sábado, 10 de maio de 2014

Com alta, Aécio Neves vira alvo de Dilma e Campos





O resultado da pesquisa Datafolha vai aumentar o embate entre os três principais candidatos à Presidência, sendo que o tucano Aécio Neves pode se transformar no principal alvo na disputa.
 

Segundo a Folha apurou, a cúpula da campanha petista vai intensificar o ataque ao tucano depois que ele diminuiu a distância para a presidente Dilma Rousseff. 


Já a equipe do ex-governador Eduardo Campos (PSB), diante da alta mais acentuada do tucano na pesquisa, vai reforçar a estratégia de tentar se diferenciar de Aécio, sepultando o pacto de não agressão entre os dois. 


Pelo último Datafolha, Dilma tem 37% das intenções de voto, um a menos do que o levantamento de abril. Aécio subiu de 16% para 20%. Campos oscilou de 10% para 11%. 


A equipe de Dilma Rousseff já elegeu o principal ponto a ser explorado contra o tucano: suas declarações de que não terá medo de tomar medidas impopulares caso seja eleito presidente. Na avaliação petista, Aécio cresceu nos últimos meses porque explorou o discurso de tentar vincular a presidente Dilma a irregularidades na Petrobras. 


Ontem, ao comentar o resultado do Datafolha, Aécio voltou a atacar a gestão da estatal. Segundo ele, as suspeitas de corrupção na empresa tiveram influência na avaliação da presidente. 


"As denúncias de corrupção influenciaram [o resultado]. Afinal, uma quadrilha estava levando a Petrobras à situação de insolvência", afirmou em Maceió (AL). 


A equipe de Dilma avaliou como positivo o fato de a presidente ter ficado estável após registrar quedas nas últimas pesquisas. Foi comemorado ainda o fato de a preocupação dos eleitores com a inflação ter diminuído de 65% para 58%. A alta de preços é apontada como o principal ponto negativo de Dilma. 


Os petistas contam ainda com o programa do partido, agendado para o fim de maio, para que Dilma não só estanque sua queda como registre algum tipo de recuperação. 


O tucano comemorou sua subida na pesquisa, principalmente o fato de ter aumentado a distância para Eduardo Campos, avaliando que se consolida cada vez mais como a alternativa a Dilma. 


"O dado relevante é que, em todas as pesquisas, mais de 70% da população quer mudanças. E mudanças profundas", afirmou Aécio. No campo tucano, a tática será elevar ainda mais o tom de críticas contra a petista, mas não há intenção de comprar brigas com Campos, cuja campanha passou a criticar o tucano nas últimas semanas. 


À Folha Marina Silva, vice do pessebista, disse que a candidatura de Aécio "cheira a derrota". Ontem, em São Paulo, Campos alegou que ainda é o candidato menos conhecido. "Se 25% da população diz que nos conhece, a gente já chega em simulação a 11% ou 14%. Imagine quando chegar a 100%." 



Empresa é condenada em R$ 1 bi por contaminação de trabalhadores em SP

Folha de São Paulo


A multinacional norte-americana Eli Lilly, criadora de remédios como o Prozac (anti-depressivo) e o Cialis (para disfunção erétil), foi condenada pela Justiça brasileira ao pagamento de R$ 1 bilhão, junto a ABL Antibióticos, devido à contaminação de trabalhadores em uma fábrica de medicamentos em Cosmópolis (SP), cidade de 64 mil habitantes na região de Campinas. 

O valor inclui R$ 300 milhões por danos morais e R$ 700 milhões de custos estimados com tratamento de saúde às vítimas. Além da multa, aplicada por causa da contaminação de trabalhadores por substâncias tóxicas e metais pesados, a Eli Lilly do Brasil Ltda. e a ABL Antibióticos, empresa que atualmente opera a fábrica, devem suspender as atividades na unidade. 

Segundo a decisão da juíza Antonia Rita Bonardo, da 2ª Vara do Trabalho de Paulínia (SP), as empresas deverão custear tratamento irrestrito de saúde a todos os empregados, ex-empregados, autônomos e terceirizados que tenham prestado serviços por ao menos seis meses na fábrica de Cosmópolis. Pela decisão, filhos desses trabalhadores, nascidos no curso ou após a prestação de serviços, também deverão ser beneficiados com o pagamento de eventuais tratamentos. 

A Justiça do Trabalho também proibiu as empresas de enterrarem resíduos tóxicos no solo e de explorarem atividade econômica no parque fabril pelo período de um ano, "em razão da degradação ambiental ocasionada pela contaminação do solo, da água ou do ar por produtos químicos". 

A decisão é de primeira instância e cabe recurso. 


Em nota, a Eli Lilly afirmou que vai recorrer porque "não foram identificados na área indícios de metais pesados nem pela empresa, nem pelas consultorias especializadas, nem pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), órgão regulador". Segundo a empresa, a sentença não tem "consistência científica". 

CONTAMINAÇÃO

 
A ação civil pública que resultou na condenação foi proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) em 2008. Além da ação civil pública, existem pelo menos 70 processos individuais contra a Lilly na Justiça do Trabalho. 

Segundo o MPT, de 80 ex-funcionários que se submeteram a exames de sangue –cujos laudos médicos estão na ação–, apenas três não apresentaram contaminação. 

Os laudos técnicos solicitados pelo MPT apontam a presença de substâncias perigosas nas águas subterrâneas no terreno da fábrica, como benzeno, xileno (solvente), estireno (usado para a fabricação de veneno contra ratos), naftaleno (também conhecido como naftalina), tolueno (caracteriza a cola de sapateiro), omeno e isopropil benzeno. 

Dos R$ 300 milhões de indenização por danos morais coletivos, a Justiça determinou que R$ 150 milhões sejam destinados a uma fundação, que deverá ser criada em um ano, para prestação de assistência a trabalhadores expostos a riscos de contaminação. 

Outros R$ 100 milhões deverão ser destinados à aquisição de bens para o Hospital de Clínicas da Unicamp, o Hospital Celso Pierro, da PUC Campinas, e Centro Infantil Boldrini, centros de referência médica na região de Campinas. 

Os R$ 50 milhões restantes serão revertidos ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Em caso de descumprimento de qualquer item da sentença, incluindo as indenizações e obrigações impostas, as empresas pagarão multa de R$ 100 mil por dia –valor reversível ao FAT. 

