sábado, 19 de dezembro de 2015

A arruaça chegou ao Supremo

Reproduzo abaixo a coluna de Reinaldo Azevedo na FSP ("Todos os homens de Dilma"): a arruaça chega, de fato, à Corte suprema, em nome "do útil, do oportuno e do conveniente":


Convém que a gente não tente fingir que a quarta (16) e a quinta-feira (17) foram dias convencionais. No STF, Edson Fachin, o relator das ações do PCdoB contra o rito do impeachment, contrariava as expectativas do governo e da Procuradoria-Geral da República, num esforço, pareceu-me, para preservar o tribunal da arruaça que toma conta do Executivo, do Legislativo e de outros entes. Infelizmente, arruaceiros chegaram à corte suprema.

Nas ruas, as esquerdas gritavam em favor dos crimes de Dilma e do PT e contra os de Eduardo Cunha. São quem são. Nem bem o relator terminava a leitura do seu voto no STF, Rodrigo Janot dava à luz uma ação cautelar de 190 páginas –redigida, pois, havia muito– pedindo o afastamento de Cunha da Presidência da Câmara. Tivesse Fachin facilitado as coisas para Dilma, estou certo de que Janot teria engavetado o calhamaço. A arruaça já chegou à PGR.

Na terça (15), a Operação Lava Jato já tinha dado outro presente de aniversário a Dilma: a fase dita "Catilinárias", destinada a pegar o PMDB. Pergunta silenciosa: "Vocês ainda querem o impeachment?". Enquanto Fachin lia seu voto, o mercado punha preço no rebaixamento da nota do Brasil, desta feita pela Fitch. Pergunta ruidosa: vocês ainda querem Dilma?

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, por sua vez, se encarregava de tentar quebrar a espinha do PMDB junto a Leonardo Picciani (PMDB-RJ), e atacava Michel Temer. O senador, que já tem lugar na fila da guilhotina, fazia mais um esforço desesperado para prestar um serviço ao Planalto.

Dilma e seus generais vão atropelando tudo o que encontram pela frente. Contam com Renan e com Janot para destruir o PMDB, condição necessária da sobrevivência do governo. Contam com alguns ministros no Supremo para rasgar a Constituição.

Só chama de "Catilinárias" uma operação destinada a golpear o partido que se tornou o principal adversário do PT quem faz uma leitura errada de Catilina e de Eduardo Cunha... Se é para submeter a história a aggiornamentos, prática cretina, Catilina vive hoje em Guilherme Boulos, por exemplo, não em Cunha. Em termos contemporâneos, o senador romano encarnava a esquerda demagoga. Na ideologia, mas não no estilo, o presidente da Câmara estaria mais para Cícero. E também vai perder a cabeça.

O erro de história comparativa trai, no entanto, um alinhamento da Lava Jato com as forças em disputa no presente. Quando o maior partido do país é associado por investigadores a uma "conspiração contra a República", é forçoso reconhecer que essa frente investigativa está fazendo uma escolha política.

"Então não era para investigar ninguém do PMDB?". Por mim, que se investigue até o Santo Sepulcro! Repudio é oportunismo e Justiça seletiva.

Não custa lembrar: não sendo o PMDB a triunfar (Janot e Luís Barroso não querem), então será Dilma mesmo. Alguém, a sério, acha que o país suporta mais três anos sem passar por esgarçamentos perigosos? Nota: nem os ditos "intelectuais de manifestos" apostam nisso. Mas eles são esquerdistas e anseiam justamente por disrupções. Na sua mente perturbada, elas fazem avançar "a luta". Talvez com um pouco de sangue... Com o que talvez concordem alguns togados.

Se Dilma renunciasse à sua vaidade, certamente renunciaria também ao cargo. A crise política já arranha, sim, as instituições. A arruaça chegou à PGR. A arruaça chegou ao Supremo. Em nome do "útil, do oportuno e do conveniente".

PS: Tiro três semanas de folga. Se a Folha não mudar de ideia, volto no dia 11 de janeiro.
 
 
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Toc, toc: tem alguém no ministério da Fazenda?


Se Joaquim Levy ainda não saiu, é um mero fantasma num governo à deriva. O que virá depois dele será pior, bem pior. Afundaremos ainda mais, rumo à quebradeira geral, que já começou.  Virá mais "desenvolvimentismo", outro nome, por aqui, para populismo. Tem razão o economista Mansueto Almeida: "o Brasil é comparado a tudo de ruim que outros países fazem ou fizeram". Segue seu post:


Noticia de hoje do repórter da Folha Valdo Cruz, sempre bem informado, diz que na última reunião do ano do Conselho Monetário Nacional o ministro da fazenda, Joaquim Levy, se despediu e disse que não estará presente no próximo encontro no final de janeiro (clique aqui).

