sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Operação Lava Jato Empresas ‘doaram’ R$ 189 milhões ao PT em 2014



PT recebeu tudo isso em ‘doações’ de empresas. Suspeita-se de propina
Publicado: 5 de dezembro de 2014 às 0:20 - Atualizado às 0:42

(Foto: Dida Sampaio/AE)
(Foto: Dida Sampaio/AE)

A revelação de executivos presos na Operação Lava Jato, de que parte do dinheiro roubado da Petrobras chegou ao PT e a petistas por meio de “doações oficiais” para campanha eleitoral, lançou luz sobre um intrigante mistério: o impressionante volume de “doações de pessoas jurídicas” ao PT. Só em 2014, o PT recebeu R$ 189 milhões. Em 2013, ano que não houve eleição, foram R$ 79,7 milhões em “doações”.

A receita oficial de “doações” de empresas ao PT não inclui, claro, o fundo partidário. Só em 2013 foram R$ 58,3 milhões (públicos).

A rica campanha de reeleição de Dilma Rousseff (PT) recebeu um total de R$ 350 milhões em “doações”. Desinteressadas, certamente. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

Tiririca é um dos que votaram sozinhos contra a própria bancada


  04/12/2014 23h22


Cinco partidos tiveram deputados que contrariaram pedido da sigla.
Votação de projeto que derruba meta fiscal se estendeu por 18 horas.


Felipe Néri Do G1, em Brasília
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Congresso aprova texto-base da nova meta fiscal após mais de 18 horas de discussão - GNews (Foto: Reprodução/GloboNews)Sessão do Congresso que aprovou, após mais de 17 horas de discussão, aprovou o texto-base da nova meta fiscal 
 
 
O deputado Tiririca (PR-SP) foi um dos parlamentares que, na sessão do Congresso Nacional  que se prolongou até a madrugada desta quinta-feira (4), votou contra a própria bancada na análise do projeto de lei que altera a meta fiscal de 2014. Além do PR, também houve parlamentares com votos “solitários” no PDT, DEM, PROS e PSB.


Depois de mais de 17 horas de sessão, o texto-base da proposta - considerada prioritária pelo governo, mas muito criticada pela oposição - foi aprovado por volta das 3h45 desta quinta. Mas os governistas não conseguiram concluir a votação porque faltou quórum para a apreciação do último dos quatro destaques apresentados (propostas de alteração do texto principal). A votação desse trecho ficou para uma nova sessão, convocada para a próxima terça-feira (9).


O partido de Tiririca compõe a base do governo, tendo, inclusive o comando do Ministério dos Transportes, hoje chefiado por Paulo Sérgio Passos. Dos 31 representantes do partido na Câmara, 22 participaram da votação nesta madrugada e 21 apresentaram voto favorável ao texto enviado pelo Executivo. Tiririca, deputado mais votado do país em números absolutos nas eleições de 2010, foi a exceção.

Quem também deixou de seguir a própria bancada foi José Antônio Reguffe (PDT-DF), deputado mais votado proporcionalmente na eleições de 2010. Apesar de a liderança do PDT ter pedido aos correligionários da Câmara que votassem pela aprovação da proposta, o parlamentar apresentou voto contrário. Dos 18 membros da sigla na Casa, 15 compareceram à votação e 14 votaram a favor do texto.


Membro da base aliada do governo, outro parlamentar que votou sozinho em sua bancada e tentou evitar a aprovação do projeto que derruba a meta fiscal foi Miro Teixeira (PROS-RJ). O parlamentar, que fez carreira no PDT, chegou a ser ministro das Comunicações no governo de Lula e foi filiado ao PT, contrariou a sua bancada ao apresentar o único voto “não” de um total de 12 integrantes do PDT que foram  encaminhados para votar “sim”.

No caso do DEM e PSB a situação foi inversa.  As duas siglas eram contra aprovação da proposta do governo. No entanto, dos 11 integrantes da bancada do DEM que participaram da sessão, somente o deputado Mendonça Prado (SE) foi favorável ao texto. No PSB, que teve cinco deputados votando na sessão, Glauber Braga (RJ) foi o único a votar para que a proposta fosse aprovada.

