sexta-feira, 29 de maio de 2015

Apesar de escândalos, Joseph Blatter é reeleito para quinto mandato na Fifa."Hoje é mais um dia negro para o futebol. A Fifa perdeu, mas acima de tudo, o futebol perdeu e todo mundo que se importa com ele também. Se Blatter tiver o mínimo de decência, vai renunciar."

BBC BRASIL






Joseph Blatter discursa durante votação para a presidência da Fifa; ele foi reeleito no segundo turno

Em meio ao maior escândalo de corrupção da história da Fifa, o suíço Joseph Blatter foi reeleito para a presidência da entidade máxima do futebol mundial nesta sexta-feira. Blatter está no cargo desde 1998, quando substituiu o brasileiro João Havelange, e vai agora para seu quinto mandato.


Na eleição desta sexta-feira, Blatter teve, no primeiro turno, 133 votos contra 73 de seu único rival - o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein. Como o suíço teve sete votos a menos que o necessário para vencer já na primeira volta, a disputa teria que ir para o segundo turno. Al-Hussein, no entanto, acabou desistindo da disputa, o que abriu caminho para a vitória de Blatter.


O jordaniano tinha o apoio da Uefa (Federação Europeia de Futebol). Ele ganhou força nos últimos dias por causa da investigação do FBI anunciada na última quarta-feira, que deteve oito dirigentes da Fifa (incluindo o ex-presidente da CBF, José Maria Marin), suspeitos de extorsão, lavagem de dinheiro e corrupção.


Leia mais: Por que Blatter continua à frente da Fifa?


Antes do anúncio do resultado da eleição, Blatter discursou aos representantes das federações agradecendo o apoio que recebeu deles nos últimos anos. O suíço também disse que a Fifa, no momento mais difícil de sua história, "não precisa de revolução, mas sim de evolução."


"Tenho agora uma oportunidade de agradecer a vocês. Obrigado por acompanhar o desenvolvimento da Fifa nos últimos 40 anos. Nós não precisamos de revoluções, mas sempre precisamos de evolução", disse o suíço.


"Ontem, anteontem e hoje, estou sendo responsabilizado pela tempestade atual. Ok, assim seja. Vou assumir essa responsabilidade. Vou aceitar e quero corrigir a Fifa ao lado de vocês. Precisamos proteger a nossa casa. Não só da corrupção, mas do racismo, da manipulação de resultados, doping e violência."


Leia mais: Investigação da Fifa dá força a 3 iniciativas que prometem mudar futebol brasileiro


Blatter chegou a ter cinco rivais para a eleição deste ano, mas quatro deles desistiram antes do pleito. Um deles era o ex-jogador português Luis Figo, o último que abdicou da disputa na semana passada. "Este processo eleitoral é tudo menos isso, uma eleição", disse ele, pelas redes sociais. Nesta sexta, após o resultado, ele disse que "todos perderam nessa eleição."


"Hoje é mais um dia negro para o futebol. A Fifa perdeu, mas acima de tudo, o futebol perdeu e todo mundo que se importa com ele também. Se Blatter tiver o mínimo de decência, vai renunciar."


Ainda que a disputa tenha tido apenas um adversário, ela foi a mais acirrada enfrentada por Blatter desde que ele assumiu o comando da entidade em 1998, quando venceu o presidente da Uefa, Lennart Johansson, por 111 votos a 80 - alguns anos depois, em 2002, surgiram denúncias de que o suíço teria comprado votos para chegar ao cargo máximo da Fifa.


Desde então, Blatter venceu os pleitos seguintes - de 2002, 2007 e 2011 - de lavada, sendo que em 2007 foi reeleito por aclamação e em 2011 acabou sem adversários e com o apoio de 186 das 203 federações filiadas à Fifa - o presidente da Confederação Asiática de Futebol, (AFC), Mohamed Bin Hammam era candidato até os "45 do segundo tempo", mas retirou a candidatura após suspeitas de que ele teria comprado votos.

Brasil

O Brasil foi representado na eleição pelos presidentes da Federação Goiana de Futebol, André Pitta, e da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, já que o atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, abandonou subitamente o congresso da entidade em Zurique na manhã de quinta-feira, e retornou ao Rio de Janeiro, onde desembarcou na manhã desta sexta.


Em meio às acusações de corrupção envolvendo o ex-presidente da CBF, José Maria Marin - de quem Del Nero foi vice -, o atual mandatário voltou ao país alegando que "precisava dar as explicações necessárias".


"É um momento difícil para a CBF. Uma vez que nós tivemos envolvidos com um ex-presidente e atual vice-presidente (Marin). Face a esse momento difícil, resolvi partir da Suíça para o Rio de Janeiro para poder de forma positiva, de forma correta, cumprir e dar as explicações necessárias não só às autoridades, mas à imprensa do Brasil."


Del Nero se disse perplexo com a notícia da prisão de Marin e do envolvimento dele com as denúncias investigadas pelo FBI e avisou que seguirá com suas funções na CBF colaborando com o que for necessário na investigação.

Qual era a plataforma dos dois candidatos?

De acordo com o perfil de Blatter no site da Fifa, "suas principais aspirações são credibilidade, transparência, e 'fair play'". Sua filosofia é "futebol para todos, todos para o futebol".
Já o príncipe Ali afirmava que seu objetivo era "tirar o foco sobre a polêmica administrativa e redirecioná-lo ao futebol" e fazer da Fifa uma organização mais justa e transparente.




Como é a votação em si?

Em uma votação secreta, todas as 209 associações de futebol da Fifa têm direito a um voto. A votação ocorre por ordem alfabética – então foi um processo demorado.
No primeiro turno, se algum dos candidatos conquistar dois terços dos votos (um total de 140 votos se todos participarem), ele é eleito.
Se nenhum tiver esses dois terços, a votação terá um segundo turno, em que um deles precisará da maioria simples dos votos para ganhar.




Quem pode votar?

Nem todos as federações da Fifa são ligadas a nações com status de país, mas mesmo assim todos têm direito a voto com o mesmo peso. Um exemplo disso é Montserrat, um território britânico no Caribe com 4,9 mil habitantes, que tem a mesma voz que a Índia, com sua população de mais de 1,2 bilhão de habitantes.




Como eles votaram?

É nesse ponto que a situação fica mais nebulosa. Mesmo sendo uma votação secreta, muitas das associações de futebol – na qual os membros estão agrupados – já haviam revelado seus votos antes da eleição.