CASO SHELL E BASF
 
A decisão da 2ª Vara do Trabalho de Paulínia é similar a uma do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que no ano passado condenou as multinacionais Shell e Basf a pagar R$ 200 milhões de indenização também por contaminação ambiental. 

A condenação das empresas ocorreu devido à contaminação do solo e dos lençóis freáticos, por substâncias cancerígenas, da região da fábrica de pesticidas em Paulínia –cidade de 92 mil habitantes entre Cosmópolis e Campinas. 

A contaminação ocorreu a partir da década de 70 e atingiu a comunidade local. Inaugurada em 1977, a fábrica da Shell foi vendida à Basf em 2000 e desativada em 2002, após ser constatada a contaminação do solo e do lençol freático. 

Análises demonstraram a presença de metais pesados e substâncias organocloradas (cancerígenas) na região, inclusive na água de poços artesianos que os moradores usavam para beber e se alimentar. 


No acordo também ficou garantido o pagamento de indenização por danos morais e materiais individuais de R$ 83,5 milhões e R$ 87,3 milhões, respectivamente. A soma pode passar o valor de R$ 170 milhões para cada um dos 1.058 ex-funcionários afetados. 


O Sindicato dos Químicos e a Atesq (Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas) apontam que, entre 2002 e 2012, 61 ex-trabalhadores da fábrica morreram –todos com doenças compatíveis às consequências por exposição a agrotóxicos. 



Rios da Amazônia e água doce do mundo estão sob ameaça, dizem pesquisadores




Leonardo Siqueira
Do UOL, em São Paulo


  • Lalo de Almeida/ Folhapress
    Vista aérea dos pedrais da Volta Grande do Xingu, trecho do rio que sera impactado pela construção da hidrelétrica de Belo Monte Vista aérea dos pedrais da Volta Grande do Xingu, trecho do rio que sera impactado pela construção da hidrelétrica de Belo Monte



O desmatamento, a poluição, a agricultura e a construção de hidrelétricas como a de Belo Monte, no Pará, estão ameaçando os rios da Amazônia, que formam a maior bacia de água doce do mundo. A afirmação é do pesquisador da universidade americana Virginia Tech, Leandro Castello. "A degradação dos rios vai afetar as populações locais, e isso tem sido observado em outros lugares do mundo. Está acontecendo no rio Mekong, no Vietnam, e no rio Ganges, em Bangladesh. E será o futuro da Amazônia, caso nada seja feito", diz.


Na visão do cientista, não há uma estrutura ou política de manejo adequada às bacias hidrográficas da região. "A previsão é infeliz e esse quadro só tende a piorar. O Brasil tem sido pioneiro em questões terrestres e de preservação das florestas, mas em relação aos rios da Amazônia, nada está sendo feito", diz.


"Os corpos de água doce do mundo estão em profundo risco. Então, é claro que a Amazônia não fica fora, pois também acaba sendo contemplada com um enorme conjunto de problemas que afeta a bacia hidrográfica", diz a pesquisadora do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Maria Teresa Fernandez Piedade.





Imagens da Amazônia




A Amazônia tem 4.196.943 milhões de quilômetros quadrados e a maior bacia hidrográfica do mundo, que cobre 6 milhões de quilômetros quadrados com seus 1.100 afluentes, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente. O maior bioma do Brasil é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos Miguel von Behr/Arpa


Os sistemas de água doce são os mais degradados do mundo. E muitos deles já não são como antigamente graças à ação do homem.  Na Amazônia, por exemplo, a pesca excessiva levou algumas espécies à extinção. O tamanho dos peixes também diminuiu ao longo dos anos.



Segundo a cientista do Inpa, estudos realizados pela entidade apontam que, das últimas décadas para cá, as cheias e as secas estão cada vez mais intensas e severas naquela região. "Isso indica que as mudanças climáticas já podem estar se fazendo sentir nestes sistemas", sugere Maria.


Para Castello e Maria, os problemas da Amazônia não estão restritos à região norte do país. "Se os rios secam, o transporte de grãos como a soja, que é exportada, pode ser comprometido, impactando a economia nacional. A seca nos rios também afeta a produção de energia elétrica em represas como Belo Monte. Se essas represas param, o Sul e o Sudeste podem enfrentar apagões", lembra Castello.


Já os efeitos do desmatamento em larga escala, seja para o extrativismo madeireiro ou para propósitos agrícolas, pode mudar o balanço hídrico do território, que é ligado ao de outras regiões, lembra a pesquisadora do Inpa. Maria Victoria Ramos Ballester, do Centro de Energia Nuclear (Cena) da USP, campus Piracicaba, lembra a importância da Amazônia para outros países.

"A Amazônia tem um papel importante na redistribuição da umidade, não só no Brasil, mas na América Latina. Trata-se de um sistema de circulação regional", destaca.





Veja registros do desmatamento na Amazônia nos últimos anos



abr.2014 - O Ibama, em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Batalhão de Policiamento Ambiental (Bpam), realizou operação na Terra Indígena Rio Manicoré, localizada no município de Manicoré, sul do Estado do Amazonas. Durante a ação, foram apreendidos aproximadamente 85 m³ de madeira em toras e foram aplicadas multas de R$ 30 mil. A madeira, em sua maior parte, angelim-pedra, estava sendo transportada na balsa Navezon B29, que também foi apreendida Ditec/Ibama

 

Floresta Amazônica pode virar cerrado


Outro estudo, que envolve cientistas brasileiros e americanos, aponta numa direção semelhante. A pesquisa irá analisar três eventos extremos que ocorreram na Amazônia na última década a fim de prever o impacto das mudanças climáticas e do desmatamento no ecossistema da região. A investigação receberá um milhão e meio dólares da Nasa, a agência espacial americana. Participam do estudo pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), e das federais de Alagoas (Ufal) e Rio Grande do Norte (UFRN).


A previsão do estudo em relação à ocorrência de eventos extremos é negativa. "Acreditamos que as mudanças climáticas irão, no futuro, contribuir para enchentes e secas cada vez mais severas e frequentes", afirma Michael Cohe, um dos cientistas envolvidos no projeto. Em outras palavras, secas como as de 2005 e 2010, e a enchente de 2009, que ocorreram na Amazônia, poderão se tornar cada vez mais comuns. Para Maria, este e outros trabalhos revelam "a preocupação com a manutenção da integridade desta imensa bacia hidrográfica".


