogos e Colunistas da Carta Potiguar)


No senso comum ou na política, evocar ou apelar ao termo “cultura” pode ser conveniente de várias maneiras e atender diversos interesses; desde o desejo de conferir à algo um status distintivo, refinado, culto ou reivindicar a legitimidade de modos de vida, identidades e crenças, uma mãozinha para obter recursos de financiamento do Estado e do mercado e, até mesmo, bloquear certas manifestações e práticas culturais das críticas, questionamentos e avaliações.


Quando então, ao lado do termo “cultura” soma-se a palavra “esporte” a coisa fica ainda mais institucionalizada. Logo, mais difícil de ser questionada e submetida à crítica. É o caso de certos costumes e/ou esportes como caça à coelhos, touradas e, no caso do Brasil, as vaquejadas e rodeios.


Ao contrário de outros animais, somente o homem inflige dor por esporte ou prazer. E o fato de ter consciência da dor causada não diminui nem o faz retroceder em seu ímpeto de crueldade.



Nesse sentido, em se tratando de “esportes” ou “tradições culturais” cujo mote se assentam, direta ou parcialmente, na submissão dos animais a maus-tratos e à crueldade, é necessária a regulamentação ou a proibição legal para aplacar o que alguns poderiam pensar ser um “instinto” humano dirigido à violência. Aliás, a própria Constituição Federal (art. 225, § 1º, VII) veda qualquer prática que submeta os animais à crueldade.


Pensando nisto, se deu início um movimento, que já tem algum tempo e que agora age pela internet, que visa colher assinaturas para proibir os maus tratos com os animais infligidos na vaquejada (ver as justificativas http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N15526).


A vaquejada é um esporte – pelo menos segundo alguns -, e um lucrativo negócio também, em que dois vaqueiros à cavalo puxam o rabo de um boi para derrubá-lo em um local previamente estabelecido. Nesta competição ou celebração da cultura do cabra-macho, o boi, e muitas vezes, meros bezerros, é um objeto a ser derrotado, entenda-se violentado, pela força e a habilidade das “puxadas” dos vaqueiros, munidos da energia de cavalos velozes e fortes. É um “jogo” desigual: um boi contra dois vaqueiros e dois cavalos.


A vaquejada expõe o animal a inúmeras condições de maus-tratos: o animal encarcerado e submetido a chutes e chicotadas em algumas partes do corpo, inclusive, nos testículos, para que o bicho fique afoito e aumente o grau de dificuldade para os concorrentes. Nesta perspectiva, é impossível não imaginar que não há envolvimento de muito sofrimento ao animal.


O animal é, nesse tipo de prática “esportivo-cultural”, reduzido a mero meio para satisfazer dois propósitos – vaidades – humanos. Um mais particular e outro mais geral. O primeiro, a diversão, o espetáculo. O segundo, mais geral e menos consciente, é atestar a superioridade do homem sobre a natureza e os outros animais. O problemático aqui é que, nesse ritual que é a vaquejada, a diversão é ao custo do sofrimento do animal e a dita superioridade do homem é provada e conquistada pela força, pela capacidade de infligir dor e submissão.


De um modo geral, a vaquejada está, a um só tempo, envolvida num ritual de dominação da natureza sustentado no sofrimento e subjugação do animal, como também pela exaltação do “ser macho nordestino”, da cultura de masculinidade machista que se estende desde as bandas de forró que se apresentam aos demais personagens; vaqueiros, locutores etc..


Para aqueles que defendem a vaquejada, é preciso lembrar que a proibição da vaquejada pode representar um salto civilizatório significativo no tocante as relações homem-natureza em busca de uma racionalidade e modos de relacionamento que não se reduzam à instrumentalidade e à dominação via a violação e  a prova de força. Passo já dado pela Ilhas Canárias e Catalunha, regiões da Espanha que proibiram as famosas touradas em seu país, pondo fim a uma tradição cultural bastante antiga e arraigada.


