sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Se há mesmo tanta gente disposta a condescender com o crime e a colaborar com criminosos, é sinal de que a sem-vergonhice é contagiosa.

31/01/2014
às 4:06

A dinheirama para Delúbio: armação ou sem-vergonhice contagiosa?

delúbio

Ser mensaleiro, ora vejam, pode render mais de milhão. Isso se o sujeito for um condenado e estiver em cana — ou, ao menos, dormindo na cadeia. Em plena operação do esquema, rendia muito mais. O site criado para arrecadar dinheiro para pagar a multa de Delúbio Soares já teria juntado mais de R$ 1 milhão de reais.

É um acinte! Por que escrevo “teria juntado”, pondo a informação sob suspeita? Porque só nesta quinta-feira R$ 600 mil caíram na conta de uma vez só. A multa que Delúbio tem de pagar é R$ 466.888,90. Até ontem, o total arrecadado era de R$ 1.013.657,26.

Quem é essa gente que doa com tanta generosidade? O único ente oficial que vai ter acesso aos nomes é a Receita Federal, já que esse tipo de operação é tributada — e, claro!, o partido. Se os próprios comandantes do PT fizeram boa parte das doações, como deve ter acontecido, ninguém ficará sabendo.

É claro que o PT decidiu debochar da Justiça como um todo e do Supremo Tribunal Federal em particular. Ao criar um site para doações de pessoas que permanecerão anônimas, tenta fazer de conta que a sociedade está contra o tribunal. 

O petista Marco Aurélio Garcia, que é assessor especial de Dilma para assuntos internacionais, não escondeu a intenção: “Isso é uma resposta ao ministro Joaquim Barbosa. Ele, com seus exageros, acabou mobilizando ainda mais a militância”.

Os mensaleiros também trocam a grana entre si. Da campanha de Genoino, sobraram R$ 30 mil reais, que ele decidiu doar a Delúbio. Da de Delúbio, sobrarão mais de R$ 500 mil, que vão para José Dirceu e João Paulo Cunha…

É um mau sinal. Estamos diante da evidência de que o PT, além de não admitir os crimes cometidos, ainda parece se orgulhar deles e da suposta adesão de sua militância. Digo que a adesão é suposta porque, enquanto os respectivos nomes dos doadores continuarem em sigilo, o bom senso obriga a desconfiar.

E notem o seguinte: a hipótese da farsa é a benevolente. A não benevolente é mais grave. Se há mesmo tanta gente disposta a condescender com o crime e a colaborar com criminosos, é sinal de que a sem-vergonhice é contagiosa.

Por Reinaldo Azevedo

Lula, o maior ator do Brasil, prega a paz na Internet enquanto a sua turma prepara a guerra

31/01/2014
às 4:37

Luiz Inácio Lula da Silva é o maior ator do Brasil, e não é de hoje que lhe reconheço essa qualidade, entre outras. E, destaco, ele vai melhorando com o tempo, conferindo sempre mais verossimilhança à sua fala. Por mais avesso que a gente seja ao PT e à sua pregação, há a tentação de considerar que Lula está sendo sincero.

O chefão do PT gravou um vídeo que foi postado em sua página no Facebook e está no YouTube. Lula fala sobre o papel da Internet na educação política. Quase não há reparos a fazer a seu texto, exceção feita à parte final, quando comenta o papel da imprensa. Ele e o PT ainda não entenderam qual é a função do jornalismo. Mas não chega a ser, nesse caso, um pecado mortal. Péssimas são as tentativas dos petistas de censurar a imprensa, mas isso não está caracterizado nesse vídeo. Vejam.

Destaco trechos de sua fala. 

Volto em seguida:

“Eu sou favorável a responsabilizar as pessoas que usam a Internet porque eu tenho liberdade de pegar uma estrada e fazer uma viagem com minha família, mas se eu for irresponsável, eu posso matar alguém ou posso morrer.”

“Quanto mais a gente trabalhar no sentido de falar coisas positivas, mesmo quando você critica, criticar com fundamento, e não ficar fazendo o jogo rasteiro da calúnia ou do baixo nível… Quando você calunia, você não politiza, você não ensina, você não produz um fruto.”
“Eu acho que a internet é uma árvore que pode produzir frutos novos todo santo dia se a gente tiver, ao sentar na frente de um computador, interesse de que alguém aprenda algo mais nesse país ou nesse mundo.”
“Eu, sempre que puder utilizar a Internet para passar uma mensagem que seja uma coisa positiva, uma coisa verdadeira, eu utilizarei. Jamais usarei a Internet para fazer uma calúnia contra quem quer que seja.”

Retomo

O vídeo vem a público dois dias depois de o PT anunciar que vai se articular com os movimentos sociais para… pautar a Internet e, como eles dizem, enfrentar os conservadores. Notem: a concepção é autoritária desde a origem, desde o princípio. Os movimentos sociais, por definição, não deveriam ter partido, certo? O que une aquelas pessoas, até onde se sabe, não é um partido, mas uma reivindicação.

Há mais: os petistas já criaram um grupo chamado “MAV” — Mobilização de Ambientes Virtuais. 

Como já afirmei aqui, trata-se de uma espécie de polícia política da Internet. Essa gente fica monitorando as redes sociais para “combater” seus adversários. Também invade as páginas pessoais de algumas pessoas conhecidas para patrulhar a sua opinião, desqualificá-las no caso de alguma discordância, intimidá-las. Sei do que falo porque a área de comentários deste blog enfrenta essa forma de assédio.

Ainda não é a pior parte. Todo mundo sabe que, por meio de publicidade da administração direta e de estatais, os petistas mantêm uma rede de blogs — que acabou ficando conhecida como “blogs sujos” — que têm como tarefa principal atacar figuras da oposição e a imprensa independente, além, claro!, de defender o governo.

E onde ficam esses limites de que fala Lula? Ora… Trata-se de um espetáculo grotesco de baixarias, vigarices, mentiras. Não faz tempo, um dos blogs da turma associou a imagem do ministro Joaquim Barbosa à de um macaco

 LULA, PESSOALMENTE, TENTOU JOGAR NO COLO DA OPOSIÇÃO A COCAÍNA APREENDIDA NO HELICÓPTERO de um deputado e de um senador. 

Imediatamente a rede suja passou a replicar a baixaria, embora a Polícia Federal tivesse descartado o envolvimento dos próprios políticos com a droga. Isso tudo está documentado.

Quando, no entanto, a gente vê e ouve Lula no vídeo, é grande a tentação de considerá-lo uma espécie de líder moral, a dizer coisas sensatas. A campanha vem aí. E teremos, mais uma vez, a chance de ver do que são capazes.

Imprensa

Sobre a imprensa propriamente, Lula afirmou:

“Não é que eu quero que todo mundo fale bem do governo; a mensagem é que eu quero que todo mundo seja verdadeiro, seja para criticar, seja para apoiar o governo.”
“Está acontecendo muita coisa boa nesse país. Eu, às vezes, fico triste porque eu vejo televisão; começa de manhã, seis e quinze da manhã, eu estou vendo televisão, o cara já fala assalto não sei onde, morte não sei onde, batida não sei onde, eu fico pensando: ‘Será que não nasceu uma criança hoje no Brasil; será que ninguém foi bem atendido em algum lugar; será que não uma coisa boa pra gente mostrar sempre os dois lados da moeda’?.”

Vamos ver

Trata-se de um apanhado de bobagens. Pra começo de conversa, existem mais instâncias de opinião que não as favoráveis e as críticas ao governo. Essa fala de Lula traduz a sua mentalidade estatizante, governo-dependente, própria de um partido que aparelhou o estado.

De resto, sempre que a imprensa tem uma “boa notícia”, esta merece o devido destaque. Lula não sabe, ou finge não saber, que a imprensa é um dos instrumentos de que dispõe a sociedade para apontar o que não vai bem, para tentar corrigir problemas, daí sua aparente inclinação para a má notícia.

