domingo, 29 de junho de 2014

“Não sou pessimista. O PT é que é péssimo para o Brasil”




“Brasileiro é o povo mais otimista do mundo, diz pesquisa do Instituto Gallup World Poll.” A matéria está no Portal da Copa, o site do governo federal (abre aspas) “sobre a Copa do Mundo”: “Com nota 8,8, numa escala de 0 a 10, o Brasil voltou a liderar o ranking, pelo oitavo ano consecutivo. ‘Ninguém vê o futuro com tanto otimismo quanto o brasileiro’, afirma o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri”. 


Ancelmo Gois também deu a notícia, reproduzida pelos blogs sujos do PT: “não há povo no mundo que acredite mais no futuro do que o brasileiro”. É verdade. (Nem vou questionar os métodos da pesquisa dessa vez.) É por isso que o PT está há 12 anos no poder, prometendo um futuro que nunca chega. “A principal causa do fracasso nacional”, dizia Diogo Mainardi, “é o otimismo psicótico dos brasileiros.”


Na convenção nacional petista, Dilma repetiu como promessas os compromissos que assumira em sua posse e que não conseguiu executar. Fez isso, como destacou Josias de Souza, “sem pronunciar nenhuma frase que pudesse ser entendida como uma autocrítica. Ao contrário. 


Em algumas passagens de sua fala, Dilma culpou terceiros pelos malogros do seu governo”. Por exemplo: “o compromisso de melhorar os serviços públicos, antes ‘decisivo, irrevogável e indispensável’, virou [quase quatro anos depois] um objetivo impalpável a ser obtido num futuro incerto, no bojo de um ambicioso ‘Plano de Transformação Nacional’. 


Desde que governadores e prefeitos deixem de ser um estorvo para as boas intenções do governo federal.” Encobrir os próprios fracassos* com a afetação de boas intenções é a receita básica da esquerda revolucionária, tanto mais eficiente quanto mais loucamente otimista (lê-se: otário) é o povo.


O que o radialista americano Rush Limbaugh fala do método de Obama se aplica perfeitamente a Dilma: “Você sai e anuncia que você tem essas novas metas monumentais, esses novos planos monumentais, você vai agilizá-los, vai melhorá-los, e é isso. Se eles acontecem ou não, é irrelevante. O crédito a Obama aumenta com o anúncio de sua intenção de melhorar.” 


Ou ainda: “Esta é a chave para tudo o que a esquerda faz: boas intenções… Não importa se é um fracasso de política interna ou externa; boas intenções são como a esquerda disfarça e camufla todos os seus fracassos.” 


No Brasil, o elogio do otimismo pela imprensa chapa-branca e a rotulação dos adversários como “pessimistas” pelo partido vêm fortalecer a esperança (a “esperança contra o ódio”, como inverte Lula) de que o PT fará em mais quatro anos aquilo que não fez em doze.


Para ajustar o vocabulário ao desejo de mudança manifestado por 74% do eleitorado, Dilma pronunciou 47 vezes palavras ou expressões com o significado de recomeço ou de ajuste, entre elas “transformação” (17 vezes, incluindo variantes), “reforma” (12), “novo ciclo” (7), “mudança” (5), “melhorar” (5), “novo salto” (1). Aécio Neves havia dito no programa Roda Viva: “O governo é tão ruim que até o PT quer mudar”, mas a mudança petista, na verdade, é pura propaganda eleitoral para otimistas bocós. 


O que o PT realmente quer mudar, pelo decreto 8.243, é a ordem constitucional do país, trocando a representação eleitoral pelo governo direto de organizações e movimentos criados pelo partido e chamados cinicamente de “sociedade civil”.



A proposta de “gerar novos espaços de participação popular na gestão pública” – e por “popular” entenda-se não do povo, mas desses movimentos – já estava explícita na declaração final do XIX encontro do Foro de São Paulo, realizado em 2013, de modo que o governo Dilma, submetendo a soberania nacional ao poder continental da entidade esquerdista, apenas a colocou em prática para garantir a gestão pública de seus partidários mesmo em caso de derrota nas urnas. 


Este sim é o “novo salto” – o salto qualitativo que marca a passagem de qualquer regime para uma ditadura socialista de fato. A lista negra de jornalistas, anunciada pelo vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, é o prenúncio do paredón que virá (talvez à moda Celso Daniel) se não houver iniciativas criativas e corajosas contra os “avanços” dessa gente, que também se reúne com PCC (Luiz Moura) e Black Blocs (Gilberto Carvalho).


Se ainda há tontos para rir da hipótese de fuzilamento, devem ser os mesmos que riam de quem denunciava a existência do Foro e de seu plano ora decretado de implantar o comunismo no Brasil.

A literatura contra o otimismo
 
Machado de Assis e Lima Barreto até que tentaram, mas não fizeram o povo menos suscetível aos arautos do futuro melhor. 



