quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Aliados chantageiam Dilma escancaradamente



Blog do Josias de Souza


Josias de Souza



O que assusta na marcha resoluta de Dilma Rousseff rumo ao arcaico é sua crueza explícita. Se a sessão mais recente do Congresso serviu para alguma coisa foi para informar à presidente reeleita que ela não deve esperar nenhuma colaboração altruísta dos seus aliados. Ficou entendido que, no segundo mandato, os sócios do empreendimento governista enquadrarão a presidente da República em três leis: a lei da oferta e da procura, a lei do mais forte e a lei da selva.


O fato de os partidos aproveitarem a hora para exigir definições sobre o rateio dos ministérios e otras cositas não deveria surpreender o Planalto. O pessoal está apenas exigindo a consideração que Dilma não demonstrou no primeiro mandato, quando ainda se achava uma gerente extraordinária. A presidente encomendou uma meia-sola para disfarçar o rombo nas contas de 2014. Os aliados querem ajudar. Mas exigem recompensa compatível com o valor do conserto —são regras do mercado persa.



Renan Calheiros reuniu-se com Dilma na terça-feira. Acertou o envio do senador Vital do Rêgo, PhD em gestão de CPIs, para uma sinecura no TCU. E prometeu apressar a aprovação do jeitinho fiscal. Renan ligou o trator. Numa única noite, arou os 38 vetos presidenciais que obstruíam a passagem da manobra que transformará déficit em superavit. Programou o grand finale para o dia seguinte, na hora do almoço. Foi mastigado pela oposição e engolido pelo seu PMDB.


Chamado de “vergonha do Congresso” por Mendonça Filho, líder do DEM, Renan tentou fingir que havia quórum para manter o funcionamento da sessão. Para entregar a mercadoria a Dilma, precisava dos votos de 257 deputados e 41 senadores. Mas passaram pelo plenário apenas 222 dos 513 deputados e 32 dos 81 senadores. Em plena quarta-feira, dia de Casa cheia, não se chega a uma falta de quórum como essa na base do improviso.


A bancada do PMDB na Câmara soma 71 deputados. Passaram pela sessão 28. Ausente, o líder Eduardo Cunha atribuiu o fenômeno à hora do almoço. Ele mesmo estava num repasto com a turma do PSC, que irá apoiá-lo na briga pela presidência da Câmara. No Senado, o PMDB controla 19 cadeiras. Apenas oito estavam ocupadas. Foi como se os peemedebistas gritassem para Dilma que Renan representa os interesses dele, não as reivindicações das bancadas.


Além do PMDB, estavam subrepresentados na sessão do Congresso outras legendas cujo governismo anda meio cansado, dependendo de uma vitamina para revigorar-se. O PP, por exemplo, desfilou no plenário apenas 23 cabeças. O PR, 17. E o PSD, 26. Reduzido à rara condição de general sem tropa, Renan reconheceu a ausência de infantaria, enfiou a empáfia no saco, encerrou os trabalhos  e convocou nova batalha para terça-feira, já em pleno mês de dezembro, a 20 dias do recesso parlamentar.

Na semana passada, Dilma adiara o anúncio de sua nova equipe econômica porque lhe disseram que seria possível apresentá-los ao mercado já com a página do buraco nas contas virada pelo Congresso. Deu chabu. Nesta quinta, Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) virão à boca do palco tendo como pano de fundo a nódoa da meta descumprida do superavit. Por um instante, serão coadjuvantes de um enredo que tem a chantagem como protagonista.


Tramada e executada com esmero, a ausência de governistas na sessão do Congresso foi uma mensagem do lado mais forte para o mais fraco. E no Brasil de Brasília, os partidos governistas chegaram à conclusão de que o lado politicamente mais fraco é a presidente da República que acaba de ser reeleita. Chantageada assim, à luz do dia, Dilma terá de decidir rapidamente que tipo de papel deseja desempenhar nos próximos quatro anos: presidente ou refém?

O Brasil decente achou muito boa a notícia que tirou o sono do parceiro de Rose

27/11/2014
às 7:46 \ Direto ao Ponto


lula-montagem-20121127-size-598
“Neste país, as notícias ruins são manchetes e as boas saem pequenininhas”, vive resmungando Lula.



Depende do olhar de quem lê ou da folha corrida de quem lê. Neste domingo, por exemplo, o site de VEJA informou que continua longe do desfecho judicial o escândalo descoberto em 23 de novembro de 2012 pelos policiais federais engajados na Operação Porto Seguro.



A impunidade da quadrilha que forjava pareceres de órgãos federais para apressar a liberação de obras irregulares executadas por empresários malandros é uma notícia ruim para os brasileiros decentes. Mas muito boa para Lula.


Ele gostou de saber que, graças ao andar preguiçoso do caso na Justiça, tão cedo não se juntarão num banco dos réus os delinquentes de estimação que ampliaram consideravelmente o volume de negociatas depois do ingresso no bando de Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose. Entre 2004 e 2010, a mulher que costumava apresentar-se como “namorada do Lula” até a gente que acabara de conhecer acumulou o posto de segunda-dama da República Lulopetista com o cargo de chefe do  escritório da Presidência em São Paulo.


Deu-se o contrário em 13 de novembro, quando o site do Superior Tribunal de Justiça divulgou o que foi uma ótima notícia para gente honesta e péssima para Lula: “O STJ acolheu o pedido da Infoglobo e do jornalista Thiago Herdy Lana para terem acesso aos gastos efetuados com o cartão corporativo do governo federal utilizado por Rosemary Nóvoa de Noronha, com as discriminações de tipo, data, valor das transações e CNPJ/razão social”. Thiago Herdy só recorreu ao STF depois de buscar inutilmente essas informações na Secretaria de Comunicação Social da Presidência.



Em resposta à solicitação, o órgão limitou-se a liberar a planilha que registra, sem discriminá-los, os gastos efetuados por Rosemary Noronha entre 2003 e 2011. Para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, relator do caso no STJ, a esperteza da Secretaria de Comunicação Social configurou uma “violação ilegal do direito líquido e certo da empresa e do jornalista de terem acesso à informação de interesse coletivo”. Segundo Maia Filho, o pleno acesso aos extratos que detalham a gastança “é assegurado pela Constituição e regulamentado pela Lei  de Acesso à Informação”.



Além do valor de cada transação, logo se saberá onde, quando e para quê a mulher que se apresentava aos comparsas como “namorada do Lula” sacou da bolsa o cartão corporativo do governo federal que ganhou junto com o empregão no escritório presidencial. As esquivas do Planalto, o sumiço de Rose e o silêncio do parceiro fortalecem a suspeita de que é de bom tamanho o teor explosivo das informações ainda secretas. Todas, admita-se, são menos graves que as evocadas pelo Ministério Público para denunciar Rose por formação de quadrilha, corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica.