Eu proponho outra questão a este senhor: que tal se a propaganda oficial do governo começar a revelar também os problemas para mostrar os dois lados? Que tal se isso fosse feito inclusive nos pronunciamentos oficiais? Assim, nesta quarta, em vez de apenas cantar as suas supostas glórias, o ministro Alexandre Padilha teria se desculpado pelos 41 mil leitos do SUS que desapareceram entre 2005 e 2012.
Texto publicado originalmente às 22h31 desta quinta

Polêmica sobre correção do FGTS divide juristas e deve parar no STF


31/01/2014 08h53 - Atualizado em 31/01/2014 08h53


Saldo hoje é corrigido pela TR e estaria sofrendo perdas desde 1999.
Decisão anterior do Supremo abriria brecha para reajuste maior.

Nathalia Passarinho e Darlan Alvarenga Do G1, em Brasília e em São Paulo
 

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de março do ano passado, que considerou a TR (Taxa Referencial) inapropriada para corrigir perdas inflacionárias de papéis emitidos pelo governo, abriu caminho para a revisão dos saldos também do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) calculados desde agosto de 1999. Diante dessa possibilidade, inúmeros trabalhadores brasileiros começaram a buscar a Justiça em busca da correção, mas não há garantia de que eles possam ser bem sucedidos.

A questão é polêmica e deve se arrastar por um longo período. Segundo a Caixa Econômica Federal, operadora do FGTS, 29.350 ações já chegaram à Justiça, em primeira instância. A instituição defende o reajuste atual e promete recorrer de qualquer decisão contrária à correção do saldo pela TR. Entre recursos e mais recursos, a confusão deve ser resolvida apenas no STF.

Ministros do STF e outros juristas ouvidos pelo G1 se dividem sobre o que vai acontecer. Todos preveem, de qualquer forma, uma batalha jurídica por causa da posição adotada pela Corte em relação aos precatórios (títulos de dívidas que o governo emite para pagar quem vence na Justiça processos contra o poder público). Esses papéis, assim como o FGTS, também eram corrigidos pela TR, mas o Supremo decidiu em março de 2013 que o índice não pode ser usado para repor perdas da inflação.

Efeito cascata

O ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto, ex-presidente da Corte, participou do julgamento dos precatórios e votou contra o uso da TR para atualizá-los. Ao G1, ele afirmou acreditar que o entendimento do tribunal não pode ser “generalizado”, pois isto poderia gerar um “efeito cascata”.

Para Ayres Britto, o Judiciário precisa analisar individualmente a legislação que rege o FGTS para verificar se o índice é adequado ao fundo. “Para cada instituto jurídico, é preciso haver uma análise individualizada. Pode haver um efeito cascata, então tem que examinar o regime constitucional, o regime da correção monetária atinente a cada instituto”, ressaltou.

Para o atual ministro do STF Marco Aurélio Mello, no entanto, o entendimento do tribunal no julgamento dos precatórios, de que a TR não é adequada para compensar as perdas inflacionárias, pode, sim, ser aplicado em ações que envolvam FGTS. “A premissa é a mesma, porque se o Supremo proclamou que a TR não reflete a inflação do período (de 1999 a 2014) isso se aplica a outras questões jurídicas, como o Fundo de Garantia."

Na linha do que acredita Marco Aurélio Mello, trabalhadores obtiveram uma vitória inédita contra a Caixa em três ações na Justiça Federal do Paraná (2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu). O juiz de primeira instância Diego Viegas Veras aplicou a interpretação do Supremo e fixou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) como parâmetro para o reajuste do fundo. A sentença foi promulgada no dia 15 de janeiro.

Outro ministro do STF ouvido pelo G1, mas que não quis ter o nome citado, disse acreditar que o posicionamento atual do tribunal “preocupa”, pois pode repercutir em vários casos de cobrança que envolvem o poder público, podendo gerar prejuízos financeiros para o Estado.

“Temos que esperar o posicionamento final da Corte, pois ainda julgaremos recursos, os embargos de declaração. Acho que essa decisão é uma das piores já produzidas. Se o Supremo mantiver a posição de que a TR não é aplicável, ela vai repercutir, sim, em outros casos, inclusive no FGTS”, disse o ministro.

"Cada juiz vai decidir como quiser"

O advogado Ives Gandra, especialista em Direito Tributário, acredita que a posição do Supremo em relação aos precatórios é aplicável ao FGTS. Ele destacou, porém, que como o tribunal não adotou posicionamento específico para a correção do Fundo de Garantia, possivelmente haverá uma profusão de decisões variadas na primeira instância até que o tema chegue à mais alta corte do país.

“A proibição da TR como base de correção dos precatórios vai repercutir nas ações do FGTS. Agora, enquanto não há jurisprudência específica, cada juiz vai decidir como quiser. Evidentemente que o entendimento deve afetar as decisões das instâncias inferiores, que têm, sim, fundamento para considerar o IPCA o referencial de correção mais adequado”, destacou o jurista.

Na visão de Ives Gandra, o poder público não pode corrigir o FGTS e os precatórios com base em referencial menor que a perda inflacionária. “É preciso respeitar o princípio da isonomia.”

Outro especialista em Direito Tributário, o advogado Pedro Teixeira Siqueira diverge da interpretação de Ives Gandra. Ele defende que a decisão da Suprema Corte no caso dos precatórios não pode ser aplicada em ações que não envolvam débitos com a União.

Siqueira destacou que os precatórios são débitos “líquidos e certos” dos contribuintes com o poder público e que o atraso no pagamento, neste caso, não pode penalizar o credor. No entanto, para o especialista, o entendimento não se aplica ao FGTS, porque o fundo seria apenas uma espécie de “poupança”, não um débito que precisa passar por correção monetária.

“No caso do FGTS, por outro lado, a lógica desenvolvida naquele julgamento parece não se aplicar. Isso porque o FGTS não é mais do que uma poupança compulsória dos trabalhadores, de forma a socorrê-los em períodos de necessidade, devidamente previstas em lei. Tendo em vista a segurança da aplicação financeira e sua proximidade com a própria caderneta de poupança, não nos parece que a correção de seu saldo pela TR represente qualquer tipo de ilegalidade/inconstitucionalidade”, justificou o advogado tributarista.

Perdas

Pela legislação, o saldo do Fundo de Garantia é corrigido pela TR – índice usado para atualizar o rendimento das poupanças – mais juros de 3% ao ano. No entanto, a TR, que foi criada em 1991 e é definida pelo Banco Central, começou a ser reduzida paulatinamente e, desde julho de 1999, passou a ficar abaixo da inflação, encolhendo também a remuneração do FGTS.

Em 2013, por exemplo, a taxa acumulada foi de 0,19%, enquanto a inflação do país, calculada pelo IPCA, fechou o ano em 5,91%.

Segundo o Instituto FGTS Fácil, organização não governamental que auxilia e recebe reclamações de trabalhadores, o uso do atual indicador resultou em perdas acumuladas de até 101,3% desde 1999, e R$ 201 bilhões deixaram de ser depositados no período nas contas de cerca de 65 milhões de trabalhadores.

De acordo com cálculos do FGTS Fácil, o rendimento dos saldos no fundo de garantia nos últimos 15 anos foi de 99,01%, ao passo que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência em questões trabalhistas pelo governo, acumulou variação de 157,12%.

Dentro dessa lógica, um trabalhador que tinha em junho de 1999 um saldo de R$ 10 mil no FGTS, por exemplo, teria acumulado uma perda de mais de R$ 20 mil.

Segundo a entidade, todo trabalhador admitido ou com saldo no FGTS a partir de 10 de agosto de 1999, mesmo que já tenha sacado posteriormente seu FGTS, teve perdas com os expurgos da TR.

Ataques do PT motivaram saída de Helena Chagas da Secom


qui, 30/01/14

por renan.ramalho |


Já há alguns meses que a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, vinha sofrendo pressão de setores do PT que queriam maior influência para liberar verbas de publicidade do governo federal, uma das atribuições da pasta. Outra queixa do partido se dava em relação à postura da ministra com a imprensa; alguns petistas desejam um enfrentamento maior em relação às notícias negativas envolvendo o governo.