O episódio é triste, mas já era esperado. Joaquim Levy fez o que podia para tentar convencer o governo da necessidade de adotar um plano de ajuste fiscal que mostrasse algum resultado no curto e no longo–prazo. Não deu certo porque ele foi, desde o inicio, boicotado pelo PT e, muitas vezes, atacado pelo ex-presidente Lula. Além disso, não teve o apoio necessário de seus colegas ministros.

Joaquim Levy foi corajoso o bastante para colocar no debate temas extremamente inconvenientes para muitas pessoas. Não se furtou de defender limite para divida publica do governo federal e mostrou que o nosso sistema previdenciário não é sustentável. Tentou mostrar a população nossas anomalias, mas esse trabalho caberia a Presidente da República.

Confesso que o admiro. É um excelente economista e foi sempre boicotado. Lutou muito. Construiu pontes com a oposição para aprovar medidas de interesse do país e ganhou respeito de muitos senadores da oposição.

Se a saída do ministro for confirmada, e tudo indica que será, começa a especulação quanto ao seu possível substituto. As opções são duas. Primeiro, qualquer um que tente implementar a agenda do ministro Joaquim Levy sofrerá forte oposição da ala do PT que quer crescimento da despesa pública e da dívida. Ou seja, o seu sucessor, terá os mesmos problemas.

Segundo, se o novo ministro for alguém que conta com a simpatia do PT, será um grande desastre. Se for alguém que não tenha o poder de dizer não para a presidente e para o PT, esse ministro não terá força politica e nem tão pouco credibilidade para fazer nem metade do que Joaquim Levy fez. E vou arriscar um palpite. Se Joaquim tentou arrecadar R$ 32 bi com a criação da CPMF, o seu sucessor tentará arrecadar o dobro: R$ 64 bilhões.

A situação econômica do Brasil se deteriorou muito rápida. Não há perspectiva hoje de equilíbrio fiscal. O Governo não quer mais cortar gastos, não conta com apoio politico para aprovar medidas difíceis no Congresso, e nem tem convicção da necessidade de reformas estruturais. Enquanto isso, os indicadores econômicos e as expectativas do mercado vão piorando.

Muita incerteza. Lava Jato ainda pode implicar muita gente. Difícil saber agora quem está do lado negro da força. O Brasil já está em uma trajetória de crescimento da divida que é insustentável. Governo e parte da classe politica passam a impressão que há tempo para estudar alternativas. Não há tempo nem alternativas.

Mercado olha com ceticismo e fica à espera do que irá acontecer. Brasil é comparado com tudo de ruim que outros países fazem ou fizeram. Estrangeiros têm dificuldade de entender como brasileiros aceitam passivamente um “equilíbrio” ruim que poderá agravar a crise.

E assim vamos terminar o ano com elevada incerteza, mas torcendo para que alguma mudança positiva ocorra no futuro próximo. Mas, por enquanto, é apenas esperança.
 
 
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Nelson Barbosa na Fazenda: mais populismo, mais quebradeira.


Basta lembrar que Nelson Barbosa, agora ex-do Planejamento, é um dos pais da crise fiscal. Vai ser difícil desejar aos brasileiros, sem hipocrisia, "feliz 2016". Melhor contar com melhoras depois de 2020:


Nelson Barbosa mudou de endereço na Esplanada dos Ministérios, deixa o Planejamento e será o novo ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff. O anúncio oficial foi feito no fim da tarde desta sexta-feira.

Barbosa, de 46 anos, já era cotado para a Fazenda no fim de 2014, quando Dilma escolhia os nomes do primeiro escalão de seu segundo mandato. Seu nome agradava mais ao PT do que o de Levy, que acabou sendo escolhido. Nas inúmeras vezes em que circularam rumores de saída de Levy da Fazenda nos últimos meses, Barbosa sempre apareceu como um dos cotados para a pasta.

Levy chegou à Fazenda com o compromisso de tentar ajustar as contas públicas. Os cortes de gastos sempre foram uma das marcas de Levy em passagens anteriores pelo governo, característica que lhe rendeu o apelido de "Mãos de Tesoura". Levy foi secretário adjunto de Política Econômica e economista-chefe do Planejamento no mandato de Fernando Henrique Cardoso e, já na gestão Lula, chefe do Tesouro.