Mas, contempladas por Lula, decerto parecerão mais constrangedoras e desmoralizantes. Conjugadas, vão confirmar que o caso Rose é o primeiro escândalo que o ex-presidente que nunca sabe de nada está impedido de terceirizar, ou enterrar na cova rasa onde jazem os muitos casos de polícia que o chefe debitou na conta dos chefiados. Não houve intermediários entre Luiz Inácio e Rosemary. Foi ele quem instalou a segunda-dama no comando do escritório presidencial que acabaria reduzido a sucursal de quadrilha. Foi ele quem fantasiou de mãe-da-pátria uma soberba nulidade.



Também foi ele quem ordenou a Dilma que mantivesse no cargo a vigarista de estimação. Foi ele quem presenteou a companheira com 23 viagens internacionais a bordo do Aerolula. Foi ele quem transformou delinquentes amigos da amiga em diretores de agências reguladoras. Foi ele quem confundiu interesses públicos com prazeres privados. Foi ele, enfim, o protagonista da chanchada pornopolítica que produziu, como constata o post reproduzido na seção Vale Reprise, pelo menos 40 perguntas à espera de respostas ou álibis que não há.



“Inexiste justificativa para manter em sigilo as informações solicitadas, pois não se evidencia que a publicidade de tais questões atente contra a segurança do presidente e vice-presidente da República ou de suas famílias”, liquidou a questão o relator Maia Filho. “A divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar episódios lesivos e prejudicantes”.



Pena que a decisão do STJ tenha sido confinada nos centímetros que sobraram nas editorias de Política & Polícia inundado pelas bandalheiras do Petrolão.


 Para quem respeita a lei, foi uma ótima notícia. Merecia manchete.

Governo sofre derrota e votação de manobra fiscal é adiada

Congresso


Planalto aguardava a aprovação da flexibilização da meta de superávit para anunciar nesta quinta-feira a nova equipe econômica, mas não houve quórum para garantir vitória ao governo

Laryssa Borges e Macela Mattos, de Brasília
O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL)(d), discute com o líder do DEM, Mendonça Filho (DEM-PE), durante a abertura da sessão do Congresso Nacional para apreciação dos vetos e do projeto que muda o superávit primário e LDO, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília
TENSÃO – O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL)(d), discute com o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (DEM-PE), durante a abertura da sessão para apreciação dos vetos e do projeto que muda o superávit primário e LDO (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo) 


 
Numa sessão que por pouco não terminou em cenas de pugilato, a presidente Dilma Rousseff sofreu uma derrota nesta quarta-feira no Congresso Nacional e não conseguiu aprovar sua manobra fiscal que altera o cálculo da meta de superávit fiscal de 2014 – a economia que deve ser feita pela União para o pagamento dos juros da dívida pública. A nova tentativa de votação foi marcada para a próxima terça-feira.


Em meio às discussões entre o Palácio do Planalto e os partidos aliados para o loteamento dos ministérios no novo mandato, faltou quórum para a votação nesta tarde. Nos bastidores, os próprios aliados da presidente admitiram que a demora na definição dos cargos que cada sigla terá a partir de 2015 dificulta a aprovação do textol. Nesta quarta-feira, em uma demonstração de força contra o governo, o maior partido aliado de Dilma, o PMDB, colocou apenas 37 dos 71 deputados de sua bancada no plenário. O líder da sigla e provável candidato à presidência da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), também não compareceu. Assim que o projeto foi apresentado, pouco antes da viagem da presidente para o encontro do G-20, na semana passada, o vice-presidente Michel Temer havia reunido líderes da base para garantir o apoio à nova LDO. Mas, de lá pra cá, ao que parece, tudo mudou.


“O adiamento foi um cochilo planejado da base. Não posso imaginar que o que aconteceu foi fruto só do peso da oposição, até porque a gente não tem maioria em uma situação como essa”, disse o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (DEM-PE). “Não tenho dúvidas de que toda essa insatisfação está relacionada à composição do novo governo. Demonstra que os parlamentares aliados querem ser ouvidos", completou.


Mendonça, aliás, foi protagonista de um dos mais tensos bate-bocas do Congresso na história recente. Da tribuna, criticou a tentativa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de fazer o projeto avançar a qualquer custo para salvar o Palácio do Planalto. Irritado com as críticas, Renan cortou o microfone do deputado, que continuou a fala. O peemdebista insistiu: “Cale-se!”.


Foi aí que, por pouco, a troca de farpas não degenerou em pancadaria. Com o dedo em riste, Mendonça deixou a tribuna em direção à Mesa Diretora. De pé, apontou para Renan e deu um tapa em seu microfone. A gritaria continuou e outros parlamentares de oposição também se manifestaram contra Calheiros: “Ditador. Prepotente. O senhor apoia essa farsa”, gritou Rubens Bueno (PR), líder do PPS. “Ninguém me cala nesta Casa. O Renan faz o que quer, aprova o que quer, no tempo que quer. Existe um novo Regimento, que é o regimento do Renan, que decide com a sua conveniência o que deve ser feito”, disse Mendonça Filho.



Minutos depois, com os ânimos mais tranquilos, Renan Calheiros pediu desculpas ao deputado e fez um "apelo pelo bom senso e equilíbrio". O quórum, contudo, não foi alcançado: apenas 222 deputados e 32 senadores presentes – são necessários pelo menos 257 deputados e 41 senadores.

Leia também:
Novo drible fiscal do governo é 'balde de água fria' para 2015
Governo pode ser punido por mudanças no Orçamento 

Manobra – A mudança proposta pelo governo no início do mês permite que sejam abatidos da meta todos os gastos com o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e as desonerações de impostos concedidas à indústria. Tal manobra, feita por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), dá ao governo a chance de acumular um primário muito pequeno, ou até mesmo déficit, sem que tais números fiquem evidentes nas contas do Tesouro.


O Planalto aguardava a aprovação da mudança na LDO para anunciar nesta quinta-feira a nova equipe econômica – e, até o momento, não há informações sobre o cancelamento deste anúncio. Mas a falta de quórum no Plenário do Congresso inviabilizou a votação da proposta. Uma nova sessão foi convocada apenas para a terça-feira da semana que vem.



Leia também:
Comissão de Orçamento aprova projeto do governo que dribla meta fiscal
Oposição pede no Supremo a suspensão da tramitação da LDO

Apelo — Antes da sessão plenária, Renan Calheiros havia admitido que o resultado das contas públicas refletia um “momento difícil” do governo e dizia que o projeto que permite flexibilizar a meta de superávit, ainda que não seja necessariamente o ideal, deveria ser aprovado porque “é a solução que está posta”. “Nós vamos flexibilizar porque é uma solução que está posta. E dessa forma vai preponderar o interesse nacional. O Congresso, que nunca faltou com o Brasil, não vai dar as costas para o Brasil nesse momento difícil”, disse ele, afirmando não haver qualquer “constrangimento” do Congresso em dar aval à manobra. Após a confirmação do adiamento, o senador minimizou o desgaste da sessão e se recusou a comentar a dificuldade do governo de aprovar o projeto. “Era evidente a falta de quórum e sem isso a maioria não tem como se manifestar. Não sou nem líder do governo nem representante da oposição. Cabe a mim colocar em prática o regimento”, disse.