Durante o ano de disputa eleitoral, dizem esses críticos, a postura mais conciliadora de Helena Chagas, entra em rota de colisão com a linha já definida pela cúpula de campanha.

Com a saída de Helena, ganha força o núcleo de coordenação de comunicação composto pelo marqueteiro João Santana e pelo jornalista Franklin Martins, que ocupava a pasta na gestão Lula.

Publicado às 17h07

BLOG do Camarotti


31/01/2014
às 2:31

PT pressiona, Dilma cede e entrega a cabeça de Helena Chagas; substituto é mais afinado com Franklin Martins. “Blogs sujos” esperam agora ter mais dinheiro

Por Luíza Damé, no Globo:

A presidente Dilma Rousseff deu início à reforma ministerial que consolidará o apoio partidário ao projeto da reeleição, mas, por enquanto, mexeu apenas em postos do PT, deixando em aberto a substituição dos ministros dos partidos aliados que disputarão as eleições. 

Foram oficializadas nesta quinta-feira mudanças na Casa Civil, na Educação e na Saúde. Dilma também fará mudança na Secretaria de Comunicação Social (Secom) para dar uma postura mais agressiva ao setor no ano eleitoral, como defende o PT. 

Essa troca não estava prevista para este momento, mas a ministra Helena Chagas, surpreendida pelo vazamento da notícia, entregou a carta de demissão nesta quinta-feira à tarde. Sua saída foi motivada por pressões do PT e, mais recentemente, pelo desgaste da falta de transparência com a agenda da presidente Dilma na polêmica “escala técnica” da comitiva presidencial em Lisboa, sábado passado.

O porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, vai substituir Helena, mas a oficialização dessa mudança só deve ocorrer nesta sexta-feira. A avaliação é que Traumann tem perfil mais agressivo e mais afinado com o ex-ministro Franklin Martins, que vai coordenar a área de comunicação da campanha de Dilma. 

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que já estava trabalhando no Planalto, foi confirmado na Casa Civil, no lugar de Gleisi Hoffmann. Pré-candidata ao governo do Paraná, Gleisi reassumirá sua vaga no Senado. O secretário executivo do MEC, José Henrique Paim, será o substituto de Mercadante. O secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Arthur Chioro, assumirá a vaga de Alexandre Padilha, que deixará a Esplanada para disputar o governo de SP.

A manhã no Planalto começou agitada. Helena foi surpreendida com a informação de sua saída do governo, publicada na edição desta quinta-feira do jornal “Folha de S. Paulo”, e ligou para a presidente. Tão logo chegou ao Planalto, Dilma chamou Helena ao seu gabinete e negou que tenha autorizado o vazamento da decisão. Pediu que a ministra não confirmasse a saída e ficasse no cargo até a formalização da mudança.

A ministra ficou irritada com o vazamento, e coube a Mercadante apagar o incêndio no segundo andar do Planalto. Mesmo demissionária, ela cumpriu agenda. Entre um compromisso e outro, comentou com assessores que foi deselegante o vazamento da mudança na Secom. A avaliação de setores do Planalto é que o episódio de Portugal não foi decisivo para a substituição. Outro grupo, no entanto, considerou-o a gota d’água.

As polêmicas em torno da viagem a Portugal se deram não só pelo gasto com hotéis de luxo para mais de 40 pessoas ficarem em Lisboa por menos de 24 horas, mas também pela postura da Presidência de manter em sigilo a agenda da presidente em Portugal, só tornando-a pública no dia seguinte, domingo, depois que foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”

Em novembro do ano passado, em meio a críticas do PT à sua atuação, Helena colocou o cargo à disposição. Ela esperava deixar o governo na reforma ministerial, mas Dilma não lhe confirmou essa decisão. A ministra não irá para a campanha da presidente e deverá cumprir quarentena, como prevê a legislação.

 Em uma das reuniões do presidente do PT, Rui Falcão, com a bancada e integrantes do Diretório Nacional, para discutir saídas para a crise depois das manifestações de junho, houve um debate sobre pontos fracos na equipe ministerial, com críticas à comunicação do governo e da presidente. A reclamação era em relação à pequena margem de financiamento dos chamados “blogs sujos”, que fazem o enfrentamento com a mídia tradicional e atacam a oposição.

 “A comunicação do governo é uma porcaria! O governo não tem a estratégia de comunicação nas redes sociais. O Lula mantinha uma canalização de recursos para alguns blogs, mas a Dilma cortou tudo”, reclamou naquela reunião o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PR), segundo petistas presentes. 

Na época, Vargas desmentiu as críticas, mas nesta quinta-feira, diante da notícia da saída de Helena Chagas, disse ao GLOBO: “Não gosto dela. A Helena foi pro pau! Beleza”.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

Meta do setor público não é atingida; esforço é menor da série frente ao PIB

31/01/2014 10h34 - Atualizado em 31/01/2014 11h14  G1Economia

Meta do setor público não é atingida; esforço é menor da série frente ao PIB

Em maio, Mantega anunciou objetivo de 2,3% do PIB para setor público.


Governo cumpre sua parte, mas estados e municípios não atingem meta.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

As contas do setor público consolidado, formado pelo governo, estados, municípios e empresas estatais, registraram um superávit primário – economia para pagar juros da dívida pública – de R$ 91 bilhões em todo ano passado, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (31).

O valor do superávit equivale a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) – o pior resultado da série histórica do BC, que tem início em 2002, portanto, em 12 anos. Esse conceito de proporção com o PIB é considerado mais apropriado pelos economistas para a comparação, pois leva em conta o tamanho da economia do país. Em reais, o superávit primário do ano passado foi o menor desde 2009, quando ficou em R$ 64,76 bilhões.

Com o resultado divulgado nesta sexta, o setor público ficou distante de sua meta "cheia", de R$ 155,9 bilhões fixada para 2013, e também, do objetivo determinado em maio do ano passado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de R$ 111 bilhões – ou 2,3% do PIB – que contemplava um abatimento de R$ 45 bilhões em desonerações e gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Objetivo fiscal

Mantega já tinha admitido que o superávit primário não atingiria o percentual de 2,3% do PIB em 2013 – valor fixado em maio do último ano. O governo chegou a anunciar, em julho do ano passado, um bloqueio extra de R$ 10 bilhões nos gastos do orçamento federal justamente para compensar eventuais frustrações de estados e municípios.

Entretanto, em valores correntes (em reais), o valor ficou abaixo até do que o ministro da Fazenda disse que esperava no fim de novembro do ano passado – quando afirmou que o esforço fiscal de todo o setor público ficaria entre R$ 96 bilhões e R$ 99 bilhões. Acabou fechando 2013 em R$ 91 bilhões.

Os números do BC mostram que o governo federal entregou sua parte da meta fiscal, registrando um superávit primário de R$ 75,2 bilhões (o BC faz os cálculos usando um conceito diferente do usado pelo Tesouro Nacional. Pelas contas do Tesouro, divulgadas na quinta-feira, o superávit do governo federal ficou em R$ 77 bilhões). Para atingir sua parte da meta, o governo se utilizou de receitas extraordinárias e, com isso, não precisou conter gastos – que bateram recorde em 2013.

No caso dos estados e municíos, com suas estatais, porém, o Banco Central informou que o superávit primário atingiu somente R$ 16,55 bilhões em todo ano passado, o equivalente a 0,34% do PIB. Com isso, o valor ficou distante da meta de R$ 47,8 bilhões fixada para todo ano passado. Os estados e municípios, deste modo, cumpriram apenas 34% de sua meta fiscal. Em 2012, haviam atingido um pouco mais de sua parte da meta: 55%.