Michel Platini, presidente da Uefa (a federação europeia de futebol), disse que uma grande maioria das 53 associações da Europa apoiaria o príncipe Ali.


A Confederação de Futebol Africana (CAF), com seus 54 membros, e a Confederação de Futebol Asiática (AFC), com seus 46 membros, afirmaram que apoiariam Blatter.


Mas a Austrália, que é da AFC, disse que votaria no príncipe.


Blatter, tradicionalmente, tem o apoio da federação da América do Norte (Concacaf), cujo o presidente, Jeffrey Webb, está entre os presos da operação em Zurique.


Ainda não se sabe como os membros da América do Sul e da Oceania votaram.




Entenda o escândalo de corrupção na Fifa




Fifa é alvo de investigações diferentes, uma dos EUA e uma da Suíça
Credito: AFP

Sete dirigentes da Fifa foram presos na Suíça na manhã desta quarta-feira após serem acusados por suspeitas de corrupção envolvendo um montante de até US$ 150 milhões.
Horas depois, autoridades suíças anunciaram que fariam sua própria investigação sobre o processo de escolha dos países-sede das Copas de 2018 (Catar) e 2022 (Rússia). A polícia suíça entrou na sede da Fifa, em Zurique, e apreendeu provas eletrônicas.


Leia mais: José Maria Marin está entre dirigentes da Fifa presos na Suíça

Por que isso é importante?

A Fifa é o órgão responsável pelo futebol mundial. Nos últimos anos, sofreu acusações de corrupção, particularmente no processo de escolha da sede do Mundial de 2022 - o vencedor foi o Catar.
Em dezembro de 2014, a Fifa decidiu não divulgar sua própria investigação de corrupção - que, segundo a entidade, disse que o processo de escolha foi isento. O autor do relatório, o americano Michael Garcia, renunciou ao cargo.

A Copa do Mundo gera bilhões de dólares em receita. As prisões e a investigação lançam dúvida sobre a transparência e honestidade do processo de escolha nos últimos torneios.

Como o Brasil aparece na investigação?

Três brasileiros estão implicados no esquema de corrupção, de acordo com o departamento de Justiça dos EUA.

Um dele é o ex-presidente da CBF José Maria Marin - a nota do Departamento de Justiça não detalha as suspeitas contra ele. A CBF se manifestou a respeito da investigação por meio de nota dizendo que "aguardará, de forma responsável, sua conclusão, sem qualquer julgamento que previamente condene ou inocente."Credito: Getty
A Justiça americana diz que José Hawilla, dono da Traffic Group, maior agência de marketing esportivo da América Latina, confessou os crimes.


A Traffic é dona de direitos de transmissão, patrocínio e promoção de eventos esportivos e jogadores, além de empresas de comunicação no Brasil. Consultado pela reportagem, o advogado de J. Hawilla, José Luis de Oliveira Lima, afirmou que o dono da Traffic "apoia as investigações e prestou esclarecimentos devidos às autoridades americanas" e está em liberdade nos Estados Unidos.



Leia mais: 'Dono do futebol brasileiro', réu confesso J. Hawilla terá de devolver US$ 151 mi


O terceiro brasileiro investigado pelo FBI é José Lazaro Margulies, proprietário das empresas Valente Corp. e Somerton Ltd., ambas ligadas a transmissões esportivas.


A nota divulgada pela justiça norte-americana afirma ainda que investiga suposto pagamento e recebimento de suborno em um patrocínio "da CBF para uma grande empresa de roupas esportivas dos EUA".

Ex-presidente da CBF, Marin foi preso nesta quarta-feira na Suíça
A Justiça americana também cita a Copa do Brasil, organizada pela CBF, como uma das competições em que poderia ter havido corrupção na negociação de direitos de transmissão e marketing.
A Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, não é citada especificamente no documento.

Como funcionaria o esquema?

A denúncia afirma que, de 1991 até o momento, autoridades da Fifa se envolveram em vários crimes, incluindo fraude, subornos e lavagem de dinheiro. A Justiça afirma que duas gerações de dirigentes usaram suas posições para fazer parcerias com executivos de marketing esportivo que impediam outros de ter acesso a contratos e mantinham os negócios para eles por meio do pagamento de propinas.


A maior parte dos esquemas, de acordo com o departamento de Justiça, envolve recebimento de propina de executivos de marketing para comercialização de direitos de mídia e marketing de diversas competições esportivas - entre eles Copa América, Libertadores e Copa do Brasil.

Quem são os acusados?

Foram presas figuras-chave do futebol na América Latina, América do Norte e Caribe.
Além dos brasileiros implicados, foi preso o presidente da Concacaf, Jeffrey Webb, visto com um provável sucessor do presidente da entidade, Joseph Blatter.
Uma outra figura-chave é Charles "Chuck" Blazer, ex-representante da Fifa nos EUA, que aparentemente se tornou informante do FBI. Ele confessou ser culpado e já devolveu US$ 1,9 milhão.

Blatter foi preso?

Não. O presidente da Fifa - e homem mais poderoso do futebol mundial - não está entre os citados nos indiciamentos dos Estados Unidos. Mas a justiça americana afirma que os envolvidos estavam a serviço da Fifa - da qual ele é presidente. Até agora, ele não se pronunciou. Blatter tem grandes chances de ser reeleito à Presidência da entidade na sexta-feira.

Blatter anuncia escolha da Rússia para sediar Copa de 2018; escolha causou polêmica
Credito: AFPRecentemente, ele foi forçado a negar rumores de que estaria evitando viajar para os EUA porque temia ser preso.

Por que eles foram presos?

O FBI está investigando a Fifa há três anos. As investigações tiveram início por causa do processo de escolha dos países sedes das copas de 2018 e 2022 (Rússia e Catar), mas foi expandida para analisar os acordos da Fifa nos últimos 20 anos.

A acusação do Departamento de Justiça dos EUA diz que a corrupção era planejada nos EUA, mesmo quando era efetuada em outros locais. O uso de bancos americanos para transferir dinheiro é uma peça-chave da investigação.

Por que a Suíça?

É a sede da Fifa - o registro da entidade como instituição de caridade faz com que pague impostos reduzidos.