Outro ponto que preocupa os cientistas é a construção de represas e hidrelétricas. "Isso só vai piorar os efeitos das mudanças climáticas e do desmatamento", aponta Castello, que lidera a investigação feita em parceria com pesquisadores brasileiros. Segundo ele, o desmatamento em larga escala faz com que chova menos e a região fique seca. "Isso pode fazer com que a floresta da Amazônia se transforme em uma floresta de cerrado", prevê.





Cheia em rios da bacia amazônica alaga bairros de Manaus



4.jun.2013 - Ruas do centro de Manaus, próximas ao porto da cidade, já estão debaixo d"água, devido à cheia do Rio Negro. O nível do rio chegou na última segunda-feira (3) a 29,28 metros e já é o oitavo maior da história, podendo atingir a cota de 29,71 metros até o final deste mês, conforme foi anunciado pelo CPRM (Serviço Geológico do Brasil). Se isso acontecer, será a terceira maior enchente já registrada, ficando atrás apenas das cheias de 2012, a maior já documentada, com 29,97, e a de 2009, com 29,77 metros Leia mais Antônio Lima / A Crítica

rrrsssss...rrsssss...... Sem-teto, que abraçou Dilma em SP, planeja votar nulo



Um dia após se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, Maria das Dores Cirqueira, 44, uma das coordenadoras nacionais do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), voltou ontem à sua rotina de reuniões de movimentos por moradia.


Apesar de ter se alegrado com a conversa com a presidente, Maria diz que ainda não sabe se a colocaria no poder por mais quatro anos.

"Acho que em outubro vou votar nulo, a menos que algum candidato resolva meus problemas. Não adianta apenas palavras, quero ações concretas para as classes menos favorecidas do Brasil", disse Maria, que afirma não ser filiada a nenhum partido.

O encontro com a presidente, que durou aproximadamente 20 minutos, ocorreu três horas após o MTST invadir simultaneamente três empreiteiras responsáveis por obras da Copa do Mundo.
Durante os protestos, os manifestantes invadiram e picharam os prédios das construtoras. Funcionários ficaram assustados, mas não houve confrontos.


A reunião foi acertada pela presidência e o MTST durante esses atos, de acordo com o movimento sem-teto.


A intenção da presidente foi acalmar os ânimos do grupo, responsável por dezenas de atos e por ocupar um terreno a 3,5 km do Itaquerão, palco de abertura da Copa.


Maria e outros três dirigentes do movimento, entre eles o líder, o filósofo Guilherme Boulos, tiraram fotos abraçados com Dilma Rousseff.


Maria disse ter se surpreendido com o encontro e a simpatia dela. "Ela [presidente] colocou a mão no meu ombro e a gente se abraçou. Pensei que seria rápido, mas ela desceu do helicóptero e conversou com a gente encostada num carro", contou.


Mesmo após a avaliação positiva do encontro com a presidente, o movimento sem-teto já tem novos atos marcados.


LUTA POR MORADIA

 
Mãe de cinco filhos, a confeiteira Maria diz que começou a morar em ocupações em Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), quando foi convidada por amigos.

Hoje, ela mora em uma casa alugada, mas passa boa parte de suas noites em ocupações. "Eu morava de favor e estava cansada de humilhações. Hoje, a promessa é que meu apartamento saia em julho e eu tenho certeza que a minha vida vai mudar", diz.

Uma das fotos em que os militantes posaram ao lado da presidente foi tirada por Josué Augusto do Amaral Rocha, 25, também coordenador do MTST.

Formado em medicina, ele afirma que participa do movimento desde 2008, mas diz que não está em busca de uma moradia. Assim como o líder Guilherme Boulos, Rocha se nega a falar de sua vida pessoal, inclusive onde mora.

VAIAS
 
Ontem, a presidente foi recebida com vaias por um grupo de cerca de 30 pessoas ao visitar a Arena da Baixada, em Curitiba (PR), que também terá jogos da Copa.

Dilma não chegou a ver os manifestantes.


Colaborou ESTELITA HASS CARAZZAI, de CURITIBA






Comentários


Abdou (1814)

Quanto custou mesmo o porto que a Dilma divulgou em Cuba??? R$701 milhões de reais????? Para que investir tanto lá se falta tanto aqui???? Fora o tal do mais médicos que paga R$10mil por cabeça e nem f[comprovaram ao CRM a qualificação tecnica, quem esta ganhando com isto tudo? Enquanto isto o povo passa horas e horas para ser tratado no SUS, vemos idosos no chão e a espera meses por uma simples mamografia... Estes políticos quando doentes vão correndo para o Sírio Libanês...

figueiredo (1791)

Não se iluda com tapinhas nas costas de políticos, pois daqui há pouco estes suaves tapinhas se transformarão em cacetadas.

Casinho (737)


Quando a maioria dessas pessoas vai pensar em trabalhar mais para conseguir as coisas que precisa ?

Estado não aceitará violência nos protestos, diz ministro da Justiça( mas se for do MST pode, né Ministro?)




O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira (8) que "o Estado brasileiro não aceitará violência" nos protestos e classificou de "vandalismo" a depredação de patrimônio nas manifestações. 

A apenas 35 dias do início da Copa do Mundo, uma onda de protestos voltou a ocorrer nesta quinta-feira no país. A maior parte dos atos foram direta ou indiretamente relacionados à realização do Mundial. 

Para Cardozo, as manifestações estão ocorrendo por situações locais em cada cidade. "No Rio de Janeiro nós tivemos um problema localizado, específico no que diz respeito a um problema das empresas de ônibus e empregados, uma situação muito ruim", disse o ministro. 

Em São Paulo, os atos por moradia foram suspensos após a presidente Dilma Rousseff aceitar encontrar representantes do grupo. A reunião aconteceu durante inauguração do Itaquerão, que vai abrir a Copa. 

Além do Rio, ocorreram atos em ao menos mais cinco Estados. Na capital paulista, foram cinco frentes de protestos, que tiveram inclusive invasão e sedes de três empreiteiras que fazem obras da Copa –Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez. Houve pichação nos locais. 