Leia mais:
Comissão de Orçamento aprova projeto do governo que dribla meta fiscal
Governo reduz projeção de PIB para 0,5% em 2014
Projeção de receita do Orçamento 2015 é elevada em R$ 21,2 bi

Projeto — Ao final da sessão, parlamentares oposicionistas voltaram a criticar a proposta de manobra fiscal. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com as metas de execução orçamentária para 2014 estabelecia originalmente patamar de superávit primário de 116,07 bilhões de reais e permitia abatimento máximo de 67 bilhões de reais para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e desonerações tributárias. Com o novo projeto, não haveria mais teto para abatimento, abrindo espaço para que a União não economizasse um centavo sequer para pagar juros da dívida.


“Esse projeto que a presidente Dilma apresentou para poder gastar à vontade e sem nenhuma limitação legal terá consequências muito graves para o brasileiro, para aquele que vai precisar fazer um financiamento e vai pagar juros mais caros, para o empresário que precisa de capital de giro e vai pagar juros mais caros, para as próprias contas do governo, que precisa captar recursos para rolar sua dívida”, disse o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). “Isso vai agravar a situação de recessão e de paralisia do governo para livrar a presidente Dilma de um eventual problema que ela terá na justiça por ter desrespeitado o orçamento”, afirmou.



Justiça – Em mais um front de embate contra o projeto, líderes da oposição na Câmara dos Deputados recorreram nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação do projeto que modifica a LDO. Recurso semelhante havia sido protocolado nesta terça-feira pelo PSDB.


No novo recurso, os oposicionistas alegam, entre outros pontos, que a presidente Dilma Rousseff deve enviar novo relatório à Comissão Mista de Orçamento caso pretenda alterar as metas de economia para pagar juros da dívida.
 

Brasil às avessas! Para o PT o homem mau da hora é o… juiz Sérgio Moro!

27/11/2014
às 4:05

Janot acha que já dá para pedir a abertura de alguns inquéritos. Ou: Certo colunismo quer inventar agora os “heróis do povo brasileiro” do Petrolão, e

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considera contar já com os elementos necessários para abrir ainda neste ano os primeiros inquéritos para investigar políticos envolvidos com o petrolão, embora ainda haja delações em curso. O doleiro Alberto Youssef prestou seu depoimento final no dia 25. É o que informa Severino Motta, na Folha desta quinta. Quantos inquéritos? Ainda não se sabe. O método será diferente daquele empregado no caso do mensalão, em que todos foram investigados num único inquérito, o que, convenham, tornou o caso enrolado, confuso e trabalhoso. Só que a abertura de investigação de autoridades com direito a foro especial por prerrogativa de função depende da autorização de tribunais superiores.


Só para lembrar: são processados e julgados por crimes comuns no STF o presidente da República, o vice-presidente, os membros do Congresso Nacional, o Procurador-Geral da República, os ministros de estado, os membros de Tribunais Superiores, os do TCU e os chefes de missão diplomática de caráter permanente. São processados e julgados pelo STJ os governadores de Estado e do Distrito Federal, os desembargadores, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do DF, os juízes dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os integrantes do Ministério Público da União. Há dezenas de autoridades citadas nas delações premiadas: deputados, senadores, ministros de estado e governadores. Ainda não conhecemos todos os nomes porque eles surgiram no âmbito da delação premiada, que é sigilosa. Mas alguns, como vocês sabem, vieram a público.


Pessoas sem foro especial podem acabar sendo processadas por tribunais superiores se for impossível dissociar a sua atuação da de autoridades com esse direito, a exemplo do que aconteceu no mensalão.
Janot enviou ainda ao Supremo, nesta terça, pareceres contrários à pretensão de três acusados de envolvimento com a roubalheira na Petrobras. Como há políticos citados no caso, as respectivas defesas de Murilo Barrios, sócio da Sanko Sider, fornecedor da Petrobras, e de Waldomiro de Oliveira, um empregado de Youssef, pediram que os atos do juiz Sérgio Moro sejam considerados nulos, com a revogação de prisões, já que só o Supremo poderia atuar no caso.


Para o procurador-geral da República, o pedido “desborda da boa-fé objetiva”. Quem vai dar a palavra final é o ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF.


Para arrematar: os esbirros do petismo na imprensa seguem firme em sua campanha contra o juiz Sérgio Moro, apontando ilegalidades onde não há. Depois dos “heróis do povo brasileiro” do mensalão, agora há colunistas querendo criar os “heróis do povo brasileiro” do petrolão. O verdugo daqueles pobres ladrões era Joaquim Barbosa; o dos pobres ladrões de agora, Sérgio Moro.
É de dar nojo!


Por Reinaldo Azevedo

QUE VENHA O 'TEA PARTY' BRASILEIRO


BLOG DO ALUIZIO AMORIM


Tea Party, o movimento popular conservador americano que se transformou em pouco tempo num poderoso instrumento de defesa da democracia e da liberdade nos Estados Unidos. Sim, porque lá também esses pilares que tipificam a civilização ocidental são objeto do assédio da malta comunista.
 
 
 
O texto que segue é de autoria de Alexandre Borges, diretor do Instituto Liberal e foi publicado nos sites Reaçonaria e Mídia Sem Máscara, que têm link permanente aqui neste blog. Destaque para os 15 pontos que orientam o movimento conservador americano Tea Party. A recente vitória nas eleições legislativas nos Estados Unidos conferindo ao Partido Republicano a maioria nas ruas Casas do Congresso deve muito, se não tudo, a esse movimento popular independente e que vive de doações privadas de cidadãos comuns. Leiam:
 
 
 
 
Em 2009, os EUA foram confrontados com um de seus piores pesadelos: Barack Obama era tudo que seus adversários acusavam e muito mais.
 
 
Mesmo para um povo que já passou por tantas guerras e ameaças, nunca houve nada parecido com isso. A lembrança do presságio de Abraham Lincoln voltava com força total: “a América nunca será destruída de fora para dentro. Se um dia falharmos e perdermos nossas liberdades será porque nós mesmos nos destruímos.”
 
 
Neste mesmo ano nasce um movimento espontâneo e popular batizado de “Tea Party”, lembrando o “Boston Tea Party”, evento histórico ocorrido em 16 de dezembro de 1773 e que desencadeou uma série de eventos que terminariam na independência dos EUA dois anos e meio depois.
 