O positivismo, um dos responsáveis por exacerbar o otimismo geral, já teria sido menos danoso ao país se o trecho de “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” (1909), de Lima Barreto, em que Isaías analisa o discurso de Raimundo Teixeira Mendes (1855-1927) e seus esboços da ordem futura, tivesse recebido a merecida atenção:

 “A quantas necessidades presentes daquele auditório não iria dar remédio a promessa daquela sociedade a vir?! Os homens têm amor à utopia quando condensada em fórmulas de felicidade; e aqueles militares, funcionários, estudantes, encontravam naquelas afirmações, repetidas com tanta segurança e cuja verdade não procuravam examinar, um alimento para a fome de felicidade da espécie e um consolo para os seus maus dias presentes.” 

Se Machado de Assis, como lembrava Mainardi, “nunca se deixou contaminar pelo otimismo panglossiano dos brasileiros, evitando aquela euforia irracional que, ao longo de nossa história, sempre resultou em alguma forma de abuso”, o personagem de Barreto também teve seu saudável ceticismo.

De todo modo, soterradas pelo acúmulo de chavões idiotizantes, as mentes brasileiras perdem há pelo menos 105 anos – e mais ainda nas últimas décadas graças a ocupação de espaços culturais e de ensino pela militância – o poder de reação que a liberdade de decisão humana lhes faculta.


 Assim como o sucesso do positivismo entre os militares se deveu sobretudo ao Catecismo Positivista (1852) de Auguste Comte que circulava nas escolas (e que, de acordo com Isaías, Teixeira Mendes explicava na Igreja do Apostolado, no Rio), o sucesso do marxismo entre os estudantes universitários se deveu à sua divulgação em manuais de propaganda, que trazia fórmulas prontas de fácil absorção para pessoas incapazes de trabalho intelectual sério. 


Foi daí que ambos – as duas alas principais do movimento revolucionário – se propagaram pela sociedade até virarem o “positivismo inconsciente“, de que fala Olavo de Carvalho, e o “marxismo atmosférico“, segundo Nelson Rodrigues, que tornaram o Brasil este eldorado para qualquer projeto de mudança social a ser realizado mediante a concentração de poder.

O otimismo psicótico brasileiro talvez seja incurável e decerto o PT vai otimizá-lo em favor deste seu projeto comunista, no qual quase 60 mil assassinatos por ano no país (137 por dia), o 55º lugar dos estudantes no ranking de leitura do Pisa, o desastre dos hospitais públicos e o Pibinho são só detalhes disfarçados e camuflados com a afetação de boas intenções. Mas se ”campanha é um trabalho de explicar”, como disse Dilma na convenção, resta a oposição parafrasear o (ex?-)comunista José Saramago e explicar ao povo o óbvio ululante:

“Não sou pessimista. O PT é que é péssimo para o Brasil.”
Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil
Siga no Facebook e no Twitter.

PS: “Fracassos”, no caso, em nossa medida; não na da esquerda revolucionária, para a qual muitas vezes o caos é uma conquista premeditada.


Veja também aqui no blog: O cinismo de Dilma – Presidente, na prática, confessa “oportunismo do mais deslavado nível” do PT com o Bolsa-Família, ao acusar Aécio de querer fazer o que os petistas fizeram no governo Lula: remodelar programas existentes / O curioso caso da “elite branca” pobre, negra e “moreninha” contra Dilma “Rodrigues” e o governo do PT. E o troféu Glória Kalil da esquerda vai para… / Conheça o Foro de São Paulo, o maior inimigo do Brasil

Vampiro uruguaio foi punido por derrubar potência europeia, diz Maduro



O “vampiro” Suárez tirando sangue do jogador.

Quando eu li a chamada no Facebook poderia jurar que era mais uma das inteligentes palhaçadas de Joselito Muller, aquele que tem “mobral incompleto” e que adora tirar sarro da esquerda. Mas não. Era uma notícia do GLOBO mesmo, com declarações oficiais do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que a punição da Fifa ao jogador uruguaio Suárez era resultado de ele ter eliminado da Copa uma potência europeia.

“Não perdoaram o Uruguai porque um filho do povo eliminou duas grandes potências do futebol. E aí então inventaram todo esse expediente”, disse aquele que já conversou até com o falecido Hugo Chávez, seu antecessor, em forma de passarinho. O socialista acrescentou: “É muito doloroso o castigo desproporcional que recebeu Luis Suárez da Fifa. É um grande atacante sul-americano. Luis Suárez pertence a toda a América do Sul”.

Em tão poucas palavras, todo o absurdo que os socialistas representam fica exposto. A visão vitimista típica dos que têm complexo de vira-latas, sempre culpando os “imperialistas” pelas cagadas que os latino-americanos aprontam. A politização de tudo na vida, inclusive do futebol. A incrível negação dos fatos, ao ignorar a mordida visível para todos que possuem olhos para enxergar. E o coletivismo tosco, que transforma um indivíduo de carne e osso apenas em um símbolo abstrato de algum coletivo, como se o jogador “pertencesse” a toda a América do Sul.

