segunda-feira, 27 de abril de 2015

Um bandido merece até ser castigado de forma cruel - mas um animal não deve ser maltratado, no mínimo, por não ter consciência do que faz.Penso que quanto menor for a capacidade do ser em se defender, maior será nossa obrigação em promover sua defesa.


Maus Tratos aos animais e a impunidade legal 

Confesso, difícil manter o tom de homem calmo assistindo a televisão onde um ser humano adulto, empresário, classe média alta, que sem qualquer motivo, como por exemplo um ato reflexo por conta de uma mordida ou coisa que, minimamente, justificado fosse, agride cruelmente duas cadelinhas. E o pior dos sentimentos é a frustração de saber que não há a menor dúvida que nenhuma sanção razoável lhe será aplicada.

A verdade é que temos uma piada travestida de Lei. Vou tentar explicar sem muito juridiquês: Os Maus Tratos contra Animais são disciplinados pela Lei de Crimes Ambientais em seu artigo 32, , que assim diz: 

"Art. 32 - . Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos; Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa. Parágrafo 1º: incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos; Parágrafo 2º: A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal." 

Acontece que a explosão de felicidade recente dos defensores dos animais não se justifica, porque não foi a Lei Especial de Crimes Ambientais que foi alterada e sim o Código Penal. 

No novo Código Penal - as penas de maus tratos contra animais foram inseridas com uma previsão de 1 a 4 anos de prisão
Vamos soltar fogos? O agressor irá para a cadeia? Claro que não!

Quem conhece a Lei sabe que isso foi um engodo para enganar os inocentes e de boa-fé, pois é sabido que esta pena irá se transformar em pena restritiva de direitos (prestação de serviços à comunidade, proibição de sair fim de semana, pagamento de alguns salários mínimos ou qualquer outra coisa que afronte nossa inteligência e alimente a certeza da impunidade) por conta de outro artigo do próprio código que diz: “as penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo”.

Por incrível que possa parecer, não obstante o amor que se tenha ao animal, para o atual Direito, animal é “rés”, ou seja, “coisa” como um carro, relógio ou sapato (...)- podendo sua perda ser compensada em “outro do mesmo tipo ou valor”. Também é verdade que, embora não seja na velocidade que precisamos, há medidas em andamento para a efetiva proteção, atualmente discute-se um “Estatuto dos Animais de Estimação”. 

O fato é que estamos longe de alcançar um lugar-comum à condição dos animais para o Direito, pois as divergências doutrinárias os colocam de bens ou objetos à condição igualitária ao ser humano. A mais pura verdade é que quem tem a oportunidade de escolher e ser escolhido por um animal de estimação o enxerga como um ente querido; e quando o perde, chora as mágoas da perda de um familiar. 

Sabemos que existe muita gente que não é louca por animal, e, acredito, não mereçam sofrer nenhum tipo de sanção por conta disto- nem mesmo moral- afinal, ninguém pode escolher pelo outro a quem amar. As pessoas são diferentes e sentem de forma diferente, natural que haja respeito a elas e às suas opções. Da mesma forma que há aquele que não quer casar há o que não consegue se imaginar solteiro; existe aquele que adora um churrasco e aquele que sente a boca aguada só de ouvir a palavra abobrinha; quem não tem a menor vocação para ser pai ou mãe e quem só fica feliz quando a casa está lotada de crianças…tudo normalíssimo. Estranho seria impormos nossas vontades às pessoas. 

Mas todos, sem exceção, são obrigados a cumprir a Lei. Há um abismo entre não amar, mas não querer mal, e praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir, mutilar ou matar. Há, inclusive, estudos sérios que demonstram que agressores de animais e de mulheres tem os mesmos traços psico-patológicos. Demonstram profunda indiferença a dor de ambos, e, eventualmente, prazer em assistir ou impor crueldade às vítimas. 

 
Outra verdade é que os animais irracionais são o resquício do paraíso na terra, eles não invejam, mentem ou traem. Os homens, animais racionais, ao contrário, mentem, fingem, traem e perdem a cabeça. Penso que quanto menor for a capacidade do ser em se defender, maior será nossa obrigação em promover sua defesa.

Por: Antonio Marcos de Oliveira Lima -  •   Rio de Janeiro (RJ)  
Doutorando em Direitos Humanos pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora, Argentina.

 

Demorou..... a ONU resolveu interferir e fazendo bobagem.... se preocupa com alguns bandidos que serão, merecidamente, executados e ignora milhares de civis palestinos que Israel mata na Faixa de Gaza


Indonésia informa a brasileiro e mais 8 que eles serão executados - ONU pede à Indonésia suspensão da execução de condenados

Secretário-geral Ban Ki-moon diz que organização é contra pena de morte ‘em todas as circunstâncias’ [a ONU defende bandidos mas se omite diante do massacre de civis palestinos, inclusive mulheres e crianças, que Israel realiza de vez em quando na Faixa de Gaza.]