 
John Hancock, rico e influente comerciante americano, foi um dos idealizadores e patrocinadores da invasão dos três navios da Companhia Britânica das Índias Orientais. Colonos disfarçados de índios entraram nas embarcações, pegaram todo o carregamento de chá e jogaram ao mar. John Hancock foi o primeiro a assinar a declaração de independência dos EUA e até hoje seu nome é sinômino de assinatura no país.
 
 
O Tea Party é um movimento que se define como popular, vive de doações privadas de cidadãos comuns. É formado e apoiado por americanos que amam a América e estão dispostos a lutar contra qualquer ameaça à segurança, soberania e ordem do país mais livre, próspero e bem sucedido da história da humanidade. Segundo seu estatuto, o Tea Party possui 15 crenças “não negociáveis”:
 
 
1. Imigrantes ilegais estão no país ilegamente
2. A defesa dos empregos domésticos é indispensável
3. Forças armadas robustas são essenciais
4. Grupos de interesse e lobistas devem ser retirados da vida pública
5. Posse legal de armas é sagrada
6. O governo precisa ser reduzido
7. As contas públicas devem ser equilibradas
8. O déficit público tem que acabar
9. Programas de resgate de empresas e pacotes de estímulos são ilegais
10. É preciso reduzir os impostos sobre renda
11. É preciso reduzir os impostos para empreendedores
12. Políticos devem estar disponíveis para o cidadão comum
13. A intromissão do governo na vida do cidadão deve ser freada
14. O inglês é a língua oficial do país
15. Valores da família tradicional devem ser encorajados



Tea Party ganhou as ruas em 2010, ano de eleição legislativa em que o Partido Republicano foi francamente beneficiado pela participação do movimento na vida pública. A imprensa, é claro, ficou horrorizada e até hoje promove uma perseguição absurda, fruto de um patrulhamento ideológico abjeto, ao Tea Party. O movimento não se intimidou em 2010, em 2012 e agora em 2014, ajudando a dar uma vitória realmente acachapante para a direita americana contra os inimigos internos do país.
 
 
 
Que os brasileiros de bem, que foram às ruas dia 15 deste mês de novembro, inspirem-se nos bravos americanos do Tea Party e não se intimidem com o assédio moral da imprensa, dos CQCs da vida, e continuem mostrando que o quarto poder da república é você.

Sponholz: As pesquisas do baiano bolivariano.


Marcos Maia, do PT, então presidente da Câmara, ofereceu jantar íntimo a Paulo Roberto Costa. Na residência oficial. Hoje ele é o relator da CPMI da Petrobras.


Hoje relator da CPI mista da Petrobras, o deputado Marco Maia (PT-RS) ofereceu um jantar ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, delator da Operação Lava Jato, quando era presidente da Câmara dos Deputados. O encontro ocorreu na residência oficial da Câmara em 2011 e, segundo a Folha apurou com advogados que acompanham a investigação, foi citado em um dos depoimentos que ele prestou à Justiça. 
 
 
O deputado confirmou o evento à Folha. Segundo ele, o jantar foi solicitado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras para tratar de assuntos gerais e institucionais sobre a estatal, em especial o marco regulatório do pré-sal" que, na época, era debatido na Câmara. No cargo, Costa era responsável pela implantação de refinarias e produção de combustíveis. 
 
 
Maia afirmou não ter "absolutamente nenhuma" relação com o ex-diretor e que não foi solicitado "nenhum favor nem se tratou de assuntos pertinentes a cargos na Petrobras" na conversa. O deputado petista ressaltou ainda que, assim como Costa, o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli foi recebido em "outra oportunidade". "Convém salientar que, no caso específico, para atender o pedido do encontro, o horário do jantar foi o que permitiu a melhor acomodação na agenda", disse. 
 
 
Um segundo parlamentar do PT, o deputado federal Luiz Sérgio (RJ) não estava na lista de convidados do jantar, mas aceitou ficar para o evento a pedido de Maia. Ele era ministro da Secretaria de Relações Institucionais do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff na época e estava na residência oficial para uma reunião "rotineira" com Maia. Perguntado sobre o que trataram, a sua assessoria respondeu: "assuntos diversos, entre eles o pré-sal, tema bastante em voga na época". 
 
 
Sérgio também disse que não houve pedido algum ao ex-diretor e que não tem relação com Costa. Em troca de aliviar sua pena, o ex-diretor da Petrobras afirmou em delação premiada que havia um esquema de pagamento de propina em obras da estatal e que o dinheiro abastecia o caixa de siglas como PT, PMDB e PP. 
 
 
Costa compareceu à CPI mista em setembro, mas se recusou a responder questionamentos intercalando as frases "nada a declarar" e "me reservo no direito de ficar calado", para preservar o acordo de delação premiada.(Folha de São Paulo)
 
 

Futuro ministro da Dilma, que vai mandar no BNDES, é um dos donos de banco que fraudou empréstimos obtidos...no BNDES!


quinta-feira, 27 de novembro de 2014


Escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ser o próximo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o senador e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto (PTB-PE) (foto), tem familiares processados por fraudes contra o BNDES, instituição diretamente subordinada à pasta que ele deve comandar a partir de 2015.

 
 
O próprio chegou a ser investigado no âmbito de uma ação que se arrasta desde 2005 na Justiça Federal, no qual o extinto Banco Mercantil de Pernambuco - controlado pela família Monteiro - é acusado de uma série de crimes contra o sistema financeiro, entre os quais desvios de recursos do banco de fomento.

 
 
Com base em um inquérito instaurado pelo Banco Central, a seção pernambucana da Procuradoria da República ofereceu, em julho de 2005, denúncia contra os administradores do Mercantil, que dez anos antes havia sofrido intervenção do BC. No curso das investigações, surgiram indícios de operações irregulares entre o banco e a Destilaria Gameleira, também de propriedade dos Monteiro.

 
 
Foram detectadas, entre outras irregularidades, operações conhecidas por "troca de chumbo", por meio da qual instituições financeiras burlam a vedação legal de concessão de crédito aos próprios administradores ou sociedades coligadas. De acordo com o inquérito, as apurações também constataram desvio, para empresas da família, de recursos do BNDES que deveriam ter sido repassados para investimentos do setor produtivo.

 
 
"Constatou-se que recursos repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ao Banco Mercantil por meio do Programa de Operações Conjuntas, que deveriam ser emprestados a empresas para implantação, expansão e modernização de seus empreendimentos, foram desviados para a destilaria Gameleira", diz um trecho do inquérito.