Ainda que a declaração de Maduro seja caricata e passe de qualquer limite do ridículo, não foi um caso isolado. 

Diz a reportagem:

A punição gerou uma comoção generalizada no mundo do futebol. Muitos consideraram a sanção exagerada, até mesmo Chiellini. Os comentários mais eloquentes vieram de ícones da esquerda latino-americana, como o presidente uruguaio, José Mujica, e mesmo o ídolo do futebol argentino Diego Maradona, para quem a sanção não passa de uma conspiração internacional contra os uruguaios.


Maradona, aquele que tem uma tatuagem do assassino Che Guevara, deve achar que foi uma conspiração internacional a favor da Argentina quando sua seleção venceu com um escancarado gol de mão de sua própria autoria, na certa. Só que não. A conspiração só vale quando é contra os pobres latino-americanos. Tudo culpa das “elites”, só pode!

A punição da Fifa pode parecer severa para alguns, e qual seria a mais adequada é passível de debate. Eu já penso que a Fifa compreende que a impunidade em campo é um convite ao abuso, e que se um “vampiro” que morde o adversário sai impune e continua na Copa, isso seria a completa desmoralização da arbitragem e do evento, instigando outros “pitbulls” a usar os dentes em vez dos pés e rasgar as regras de civilidade.

Ontem escrevi um texto irônico que fez bastante sucesso sobre o apagão venezuelano, culpando a CIA pelo ocorrido. Às vezes só levando na brincadeira mesmo essa esquerda jurássica e patética. Mas tem dois problemas nisso: um, os esquerdistas sequer compreenderem a ironia, pois muitos são analfabetos funcionais; dois, os próprios ícones dessa esquerda falarem a sério aquilo que nós poderíamos jurar que não passa de uma grande piada.

A esquerda bolivariana, afinal, é uma grande piada, só que de muito mau gosto, e com um gigantesco poder de estrago.

Rodrigo Constantino

À beira do abismo: o excesso de intervenção estatal e suas mazelas



Companheiras de ideologia


O tema da coluna de hoje de Henrique Meirelles na Folha foi a crise argentina, que voltou às páginas dos jornais por conta de novo risco de calote. Enganam-se aqueles que ficam surpresos, ou que culpam os bodes expiatórios de sempre: capitalismo, neoliberalismo, ataque especulativo, etc. A crise era previsível e foi fabricada em casa, pelo governo Kirchner.

Infelizmente, a América Latina adora insistir em modelos equivocados, que depositam papel demasiadamente relevante ao estado na condução da economia. Há, na região, uma forte descrença em relação ao funcionamento do livre mercado, e uma contraditória e até esquizofrênica fé na capacidade do estado, visto como ente clarividente e onipotente. Diz Meirelles:


É preciso notar como certas visões de políticas econômicas não se deixam alterar pelos fatos, vistos como meros aborrecimentos no meio do caminho. Nesses casos, ideias preconcebidas de que um Estado pródigo e interventor é o melhor condutor do crescimento predominam sobre resultados concretos e a experiência histórica.

A crise argentina é clássica na medida em que o governo interveio diretamente na economia, procurando ditar o comportamento de empresas e consumidores. A experiência histórica mostra que finanças públicas desequilibradas, incerteza regulatória e distorções nos sistemas de preços criadas pelo governo são os maiores causadores de baixa produtividade, decadência econômica e crises.

O exemplo da nação vizinha deve servir como eloquente prevenção contra a tentação da excessiva intervenção do governo no funcionamento da economia. Aprofundar medidas equivocadas para resolver problemas só aumenta aqueles que se quer resolver.

O que Meirelles chama a atenção é de extrema importância. Sabemos que o governo Dilma tem flertado com vários métodos aplicados por Kirchner, e que o exemplo catastrófico dos nossos vizinhos não tem servido como alerta suficiente a este governo atual.

Meirelles, como todos sabem, foi figura essencial para garantir a credibilidade da gestão macroeconômica da era Lula, que começou a desandar de verdade a partir do segundo mandato, especialmente quando as comportas dos cofres públicos foram abertas para estimular o crescimento e ajudar a eleger Dilma.


Em suas colunas dominicais na Folha, o ex-presidente do Banco Central tem demonstrado uma visão bastante liberal de economia, oposta a tudo aquilo que a presidente Dilma representa, com seu nacional-desenvolvimentismo intervencionista.


Espanta, portanto, o fato de que Meirelles, do PSD de Kassab, tenha preferido permanecer na coalizão que defende a reeleição de Dilma, em vez de fechar acordo com o PSDB, bem menos afastado dessa visão econômica mais liberal. Nossa política é mesmo uma “suruba”, sobrando “pragmatismo” e faltando aproximação com base programática e ideológica.

Meirelles deveria considerar o ponto de Ferreira Gullar, que, em sua coluna no mesmo jornal hoje, falando sobre as vaias a presidente Dilma e a reação de Lula, disse: “Que esperança pode representar um partido que, após doze anos de governo, levou o país à inflação e paralisou o crescimento econômico? A esperança não pode estar em reeleger quem fracassou e, sim, em mudar o que não deu certo”.