Juros da dívida pública e resultado nominal

Segundo o Banco Central, a apropriação de juros sobre a dívida pública somou R$ 248,85 bilhões (5,18% do PIB) em todo ano passado, contra R$ 213,86 bilhões, ou 4,87% do PIB, em 2012.
Após as despesas com juros, as contas registraram um déficit (pelo conceito "nominal" no jargão financeiro) de R$ 157,5 bilhões no último ano, o equivalente a 3,28% do PIB. Em 2012, o déficit nominal somou R$ 108,9 bilhões, ou 2,48% do PIB. O resultado nominal, segundo o BC, foi o pior, na proporção com o PIB, desde 2006 - quando somou 3,63%.

Dívida do setor público

A dívida líquida do setor público, indicador que fornece uma indicação sobre o nível de solvência (capacidade de pagamento) de um país, somou R$ 1,62 trilhão, ou 33,8% do Produto Interno Bruto (PIB), em dezembro do ano passado. No fechamento de 2012, estava em R$ 1,55 trilhão, ou 35,3% do PIB. Deste modo, recuou no ano passado, na proporção com o PIB.

A dívida bruta, por sua vez, somou R$ 2,74 trilhões em dezembro, o equivalente a 57,2% do PIB. No fechamento do ano passado, este indicador estava em R$ 58,7% do PIB.

Pelo conceito utilizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), porém, a dívida bruta brasileira fechou 2013 em um patamar bem maior: 66,1% do PIB. O FMI contabiliza na dívida bruta brasileira os títulos públicos que estão na carteira do Banco Central, que somaram R$ 429 bilhões em dezembro do ano passado, o equivalente a 8,9% do PIB.

SP - 10h50: Manifestantes ocupam via em frente à Ceagesp. Protesto é contra início de cobrança de pedágio.

31/01/2014 11h05 - Atualizado em 31/01/2014 11h05

Grupo estava no sentido Pinheiros da Avenida Doutor Gastão Vidigal.


Do G1 São Paulo

avenida doutor gastão vidigal
Manifestantes ocupavam a Avenida Doutor Gastão Vidigal, no sentido Pinheiros, às 10h50 desta sexta-feira (31). O grupo estava em frente a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), nas imediações do Portão 3, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego
(CET).

O ato foi convocado pelo Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo. O protesto é contra o início da cobrança de pedágio a partir deste sábado (1), medida que aguarda autorização da Ceagesp, segundo o sindicato.

A CET recomenda aos motoristas que evitem a região e, se possível, utilizem o transporte público. O trânsito estava lento no local.

(

 

Bancários e vigilantes pedem reforço na segurança de agências


  • 30/01/2014 17h56
  • Brasília
Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco
 
 
Sem esperança de que as instituições financeiras aumentem investimentos para garantir a segurança de clientes e trabalhadores nas agências bancárias, representantes do setor e dos  vigilantes bateram hoje (30) à porta do governo. 

Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) apresentaram os dados da nova Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos Envolvendo Bancos, lançada nesta semana, e pediram à secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, que a pasta adote providências para alterar este cenário, que vem se agravando nos últimos anos. 

“Projetamos que teríamos um número de assassinatos maior e, infelizmente, aconteceu o que projetamos [aumento de assassinatos nas agências bancárias]. Se já sei que isto está ocorrendo, tenho que tomar medidas”, afirmou o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.  Segundo ele, depois da conversa com a secretária, que durou quase duas horas, o grupo saiu com a promessa de que o governo editará uma portaria obrigando os bancos a fazer mudanças nas estruturas. 

 Uma das sugestões que serão discutidas em três reuniões entre banqueiros, bancários e vigilantes é a instalação de biombos – estruturas semelhantes s tapumes que, colocadas nas laterais do caixa, impediriam que qualquer pessoa observasse a operação que o cliente está fazendo, seja saques ou depósitos.  “Onde isso foi efetivado, por leis municipais ou estaduais, como em Belo Horizonte, rm João Pessoa e no Recife, não temos mais registro dos crimes de saidinhas, zeramos essa prática”, disse Cordeiro. 

A saidinha de banco é o nome popular dado ao golpe em que o criminoso observa as operações feitas dentro das agências e rouba, na saída, os clientes que sacaram alguma quantia mais significativa. O crime provocou 32 mortes, que representa 49% do total de 65 assassinatos em assaltos a bancos registrados no ano passado.

O presidente da CNTV, José Boaventura Santos, ressaltou que essa portaria pode ser uma medida paliativa para minimizar os crimes, mas defendeu a revisão completa da lei que rege a segurança em agências bancarias (Lei 7.102, de 1983). A portaria vai ajudar agora, porque não temos como esperar o tempo de tramitação legislativa para revisão da lei. Mas é uma lei de 1983, que precisa ser atualizada”, completou.

'Rolezeiros' se filiam a entidade ligada ao PC do B

Filiação aconteceu durante o seminário nacional de formação política da UJS
 
A polêmica em torno dos "rolezinhos" de jovens da periferia em shoppings de São Paulo começa a ganhar contornos partidários.

Três dos principais organizadores dos encontros combinados pela internet se filiaram nesta quarta-feira, 29, à União da Juventude Socialista (UJS), entidade que representa a juventude do PCdoB e dirige a União Nacional dos Estudantes (UNE).

A ponte entre os jovens e a organização, que foi fundada em 1984 pelo então líder estudantil Aldo Rebelo, atual ministro dos Esportes, foi feita pelo secretário de Igualdade Racial da prefeitura paulistana, Netinho de Paula, que integra o partido.

Ele foi escalado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) para negociar um acordo entre os "rolezeiros" e os comerciantes que reclamam do movimento.

A filiação do trio aconteceu durante o seminário nacional de formação política da UJS.

Também participaram do evento os ex-ministros Luiz Dulci e Orlando Silva, e Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB.

"A nossa aproximação com eles reforça nossa atuação na periferia", afirmou Camila Lima, presidente da UJS paulistana.

Apesar do entusiasmo da UJS, o principal líder dos "rolezeiros" demonstra não ter entendido muito bem a proposta do grupo ao qual se filiou. "Eu não sabia que era um grupo político. Eles disseram que a UJS é um grupo de amigos e que ela não tem nada a ver com partido. Se tiver, eu vou me afastar", disse ao 'Estado' o estudante Vinicius Andrade, de 17 anos, morador do Capão Redondo, zona sul de São Paulo.

Com quase cem mil seguidores no Facebook, ele afirma que os polêmicos encontros não têm o objetivo de fazer uma denúncia social. "Nosso objetivo é curtir, tirar umas fotos e dar uns beijos. Não queremos saber de política. A gente não queria essa polêmica toda", disse Vinicius.

O estudante admite, porém, que pode "dar uma força" para Netinho de Paula em sua campanha para deputado. O secretário, reeleito vereador e candidato ao Senado em 2010, é a principal aposta do PCdoB na disputa por uma vaga na Câmara. 

 As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agencia Estado


BLOG do Reinaldo Azevedo

31/01/2014
às 14:01

Netinho de Paula filiou rolezeiros à União da Juventude Socialista, do PCdoB

Ai, ai, sinto vergonha até de transcrever um trecho de reportagem de Pedro Venceslau, publicada pelo Estadão. Netinho de Paula, o pagodeiro do PCdoB que é secretário da Igualdade Racial de Fernando Haddad, aproveitou a sua aproximação com os rolezeiros para atrair a molecada para o PCdoB. Ele só se esqueceu de avisar os jovens. Leiam trecho.
*

A polêmica em torno dos “rolezinhos” de jovens da periferia em shoppings de São Paulo começa a ganhar contornos partidários. Três dos principais organizadores dos encontros combinados pela internet que dividiram a opinião pública se filiaram anteontem à União da Juventude Socialista (UJS), entidade que representa a juventude do PC do B e dirige a União Nacional dos Estudantes (UNE).

A ponte entre os jovens e a organização, que foi fundada em 1984 pelo então líder estudantil Aldo Rebelo, atual ministro dos Esportes, foi feita pelo secretário de Igualdade Racial da prefeitura paulistana, Netinho de Paula, que integra o partido.