Votos contrários em partidos aliados
Além de votos isolados tanto de deputados aliados quanto da oposição, a sessão foi marcada pela dissidência de parlamentares de alguns dos principais partidos da base. Dentre os partidos governistas, PP, PSD e PMDB são os que tiveram maior número de deputados que votaram contra o projeto.

Embora o texto-base tenha sido aprovado com folga – 240 votos a favor e 60 contra entre os deputados e 39 a 1 entre os senadores – o mapa da votação mostrou que 27 deputados filiados a legendas aliadas ao governo registraram voto contrário ao projeto.

Dos 71 deputados do PMDB – segunda maior bancada da Câmara e principal partido aliado do governo –, somente 40 registraram presença. Dos votantes, 36 se manifestaram a favor do projeto e quatro contra.

Dos 40 da bancada do PP, compareceram para votar 26, dos quais 17 votaram com o governo, sete contra e dois se disseram em obstrução. No PSD, dos 45 deputados, votaram 27 (21 a favor do projeto e seis contra).

Bolsa opera no vermelho após rebaixamento da Petrobras

Correio Braziliense



04/12/2014 11:55

 

O principal índice da Bosla de Valores de São Paulo (BMF&Bovespa) operou no vermelho ao longo de boa parte da manhã desta quinta-feira (4/12), bastante influenciado pela queda das ações da Petrobras.

A agência de classificação de risco Moody's voltou a rebaixar na noite desta quarta-feira (3/12) a nota de crédito individual da estatal.

Essa classificação reflete o comportamento do crédito individual da empresa, que saiu do patamar baa3 para ba1.

De acordo com a Moody´s, o que levou ao rebaixamento foi "a fragilidade da governança corporativa da petroleira".

A Petrobras está sendo investigada por protagonizar um enorme esquema de corrupção e, segundo a agência, não demonstra capacidade de evitar prejuízo aos investidores.

A nota global da empresa foi mantida em baa2, com perspectiva negativa.

Alunos e professores de escola em Taguatinga protestam contra construtora

 Área nos fundos da instituição, que dá aulas de Libras e Português, estaria ocupada por materiais de construção da empresa


04/12/2014 10:20 Correio Braziliense

A escola bilíngue tem 300 alunos. A maioria é surda, tem dificuldades na fala, mas os manifestantes conseguiram chamar a atenção da população com apitos, instrumentos musicais e faixas (Breno Fortes/CB/DA Press)
A escola bilíngue tem 300 alunos. A maioria é surda, tem dificuldades na fala, mas os manifestantes conseguiram chamar a atenção da população com apitos, instrumentos musicais e faixas


Um protesto reuniu cerca de 200 alunos e professores da única escola bilíngue Libras e Português do Distrito Federal, que fica em Taguatinga. Eles exigem a desocupação de uma área nos fundos da escola, que foi ocupada por uma construtora e vem sendo utilizada como uma espécie de depósito de materiais de construção. De acordo com a diretora Maristela Batista de Oliveira, há mais de um ano quando a escola foi inaugurada foi feita uma solicitação à Secretaria de Educação e à Administração Regional de Taguatinga para a construção de uma quadra poliesportiva e um auditório. "O espaço é de extrema importância e já estamos pleiteando há mais de um ano. Em junho deste ano, fomos surpreendidos com a ocupação feita pela construtora", denunciou.

A empresa AMB Maia fechou a área com tapumes e é possível ver sacos de cimento e canos de PVC guardados. O responsável pela construtora não quis se identificar e se apresentou como sargento do Corpo de Bombeiros do DF, esclarecendo que está "pedindo baixa" da corporação. Ele disse que tem uma autorização para tocar a obra. A diretora da escola, no entanto, argumenta que o documento emitido pela Administração Regional se refere à obra de um prédio de três andares que está sendo erguido pela AMB Maia, nas proximidades da QNH 1, área especial 1/3 em Taguatinga Norte.