Rodrigo Constantino

O homem do jogo! No sufoco, passamos. Mas algo está muito errado quando Hulk é o melhor brasileiro da linha



Júlio César

Que sufoco! Ao defender dois pênaltis, Júlio César fez o que os outros 10 não estavam conseguindo: garantir a passagem da Seleção Brasileira para as quartas de final!


Foi o nosso pior desempenho. O segundo tempo chegou a ser patético. Sim, houve um pênalti não marcado, e, parece, o gol anulado de Hulk era legal. Só uma coisa conseguiu ser mais feia do que atuação da Seleção: a arbitragem do inglês Howard Webb.

O Brasil continua a depender exclusivamente do talento de Neymar. Quando ele está iluminado, bem; quando não, como neste sábado, as coisas se complicam, e Hulk, exceção feita a Júlio César, vira o melhor jogador em campo. É evidente que isso é sinal de problema. Outra coisa preocupante: o grupo ficou completamente destrambelhado depois do gol do Chile.

Mas passamos. Quando vi Júlio César, às lágrimas, antes das cobranças, temi pelo resultado. Mas não! Elas antecipavam um resultado glorioso para ele, que era, até havia pouco, a escolha de Felipão mais contestada.


Graças a Deus e a Júlio, e contra os erros do sr. Webb, a Seleção passou. Mas ainda não dá para perceber qual é o repertório do time de Felipão. Vencemos por 3 a 2 nos pênaltis, o que significa que há muita coisa fora do lugar.

Por Reinaldo Azevedo

Aécio diz que pode haver surpresas na indicação do vice

28/06/2014
às 17:45



Na VEJA.com. Volto no próximo post:
Em uma passagem de 50 minutos em Caruaru, no agreste pernambucano, a 130 quilômetros do Recife, no final da noite de sexta-feira, o senador Aécio Neves (PSDB) disse que o anúncio do candidato a vice-presidente na sua chapa, na segunda-feira, poderá surpreender. Entre os nomes mais cotados estão o senador cearense Tasso Jereissati – que poderá agregar votos na região Nordeste – e a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie. 


Ambos tucanos. “Podemos ter surpresas”, disse ele. “Temos nomes qualificados dentro e fora do PSDB”. Indagado sobre a importância do vice, ele afirmou que “os vices devem, de alguma forma, complementar a ação do candidato”. “É muito difícil ter um vice que você diga ‘olha, esse vice decide a eleição’”, observou. “Não é da tradição brasileira, as pessoas votam no candidato”. Frisou estar tranquilo em relação ao assunto: “no nosso caso, o problema é a fartura de nomes qualificados”.


Aécio se derramou em elogios tanto em relação a Tasso como a Gracie. Sobre ela, disse que o seu nome agrada a setores importantes do seu partido. “Uma mulher com uma belíssima história de vida, um conhecimento grande das questões de segurança pública, primeira mulher presidente do STF”. 


Em relação a Tasso, disse ser um nome sempre bem lembrado e com quem conversa quase todos os dias. O senador chegou às 22h55 à festa junina de Caruaru, vindo de Campina Grande (PB). As duas cidades disputam quem faz o melhor São João do Nordeste.


Recebido pelo prefeito da cidade, Zé Queiroz (PDT), Aécio caminhou pelo Pátio do Forró acompanhado do presidente estadual do partido, deputado federal Bruno Araújo e de lideranças tucanas no Estado.


Posou para fotos com populares, passeou pela cidade cenográfica – reprodução de uma pequena cidade interiorana e seus costumes – pelo polo das quadrilhas, por um teatro de mamulengos, reverenciou uma grande estátua do “rei do baião” Luiz Gonzaga e tomou água em um restaurante instalado em meio à festa.


Durante todo o percurso, deu entrevistas. À afirmação de um repórter de que Pernambuco está dividido entre os candidatos Eduardo Campos (PSB) e a presidente Dilma (PT), ele considerou natural que Campos tenha uma “belíssima votação” no Estado que governou, e brincou: “Será que não sobra nenhum (voto) para a gente?”


Por Reinaldo Azevedo

Imagens em Movimento: O medo da bola

28/06/2014
às 20:02 \ Feira Livre



bola
SYLVIO DO AMARAL ROCHA

Em 1994, a Seleção Brasileira conquistou sua quarta estrela na primeira final de Copa do Mundo decidida nos pênaltis. A Itália perdeu e o País do Futebol mergulhou na grande festa. Que garoto ─ ou garota ─ não gostaria de participar desse momento histórico?

A relação de uma menina com o mundo da bola é o fio condutor de Cartão Vermelho, dirigido pela estreante Laís Bodansky na mesma época da conquista do tetracampeonato e produzido pelos irmãos Caio e Fabiano Gullane – que anos depois produziriam filmes como Carandiru, de Hector Babenco, e As Melhores Coisas do Mundo, da própria Laís.