 
 
Os autos chegaram em 2007 ao Supremo Tribunal Federal (STF), visto que, à época, Monteiro Neto era deputado federal e dispunha de foro privilegiado. O caso foi arquivado em outubro de 2010, após o parlamentar convencer o Ministério Público de que não participava da gestão do banco e nem da destilaria, mesmo sendo detentor de ações e de um assento no conselho de administração do grupo.

 
 
"É verdade que a pequena participação do parlamentar no capital social das empresas, por si só, não retira dele a qualidade de controlador da instituição financeira para fins de responsabilização penal", ponderou o STF. Monteiro Neto, contudo, fez valer seus argumentos ao apresentar documentos que atestavam que ele não esteve presente em assembleias ou reuniões do conselho no período em que as fraudes teriam ocorrido.

 
 
Diante disso, ele foi excluído do inquérito e o caso retornou à 4ª Vara Federal de Pernambuco, onde está até hoje, em fase de alegações finais. Com idades superiores aos 70 anos na época da denúncia, quatro réus acabaram beneficiados pelo prazo prescricional reduzido, entre eles o pai e o tio de Monteiro Neto. Da família, restam como réus no processo o irmão do senador, Eduardo Queiroz Monteiro, e um primo, Antônio Dourado Cavalcanti Filho.

 
 
Um dos advogados da família no caso, Bráulio Lacerda disse ao Valor que os últimos argumentos da defesa e da acusação ainda vão ser apresentados, mas não informou prazo para que isso aconteça. Por meio de seus assessores, Monteiro Neto apenas reafirmou que sempre se manteve distante dos negócios do Mercantil.

 
 
Após anos sob intervenção, o banco da família Monteiro teve sua liquidação levantada pelo BC em 2012, mediante a quitação integral dos débitos pendentes com o governo federal e demais credores. O Mercantil também foi citado no desenrolar do escândalo do mensalão. Uma denúncia do então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apontava que o Banco Rural - que detinha participação na massa falida do Mercantil - teria feito empréstimos ao PT em troca da facilitação do processo de levantamento da liquidação do banco da família Monteiro. (Valor Econômico)
 
 

Brasil do PT:Falta de tratamento faz aguas do Tietê parecerem piche!


27/11/2014 09h46 - Atualizado em 27/11/2014 09h57

Águas do rio Tietê ficam pretas em Salto. 'Parece piche', diz internauta

Registro foi feito por moradores da cidade na manhã desta quinta-feira (27).
Cor é resultado da falta de tratamento de esgoto, explica a Cetesb.


Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Internautas enviaram fotos e vídeos à redação do G1 que mostram uma "água preta" no trecho do rio Tietê, em Salto (SP). O registro foi feito na manhã desta quinta-feira (27) por moradores da cidade que passaram pelo local e se assustaram com a cor da água.


Segundo a internauta Rafaela Paes, que trabalha em uma agência de turismo em frente ao rio, o susto foi grande quando se deparou com a cor do rio. "A água estava parecendo piche, asfalto derretido. Muito feia a situação", conta.


De acordo com o secretário do Meio Ambiente da Prefeitura de Salto, João Conti Neto, a cor escura é um fenômeno natural, que com a intensidade da chuva que atingiu a região nos últimos dias remexeu a sujeira que estava no fundo do rio e a fez subir.



O técnico ambiental da Cetesb Itu, responsável por Salto, Thiago Righi, explica que a mancha negra é um problema crônico. "Isso é resultado da falta de tratamento de esgoto na região metropolitana de São Paulo. Com a chuva isso fica em evidência". Uma equipe da Cetesb foi encaminhada até o local.
Internauta registra "água preta" no trecho do rio Tietê em Salto (Foto: Helena Lucila/Tem Você)Internauta registra "água preta" no trecho do rio Tietê em Salto 
Rio Tietê em outro dia com a água limpa (Foto: Rafaela Paes/ Arquivo Pessoal) 
Rio Tietê em outro dia com a água limpa


 

Mesmo após chuva forte nível da Cantareira continua caindo


  27/11/2014 09h51

Sistemas seguem em recuperação após chuva de quarta; Cantareira cai

Cinco sistemas tiveram acréscimo no nível da água nesta quinta (27).


Chuva em novembro no Cantareira é maior que soma de três meses.

Do G1 São Paulo
O nível dos sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo segue em recuperação após o segundo dia com chuvas em todos os reservatórios. Com a precipitação registrada nesta quarta-feira (26), o nível de cinco dos seis grandes sistemas subiu na medição desta quinta-feira (27). Apenas o Cantareira, que passa por grave crise, caiu.
  •  
Cidade de São Paulo volta a entrar em estado de atenção para alagamentos por causa da chuva (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)Choveu forte na Grande SP (Foto: Renato S.Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)
 
 
Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a chuva diminui nesta quarta. Mesmo assim, a precipitação conseguiu elevar o nível das represas do Alto Tietê, Guarapiranga, Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro, que no dia anterior havia apresentado queda.



No Sistema Cantareira, a sequência de dois dias de chuvas intensas não mudou a situação nos reservatórios. A chuva de 22,3 milímetros registrada na terça (25) e a de 11,9 milímetros da quarta não impediram mais duas quedas no nível das represas: o Cantareira opera com 9,1% de sua capacidade, após duas baixas de 0,1 ponto percentual nos dias de chuva.


A chuva de novembro no Cantareira está próxima de atingir a média esperada, que é de 161,2 milímetros. Até agora choveu 134,9 milímetros no mês, o que já é maior que a soma das precipitações de agosto, setembro e outubro. Nos três meses, choveu 131,2 milímetros. Mesmo com o aumento das chuvas, o nível do sistema segue em queda: já são 225 dias sem subir o índice.
O nível de 9,1% registrado nesta quinta já conta com a segunda cota da reserva técnica do sistema. Volume útil e primeiro volume morto já se esgotaram.


Nível dos sistemas
O Alto Tietê, que tem o menor nível entre as seis grandes represas, subiu mais 0,1 ponto percentual nesta quinta. O nível teve duas altas seguidas, e foi de 5,7% para 5,9% após os dois dias de chuva. Na quarta, choveu 4,8 milímetros na região dos reservatórios, número bem inferior à chuva de terça, que foi de 32,5 milímetros.


No Guarapiranga, o nível saltou de 33,4% para 33,8%. No Alto Cotia, foi de 29,1% para 30% e, no Rio Grande, de 63,8% para 64%. Todos também tiveram dois dias seguidos de aumento no volume acumulado.
O Rio Claro foi o único que sistema que havia caído de terça para quarta, mas registrou acréscimo no nível nesta quinta. O nível foi de 30,7% para 30,3% e agora, com o aumento, chegou a 30,5%.


Previsão para os próximos dias
Esta quinta-feira ainda começa com muita nebulosidade e chuvas que diminuem no decorrer do dia. O sol até aparece entre muitas nuvens no decorrer da tarde, mas as temperaturas não sobem muito.