"Não tenho a menor dúvida de que situações em que o patrimônio público é depredado e eu tenho ônibus incendiados é vandalismo, é crime e não podemos aceitar isso. As pessoas têm direito de reivindicar, mas não podemos tolerar vandalismo. Ilícito penal tem que ser punido rigorosamente, temos que identificar pessoas que não estão se manifestando pacificamente e estão trazendo violação ao direito do outro", afirmou Cardozo, após cerimônia no Ministério da Justiça. 

O ministro defendeu que os protestos sejam pacíficos. "Temos que buscar enfrentar nossos conflitos de forma pacífica, civilizada, o Estado brasileiro não aceitará violência", afirmou. 

Questionado sobre o projeto de lei do vandalismo, discutido desde fevereiro pelo governo federal para coibir vandalismo nos protestos e ainda não aprovado no Congresso, Cardozo disse acreditar que ainda há tempo para a aprovação antes do início da Copa.

Obrigada invasores por impedirem invasões nas invasões.

Grupo sem-teto veta 'invasão da invasão' na zona leste de SP


O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) impedirá, a partir de hoje, a construção de novos barracos na ocupação Copa do Povo, na zona leste de São Paulo. A decisão foi tomada uma semana após a invasão devido à falta de espaço no local. 

A ocupação já conta com cerca de 4.000 famílias, segundo estimativa do movimento. Agora, será criada uma lista de espera para quem tiver interesse em acampar no terreno. 

Apenas pouco mais da metade da área, de cerca de 150 mil metros quadrados, está ocupada por barracos. O restante do terreno foi isolado com fitas pelos próprios sem-teto, pois é uma área de preservação ambiental. 

O coordenador do MTST Guilherme Boulos afirmou que a grande procura por um espaço no terreno é causada pelo deficit habitacional na cidade e a especulação imobiliária na região. 

"Os aluguéis aumentaram de forma excessiva após o início da construção do Itaquerão e a população não consegue mais pagar."
Manifestantes protestam próximos a estação Butantã seguiram até a sede a empreiteira Odebrecht 
 
 
 
A área invadida fica a 3,5 km de distância do estádio que será sede da abertura da Copa do Mundo. 

"Na Nova palestina [ocupação com 8.000 famílias na zona sul], em cerca de dez dias também tivemos que impedir novos barracos", disse. 

A dona de casa Rafaela Padovan, 20, acampa com o marido e o filho Pedro, de 2 meses de idade, numa barraca de lona desde o último sábado. 

"A gente vai ficar aqui até sair o nosso apartamento. Moramos de aluguel há oito anos, mas depois, nos últimos dois anos, o valor dobrou e hoje a gente paga R$ 600 em dois cômodos", afirmou. 

REESTRUTURAÇÃO
 
Os barracos da ocupação Copa do Povo começaram a ser reestruturados nos últimos dias. 

A intenção é separá-los em grupos de cem famílias e construir um banheiro e uma cozinha coletiva para cada um desses conjuntos. 

O coordenador de infraestrutura do MTST Zezito Alves diz que já faz esse tipo de trabalho há nove anos. 

"Temos que manter os barracos livres e facilitar a circulação de pessoas", afirma. 

Na quarta-feira, a Justiça determinou a reintegração de posse da área no prazo de 48 horas, após pedido apresentado pela construtora Viver, dona do terreno. 

Anteontem, porém, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 23 de maio, adiando a ordem de reintegração. 

Na manhã de ontem, o senador e pré-candidato a presidente da República pelo PSOL, Randolfe Rodrigues, visitou a ocupação. 

"Vou denunciar essa situação absurda daqui. Saio convencido para que não aprovem o projeto no Senado que proíbe manifestações, pois vandalismo foi o que cometeram as incorporadoras contra o povo nessa Copa."

Vergonha!Demora da Justiça livra Luiz Estevão de duas condenações



A demora da Justiça livrou o ex-senador e empresário Luiz Estevão da condenação pelos crimes de formação de quadrilha e uso de documento falso no caso dos desvios na construção do fórum trabalhista de São Paulo.


No sábado passado terminou o prazo legal que o Judiciário tinha para encerrar definitivamente a causa contra Estevão em relação aos dois delitos, segundo o Ministério Público Federal.


Esse tipo de situação recebe o nome de prescrição na linguagem técnica do direito. Os crimes prescreveram mesmo após o caso entrar na lista de prioridades do Judiciário nacional em 2012.


Luiz Estevão aguarda em liberdade a conclusão do processo sobre outros crimes, como corrupção ativa, enquanto outro condenado célebre do processo, o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, já cumpre pena em uma penitenciária no interior de São Paulo.


Desde o início do caso, em 1997, o ex-senador ficou dois dias na prisão, sob a acusação de falsificar livros contábeis de suas empresas para esconder os desvios nas obras do fórum.

DESVIOS
 
As fraudes causaram prejuízos de R$ 1,2 bilhão (valor atualizado) aos cofres públicos, de acordo com o Ministério Público.

Em 2006, Estevão foi condenado pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região a 31 anos de prisão pela prática dos crimes de corrupção ativa, peculato (desvio de recursos), estelionato, formação de quadrilha e uso de documento falso.

Como as punições destes dois últimos delitos prescreveram, a pena dele caiu para 26 anos de reclusão. 

Uma das procuradoras da República responsáveis pela ação penal, Maria Luisa Carvalho, qualifica como "calamitosa" a ocorrência das prescrições e diz que isso "indica um problema de morosidade do Poder Judiciário e um abuso no uso de recursos por parte dos advogados dos réus".

Só no STJ (Superior Tribunal de Justiça) o ex-senador já apresentou mais de dez medidas judiciais desde a condenação em 2006, segundo a Procuradoria.

Antes de chegar ao fim, o processo ainda terá que passar pela última instância, o STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo os cálculos da Procuradoria, os próximos prazos de prescrição vencerão em maio de 2018 e referem-se aos crimes de peculato e estelionato.

PRIORIDADE
 
Carvalho aponta que as prescrições para os delitos de formação de quadrilha e uso de documento falso ocorreram mesmo após o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o órgão de controle externo do Poder Judiciário, ter incluído o caso do fórum trabalhista de São Paulo no programa Justiça Plena em 2012.

O programa do CNJ tem por finalidade monitorar o andamento de processos de grande repercussão social.