A trama se passa num campo de terra onde um time de garotos sofre quando enfrenta o de Fernanda, única menina do grupo, interpretada por Camila Kolber. Embora boa de bola, Fernanda apavorava a garotada graças aos petardos que quase sempre miravam as partes baixas dos adversários.

Dividido em três partes no YouTube, Cartão Vermelho também trata da descoberta do corpo e da agressividade típica da adolescência – que hoje é chamada de bullying. Depois de um julgamento conduzido pelo ator Francisco Rojo, Fernanda é condenada a pagar por seus crimes.

A expressão se tornou corrente há pouco tempo, mas no Brasil e em quase todos os países o bullying sempre fez parte dessa fase da vida ─ assim como jogar bola. A molecagem era um trunfo indispensável para quem quisesse sobreviver incólume e ser respeitado pelo restante da turma. Cartão Vermelho mostra isso e vai além: é delicado e muito bem realizado. Não perca.

A Seleção é uma caricatura do time que venceu a Copa das Confederações

28/06/2014
às 20:14 \ Direto ao Ponto AUGUSTO NUNES


Nos quatro jogos da Copa do Mundo, a Seleção foi uma caricatura do time que venceu, merecidamente, a Copa das Confederações. 


Os nomes do técnico e dos titulares não mudaram. Mas a indigente vitória contra o Chile, outro evento de alto risco para torcedores cardiopatas, reforçou a suspeita de que, passados 12 meses, quase todos se transformaram em sósias de si mesmos. As exceções são Neymar, Thiago Silva e Luis Gustavo. A performance na decisão por pênaltis pode devolver a Júlio César a antiga autoconfiança e acabar por incluí-lo nessa reduzida tropa de elite.

Há um ano, Felipão comandou uma equipe suficientemente ágil, entrosada e corajosa para meter medo em qualquer adversário. Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luís e Marcelo sabiam sair jogando, fechar espaços, desarmar e, eventualmente, aparecer na grande área adversária. Luis Gustavo, Paulinho e Oscar protegiam a retaguarda, dominavam o meio de campo e abasteciam com passes em profundidade um ataque que, além de finalizar com frequência e eficácia, também marcava a saída de bola. 


Hulk se multiplicava nos dois lados do gramado, Fred fazia gols. E Neymar reiterava a cada partida que logo seria o melhor do mundo.

Um ano depois, o padrão de jogo sumiu e não há vestígios de combinações táticas. O repertório da família Scolari é diminuto e bisonho. O goleiro coleciona chutões para a frente, os zagueiros insistem em ligações diretas, os encarregados da armação se escondem ou trocam passes miúdos, o centroavante marca quem deveria marcá-lo, as jogadas de ataque se limitam a cruzamentos sobre a área ou investidas individuais natimortas.

Cumpre a Neymar compensar tantas deficiências com momentos luminosos, lances mágicos e gols de placa. Foi o que fez  durante a fase eliminatória. Neste sábado não deu. Além de estreitamente vigiado por dois ou três chilenos, o dono da camisa 10 passou 120 minutos sozinho (enquanto Fred se arrastou em campo) ou mal acompanhado pelo inverossímil Jô. Também lhe coube a cobrança do último pênalti. Haja dependência.

Neymar é genial. Mas tem apenas 22 anos. Não merece conquistar a Copa um bando de marmanjos, quase todos com larga milhagem internacional, que transfere para um garoto a missão de carregar o Brasil nas costas.

Lula reescreve o discurso antielite


O ex-presidente Lula retocou a sua declaração criticando a “elite” branca como responsável pelas vaias e ofensas à presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa da Copa do Mundo, dia 12, no Itaquerão, durante a vitória de 3 a 1 contra a Croácia. Ontem, ele admitiu que o governo “possivelmente tenha culpa” por não ter “cuidado com carinho” da insatisfação de parte da população.

 A correção no discurso oficial começou com a entrevista do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, à Folha de S. Paulo afirmando que o PT errava no diagnóstico sobre o descontentamento da população e que ataques a Dilma não eram exclusivos da elite. 

O líder do governo no Senado, Humberto Costa, e o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Américo Dias, também reconheceram que os problemas do governo vão além da insatisfação externada pela elite. 


Lula só muda de opinião diante de argumentos muito fortes, em geral produto das pesquisas de opinião fornecidas pelo marqueteiro João Santana, que monitora permanentemente a avaliação do governo por parte dos eleitores.
Enviado por Murillo de Aragão 26, junho, 2014 | 11:43

A recessão deixa o governo sem alternativas


Diante da crise vivida pelo setor automobilística, o governo resolveu prorrogar o desconto do IPI para automóveis. Não haverá recomposição das alíquotas, nem mesmo parcial. Ainda não está definido por quanto tempo se estenderá o benefício, mas espera-se que a medida ajude a evitar demissões, pois não há sinal de recuperação econômica a vista. 