A Suíça é conhecida como um país onde empresas pouco transparentes são bem-vindas, principalmente em relação a impostos. Mas seu acordo de extradição com os EUA é claro: pessoas envolvidas em crimes podem ser enviadas aos EUA.

Aparentemente, autoridades americanas aproveitaram o que o congresso anual da Fifa fez com que todos se reunissem em um país que não colocaria obstáculos à extradição.

Os suíços também parecem estar indo atrás da Fifa, com três investigações em curso - incluindo uma anunciada horas após as prisões, sobre a escolha das cidades-sede das próximas Copas.

Quanto dinheiro está envolvido?

Muito, supostamente.

A denúncia dos EUA alega a corrupção envolveu US$ 150 milhões, e isso não inclui outras transações pelo mundo. Um relatório anterior sobre corrupção no Caribe, que vazou, afirma que propinas de US$ 40 mil foram pagas a autoridades em envelopes cheios de dinheiro.

Quase toda a renda da Fifa vem da Copa do Mundo, o evento esportivo mais lucrativo do mundo - superando as Olimpíadas. A Copa do ano passado custou ao Brasil cerca de US$ 4 bilhões, e a Fifa lucrou mais de US$ 2 bilhões.

O custo das duas próximas Copas deve ser superior: a Copa do Catar deve custar mais que US$ 6 bilhões.

Só concorrer a sediar a Copa já tem um custo enorme: a federação inglesa gastou 21 milhões de libras para concorrer à Copa de 2018.

As Copas da Rússia e do Catar serão feitas em outros países?

Isso é improvável, mas não impossível.

A denúncia dos EUA aborda casos de corrupção no passado - a Copa de 2010 na África do Sul, por exemplo, é mencionada - mas não futuros. As investigações da Suíça devem ser mais frutíferas em relação a isso, mas seria preciso ter provas contundentes para fazer a eleição outra vez.Credito: AFP

Catar enfrenta denúncia de maus-tratos a imigrantes que trabalham em obras da Copa
Mudar a Copa da Rússia seria difícil. Poucos países têm estádios, infraestrutura e dinheiro para sediar o evento em um prazo tão curto. A melhor opção seria a Alemanha, que sediou a Copa de 2006.


O Catar é bem mais vulnerável e foi inundado com denúncias e alegações de corrupção desde que foi escolhido como sede. Mas, mesmo depois de ter visto vários escândalos de corrupção, uma mudança inédita de um torneio de verão para inverno e um escândalo sobre mortes de trabalhadores migrantes, há chances de que eles ainda sediem a competição de futebol mais importante do mundo.


Mas, segundo o procurador americano Kelly T. Currie, a investigação não vai parar por aí.
"Após décadas, segundo a denúncia, de corrupção descarada, o futebol internacional organizado precisa de um novo começo - uma nova chance para suas instituições fazerem uma vigilância honesta e apoiarem um esporte amado pelo mundo. Deixe-me ser claro: essa denúncia não é o último capítulo da nossa investigação", afirmou.

BBC BRASIL

Escolha de presidente da Fifa põe Europa contra Ásia, África e Caribe




Blatter promete 'credibilidade, transparência, e 'fair play''; o príncipe Ali diz querer 'tirar o foco da polêmica administrativa e voltá-lo para o futebol'

As 209 federações da Fifa iniciarão nesta sexta-feira (12h no horário do Brasil) em Zurique a votação para escolher seu novo presidente, em meio ao maior escândalo da história da organização.

O favorito Sepp Blatter está concorrendo para se reeleger para um quinto mandato. Seu único rival é o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein.


Leia mais: Por que Blatter continua à frente da Fifa?
Leia mais: O rival de Blatter e suas chances na eleição da Fifa


A votação ocorre dois dias após sete dirigentes terem sido presos em Zurique em uma operação deflagrada por investigação do Departamento de Justiça dos EUA de alegações de corrupção entre a entidade, empresas de marketing esportivo e transmissoras.


O Brasil será representado pelos presidentes da Federação Goiana de Futebol, André Pitta, e da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, já que o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, abandonou subitamente o congresso da entidade em Zurique, na manhã de quinta-feira, e retornou ao Rio de Janeiro, onde desembarcou na manhã desta sexta.


Segundo a assessoria da Fifa, Del Nero não explicou os motivos de seu retorno antecipado.


Mas o que pode acontecer exatamente na eleição? Quais são os resultados esperados?

Qual a plataforma dos dois candidatos?

De acordo com o perfil de Blatter no site da Fifa, "suas principais aspirações são credibilidade, transparência, e 'fair play'". Sua filosofia é "futebol para todos, todos para o futebol".


Já o príncipe Ali afirma que seu objetivo é "tirar o foco sobre a polêmica administrativa e redirecioná-lo ao futebol" e fazer da Fifa uma organização mais justa e transparente.


Como é a votação em si?

Em uma votação secreta, todos as 209 associações de futebol da Fifa têm direito a um voto. A votação ocorre por ordem alfabética – então é um processo demorado.

No primeiro turno, se algum dos candidatos conquistar dois terços dos votos (um total de 140 votos se todos participarem), ele é eleito.

Se nenhum tiver esses dois terços, a votação terá um segundo turno, em que um deles precisará da maioria simples dos votos para ganhar.


Quem pode votar?

Nem todos as federações da Fifa são ligadas a nações com status de país, mas mesmo assim todos têm direito a voto com o mesmo peso. Um exemplo disso é Montserrat, um território britânico no Caribe com 4.900 habitantes, que tem a mesma voz que a Índia, com sua população de mais de 1,2 bilhão de habitantes.


Como eles devem votar?

É nesse ponto que a situação fica mais nebulosa. Mesmo sendo uma votação secreta, muitas das associações de futebol – na qual os membros estão agrupados – já revelaram seus votos.
Michel Platini, presidente da Uefa (a federação europeia de futebol), disse que uma grande maioria das 53 associações da Europa vão apoiar o príncipe Ali.

A Confederação de Futebol Africana (CAF), com seus 54 membros, e a Confederação de Futebol Asiática (AFC), com seus 46 membros, afirmaram que vão apoiar Blatter.

Mas a Austrália, que é da AFC, disse que vai votar no príncipe.

Blatter, tradicionalmente, tem o apoio da federação da América do Norte (Concacaf), cujo o presidente, Jeffrey Webb, está entre os presos da operação em Zurique.

Ainda não se sabe como os membros da América do Sul e da Oceania vão votar.