A procuradora da República diz também que a Justiça deu tratamento desigual ao ex-senador e ao ex-juiz.

Santos Neto foi para a prisão em 2000, após ficar foragido por 227 dias.

OUTRO LADO
 
As defesas dos réus do caso do fórum trabalhista de São Paulo negaram abuso no uso de recursos judiciais.

O advogado de Luiz Estevão, Marcelo Luiz Ávila de Bessa, afirmou que "todos os recursos interpostos estão previstos em lei".

O advogado do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, Celmo Pereira, disse que há injustiça na prisão do seu cliente, que não deve ser estendida aos outros réus.

Sepúlveda Pertence, advogado do empresário José Eduardo Ferraz, afirmou que, "ao lidar com penas de mais de 20 anos de prisão, é dever mais que sagrado se defender enquanto puder".

O advogado de Fábio Monteiro de Barros não respondeu à reportagem.

O CNJ afirma que incluiu o processo no programa Justiça Plena em maio de 2012 e o recurso no STJ foi a julgamento no mês seguinte.

O STJ não se manifestou sobre as prescrições no caso do fórum trabalhista de São Paulo.





Comentários


Zanoni (878)


Trabalhar mais támbém ajudaria muito. Menos feriados, menos dias enforcados. Juizes de plantão 24horas aliviaria vários setores. Já trabalhei na Justiça e via a diferença entre quem gostava de trabalhar e quem não gostava. Trabalhei com um juiz. Quando assumiu, decretou: "Quero todos os processos sobre minha mesa". Fez uma faxina. Mandou a metade para o arquivo - de réu morto a processos prescritos. Daí para frente foi uma "teta" trabalhar. "Ao trabalho, ao trabalho que Roma será salva".

jose (5898)


Justiça 3 Ps.O Código de Processo foi feito para livrar das condenações de quem tem grana para pagar advogados chicaneiros.Roubar os cofres públicos compensa e muito.Basta saber dividir a grana com estes causídicos.

jose (5898)


É a justiça dos 3 Ps.O código de Processo é uma obra feita para chicanear e por muita grana no bolso de advogados que trabalham para quem tem muita grana e assim saírem livre das condenações que se abatem sobre os 3 Ps.Roubar os cofres públicos no Brasil é um bom negócio.É so repartir parte da grana com os causídicos.

AL: falido, deputado deixa comando do PSD a mando de Kassab


Após perder o comando das empresas (decretadas falidas pela Justiça) e ser proibido de entrar nelas (por ameaças aos interventores), o deputado federal João Lyra - congressista mais rico do País - foi destituído da presidência estadual de seu partido, o PSD, em Alagoas. A decisão é do presidente nacional, Gilberto Kassab.



O novo presidente é o deputado estadual Dudu Holanda (PSD), que será candidato a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Lyra é candidato à reeleição.


“Ele convidou a mim e ao presidente João Lyra, que não compareceu, e nos fez relembrar os compromissos nacionais assumidos, bem como os compromissos locais, como o apoio ao PMDB”, explicou Holanda, ao citar Kassab e João Lyra.


Lyra se recusou a apoiar o PMDB em Alagoas e declarou que o PSD no Estado estaria ao lado do PP, do senador Benedito de Lira, candidato ao governo. O PSD , em Alagoas, é ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros, e ao senador Fernando Collor (PTB). Nesta sexta, os 14 partidos da frente de oposição - incluindo o PSD - lançaram Collor à reeleição e o deputado federal Renan Filho (PMDB) ao governo.


Em nota, João Lyra negou a decisão de Kassab.“O PSD/AL foi constituído em 2011, assim como seu comando, e seus dirigentes permanecem no cargo até 2014”.


Falido, por decisão do Tribunal de Justiça, João Lyra tem uma fortuna declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de R$ 200 milhões e uma dívida de R$ 2 bilhões. Os funcionários de suas empresas - em Alagoas e Minas Gerais - não recebem há, pelo menos, quatro meses. Bancos brasileiros e europeus estão entre os seus credores.


Especial para Terra

China quer construir trem-bala até os Estados Unidos



09 de maio de 2014 • 21h08


Viagem de 8 mil milhas seria feita por um trem de alta velocidade e levaria menos de dois dias para ser concluída; proposta precisa ser aceita pelo governo russo, americano e canadense



Trem sairía da China rumo à Sibéria, passaria por um túnel submarino e depois iria do Canadá aos EUA

Os chineses estão considerando a construção de uma ligação ferroviária entre a Ásia e a América. A ideia envolve criar um túnel submarino de 125 quilômetros, para a viagem que iria desde o nordeste do país até o Alasca. As informações são do Daily Mail.


A viagem de 8 mil milhas seria feita por um trem de alta velocidade (trem-bala) e levaria menos de dois dias para ser concluída.


Segundo a publicação, o trem sairía da China rumo à Sibéria, neste ponto, daria início à travessia submarina, sob o estreito de Bering, entre a Rússia e o Alasca. Chegando na América, o trem continuaria sua viagem por terra, passando pelo Canadá para chegar aos EUA.

No entanto, os governos dos países envolvidos ainda não declararam apoio à proposta. Se concluída, a alternativa será a rota de trem mais longa do mundo. 


Terra

Contra clã Sarney, Aécio anuncia apoio ao PCdoB no Maranhão

09 de maio de 2014 • 22h12


Aécio (esq.) anuncia apoio a Dino (centro). O deputado federal Carlos Brandão (PSDB-MA) será vice na chapa
O Senador Aécio Neves (PSDB-MG) esteve nesta sexta-feira em São Luís (MA) para anunciar a parceria entre PSDB e PCdoB no Maranhão. O presidenciável informou que o deputado federal Carlos Brandão (PSDB-MA) será o candidato a vice na chapa do pré-candidato ao governo do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ex-presidente da Embratur. Apesar da diferença em nível nacional, já que o PCdoB é aliado do PT no governo federal, os tucanos se juntam à principal candidatura opositora ao clã Sarney, que terá como candidato o Senador Edison Lobão Filho (PMDB), que tem o apoio do PT maranhense.


O presidenciável afirmou que o apoio ao PCdoB no Maranhão se dá de maneira completa, com participação de todos os membros da legenda tucana, e deverá ser recíproca, com o oferecimento do palanque a Aécio no Estado. “Estou em São Luís para um momento político de extrema importância para o Maranhão. Estamos trazendo de forma clara e transparente o nosso apoio à candidatura de Flávio Dino ao governo do Estado e incorporando a este esforço o companheiro Carlos Brandão ao lado dele como seu candidato a vice-governador”, afirmou.



Questionado sobre a aliança com um partido que é aliado do governo federal, Aécio justificou pela realidade local a decisão, já que assim pode confrontar o candidato a governador do grupo Sarney, apoiado pelo PT da presidente Dilma Rousseff. O tucano declarou que o perfil de Dino foi fundamental para sacramentar a aliança. “A realidade local se sobrepõe muitas vezes à construção nacional. Temos um quadro pluripartidário no Brasil, e por isso as questões locais devem ser respeitadas. Para mim, é fundamental o perfil dos candidatos que apoiamos. Flávio é talvez dos mais qualificados candidatos a governador que temos no País e o Maranhão merece uma aliança em torno de seu futuro”. 

Ex-presidente da Embratur e gozando de amizade com a presidente Dilma Rousseff (PT), Dino dará palanque a Aécio Neves e Eduardo Campos (PSB) no Maranhão. O candidato a senador da chapa do comunista deverá ser Roberto Rocha (PSB). Flávio afirmou que para ele o importante era a situação do Maranhão, por isso, iria dar palanque a Aécio que se engajou em seu projeto que enfrentará o candidato do grupo Sarney. “Nós precisamos de muitas forças para derrotar a última oligarquia do Brasil. Nos já fizemos uma grande aliança que uniu até PSDB e PT em 2006 para eleger o ex-governador Jackson Lago. PSDB e PCdoB estavam juntos e estarão juntos novamente. Eu estarei com Aécio em todos os eventos que fizer no Maranhão”, pontuou.


Em pesquisa feita no Maranhão pelo instituto Exata e divulgada nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff (PT) tem 66% das intenções de votos dos maranhenses contra 10% de Aécio Neves (PSDB) e 10% de Eduardo Campos (PSB). A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 7 de maio. Foram ouvidos 2 mil eleitores em 45 municípios do Maranhão e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo 010/2014. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos. Aécio diz não se importar com pesquisas neste momento. “Nós temos que apresentar nossas propostas. Ainda não há envolvimento da sociedade como um todo. Quando o debate começar, vamos ter o resultado mais próximo do que será o final. Neste momento, o desconhecimento é um fator positivo. Quando souberem de nossas propostas, o que fizemos por Minas Gerais, nós avançaremos também no Maranhão”, disse.  

Mais um rio que pede socorro.Baixa no nível do rio Tietê provoca demissões e ameaça parar hidrovia



De 21 que fazem transporte de cargas no local, apenas 7 poderão navegar.


'Se o setor elétrico não colaborar, a hidrovia pode parar', alerta diretor.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba
Barco, que antes ficava perto da água, fica agora no topo de barranco de quase 4 metros, criado pela seca (Foto: Reprodução / TV TEM)Barco, que antes ficava perto da água, fica agora no topo de barranco de quase quatro metros, criado pela seca que atinge principalmente a região de Buritama 



Uma das maiores hidrovias do país, a Tietê-Paraná, está parcialmente interditada por causa da seca. Com a estiagem, dos 21 comboios que navegam por ela, somente sete vão conseguir passar. O nível do rio Tietê baixou quase quatro metros no ponto mais crítico da passagem das embarcações, em Buritama (SP).


Uma equipe monitora 24 horas trechos do local para tentar evitar que embarcações encalhem. Mesmo assim, várias já ficaram presas ao leito do rio. Os comboios de grande porte - com mais de 2.29 metros de calado, que é a parte da embarcação que fica submersa - não tem condições de atravessar os pontos mais críticos onde há pedras e bancos de areia, que é o caso da eclusa da Usina Nova Avanhandava. A determinação passa a valer nesta sexta-feira (9) à meia-noite.


A seca representa mais do que dificuldade para navegar. Com a proibição, a direção da maior empresa que realiza o transporte de cargas pela hidrovia, e é responsável por dois terços das barcaças que fazem esse trabalho, anunciou o aviso prévio de 280 dos 350 funcionários, a partir da próxima semana.


Algumas barcaças já estão encalhadas e quatro milhões de toneladas de grãos e açúcar já precisaram ser transportadas por caminhões. Para desencalhar é preciso fazer uma operação chamada "onda de vazão". Para aumentar o nível da água nos reservatórios, é preciso que a usinas gerem energia. Quando as turbinas funcionam, a água é liberada. Somente com elas é possível seguir viagem. O problema é que os reservatórios estão sendo poupados por causa da estiagem.


Transporte hidroviário está comprometido (Foto: Reprodução / TV TEM) 

Transporte hidroviário está comprometido



A hidrovia agora opera com apenas 30% da capacidade. Com isso, o caminho para exportação da soja que segue do centro oeste para o Porto de Santos é bem mais difícil. A seca também atrasa a viagem das barcaças que tem que aguardar mais para passar pelas hidrelétricas. A viagem que durava sete dias agora só é feita em três semanas.


Para não encalhar, as barcaças têm viajado com apenas dois terços da capacidade. O resto da carga vai de caminhão, o que acaba sobrecarregando as rodovias do estado de São Paulo.


Em nota, Casemiro Tércio Carvalho, diretor do Departamento Hidroviário do estado, explica que o nível do reservatório de Três Irmãos tem caído porque o Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão federal, decidiu redirecionar o fluxo de água para a geração de Ilha Solteira em detrimento da navegação da hidrovia Tietê-Paraná.


"E o ONS assim o fez, entre outros motivos, porque não existem hoje linhas que possibilitem a transmissão, para o Sudeste, de energia produzida nas hidrelétricas do Rio Madeira, no Amazonas, e nos campos eólicos no Ceará... Ao todo, o percentual do referido nível determinado pelo ONS caiu de 46% para 27,7% e, a partir do dia 16 deste mês, também por decisão do órgão federal, será de 20,3%.


Foram as decisões do ONS que motivaram a Marinha do Brasil a reduzir o calado mínimo da hidrovia - e, por conseqüência, o número de comboios de transporte que nela navegam", completa a nota.