O meteorologista Franco Villela disse que a chuva vai continuar até o fim da semana, mas deve perder intensidade. "A chuva vai perdendo força e terá pancadas isoladas no final de semana. Na quarta (3) deve voltar forte", disse.

Governo suíço autoriza repatriação de US$ 26 mi de Paulo Roberto Costa


  26/11/2014 18h44


Ex-diretor de abastecimento da Petrobras mantém conta no país europeu.
Procuradores do MPF viajaram para reunião com membros do MP suíço.

Do G1 PR
O governo da Suíça autorizou nesta quarta-feira (26) a repatriação de US$ 26 milhões do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, após uma reunião entre procuradores do Ministério Público Federal (MPF), responsáveis pelas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF) e representantes do Ministério Público suíço, de acordo com a Globo News. O valor a ser repatriado é o maior do Brasil para casos de corrupção, mas não há previsão de quando será devolvido.



Os procuradores do MPF embarcaram na segunda-feira (24) para a Suíça, com objetivo de tentar localizar o dinheiro que pode ter sido desviado da Petrobras. De posse dos extratos da conta cedidos pelo Ministério Público suíço, a força-tarefa do MPF busca ainda descobrir de onde veio e para onde iria essa quantia. Os procuradores também vão procurar provas de que outros envolvidos na Operação Lava Jato tenham movimentado dinheiro no exterior.



Entre eles, está outro ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, que está preso em Curitiba, e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.


Conforme Paulo Roberto Costa, eles também participavam do esquema, sendo que Baiano seria operador do PMDB nos desvios de dinheiro da Petrobras.
A informação foi corroborada por outro executivo, da empresa Toyo Setal, chamado Júlio Camargo. Em um depoimento à Polícia Federal, ele garantiu ter feito depósitos no valor de R$ 6 milhões. A quantia, afirmou, era para a diretoria de Serviços, comandada por Duque. A maior parte foi depositada no banco Credit Suisse, em contas indicadas por Duque e pelo subordinado dele, o gerente de Serviços da estatal, Pedro Barusco.


Júlio Camargo também disse que repassou entre R$ 12,5 milhões a R$ 15 milhões para Fernando Baiano. Segundo o executivo da Toyo Setal, esse dinheiro foi levado para um banco no Uruguai e para várias contas indicadas pelo lobista no exterior.


Lava Jato
A Operação Lava Jato investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A nova fase da operação policial teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões.


Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, 25 pessoas foram presas pela PF durante esta etapa da operação. Porém, ao expirar o prazo da prisão temporária (de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco), na terça (18), 11 suspeitos foram liberados. Outras 14 pessoas, entre as quais o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, continuam na cadeia.



VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

Diagnosticada com Leucemia, descendente de japoneses luta por um doador



Fabiana Ikeda precisa de medula óssea 100% compatível de oriental ou descendente, como ela. Este é considerado o único meio de sobrevivência

redacao@jornaldebrasilia.com.br



Fabiana Ikeda de Oliveira, ativista social, 37 anos, foi diagnosticada com  Leucemia Linfóide Aguda no mês passado.



Para se livrar da doença, ela precisa fazer um transplante de medula óssea, por meio de um doador que seja 100% compatível – oriental ou descendente, como ela. Este é considerado o único meio de sobrevivência.  Hoje, segundo dados do  Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), 113 pessoas, entre japoneses, coreanos e chineses, aguardam um doador. Para ajudá-la na caminhada, familiares e amigos lançaram uma campanha no Facebook.



Cansaço e pequenas manchas no corpo eram os principais sintomas que Fabiana apresentava, antes de descobrir a doença. “Achei que fosse estresse. A médica pensou que pudesse ser fibromialgia, por conta das dores que eu sentia no corpo”, conta. Quando ela voltou ao médico, o laboratório que fez o exame de sangue entrou em contato para afirmar que havia alteração nos glóbulos brancos. “Eu fiz todos os exames, há um ano, e não tinha nada. A doença é muito rápida e agressiva”, conta. A  data da descoberta da doença de Fabiana é a mesma em que a mãe recebeu o mesmo diagnóstico, há três anos. No entanto, ela sobreviveu somente por 24h depois da confirmação.



Apesar de ser brasileira, Fabiana tem genética 100% japonesa, pois os avós maternos e paternos nasceram naquele país. Somente 3,44% dos doadores cadastrados são orientais ou descendentes, somando 117,3 mil pessoas.



Miscigenação
A compatibilidade com orientais independe de origem, cor ou raça, mas a probabilidade é maior entre orientais de raça amarela.
“O problema é que no Brasil a população é miscigenada”, explica o médico hematologista Alexandre Hirayama. “As chances serão  maiores de encontrar doadores 100% compatíveis”, garante o especialista.



Campanha em prol da cura
 
A iniciativa de amigos e familiares em prol da luta da ativista social pela sobrevivência chama a atenção da população sobre o assunto. Intitulada  “Você Pode Salvar Fabiana Ikeda”, a campanha também pretende auxiliar outros portadores da doença espalhados pelo mundo. “Além de ajudar a Fabiana, a ação interfere na vida de outras pessoas que dependem do transplante para sobreviver ”, relata o marido  Daniel Oliveira, 39 anos. 
 
Fabiana tem recebido palavras de apoio de internautas espalhados pelo País. “Estou muito feliz com a campanha. Isso fortalece muito. Eu até estava um pouco descrente do mundo”, ressalta. Para ela, o mais difícil é ficar longe dos filhos Gabriel, 14, e Tarsila, 9. “Eles continuam indo à escola, mas nos vemos mais aos fins de semana”, lembra. 
 
Depois de 40 dias internada, ela passou quatro dias da última semana em casa. “A experiência foi incrível. Quando vim pra cá (hospital), Brasília estava seca. Agora, quando saí, vi flores espalhadas pela cidade”, conta. “A vida é hoje, e  não  amanhã”, complementa o marido, Daniel.
 
Probabilidade
 
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a probabilidade de encontrar um doador compatível no Brasil é de um para cada 100 mil pessoas. O procedimento do transplante de medula é rápido e não traz riscos. Geralmente, a coleta das células-tronco é feita por meio de uma veia do braço. No mesmo dia, a pessoa é liberada, com atestado médico.
 
Como ser doador
 
1 - Fazer o cadastramento é  bem  rápido. Vá ao Hemocentro de Brasília, localizado no Setor Médico Hospitalar Norte, Quadra 3, Bloco A.
 
2 - Uma pequena amostra de 5 a 10ml será colhida. Não haverá custos.
 
3 - Se o seu DNA for compatível com o da Fabiana ou com de outra pessoa, você fará uma avaliação  para analisar a   saúde, e logo poderá realizar a doação e ajudar.
 