 

Os membros podem se abster de votar?

Sim - e seis deles fizeram isso nas últimas eleições presidenciais, em 2011. A Federação Inglesa de Futebol se absteve depois que o único rival de Blatter, Mohammed bin Hammam, abandonou a disputa após ser suspenso por alegações de envolvimento com suborno.

Blatter foi reeleito após receber 186 dos 203 votos.


Os países podem se opor de outras maneiras?

Sim, e a Federação Inglesa de Futebol tentou fazê-lo em 2011. Eles pediram que a votação fosse adiada por conta de alegações de corrupção, mas apenas outros 16 países apoiaram a iniciativa. A eleição prosseguiu.

Ainda não se sabe se algum gesto similar será realizado nesta sexta-feira. O presidente da Uefa, Michel Platini, pediu a demissão de Blatter na quinta-feira, mas este se recusou a fazê-lo.
A organização também pediu que a votação fosse adiada, mas o pleito não foi apoiado pela AFC nem pela CAF.

A BBC apurou que a Uefa pode convocar uma reunião geral extraordinária caso Blatter vença nesta sexta-feira. Se 20% dos membros da Fifa concordarem com a moção, a reunião precisará ser realizada nos próximos três meses.

BBC Brasil

Financiamento privado: as duas caras do PT.


Afundado no Petrolão, de onde recebeu centenas de milhões, o PT trabalhou nos bastidores para que o financiamento privado fosse mantido, mesmo que tenha feito campanha pelo financiamento público. Agora alguns deputados, sem apoio dos arrecadadores, querem entrar no STF para defender o financiamento público. E vai para o Congresso do PT, em junho, tentar fazer valer o que está escrito nas resoluções internos. As duas caras do PT vão ficar escancaradas para o país.
 
(Estadão) Parte da bancada do PT da Câmara anunciou nesta quinta-feira, 28, que vai apresentar no Supremo Tribunal Federal mandado de segurança contra a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o financiamento de empresas a partidos. Como a cúpula do partido resiste à ideia de levar o assunto para os tribunais, esses petistas buscaram apoio em outras siglas.



“A bancada do PT não vai entrar com nenhuma ação. Não vemos que tal medida tenha alguma sustentação jurídica”, afirmou o deputado José Mentor (PT-SP). “A direção do partido foi consultada. O Rui Falcão (presidente do PT) também se posicionou contrário à medida.” O vice-líder do PT na Casa, Carlos Zarattini (SP), reforçou a tese: “Não vai ter ação nenhuma. Não tem sentido. Perdemos a votação”.

As reações contrárias à ação ocorrem a menos de duas semanas do Congresso Nacional da PT. Na ocasião, será votada resolução que proíbe o partido de receber doações de empresas.

OAB. Sem apoio das lideranças do partido, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) recorreu a integrantes de outras legendas para coletar assinaturas a favor da mandado. Ao longo do dia, angariou apoio de 63 parlamentares do PC do B, PSB, PPS, PROS, PSOL e PT. Desse contingente, 36 são petistas. O grupo vai entregar uma procuração à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a entidade protocole o mandado no STF. “O que aconteceu no plenário foi inconstitucional”, disse Molon. 

A tese do deputado se baseia no argumento de que o PRB, autor do PEC, e o PTB, apoiador da proposta, não tinham número necessário de parlamentares para subscrever a emenda. O regimento da Câmara exige o apoiamento de 171 deputados para a apresentação de PECs – as duas siglas têm, juntas, 45 parlamentares.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), minimizou as reações contrárias à emenda. “Já tem uns 50 (mandados de segurança) que eles (PT) entraram lá e vai ser o 51.º. Não faz muita diferença.”
 
 
 

Redutos do lulopetismo,Universidades Federais entram em greve. Fuck them.


Assembleia na UFRJ, a mais ideológica do Brasil.
Como professor aposentado, é só o que tenho a dizer. Desculpem o palavrão, mas é o que o que merecem os funcionários e a maioria dos professores - maciçamente eleitores de Lula e Dilma - das universidades federais. E acrescento: a maioria das universidades privadas e ditas confessionais também é dominada por socialistas que nem sequer estudaram Marx. É o petismo mordendo o próprio rabo:


Com dificuldades para fechar as contas devido aos cortes de repasses da União, as universidades federais do país terão de lidar nas próximas semanas com greves de servidores e de docentes.

Funcionários das federais decidiram parar em todo o país por tempo indeterminado a partir desta quinta (28). Eles pedem reposição de 27% de perdas salariais durante o governo Dilma Rousseff.

"Estamos sem resposta à nossa pauta de reivindicações que foi entregue atualizada no ano passado", diz Rogério Marzola, coordenador-geral da federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos.

Divididos, os professores ainda discutem em assembleias se irão aderir à greve.

As entidades temem que o corte de R$ 9,4 bilhões na educação, anunciado pelo governo, aprofunde a crise –a redução das verbas já tem afetado o funcionamento das instituições, causado demissões e suspensão de contratos.

Um ato nesta semana na federal da Bahia exigiu a normalização dos repasses. "Vivemos diariamente diante da 'escolha de Sofia' de escolher qual fornecedor pagar", diz o reitor João Carlos Salles. Segundo ele, a universidade tem recebido recursos 30% menores que o previsto desde o início do ano.

Os cortes atingem outras universidades, como a Unifesp de São José dos Campos (a 97 km de SP). Com despesa mensal de R$ 485 mil, desde o final de 2014 a instituição tem recebido R$ 330 mil. Ao todo, 26 funcionários foram demitidos. Até os contratos de manutenção de elevadores e do sistema de ar condicionado foram afetados.

No campus de Santos da Unifesp, onde os professores devem fazer uma paralisação na sexta (29), o repasse mensal tem sido de R$ 720 mil, 22% a menos do que no mesmo período do ano passado.

No Rio, a UFRJ chegou a suspender as aulas na semana passada após atraso no pagamento de funcionários terceirizados. Em assembleia nesta quarta (27), os docentes votaram contra uma greve.

"Não resta outra alternativa senão a greve. Corremos o risco de termos perdas", afirma Paulo Rizzo, presidente da Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).

Já os professores ligados à Proifes (federação de sindicatos de professores das federais), que representa 11 sindicatos, são contrários à paralisação neste momento. "Por enquanto, nós entendemos que as negociações estão em curso e que o governo ainda não se posicionou", diz Eduardo Rolim de Oliveira, presidente da federação.