A prorrogação do desconto do IPI e o novo acordo automotivo com a Argentina acabaram sendo as únicas medidas possíveis para incentivar o setor. O governo tem optado por uma série de pacotes com medidas de efeito limitado. “Está ficando caro manter a indústria no Brasil por falta de competitividade, não por culpa do setor privado.

Pelo excesso de burocracia e complexidade tributária”, afirmou o economista Maurício Canêdo Pinheiro, doutor pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ), ao constatar que o constrangimento fiscal limita a margem de manobra do governo para criar incentivos. Outro que analisa as limitações da política econômica é economista Fernando Montero, especialista em contas públicas do Tullet Prebon. 


“O ajuste fiscal pós-2014 será difícil e ingrato, feito numa economia de baixo crescimento, pouca gordura nas despesas à disposição de cortes e com uma inflação empurrando juros e despesas financeiras para cima”, afirmou. 


Segundo Montero, o quadro fiscal neste e no próximo ano está severamente comprometido, o que diminui o ímpeto para novas medidas de apoio a setores específicos.
Enviado por Murillo de Aragão 27, junho, 2014 | 14:48

Combinaram com o TSE?

Enviado por Murillo de Aragão 29, junho, 2014 | 8:56

O bazar persa em que os partidos transformaram as coligações estaduais, a maioria na contramão dos apoios nacionais, está deixando alguns políticos tensos com o risco de a Justiça Eleitoral desautorizar o que alguns deles chamou de “bacanal eleitoral”. 


O colunista Merval Pereira, do Globo, levanta hoje o assunto com exemplos concretos. 


O mais óbvio: o PMDB deu seu tempo de propaganda de rádio e televisão para a Dilma Rousseff, mas nos estados coligou-se a diversos partidos. Aqui apoia o tucano Aécio Neves, ali sobe no palanque do socialista Eduardo Campos. Nesses casos, claro, a propaganda oficial do partido dedicada à presidência da República só pode ser feita a favor da candidata petista.


“Mas, e no tempo dedicado aos senadores e ao governador, como fica a situação de quem abriu dissidência nos estados?”, pergunta ele. Na Bahia, o candidato a governador da dissidência é Paulo Souto, do DEM, na chapa em que Geddel Vieira Lima, do PMDB, disputa o Senado. Essa chapa regional apoia Aécio, candidato do PSDB à presidência. Poderão fazer campanha para o tucano em seus tempos de televisão? A presunção é que sim, pois a verticalização (obrigatoriedade de se repetir em nível estadual o acordo celebrado nacionalmente) caiu há mais de oito anos.


No entanto, como estamos vivendo tempos de forte interferência da Justiça regulando os costumes políticos, é razoável temer um cartão vermelho do TSE. Como o prazo para oficialização das candidaturas termina na segunda-feira 30, se o tribunal interferir o cenário eleitoral ficará de pernas para o ar. Autêntico thriller!

Serra será candidato a deputado

BLOG do MURILO ARAGÃO

José Serra será candidato a deputado federal, segundo a Folha Online . Ele tomou a decisão depois dos problemas causados pelo convite feito a Gilberto Kassab (PSD) pelo governador Geraldo Alckmin para que o ex-prefeito ocupasse a vaga de senador pretendida por Serra. 

Líderes do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o candidato a presidente, senador Aécio Neves (MG), defenderam o nome do ex-governador e houve atrito na cúpula do partido. Kassab resolveu, então, apoiar o presidente licenciado da FIESP, Paulo Skaf, cuja chapa saiu fortalecida principalmente diante do derretimento da candidatura de Alexandre Padilha, do PT. 

Na segunda-feira Aécio deverá anunciar o nome do vice de sua chapa. O mais cotado é do senador Aloysio Nunes.

Brasil esteve a um travessão da morte nacional


Josias de Souza


Copa do Mundo no Brasil. Que esperar da seleção brasileira? No mínimo, o máximo. 



E o que se vê até aqui? Bem, o time vem jogando algo muito parecido com o futebol. Só que mais feio. E o país fica se perguntando: quando, afinal, aquela equipe que brilhou na Copa das Confederações vai entrar em campo?


A coisa anda estranha desde o começo. O triunfo magro sobre a Croácia. O placar virgem contra o México. O básico convertido em apoteose contra Camarões… Todos esses avisos reclamavam uma reação no primeiro jogo da fase em que só há duas alternativas: matar ou morrer.

Pois bem. Em vez de uma resposta, sobreveio o inaceitável. No primeiro tempo, um erro banal presenteou o Chile com o empate. No segundo, registrou-se no lado do campo reservado ao Brasil um apagão. As arquibancadas do Mineirão testemunharam cenas deploráveis. Os rivais chilenos, apenas razoáveis, ditaram o ritmo aos donos da casa. A apatia flertava com o suicídio.

Eis a verdade: existe uma caveira de burro enterrada no meio-campo do Brasil. Fernandinho, que seria a correção de Paulinho, teve desempenho fraquinho. Entrou Ramíres. E nada. De duas, uma: ou é maldição ou aquela sequência de chutões erráticos é o resultado da falta de jogador.