Leia mais notícias em Cidades

A escola bilíngue tem 300 alunos. A maioria é surda, tem dificuldades na fala, mas os manifestantes conseguiram chamar a atenção da população com apitos, instrumentos musicais e faixas onde pedem a desocupação do terreno. As aulas também são frequentadas por filhos de pais surdos e pessoas que convivem com pessoas que têm perda total ou parcial da audição. 
 
 
O objetivo da manifestação é chamar a atenção dos órgãos da administração pública como a Agefis, Administração Regional e Secretaria de Educação para a importância das obras para a melhoria da escola.

Operação Lava-Jato: suborno tirava metade do lucro das empreiteiras

Em delação premiada, o executivo Augusto Mendonça afirma que os 3% da propina eram "duramente" discutidos pelas construtoras


Publicação: 05/12/2014 06:07 

Delator informou à PF que Duque negociou R$ 60 milhões em propina (Márcia Foletto/Agência O Globo - 14/11/14)
Delator informou à PF que Duque negociou R$ 60 milhões em propina  

O executivo da Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, que confessou ter negociado até R$ 60 milhões em propinas ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, afirmou que os subornos podiam representar até metade do lucro das construtoras. Segundo ele e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, as comissões eram de até 3% do valor dos contratos do cartel. O dinheiro abastecia os cofres do PT, do PMDB e do PP.

De acordo com Mendonça, as propinas eram relevantes para as fornecedoras da Petrobras e, por isso, eram “duramente discutidas”. O executivo explicou que as empreiteiras lucravam de 5% a 10% do valor bruto do contrato. Dependendo da margem, o pagamento de suborno significava perda de metade da lucratividade, conforme depoimento prestado pelo executivo em 29 de outubro ao delegado Felipe Hayashi, em um dos inquéritos da Operação Lava-Jato.

Mendonça afirmou ainda que uma de suas empresas, a Energex Group, fez um contrato simulado de prestação de serviços para o consórcio formado pela Toyo para obras na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, no Paraná. Foram R$ 3 milhões. “O valor foi pago a título de propina no exterior, na mesma conta indicada pela diretoria de Renato Duque”, disse.

O delator também informou que, juntos, Duque e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa receberam cerca de R$ 30 milhões em subornos por obras na Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo. Conforme Mendonça, a maior parte do dinheiro foi paga em espécie após a contratação simulada de empresas. A documentação desses contratos estaria com a Mendes Júnior, que atou em consórcio com a Toyo.

Governos estão passivos quanto ao impacto da pecuária nas alterações climáticas




Apesar de o setor de carnes e produtos lácteos ser um dos principais emissores de gases de efeito estufa, os governos pouco fazem para limitar o seu impacto, diz estudo divulgado hoje (4).

pecuária

“O setor da pecuária é responsável por quase 15% das emissões mundiais – quase tanto quanto é produzido por todas as viaturas, caminhões, aviões, comboios e barcos do mundo – e a ausência de estratégias internacionais ou nacionais para reduzir as suas emissões é notável”, considerou Rob Bailey, um dos autores do documento divulgado pelo Centro de Reflexão Chatham House.


“Governos e grupos de ação parecem acreditar que procurar reduzir o consumo de produtos da pecuária é, no melhor cenário, um desafio muito complexo, ou, no pior, pode suscitar reações negativas” entre os consumidores, concluíram os pesquisadores.


Uma das consequências dessa ausência de ação governamental é a falta de tomada de consciência do público quanto ao impacto do setor pecuário nas alterações climáticas.


Uma sondagem online feita em 12 países, incluindo o Brasil, a China, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido, com um mínimo de mil participantes em cada, mostrou que apenas 12% das pessoas ouvidas identificaram a carne e os produtos lácteos como uma das principais causas do aquecimento global – 64% apontaram os transportes.


A publicação do estudo ocorre quando milhares de peritos estão reunidos em Lima, no Peru, para trabalhar na proposta de acordo multilateral a ser assinado no fim de 2015 em Paris.


A comunidade internacional fixou o objetivo de conter o aquecimento do planeta em 2 graus Celsius (2ºC) em relação à era pré-industrial. Além desse patamar, os cientistas preveem impactos irreversíveis e dramáticos em muitas regiões.
No ritmo atual, o planeta evolui para um aumento da temperatura de cerca de 4ºC até o fim do século.