O Ministério da Educação informa que tem atuado para garantir os recursos necessários ao funcionamento das universidades e afirma que os repasses têm sido normalizados desde março. Contudo, informa que as universidades têm autonomia administrativa e que, "após a liberação financeira, não possui qualquer ingerência sobre os processos de pagamento". (Continua na FSP).
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PIB em queda livre. Sai daí, Dilma.


Não se passa um dia sem recordes negativos do governo Dilma. O PIB, que já era pibinho, continua despencando. Por trás disso, a queda no consumo. Os brasileiros estão comprando e comendo menos. Novo cenárido? Só com o impeachment da presidente reincidente:


A economia brasileira recuou 0,2% no 1º trimestre de 2015, em relação aos três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2014, o país escapou por pouco do diagnóstico de recessão e encerrou o ano com crescimento de 0,1%, ajudado por uma revisão na metodologia de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado publicado pelo IBGE ficou ligeiramente abaixo das estimativas de analistas, que previam queda de 0,1% a 1% nos primeiros meses do ano. O IBC-Br, considerado a prévia do PIB, foi divulgado na semana passada e indicava retração de 0,8% no período. Em valores correntes, o PIB atingiu 1,408 trilhão de reais.
(VEJA.com/VEJA)

Em relação ao primeiro trimestre de 2014, o PIB teve contração de de 1,6%. No acumulado dos quatro trimestres terminado nos primeiros meses deste ano, houve queda de 0,9%.

O PIB é analisado pelos economistas sob duas óticas distintas: a da oferta, representada pelo setor produtivo (agropecuária, indústria e serviços) e a da demanda, representada por investimentos, consumo das famílias, gastos do governo e balança comercial (exportações menos importações).

Do lado da oferta, o destaque do desempenho pífio no ano foi para a queda de 0,3% da indústria. Já a agropecuária cresceu 4,7%. O impacto maior, e que não havia sido sentido nos trimestres anteriores, foi o do setor de serviços, que mostrou recuo de 0,7%. Essa fatia da economia do país é altamente influenciada pelo mercado de trabalho. Com o desemprego em trajetória de alta, o setor de serviços é penalizado porque há menos capital disponível para consumo.

Sob a ótica da demanda, os investimentos tiveram baixa de 1,3% e o consumo das famílias caiu 1,5%. Já os gastos do governo caíram 1,3% em relação ao trimestre anterior.

Segundo o IBGE, a taxa de investimento este ano ficou em 19,7% do PIB, abaixo do observado no último trimestre de 2014, quando estava em 20,3%, porém, no mesmo patamar que o último trimestre do ano passado. A taxa de poupança foi de 16%, ante 15,8% no último trimestre de 2014 e 17% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na análise do setor externo, as exportações recuaram 5,7% e as importações de bens e serviços caíram 1,2%.

Se em 2014 o país ainda não havia sentido em cheio os efeitos da Operação Lava Jato na economia, este ano eles já são visíveis quando se analisa a paradeira dos investimentos. Outro agravante é o ajuste fiscal que, ainda que tenha sido aprovado apenas esta semana no Senado Federal, e não tenha sido sancionado pela presidente Dilma Rousseff, já tem efeitos recessivos na economia, com repasses sendo contingenciados para praticamente todos os ministérios. Na semana passada, o governo anunciou aindao corte de 69,9 bilhões de reais no orçamento para este ano, o que deve manter em marcha lenta o ritmo dos desembolsos da União.

Com a aprovação do ajuste, a economia deve encontrar apoio para conseguir se reerguer, porém, sem antes piorar. A previsão dos economistas consultados pelo site de VEJA é de queda em torno de 1% para o segundo trimestre - patamar que deve se manter também para o resultado do ano. Para 2015, economistas independentes e governo têm uma previsão minimamente alinhada de que o PIB saia do campo negativo e avance em torno de 1%. (Veja.com).

Em operação contra lavagem de dinheiro, PF mira o empresário Bené, colaborador de campanha do governador Pimentel.


Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, esteve envolvido em escândalos em 2010: ajudou a montar um bunker que produzia dossiês contra o então candidato tucano José Serra. Depois disso, foi colaborador de várias campanhas do PT, entre elas a de Fernando Pimental, governador de Minas Gerais:

A Polícia Federal cumpre nesta nesta sexta-feira, 29, 90 mandados de busca e apreensão em Brasília, Goiás, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A operação, batizada de Acrônimo, busca combater uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro.
A investigação começou em outubro do ano passado, quando a PF apreendeu, no Aeroporto de Brasília, R$ 113 mil em dinheiro numa aeronave que trazia o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, dono da Gráfica Brasil, o ex-assessor do Ministério das Cidades Marcier Trombiere. Os dois foram colaboradores de campanhas do PT, entre elas a do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), no ano passado.
Segundo investigadores, Bené está entre os investigados. Em 2010, ele esteve no centro de um escândalo envolvendo a montagem de um bunker, supostamente criado pela campanha da presidente Dilma Rousseff para produzir dossiês contra o adversário na disputa, o senador José Serra (PSDB-SP). Após o escândalo, o partido afastou os envolvidos no caso.
As empresas controladas por Bené têm vários contratos com órgãos do governo federal. Os 400 policiais fazem buscas em empresas e 30 endereços de pessoas físicas e mais 60 de empresas. O objetivo é localizar documentos e mídias para comprovar se os valores que circulavam em contas do esquema vinham da inexecução e do sobrepreço em contratos com órgãos públicos.
As ações incluem o sequestro de um avião KingAir, em Brasília, avaliado em R$ 2 milhões. De acordo com a PF, os envolvidos tentavam evitar a identificação de repasses financeiros fracionando valores movimentados, usavam estratégias de confusão patrimonial e também “laranjas”.
Em oito meses de investigação, os agentes da PF acompanharam suspeitos e periciaram mídias e computadores apreendidos na ação do ano passado. Acrônimo é a palavra formada pelas iniciais de outras palavras. O nome foi dado à operação porque o prefixo da aeronave é uma sigla constituída das iniciais dos nomes de familiares do principal investigado. (Fausto Macedo, no Estadão).