 Ele foi escalado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) para negociar um acordo entre os “rolezeiros” e os comerciantes que reclamam do movimento.

A filiação do trio ocorreu durante o seminário nacional de formação política da UJS. Também participaram do evento os ex-ministros Luiz Dulci e Orlando Silva, e Renato Rabelo, presidente nacional do PC do B. “A aproximação com eles reforça nossa atuação na periferia”, afirmou Camila Lima, presidente da UJS paulistana.

Apesar do entusiasmo da UJS, o principal líder dos “rolezeiros” demonstrou espanto ao ser informado pelo Estado que a entidade a qual se filiou é ligada a um partido político. “Eu não sabia que era um grupo político. Eles disseram que a UJS é um grupo de amigos e que ela não tem nada a ver com partido. Se tiver, eu vou me afastar”, disse o estudante Vinicius Andrade, de 17 anos, morador do Capão Redondo, zona sul de São Paulo.

Com quase cem mil seguidores no Facebook, ele afirma que os polêmicos encontros não têm o objetivo de fazer uma denúncia social. “Nosso objetivo é curtir, tirar umas fotos e dar uns beijos. Não queremos saber de política. A gente não queria essa polêmica toda”, disse Vinicius.
(…)
Por Reinaldo Azevedo


Operação da Polícia Civil, em Sobradinho, prende 6 por homicídios


Novas prisões poderão ocorrer nos próximos dias
 
Seis pessoas foram presas na madrugada desta sexta-feira (31) acusadas de homicídios praticados entre dezembro (2013) e janeiro (2014). Os crimes ocorreram em Sobradinho I e II, e na Fercal. A operação foi desencadeada por policiais civis da 13ª e 35ª Delegacias de Polícia, ambas em sobradinho. Os presos também são acusados de tentativas de homicídios. A polícia não descarta novas prisões nos próximos dias.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão. Os suspeitos serão apresentados nesta manhã.
Aguarde mais informações.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

História de Sobradinho

Sobradinho começou a se originar quando Antônio Gomes Rabelo ocupou as terras onde hoje se localiza a cidade e fundou à Fazenda Sobradinho. O local foi bastante desmembrado devido a muitas vendas e inventários, passando a ser propriedade de várias famílias.

Durante a construção de Brasília, entre 1956 e 1960, um dos diretores da Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), o deputado federal Iris Meinberg, que havia sido presidente da Confederação Nacional de Agricultura, teve a ideia de criar uma cidade tipicamente rural no Distrito Federal. A melhor opção encontrada foi assentar a nova cidade na região, que tradicionalmente desenvolvia atividades agropecuárias desde os tempos de seus primeiros ocupantes.

A partir de 1959, a Novacap elaborou um levantamento de uma área onde estaria localizada a sede da região administrativa. Havia a necessidade de alojar definitivamente as famílias imigrantes do Nordeste de Goiás, da Bahia e de outros estados. Essas pessoas foram transferidas para as margens da antiga estrada que ligava a cidade goiana de Planaltina à nova capital. A então cidade-satélite recebeu o nome de Sobradinho, e foi fundada no dia 13 de maio de 1960, mas só chegou a ser oficializada bem mais tarde, pelo Decreto nº 571, de 1967.

Sobradinho hoje possui cerca de 85.491 habitantes (PDAD 2010/2011).

Começa saída em massa de petistas do governo do Rio

Política & Poder. Jornal de Brasilia
Publicação: Quinta-feira, 30/01/2014 às 19:00:00


A retirada em massa dos petistas que têm cargos comissionados no governo do Rio, prometida pela direção regional do PT, começou nesta quinta-feira, 30, com o pedido de demissão de cerca de 50 funcionários da Secretaria do Ambiente do Estado e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). 
 
Trinta comissionados da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos devem pedir demissão nesta sexta-feira, 31, mas as informações obtidas pela reportagem são que grande parte dos funcionários pretende ficar e esperar a decisão do novo secretário, contrariando resolução do PT estadual, que determina que todos os filiados peçam exoneração até amanhã.
 

"Todos os petistas estarão fora do governo, vamos conferir o Diário Oficial a partir de segunda-feira (3). Estão todos mais do que avisados que têm de sair. Quem descumprir a resolução está fora (do partido)", diz o presidente regional da legenda, Washington Quaquá. 

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que nesta quarta-feira, 29, tornou público o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, apesar do fim da aliança PMDB-PT no Rio, assina nesta sexta-feira a exoneração dos secretários petistas Zaqueu Teixeira, de Assistência Social e Direitos Humanos, e Carlos Minc, do Ambiente. Perguntado sobre quantos petistas tinha no governo do Estado, Cabral respondeu: "Dois, os dois secretários. Eles têm autonomia para escolher os subordinados, não sei se são filiados ou não".


A secretária interina do Ambiente e presidente do Inea, Marilene Ramos, também petista, disse nesta quinta-feira que assinou o pedido da própria exoneração e de cerca de 50 funcionários da secretaria e do instituto. Marilene negou a intenção de se licenciar da sigla para continuar no cargo. "Há quatro meses, quando se falou numa possível saída do PT, houve uma consulta do governo se eu poderia ficar. Mas o PT não saiu e não pensei na hipótese. 

Na conjuntura atual, não vejo essa possibilidade", disse. "Há uma ideia de que temos (grandes) quantidades de cargos de confiança, mas somos um órgão técnico. Recentemente, contratamos 600 concursados", defendeu. Minc está de férias na Bahia.


Teixeira lamentou o fim da aliança e disse que alguns funcionários de cargos de confiança poderão ficar na secretaria para fazer a transição com o novo secretário. Nos próximos dias, o Diário Oficial começará a publicar as exonerações. "A melhor decisão seria estarmos unidos e teríamos uma aliança muito mais forte no Rio de Janeiro. A união deu muito certo, estamos juntos há sete anos. 

Nossos caminhos estão se separando agora, mas no futuro estaremos juntos novamente", afirmou.

O secretário demissionário disse não saber o número total de funcionários comissionados filiados ao PT e negou que a secretaria seja um feudo petista no governo Cabral, como definem alguns aliados do governador. "O governador deu-me liberdade para escolher e meu critério sempre foi técnico".

"Sempre analisei currículo, nunca filiação partidária", disse Teixeira, citando alguns dos principais colaboradores que não são militantes petistas.

Desde o primeiro ano do primeiro mandato do governador do Rio, em 2007, a Assistência Social e Direitos Humanos é ocupada pelo PT. De acordo com a Secretaria de Planejamento e Gestão, a pasta tem 453 funcionários em atividade - 377 (83%) ocupantes de cargos em comissão. O governo do Estado diz não saber quantos são filiados a agremiações.

Extraoficialmente, integrantes do governo estadual calculam que 700 ocupantes de cargos comissionados são petistas. O presidente do PT-RJ reage: "É exagero, o número não passa de 350". A exoneração dos petistas deverá ser publicada ao longo dos próximos dias, com validade a partir desta sexta.

Fonte: Agencia Estado

Depois a SEDHAB diz que quem faz a cidade são os moradores!Mas é autoritária e só faz o que quer!

Cidades.
Publicação: Sexta-feira, 31/01/2014 às 07:23:00     Atualização: 31/01/2014 às 07:26:51

204/205 Sul: Nem todo mundo quer uma creche ali...

Instituição já começou a ser construída, mas é provável que não tenha demanda para o local
Uma creche da rede pública de ensino que está sendo construída em uma área da Asa Sul não tem agradado. 

Os moradores do Plano Piloto dizem que o local não atenderá a comunidade. Nem mesmo as pessoas que trabalham próximo à região veem benefícios. 

Isso porque, para empregadas domésticas, autônomos e comerciantes, seria melhor que a creche fosse construída próximo à casa deles. 