Em respeito aos fatos, é preciso reconhecer que havia 23 jogadores em campo. Seria uma injustiça não incluir o árbitro. Ele foi o principal marcador de Hulk. Deixou de marcar um pênalti cometido contra ele. 


E, não satisfeito, desmarcou-lhe um gol. Mas um selecionado que se preza não pode depender só da honestidade dos árbitros.


No intervalo que antecedeu a prorrogação, alguns jogadores, mãos postas, apelaram para Deus. Como se o Altíssimo se interessasse por futebol. Melhor excluí-lo do time. Poucas vezes houve uma seleção tão sem Deus quanto essa do Brasil. Prova-o o desperdício de dois pênaltis numa série de cinco.


Para quem esperava cultuar Neymar, deve ser exasperante perceber que o goleiro virou heroi da resistência. Diz-se que Júlio Cesar, autor de duas defesas redentoras, foi o grande nome do jogo. Erro. Houve outro personagem bem mais decisivo: o travessão! Foi o travessão quem impediu, a dois minutos do apito final, que um gol do chileno Pinilla decretasse a morte nacional. Não fosse pelo travessão, o Brasil teria saído do Mineirão de rabecão.


Vem aí a Colômbia. Seria um adversário banal. Mas virou um gigante insuspeitado. Depois deste sábado, alguns patrícios cultivarão um terror reverencial pelos colombianos. Até o dia do jogo, os brasileiros se encontrarão e, antes do ‘bom dia’, antes do ‘tudo bem?’, virá a pergunta: viste o James Rodriguez? Shhhhh…, fala baixo. Não assusta as crianças!

"o problema do Japão é que eles só pensam educação e saúde. Se investissem também em futebol ainda estariam na Copa".

Jaspion


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Sobre a eliminação do Japão ainda na fase a inicial: "o problema do Japão é que eles só pensam educação e saúde. Se investissem também em futebol ainda estariam na Copa". 

Difícil acreditar que tais palavras tenham sido pronunciadas por um ex-chefe de estado que teve oito anos para melhorar, não conseguindo, a constrangedora classificação do Brasil nas avaliações internacionais de educação e  diminuir o sofrimento do povo, ao precisar ser atendido pela sua macabra rede pública de saúde, qualificada em certo discurso seu, durante um dos mandatos, como sendo tão boa que iria recomendar a implantação de sistema semelhante ao Presidente Barack Obama, visando à sua aplicação nos EUA, embora, no momento que ele próprio precisou de cuidados médicos, preferiu recorrer ao Sírio Libanês. 

Sua manifestação, ao referir-se ao Japão eliminado da copa, pode ser interpretada por uma, entre outras, das seguintes formas: ou o ubíquo ex-presidente Lula  exibiu uma falta de lucidez que a sociedade nem sabia que poderia possuir, ou estava estava sob o efeito de algum medicamento que deve usar em decorrência de sua recente enfermidade ou, pior ainda, considera o povo brasileiro que o elegeu, um conjunto de cidadãos sem visão e facilmente iludível que não necessitam, para manter seu partido no poder, de investimento em educação nem em saúde e sim em copa do mundo. 

Todas  as alternativas são altamente preocupantes e evidenciam o tipo de pessoa que ficou à frente dos destinos do país por oito anos e ainda construiu e fincou um poste que o está colocando à deriva. 

O pior é que mais adiante, na mesma ocasião que pronunciou a infeliz sentença, acrescentou que o Japão poderia ter evitado essa vergonha, a eliminação precoce, citando como uma das maiores conquistas tecnológicas do grande país, o herói fictício Jaspion. 

Aí fica mais difícil qualquer análise. 

O que fez povo brasileiro para cair nessa armadilha eleitoral, para merecer tudo isso?

Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Só não ver quem não quer...



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Assustada com o desempenho da Seleção Brasileira nessa Copa do Mundo, a petralhada que tem um pouco mais de capacidade de previsão quanto ao resultado final já começou a lançar suas teses sobre as relações entre futebol e política. De uma maneira geral, criticam todos aqueles que torcem contra o Brasil na competição. Alguns, mais afoitos, afirmam inclusive que “um verdadeiro brasileiro” não tem o direito de torcer contra o próprio país”. É uma nova edição do antigo “Brasil: ameo-o ou deixe-o” dos anos 70.

O que não fica claro para os menos acostumados com o modo de agir do PT é que esse tipo de gente pensa da seguinte maneira: “Se o Brasil vencer a Copa, foi uma conquista do Governo Lula e uma lição para quem torcia contra o PT e a Seleção. Se o Brasil não vencer; foi uma fatalidade - "política é uma coisa, futebol; outra". Se não fosse verdade isso que eu acabei de escrever, Lula não teria derramado suas lágrimas de crocodilo quando soube que o país sediaria a Copa de 2014.