Para que a navegação continue, a hidrovia agora não depende apenas da chuva, mas também das usinas hidrelétricas. “É muito importante que agente tenha uma atenção para a elevação do nível do reservatório, no mínimo a manutenção desse nível para que a hidrovia continue funcionando. Se o setor elétrico não colaborar, a hidrovia pode parar”, alerta Casemiro.


Barcaça passa pelo rio Tietê: situação complicada por causa da estiagem (Foto: Reprodução/TV TEM)Barcaça passa pelo rio Tietê: situação complicada por causa da estiagem 

Petrobras tem queda de 30% no lucro líquido do primeiro trimestre


09/05/2014 22h34

Resultado é o mais baixo para um 1º trimestre desde 2007, diz Economatica.


Empresa teve lucro de R$ 5,393 bilhões nos três primeiros meses do ano.

Do G1, em São Paulo
 
A Petrobras divulgou queda de 30% no lucro líquido do primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 5,393 bilhões, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (9). O resultado é o mais baixo para um primeiro trimestre desde 2007, quando chegou a R$ 4,1 bilhões, de acordo com a consultoria Economatica.

A estatal já havia registrado queda de 19% no resultado do quarto trimestre do ano passado, para R$ 6,28 bilhões.

O resultado no trimestre refletiu a queda de 26% no lucro operacional e o resultado financeiro, que ficou negativo.

A presidente Graça Foster destacou o aumento do lucro operacional da empresa, impactado pela alta do diesel e da gasolina em novembro de 2013, e "pela menor participação de derivados importados nas vendas ao mercado interno". Ela também apontou aumento das despesas operacionais "devido à provisão extraordinária de R$ 2,4 bilhões referente ao Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV)".

O plano de incentivo ao desligamento voluntário da Petrobras, que teve uma adesão de mais de 8 mil funcionários, também impactou no indicador de endividamento da empresa, segundo o balanço.


Endividamento


O endividamento da empresa subiu 15% em relação ao trimestre anterior, para R$ 308,1 bilhões. O indicador de Endividamento Líquido/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu de 3,52x no quarto trimestre para 4,00x no primeiro trimestre e "a razão principal é o efeito do provisionamento do plano de demissão voluntária, que reduziu o Ebitda em R$ 2,4 bilhões. A estatal alega que o cálculo do indicador de endividamento considera o Ebitda anualizado por isso traz "impacto expressivo neste trimestre".

Veja abaixo o lucro líquido no 1º trimestre da Petrobras nos últimos anos:

1º trimestre de 2007: R$ 4,1 bilhões
1º trimestre de 2008: R$ 6,9 bilhões
1º trimestre de 2009: R$ 5,8 bilhões
1º trimestre de 2010: R$ 7,7 bilhões
1º trimestre de 2011: R$ 10,9 bilhões
1º trimestre de 2012: R$ 9,2 bilhões
1º trimestre de 2013: R$ 7,7 bilhões

Produção

A produção de petróleo e gás ficou praticamente estável, com queda de 1%, para 2,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia. A redução foi atribuída à parada da plataforma Brasil, no campo de Roncador, e pela interrupção da produção da plataforma P-20, no campo de Marlim, "por 103 dias em razão dos danos causados pelo incêndio que afetou seu sistema de produtos químicos em dezembro de 2013".

Ainda assim, Graça reiterou "confiança no alcance da meta de crescimento de produção de 7,5% em 2014".

O preço pago pelo petróleo no mercado internacional caiu 4% em relação ao mesmo trimestre de 2013, já o preço dos derivados básicos no mercado interno subiu 12%.

A importação de petróleo e derivados caiu 9%, para 783 mil barris por dia, por conta da preparação para parada de um duto e uma unidade de hidrotratamento na região de São Paulo. Por outro lado, houve alta de 13% na importação de derivados para atender a demanda do mercado interno.
A exportação caiu 10%, para 366 mil barris por dia, por menor disponibilidade de lastro e estoque operacional em novas unidades produtivas, e de derivados, especialmente óleo combustível.

Redução de custos

A estatal informou que a redução de custos por meio do Procop (Programa de Otimização de Custos Operacionais) no período foi de R$ 2,4 bilhões, 42% superior à meta de R$ 1,7 bilhão.

A Petrobras captou R$ 53,9 bilhões, principalmente pela emissão de títulos nos mercados americano e europeu, o que permitiu que o trimestre terminasse com saldo de R$ 78,5 bilhões em caixa, informou.

O valor de mercado da empresa caiu 7% em relação ao trimestre anterior e 12% em relação ao mesmo período de 2013, para R$ 199,7 bilhões.

A receita de vendas da empresa aumentou 12%, para R$ 81,5 bilhões, em relação ao mesmo período do ano passado.

Arruda falta a audiência e juiz decide julgar ação sem depoimento dele


Advogados alegaram que a audiência estava cancelada.
Ele iria depor em processo por improbidade administrativa.

Do G1 DF

José Roberto Arruda (Foto: Renato Araújo/Agência Brasil)Ex-governador do DF, José Roberto Arruda
O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda faltou nesta sexta-feira (9) a uma das audiências do processo de improbidade administrativa a que responde por suposta participação no escândalo de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.

Arruda deveria prestar depoimento na 2ª Vara de Fazenda Pública de Brasília. Os advogados do ex-governador alegaram que ele não apareceu porque a defesa achava que a audiência estava cancelada.

Com a ausência de Arruda, o juiz do caso decidiu que vai julgar o processo sem o depoimento do ex-governador.

Os advogados de Arruda informaram que vão recorrer para que ele seja ouvido.
Mensalão do DEM

O esquema do mensalão do DEM veio à tona depois que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a operação Caixa de Pandora, para investigar o envolvimento de deputados distritais, integrantes do governo do Distrito Federal, de Arruda e de seu vice, Paulo Octavio no suposto esquema. Arruda e Paulo Octavio sempre negaram envolvimento irregularidades.

Arruda chegou a ser preso, deixou o DEM para não ser expulso e foi cassado pela Justiça Eleitoral. Paulo Octavio renunciou ao cargo para defender-se das acusações.

Durante meses, o DF esteve ameaçado de intervenção federal, devido ao suposto envolvimento de deputados distritais, integrantes do Ministério Público e do Executivo com o esquema denunciado por Durval Barbosa.

Parabens PT!Parque do Iguaçu pode perder título de Patrimônio Natural da Humanidade


09/05/2014 18h39 - Atualizado em 09/05/2014 21h37


Unesco cobra medidas para garantir segurança ambiental da área, no PR.


Relatório dá prazo até 2015 para o governo brasileiro se adequar.

Luiz Haab Do G1 PR

Concessionária que administra o Parque Nacional do Iguaçu espera receber 7 mil visitantes neste sábado (7) (Foto: Cataratas do Iguaçu S.A. / Divulgação)Parque Nacional do Iguaçu recebe mais de 1,5 milhão de visitantes brasileiros e estrangeiros por ano

Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) coloca em risco o título de Patrimônio Natural da Humanidade do parque onde ficam as Cataratas do Iguaçu, no oeste do Paraná. Conforme o documento, a principal atração turística de Foz do Iguaçu pode entrar para a lista vermelha de patrimônios mundiais ameaçados.

Antigo acesso à Estrada do Colono, em Serranópolis do Iguaçu, está tomado pela vegetação (Foto: Fabiula Wurmeister / G1) 
 
Estrada do Colono, em Serranópolis do Iguaçu


Dois motivos são apontados pela organização: o primeiro é a construção da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu, que começou em julho de 2013 em Capanema, no sudoeste do estado, a quinhentos metros do início do parque. O outro ponto levantado pela Unesco é a possibilidade de reabertura da Estrada do Colono, trecho de 18 km que corta a mata entre as cidades de Serranópolis do Iguaçu e Capanema.

A primeira vez que a Justiça fechou a estrada foi em 1986. Porém, moradores da região reabriram ilegalmente o caminho em 1997. Em consequência disso, em 1999 o Parque Nacional do Iguaçu já havia entrado para a lista vermelha da Unesco, o que só mudou em 2001, depois que a estrada foi fechada novamente.

A organização deu um prazo até 2015 para que o governo brasileiro garanta que a estrada permanecerá fechada e pede ainda a interrupção imediata da obra da usina, até que seja realizado um estudo detalhado sobre os impactos ambientais no local. “Se o Brasil deixa que a sua mais importante catarata entre numa lista vermelha, é uma vergonha; é dizer que nós não temos capacidade de cuidar de um espaço tão pequeno, em país tão grande e que tem tantos recursos,” lamenta a diretora da Organização Não-Governamental (ONG ) WWF Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

Risco para o turismo

A ameaça de perda do título causa preocupação no setor turístico de Foz do Iguaçu. “Acreditamos que a possível perda possa se refletir no resultado da demanda turística,” teme Paulo Angeli, presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur).

Atualmente, o Parque Nacional do Iguaçu recebe mais de 1,5 milhão de turistas brasileiros e estrangeiros por ano. A direção informou que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o levantamento da Unesco. Até a publicação desta reportagem, o Governo Federal também não havia se manifestado sobre o assunto.

O projeto de reabertura da Estrada do Colono está em discussão no Senado, mas ainda  não tem prazo para ser votado. Já a Usina do Baixo Iguaçu, que deve ficar pronta em 2016, vai gerar energia para atender 1 milhão de consumidores. De acordo com o consórcio responsável pela obra, o projeto respeita  as leis ambientais.

Hilario I: DF recebe Selo de Território Livre do Analfabetismo

Na capital, segundo pesquisa da Codeplan, 97,9% dos moradores sabem ler e escrever
 
O Distrito Federal (DF) é a primeira unidade da federação a receber o Selo de Território Livre do Analfabetismo, do Ministério da Educação. 

O selo presta homenagem às localidades que atingem 96% de alfabetização, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O DF atingiu o índice de 96,5%. 

O selo foi entregue hoje (9) pelo ministro da Educação, Henrique Paim, ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

Na capital, segundo pesquisa da Codeplan, 97,9% dos moradores sabem ler e escrever.
O secretário de Educação do DF, Marcelo Aguiar, disse que o desafio agora é buscar os analfabetos que restam na capital, para seguir avançando. “É a parte mais difícil, porque são justamente os mais velhos, os que têm resistência em se alfabetizar, e a população de rua. Nosso trabalho será duro porque é preciso buscar as pessoas e convencê-las a se alfabetizar”, disse.
A dona de casa Maria do Socorro Nunes, de 61 anos, participou do evento e deu exemplo de perseverança em busca da alfabetização. De volta aos estudos há três anos, ela aprendeu a ler e faz planos para não abandonar a escola. Maria do Socorro vive no Núcleo Rural Alagado da Suzana, no Gama, cidade próxima ao Distrito Federal, e por anos buscou a construção de uma escola no local. Foi vitoriosa e agora diz que a vida mudou para melhor. “Estudar me faz sentir bem; faz bem para saúde. E o que aprendo posso ensinar para outras pessoas da comunidade”, diz.

A professora Iracema Bandeira disse que muitos moradores do Alagado da Suzana enfrentavam dificuldades por não saberem ler eacabavam sendo explorados no trabalho. Na escola, a professora alfabetizou 30 alunos. “Agora eles se impõem, sabem que têm direitos e exigem que o empregador assine a carteira. Com o conhecimento, adquiriram a cidadania plena”, conta.

Iracema Bandeira conta que a alfabetização abriu a possibilidade para trabalhar com os alunos questões importantes para a comunidade, como o tratamento que deve ser dado ao lixo e os cuidados com o meio ambiente, para tornar melhor o local onde vivem.

O governador Agnelo Queiroz explicou que a alfabetização na capital é feita por meio da Educação de Jovens e Adultos e pelo Programa DF Alfabetizado. Os beneficiários do Bolsa Família que integram o DF Alfabetizado recebem uma bolsa de incentivo do governo local.

Ao entregar o selo, o ministro da Educação, Henrique Paim, disse esperar que outros estados superem o índice de 96% de alfabetização. “Queremos que essa seja uma situação que tenhamos em breve em todo o país. Vale lembrar que nunca é tarde para estudar”, disse.

Fonte: Agência Brasil    Jornal de Brasilia

Comentario

Conheço-- sem pensar muito-- três adultos que trabalham comigo que não sabem sequer assinar o nome.Se isso for ser alfabetizado!

Vera Regina Moraes- RS