O estudo está disponível no site do Chatham House .


Da Agência Lusa / ABr


Publicado no Portal EcoDebate, 04/12/2014

Brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxico por ano, alertam ambientalistas



 

agrotóxicos

O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, cabendo a cada brasileiro o consumo médio de 5,2 litros de veneno agrícola por ano. O dado foi divulgado hoje (3) por ambientalistas, quando é celebrado o Dia Internacional da Luta contra os Agrotóxicos.


A data lembra a tragédia ocorrida há 30 anos, na cidade de Bhopal, na Índia, quando uma fábrica da Union Carbide, atual Dow Chemical, explodiu, liberando toneladas de veneno no ar, matando nas primeiras horas 2 mil pessoas e vitimando de forma fatal outras milhares nos dias seguintes.



A data foi lembrada em diversas cidades brasileiras.


No Rio de Janeiro foi organizado um protesto, na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores. O integrante da coordenação nacional da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida Alan Tygel criticou o modelo agrícola brasileiro, dirigido à exportação e altamente dependente de agrotóxicos.


“Nós, aqui no Brasil, estamos desde 2008 na liderança como os maiores consumidores de agrotóxicos no mundo. Isso por conta do modelo adotado pelo país, do agronegócio. O Brasil se coloca no cenário mundial como exportador de matérias primas básicas, sem nenhum valor agregado, como é o caso da soja, do milho e da cana. São produtos que ocupam a maior parte da área agricultável brasileira, à medida em que a superfície para alimentos básicos vem diminuindo”, destacou o ativista.


Segundo ele, o país é campeão no uso de agrotóxicos, com consumo per capita de 5,2 litros por habitante ao ano. “Mas isso não é dividido de forma igual. Se pegarmos municípios do Mato Grosso, por exemplo, como Lucas do Rio Verde, lá se consome 120 litros de agrotóxicos por habitante”, alertou Tygel.


Os ambientalistas querem o fim da pulverização aérea – medida já praticamente banida em toda Europa -, o fim da comercialização de princípios ativos proibidos em outros países e o fim da isenção fiscal para os agrotóxicos.


“Uma das nossas bandeiras é o fim da pulverização aérea, pois uma pequena parte do agrotóxico cai na planta, e a grande parte cai no solo, na água e nas comunidades que moram no entorno. Temos populações indígenas pulverizadas por agrotóxicos, que desenvolveram uma série de doenças, desde coceiras e tonteiras até câncer e depressão, levando ao suicídio e à má formação fetal”, enfatizou Tygel.


Além disso, ressaltou que o meio ambiente é fortemente impactado, com extinção em massa de diversas espécies de insetos, como abelhas, repercutindo na baixa polinização das plantas e na produção de mel.


Também as águas são contaminadas com moléculas absorvidas pelos animais e pelo ser humano, levando a uma série de doenças, que muitas vezes são passadas das mães para os filhos. Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas na página www.contraosagrotoxicos.org.


Por Vladimir Platonow, da Agência Brasil.


Publicado no Portal EcoDebate, 04/12/2014

Quadrilhas de madeireiros ilegais na fronteira, matam e ameaçam nativos para que abandonem suas terras.

denúncia

Líderes indígenas brasileiros e esposas de ashaninkas peruanos assassinados em setembro denunciaram nesta quarta-feira a presença de quadrilhas de madeireiros ilegais na fronteira, que matam e ameaçam nativos para que abandonem suas terras. Matéria da AFP, no Yahoo Notícias.


“São máfias presentes no lado peruano – totalmente desprotegido – que estão matando líderes como os quatro da comunidade ashaninka peruana de Saweto”, disse em coletiva de imprensa Francisco Piyako, líder da comunidade ashaninka brasileira de Apiwtxa, localizada no Acre, na fronteira entre Brasil e Peru.


Piyako reforçou que sua comunidade se solidariza com as viúvas em seu apelo ao governo para que se investigue a morte de seus maridos e para que lhes sejam entregues os títulos de suas terras.