Itamaraty confirma notificação; condenados à morte por tráfico de drogas, Gularte e outros estrangeiros podem ser fuzilados a partir de terça-feira

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apelou à Indonésia para que suspenda os planos de executar um cidadão local e nove estrangeiros, entre eles o brasileiro Rodrigo Gularte, condenados por tráfico de drogas. Uma declaração oficial do gabinete de Ban Ki-moon, divulgada neste sábado, diz que a ONU é contra a pena de morte “em todas as circunstâncias”.

As execuções causaram protestos em várias partes do mundo. França, Austrália e outros países ameaçam tomar medidas diplomáticas contra a Indonésia. Ban Ki-moon pede que o presidente Joko Widodo “considere urgentemente declarar uma moratória na pena de morte na Indonésia, com vistas à sua abolição”. [outro fato curioso é que a ONU resolveu pressionar a Indonésia mas se omite com as execuções realizadas pelos Estados Unidos da América, pela China e por outros países que, acertadamente, punem bandidos com a pena de morte.]

 
 
A data das execuções ainda não foi anunciada, mas autoridades da Indonésia prometeram seguir em frente com os planos. Widido alega que o país enfrenta “uma situação de emergência” em relação ao tráfico de drogas. Além do brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, os outros estrangeiros condenados à morte são três nigerianos, dois australianos, um francês, um ganês e uma filipina.

Fonte: O Globo
 

Ainda em cima do muro!!! PSDB consulta outros juristas sobre viabilidade de impeachment de Dilma - certamente vai aprovar o parecer que seja contrário


Tente outra vez 
Convencida de que Miguel Reale Jr. sustentará a tese de que o mandato anterior não pode ser usado para pedir o impeachment de Dilma Rousseff, a bancada do PSDB na Câmara tenta convencer Aécio Neves a contratar pareceres de outros juristas. A ideia é submeter a Ives Gandra Martins, Sérgio Ferraz e José Eduardo Alckmin pedido de abertura de processo preparado pela coordenação jurídica da sigla, que tem como base a omissão nos desvios da Petrobras e a “pedalada” fiscal de 2014.

Plural 1 Ives Gandra assina, juntamente com outros constitucionalistas de peso, como José Afonso da Silva, Sepúlveda Pertence e Dalmo Dallari, carta de apoio à indicação de Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal.

Plural 2 O manifesto da Academia Brasileira de Direito Constitucional, enviado a os senadores, diz que Fachin “cumpre plenamente os requisitos constitucionais de notório saber jurídico e moral ilibada” e é um “democrata de espírito republicano”.[Fachin ser contra a Constituição é detalhe irrelevante para seus apoiadores.
Pobre Constituição que terá entre seus guardiões mais um contrário.]

Clique aqui e saiba mais sobre a falta de valor que Fachin, candidato a guardião da Constituição, confere a CF 88

Vacinas Para afastar a suposta ligação de Fachin com o PT, o texto cita frase do advogado em que diz que não é “um integrante da política”. A carta atesta que, se aprovado pelo Senado, o gaúcho julgará com “precisão técnica e absoluta independência”.

Família Nas visitas que tem feito a senadores, o indicado por Dilma ao STF tem sido sempre acompanhado pela mulher, a desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná Rosana Fachin.

Alta… Fachin assinou na gestão Lula pelo menos dois contratos com empresas elétricas controladas pelo governo, no valor total de R$ 340 mil. O primeiro, em 2003, foi para prestar serviços de advocacia para Itaipu Binacional por dois anos, por R$ 250 mil.

… voltagem Em 2008, seu escritório foi contratado por Furnas por R$ 90 mil para produzir pareceres “para respaldar a rescisão do contratos de arbitragem” celebrado com a EPE (Empresa Produtora de Energia Elétrica).

Superstar Os deputados da CPI da Petrobras pediram ao juiz Sérgio Moro colaboração numa proposta de modernização da lei penal brasileira que pretendem apresentar ao fim dos trabalhos.

Antiácido 1 Em meio à queda de braço com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ameaça colocar em votação uma pauta indigesta para o governo nas próximas semanas.

Antiácido 2 O peemedebista quer acelerar a discussão da autonomia do Banco Central, a limitação da dívida líquida da União e até projeto de José Serra (PSDB-SP) que derruba a exigência de participação mínima de 30% da Petrobras em consórcios de exploração do pré-sal.

Quem pisca O objetivo do Senado é avançar ante a Câmara, fortalecer a imagem de independência do Legislativo e manter o governo Dilma a reboque do Congresso.

Bom para… A estratégia do PSDB na disputa da Prefeitura de São Paulo em 2016 inclui negociar a retirada de Celso Russomanno (PRB), hoje favorito, do páreo.

… ambas as partes? Dirigentes do partido admitem convidar o deputado federal, cujo partido integra o governo de Geraldo Alckmin, para ser vice na chapa do candidato tucano, ainda indefinido.

Por dentro O ex-presidente da comissão de licitações da CPTM Reynaldo Dinamarco, denunciado sob suspeita de envolvimento no cartel, ocupou diretoria na Secretaria Planejamento do governo paulista por quatro meses em 2010, na gestão Serra. 