A creche será instalada na 204/5 Sul, em uma área verde atrás da Delegacia da Mulher. A população da Asa Sul argumenta que a área do Plano Piloto concentra poucas crianças, o que não justifica a instalação da instituição. Prevista para ser concluída em 25 de setembro, a escola infantil é destinada a crianças de zero a três anos. 

Orçada em R$ 2,6 milhões, a obra foi iniciada em dezembro de 2013. A empresa Marinho Construções, responsável pela obra, já demarcou todo o espaço verde atrás da delegacia. 

O engenheiro responsável pela obra, Leonardo Vinícius Reis, disse que a próxima etapa será a instalação de tapumes. “Já foi feita a limpeza do terreno, a terraplanagem e agora estamos executando a fundação da área. As obras em si começam daqui a 20 dias”, explica.

Próxima etapa

Segundo Reis, a área foi demarcada pela Terracap e a obra já tem todos os documentos legais necessários para a execução do trabalho. (A população foi consultada?)

De acordo com a Secretaria de Educação, já existe uma instituição de ensino infantil vinculada à rede pública na Asa Norte e mais duas devem ser construídas, uma na 714 Norte e outra na EQN 202/203.

Falta de planejamento

O professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB)  Gilberto Lacerda  diz que a existência de creches é importante, no entanto as instituições precisam ser construídas a partir de um estudo para verificar a necessidade. “Numa área onde se predomina o público idoso, construir creche não faz sentido”, aponta.

Ponto de Vista

O professor de administração pública da UnB José Matias-Pereira destaca que deveria ter sido feito um levantamento a respeito da realidade da área. Segundo ele, se em uma determinada localidade há mais casais jovens, a probabilidade de construção de creches se torna real. Caso contrário, é desperdício de recursos públicos.

 “É uma temeridade construir uma creche na Asa Sul, que não dá sinais de que vai haver demanda. Uma das características do GDF é a incompetência em fazer planejamento. Isso porque normalmente as coisas ficam estruturadas de forma deficiente ou não tem planejamento”, considera.

Não antede aos moradores
 
Antônia Lopes, 47 anos, moradora de Águas Lindas (GO), na Região Metropolitana, trabalha como empregada doméstica em uma casa na 204/205 Sul. Ela não aprova a construção da creche porque, segundo ela, seria inviável sair de casa para o trabalho com uma criança no colo, de ônibus. 
 
A funcionária pública Leila Tavernard, moradora da quadra, avalia a atitude como uma invasão da área verde. “Para quem se destina um tipo de construção dessas? Certamente para os moradores da Asa Sul não vai ser”, opina.
 
Área verde
 
O economista aposentado Murilo da Cunha Lion, 60 anos, porém, considera que quem vive na região busca pela vista da área verde, mas concorda que a construção de uma creche é melhor do que um centro comercial. 
 
Clube vizinhança
 
A prefeita da quadra, Cleusa Joanna, 78 anos, destaca que a população não foi consultada à respeito da construção da creche. Ela explica que o espaço tinha um plano de ser um clube da vizinhança com piscinas e áreas de lazer. 
 
Uma denúncia foi entregue ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) contra a obra na 204/205 Sul, e recebeu o apoio dos prefeitos das duas quadras.
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

'Óleo na pia, nem pensar' é a nova campanha da Caesb


Destinação correta do produto alimentício protege o meio ambeinte
 
O óleo de cozinha é o responsável por grande parte da poluição das águas. O seu descarte irregular causa danos irreversíveis ao meio ambiente. O reaproveitamento é a melhor forma para prevenir os problemas ambientais. 

No DF, a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) lança no dia 4 de fevereiro a campanha “Óleo na pia, nem pensar!”. A iniciativa da Caesb vai promover a coleta de óleo usado. Além disso, a ação vai motivar a população a armazenar, em garrafas PET, o óleo de cozinha usado e levar até os Pontos de Entrega Voluntária - PEV localizados nas Gerências de Atendimento ao Público da Caesb. 

O óleo despejado nos ralos da pia ou nos vasos sanitários provoca entupimentos nas instalações internas das residências e quando atinge as redes de coleta de esgotos mistura-se a restos de lixo, jogados indevidamente pela população, formando uma barreira rígida de sujeira que é uma das grandes causadoras de transbordamentos. Mas o entupimento não é único prejuízo causado pelo óleo de cozinha. 

Quando lançado nos rios, contamina a água, prejudica a oxigenação das plantas aquáticas e peixes, afetando todo o meio ambiente.

No entanto,quando esse óleo é reciclado, pode se transformar em resina para tintas, detergente, glicerina, ração para animais e até biodiesel. Quanto a este último, a Caesb tem uma parceria com a Embrapa Agroenergia para a instalação de uma pequena usina de produção de biodiesel a partir do óleo de cozinha usado. A obra de construção da usina está em fase final.

A coleta do óleo usado deve ser feita em recipientes de plástico, pois previne a possibilidade de derramamento e elimina problemas com corrosão. A garrafa tipo PET é o tipo de recipiente mais utilizado.

Os Pontos de Entrega Voluntária serão inaugurados conforme cronograma abaixo e imediatamente estarão à disposição para o recebimento do óleo usado.

*Com informações da Caesb.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

História de SOBRADINHO

Sobradinho começou a se originar quando Antônio Gomes Rabelo ocupou as terras onde hoje se localiza a cidade e fundou à Fazenda Sobradinho. O local foi bastante desmembrado devido a muitas vendas e inventários, passando a ser propriedade de várias famílias.

Durante a construção de Brasília, entre 1956 e 1960, um dos diretores da Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), o deputado federal Iris Meinberg, que havia sido presidente da Confederação Nacional de Agricultura, teve a ideia de criar uma cidade tipicamente rural no Distrito Federal. A melhor opção encontrada foi assentar a nova cidade na região, que tradicionalmente desenvolvia atividades agropecuárias desde os tempos de seus primeiros ocupantes.

A partir de 1959, a Novacap elaborou um levantamento de uma área onde estaria localizada a sede da região administrativa. Havia a necessidade de alojar definitivamente as famílias imigrantes do Nordeste de Goiás, da Bahia e de outros estados. Essas pessoas foram transferidas para as margens da antiga estrada que ligava a cidade goiana de Planaltina à nova capital. A então cidade-satélite recebeu o nome de Sobradinho, e foi fundada no dia 13 de maio de 1960, mas só chegou a ser oficializada bem mais tarde, pelo Decreto nº 571, de 1967.

Sobradinho hoje possui cerca de 85.491 habitantes (PDAD 2010/2011).

Desmascarando a Esquerda.

O Brasileiro, se não quiser sofrer uma ditadura estilo Chavista ou Castrista, PRECISA ABRIR OS OLHOS. A Esquerda está Dando um golpe de estado no Brasil, diante dos nossos olhos, e estamos nos preocupando apenas em atacar "A Copa do Mundo", "Marco Feliciano", dentre outras BOBAGENS se compararmos com tudo que está acontecendo.

Já falei antes que a corrupção é o menor dos problemas que estão vindo à tona. Falei de como é utilizada a corrupção para desmoralizar o governo, fazer o povo perder a crença nos seus representantes e pedir (erradamente) o fechamento do congresso (o que acarretaria numa ditadura).
Falei também, no início do ano, que a Liberdade de Imprensa está ameaçada no Brasil. Eles também estão lutando para desarmar a população com constantes campanhas de desarmamento, o que impedirá a população de reagir, mas eles estarão armados.

O Brasil já vive o Real Socialismo com despropriações no interior do país, estão tirando liberdade de expressão e opinião no Brasil e estão destruindo as bases da cultura brasileira aos poucos.

O mais grave e evidente desse Golpe de Estado que a Esquerda (PT) está dando no Brasil é exatamente o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, que ataca TODOS os pontos que são a base de uma sociedade democrática.

Até aqui, apresentei apenas links. Vale a pena dar uma olhada (e estudada) em todos eles. São ameaças evidentes e quem está preocupado com a democracia no Brasil deve estar atento a eles. Um pouco mais sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos você pode ver no vídeo abaixo, em que Reinaldo Azevedo fala, inclusive, do Golpe de Estado que o PT está preparando para o Brasil:


E qual foi a última (até a presente data) desse governo que está ARMANDO UM GOLPE DE ESTADO NO BRASIL?

Agora estão desequilibrando os três poderes da democracia (Executivo, Legislativo e Judiciário). Estão "inflando" o poder do Legislativo e minguando o poder do Judiciário. Pior que para isso, estão usando de ações inconstitucionais para deixar atacar ainda mais a constituição.

Leia:

- Deputados querem poder para mudar decisões do STF
- Comissão aprova proposta que submete decisões do STF ao Congresso
- QUE ABSURDO! A Câmara aprovou hoje um golpe de Estado! Nada menos do que isso!
Os nossos bolivarianos estão assanhados. Ou: A espiral negativa das respostas erradas para os problemas certos

Ou seja, para conseguir a aprovação, enfiaram um item que ataca o "Ativismo Judiciário", assim a bancada que é contra aborto, casamento gay e etc engolirão, mas parecem esquecer que tem também o fato de a Câmara poder REJEITAR decisões do STF em relação a inconstitucionalidade.

Trocando em miúdos, quem vai julgar, em última instância, se as leis aprovadas são constitucionais será exatamente quem as faz.

Mas, o que realmente está atrás disso? Vamos lembrar que Genoíno e Cunha, condenados no Mensalão, não podem assumir o mandato deles. O STF já informou que isso NÃO É POSSÍVEL! Só que a Cãmara, cheia desses bandidos, debatem a possibilidade deles assumirem o cargo mesmo condenados. Com isso aprovado, bingo!! O Mensalão acaba em pizza!!

Para não me estender muito, vou nem comentar, agora, as consequências que isso pode acarretar. Resumindo a ópera toda, uma DITADURA SOCIALISTA NOS MOLDES CHAVISTA! Estão usando o "Ativismo Judiciário" como uma isca para implantar essa ditadura.

Vale ressaltar que sou TOTALMENTE CONTRA O FATO DO JUDICIÁRIO LEGISLAR (como fez com o aborto e casamento gay, por exemplo), mas não podemos usar isso como DESCULPA para inflar o poder do Legislativo e minguar o poder do judiciário. Usando uma expressão popular: "Cada Um No Seu Quadrado", cada qual na sua competência e limitações.

É esse o Golpe de Estado que a Esquerda está Dando no Brasil.


Será que a culpa é toda da PMDF? A PMDF tem viaturas suficientes? Armamento suficiente? Contingente de pessoal habilitado suficiente?

Resposta à radicalização na segurança

Correio Braziliense - 31/01/2014
O Distrito Federal registra mais de dois homicídios por dia este ano: foram 63 até 29 de janeiro, 28% mais do que em igual período de 2013. Outro dado assustador é o número de ocorrências violentas contra bares e restaurantes: mais de 100 este mês. Apenas uma rede de fast-food teve 20 lojas invadidas desde dezembro. Na raiz do problema, o descaminho da Polícia Militar, que ignora a hierarquia e a disciplina, bases da instituição, e afronta a sociedade civil e os poderes constituídos com a Operação Tartaruga, que já dura dois meses. 

Acima do legítimo direito à reivindicação por melhoria salarial e reforço do efetivo, a PMDF, ao invés de cumprir a obrigação de manter a ordem pública e a segurança interna na capital federal, radicaliza a ponto de alguns de seus integrantes usarem a internet para tripudiar em cima das apreensões da população e celebrar a escalada do crime. E os abusos são reproduzidos do topo à base da força. Teve tenente-coronel liberando subordinados de exercer o dever, e sargento desafiando a cúpula da Segurança Pública em vídeo gravado.

Sem limites, o movimento perde a razão e a legitimidade para penetrar no campo da anarquia. Pior: extrapola a esfera do interesse corporativo e invade, pelo pantanoso acesso da porta dos fundos, o ambiente eleitoral. É manipulado por interesses marginais, guiado por pretensões políticas de policiais esquecidos das finalidades precípuas da carreira — à qual devem dedicar-se integralmente, por imposição do estatuto que regula seus deveres, direitos e prerrogativas. Nesse contexto, falta à mobilização alguém com autoridade para dialogar com os próprios colegas e com o Governo do Distrito Federal.

A ordem de meia-volta, volver demora tanto a chegar quanto o socorro daqueles que clamam por proteção enquanto os policiais militares retardam deliberadamente o atendimento. Representante da Associação de Praças da Polícia Militar declarou com todas as letras, insuflando os ânimos: “A palavra de ordem é radicalizar”. Lembre-se de que, em março de 2012, Operação Tartaruga da PM contribuiu para tornar o DF um dos lugares mais violentos do país, com 88 assassinatos em 30 dias, superior ao do próprio Entorno, com 54 ocorrências do gênero no mesmo período.

O que está em jogo na capital da República e suas regiões administrativas é a vida do cidadão. O mesmo membro da entidade de classe acusou o GDF de omissão, deixando uma ameaça no ar, ao especular que a violência tende a atingir “níveis de guerra”. Falta pouco para tal prognóstico virar realidade. E a proximidade da Copa do Mundo e das eleições de outubro pode ser comparada a uma correnteza de gasolina fluindo rumo ao fogo. Portanto, não há o que esperar. Ou a reação é imediata, ou o radicalismo marcará o verão de 2014 com histórica página de barbárie.

População clama por mais segurança.O Governo paga ações criminosas do MST

No posto próximo ao local do crime, nenhum sinal da polícia
 
Ludmila Rocha e Eric Zambon
ludmila.ribeiro@jornaldebrasilia.com.br


O assassinato do jovem Leonardo Almeida durante tentativa de assalto chocou a população de Águas Claras, que, assim como a família da vítima, clama por mais segurança. 

A cidade  possui hoje um Batalhão da Polícia Militar  e mais três postos comunitários de segurança (PCSs).

A equipe do JBr. visitou todos  para verificar as condições de funcionamento.

Um deles, o PCS 94,   bem próximo ao prédio de Leonardo, na Avenida Castanheiras, estava fechado. 

 Os outros dois, o PCS 46, próximo ao centro comercial Metrópole, e o PCS 12, próximo ao Parque de Águas Claras e abaixo da Avenida Araucárias, funcionam regularmente. Nossa equipe não pôde, no entanto, fotografar o PCS 12.

Extremamente agressivos, os policiais de plantão reclamaram da presença da equipe e impediram o registro.  

Uma das porteiras do prédio de Leonardo, Elena D'arc, disse que a falta de policiamento na área encoraja a ação criminosa. “Em frente ao prédio há uma obra inacabada que sempre atrai   usuários de drogas. Já vi várias pessoas estranhas saindo de lá, mas um crime como esse é inédito. Leonardo parecia um rapaz tranquilo, lamentamos muito o que aconteceu”, disse.

A jornalista Vivian Alves,    28, é vizinha de Leonardo. Ela conhecia o rapaz e é integrante do grupo Mães Amigas de Águas Claras e Região, do qual a mãe da vítima, Ana Cleide, também participa.

Vivian esteve no prédio para deixar rosas e prestar solidariedade a família. “Essa região anda muito perigosa. Têm ocorrido muitos roubos, furtos e sequestros”, relata.

Leonardo era solteiro, gerente de estoque em uma casa de shows de Taguatinga e filho único. Amigos do rapaz o classificam como uma pessoa tranquila e  querida. Prova disso é que durante todo o dia inúmeras postagens fizeram referência ao ocorrido nas redes sociais:  “Sr. Agnelo, na Bíblia fala para orarmos pelos nossos inimigos. Oro então para que o senhor não perca seu familiar com um tiro no pescoço (...) Porque enquanto você descansa, a gente chora”, desabafou  Raquel Sabino, prima do rapaz.