O assassinato dos líderes peruanos de Saweto, localizada nas cabeceiras do Rio Tamaya, ocorreram no dia 1º de setembro e seus corpos foram encontrados em lugares diferentes. Dois deles continuam desaparecidos, apesar da morte dos quatro ter sido confirmada pelas autoridades.


Os ashaninkas protegiam os recursos naturais das máfias de madeireiros ilegais instaladas na zona fronteiriça entre Brasil e Peru.


“Nós somos irmãos, não existe fronteira. Estamos preocupados com a situação da comunidade de Saweto, que não recebe ajuda do governo e de mais ninguém”, disse Piyako.


Isaac Piyako, outro líder de Apiwtxa, disse que a forma como os indígenas têm de enfrentar essas máfias é obtendo a titulação das terras, como aconteceu no Brasil quando, em 1992, deram-lhes os documentos e desde então receberam proteção do Estado.


Ergilia Engrifo, esposa do líder assassinado Jorge Ríos, disse que, depois da morte de seus familiares, receberam “apenas promessas”.


“A presidenta do Conselho de Ministros, Ana Jara, disse-lhes que em dez dias entregaria a titulação de suas terras e os culpados pelas mortes”, contou. Isso “nunca aconteceu. Estamos há semanas em Lima exigindo justiça e ajuda para nosso povo, mas o governo não nos recebe”.


Também a acompanhavam Julia Pérez, esposa do líder indígena Edwin Chota, Adelina Vargas, esposa de Francisco Pinedo e Lita roja, de Leoncio Quincima.


Os extratores ilegais, muitos de nacionalidade peruana e brasileira, entram nas áreas peruanas sob domínio indígena para extrair madeira, desenvolvendo suas atividades mediante ameaças às comunidades, disse o americano David Salisbury, antropólogo e geólogo que trabalha com as comunidades da Amazônia.


“A situação se agrava por falta de titulação das terras. No lado brasileiro não há problema porque os Apiwtxa têm títulos, meios de comunicação, postos de saúde, policial e militar, internet e escolas”, disse.


A coletiva de imprensa foi organizada pela Rainforest Foundation US em um marco da Conferência das Partes (COP20) das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontece em Lima e reúne representantes de 195 países.


Publicado no Portal EcoDebate, 04/12/2014

FAZER O BEM Ser generoso

PLANETA SUSTENTAVEL

Pessoas genuinamente generosas fazem bem ao planeta, pois têm a consciência holística, de que tudo está ligado a tudo, de que esse sentimento de separação não passa de ilusão de óptica, e que todas nossas ações repercutem no mundo, nas pessoas e em nós mesmos. Pessoas generosas são altamente necessárias ao equilíbrio da Natureza e da humanidade

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Planeta Sustentável - 28/11/2014


Sou professor há bastante tempo e posso dizer: educação tem sim a ver com conhecimento, mas vai muito além. Tem a ver com pensamento crítico, autonomia, percepções, causalidades, comportamento e, principalmente, tem a ver com valores humanos. Infelizmente, as escolas e os professores acabam se focando tanto no conhecimento, pois ele é imenso e não para de crescer, que às vezes não têm tempo para explorar melhor os atributos humanos que formam os principais alicerces da civilização. Estou falando de valores como o respeito, o cuidado, a ética, a integridade, a responsabilidade, a solidariedade e a generosidade.

Sobre esta última, que fazer uma reflexão aqui. A generosidade é um atributo especial, que provoca um imenso impacto positivo nas relações humanas, que faz as pessoas não perderem a fé na humanidade, que tira as relações entre os viventes do patamar do mero utilitarismo e as coloca no nível da grandeza.

Acho que é importante falar sobre isso. É que o Homem, por ter percepção do tempo, preocupa-se com o futuro e insiste em acumular. Estoca comida, guarda coisas, economiza dinheiro, sonega até afeto, como se este fosse fazer falta mais tarde. Prevenir o amanhã está certo, mas depende do grau, pois haverá um momento em que a virtude da previsão começa a transformar-se no pecado da avareza. O instinto físico da sobrevivência precisa ser equilibrado com o instinto maior da generosidade, pois este vai além do individual, abrange o coletivo, e potencializa ainda mais a sobrevivência, e não apenas do corpo, mas também da alma.