POLÍCIA FEDERAL APREENDE COMPUTADOR DO EX-DEPUTADO ANDRÉ VARGAS CONTENDO LISTA DE EMPRESAS QUE TERIAM PAGO PROPINA AO PETISTA


O ex-deputado petista André Vargas e parte da lista com empresas suspeitas de pagar propina a ele
A Polícia Federal apreendeu no computador pessoal do ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR) uma planilha com as empresas suspeitas de pagar propina ao político desde dezembro de 2011, durante seu mandato, e até  28 de março de 2014, onze dias depois da Operação Lava Jato. No total, 193 empresas (confira a lista abaixo) pagaram à LSI Solução em Serviços Empresariais Ltda, de Vargas, um total de R$ 3,170.292,02.


Parte da lista da corrupção é de fornecedores que pagavam à LSI, de André Vargas, as comissões devidas à Borghi/Lowe Propaganda.
A suspeita na Lava Jato é que a agência de propaganda Borghi/Lowe obteve contrato milionário na Caixa graças ao lobby de André Vargas.
Entre as empresas da planilha de André Vargas estão fornecedoras da Borghi/Lowe e também outras empresas com interesses no governo.
André Vargas, ainda preso, foi denunciado pelo Ministério Público este mês por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Do site Diário do Poder

Se empresário milionário chora de frustração por ser corrupto, as crianças doentes que não conseguem atendimento nos hospitais publicos deverão fazer o que??

27/05/15 - Ex-executivo da Camargo Corrêa confirma cartel na CPI da Petrobras


"Mais do que arrependimento, tenho uma profunda frustração profissional", afirmou Eduardo Hermelino Leite


Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)Deputados da CPI da Petrobras começaram a ouvir na manhã desta terça-feira (26/05) o depoimento de Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa. Falando em arrependimento, Leite disse que "lamentavelmente" participou do pagamento de propina a agentes públicos e privados e que hoje tem seu futuro profissional comprometido. "Mais do que arrependimento, tenho uma profunda frustração profissional", declarou. 


Ele chegou a chorar durante o depoimento. O executivo se emocionou ao falar dos filhos e do prejuízo que a prisão na Operação Lava Jato causou à imagem de sua família. "Isso não me é agradável", disse o delator, que hoje cumpre prisão domiciliar 

(Tádinho dele, não é mesmo?Enquanto ele chora a comida desaparece dos pratos dos brasileiros, a classe trabalhadora não tem mais escola ou hospital decente para atende-los! NB)


Leite assumiu a vice-presidência da empreiteira em 2011 e disse que foi cooptado por um esquema preexistente. Segundo ele, seus antecessores Leonel Viana e João Auler passaram a orientação de que a Camargo Corrêa deveria continuar pagando propina ao esquema. "Não me via cometendo um crime, era algo que já existia, que era funcional", declarou.


O ex-vice-presidente da empresa disse que a decisão de fazer a delação premiada não foi uma "boa decisão jurídica", mas que é uma "boa decisão pessoal". "Minha colaboração (com a Justiça) é espontânea e consistente", afirmou.


Cartel de empreiteirasLeite confirmou que havia encontros entre as empreiteiras e que o cartel lhe foi revelado por Dalton Avancini, ex-diretor-presidente da empresa.


O cartel era formado por grandes construtoras num momento em que a Petrobras era, em suas palavras, a grande contratante do país. "Mas não participei do evento (encontro do clube de empreiteiras)".


Leite citou a companhia Vale como exemplo e disse que a empresa adota práticas que evitam o "entendimento" no mercado. "Existem práticas que podem ser feitas que podem evitar que ocorram o ilícito", declarou.


Para ele, a existência de projeto de engenharia avançado evita irregularidades em empresas como a Petrobras. "Quando tem precisão de orçamento, não acontece nada de errado", afirmou.


O executivo contou que foi apresentado pelo empreiteiro João Auler ao doleiro Alberto Youssef dentro da Camargo Corrêa, situação em que ele estava acompanhado do ex-deputado José Janene (PP-PR). Eles haviam procurado a empreiteira para cobrar pactos e pagamento de propina. "Esses dois são agentes responsáveis pela áreas de Abastecimento", teria dito Auler a Leite.


Ele disse que não conhecia o passado de crimes de Youssef e que ele se apresentou como empresário. "Youssef era uma pessoa extremamente inteligente", comentou.


Esquema de propina foi 'herdado'Em suas primeiras palavras, o executivo disse que tinha 21 anos de Camargo Corrêa e que em 2009, ao assumir a diretoria de Óleo e Gás da empresa, herdou um esquema preexistente, passado por seus antecessores. Ele relatou que os colegas haviam dito que o "cliente" (Petrobras) funcionava dessa maneira e que era difícil deixar tal "atividade". "Herdei uma prática e tive de administrá-la, mantendo os procedimentos já adotados", comentou.


Ao assumir a prática de atos ilícitos, Leite confirmou que manteve contato com os ex-diretores Renato Duque (Serviços) e Paulo Roberto Costa (Abastecimento) - e com o ex-deputado federal José Janene (PP-PR) e os operadores Júlio Camargo, Alberto Youssef e João Vaccari Neto. "Eram operadores contumazes, que insistiam no pagamento dessas obrigações", disse.


Lava Jato: executivos da Camargo Correa confirmam pagamento de propinaJúlio Camargo e Youssef foram chamados por ele de facilitadores de encontros com os diretores da Petrobras. O delator chegou a revelar, em oitiva à Justiça Federal na semana passada, que foi procurado por Costa e Duque para pagar propina mesmo depois que eles deixaram os cargos na estatal.


Leite destacou que 1% do custo da obra era destinado ao pagamento de propina. "Esse custo era cobrado pela Petrobras, conforme o andamento da obra", contou. De acordo com ele, se não tivesse esse custo, os valores cobrados da estatal poderiam ter sido 2% menores, já que era pago metade para cada diretoria.


Leite falará apenas sobre os crimes relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras. O executivo, que cumpre prisão domiciliar e renunciou ao direito de ficar em silêncio, é ouvido na condição de investigado.


Propinas somaram R$ 110 milhõesLeite afirmou que foram pagos R$ 110 milhões em propina entre 2007 e 2012. Segundo ele, a propina alimentou campanhas políticas e os operadores do esquema ganharam poder ao evitar a relação direta entre empreiteiras e políticos. "Os operadores faziam questão de nos alijar do contado com os políticos", disse.


Leite contou que após deixar a Petrobras, o ex-diretor Paulo Roberto Costa foi contratado pela Camargo Corrêa para prestar consultoria de um dia e que recebeu R$ 6 mil. A empreiteira tinha interesse em informações estratégicas da estatal para os próximos 20 anos. Os valores pagos a Costa chegaram a ser aditados para "pagamento de propina pendente".


O executivo disse que a falta de projetos básicos adequados levou a Petrobras a fazer aditamentos contratuais, o que seria um dos fatores de prejuízo para a estatal. "Isso gera essa confusão que em algum momento será acertado através de aditivos", explicou.


Para ele, o Tribunal de Constas da União (TCU) tem um trabalho "inglório". "É muito difícil do TCU fazer o casamento do que é o contrato e do que é o empreendimento", afirmou.


Sem propina, relação seria difícl

Segundo o ex-executivo, a relação da empreiteira com a estatal seria "muito difícil" se não houvesse o pagamento de propina a diretores.


De acordo com Leite, Costa e Duque poderiam impor penalidades à construtora e não receber representantes da empresa para tratar das obras se os pagamentos não fossem feitos regularmente. Os repasses eram feitos de forma contínua.


No depoimento, Leite disse que o ex-gerente de Serviços Pedro Barusco deixou claro que a Diretoria de Serviços servia aos interesses do PT e que o diretor Renato Duque era apadrinhado do partido, ao qual o esquema deveria prestar contas. Com a saída de Duque da Petrobras, o ex-diretor o procurou para que sua consultoria fosse contratada de forma a manter a rotina de pagamento de propina.


Ele voltou a falar do encontro com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que queria recursos para o partido. Leite afirmou que a Camargo se recusou a pagar propina em forma de doação para campanha eleitoral.

BLOG A VERDADE SUFOCADA

Ooops....Petrolão envolve até...assassinato?

Nova publicação em VESPEIRO

Gente fina é outra coisa!

by fernaslm
Nunca é demais lembrar como é que o assassinato de Celso Daniel se liga ao "petrolão".

Chama o John Wayne! O unico capaz de estabelecer a lei e a ordem nesse Brasil imerso na corrupção.Pois hoje, com o universo estatal brasileiro tomando metade da renda nacional e declarado constitucionalmente intocável, seja qual for a dificuldade vivida pelo país, e com o Brasil que produz reduzido a pele e ossos, as esperanças se foram.

by fernaslm
jw6
Duas histórias que indiretamente são conexas chamaram minha atenção nos jornais de hoje.
Uma, do Valor Econômico, dava conta da saga dos fabricantes de sapatos brasileiros que, ha cerca de 20 anos, massacrados pela burocracia, pelo peso dos impostos, pela chantagem “trabalhista” e pelas manipulações do câmbio, desistiram do Brasil e foram fabricar sapatos em Dongguan, na China. É o mesmo pessoal do Vale dos Sinos, RGS, que esteve no centro de uma longa série de reportagens dos meados dos anos 80 do “eutanasiadoJornal da Tarde cujo mote eram “Os guerrilheiros da prosperidade nacional”, micro e pequenos empresários que, contra tudo e contra todos, ainda conseguiam produzir no país em níveis de excelência.
Eram ainda os tempos em que os jornais perscrutavam o Brasil real, sentiam suas dificuldades e faziam-se porta-vozes de soluções para os seus problemas e, em vez de se limitar a amplificar as mentiras e mesquinharias das “fontes oficiais” como é norma nas redações de hoje, obrigavam-nas a olhar para os problemas reais dos brasileiros reais e estudar soluções para eles.
Essa série de reportagens, apesar da circulação restrita a São Paulo do JT, pautou o resto da imprensa e pôs em marcha dois movimentos que entraram definitivamente para a pauta nacional – uma campanha pela desburocratização dos trâmites para a criação e operação de micro e pequenas empresas no país e a criação de um regime tributário especial para elas, além de iluminar o drama generalizado que era e continua sendo produzir no Brasil.
De lá para cá a internet entrou em cena, as fronteiras nacionais se dissolveram e os pequenos alívios no garrote vil, que eventualmente se conseguia arrancar a fórceps da máfia que desde sempre explora os brasileiros, deixaram de fazer diferença para a competição aberta contra produtores ao redor do mundo, cujos governos são seus aliados e não seus inimigos, quando não seus assaltantes. Hoje, com o universo estatal brasileiro tomando metade da renda nacional e declarado constitucionalmente intocável, seja qual for a dificuldade vivida pelo país, e com o Brasil que produz reduzido a pele e ossos, as esperanças se foram.
Mas não completamente. Lá estão, em Dongguan, os mesmos empreendedores formados pelo Serviço Nacional da Indústria – o Senai, símbolo de uma época em que os empreendedores brasileiros ainda acreditavam neste país e investiam na formação de seus próprios sucessores – que puderam migrar para o outro lado do mundo para por em prática a sua vocação e a sua força empreendedora.
São os brasileiros da China que dominam a indústria de sapatos mundial, em operações que chegam a envolver até 18 mil trabalhadores terceirizados – o tipo de atitividade que nossos “excelentes” representantes no Legislativo e no Executivo tratam, neste momento, de proibir em todo o território nacional. 


São eles que proporcionaram à China, partindo do zero, chegar a 1,8 bilhão de pares de sapatos exportados por ano para os EUA, 2/3 de tudo que aquele país consome, movimentando 17,5 bilhões de dólares. Mão de obra formada no Brasil com investimento brasileiro, mas impedida de trabalhar no Brasil, que até 2008 também importava desses seus filhos expatriados 33,6 milhões de pares de sapatos, até que lhes antepusessem barreiras alfandegarias, em 2009, para que os sapateiros remanescentes nesta nossa pátria da “justiça trabalhista” não fossem banidos de vez do mercado mundial, à custa, como sempre, de obrigar os brasileiros do Brasil a pagar o sobrepreço dos seus governos também para não acabar andando descalços.
É uma história triste mas que tem um lado positivo posto que abre, na nossa desesperança, a fissura de nos tomarmos como cidadãos do mundo que a corja- que tomou este país de assalto-- não conseguirá alcançar indefinidamente. 

Haverá sempre uma China para onde fugir quem queira trabalhar...