Barbosa, por sua vez, é da ala do governo mais afeita ao aumento de gastos como instrumento de estímulo à economia. Com o aumento de gastos, o Brasil fechará 2015 com déficit (já autorizado pelo Congresso) de 119,9 bilhões de reais.
Uma das principais bandeiras de Levy nos esforços de ajuste das contas públicas era o compromisso de um superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) equivalente a 0,7% do produto interno bruto (PIB) para 2016. Nesta quinta-feira, o Congresso aprovou o orçamento de 2016 com previsão de meta de 0,5% do PIB. Foi a última derrota de Levy antes de sua saída do governo.

Perfil - Ph.D em Economia pela New School for Social Research, de Nova York, e secretário-executivo do Ministério da Fazenda no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, de 2011 a 2013, Barbosa exerceu diversos cargos na administração federal, incluindo secretário de Acompanhamento Econômico 2007 a 2008 e secretário de Política Econômica, de 2008 a 2010, no Ministério da Fazenda.

O economista foi também presidente do conselho do Banco do Brasil entre 2009 e 2013 e membro do conselho de administração da Vale de 2011 a 2013. Barbosa é lembrado por passagens pelo Banco Central, entre 1994 e 1997, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, entre 2005 e 2006, e pelo Ministério do Planejamento, em 2003.

Além dos cargos públicos, Barbosa atuou como professor titular da Escola de Economia de São Paulo (FGV-EESP), professor adjunto do Instituto de Economia (IE/UFRJ), pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV) e membro dos conselhos de administração da Cetip e do Banco Regional de Brasília (BRB). (Veja.com).
 
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Oposicionistas reagem à intervenção do STF na Câmara


Mendonça Filho, líder do DEM.
O Regimento Interno da Câmara será modificado para permitir candidaturas avulsas, além das indicações dos líderes partidários. Afinal, quem decide sobre o rito de um poder independente, é o próprio poder. A menos que as instituições sejam, bolivarianamente, atiradas ao lixo:


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e líderes de partidos da oposição apostam em Projeto de Resolução apresentado pelo DEM para conseguir reverter decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que barrou a possibilidade de candidaturas avulsas.

Apresentado pelo líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), o projeto dá nova redação ao parágrafo 2º do artigo 218 do Regimento Interno da Casa, prevendo que serão admitidas tanto as indicações dos líderes partidários "como candidaturas avulsas oriundas do mesmo bloco ou partido" para eleger membros da Comissão.

Líderes ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, preveem que a proposta só será votada, contudo, no próximo ano. Mendonça promete apresentar um requerimento pedindo urgência ao projeto logo no primeiro dia da volta do recesso paramentar, em fevereiro. O pedido precisa ser aprovado pela maioria absoluta dos 513 deputados, ou seja, por 257 parlamentares.
"A Câmara não pode submeter os 513 deputados à vontade de líderes partidários. Isso seria você entregar o processo de impeachment de bandeja ao Palácio do Planalto", afirmou o líder do DEM. "Eleição pressupõe disputa e disputa é com votação", emendou Mendonça.
Pelas decisões do STF, ficaram proibidas tanto candidaturas avulsas como a votação secreta para escolha dos 65 membros da Comissão Especial. Na prática, a Corte anulou a votação que ocorreu no início de dezembro e que elegeu secretamente chapa avulsa formada por 39 deputados, a maioria com posicionamento a favor do afastamento de Dilma.
Absurdo. O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), criticou a decisão do Supremo. "Isso é absurdo. Que eleição é essa sem concorrência. Eleição pressupõe disputa", criticou. O parlamentar aposta no projeto do DEM para reverter a decisão. "Não tenha dúvida que isso vai ficar para o próximo ano", comentou.
Nessa quinta-feira, o presidente da Câmara disse respeitar as decisões do STF, mas mostrou preocupação com a questão da chapa avulsa. "E se a maioria do plenário rejeitar a chapa indicada pelos líderes, como fica?", questionou. Em entrevista coletiva, ele citou o projeto do DEM como uma das possíveis saídas para resolver o impasse. (Estadão).

Oposição investirá nas ruas para dividir a escória aliada de Dilma


Para fazer o impeachment avançar, depois da tenebrosa intervenção do STF, as oposições montam novas estratégias, entre elas a busca de apoio nos movimentos antipetistas - algo que já deveriam ter feito há muito tempo. Mas, antes tarde do que nunca:

Após vitória do governo no Supremo Tribunal Federal, que definiu o rito do impeachment, a oposição a Dilma Rousseff iniciou ontem a elaboração de uma estratégia para tentar manter a petista sob pressão na Câmara dos Deputados e dar início ao processo na Comissão Especial da Casa encarregada de analisar o pedido de afastamento da presidente, aceito por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no último dia 2.
 
 
A tática dos oposicionistas, que não se agregam num único grupo, apesar do interesse comum de afastar a presidente, tem três pilares: 1) novas ações regimentais; 2) busca de apoios nos movimentos antipetistas da sociedade civil para pressionar políticos nas suas bases durante o recesso; 3) enfraquecer a ala de parlamentares governistas do PMDB, hoje liderada por Leonardo Picciani (RJ).
Apesar de o Congresso funcionar na próxima semana, é quase certo que o trâmite do impeachment só comece mesmo no ano que vem. Para escapar do alcance de uma das decisões do STF, a oposição promete apresentar um projeto de resolução que estabelece a possibilidade de se ter chapa avulsa para compor a comissão responsável por analisar o de impeachment.
Em decisão tomada anteontem, os ministros do STF, entre outros pontos, vetaram a possibilidade de candidaturas alternativas para a composição do colegiado. No entendimento dos integrantes da Suprema Corte, a chapa deve ser composta apenas com os nomes indicados pelos líderes partidários, o que favorece o governo.
A proposta já foi protocolada na Casa pelo líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), e prevê mudanças no regimento interno justamente para validar a chapa avulsa que o STF julgou inconstitucional. "A ideia é mudar o regimento e colocar a questão de líderes e candidaturas avulsas. Como o Supremo mandou desmanchar todos os atos praticados até aqui, vai ser designada uma nova Comissão Especial e, com a alteração do regimento da Câmara, essa nova eleição para a constituição da comissão se dará com esse novo entendimento, ou seja, via eleição e num processo em que se pode ter chapa avulsa", afirmou Mendonça Filho.
Segundo ele, o tema deverá ser discutido em reunião de líderes prevista para a próxima segunda-feira na Câmara. Na ocasião, Mendonça pretende também coletar assinaturas dos demais líderes para que o projeto tramite sob o regime de urgência. Além desse tema, deve ser colocada em pauta a apresentação de possíveis embargos contra a decisão do STF a respeito do rito do impeachment.
Frente. A outra aposta é nas ruas. "Haverá pressão popular na base dos deputados durante o recesso. Isso deve influir no mau humor do Parlamento com o governo depois do recesso", diz. "Haverá tempo, daqui até o fim do recesso, para se reorganizar e mobilizar os movimentos de rua", completa Bruno Araújo, líder do PSDB.
Dentro das discussões realizadas entre os integrantes do grupo a favor do impedimento de Dilma, após a decisão do STF, está também a possibilidade de se apresentar um voto em separado na Comissão Especial, caso os opositores não consigam apoio para o projeto de resolução de Mendonça.
Diante da possibilidade de o processo de impeachment coincidir com um período de agravamento da crise econômica, lideranças da base apostam na divisão dos partidos de centro - o chamado "centrão", mais flexível a mudanças de posições a depender do quadro político. Legendas como PP e PSD, que contam com ministérios relevantes na Esplanada dos Ministérios, estão rachadas. A bancada pepista, com 41 deputados, se divide hoje em 26 votos a favor e 15 contra o impeachment. A bancada do PSD conta hoje com 20 votos contra o afastamento e 12 a favor. No PMDB, a ala pró-impeachment vai tentar destituir Picciani. "Ele introduziu a prática das listas e agora vai esperar outra que o destituirá. Picciani será um líder em exercício", afirma Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). (Estadão).

Dilma nas mãos de Renan. Com a ajuda do seletivo Janot.


A decisão do STF jogou o impeachment de Dilma para o Senado, onde Renan Calheiros faz o jogo do governo, poupado na seletiva lista de denúncias do procurador-geral da República Rodrigo Janot. "Dilma nas mãos de Renan" é o título do editorial de hoje do Estadão, abaixo reproduzido na íntegra:

A quinta-feira passada foi um dia de importantes vitórias para a presidente Dilma Rousseff. O processo de impeachment ganhou novos e sólidos obstáculos no Supremo Tribunal Federal e no Congresso. Além disso, o PMDB rachou de vez, exatamente como Dilma queria, fragilizando o grupo do vice-presidente Michel Temer, herdeiro de seu cargo em caso de impeachment.
Acuada por uma imensa crise que expõe a cada dia sua incapacidade de permanecer na Presidência, Dilma deve ter mandado soltar rojões e abrir champanhe para comemorar o raro triunfo. No entanto, sem querer azedar a festa da presidente, é preciso dizer que o único resultado concreto dos acontecimentos da quinta-feira é que a presidente, na prática, se tornou de vez refém do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Alvo de seis inquéritos no âmbito da Lava Jato e com um currículo que inclui uma renúncia à presidência do Senado para escapar da cassação, Renan passou a ser o principal avalista de Dilma no Congresso. É evidente que o senador alagoano tem todo interesse em proteger a presidente, pois espera reciprocidade. Se esse arranjo vai funcionar ou não, é impossível saber, mas há coincidências que ajudam a traçar algumas perspectivas.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está sendo especialmente célere e duro no que diz respeito ao processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reconhecido como o grande desafeto de Dilma no Congresso. Não apenas denunciou o deputado no Supremo, sob acusação de receber propina no caso da Petrobrás, como agora pediu o afastamento de Cunha da presidência da Câmara, argumentando que o parlamentar transformou a Casa em “balcão de negócios” e que usa seu cargo para proteger a “organização criminosa” que integra.
Há evidências mais do que suficientes para considerar que Janot tem razão em todas as suas denúncias, e por esse motivo Cunha não só deveria ter sido afastado de seu cargo há tempos, como certamente já deveria ter perdido o mandato. No entanto, o procurador-geral não tem sido tão diligente quando se trata do caso de Renan Calheiros – que, assim como Cunha, tem contra si carradas de denúncias.
Em delação premiada, devidamente homologada pelo Supremo, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró disse que intermediou pagamento de propina para Renan, fruto de desvio de vários contratos da estatal. Versão semelhante foi dada por outro delator, o lobista Fernando Baiano. Além disso, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa disse em delação premiada que Renan recebia uma parte dos contratos da Transpetro, subsidiária da estatal, quando esta era presidida por Sergio Machado – que ocupava o cargo por indicação pessoal do senador alagoano.
Apesar dessas e de outras suspeitas, Janot ainda não ofereceu denúncia contra Renan – e esse delongamento, motivado sabe-se lá por quais razões, tem sido muito conveniente tanto para o senador quanto para Dilma.
Sem ser incomodado pela Justiça, Renan, associado a Dilma e ao ex-presidente Lula, está à vontade para articular o enfraquecimento de Michel Temer, à luz do dia. A presidente, com a ajuda do senador, interferiu pessoalmente na escolha do líder do PMDB na Câmara, atuando em favor do grupo que se opõe a Temer e ao impeachment. Além disso, Renan ajudou a aprovar, no Senado, requerimento para que se investigue se decretos assinados pelo vice no exercício da Presidência ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por fim, Temer está cada vez mais isolado no PMDB e corre o risco de ser afastado da presidência do partido e de se inviabilizar como alternativa a Dilma.
Tudo nesse contubérnio pode parecer muito astuto, mas o fato é que, para se manter na Presidência, Dilma entregou anéis e dedos a Renan Calheiros – a quem cabe dirigir, no Senado, um eventual processo de impeachment. Enquanto o senador não tiver de finalmente prestar contas à Justiça, está nas mãos dele o destino da presidente.

A gastança do STF em 2014


O historiador Marco Villa lembra os gastos nada franciscanos do STF no ano passado:


1. O STF (folha de pagamento de novembro) tem 1227 servidores ativos, 11 ministros, 18 juízes e 1315 funcionários terceirizados. Total: 2571. Média de 233 funcionários por ministro.

2. Gastos STF. Projeto de Engenharia e Arquitetura de ampliação de garagem: 6,8 milhões; Auxílio Alimentação: 10,3 milhões; Assistência Médica: 17,4 milhões; Comunicação e divulgação institucional: 37 milhões; Pagamento de Pessoal: 191 milhões.

3. Gastos STF . Gastos de pessoal incluindo ativos,aposentados, pensionistas e encargos sociais: 337 milhões. Só de pagamentos aos aposentados e pensionistas foram gastos 85 milhões.

4. A dotação orçamentária do STF (2014) foi de R$ 580 milhões. Cada excelência (são 11) custou ao Erário, em média, R$52,7 milhões.
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Notas fúnebres sobre a semana em que a nação foi abandonada pelas instituições


Texto de Percival Puggina sobre a terrível semana que está se fechando com poucas luzes e muitas incertezas:


1. A NAÇÃO ABANDONADA

Com as decisões do dia 16, o STF evidenciou à nação o estado de abandono em que se encontra perante os poderes de Estado. Rompeu-se o fio pelo qual pendia a esperança de que em algum canto da República houvesse instituição capaz de proteger a sociedade da incompetência e da rapinagem do governo.

O mesmo STF, que volta e meia, durante suas sessões públicas promove eleições secretas entre seus membros para postos de funções de administração e representação, exigiu comportamento inverso do poder legislativo em cuja autonomia interferiu.

Fez mais, determinou um bis in idem facultando ao Senado decidir, nos processos de impeachment, se aceita ou não a resolução da Câmara. Se o Senado (casa legislativa que representa os Estados) divergir da Câmara (casa legislativa que representa o povo), esta enfia a viola no saco e a própria decisão na lixeira. De nada terá valido.

Por fim, vedou a candidatura autônoma às cadeiras da comissão que analisará o processo de impeachment. Essa norma simplesmente dispensa a contagem de votos. A decisão sobre o andamento do processo fica transferida para os 23 líderes de bancadas. Até parece eleição cubana, que deixa o eleitor sem opção.

2. A MANIFESTAÇÃO DOS "TRABALHADORES" PRÓ-DILMA, ÀS NOSSAS CUSTAS

Abomináveis, sob todos os aspectos, as manifestações pró-Dilma na tarde da última quarta-feira. Sob forma de ato público, supostos trabalhadores, no meio da tarde, exibiram-se em diversas capitais brasileiras. Trajando seus fardamentos vermelhos, substituindo as cores e símbolos nacionais pelos símbolos e cores partidários e ideológicos, saíram ao asfalto para sustentar o governo. Assistimos, então, à notória defesa da mentira, da fraude, da dissimulação, da incompetência, da recessão, do desemprego, da inflação e da corrupção.

Trabalhadores? Sem mais o que fazer, no meio da tarde? Só podem ser "trabalhadores" sem patrão, sem compromisso laboral. Portanto, ou são servidores públicos cujos salários nós pagamos, ou são dirigentes sindicais, cujo ócio e improdutividade são incorporados aos preços dos bens e serviços que adquirimos. Ou seja, são pagos por nós...

3. A IRRESPONSABILIDADE FISCAL DO SENADO QUE VAI DECIDIR SOBRE A IRRESPONSABILIDADE FISCAL DA PRESIDENTE

Ontem, dia 17, o Senado Federal concluiu que as contas públicas estão em perfeita ordem e considerou compatível com a realidade nacional elevar os vencimentos de seus servidores efetivos no percentual de 21,3%, parcelado ao longo dos próximos 3 anos. A conta, para 2016, fica em R$ 174,6 milhões. Isso acontece num momento em que o governo, com extremo otimismo, prevê redução de 1,9% na atividade econômica do próximo ano, o que representará, inevitavelmente, queda na arrecadação. O relator do orçamento, aliás, promoveu cortes em praticamente todas as atividades do governo. E o Senado distribui favores aos seus! É essa Casa legislativa irresponsável, onde o governo é amplamente majoritário, que decidirá sobre os crimes de irresponsabilidade fiscal da presidente da República.

Renan teve seus sigilos quebrados




A Época informa que o STF autorizou, no último dia 9, a quebra do sigilo bancário e fiscal de Renan Calheiros.

O documento assinado por Teori Zavascki destaca a auditoria da CGU sobre a Transpetro, revelada em O Antagonista (leia aqui) e diz:

“Constata-se que em 19 de julho de 2010 ocorreram duas transferências para a campanha de José Renan Vasconcelos Calheiros, ambas no valor de R$ 200 mil perfazendo-se o total de R$ 400 mil correspondentes aos valores depositados pelas empresas que fraudulentamente venceriam a licitação em comento”.

Petrolão resumido


É um orgulho para O Antagonista ser citado no relatório da PF sobre José Carlos Bumlai.
Porque ele confirma tudo aquilo que sempre dissemos.


1 - O esquema do PT com o Banco Schahin era idêntico ao do Banco Rural.
2 - O Banco Schahin fez vários empréstimos fictícios para o PT.
3 - Um desses empréstimos, em nome de José Carlos Bumlai, o laranja do Lula, foi usado para pagar o chantagista que ameaçava denunciar o envolvimento do próprio Lula no assassinato de Celso Daniel.
4 - Quando estourou o mensalão, o Banco Schahin foi acionado para quitar 60 milhões em dívidas da campanha de Lula, em 2006.
5 - A contrapartida foi o contrato com a Petrobras para o navio-sonda Vitória 10.000.
6 - O mensalão, administrado por Delúbio Soares, foi substituído pelo petrolão, administrado por João Vaccari Neto.
7 - O petrolão cresceu e se tornou o maior esquema de corrupção de todos os tempos, financiando as duas eleições de Dilma Rousseff, em 2010 e em 2014.

Às ordens de Dilma



A economista Monica de Bolle disse à Folha de S. Paulo:

“Nelson Barbosa vai fazer o que Dilma mandar ele fazer”.


O colapso de proporções venezuelanas




Gustavo Patu, da Folha de S. Paulo, resumiu o currículo do novo Ministro da Fazenda:

“Nelson Barbosa ascendeu na administração petista como um dos ideólogos de uma política econômica que, por exaustão, não poderá ser replicada agora sem o risco de um colapso de proporções argentinas ou venezuelanas”.



"Quem banca a política econômica não é o ministro da Fazenda. Quem banca a política econômica é a presidenta da República, e ela convoca o ministro para cumprir. Se ilude quem aponta o fuzil para este ou aquele ministro", Jaques Wagner, deixando claro que Dilma é a principal responsável pelos crimes fiscais e manobras contábeis que lançaram a economia do País no lixo.

Frase do dia






O Seminarista e Brahma batem cabeça


Gilberto Carvalho disse à PF que rompeu com Dilma Rousseff por discordar da forma como ela conduz o governo, informa o Estadão.

Curioso, porque duas semanas atrás ela procurou a petista no Palácio do Planalto e não foi recebida. Quem rompeu com quem?

Mais: Gilberto Carvalho afirma que "esteve com Bumlai por cerca de quatro ou cinco vezes, sempre em ocasiões sociais”. Segundo a transcrição do depoimento, “geralmente o encontrava em um evento de homenagem às Merendeiras do Programa Fome Zero; que nunca esteve ou viu José Carlos Bumlai no Palácio do Planalto. Sabe que Bumlai possui relaçao de amizade com o ex-presidente Lula; a relação de amizade entre Lula e Bumlai se iniciou através do hoje deputado federal Zeca do PT.”

É igualmente curioso que Gilberto Carvalho não tenha encontrado Bumlai no Planalto, visto que o laranja de Lula tinha acesso livre ao palácio. Quanto à relação de amizade entre o ex-presidente e Bumlai, Lula a negou em seu depoimento à PF -- Bumlai seria amigo mesmo dos seus filhos e noras (aquelas moças de que Lula não lembra os nomes).

É divertido ver o Seminarista e o Brahma batendo cabeça.

A revanche de Temer



Renan Calheiros estava todo pimpão com as derrotas que ele e o governo impuseram a Michel Temer na semana que passou.

Agora, com o avanço das investigações sobre as suas lambanças na Transpetro, Michel Temer poderá ter a sua revanche.

Neste momento, a revanche de Michel Temer é a nossa revanche.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Perspectivas 2016: Incertezas políticas, China e Fed podem levar dólar a R$ 5


O FINANCISTA
 
Notícia Publicada em 18/12/2015 12:42

Mudança de ministro da Fazenda adiciona preocupação com o próximo ano

Questões políticas devem manter câmbio volátil em 2016 (Marcos Santos/USP Imagens)
Questões políticas devem manter câmbio volátil em 2016 (Marcos Santos/USP Imagens)


SÃO PAULO – As incertezas sobre a política brasileira devem continuar interferindo no câmbio em 2016. E, somados a isso os fatores externos, como ritmo de alta de juros dos Estados Unidos e economia chinesa, o dólar pode chegar a R$ 5 no ano que vem.



O patamar indica uma valorização 19% superior à expectativa do Boletim Focus mais recente, que prevê dólar em R$ 4,20 ao fim do próximo ano. De acordo com Bernard Gonin, analista macroeconômico da Rio Gestão, apenas considerando o diferencial de juros previsto para 2016 a moeda deve alcançar R$ 4,50, com piso de R$ 3,80 na previsão mais otimista.


Sidnei Moura Nehme, economista da NGO Corretora, destaca que os riscos negativos com os quais o mercado já trabalhava estão ocorrendo em uma velocidade maior que a esperada e, por isso, o câmbio deve ser o primeiro e repercutir a piora da situação do país.
O rebaixamento para grau especulativo pela Fitch na última quarta-feira (16) é um dos itens que colabora para deterioração econômica.


“Com downgrade, não há exagero em projetar-se o preço do câmbio em R$ 5 ao final de 2016, parecendo mesmo projeção muito sensata, já que é notória a tendência do próximo ano ser tão negativo quanto este”, explica o economista, que prevê contínua perda de atratividade do país ao investidor interno e externo.


Problemas domésticos
A questão política é o principal nó a ser desfeito em 2016, mas os acontecimentos observados até aqui dão pistas de que o próximo ano deve ser ainda mais complicado que 2015.


Nehme explica que o cenário político está “desajustado e conflituoso” e não há pistas de que aconteça alguma melhora no curto prazo, uma vez que existem “problemas mais amplos”. “É bastante perturbador, pois deixa o governo sem base aliada confiável”, explica.