O argumento de que a vaquejada é uma manifestação cultural não implica aceitar os elementos de violência, crueldade e as condições de sofrimento a que os animais são expostos. Por vezes, a palavra “cultura” ou adjetivo “cultural” encobrem equívocos e violências aos quais se tenta justificar e tornar intocável práticas e hábitos assim qualificados. Por exemplo, práticas de infanticídios e mutilamento genital seriam relativizadas por serem práticas culturais de um determinado povo. Logo, segundo esse raciocínio, qualquer intervenção ou crítica seria um equívoco de indisfarçável etnocentrismo travestido de boas razões humanitárias e civilizatórias. 


Não se trata apenas de uma concepção congelada e imóvel da cultura, como se esta fosse uma entidade estanque, autoreferente, fechada e incapaz de aprender e redefinir suas crenças, representações e práticas. O problema é também que a ideia – cultura – que deveria constituir a base para desnaturalizar os fenômenos humanos, de que estes são mutáveis, modificáveis e dependem da ação das pessoas, acaba por ser utilizado como discurso que referenda e reforça naturalizações, justificando e perpetuando violências, dominações e desigualdades hierárquicas cuja existência é arbitrária.



O importante, do ponto de vista de uma sociedade democrática madura e reflexiva, é que o fato de certas manifestações, crenças ou práticas constituírem traços de uma cultura particular não sirvam como uma maneira de neutralizar e blindar estas contra questionamentos e interpelações públicas, quer visem tais sua supressão ou ajustamento. A prática da vaquejada precisa ser discutida publicamente quanto aos seus traços e elementos perversos e desnecessariamente violentos.


O homem passou por um processo de pacificação de suas atividades cotidianas e o esporte se estabeleceu como uma das vias para que os agentes produzissem uma economia psíquica dentro de determinadas regras e limites, que viesse a substituir a violência antes praticada. Até os esportes de combate tidos como os mais violentos, como é, por exemplo, o chamado vale-tudo, hoje MMA, apresentam limites objetivos, que visam respeitar a figura da pessoa humana e procurar zelar pela sua integridade.



Ora, esta pacificação deve passar também pelos esportes em que o homem estabelece relação com outros animais. A mudança de viés deve contemplar também o modo como nos relacionamos com a natureza.  


Não é possível, em pleno século XXI, promover mais um tipo de diversão em que o centro da ação lúdica se estabelece com o sofrimento de um animal.

 


Comentário:

1. Chico Vigilante e Juarezão: Vocês estão privilegiando o lucro pessoal em detrimento do bem estar de  animais inocentes.Que tipo de mensagem vcs estão passando a seus leitores?Que causar sofrimento em animais é OK desde que seja lucrativo? Não contem NUNCA MAIS com meus votos!!

Anonimo

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vítimas de ácido: 80% das pessoas vitimas de ácido são mulheres COM MENOS DE 18 anos."A nivel mundial, alrededor de 1500 personas en 20 países son atacadas anualmente con ácido, de las cuales un 80 % son mujeres. En los países en los que son ataques perpetrados predominantemente por hombres contra mujeres, se les considera un tipo de violencia contra la mujer que tiene sus raíces en el machismo, como una manifestación de las actitudes que prevalecen en sociedades en las que se espera que las mujeres y las niñas obedezcan sin cuestionar la autoridad masculina"

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http://es.wikipedia.org/wiki/Ataque_con_%C3%A1cidoA nivel mundial, alrededor de 1500 personas en 20 países son atacadas anualmente con ácido, de las cuales un 80 % son mujeres.2


A nivel mundial, alrededor de 1500 personas en 20 países son atacadas anualmente con ácido, de las cuales un 80 % son mujeres.


En los países en los que son ataques perpetrados predominantemente por hombres contra mujeres, se les considera un tipo de violencia contra la mujer que tiene sus raíces en el machismo, como una manifestación de las actitudes que prevalecen en sociedades en las que se espera que las mujeres y las niñas obedezcan sin cuestionar la autoridad masculina.