4 - Se  tiver alguma dúvida, acesse os sites  www.fabianaikeda.com,  www.inca.gov.br e  www.facebook.com/ajudefabiana. O telefone do Hemocentro é   (61) 3327-4447.
 
Saiba Mais
 
A Leucemia Linfóide Aguda é um tipo de câncer do sistema sanguíneo, não hereditário. 
 
Com a doença, o paciente sofre um dano nas células precursoras da medula óssea e células doentes começam a se proliferar. Os glóbulos vermelhos diminuem e vários sintomas aparecem. 
 
Entre os sintomas estão fraqueza, febre e manchas roxas pelo corpo.
 
 
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Pressa faz bandidos fugirem com bebês no carro



Nem o choro das crianças e o desespero das mães foram suficientes para sensibilizar cinco assaltantes que levaram os veículos com os filhos das vítimas a bordo

ary.filgueira@jornaldebrasilia.com.br


A frieza dos bandidos em dois crimes semelhantes mostra o retrato da insegurança no Distrito Federal. Nem o choro das crianças e o desespero das mães foram suficientes para sensibilizar cinco assaltantes que levaram os veículos com os filhos das vítimas a bordo. Os dois casos ocorreram em um intervalo de quatro dias.



O caso mais recente foi registrado na última terça-feira. Eram 15h  quando uma moradora do Setor Sol Nascente, de 32 anos, tinha acabado de colocar o cinto de segurança na filha de um ano e seis meses,  no banco de trás do carro. Um Chevrolet Prisma   cinza encostou na frente da casa dela, na Quadra 111 D, com três homens dentro.



Ela   percebeu se tratar de um assalto. Ainda chegou a travar as portas. Mas viu pelo retrovisor do   carro que um dos bandidos já estava no banco de trás, onde estava a filha. “Os vidros ficaram abertos. Por isso, ele conseguiu entrar”, relata a mãe.



Ordem
De acordo com ela, o assaltante que segurava um revólver mandou que saísse do carro. Mas a vítima se recusou porque a filha estava dentro. Ela tentou argumentar. “Eu só quero tirá-la”, pediu. Mas o outro criminoso apontou o facão para a criança, ameaçando matá-la caso a mulher não abandonasse o carro.
Em seguida, o comparsa puxou a mãe pelo braço e a tirou do veículo. “Saí atrás, gritando, pedindo socorro. Ela (criança) estava chorando. Só pensava no rosto dela”, conta a dona de casa.



A vítima procurou o posto da Polícia Militar, mas encontrou as portas fechadas. Desesperada, saiu correndo em busca de ajuda com as pessoas que passavam pela rua. Até que, a um quilômetro de   casa, se deparou com uma mulher que afirmou ter visto uma criança chorando ali perto. “‘É a minha filha’, eu disse  a ela. A mulher não queria me entregá-la. Pediu para que esperasse a polícia”, relembra.



Por volta das 19h30, a vítima recebeu uma ligação informando que a polícia localizou o carro roubado na QNN 9, ainda em Ceilândia. Um dos suspeitos foi preso. Com ele, estavam a cadeira da criança e a bicicleta que a vítima havia colocado no porta-malas.



Dupla deixa menina e sofre acidente
Na última segunda-feira, o JBr. mostrou o caso de uma moradora da QNL 4 de Taguatinga, de 44 anos, que também passou por momentos de terror. Ela foi abordada por um casal de assaltantes no último sábado, quando estava dentro do carro, estacionado em frente ao prédio do irmão. “O homem mandou que eu saísse”, lembra. “Ainda gritei: ‘me dá minha filha’”, conta. Os bandidos levaram o veículo com a criança de um ano e oito meses, que estava na cadeirinha afixada no banco de trás.



Segundo ela, um motorista viu toda a ação e passou a seguir os bandidos. Ele viu quando colocaram o menino na frente de uma faculdade na Samdu Norte, em Taguatinga. “Quando estava registrando a ocorrência na delegacia, ouvi no rádio a informação de que encontraram uma criança. Ao chegar ao local, vi que era a minha filha”, relata a mãe.



No mesmo dia em que o crime ocorreu, a polícia encontrou o carro   da vítima. Os bandidos tinham acabado de capotar  o veículo na BR-070, que liga Brasília a Águas Lindas (GO), Região Metropolitana do DF. Eles sofreram apenas escoriações leves. De acordo com a polícia, a dupla alega que em um primeiro momento não percebeu a presença da criança.



Polícia procura foragidos
A Polícia Civil informou que o suspeito do assalto no Sol Nascente, W.S.S., 21 anos, foi flagrado   na posse do veículo roubado. A 23ª DP registrou um flagrante de roubo de veículo/localização de veículo roubado ou furtado. Agora, a delegacia investiga o paradeiro dos outros envolvidos no crime. Após os procedimentos legais, o autuado foi recolhido ao cárcere do Departamento de Polícia Especializada.



Desde então, a vítima nunca  mais saiu de casa. “Cada carro que passa, escuto o barulho e fico assustadíssima. Preciso tomar chá para me acalmar. Penso em sair daqui”, afirma ela, que se mudou para o Sol Nascente no último dia 10. “Mudei da QNR por causa da violência”, conta.



Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Aids: Risco entre jovens preocupa


No DF, 37% dos novos casos são de pessoas entre 15 e 29 anos. Uso de drogas pode ser o motivo

jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br


Ela não se relacionou sem proteção, não usou agulhas contaminadas, não fez transfusão com sangue contagiado e não foi   cortada por instrumentos infectados.


Alessandra Diniz (nome fictício) já nasceu com o vírus HIV no sangue e, aos 16 anos, convive com a doença que vitimou os cantores Renato Russo e Cazuza. Hoje,   o tratamento permite ao soropositivo uma vida normal, mas 37% dos novos casos no DF são de jovens entre 15 e 29 anos. Em 11 anos, o número no DF subiu 188%. Na próxima segunda-feira é lembrado o Dia Mundial de Combate à Aids.



“Para mim, não há diferença alguma. Cresci acostumada com a doença, tomando remédios, convivendo com pessoas soropositivas”, revela   Alessandra. Ela trata com naturalidade a presença do vírus e explica que apenas os amigos mais íntimos sabem de sua situação. “Não tem pra quê ficar espalhando”, justifica.


Origem
Da família, apenas a irmã mais nova, de 15 anos, não tem Aids. A suspeita é de que seu pai tenha contraído o vírus de um relacionamento extraconjugal.
“Minha mãe descobriu a doença depois que eu já tinha nascido. Todos fizemos o teste e, com o resultado positivo, começamos o tratamento”, conta. Hoje, ela toma sete comprimidos diários.



Alessandra diz não sofrer preconceito. “Só quando era pequena, na escola, mas por causa do lugar que eu moro, nunca por eu ter a doença”, pondera.
A garota vive na comunidade de soropositivos Fraternidade Assistencial Lucas Evangelista (Fale), onde também encontrou seu namorado.