Mas sempre é bom lembrar que o generoso não é o bonzinho, o que faz tudo o que os outros pedem, o que faz por outra pessoa o que ela mesma poderia fazer. Isso não é bom. A virtude está na disponibilidade genuína, na colaboração espontânea, no compartilhamento sincero, que não transforma o outro em um menor, e sim em um igual. A generosidade não pode agredir a dignidade, e sim enaltece-la.

Outra maneira de ver o assunto é a seguinte: se você não quer ser generoso por generosidade, seja generoso por egoísmo. Acontece que as pessoas generosas acabam por ser mais admiradas, respeitadas, queridas, e angariam a boa vontade dos outros. Isso faz bem para qualquer um. Doar abre espaço para receber. Pode parecer egoísmo, mas há um lado de altruísmo aí, pois depois haverá mais o que doar.

Pessoas genuinamente generosas fazem bem ao planeta, pois têm a consciência holística, de que tudo está ligado a tudo, de que esse sentimento de separação não passa de ilusão de ótica, e que todas nossas ações repercutem no mundo, nas pessoas e em nós mesmos. Pessoas generosas são altamente necessárias ao equilíbrio da natureza e da humanidade. As pessoas generosas seguram o pau da barraca da humanidade, que abriga inclusive aquelas que tentam atear fogo na lona.
Eugenio Mussak

Corrupção: Deputados do PP falam de propina no partido no caso Petrobras

3:30:09


Bolsonaro reconheceu que partido está envolvido nas denúncias. Heinze atacou o esquema

Dois deputados do PP - legenda apontada como beneficiária do esquema de corrupção na Petrobras - subiram à tribuna da Câmara na tarde desta quarta para discursar sobre o caso. Jair Bolsonaro (RJ), em rota de colisão com seu partido, disse que a legenda a qual pertence, desde sua fundação, é notícia tanto nas páginas políticas como na editoria de polícia. O parlamentar reconhece que o PP está envolvido no esquema...

— Na imprensa, o PP está nas páginas políticas e nas policiais. Ninguém procura fazer uma reunião para discutir qualquer coisa. O Alberto Youssef (doleiro e um dos responsáveis por pagamento de propina) declarou que no PP só sobram dois. É o preço que meu partido está pagando por apoiar sobejamente um governo corrupto e imoral — disse Bolsonaro, se referindo ao governo do PT.

Luiz Carlos Heinze (PP-RS) preservou o partido, mas atacou o esquema de desvio de dinheiro na estatal. Lembrou que em países como China e Japão algumas pessoas flagradas em atos de corrupção se suicidam.

— O deputado Shokei Arai, de Tóquio, enforcou-se. O que houve com ele? Um roubo de 250 mil dólares. A Ministra de Economia do Japão, Yuko Obuchi, por 16 milhões de ienes, cerca de 600 mil reais, pediu demissão do Ministério em que estava. Um parlamentar chinês, por poucos hectares de terra, também pediu demissão - disse Heinze, que comparou esses casos às atuais denúncias no Brasil.

— Aqui no Brasil, um gerente da Petrobras se apresenta numa delação e diz que vai devolver 98 milhões de dólares, e parece que está tudo bem.

Para ele, correto é o comportamentos dos chineses e japoneses.

— É hora de colocarmos a mão na consciência e fazermos alguma coisa. Em qualquer país, gente séria faz o que a China e o Japão fizeram. Aqui no Brasil, parece que é normal.

Heinze citou como exemplo um parlamentar do próprio partido, o ex-governador paulista Paulo Maluf. Disse na tribuna:

— Eu ouvi muitos dizerem que Paulo Maluf era o maior ladrão da paróquia... — disse, tendo seu microfone desligado porque seu tempo de discurso estava esgotado.

O GLOBO procurou Heinze para que ele complementasse a frase. Ele disse:

— O que queria dizer é que todo mundo do PT criticava o Maluf, que teria que devolver um milhão de dólares. Só o escândalo em Pasadena (refinaria comprada pela Petrobras num negócio polêmico) foi de um bilhão. Mil vezes mais que Maluf. Isso sem falar no resto, na Abreu e Lima, nos portos, aeroportos, nos estádios de futebol, por aí afora — disse Heinze.
 
 
Fonte: O Globo, por Evandro Éboli. Foto: GABRIELA KOROSSY / Agência Câmara - 12/11/2014 - 04/12/2014 - - 23:30:09

19 governadores: Empreiteiras doaram R$ 39 milhões


BLOG do SOMBRA

As doações foram feitas pelas UTC, Odebrecht, Queiroz Galvão, Engevix, OAS, Galvão Engenharia e Camargo Corrêa, com suas subsidiárias

Sete das nove empresas investigadas na Operação Lava Jato repassaram ao menos R$ 38,9 milhões às campanhas de 19 governadores eleitos e reeleitos.

Tais doações, no caso das campanhas dos governadores eleitos Rui Costa (PT-BA) e Renan Filho (PMDB-AL), constituem quase 30% do total obtido pelos candidatos.

Essas mesmas empreiteiras doaram R$ 72,5 milhões para as campanhas presidenciais de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Somadas essas doações, a cifra atinge R$ 111,4 milhões.

Rui Costa (PT) foi o campeão em recebimento das empreiteiras investigadas: R$ 9,4 milhões (29,2% da sua receita total). Depois dele aparece o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com R$ 6,99 milhões (17% da receita total). ...

O governador eleito de Alagoas, que é filho do senador Renan Calheiros, ficou com R$ 4,9 milhões (29,2%). As doações tiveram peso importante nas campanhas de Paulo Câmara (PSB-PE) –representaram 20,5% do total–, Paulo Hartung (PMDB-ES) e Flávio Dino (PC do B-MA) –17% da receita de cada um.

A OAS doou para 13 governadores eleitos (R$ 16,6 milhões). A Odebrecht fez repasses para nove (R$ 5,5 milhões); Queiroz Galvão doou para sete (R$ 8,99 milhões), e UTC, para quatro (R$ 7 milhões). Engevix (R$ 88 mil), Galvão (R$ 200 mil) e Camargo Corrêa (R$ 457 mil) doaram para um eleito cada uma.

Os R$ 38,9 milhões são os valores que aparecem nas prestações de contas dos eleitos. O total pode ser maior, pois há repasses feitos pelos comitês das siglas que não indicam os doadores originais.


Fonte: Portal UOL - Coluna Poder, por Paulo Peixoto. Arte. Folhapress - 
04/12/2014 - - 07:39:54

Enfraquecido, farto, desapontado, o povo brasileiro adormece entorpecido

Opinião: De caso em caso


Episódios de mau uso do dinheiro público andam na Justiça mas precisam finalizar com a devolução integral aos cofres do governo. ...

A punição não deve ser focada na figura pública sendo massacrada com holofotes e microfones. Mais medo desperta ter que devolver o que foi surrupiado do bem público.


Ações de improbidade protocoladas com ações cautelares de indisponibilidade dos bens é um bom começo. Difícil é o mês onde a Polícia Federal descanse sem que apareça mais uma operação cheia de surpresas.


Pagamento de propinas, filmagens secretas, gravações e até buscas e participação internacional em investigações.



Pessoas que receberam a confiança do povo para representá-lo, empresários respeitados, até mulheres da sociedade se viram surpreendidas e expostas à opinião pública.


Quantos casos mais as instituições respeitadas no Brasil vão esperar acontecer para se posicionar?


A oposição que se comprometeu em ser ferrenha brada com uma voz inaudível.



Movimentos populares são presos em computadores porque as táticas de guerrilha se infiltram no meio do povo insatisfeito fazendo parecer baderna.


Fatos fartamente documentados ainda tropeçam em firulas nos meandros das cortes de justiça.