TIROTEIO

Diante de R$ 6 bilhões pelo ralo, o Brasil exige dois pedidos de desculpas. Quem terá coragem de falar primeiro: Lula ou Dilma?

DO SENADOR AÉCIO NEVES (MG), presidente nacional do PSDB, sobre o prejuízo estimado com a corrupção no balanço da Petrobras de 2014. 


CONTRAPONTO
O triplo ou nada
O deputado Zequinha Sarney (PV-MA) discutia a pauta de votação na semana passada com colegas da Câmara. Quando o grupo se deparou com vários projetos de lei que aumentam as penas previstas para crimes no código penal, o deputado sugeriu:
–Por economia processual, esses projetos que entusiasmam tanto a tal “bancada da bala” poderiam ser reunidos em um só…


 
Sob o olhar curioso de colegas, completou, com ironia:
–Ficam todas as penas triplicadas, qualquer que seja o crime!


Fonte: Folha de São Paulo

BLOG Prontidão Total

Indonésia é um país soberano e tem o DIREITO de ignorar apelos e executar os condenados


Indonésia recebe pedidos de clemência de parentes de condenados à morte




Advogado de brasileiro diz que vai recorrer de decisão na segunda-feira [recorrer para quem? para o Papa? o traficante Gularte queria vida mole e por isso se envolveu com o tráfico. Agora, mesmo que tenha adoecido, não tem direito a perdão,  já que quando da prática dos crimes e do julgamento sua saúde mental era perfeita. Queria boa vida, na moleza, sem trabalho e desgraçando a vida de outros.]

Parentes de condenados no corredor da morte na Indonésia fizeram apelos emocionais por misericórdia neste domingo, somando suas vozes às de governos estrangeiros e das Nações Unidas. A Indonésia informou que será executado nos próximos dias, possivelmente já na terça-feira, um grupo de condenados por tráfico de drogas de países como o Brasil, Gana, Nigéria, Filipinas e Austrália.


Neste domingo, Angelita Muxfeldt, prima do brasileiro Rodrigo Gularte, falou aos jornalistas da imprensa internacional sobre o estado mental do parente. Ela visitou o brasileiro e apresentou às autoridades indonésias atestados médicos que comprovam que ele sofre de esquizofrenia. Ao lado do advogado indonésio Ricky Gunawan, Angelita também pediu a suspensão da execução.

 
O advogado disse que na segunda-feira vai apresentar um recurso contra a decisão pela execução e apresentará novos laudos médicos. Ele disse que também esteve com Gularte para falar de sua defesa, mas que ele “não entende a situação”, pois seu estado mental não permite. De acordo com a BBC Brasil, o advogado de Rodrigo Gularte disse ainda que o paranaense rejeitou neste domingo fazer seus três últimos pedidos.

 
Neste domingo, os pedidos de clemência dos condenados foram dirigidos ao presidente Joko Widodo, cuja determinação em lidar duramente com esses crimes ganhou apoio popular em seu país. Ele retomou as execuções em 2013, após de um hiato de cinco anos. Seis execuções já foram realizadas neste ano.

 

O procurador-geral da Indonésia confirmou que os condenados receberam os avisos de que seriam executados, e que poderiam enfrentar um pelotão de fuzilamento após 72 horas do aviso. Os condenados estão na ilha-prisão de Nusakambangan. A execução deve ocorrer, apesar de apelos por clemência de última hora do governo australiano e outros.


 

Meu cliente acaba de receber uma carta de notificação de que, em 72 horas, haverá uma execução — disse no sábado Utomo Karim, advogado do condenado nigeriano, acrescentando que outros seis presos também foram informados de que a contagem regressiva para a execução tinha começado. — Não há nenhuma data específica para a execução, mas as famílias vão ter prazo para visitar Nusakambangan até terça-feira, 14h. Isso pode significar que será realizada mais tarde na terça-feira, provavelmente à noite ou depois da meia-noite.

  A ministra das Relações Internacionais australiana, Julie Bishop, disse que a Indonésia tinha notificado seu governo de que a execução dos dois australianos seria "agendada em breve".

Fonte: O Globo

COMENTÁRIO

Não aguento mais ouvir pedidos de clemencia e de compreensão  para bandidos, vagabundos, criminosos, drogadictos, estupradores, pedófilos, etc... Essa gente é a escória da humanidade e tem de ser separada dos cidadãos honestos, sadios, trabalhadores e com moral.Os tradicionais valores familiares têm de ser recuperados e exaltados para ser possível construir uma sociedade funcional.

Anônimo.

Espiritismo.Platão,Socrates e Aristóteles, os budistas, os hindus e os cristãos espiritas afinal têm razão?


Foram investigados 2.000 casos

Vida após a morte: detectam "consciência"


O estudo foi feito no Reino Unido, nos EUA e na Áustria.  "Existe alguma evidência de que a consciência poderia continuar depois que o coração para e o cérebro deixa de ‘funcionar’", disse responsável pela pesquisa.


Buenos Aires, 03 de abril de 2015

Existe vida depois da morte? Essa é uma das eternas perguntas da humanidade. O debate leva milênios. Já em tempos de Platão (século 6 a. C.) a resposta afirmativa era questionada, a tal ponto que o filósofo grego se viu obrigado a escrever um de seus diálogos, o Fédon, enumerando diversos argumentos que provassem a imortalidade da alma.

Quase 2.400 anos depois, a ciência parece estar mais perto de dar uma resposta concreta sobre o assunto. Já conta com os resultados do maior estudo no mundo relacionado com a consciência no momento da morte. A pesquisa foi liderada pelo cientista Sam Parnia, da Universidade de Southampton, do Reino Unido. Durante quatro anos foram estudados mais de 2.000 casos de infarto cardíaco em 15 hospitais do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Áustria. Dos sobreviventes, 39% experimentaram algum estado de consciência. Deles, quase metade disse ter tido lembranças, enquanto que 9% declararam ter vivido o que se conhece como uma "experiência próxima à morte" (EPM).

O mais interessante é que ocorreu um caso que poderia revolucionar o enfoque na pesquisa do fenômeno. Um paciente disse ter visto, do canto da sala de cirurgia, as tentativas dos médicos de reanimá-lo. O relato é consistente com o que aconteceu na realidade, mas isso não é o mais surpreendente. "Ele esteve consciente – disse Parnia - durante um período de três minutos durante os quais ele ficou sem pulso. Isso é paradoxal, já que normalmente o cérebro deixa de funcionar 20 a 30 segundos depois de o coração parar e só volta a retomar a atividade quando o coração reinicia seus batimentos." Foi possível determinar que o paciente tinha consciência nesse período crítico porque ele manifestou ter escutado dois bípes de uma máquina que emite sons a cada três minutos (um aparelho que a equipe de pesquisa utiliza para saber quanto dura a experiência dos pacientes).
 

Entrevistado pela revista Viva, do jornal Clarín, Parnia se expressou com natural cautela sobre os alcances de sua pesquisa, mas sem descartar seu valor: "É importante, já que implica a necessidade de uma maior exploração para responder a perguntas importantes, como o papel das lembranças e dos processos neurológicos no fenômeno".

Neste ponto, é conveniente fazer um esclarecimento. A ciência não se interessa, como Platão, em saber se a alma é imortal, nem se pergunta sobre a existência do Céu ou do Inferno. Essas são noções que entram no campo da metafísica e, como tais, não competem à pesquisa científica. Em contrapartida, a ciência se interessa em estabelecer o vínculo entre a consciência e o cérebro. A posição clássica é que a consciência (comumente denominada mente ou, inclusive, alma) é um produto da atividade cerebral.


Portanto, ela se extingue quando o cérebro deixa de funcionar. O estudo de Parnia propõe que talvez a consciência não seja tão rigidamente dependente do sistema nervoso. "Temos alguma evidência - afirma o especialista - de que a consciência poderia continuar após o período em que o cérebro deixa de funcionar quando o coração para. No entanto, precisamos examinar isso com estudos mais detalhados, de forma imparcial e sem preconceitos, para dar respostas mais claras e precisas."
 

O que é uma EPM  

Enquanto a ciência se preocupa em saber se existe uma consciência independente da atividade cerebral, muitíssima gente considera que uma prova contundente da imortalidade da alma são os numerosos depoimentos de pessoas que "voltaram da morte", daqueles que estiveram clinicamente mortos por um breve lapso e voltaram à vida. Normalmente, essas experiências incluem ver a si mesmos fora do corpo, uma ascensão por um túnel escuro com uma luz no fundo, encontros com parentes falecidos e uma inefável sensação de bem-estar.

A uniformidade dos relatos em contextos muito diferentes é uma das principais cartas utilizadas pelos que acreditam na realidade tangível dessas experiências próximas à morte. As EPM são um fenômeno muito antigo, mas a pesquisa sobre elas é recente: a expressão "experiência próxima à morte" (Near Death Experience, em inglês) foi cunhada pelo psiquiatra Raymond Moody em seu best-seller de 1975, “A vida depois da vida”. Contrariamente ao que se poderia pensar, seus defensores não são apenas pessoas religiosas e seguidores de cultos modernos. Na internet, o site nderf.org, que possui a maior base de dados de EPM do mundo, é dirigido por um oncologista americano, Jeffrey Long, e reúne quase 4.000 casos. Consultado sobre sua posição sobre o fenômeno, Long afirma de forma terminante que "não há uma explicação possível das EPM por parte da neurologia ou da psiquiatria".

A história mais impactante que Jeffrey Long conhece é a de uma mulher americana, Vicki Umipeg, que nasceu cega e teve uma EPM com visão, durante a qual ela viu a si mesma e o entorno hospitalar em que se encontrava como consequência de um acidente de carro. "Isso é inexplicável para a medicina – diz Long -. Para mim, as EPM são uma prova concludente de que a consciência pode existir fora do corpo físico". Long divulgou o resultado de suas investigações em 2010 no seu best-seller “Evidências do Além”.

Desde que, há aproximadamente 30.000 anos, os antigos neandertais iniciaram o costume de enterrar os mortos, a humanidade não deixou de se fazer a mesma pergunta: existe vida depois da morte?


O cérebro, a alma, a vida e a morte. Fenômenos complexos para os quais continuam sendo ensaiadas respostas. Atualmente, a ciência nos coloca um pouco mais próximos a descobrir os mistérios da consciência e do que acontece no além. Mas o caminho que falta percorrer ainda é longo.

Fim do futebol brasileiro? Chineses buscam expertise argentino para melhorar seu futebol

El Clarin em Português.

 

Futebol para exportação

O secretário da Educação de Pequim e uma delegação de especialistas chineses visitaram os clubes Boca e San Lorenzo para conhecer a formação técnica e esportiva dos jogadores das duas equipes.
Buenos Aires, 18 de abril de 2015


Uma delegação da comissão de educação chinesa encabeçada pelo secretário da Educação de Pequim, Xian Liamping, e pelo subsecretário da Educação de Buenos Aires, Carlos Regazzoni, visitou os clubes Boca Juniors e San Lorenzo de Almagro com o objetivo de saber como é realizada a formação técnica e esportiva dos jogadores das duas equipes com sede na cidade de Buenos Aires.

A comissão chinesa foi recebida nos clubes pelo presidente de Boca Social, Enzo Pagani, e pelo secretário de San Lorenzo, Gastón Rocheray.

( Delegação chinesa visita o time do Papa, o San Lorenzo)



A delegação estava interessada em conhecer em profundidade como se trabalha a promoção do futebol e os valores do esporte sob uma perspectiva integral, ou seja, não apenas os conhecimentos técnicos, mas também o que se concebe como um programa multidisciplinar que abrange a educação, a ciência e a ética.

A comitiva chinesa também visitou a escola pública bilingue chinês-espanhol do bairro portenho de Parque Patricios, inaugurada em 2014 e que oferece atualmente cursos de educação fundamental e pré-escola.

A vez dos “ecobairros”. "Amar é proteger e não consumir!!"

El Clarin em Português.


Ezequiel Viéitez

Buenos Aires, 05 de abril de 2015



Avessos ao ritmo da cidade, grupos de argentinos estão se mudando para ecoaldeias ou “ecobairros”, que são construídos de forma colaborativa e na natureza.

Eles procuram cultivar alimentos orgânicos, construir casas com insumos biodegradáveis e aproveitar a energia solar como combustível.


Seguindo essa tendência, na província de Buenos Aires já existem cerca de 15 ecoaldeias. E na Zona Norte da província, há projetos no estilo dos condomínios, onde são construídas casas biossustentáveis. A tendência permeia todas as classes sociais, com alternativas para todos os bolsos, para os de espírito hippie e para aqueles que procuram luxo e conforto.

“As pessoas me perguntam: ‘Como você consegue dormir sem assistir televisão ou sem ar-condicionado?’. Mas eu curto os sons da noite, os perfumes do amanhecer, não ter que correr com medo de perder alguma coisa”, diz o ex-jornalista e consultor psicológico Alejandro Rial.

“Eu mudei há um mês para Terrena, um espaço de transição para a ecoaldeia em um terreno de 15 x50 em Martínez”, diz.

No local, não existem construções de tijolo. Alejandro dorme dentro de um domo feito com lona e bambu. Nos fins de semana, ele colabora em aulas de ioga e cursos de horta para os moradores. Ele teve coragem de mudar drasticamente. Embora continue a trabalhar como “coach”, já não tem o mesmo ritmo de antes. Durante anos, ele foi produtor de TV e apresentador de jornal.

“Vivia hiperinformado e ativo, mas eu disse chega”, diz Alejandro.




A tendência parece uma forma de dizer “não” ao sistema. Uma revolução sem bandeiras, que busca mostrar que alguma coisa está errada nas concentrações urbanas.

Por exemplo, a falta de segurança. Como uma sociedade de fomento de bairro conjugada com ecologia. Convivem os que acham que a civilização errou de caminho e os “integrados”, que dizem que a consciência ecológica é um passo adiante e que é possível se incorporar ao mercado.


Nesse grupo parece estar Nahuel Foronda (41). Dono de uma empresa de software e recém-chegado dos Estados Unidos com Laura, sua mulher, construiu uma casa em um canal que desemboca no rio Luján, em Maschwitz. Fica dentro do Econáutico Hipocampo, um bairro de casas ecológicas flutuantes a 44 quilômetros da cidade.

O investimento é similar ao de construir qualquer moradia. Mas o que muda são os materiais.

“São usados painéis feitos de argila, bambu e palha, com estrutura de madeira que vem de bosques certificados. Se a casa fosse destruída, tudo se degradaria e seria absorvido pelo rio. Não usamos concreto, cimento, derivados de petróleo, pinturas ou vernizes industriais”.

Nahuel acha que o futuro está em conseguir que os desenvolvedores considerem as casas sustentáveis como um negócio possível.


Aníbal Guiser Gleyzer, de 58 anos, o primeiro a estrear o bairro de casas flutuantes, com energia elétrica, mora em uma das quatro casas que já foram construídas. Mais duas estão sendo erguidas.

“Aqui, cada casa trata seus próprios efluentes. Eles vão parar em um tanque, onde ocorre uma biodigestão e eles se transformam em água para irrigação. Tudo isso vem da filosofia da permacultura e da bioarquitetura”, diz ele.


A opção mais radical, a ecoaldeia comunitária, implica dedicar horas a cuidar do que se planta e da convivência.

E também, ao desenvolvimento de atividades artísticas que, em teoria, favorecem o reencontro com si mesmo. Há muitas ofertas. Da histórica Gaia em Navarro, passando pelo Eco Yoga Park, que tem horta, ioga e restaurante vegetariano, até a 'CocoVilla Permacultura', uma ecoaldeia.

Ali se vive da produção própria, das doações e da troca. Daiana Estafanía Eloy (22) se mudou há três meses para CocoVilla com a filha de dois anos.

Deixou para trás uma casa familiar (e confortável) em Ramos Mejía, na mesma província de Buenos Aires.

“Na cidade, com tudo tão servido, luz com um botão, delivery para comer, água em todos os lugares, você perde a consciência do valor desses recursos”, diz Daiana. “Amar é criar, não consumir”.

Especialista político afirma: “Lula está construindo a ruína de sua biografia”


Publicado por em 25 abril, as 16 : 28 PM Print
Especialista político afirma: “Lula está construindo a ruína de sua biografia”
José Roberto Guzzo, colunista político do site Veja, em análise feita da ultima semana, no que concerne aos últimos acontecimentos na política brasileira, avaliou os resultados divulgados pela Petrobras, de um prejuízo histórico, e o fato que será capa deste fim de semana da Revista Veja, a possibilidade de “Lula ser levado direto para o olho do Furacão” com novas delações da Lava-Jato.

Veja mais sobre os escândalos que vem destruindo a maior estatal brasileira

Obras das Olimpíadas do Rio ficam R$ 500 milhões mais caras e já somam R$ 24,6 bilhões.Isso sem falar na DEVASTAÇÃO AMBIENTAL que não tem preço!!


Publicado por em 25 abril, as 10 : 47 AM Print
Obras das Olimpíadas do Rio ficam R$ 500 milhões mais caras e já somam R$ 24,6 bilhões
Esse é o orçamento oficial, mas jornais dizem que o valor real é ainda muito superior ao divulgado.
De 2014 para 2015 o orçamento para as obras das Olimpíadas do Rio subiram de R$ 24,1 para R$ 24,6 bilhões (dados oficiais)


Segundo o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o aumento se deve a inclusão nos últimos meses do valor de obras já previstas, mas que cuja concessão não tinha sido outorgada.


“A gente buscou alternativas que evitassem elefantes brancos. Vamos fazer coisas muito bonitas, muito arrumadas, mas que não serão homenagens ao desperdício de dinheiro público”, argumentou o prefeito do Rio.


Por incrível que possa parecer, Paes disse que o aumento no orçamento não chega a ser “significativo”, e se insere na política de aproveitamento de estruturas já existentes, reforma de instalações que não se adequam às necessidades olímpicas e de construção apenas do que suponha melhora na qualidade de vida dos habitantes da cidade.


R$ 500 milhões de dinheiro público, ou seja, que sai do bolso de cada brasileiro, para financiar essa farra, não é significativo? 


Com informações EFE



Veja também:
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Vinicius Konchinski
Do UOL, no Rio de Janeiro
30/08/201406h00

  • Júlio César Guimarães/UOL
 Obra em Elevado do Joá (foto) vai derrubar 69 mil m² de mata à beira do Oceano Atlântico
Obra em Elevado do Joá (foto) vai derrubar 69 mil m² de mata à beira do Oceano Atlântico



A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início no final do mês de junho (2014) a mais um projeto viário necessário para a Olimpíada de 2016: a duplicação do Elevado do Joá. Com isso, ampliou a derrubada da vegetação da cidade causada pela preparação da capital fluminense para os próximos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.


A duplicação do Elevado do Joá, pista que liga à Zona Sul do Rio à região da Barra da Tijuca, vai derrubar cerca de 6,9 hectares (69 mil m²) de vegetação à beira do Oceano Atlântico. Já considerando essa área, a devastação vegetal causada pela Rio-2016 atingiu 270 mil², área equivalente a 34 campos de futebol do Maracanã.


Além do Elevado do Joá, a construção da Transolímpica também demandará a derrubada de vegetação. A obra da avenida ligando o Parque de Deodoro à região do Parque Olímpico vai suprimir 20 hectares, ou seja, 200 mil m² de Mata Atlântica na Zona Oeste.


Já no caso do elevado do Joá, dos 6,9 hectares de mata que serão derrubados, só uma parte é de espécies de mata nativa. A maior área é constituída por espécies já replantadas, como amendoeiras e bananeiras, segundo a Fundação Geo-Rio (Fundação Instituto de Geotécnica do Rio de Janeiro).
Mesmo assim, tudo o que será desmatado será compensado. De acordo com a SMO (Secretaria Municipal de Obras do Rio), 12,5 hectares de vegetação serão plantados na cidade. O local onde isso será feito não está definido.


A derrubada das árvores, tanto no caso do Elevado do Joá quanto no da Transolímpica, foi autorizada pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente), órgão do governo do Estado do Rio de Janeiro. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente, aliás, foi questionada pelo UOL Esporte sobre como avaliava a devastação causada pela preparação para a Rio-2016. Não respondeu.


Vale ressaltar que realizar uma Olimpíada sustentável é uma das missões dos organizadores do evento. O próprio Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 já informou que só compra madeira ou papel com certificado de manejo florestal, vai servir pescado produzido de forma sustentável nas refeições durante os Jogos e trabalha para a ampliação da acessibilidade em hotéis do Rio visando à sustentabilidade.


Esse objetivo é visto com desconfiança por ambientalistas e movimentos sociais. Pessoas que acompanham a organização da Olímpiada questionam a construção de um campo de golfe para os Jogos numa área de preservação ambiental, e apontam falta de vontade de governos para despoluir a Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas –dois locais de competição da Rio-2016.


Detalhes das obras
A obra de duplicação do Elevado do Joá deve ser concluída em março de 2016. A prefeitura vai gastar R$ 458 milhões para ampliar a via de acesso à Barra, bairro que é considerado o "coração da Olimpíada". É lá que vai ficar o Parque Olímpico da Rio-2016.


A Transolímpica vai custar R$ 1,6 bilhão. Desse valor, R$ 1,1 bilhão será pago com recursos públicos. O restante será pago por um grupo de empresas, que depois vai lucrar com a cobrança de um pedágio na nova avenida.


A Transolímpica terá três pistas em cada sentido. Uma delas será uma faixa para tráfego exclusivo de ônibus expressos BRT (Bus Rapid Transit). A obra deve ser concluída no primeiro semestre de 2016.





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Chegou a época da seca.Luta contra o fogo é prioridade no DF.Cuidado com os churrascos nas áreas verdes!!

Prezados,


Como moradora e depois como presidente da Associação Park Way Residencial tenho lutado, durante vários anos, contra os vendedores de frango e de carne assada que comercializam seus produtos nas áreas verdes do DF.Tais vendedores instalam churrasqueiras ligadas a botijão de gás e utilizam carvão para preparar seus produtos e depois jogam os  carvões no " mato". Que obviamente pega fogo.O fogo, na época da seca, se alastra e a irresponsabilidade de um comerciante de frango assado se transforma em milhares de mts2 de área queimada e dezenas de animais mortos.

A irresponsabilidade não abrange apenas os  comerciantes.Famílias que muitas vezes se reúnem para um  piquenique domingueiro podem se sentir tentadas a fazer um churrasco e, sem querer, iniciar uma queimada que, além de dizimar o cerrado, poderá colocar em risco a integridade das propriedades mais próximas e a vida de seus habitantes.



Família fazendo churrasco à beira da Lagoa do Cedro, na Quadra 16 do Park Way. Retiraram alguns mourões que protegem a área para fazer fogueira.Ignoraram as placas indicativas de que a área é de proteção ambiental.



Por isso insto as autoridades responsáveis a exercer uma fiscalização rigorosa no sentido de impedir tais tipos de atividade que podem, a principio, parecer inofensivas, mas que têm um potencial catastrófico, não apenas para as florestas e para a avifauna mas também para os seres humanos.  

 

Flavia Ribeiro da Luz

 

Prevenção contra incêndios florestais é prioridade no DF

O Jardim Botânico de Brasília é uma das instituições participantes do plano, por ser constantemente afetada por queimadas
 

"Investir em prevenção."


 A frase do subsecretário de Áreas Protegidas, Cerrado e Direito dos Animais, da Secretaria do Meio Ambiente, Romulo Mello, resume bem o principal objetivo do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais deste ano. 



Os cerca de 15 órgãos envolvidos no planejamento começaram a trabalhar para que, em 2015, as queimadas sejam menos intensas que em 2014 — quando o Comando do Grupamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros do DF registrou 3.837 ocorrências de incêndios florestais, ou 7.414,47 hectares de área queimada — o equivalente a sete campos de futebol. O número foi menor do que em 2013, que contabilizou 4.132 casos referentes a 7.924,65 hectares.



O Jardim Botânico de Brasília é uma das instituições participantes do plano, por ser constantemente afetada por queimadas. Por isso, tem uma brigada voluntária, formada por 14 funcionários e treinada para realizar o primeiro combate em caso de incêndios. "Nós temos áreas frágeis, como campo de murundus, matas de galeria, veredas, cerradão [ver glossário], locais que não se recuperam com tanta facilidade. Temos que ficar preparados para conter qualquer possível fogo até que chegue o socorro dos bombeiros", explicou o gerente de Prevenção e Combate a Incêndio do Jardim Botânico, Rogério Cruz, ao reforçar que o grupo também responsável por fazer rondas para preservar os 5 mil hectares de estação ecológica e área de visitação do local.



O Corpo de Bombeiros terá a responsabilidade de treinar as brigadas que forem solicitadas. Por enquanto, o Jardim Botânico já se manifestou. Além de, no início de abril, ter começado uma série de oficinas com comunidades rurais, onde há grande incidência de queimadas. A primeira capacitação foi em Sobradinho, na Associação dos Produtores do Lago Oeste.


Os moradores aprenderam a confeccionar os próprios abafadores, com materiais cedidos pelo Corpo de Bombeiros. As ferramentas, construídas com borracha e caule de reflorestamento de eucalipto, ajudarão em combates a incêndio. A ação faz parte da operação Verde Vivo, lançada pela corporação em 16 de março.


O Ibram, por sua vez, trabalha em estudo para fazer os aceiros necessários, mais perto da época de seca, que, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, INMET, costuma começar em maio. O instituto ainda capacitará equipes do Corpo de Bombeiros para que elas tenham conhecimento das áreas dos parques pertencentes ao Ibram.


Enquanto isso, o CBMDF faz levantamento estratégico em outras áreas, como a Floresta Nacional, o Parque Nacional de Brasília e a Chapada Imperial. A ideia é que, com o auxílio de um GPS, os bombeiros listem todas as saídas, pontos para captação de água e outras características importantes dos locais.


Tecnologia
O Jardim Botânico também testa, há cerca de quatro meses, o aplicativo DF 100 Fogo, que será usado pelos membros do plano de prevenção como auxílio ao combate de incêndios florestais. A ferramenta, que está sendo aprimorada e, a princípio, atende apenas à plataforma android, possibilitará que a comunidade informe, em tempo real, sobre as queimadas, com o local e uma foto com a proporção do fogo.


A previsão da instituição é a de que o aplicativo, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (SP) e o Instituto Brasileiro de Informações em Ciência e Tecnologia, seja lançado no fim de maio. Na data, organizações de proteção ambiental e visitantes do Jardim Botânico poderão acompanhar um sarau e palestras sobre o perigo da queima de restos de podas — a principal causa de incêndios na área, já que o fogo colocado em lugares vizinhos acaba se alastrando e atingindo o local. "A chama geralmente vem das residências ou da DF-001 (rodovia que circula todo o Distrito Federal) e se não for controlada pode acabar chegando ao Jardim Botânico", avisou Rogério Cruz.



Educação ambiental
Para Romulo Mello, é imprescindível a participação de toda a comunidade nas ações de prevenção contidas no plano. "O importante é que a sociedade se sinta responsável pelo processo e evite o incêndio florestal. Você pode ajudar com atitudes como deixar de queimar restos de vegetação; os agricultores precisam fazer seus aceiros, as queimadas controladas, e ficar atentos para que isso não se transforme em algo maior."


O planejamento ainda conta com um programa específico de educação ambiental, que também reúne ações de todos os órgãos incluídos no Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais — o Fogo Apagou. A iniciativa, que tem as primeiras atividades previstas para maio, terá palestras em escolas de áreas de risco, distribuição de fôlderes para o público rural sobre queimada controlada e destinação do lixo, confecção de cartilhas sobre prejuízos e prevenção.


Antecedência
Para atingir a meta de diminuir as ocorrências de incêndio florestal, investindo em prevenção, o grupo envolvido no plano começou as reuniões mais cedo este ano, cerca de três meses antes do habitual. "Passamos a nos reunir em fevereiro, mas discutimos o assunto desde o início de 2015. É entendimento do secretário do Meio Ambiente, André Lima, que nós tenhamos mais medidas de prevenção do que medidas de combate", explicou Romulo Mello, ao destacar que essa também é a primeira vez que o plano é sistematizado. Segundo o subsecretário, cada órgão definiu representantes para compor a equipe e definir ações específicas tanto de prevenção quanto de combate.


O Plano
O Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais foi instituído pelo Decreto nº 14.431, de 11 de junho de 1996, agora revisado e atualizado pelo Instituto Brasília Ambiental. O documento reúne instituições do governo federal e distrital, além da sociedade civil.


A coordenação do planejamento é competência da Secretaria do Meio Ambiente, que, segundo o subsecretário de Áreas Protegidas, Cerrado e Direito dos Animais, marcará reuniões mensais para avaliar o andamento das ações descritas: "Nós vamos monitorar para ver se o que as instituições relacionaram no plano está ocorrendo".


Participam órgãos executores de apoio direto ou eventual. São colaboradores do planejamento a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; a Subsecretaria da Defesa Civil; a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb); a Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde; o Batalhão da Polícia Militar Ambiental; o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); a Reserva Ecológica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater); as administrações regionais; o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR); a Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília; o Parque Nacional de Brasília; a Estação Ecológica de Águas Emendadas; o Departamento de Estradas e Rodagens do Distrito Federal; e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil.




Fonte: Agência Brasília Jornal de Brasília