Afirmar que não existe relação entre política e qualquer grande evento desportivo é uma asneira que não merece sequer refutação. Quem diz isso agora no Brasil são aqueles que, com medo de que o time seja desclassificado, querem da Copa do Mundo somente os bônus mas jamais as consequências negativas.

Não vale à pena fazer um apanhado histórico das relações entre esporte e política. Lembrar que guerras eram paradas para que Olimpíadas fossem disputadas ou que ditadores buscaram em vitórias esportivas a confirmação da superioridade de raças já foi descrito antes. Tudo isso o PT conhece e sabe explorar perfeitamente.

As grandes competições esportivas do século XX praticamente nasceram sob encomenda dos países gigantescos e das doutrinas totalitárias: não poderia ser diferente aqui e se eu não tivesse mais nenhum argumento capaz de estreitar ainda mais as relações entre o resultado da Copa e as eleições de outubro, eu diria que quando um dia se escrever a história do país em 2014 há que se afirmar sem medo de errar que, pelo menos economicamente, ela teria sido outra não fosse a vinda dessa competição para o Brasil.

Numa ratoeira caem portanto aqueles que, defendendo fanaticamente as relações entre política e economia, querem agora afirmar a independência das eleições de outubro com relação ao nosso desempenho dentro de campo.

Conhecimentos sobre futebol à parte, peço a todos aqueles que escutarem apelos para torcer para essa seleção que não se sintam constrangidos em dizer não ..que não se sintam menos brasileiros nem tenham aquela mesma sensação dos que, afirmando que anularão seu voto, precisam escutar do interlocutor que depois não podem reclamar. Ninguém tem obrigação de votar em ninguém para depois poder exigir seus direitos e nenhum de nós deve aceitar ser apresentado como traidor da pátria por torcer contra uma seleção de mercenários que serve politicamente a um partido associado aos narcotraficantes.

O Brasil não pertence nem aos petistas e nem aos torcedores da seleção de futebol. Eles não são proprietários da nação, não representam a sua totalidade, nem portam sozinhos a verdade sobre a situação do país. Se pensam que são pastores, que procurem o rebanho adequado para segui-los em outros campos que não sejam aqueles das arenas superfaturadas, das licitações de última hora e de todo dinheiro desviado da saúde, educação e segurança que esse partido de bandidos que se dizem trabalhadores roubou da nação.

Rezo todos os dias para que essa seleção seja desclassificada. Nunca em toda minha torci contra a seleção brasileira, mas prefiro torcer contra ela do que torcer contra o país e Deus me livre de precisar das palavras de algum vagabundo petista para me ensinar o que é respeito e amor à pátria onde nasci. Quem hoje me pede para gritar pelo Brasil trouxe aqui os cubanos que humilharam minha profissão perante o mundo, trata policiais como bandidos e emprestou para reforma do porto de Havana dinheiro que poderia construir hospitais, escolas e presídios aqui mesmo.

Política e futebol “tem tudo a ver” um com o outro, sim...Só não vê quem não quer...


Milton Simon Pires é Médico.

Seleção não é Pátria de Chuteiras



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Guilherme C. Ribeiro

Recuso-me terminantemente a aceitar a ideia de que "a seleção é a pátria de chuteiras", como queriam Nélson Rodrigues e e seu pai Mário Filho.  Acima de tudo, a Copa é congraçamento.  Futebol é esporte.  Eu só entendo esporte na concepção do barão de Coubertin que levou à criação dos Jogos Olímpicos: educação e autosuperação.

Além do mais, não sou brasileiro apenas quadrienalmente e, mesmo assim, até a primeira derrota da seleção...

Para mim, que vença o melhor, o mais capaz, o mais educado, o que possa servir de exemplo pelo fair play e pelo comportamento civilizado ao resto do mundo.  Abomino a catimba, a falta de respeito, a deslealdade e tudo aquilo que permite vencer sem mérito. Quem venceu sem mérito não venceu.  Simplesmente enganou.  Não é campeão, mas usurpador.



Há ainda o fator sorte ou acaso, que às vezes não deixa que aquele que merece vença.  A Copa de 1974, quando a Alemanha venceu a Holanda, frustrou os que amam o esporte pelo esporte.  Mas a vitória alemã não foi imerecida.  Há méritos na constância.

Quem viu as Copas de 1958 e a de 1970 viu o atleta brasileiro em seu ápice.  A rigor, por tudo que significaram, essas duas Copas me bastariam.  O resto, a não ser pela de 1962, é supérfluo, sem o brilho, a espontaneidade, a alegria das posteriores.

A Colômbia tem minha simpatia.  A Holanda, também.  Principalmente pela alegria.  Não pelo espetáculo, indubitavelmente bonito, mas porque demonstra o esporte pelo esporte, espontâneo, leal, entusiasmado.  Esse, sim, é o futebol!

Que venha a Colômbia.  A não ser que o Brasil mereça a vitória.


João Guilherme C. Ribeiro é Empreendedor Cultural.