A principal incerteza neste momento é sobre a condução do processo de impeachment de Dilma Rousseff e seus possíveis desdobramentos. Gonin avalia que a presidente deve vencer o processo de impeachment – atualmente zerado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) – e terminar seu mandato, mas a herança do processo deve deixá-la politicamente ainda mais frágil, com o esfacelamento da base aliada.


Há ainda no radar o risco de uma guinada à esquerda, especialmente se os rumores de saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, forem confirmados. O mercado já trabalha com a saída de Levy há algum tempo, dessa forma, a pressão sobre o dólar vem do receio sobre o nome que assumirá a pasta.


O ministro do Planejamento, Nelson Barbosaé o nome mais cotado até o momento, o que preocupa os mercados. Cleber Alessie, operador de câmbio da H. Commcor, afirma que Barbosa se mostrou contrário ao corte de gastos proposto por Levy ao longo deste ano e que isso é “realmente preocupante”.


Segundo o jornal O Estado de S. Paulo desta sexta-feira (18), o nome de Barbosa agrada ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas Dilma Rousseff ainda não está totalmente convencida sobre essa solução caseira.


Rumores apontam que ainda estão no páreo o ministro do Armando Monteiro, do Desenvolvimento, por quem Lula tem simpatia, Marcos Lisboa, diretor-presidente do Insper, e Otaviano Canuto, diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional). Os dois últimos, aliás, já teriam sido procurados e rejeitado a oferta, segundo a agência Reuters. O nome do atual ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, também tem aparecido como alternativa, aponta O Globo.


A maior parte do mercado, no entanto, acredita que Barbosa — ou outro nome mais alinhado à Nova Matriz Econômica de Dilma — ficará com a pasta. “Deve vir um ministro mais heterodoxo, com medidas que aliviem o crescimento fraco no ano que vem, com Dilma tendo que agradar um pouco sua base e fazendo mais políticas sociais”, explica Gonin.


Influência internacional
Nem só de problemas internos será alimentada a valorização do dólar em 2016. O aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, embora amplamente esperada e precificada pelos mercados, ainda pode guardar surpresas para o próximo ano.


“Apesar da ótima comunicação do Fed [Federal Reserve, o banco central norte-americano] em relação ao aumento de juros, há um risco de os juros subirem um pouco mais rápido do que o mercado espera”, avalia Gonin.


O analista destaca que a mediana do Fed para 2016 está em juros de 1,38%, conforme último comunicado, enquanto o índice futuro aponta taxa em 1%. Isso significa que a autoridade monetária ainda pode pegar o mercado de surpresa.


A mesma disparidade de projeções acontece nos anos seguintes. Enquanto a mediana do Fed aponta para juros em 2,4% em 2017, o mercado vê a taxa perto de 1,5%. Em 2018, a mediana do banco central está estimada em 3,3% e o mercado segue em 1,6%.


“Basicamente, o mercado espera que o Fed não faça o que está prometendo”, diz Gonin. É aí que reside o risco de valorização acentuada da moeda no próximo ano, com um ritmo de aperto monetário maior do que o previsto, especialmente se a inflação norte-americana mostrar força.


Do outro lado, Nehme avalia que o Fed deixou o caráter gradual do aumento de juros evidente, e que um aumento desse ritmo está praticamente descartado, pos afetaria a competitividade da economia norte-americana.


Além dos Estados Unidos, a desaceleração da economia chinesa, a segunda maior do mundo, também pode ser mais rápida do que creem os agentes de mercado, afetando os emergentes e exportadores de commodities, conforme avaliação de Bernard Gonin.


Mais otimista, Cleber Alessie acredita que o cenário atualmente pessimista pode ter uma reversão puxado pela melhora do ambiente externo, com recuperação dos preços do petróleo e transição suave da China para um patamar de crescimento menor que os registrados nos últimos anos.


“Esse ano foi o olho do furacão. O próximo rebaixamento [pela Moody’s] já está precificado e temos um arrefecimento inflacionário que permite que o país comece uma redução de juros no segundo semestre [de 2016]”, explica.

Bumlai passará o Natal na cadeia




A Veja informa que Sergio Moro negou pedido de revogação da prisão preventiva de José Carlos Bumlai, ao considerar que o amigão de Lula ainda não explicou uma série de questões suspeitas, como usar o nome do ex-presidente para intermediar interesses da OSX junto à Sete Brasil.

Bumlai também não esclareceu os empréstimos do BNDES e do BVA. "Remanescem obscuras as circunstâncias dos empréstimos recebidos pelas empresas do acusado junto ao BNDES, aparentemente injustificados, e os empréstimos do Banco BVA, pouco antes da intervenção do Banco Central".

Perdeu a chance de passar as festas de fim de ano com a família. Pense no Carnaval, Bumlai.