Versão Oficial

O governador Agnelo Queiroz repudiou, ontem, durante a solenidade de inauguração da DF-451, em Brazlândia, a Operação Tartaruga, deflagrada pela Polícia Militar, que tem contribuído para o aumento da criminalidade nos últimos dias.

"A categoria tem todo o direito de reivindicar. O que não pode é colocar em risco a vida da população. O Governo do Distrito Federal vai tomar todas as medidas necessárias para que Brasília não se torne refém do medo", frisou o governador. "Eu tenho certeza que o que está ocorrendo é fruto de uma ação muito pequena, com interesses políticos, e não da maioria da corporação, que tem compromisso com a nossa população", finalizou.

Passeata

Para pedir mais segurança e lembrar a morte de Leonardo, o Grupo das Mães Amigas de Águas Claras e Região vai promover uma passeata  amanhã, às 9h. A concentração ocorrerá em frente ao Centro Universitário Unieuro e deve ir até a Rua 34, local do crime.  A passeata contará com a participação da comunidade local.

Na Asa Sul, dois crimes em duas horas

No dia seguinte ao assassinato de Leonardo Monteiro, dois crimes ocorreram em menos de duas horas, desta vez na Asa Sul. As vítimas ficaram feridas, uma com um tiro na perna e outra com uma facada. 

Na 412/413 Sul, em frente a um supermercado, um sargento da Polícia Militar atirou em um guardador de carros, atingindo na perna. A ação foi testemunhada por Francisco de Aquino Amorim, 55 anos, magistrado no 1º Juizado Cível e Criminal do Guará. “Eu vi os dois brigando. O policial acertou um soco no rapaz. Com ele já no chão, o policial deu um tiro".

Aí eu intervi”, conta o juiz.

Testemunhas disseram que o sargento teria interpelado o flanelinha após este ter pedido dinheiro a uma senhora, que seria estrangeira. A mulher não teria entendido e se assustado, o que teria chamado atenção do PM. O autor do disparo teria dito que interferiu em uma tentativa de assalto e teria alegado que o flanelinha estaria com uma faca. As informações não foram confirmadas oficialmente.

O caso foi registrado na 1ª DP (Asa Sul). A delegada Mabel de Faria não se pronunciou sobre o assunto.

504 Sul

O outro crime foi na 504 Sul, onde um homem levou uma facada no braço. Ele teria pedido para um morador de rua sair de frente a um supermercado. Ele não teria gostado e quando a vítima saiu do local, ele desferiu o golpe.



Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
28/08/2009 - 21:51 Revista VEJA

Planalto

Governo paga ações criminosas do MST

Assertivos do ponto de vista ideológico, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra são evasivos quando perguntados de onde vêm os recursos que sustentam as invasões de fazendas e manifestações que o MST promove em todo o Brasil. Em geral, respondem que o dinheiro é proveniente de doações de simpatizantes, da colaboração voluntária dos camponeses e da ajuda de organismos humanitários. Mentira.

O cofre da organização começa a ser aberto e, dentro dele, encontram-se as primeiras provas concretas daquilo que sempre se desconfiou e que sempre foi negado: o MST é movido por dinheiro, muito dinheiro, captado basicamente nos cofres públicos e junto a entidades internacionais. Em outras palavras, ao ocupar um ministério, invadir uma fazenda, patrocinar um confronto com a polícia, o MST faz isso com dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros e com o auxílio de estrangeiros que não deveriam imiscuir-se em assuntos do país.

VEJA teve acesso às informações bancárias de quatro Organizações Não-Governamentais (ONGs) apontadas como as principais caixas-fortes do MST. A análise dos dados financeiros da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) revelam que o MST montou, controla e tem a seu dispor uma gigantesca e intrincada rede de abastecimento e distribuição de recursos, públicos e privados, que transitam por dezenas de ONGs espalhadas pelo Brasil:

- As quatro entidades-cofre receberam 20 milhões de reais em doações do exterior entre 2003 e 2007. A contabilização desses recursos não foi devidamente informada à Receita Federal.

- As quatro entidades-cofre repassaram uma parte considerável do dinheiro a empresas de transporte, gráficas e editoras vinculadas a partidos políticos e ao MST. Há coincidências entre as datas de transferência do dinheiro ao Brasil e as campanhas eleitorais de 2004 e 2006.

- As quatro entidades-cofre receberam 44 milhões de reais em convênios com o governo federal de 2003 a 2007. Há uma grande concentração de gastos às vésperas de manifestações estridentes do MST.

- As quatro entidades-cofre promovem uma recorrente interação financeira com associações e cooperativas de trabalhadores cujos dirigentes são ligados ao MST.

- As quatro entidades-cofre registram movimentações bancárias estranhas, com vultosos saques de dinheiro na boca do caixa, indício de tentativa de ocultar desvios de dinheiro.

Há muito o que desvendar a respeito do verdadeiro uso pelo MST do dinheiro público e das verbas provenientes do exterior. A Anca, por exemplo, é investigada desde 2005 por suas ligações com o movimento. 

A quebra do sigilo mostra que funcionários da entidade realizaram saques milionários em dinheiro em datas que coincidem com manifestações promovidas pelo MST e também com períodos eleitorais. Outra coincidência: tabulando os gastos das entidades resta evidente que parte expressiva dos recursos é destinada a pessoas físicas ou jurídicas vinculadas ao MST. 

Há também transferências bancárias suspeitíssimas. Em agosto de 2007, 153 000 reais da Cepatec foram parar na conta de Márcia Carvalho Sales, uma vendedora de cosméticos residente na periferia de Brasília. “Não sei do que se trata, não sei o que é Cepatec e não movimento a conta no banco há mais de três anos”, diz a comerciária. A Cepatec também não quis se pronunciar.

Para fugir a responsabilidades legais, o MST, embora seja onipresente, não existe juridicamente. Não tem cadastro na Receita Federal, e, portanto, não pode receber verbas oficiais. 

"Por isso, eles usam estas entidades como fachada", diz o senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná, que presidiu a CPI das Terras há dois anos, e, apesar de quebrar o sigilo das ONGs suspeitas, nunca conseguiu ter acesso aos dados bancários. 

Aliados históricos do PT, os sem-terra encontraram no governo Lula uma fonte inesgotável de recursos para subsidiar suas atividades. Uma parcela grande dos convênios com as entidades ligadas ao MST destina-se, no papel, à qualificação de mão-de-obra. Mas é quase impossível averiguar se esse é mesmo o fim da dinheirama. 

"Hoje o MST só sobrevive para parasitar o estado e conseguir meios para se sustentar", diz o historiador Marco Antonio Villa.

As ONGs ligadas ao MST chegaram a receber quase 70 milhões de reais em um único ano. No início do governo Lula, em 2003, esses repasses não chegavam a 15 milhões de reais. No ano seguinte, mais do que dobraram, ultrapassando os 32 milhões de reais. Em 2005, o valor novamente dobrou, atingindo os 64 milhões de reais. 

No segundo mandato, as denúncias de irregularidades envolvendo entidades ligadas aos sem terra ganharam força. E o dinheiro federal para elas foi minguando. Em 2007, ano de abertura da CPI, os repasses às ONGs ficaram em 56 milhões de reais. No ano passado, as entidades receberam 46 milhões. E nos oito primeiros meses deste ano, os cofres das ONGs do MST receberam menos de 20 milhões de reais em convênios com o governo federal. Como reação, a trégua com o governo também minguou.

No início de agosto, 3 000 militantes invadiram a sede do Ministério da Fazenda. A ação em Brasília foi comandada pela nova coordenadora nacional do MST, Marina dos Santos, vinculada a setores mais radicais do movimento. No protesto, o MST exigiu o assentamento imediato de famílias que estão acampadas. Nos bastidores, negociam a retomada dos repasses para as ONGs e a recuperação do comando das unidades do Incra. Em conversas reservadas, ameaçam até criar problemas para a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff. O governo Lula agora experimenta o gosto da chantagem de uma organização bandida que cresceu sob seus auspícios.