Los países con mayor incidencia de casos muestran algunas características comunes: un sistema judicial débil, altos niveles de impunidad, pobreza y discriminación de género. El ácido se emplea como un arma contra mujeres que rechazan propuestas sexuales y ofertas de matrimonio. En estos casos, por lo general se pretende restituir el honor, la masculinidad herida o los caprichos sexuales de un hombre, usualmente el marido o un pretendiente.



Otras excusas que suelen motivar este tipo de agresión son los celos, las negociaciones de la dote entre familias, la sospecha de falta de virginidad de una prometida, o la sospecha de haber cometido alguna conducta inmoral. Los individuos que ejecutan el ataque no son necesariamente los instigadores del mismo. Pese a que no hay datos estadísticos confiables al respecto, muchos ataques se cometen con la complicidad de varias personas.



Los países con mayor incidencia de casos muestran algunas características comunes: un sistema judicial débil, altos niveles de impunidad, pobreza y discriminación de género. El ácido se emplea como un arma contra mujeres que rechazan propuestas sexuales y ofertas de matrimonio. En estos casos, por lo general se pretende restituir el honor, la masculinidad herida o los caprichos sexuales de un hombre, usualmente el marido o un pretendiente.



Otras excusas que suelen motivar este tipo de agresión son los celos, las negociaciones de la dote entre familias, la sospecha de falta de virginidad de una prometida, o la sospecha de haber cometido alguna conducta inmoral. Los individuos que ejecutan el ataque no son necesariamente los instigadores del mismo. Pese a que no hay datos estadísticos confiables al respecto, muchos ataques se cometen con la complicidad de varias personas.

Bangladés

Entre 1999 y 2012, en Bangladés se han registrado 3.112 casos, de acuerdo con los datos facilitados por la Acid Survivors Foundation (ASF). 



El 82 % de las víctimas eran mujeres, la mayoría de ellas menores de 18 años. 



 Si bien Bangladés tenía las tasas de incidentes de ataques con ácido más altas del mundo, desde 2002 han estado disminuyendo de manera continua entre un 15 y un 20 % anual, pasando de 494 casos reportados en 2002 a 71 en 2012.  


El 55 % de los ataques con ácido estuvieron relacionados con rechazos de propuestas matrimoniales, el 18 % con abuso marital o de algún miembro de la familia, el 11 % con disputas de propiedad, y el 2 % con rechazos a avances románticos o sexuales.






 (Forto abaixo: Como a moça era e como ficou depois que o namorado jogou ácido no rosto dela.Por ciúmes)
 

«Ele transformou-me num monstro», diz vítima de ataque com ácido sulfúrico

Uma mulher belga vítima de um ataque com ácido sulfúrico vai enfrentar o seu ex, autor do crime, no tribunal em Bruxelas, tendo prometido «olhá-lo nos olhos e mostrar ao juiz o que ele me fez».

Patricia Lefranc, de 48 anos, precisou de mais de 80 operações para se refazer do ataque, motivado pelo fim do relacionamento.

«Ele transformou-me num monstro», disse. «Espero convencer o tribunal que ele queria me matar», acrescentou, em declarações divulgadas pelo jornal inglês Daily Mail.

«Eu queria deixá-la marcada, mas jamais imaginei que [o efeito] seria tão rápido», argumentou o criminoso, citado pela rádio belga RTL.

A defesa afirmou que o acusado não pretendia deformá-la, mas não percebeu que o ácido teria um efeito tão devastador.


@@@@
E AGORA, MACHISTAS? QUEM É MAIS AGRESSIVO VIS A VIS O OUTRO SEXO?

A guerra entre os dois sexos parece que foi declarada.Comparando músicas e vídeo agressivos tanto dos machistas quanto das feministas.

1. VIRA VIRA de Mamonas Assassinas (exemplo de agressividade/desprezo de homem contra mulher)


 Falar sobre o sexismo, machismo, misoginia ou qualquer outra espécie de preconceito apenas sob termos ”complicados”, e conceitos difíceis nem sempre é tão efetivo, então vamos para os exemplos, para a realidade da nossa cultura e cotidiano;


Há algum tempo eu havia percebido que tinha algo de ”duvidoso” e questionável nessa letra, todavia, eu precisava lê-la para ter certeza antes de afirmar qualquer coisa, então baseada nessa em dados do IPEA (corrigidos), e cultura de estupro, eu vos apresento a letra


VIRA VIRA de Mamonas Assassinas para que percebamos o ”imperceptível’?


Fui convidado pra uma tal de suruba

Não pude ir, Maria foi no meu lugar


Depois de uma semana ela voltou pra casa


Toda arregaçada, não podia nem sentar ( alguma espécie de ironia com um sofrimento de natureza sexual?)


Quando vi aquilo fiquei assustado

Maria chorando começou a me explicar


Daí então eu fiquei aliviado


E dei graças a Deus porque ela foi no meu lugar


Nota: É implícito (?) que a sua companheira passou por assédio sexual, ou estupro coletivo, e ainda por cima após o choro, afirma com gracejos que está feliz por ter sido com ela e não com ele. Que bom, que a Maria tava fodida e ele não, né?!

Será que leremos argumentos que por ela estar em uma orgia deveria estar ciente que isso aconteceria? Será que homens são naturalmente estupradores no qual devemos nos proteger à todo instante?

Me parece previsível com a pesquisa IPEA.

Talvez, o estupro se tornasse ”menos grave”?

Maria claramente passou por um trauma grave.

Oh, Manoel olha acá como eu estou (eu percebi xenofobia quanto à ser português e ser automaticamente burro)

Tu não imaginas como eu estou sofrendo (??? me parece um dado interessantíssimo e relevante)
Uma teta minha um negão arrancou (racismo por incitar estereótipos de agressores sexuais?)
 

E a outra que sobrou está doendo

Oh, Maria vê se larga de frescura ( quando eu digo que machistas não são cuspidos da terra, mas são criações culturais milenares…)

Que eu te levo no hospital pela manhã


Tu ficaste tão bonita monoteta


Mais vale um na mão do que dois no sutiã


Nota: A mulher diz claramente estar sofrendo pelo abuso violento no qual passara com diversos homens, e o tal age de maneira apática e sarcástica como se fosse digno de piada ou displicência.


A violência física contra a mulher também tornou-se a própria conveniência dele pois, a vítima está mais ”bonita” e ” mais vale um na mão..”

Oh Maria essa suruba me excita (isso deveria excitá-la se a tal sofreu um estupro coletivo?)
Arrebita, arrebita, arrebita


Então vai fazer amor com uma cabrita (piada com estupro de animais)


Arrebita, arrebita, arrebita


Mas Maria isto é bom que te exercita


Nota: O corpo da mulher tornou-se um recipiente da agressividade misógina de outros homens, enquanto seu companheiro interpreta sua dor, e trauma como frescura, e que ainda diz ”ser para seu bem”, porque a ”exercita”?

Exercita para que? Para abusos sistemáticos dele? Acostumar-se aos abusos no metrô, ou à acostumar-se com cantadas nas ruas, ou assédio de familiares e conhecidos?

Não estou tentando terminar com a ”música de festas”, mas é inegável que essa música é sim, uma incitação à violência sexual com caráter discursivo apático, irônico e quase de legitimidade.

Como eu sempre falo, muitas vezes o preconceito, e a misoginia, o racismo, são ingredientes ”invisíveis” na nossa cultura e não raro motivado pelo inconsciente, o imaginário imperceptível de todos, que pode não ser intencional, doloso, mas que são responsáveis pela sua manutenção.

Quando você tem mais compromisso com os direitos humanos, com o conhecimento, e a busca do bem estar social é necessário desconstruir ídolos e personalidades intactas em seu ”altar” de fãs para então nos tornarmos conscientes de nossas estruturas, de motivações sócio culturais, disseminação e naturalização da violência.

2.Pagu Funk: Vou cortar a pica dele (exemplo de agressividade/desprezo de mulher contra homem)