Acena com esse mesmo tipo de esperança a prisão, ontem, a pedido da justiça norte-americana, daqueles velhos ladravazes da Fifa que o mundo inteiro sabe o que são e o que sempre foram, desde os tempos em que a Fifa ainda estava nas mãos gosmentas do clã Havelange.

A velha e doentíssima Europa, em matéria de corrupção, não é mais que uma América Latina com um pouco mais de verniz e mesuras, o que proporcionou aos membros da quadrilha cujos rostos patibulares estavam estampados nas primeiras páginas de todos os jornais do mundo hoje, esfregar por gerações a fio a sua subversiva impunidade nas esperanças de todos quantos vivem de trabalho honesto neste planeta, até que o velho esporte bretão caísse finalmente no gosto dos americanos.
Não demorou muito para o vitríolo moral distilado pela Fifa e associados corroer a sua extensão americana e, a partir daí, finalmente despertar o interesse da polícia de um país com polícia.

E lá estavam, ontem, ninguém menos que a secretária de Justiça dos Estados Unidos da América, Loretta Lynn, em pessoa, ao lado dos diretores do FBI e da Receita para que não fiquem dúvidas sobre o peso da mão que está descendo sobre a podridão de que o mundo jamais esperava se ver livre nesta encarnação, para dar o “cartão vermelho” que esperamos que seja final e definitivo “numa cultura de corrupção desenfreada, sistêmica e profundamente enraizada”, da qual o velho bandalho que já foi até governador de São Paulo é um dos principais protagonistas e de que com certeza fez uso gente muito mais grauda que ele nas tramóias tidas e havidas para trazer uma Copa do Mundo para o meio deste nosso tiroteio.
Vamos torcer para que, certos de sua impunidade como todos sempre estiveram, esses grandes tubarões tenham cometido a mesma imprudência dos peixes menores já trancafiados na Suíça tentando lavar o produto do que nos têm roubado no sistema financeiro dos Estados Unidos.
Os “petrolões”, pelo menos, nós sabemos que já têm um perna agarrada por lá. Se o STF dos notórios amigos do PT melar tudo por aqui, temos o consolo de saber que terão de pagar ao menos o que roubaram dos acionistas americanos da Petrobras.
É outra ponta da globalização que, neste nosso deserto moral, serve de boia de salvação: na aldeia global, é sempre possível que o xerife que é de fato xerife entre, afinal, em ação. E tende a ser cada vez mais difícil escapar dele até porque os lugares interessantes que restam para se guardar e gastar o produto das roubalheiras que rolam pelo mundo são aqueles nos quais xerifes como esses atuam pra valer. 

Ladrão sabe melhor que ninguém o perigo que é viver numa terra sem lei. E, ademais, de nada serve roubar até destruir um país, como estão fazendo com o nosso e com tantos outros, para depois ficar condenado a viver na terra arrasada deixada para tras do saque.
Que o braço do xerife seja cada vez mais longo!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

CÂMARA APROVA O FIM DA REELEIÇÃO PARA PRESIDENTE, GOVERNADORES E PREFEITO. MANDATO PODE IR PARA CINCO ANOS SEM AFETAR ATUAIS GOVERNANTES.


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o fim da reeleição para prefeito, governador e presidente da República. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda depende de votação em segundo turno na Casa e da concordância do Senado Federal. A medida teve 452 votos favoráveis e 19 contrários. A votação se deu no esforço da Câmara para apreciar temas da reforma política ao longo da semana.
 
 
A emenda da reeleição foi aprovada em 1997 e possibilitou que o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e os governadores em exercício buscassem um segundo mandato. Na época, houve acusações de compra de votos para a aprovação da medida.
 
 
Na votação desta quinta, todos os partidos orientaram suas bancadas a votar pelo fim da reeleição. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) fez um mea culpa: "Eu votei pela reeleição na época e me arrependo amargamente. É um instituto para país desenvolvido e não um país em construção como o Brasil", disse ele.
 
 
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), também apoiou a mudança. "A reeleição foi um instrumento que não se mostrou construtivo para o país e causou muitas distorções", disse ele. Na maior parte dos casos, os críticos da reeleição afirmaram que a prática é uma das causas da corrupção na política.
Dentre os poucos parlamentares que defenderam a possibilidade de reeleição, o argumento era o de que o instituto não é responsável direto por desvios. "O que nós temos que fazer é melhorar o processo eleitoral", disse Celso Pansera (PMDB-RJ).
 
 
Nesta quinta-feira, a Câmara deve estabelecer o tamanho do mandato eleitoral. O mais provável é que o mandato seja estendido para cinco anos - sem, contudo, afetar os atuais governantes. A Casa também decidirá se implementa a coincidência de eleições. Nesse caso, vereadores e prefeitos seriam eleitos no mesmo ano em que deputados, senadores, governadores e o presidente.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o fim da reeleição para prefeito, governador e presidente da República. 
 
 
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda depende de votação em segundo turno na Casa e da concordância do Senado Federal. A medida teve 452 votos favoráveis e 19 contrários. A votação se deu no esforço da Câmara para apreciar temas da reforma política ao longo da semana.
 
 
A emenda da reeleição foi aprovada em 1997 e possibilitou que o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e os governadores em exercício buscassem um segundo mandato. Na época, houve acusações de compra de votos para a aprovação da medida.
 
 
Na votação desta quinta, todos os partidos orientaram suas bancadas a votar pelo fim da reeleição. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) fez um mea culpa: "Eu votei pela reeleição na época e me arrependo amargamente. É um instituto para país desenvolvido e não um país em construção como o Brasil", disse ele.
 
 
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), também apoiou a mudança. "A reeleição foi um instrumento que não se mostrou construtivo para o país e causou muitas distorções", disse ele. Na maior parte dos casos, os críticos da reeleição afirmaram que a prática é uma das causas da corrupção na política.
Dentre os poucos parlamentares que defenderam a possibilidade de reeleição, o argumento era o de que o instituto não é responsável direto por desvios. "O que nós temos que fazer é melhorar o processo eleitoral", disse Celso Pansera (PMDB-RJ).
 
 
Nesta quinta-feira, a Câmara deve estabelecer o tamanho do mandato eleitoral. O mais provável é que o mandato seja estendido para cinco anos - sem, contudo, afetar os atuais governantes. A Casa também decidirá se implementa a coincidência de eleições. Nesse caso, vereadores e prefeitos seriam eleitos no mesmo ano em que deputados, senadores, governadores e o presidente. Do site de Veja