“A pior parte é a privação de relacionamentos”, admite. O namorado não possui a doença, mas   tem histórico com familiares. “Nós já éramos amigos. É bom porque ele me entende”.



Quase cem bebês nascidos com HIV
 
A soropositiva Alessandra vive uma vida normal, com dignidade, respeito, amigos e familiares. Sem exclusão ou discriminação, sente até certa dificuldade em dizer se vê diferença no tratamento de fora dos portões da comunidade onde vive, a Fale. Mas, há dez anos, seu próprio irmão foi vítima das consequências da doença.
 
Aos dois anos e sete meses de idade, a criança teve complicações no hospital. Fraco com o diagnóstico tardio de micose na região oral, foi internado e, ali, com a imunidade fragilizada, adquiriu outras infecções e não resistiu.  
 
Assim como Alessandra, neste ano 96 crianças nasceram com a doença, transmitida pela mãe durante a gestação, mas o número preocupante envolve os novos casos. No Distrito Federal, além de os jovens entre 15 e 29 anos representam 37% dos diagnósticos de Aids, neste ano,   197 pessoas soropositivas foram identificadas. Entre 2008 e 2013, 508 diagnósticos foram registrados por ano, revela a Secretaria de Saúde.
 
Aumento de 188% em 11 anos
 
O Boletim Epidemiológico - Aids e DST do ano passado, elaborado anualmente pelo Ministério da Saúde, aponta que, de 2001 a 2012, os casos no DF aumentaram 188% entre aqueles de 15 a 24 anos, passando de 26 para 75. 
 
Para  Mário Ângelo Silva, coordenador do Polo de Prevenção DST/ Aids do Hospital Universitário de Brasília, um grave problema que torna os jovens mais vulneráveis é o uso abusivo de álcool e outras drogas. “Mesmo tendo conhecimentos sobre a importância de usar determinados preservativos, a pessoa baixa a guarda e acha que não vai acontecer com ela, não tomando devidos cuidados”, afirma. 
 
“A questão da Aids está mais banalizada. Como tem tratamento, as pessoas acham que é algo mais simples, mas isso não é fácil. É um tratamento quase quimioterápico.  Tem efeitos colaterais bastante severos”, alerta o especialista. Ele entende que a banalização está associada à eficácia do controle. “É preciso compreender que é um tratamento para a vida toda”. 
 
Isso ocorre porque os medicamentos antirretrovirais não matam o vírus, mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico, pois impedem a multiplicação do vírus no organismo. O coquetel antiaids tem 21 medicamentos, divididos em cinco tipos e é distribuído gratuitamente àqueles que necessitam de tratamento. 
 
PROGRAMAÇÃO
 
Dia Mundial de Luta Contra a Aids
Painel:  Sexualidade Juventude e AIDS: Vamos Conversar?
O que é:  Um encontro entre jovens do Ensino Médio,  universitários, pesquisadores, profissionais de saúde e da sociedade civil para discutir sexualidade e prevenção da DST, com a participação de Jairo Bouer, médico e comunicador na área de saúde.
Quando: Segunda-feira, 1º de dezembro, às 10h
Onde: Auditório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Avenida L3 Norte, S/N - UnB
 
Painel: Avanços e desafios de viver com HIV/Aids  
O que é: Mesa Redonda com a participação da Gerência de DST/HIV/Aids da Secretaria de Saúde   e do movimento social  de HIV/Aids (Cidadãs Positivas, RNP, Grupo Arco-Íris e Vida Positiva).
Quando: Segunda-feira, 1º de dezembro, às 8h30 
Onde: Unidade Mista de Saúde-UMS, na 508 Sul 
 
Exame grátis e rápido
 
No mezanino da Rodoviária do Plano Piloto, há um posto onde é possível fazer exames de testagem de HIV, sífilis e hepatites virais sem a necessidade de pedido médico. O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) faz, em média, 900 atendimentos ao mês, segundo a Secretaria de Saúde. 
 
O teste   é feito com a retirada de uma   gotícula de sangue do dedo. Em aproximadamente 30 minutos   é possível ter um indicativo.  “O serviço é aberto a quem quiser realizar os testes. Porém, há uma grande movimentação de usuários de drogas e profissionais do sexo, por estarem mais expostos aos riscos de contaminações”, informa a pasta. 
 
O auxiliar administrativo Weberton Félix,  9 anos, resolveu fazer os exames após “dar uma escapada”, como ele mesmo diz. “Eu já havia feito antes, para ver como era. Agora me desprotegi. Achei importante fazer novamente”, revela. Para ele, o mais importante é saber o que está acontecendo. “Se tiver algo errado, é bom que dá para começar o tratamento logo”. 
A servente Michele Pereira,   23 anos, conta que a facilidade em fazer o exame a fez buscar pelo teste. “É grátis, fica pronto logo e você já fica sabendo como está a saúde. É importante se preocupar com isso sem medo”, entende. 
 
A importância do teste
 
Depois de ser espetado por um broche, há cerca de quatro meses, o técnico em telecomunicações Lucélio Fogaça, 34 anos, foi encaminhado a fazer os exames de HIV quando tentou doar sangue. “É rápido e simples. Até mesmo quem não está no grupo de risco, não teve relações desprotegidas ou usou agulhas deveria fazer o teste pelo menos uma vez por ano”, analisa. 
 
Para ele, o problema não é falta de campanhas de conscientização, mas a vaidade e o medo do resultado. Já a servente Michele Pereira, que também fez o exame, acredita em um desleixo. “Os jovens, principalmente, estão mais desligados, mas falta um pouco de orientação. O próprio Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) deveria ser melhor divulgado”, acredita. 
 
Tratamento

No CTA, os profissionais conversam com os pacientes na tentativa de garantir estratégias de prevenção e diagnóstico. Os casos positivos são encaminhados para os serviços de referências da rede pública de saúde do DF para tratamento.
 
De acordo com a Secretaria de Saúde, são nove centros de referência para o tratamento de HIV/Aids: centros de Saúde   11  da 905 Norte;  1 de Ceilândia;   5 do Gama;  1 de Planaltina;   1 de Sobradinho e  2 do Guará, Unidade Mista de Taguatinga, Hospital Universitário de Brasília (HUB) e Unidade Mista (Hospital Dia) da 508/509 Sul. 
 
SERVIÇO
Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA)
Local:  Mezanino da Rodoviária do Plano Piloto
Horário de atendimento:  7h às 11h, 13h às 17h e 18h às 22h (exceto sextas). 
 
Fraternidade Assistencial Lucas Evangelista (Fale)
Endereço:  Quadra 108, Chácara 11, Núcleo Rural Vargem da Benção, no Recanto das Emas 
Telefone:  (61) 3331-3556
 
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília