Hello, oposição, vamos repetir a notícia dada por Gerson
Camarotti: Dilma Rousseff encontrou-se clandestinamente com Ricardo
Lewandowski, para "tratar" da Lava Jato.
Esperamos providências urgentes e enérgicas. Vocês recebem salário para defender as instituições, caso tenham esquecido.
Ao
Blog, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) criticou neste sábado (11) o
encontro sigiloso entre Dilma Rousseff e o ministro do Supremo Tribunal
Federal, Ricardo Lewandowski, em Portugal, na última terça (7).
Ele
usou argumento semelhante ao do discurso que fez na Câmara dos
Deputados na sexta (10). Na ocasião, ele classificou a omissão na agenda
oficial de “trapalhada” do governo Dilma e disse que o "manto de
silêncio" dava a impressão de algo "errado"."A questão é o manto de silêncio, que passa uma impressão de
conspiração, de coisa errada, de coisa ruim, envolvendo os chefes de
dois Poderes", afirmou.
Como revelou o Blog
na quinta (9), Dilma se reuniu com o presidente do Supremo na cidade do
Porto, durante uma escala técnica que fez antes de seguir para a
Rússia. Também participou do encontro o ministro da Justiça, José
Eduardo Cardozo.
Segundo Lewandowski, o tema discutido foi o reajuste a servidores do
Judiciário, recentemente aprovado pelo Congresso e que corre o risco de
ser vetado pela presidente.
No Brasil, políticos da base aliada foram informados, porém, de que a
conversa foi ampla e que incluiu entre os temas a Operação Lava Jato.
Procurado
pelo Blog, o ministro Cardozo confirmou o encontro na cidade do Porto,
mas negou que a Operação Lava Jato tenha sido tema da conversa.
O
ministro disse ainda que o encontro foi solicitado por Lewandowski, que
estava na cidade de Coimbra com ele e outros ministros do STF para
participar de um encontro entre juristas brasileiros e portugueses.
Na avaliação de Fortes, o problema não está no tema discutido, mas no
sigilo sobre a reunião. “Só Deus sabe o que trataram! E se trataram da
Operação Lava-Jato e do impeachment, são duas pessoas públicas que têm o
direito de discutir!”, discursou na Câmara.
A
reportagem de Cláudio Dantas sobre a VTPB e a Focal mostra que a
investigação policial não se limita à suspeita de lavagem de dinheiro.
Ela apura se os 50 milhões de reais embolsados por essas duas empresas
de fachada foram, na verdade, roubados da Petrobras:
“Como revelou
a IstoÉ em15 de maio, parte dos serviços da VTPB teria sido bancada com
dinheiro sujo, desviado da Petrobras para o caixa da UTC Engenharia, de
Ricardo Pessoa. Agora surgem novos fatos. Pessoa confirmou em delação
premiada ter doado à campanha de Dilma, por pressão do então tesoureiro
Edinho Silva, um total de R$ 7,5 milhões. O dinheiro teria origem no
Petrolão. O primeiro depósito ocorreu em 5 de agosto. No mesmo dia,
Edinho transferiu R$ 5 milhões para a conta da Polis Propaganda e
Marketing, empresa do marqueteiro João Santana.
A segunda doação da UTC
foi feita no dia 27 do mesmo mês. Com dinheiro em caixa, o tesoureiro
fez uma série de pagamentos. Entre eles, quatro depósitos na conta da
VTPB num total R$ 1,7 milhão. Outros R$ 672,6 mil abasteceram a Focal
Comunicação. As duas empresas são suspeitas de servir para lavagem de
dinheiro”.
Um procurador da Lava Jato, citado pela reportagem,
disse que essa descoberta de que o dinheiro sujo entrou na campanha
petista e saiu de lá no mesmo dia para pagar fornecedores suspeitos pode
encrencar ainda mais Dilma Rousseff:
“Não há mais dúvidas de que
os recursos desviados da Petrobras percorreram um caminho sinuoso que
passa pelas empreiteiras e deságua nas contas dos fornecedores”.
Pessoa tem de falar sobre a VTPB no dia 14, no TSE
O governo brasileiro já repassou 2,85 bilhões de reais para pagar
os 11 400 médicos cubanos que atuam no país. Como a Opas, que
intermedia o acordo, embolsa 5% dos valores, Cuba recebeu 2,7 bilhões de
reais desde agosto de 2013.
O projeto foi planejado para custar
511 milhões de reais, mas o Ministério da Saúde já prepara o sétimo
aditivo do contrato.
O IBGE acaba de mostrar que, em maio, a produção industrial caiu 8,8% em 12 meses.
Não é o retrato de uma economia em crise - é o retrato de uma economia à beira da depressão.
O discurso duas caras adotado pela
extrema esquerda vive batendo na mesma nota: “defender impeachment é
golpismo”. Com certeza, Cardozo, o ministro da justiça de Dilma, defende
esta cretinice ao menos uma vez por dia.
Eis que encontramos um trecho do livro “A
Máfia das Propinas” (página 202), escrito pelo próprio Cardozo,
mostrando que ele próprio defende o impeachment. Logo, usando seu
próprio livro de regras, ele não é apenas um golpista. Mas um golpista
confesso. Porém, defender impeachment na verdade não é golpe. Defender
uma ética duas caras (mesmo sendo um ministro da justiça) é um golpe
contra a ética.
A imagem abaixo está pronta para ser esfregada na cara de qualquer bolivariano que você vir pela frente:
Deve ser difícil mesmo aturar aquela
lenga lenga de sempre de “quem não gosta de mim é golpista”, “só critica
o PT quem quer ver pobre sofrer huahua” e daí por diante. Na reunião de
Dilma nos BRICS, o ministro da defesa Jacques Wagner cochilou com
gosto, como vocês podem ver abaixo:
Conforme a Folha,
os quatro menores que participaram do estupro de quatro garotas
adolescentes (uma delas morreu) no Piauí foram “condenados” a três anos
de internação. Isto ocorre porque o ECA coloca este limite para as
“penas” de menores praticantes de qualquer tipo de crime. Se as quatro
morressem, novamente a pena máxima seria… 3 anos. Se eles tivessem
matado e estuprado 400 meninas, novamente seria… 3 anos. Quem quer que
não tenha a mente deformada percebe nesta legislação uma das maiores
vergonhas da história das legislações mundiais.
A mãe de uma das vítimas comentou que a
pena é pequena. Mas ela não quis se identificar, pois sabe que daqui a
três anos os menores estarão livres e prontos para se vingar. Ela
completou: “Mas a Justiça é quem sabe. Fico pensando quando esses
meninos saírem e voltarem para Castelo. Entrego o destino deles a Deus.
Sou contra mandar fazer vingança”.
O trauma dessas garotas não terá fim. Em
qualquer país civilizado, esses bandidos ficariam detrás das grades no
mínimo 30 anos. Porém, nesta terra parasitada pelo pensamento de extrema
esquerda, estarão livres em 3 anos. E vão caminhar nas ruas de uma
cidade pequena, rindo sadicamente de garotas que puderam estuprar. E
poderão estuprar de novo. E, por causa da pena ridiculamente pequena, os
pais das vítimas vão ter que ficar de bico calado.
Enquanto isso, os defensores da
impunidade continuam galhardeando dizendo que “reduzir maioridade penal
não resolve o problema”. É preciso de uma mistura de cinismo e sadismo
acima de qualquer parâmetro conhecido para continuar proferindo essa
frase monstruosa diante do drama que viveram e ainda viverão as vítimas
(e seus familiares) do estupro do Piauí.
Peixe-remo morto apareceu na ilha de Catalina, na Califórnia
O enigmático peixe-remo (Regalecus glesne) pode ser o verdadeiro animal por trás das antigas lendas sobre serpentes marinhas capazes de afundar grandes embarcações.
Animais
dessa espécie podem chegar a medir 11 metros de comprimento e, na
superfície, se movem como uma cobra, casando exatamente com as
descrições que antigos navegantes faziam de monstros que surgiam das
profundezas dos oceanos.
Esse peixe gigantesco ainda é capaz de
assustar quem os vê de perto, e cada vez mais se registram casos de
espécimes nadando em águas rasas ou encalhando em algumas praias.
Mas
a verdade é que o peixe-remo é inofensivo - e inclusive, raramente
visto, pois vive em águas localizadas entre 150 e 300 metros de
profundidade.
Pertencente à família Regalecidae, o mais longo peixe ósseo do mundo foi identificado pela primeira vez em 1772 pelo biólogo norueguês Peter Ascanius.
Até
pouco tempo atrás nenhum peixe-remo tinha sido filmado em seu hábitat.
As primeiras imagens, transmitidas em um especial da BBC, mostram que o
animal nada verticalmente, fazendo ondulações com sua barbatana dorsal
para se manter parado e se alimentar.
Isso contrasta com o serpenteio horizontal que faz em águas rasas.
Até recentemente, cientistas só tinham acesso a espécimes conservados de peixe-remo
"Trata-se de um peixe
magnífico, todo prateado, com manchas azuis iridescentes e barbatanas
vermelhas", descreve Rick Feeney, diretor da coleção de ictiologia (o
estudo dos peixes) do Museu de História Natural do Condado de Los
Angeles.
"No mar aberto, esse animal está perfeitamente adaptado a
se camuflar na água. As pessoas ficam fascinadas quando conseguem
avistar um na superfície. É quase como fazer contato com um ser
alienígena", compara o cientista.
Segundo Feeney, é muito raro que
um peixe-remo apareça em águas rasas ou encalhe em alguma praia. Desde
meados do século 18, foram registradas cerca de 500 observações desse
animal em lugares como as Ilhas Britânicas, a Austrália, o México, a
Costa Rica e o Japão.
Em 2013, dois peixes-remo apareceram mortos em praias dos Estados Unidos no espaço de uma semana.
"As
pessoas ficaram excitadíssimas", conta Jeff Chace, do Instituto Marinho
da Ilha de Catalina, na costa da Califórnia, onde um dos espécimes foi
encontrado.
"Foi incrível poder ver, pegar e estudar um animal que
nunca tínhamos visto antes. Para mim foi como voltar à infância e abrir
um presente de Natal", lembra.
Os biólogos do instituto
dissecaram o corpo e enviaram amostras para outros organismos de
pesquisa interessados em estudar o peixe gigante.
Mas ninguém
ainda conseguiu provar o motivo de o animal ter aparecido nas praias.
Algumas teorias especulam que eles tenham sido forçados a se aproximar
de águas rasas por uma tempestade, por doença ou pela necessidade de se
alimentar ou procurar um parceiro.
No Japão, são comuns as lendas que descrevem a aparição de um peixe-remo como prenúncio de terremoto.
"Essa
é a única tese que eu descarto", afirma o biólogo Feeney. "Simplesmente
porque não há relação entre o surgimento desses animais e os fortes
terremotos que já atingiram a Califórnia."
"Outras possíveis
causas são a chamada maré vermelha (proliferação excessiva de algas
tóxicas), a presença de predadores ou de embarcações, ou ainda mudanças
nas correntes marítimas", diz. "Ou também uma combinação de fatores".
Os
cientistas esperam que novas aparições ou a melhoria dos equipamentos
submarinos de pesquisa possam ajudá-los a finalmente desvendar os
segredos desse animal que ganhou status tão mítico.
Jonathan AmosCorrespondente de Ciência da BBC News
13 fevereiro 2015
Cientistas dizem que 20 países são responsáveis por 83% da poluição dos mares por plástico
Cerca de 8 milhões de toneladas de lixo plástico são lançadas nos oceanos anualmente, segundo cientistas.
Essa
quantidade poderia cobrir 34 vezes toda a área da ilha de Manhattan, em
Nova York, com uma camada de lixo à altura dos joelhos de uma pessoa.
Além disso, supera de 20 a 2 mil vezes os cálculos anteriores sobre a
massa de plástico levada pelas correntes oceânicas.
O novo estudo é
considerado um dos melhores esforços para quantificar o plástico
despejado, queimado ou arrastado para o mar. Segundo os pesquisadores, a
análise também pode ajudar a descobrir a quantidade total de plástico
existente hoje no oceano – não apenas o material que é encontrado na
superfície ou nas praias.
Grandes quantidades de resíduos podem
estar escondidas no fundo dos oceanos ou fragmentadas em pedaços tão
pequenos que não são captados pelas análises convencionais. Essas
partículas estão sendo ingeridas por criaturas marinhas – o que pode
resultar em consequências desconhecidas.
Os detalhes foram divulgados no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
Vilões dos mares
A
equipe de especialistas analisou dados populacionais com informações
sobre a quantidade de lixo gerado e gerenciado (ou não gerenciado). Eles
elaboraram cenários para prever a quantidade de plástico despejado nos
oceanos.
Para o ano de 2010, esses cenários variam de 4,8 milhões a
12,7 milhões de toneladas. A cifra de 8 milhões de toneladas é a média
dessa variação.
O cenário conservador equivale em termos de massa à quantidade de atum pescada anualmente nos oceanos.
"Isso
significa que estamos tirando atum e colocando plástico em seu lugar",
disse Kara Lavender Law, co-autora da pesquisa e porta-voz da Associação
Educacional do Mar de Woods Hole, no Estado americano de
Massachussetts.
Os cientistas também fizeram uma lista dos países
que seriam os maiores responsáveis pelo despejo desses resíduos. As 20
nações que despejam as maiores quantidades seriam responsáveis por 83%
do plástico mal gerenciado que pode entrar nos oceanos.
A China
ocupa o topo da lista, produzindo mais de um milhão de toneladas. Mas a
equipe ressalva que é preciso levar em conta a imensa população do país e
a extensão da sua costa.
Os Estados Unidos ficaram no 20º lugar
da lista. O país tem uma grande área costeira, porém adota melhores
práticas de descarte do lixo. Por outro lado, os EUA registram altos
níveis de consumo de plástico per capita.
A União Europeia é analisada em bloco e ocupa o 18º lugar na lista.
Soluções
O
estudo recomenda soluções para o problema. Afirma que as nações ricas
precisam reduzir seu consumo de produtos descartáveis e embalagens de
plástico, como sacolas plásticas. Já os países em desenvolvimento têm
que melhorar o tratamento do lixo.
"O crescimento econômico está
ligado à geração de lixo. O crescimento econômico é uma coisa boa, mas o
que você vê normalmente em países em desenvolvimento é que a estrutura
de tratamento do lixo é deixada de lado", disse a pesquisadora Jenna
Jambeck, da Universidade da Georgia.
"Isso faz algum sentido na
medida em que eles estão mais focados em produzir água limpa e melhorar o
saneamento. Mas não devem se esquecer desse tratamento porque os
problemas só vão ficar piores."
A equipe de pesquisadores estima
que a quantidade de plástico jogada anualmente nos mares pode alcançar
17,5 milhões de toneladas até 2025. Isso significa que até lá 155
milhões de toneladas chegarão aos oceanos.
O Banco Mundial estima que o patamar máximo de lixo produzido no mundo só será atingido em 2100.
O
pesquisador Roland Geyer, da Universidade da Califórnia, que também
participou do estudo, disse que não é possível limpar o plástico dos
oceanos. "Fechar a torneira é a única solução", afirmou à BBC.
"Como
você recolheria o plástico do fundo dos oceanos considerando que a sua
profundidade média é de 4,2 mil metros? Temos antes que evitar que o
plástico chegue aos oceanos."
"A falta de sistemas de tratamento
de lixo alimenta a entrada de plástico no oceano", diz o cientista.
"Ajudar todos os países a desenvolver estruturas de tratamento é a mais
alta prioridade", disse.
Luiz
Marinho, da máfia sindical petista, prefeito de São Bernardo e
amicíssimo do tiranete Lula, caluniou o juiz Moro em entrevista ao
Estadão, dizendo que os presos em Curitiba sofrem tortura. Merece não só
processo, mas cadeia, junto com seus asseclas corruptos. Segue trecho
com as infames declarações do caluniador:
Um
dos mais próximos interlocutores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), cobrou
uma ação mais ativa da presidente Dilma Rousseff para contornar a crise
política. Em entrevista ao Broadcast Político, da Agência Estado,
pediu que Dilma faça como Lula após o escândalo do mensalão: saia do
gabinete e mostre obras do governo. “Este é o meu clamor, do presidente
Lula e de todos os dirigentes do partido”, disse. “É preciso que a
presidenta rode primeiro o País, para Lula rodar depois.”
Estado - Qual sua avaliação sobre a Operação Lava Jato?
É uma opinião de leigo, apesar de eu ser bacharel (em Direito). Não
estudei os processos, mas como cidadão vejo de forma espantosa como um
juiz de primeira instância (Sérgio Moro) possa colocar de joelhos as
instâncias superiores da forma como tem feito. Parece até encomenda e é
preciso que as instâncias superiores assumam a responsabilidade por este
processo. É um absurdo que delatores A, B ou C acusem alguém sob
tortura.
Estado - Tortura?
O que se ouve de bastidor é que está havendo tortura não só
psicológica. E alguém falando nessas condições tem o direito de mentir.
Sugiro que os senadores (da oposição que foram à Venezuela para tentar
visitar os presos políticos do regime de Nicolás Maduro) façam uma
comissão e, em vez de ir à Venezuela, vejam o que está acontecendo em
Curitiba, que é muito mais perto. (Íntegra, no Estadão). P.S.: só pra lembrar: não se trata nem de difamação nem de
injúria. Calúnia é atribuir crime a alguém - e tortura, como se sabe, é
crime. O STF e as demais instâncias da Justiça deveriam processar
imediatamente o mafioso de São Bernardo.
(G1) O ministro do Supremo Tribunal FederalCelso de Mello
negou conceder liminar (decisão provisória) para suspender o andamento,
na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição que reduz
a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves. A
decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (10) e divulgada na manhã
deste sábado (11) pelo STF.
A liminar, protocolada por um grupo de 102 deputados federais de 14 partidos – PT, PMDB, PSDB, PDT, DEM, PSB, PC do B, PSOL, PPS, PV, PROS, PTC, PR e PSC
–, tenta anular a votação da proposta em primeiro turno - o tema ainda
precisa ser analisado em segundo turno e depois no Senado. Agora, a
ação será julgada pelo plenário do Supremo, em data ainda não definida. O
relator do processo será o ministro Gilmar Mendes, mas, em razão do
recesso do Judiciário, o caso foi decidido pelo presidente em exercício
do Supremo nesta semana, Celso de Mello.
O argumento da ação é que a votação feriu o devido processo legislativo
porque a Constituição proíbe que uma matéria rejeitada seja novamente
votada no mesmo ano. No caso da PEC da maioridade, o plenário da Câmara
rejeitou a redução para diversos tipos de crimes, entre eles tráfico de
drogas. Um dia depois, a Casa aprovou texto que abrangia crimes
hediondos (como estupro) e lesão corporal seguida de morte.
'Atropelo'
No mandado de segurança, os deputados questionaram os procedimentos
adotados pela Mesa da Câmara e relataram 'atropelo' do devido processo
legislativo. "O prejuízo material é evidente e transcende o mérito do tema
específico então em votação. O que está em jogo, sem exagero, é a
funcionalidade e a legitimidade do Congresso Nacional. A maioria pode
ganhar, mas têm de seguir as regras do jogo", afirmam os parlamentares
no pedido apresentado ao STF.
Nesta sexta (10), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, negou ilegalidade na votação
e afirmou que o questionamento dos 102 parlamentares "serve apenas para
satisfazer interesses políticos" que foram "derrotados" na votação do
plenário. "É absolutamente impróprio taxar de inconstitucional esse expediente
amplamente reconhecido pela prática legislativa e pelo direito
parlamentar.
Tal alegação serve apenas para satisfazer interesses
políticos conjunturais (derrotados pela maioria do plenário) colocando
em suspeição um procedimento que tem se mostrado crucial na produção
legislativa das últimas duas décadas e meia", disse o peemedebista em
sua resposta ao Supremo.
Para Cunha, os deputados que entraram com a ação tentam induzir o STF
ao "erro" e promover uma "intervenção" do Judiciário em questões
internas do Legislativo.
Matéria de
capa da revista Veja desta semana traz outra revelação de Ricardo
Pessoa, da UTC, o homem que tira o sono de Lula e Dilma. Com essas
denúncias, o impeachment de Dilma se torna cada vez mais próximo:
Quando
era presidente, Fernando Henrique Cardoso cultivou a fama de
exterminador de crises, que, dizia-se, sempre saíam do Palácio do
Planalto menores do que entravam. De Dilma Rousseff, fala-se exatamente o
oposto. Centralizadora e avessa a negociações, a presidente semeou um
quadro de recessão econômica e de derrotas no Congresso. Rejeitada por
nove em cada dez brasileiros, ela também perde apoiadores no grupo de
políticos e empresários que ditam o rumo do país. Até o ex-presidente
Lula, seu mentor, lhe faz críticas cada vez mais contundentes. Com
apenas seis meses de segundo mandato, Dilma está só, não exerce o poder
na plenitude nem consegue mobilizar a tropa governista. De quebra, é
acossada por investigações que podem destituí-la do cargo - entre elas, a
Operação Lava-Jato, que esquadrinha o maior esquema de corrupção da
história do país. Diante de uma conjuntura assim, a maioria dos
governantes optaria por mais diálogo, sensatez e pés no chão. Dilma não.
Ela reage à crise com argumentações destrambelhadas, otimismo exagerado
e erros primários de avaliação. Pior: como de costume, alimenta a
agenda negativa.
Na semana
passada, a presidente, contrariando o mais elementar dos manuais de
política, fisgou a isca dos adversários e abordou novamente em público a
possibilidade de enfrentar um processo de impeachment. "Eu não vou
cair, isso é moleza", desafiou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo,
na qual chamou setores da oposição de golpistas. A resposta foi
imediata: "Tudo o que contraria o PT é golpe", ironizou o senador Aécio
Neves (PSDB). Nos regimes democráticos, a destituição de um mandatário
depende de provas, do aval das instituições e do apoio da opinião
pública (veja a reportagem na pág. 54). Em sua defesa, Dilma alega que
jamais se locupletou de dinheiro sujo. Falta a essa versão o respaldo
inequívoco dos fatos. VEJA teve acesso a mais um testemunho de que
propina cobrada em troca de contratos - desta vez, no setor elétrico, a
menina dos olhos de Dilma - abasteceu os cofres do PT em pleno ano
eleitoral. Os operadores da transação criminosa foram o onipresente João
Vaccari Neto, então tesoureiro do partido, e Valter Luiz Cardeal,
diretor da Eletrobras, o "homem da Dilma" na estatal e um dos poucos
quadros da administração com livre acesso ao gabinete presidencial.
O relato
desse novo caso de desvio de verba pública para financiar o projeto de
poder petista consta do acordo de delação premiada firmado entre o
engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, e o Ministério
Público Federal. Num de seus depoimentos, Pessoa contou que em setembro
do ano passado o consórcio Una 3 - formado por Andrade Gutierrez,
Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC Engenharia - fechou um contrato para
tocar parte das obras da Usina de Angra 3. A assinatura do contrato,
estimado em 2,9 bilhões de reais, foi precedida de uma intensa
negociação. A Eletrobras pediu um desconto de 10% no valor cobrado pelo
consórcio, que aceitou um abatimento de 6%. A diferença não resultou em
economia para os cofres públicos. Pelo contrário, aguçou o apetite dos
petistas. Tão logo formalizado o desconto de 6%, Cardeal chamou
executivos do consórcio Una 3 para uma conversa que fugiu aos esperados
padrões técnicos do setor elétrico. Faltava pouco para o primeiro turno
da sucessão presidencial. O "homem da Dilma" foi curto e grosso: as
empresas deveriam doar ao PT a diferença entre o desconto pedido pela
Eletrobras e o desconto aceito por elas. A máquina pública era mais uma
vez usada para bancar o partido em mais um engenhoso ardil para esconder
a fraude.
A
conversa de Cardeal foi com Walmir Pinheiro, diretor financeiro da
empresa, escalado para tratar dos detalhes da operação. Depois dela,
Vaccari telefonou para o próprio Ricardo Pessoa e cobrou o "pixuleco".
"Quando soube que a UTC havia assinado Angra 3, João Vaccari
imediatamente procurou para questionar a parte que seria destinada ao PT
- o que foi feito pela empresa", relatou o empreiteiro. Aos
investigadores, Pessoa fez questão de ressaltar que, segundo seu
executivo, foi Cardeal quem alertou Vaccari sobre a diferença de 4
pontos percentuais entre o desconto pedido pela Eletrobras e o concedido
pelas construtoras. Perguntado sobre o que sabia a respeito de Cardeal,
Pessoa afirmou: "É pessoa próxima da senhora presidenta da República,
Dilma Rousseff". (Veja).
É isso o que dá ter duzentos mil seguidores no Facebook e não dizer a eles uma só palavrinha em louvor do governo.
Desmoralizada,
acuada pela Justiça, desprezada e achincalhada abertamente por noventa e
um por cento da população brasileira, a quadrilha comunolarápia decidiu
reagir mediante uma onda de bravatas e ameaças, fazendo o que pode para
macaquear com trejeitos histéricos a virilidade e a coragem, duas
coisas que seus líderes só conhecem por ouvir falar.
Essas
gesticulações circenses não assustam a ninguém, mas, se às vezes nos
fazem rir, outras vezes deprimem e podem levar às lágrimas o cidadão
que, contemplando tanta miséria e deformidade, se lembre de que elas
são, afinal de contas, o rosto do Estado brasileiro, o rosto da nação.
A
mim elas fazem lembrar antes aquele vídeo do Youtube, em que um
boxeador nocauteado, estendido no chão como um trapo, continuava a
esmurrar o ar, como se a luta tivesse um round suplementar no mundo dos sonhos.
Um
dos lances mais comoventes da guerrinha dos fracassados contra o
destino foi protagonizado pelo deputado Paulo Pimenta, ao pedir a prisão
do jovem brasileiro que xingou a Sra. Dilma Rousseff na Califórnia.
Xingar
um governante em público é, em circunstâncias normais, um crime. Mas,
quando o país inteiro está fazendo isso nas ruas, nas praças, nos
estádios e nos panelaços, punir seletivamente um cidadão isolado é como
tentar desviar um furacão.
No
meu modesto entender, o rapaz da Califórnia só errou num ponto. Xingar a
presidente de “terrorista”é inócuo, pois isso ela já sabe que é. Eu, em
vez disso, a teria xingado de “mocréia”, pois há sempre um risco de
que, malgrado a impopularidade avassaladora, ela continue se achando
linda.
Não
menos patética foi a indefectível Sra. Maria do Rosário, ao dar queixa
contra um indivíduo anônimo e não identificável que, cruzando com ela no
meio da massa, teria previsto a sua morte em data incerta e não sabida,
por causas não mencionadas. À polícia ela não deu a mais mínima pista
que pudesse levar à descoberta do ofensor sem rosto, conhecido
unicamente pelo nome de “Alguém”.
Sem
a menor esperança de novas averiguações, ficou, pois, registrada apenas
a identidade da vítima, mas isso é pura redundância, pois quem não sabe
que a sra. Maria do Rosário é uma vítima? Depois
foi a vez do Sr. Jacques Wagner que, tentando ser ministro da Defesa,
mas não tendo ninguém a defender contra o que quer que seja, escolheu a
apresentadora Maju Coutinho como alvo de ataques fictícios, fabricados
inteiramente por MAVs a serviço do governo, e saiu bravamente em campo
para defender a moça contra seus inimigos imaginários.
Não foi essa, admito, a mais notável performance carnavalesca do sr. Wagner, que jamais superará o seu feito de 2007, pioneiramente registrado por mim em http://www.olavodecarvalho.org/semana/070312Bdc.html,
quando, governador da Bahia, ele patrocinou um tremendo beijo lésbico
em público entre sua esposa e a do então ministro da Cultura, Gilberto
Gil.
Essa
é a razão pela qual, quando me dizem que o Sr. Wagner não somente
existe mas é ministro da Defesa, sinto-me à beira de ter um ataque de
nervos como o do dr. Paulo Ghiraldelli e sair gritando: “É mentira! É
mentira! É mentira! É mentira! É mentira! É mentira! É mentira! É
mentira! É mentira!” Também
me pergunto se os altos oficiais das Forças Armadas não temem que, se o
homem teve a cara de pau de fazer o que fez com a mulher de um
ministro, ele venha a sentir-se ainda mais à vontade para fazê-lo --
agora que ele próprio é ministro -- com as mulheres de seus
subordinados, isto é, as mulheres deles.
Qualquer
que seja o caso, a atividade dos MAVs nos últimos dias não se limitou a
criar racistas eletrônicos. Mais ou menos uma semana atrás recebi esta
mensagem de um amigo que, por motivos óbvios, prefere permanecer
anônimo:
“Professor
Olavo, estou com uma informação de inteligência de que atacarão e
derrubarão a sua página pessoal em breve, está sabendo? Depois do
bloqueio de três dias virá o bloqueio de sete e depois o de trinta. Vão
denunciar todas suas postagens em massa e qualquer uma será interpretada
como fora dos padrões. Outra coisa que eles farão é pegar o seu mail
vinculado à sua conta e colocá-lo como administrador de diversas paginas
falsas. (Sim, é possível fazer isso.) Nestas páginas vão colocar
pornografia e o administrador (no caso, você) se punido e banido do
Facebook.”
O aviso do bloqueio de três dias cumpriu-se no prazo.
É
isso o que dá ter duzentos mil seguidores no Facebook e não dizer a
eles uma só palavrinha em louvor do governo. Também não é de espantar
que, como toda censura, a do Fabebook oculte a sua própria existência:
como minha esposa divulgasse na sua página a suspensão da minha, a dela
também foi suspensa.
Vamos
falar o português claro. Uma censura direta, feita oficialmente por
funcionários do governo, é muito mais decente do que contratar moleques
para derrubar páginas do Facebook. Quando um governo acossado por
investigações de corrupção apela a um expediente tão pueril para tapar a
boca dos denunciantes, é inevitável concluir que ele todo se compõe de
crianças malvadinhas. Publicado no Diário do Comércio.
Escrito por Colombo Mendes
| 08 Julho 2015
Artigos -
Cultura
O objeto (o valor moral, a Verdade) em si não muda, apenas é revelado; o que muda é a capacidade de percepção de quem o vê.
Quem
diz que “a sociedade evoluiu” porque, por exemplo, agora se faz sexo
cada vez mais cedo, já está na situação de confusão psicótica criada
pelo estado de volubilidade moral criado pelo relativismo moderno.
Ouvi alguém dizer (talvez uma sexóloga de programa vespertino de TV)
que “hoje em dia é normal que jovens de 12, 13 anos façam sexo” e que
“pode ser que um dia deixe de ser assim”, “que volte a ser como antes”,
mas que “agora é preciso se adaptar” à situação vigente.
Pois
digo que o pensamento humano, a moralidade humana, não é algo
alternado, transitório, sucessivo. Não é descrito, como querem os
relativistas hodiernos, por algo como o movimento cíclico das estações
do ano; não é uma sucessão de alterações de intensidades e estados de
aparência, típica das mudanças climáticas. Em vez disso, a melhor
metáfora à movimentação da humanidade (stricto sensu) é a
evolução da noite para o dia – nessa ordem, porque é a alteração da
escuridão para a luminosidade.
Não se trata de uma mudança radical,
binária; há, também, graduação – mas muito mais sutil do que na metáfora
climática do relativismo. Nesta, os valores se alteram ao sabor das
condições externas, do contexto. Como corpos submetidos às mudanças
meteorológicas, os valores sob a ótica relativista têm suas
características alteradas por acidentes e incidências ambientais – mudam
de essência e aparência conforme estas ou aquelas condições de
temperatura e pressão.
Não há, pois, perenidade moral, porque tudo
depende de condições várias, aleatórias e de previsibilidade falha, o
que redunda não em evolução, mas em uma alternância confusa e caótica de
estados. E, assim, a verdade de hoje será a mentira de amanhã e
vice-versa.
Contudo,
quem se detenha honestamente, sem vícios, à análise da natureza humana
sabe que há, sim, uma evolução de fato – perene e indubitável. Para essa
análise, sugiro sempre que se siga C.S. Lewis, no Capítulo 1 de
"Cristianismo puro e simples" [1].
A evolução do pensamento humano, da
moralidade humana, é uma evolução de luminosidade, da possibilidade de
se enxergar aquilo que estava nas trevas da ignorância – a saber: cada
ponto, cada artigo daquilo que Lewis chama de Lei Natural ou Lei da
Natureza Humana, que diz que "todos os seres humanos, em todas as
regiões da Terra, possuem a singular noção de que devem comportar-se de
uma certa maneira, e, por mais que tentem, não conseguem se livrar dessa
noção".
A
verdadeira evolução é, pois, a transição das trevas para a luz. O objeto
(o valor moral, a Verdade) em si não muda, apenas é revelado; o que
muda é a capacidade de percepção de quem o vê. E, diferentemente das
estações climáticas relativistas, nas quais todos são submetidos
passivamente às inexoráveis intempéries, o dia da Verdade chama cada
indivíduo à ação, à resistência, à caminhada. Para a humanidade, esse
dia começa após a queda original; ou seja, é um dia que começa na noite,
na escuridão.
O sujeito, então, deve resistir à paralisia e ao
desespero dessas trevas. Conforme tateia o ambiente e identifica aquilo
que o cerca, passa a pelo menos vislumbrar os vultos. À medida que o
sujeito resiste, ele avança não apenas no tempo, mas também no espaço – a
transição se dá com o passar dos segundos, mas se o sujeito não
caminhar na direção da luz, parará no tempo. Aos poucos, a luminosidade
começa a tomar conta do ambiente, até ser total e atingir o próprio
indivíduo. É assim com cada tópico da Lei da Natureza Humana.
Voltando
ao mote deste texto: com o fim da escuridão, à ausência de nuvens,
vemos que não somos rebanhos irracionais, que não precisamos nos
“adaptar” à situação vigente, mas que podemos entender a realidade
perene e arbitrar livremente sobre o que fazer com ela. A realidade do
caso que motivou esta reflexão é que se trata da expressão de uma
confusão tipicamente relativista. Diz-se que, atualmente, é “normal” que
na transição da infância para a adolescência se pratique sexo com base
em uma evolução aparente: já foi “normal” apenas a partir dos 21, depois
a partir dos 18, 17, 15 e, agora, 13, 12 anos de idade.
Ora, com base
nessa mudança com aparência de evolução, não seria equivocado dizer que
logo será “normal” que a sexualidade aflore aos 9, 7, 5 anos de idade. E
bem sabemos que não é assim. A aceitação dessa suposta “situação
vigente” não é a evolução da ignorância para a verdade; não é sequer a
alteração relativista de uma verdade para a outra; é, sim, a obnubilação
da verdade desta questão, o apagamento do fato de que não é pela idade
que se mede o preparo para o ato sexual, mas por um conjunto de aspectos
(físicos, psicológicos, morais), do qual a idade é mero elemento.
Quem
diz que “a sociedade evoluiu” porque, por exemplo, agora se faz sexo
cada vez mais cedo, já está na situação de confusão psicótica criada
pelo estado de volubilidade moral criado pelo relativismo moderno, que
[diz que] matou Deus e colocou em seu lugar a vontade egoísta de cada
um. Apega-se a um registro (etário, no caso) em nome de uma verdade
arrogada, gelatinosa, tíbia, relativa, ignorando as variáveis realmente
relativas que conformam a Verdade fixa da questão.
Dificilmente
viva entre nós quem atingirá a luminosidade total, e nisso não há
novidades nem problemas, pois, se (mesmo sabendo que ela é inabarcável
por nossa compreensão limitada) vivermos a buscá-la nesta vida, ela nos
esperará na Vida luminosa de fato.
Essa busca é dificílima per se,
mas é ainda dificultada por algumas intempéries. Após o vislumbre
permitido pela luz do dia da Verdade, poderemos vacilar, fraquejar e
permitir que nuvens obscureçam a visão, ou que chuvas e trovoadas
atordoem nossa percepção. O importante é jamais nos esquecermos de que a
Verdade seguirá lá, por detrás das nuvens, ou melhor, por sobre as
nuvens, luminosa, pétrea, impávida e colossal, fixa no solo como a mais
forte e imponente cruz que a mente humana possa conceber, apenas
esperando por que consigamos evoluir até acessá-la.
Já a evolução relativista seguirá sempre a passos largos, rumando ao abismo.
"O
cristianismo [a Verdade, em última instância] é a única estrutura que
preservou o prazer do paganismo. Poderíamos imaginar crianças brincando
na planície de um topo relvoso de alguma ilha elevada no meio do mar.
Contanto que houvesse um muro em volta da beira do precipício, elas
poderiam entregar-se ao jogo frenético e transformar o lugar na mais
barulhenta creche. Mas os muros foram derrubados, deixando desguarnecido
o perigo do precipício. As crianças não caíram; mas quando seus amigos
voltaram, elas estavam todas amontoadas cheias de terror no centro da
ilha; e sua canção já havia cessado." G. K. Chesterton
Não só nas
ruas, mas também na Câmara a situação de Dilma é grave. Seu governo
continua ladeira abaixo. De zero a 10, os deputados cravaram um três
como nota para o desastroso governo Dilma. Coluna de Lauro Jardim (Radar
on-line):
Não é
novidade para ninguém que a popularidade de Dilma Rousseff na Câmara não
é lá essas coisas – as sucessivas derrotas de projetos do seu interesse
reforçam a percepção. Mas o problema para Dilma é que sua rejeição
entre os deputados não para de crescer.
De acordo
com uma pesquisa inédita da consultoria Arko Advice, feita há duas
semanas com cem deputados de 23 partidos (respeitando o princípio da
proporcionalidade), 68% dos ouvidos desaprovam o modo como Dilma
governa. É o pior resultado desde o início do ano, quando a Arko iniciou
o levantamento mensal.
Entre
junho e julho, subiu de 46% para 55% o percentual dos deputados que
consideraram a política econômica do governo como ruim ou péssima. É o
pior índice registrado na série histórica da pesquisa.
Mais: de zero a dez, os parlamentares cravaram um três como nota para o seu governo – também a pior de 2015.
Os protestos
se generalizam nas universidades federais com o corte de 75 por cento
no Programa de Apoio à Pós-Graduação, mantido pela Capes. Cursos de
mestrado e doutorado estão à míngua, comprometendo o desenvolvimento de
pesquisas em todo o país. Ao lulopetismo convém uma pátria analfabeta:
Universidades
públicas de todo país manifestaram repúdio ao que chamaram de “corte”
na ordem de 75% no Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), mantido
ela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes),
instituição do Ministério da Educação (MEC) responsável por financiar
programas de mestrado e doutorado. De acordo com as instituições, a
restrição do recurso compromete o desenvolvimento de pesquisas em todo
país.
A verba
do Proap é destinada ao custeio de passagens para que professores de
outras instituições examinem bancas de mestrado e doutorado, bem como
para alunos e professores participarem de congressos. Além disso, o
recurso também é utilizado para financiar a tradução de artigos e a
manutenção de equipamentos. A Capes emitiu um comunicado às instituições
de ensino orientando à “readequação” dos valores de custeio do Proap
para o ano de 2015, o que foi interpretado pelas universidades como um
corte.
— A Capes
não está reconhecendo que houve corte, mas, quando orienta à redução de
75% dos custos, entendemos que sim, houve. Em julho você pede que os
programas reorganizem suas planilhas de funcionamento? Isso significa um
corte notificado sem qualquer diálogo prévio. É muito problemático
porque impossibilita a mobilidade dos pesquisadores— criticou a
presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos, Tamara Naiz,
acrescentando que a redução na concessão de recursos pode interferir nas
pesquisas— O corte pode afetar o desenvolvimento das pesquisas, porque
você pode não ter verba para fazer viagens para um determinado
laboratório ou, por exemplo, visitar uma área que tenha um tipo
específico de planta que você está pesquisando.
FEDERAL DA BAHIA PARALISA PÓS
Diante
desse quadro, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) comunicou ontem a
suspensão das atividades de seu programa de Pós-Graduação. De acordo com
a instituição, com os novos cálculos da Capes, a UFBA teve os valores
de custeio — que antes chegavam aos R$4 milhões— reduzidos para cerca de
R$1 milhão, quantia insuficiente para pagar as dívidas já assumidas
pela universidade que chegam a R$ 2 milhões.
Em nota, a
UFBA afirmou que a decisão da Capes foi anunciada tardiamente em um
momento em que as instituições já haviam assumido compromissos e que um
caso como este jamais havia sido visto na história recente da
pós-graduação brasileira. O comunicado finaliza sugerindo que, a exemplo
do que aconteceu com a Federal da Bahia, a interrupção de atividades
deve ocorrer em instituições de todo Brasil: “Por estas razões a
implementação desta medida levará à paralisação, de fato, da atividade
de pós-graduação na maioria das universidades do país.”
A
restrição imposta pela Capes acontece em um momento de crise nas
principais Universidades Federais do país. Nesse contexto, a
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — que teve a reitoria
ocupada por alunos durante o mês de maio e enfrenta um greve dos três
segmentos: professores, estudantes e funcionários— também manifestou
repúdio à restrição
Segundo a
UFRJ, o corte se torna mais grave “quando inserido no quadro mais geral
de cortes orçamentários das Federais”. Assim como a UFBA, a UFRJ pede
que a Capes volte atrás na decisão para que não comprometa “o futuro da
pós-graduação e da pesquisa brasileira”.
NOVOS REPASSES SERÃO 'AVALIADOS'
Além da
UFBA e da UFRJ, pelo menos cinco outras universidades públicas se
posicionaram contra a medida tomada pela Capes. Entre estas, estão as
federais do Espírito Santo, Santa Maria, Rural do Rio de Janeiro, além
das estaduais da Paraíba e do Ceará.
A
Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino
Superior (Andifes) enviou um ofício ao ministro da Educação, Renato
Janine Ribeiro, afirmando que é “inaceitável ”que estes programas,
pilares para a pesquisa, ciência, tecnologia e inovação, sejam tão
fortemente comprometidos no seu financiamento.”
No final
de junho, outro programa já havia tido as verbas ameaçadas. O Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid)— que ajuda na
formação prática dos universitários que serão futuros professores—
chegou a estar na mira dos cortes segundo um e-mail repassado a
professores universitários por Hélder Silveira, coordenador geral de
Programas de Valorização do Magistério da Capes. Segundo a mensagem, o
ajuste fiscal do governo havia chegado à fundação. O coordenador contou
que um corte de R$785 milhões havia sido imposto à Capes o que iria
afetar os projetos mantidos pela instituição, inclusive, as bolsas em
vigência. Na ocasião, a Capes afirmou que não haveria interrupção de
programas ou contingenciamento.
Em nota, a
Capes confirmou o contingenciamento. De acordo com a fundação, serão
liberados recursos de custeio de 25% do que foi previsto para o ano de
2015. O restante será avaliado ao longo do segundo semestre. A Capes
frisou que bolsas de estudo não serão interrompidas. (O Globo).