É sabido que justiça tardia, não é justiça. O fato adquire feições mais impressionante quando se observa a impunidade. Além de não devolver o dinheiro, gozam da mesma liberdade dos justos.


Enfraquecido, farto, desapontado, o povo brasileiro adormece entorpecido.


Enquanto preenche o imposto de renda assiste o suor diário servir a toda espécie de crime institucionalizado. Políticos de outros tempos saiam ostentando a posição com orgulho.

Hoje os carros blindados com vidros escuros são as primeiras providências de proteção. A morosidade da justiça , aliada ao poder econômico dos réus que são defendidos por bancas renomadas, explicam parte da demora no desfecho dos processos.


A outra parte que explica a não punição dos acusados pode ser encontrada no nevoeiro do tempo ,que tem o dom de trazer o esquecimento embaçando a memória, cobrindo todos com o manto do perdão.


Fonte: Blog do Ari Cunha - 05/12/2014 - - 00:08:22

NYT afiado ‘Juros do Brasil fazem agiota americano sentir vergonha’



Sucesso das lojas de penhores é sinal de que a orgia de endividamento dos
consumidores do País está chegando ao limite, diz NYT
Publicado: 4 de dezembro de 2014 às 18:06

O jornal norte-americano New York Times publicou uma matéria nesta quinta-feira, 4, em que afirma que “os juros praticados no Brasil fariam um agiota americano sentir vergonha”. O periódico ressaltou ainda que “os cartões de crédito cobram mais de 240% ao ano. Empréstimos bancários ultrapassam os 100%”. E, segundo o jornal, “para um número cada vez maior de consumidores que precisam de dinheiro, a loja de penhores é a melhor opção.
Penhora joias EBC
NYT afirma que o crescente sucesso de penhora é sinal de que a orgia de endividamento pode estar chegando ao limite (Foto: EBC)


Ao citar diversos casos de brasileiros que tiveram que recorrer a penhora, O NYT afirmou que “o crescente sucesso das lojas de penhores é o mais recente sinal de que a orgia de endividamento dos consumidores do país pode estar chegando ao limite”. O jornalista Dan Horch avaliou também que “o inchaço da classe média brasileira – e dos seus hábitos de consumo – ajudou a alimentar a economia em geral durante anos. Mas o crescimento está desacelerando, e os consumidores lutam para pagar suas contas”.


Para ele, o resultado da “economia enfraquecida foi um ponto inflamável na recente eleição, vencida por pequena margem pela atual presidente Dilma Rousseff no segundo turno”. E lembrou que “o banco central elevou os juros novamente, na tentativa de combater a inflação, pode pesar no crescimento e complicar ainda mais o panorama do endividamento do consumidor”.


“Embora ainda representem uma parcela relativamente pequena do setor de crédito, as lojas de penhores têm prosperado, mesmo num momento em que outros tipos de empréstimo parecem pouco atrativos. Alguns brasileiros, mesmo aqueles firmemente instalados na classe média, estão usando as lojas de penhores para quitar as dívidas do cartão de crédito, cobrir despesas inesperadas ou simplesmente acessar uma linha de crédito mais barata”, completou o jornalista na publicação no New York Times.
 (Com informações do NYT)

Figurão da Camargo Corrêa, Eduardo Leite quer contar tudo o que sabe


Petrolão
Executivo da Camargo Corrêa negocia delação

Publicado: 5 de dezembro de 2014 às 0:35 - Atualizado às 0:59

Silvia Costanti - Valor - eduardo-hermelino-leite---vice-presidente-da-camargo-correa
Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente da Camargo Corrêa. Silvia Costanti/Valor


Preso na sétima fase da Operação Lava Jato, sob a acusação de participar de propinoduto para obter contratos na Petrobras, o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, decidiu negociar delação premiada. A informação, conhecida de advogados ligados ao caso, é de que o executivo teria assinado o acordo ainda nesta quarta-feira (3), no período da tarde, quando deixou a carceragem.


Eduardo Leite foi acusado pelo advogado Carlos Costa, outro réu, de ser um dos contatos do megadoleiro Alberto Youssef na construtora.


O advogado Carlos Costa, “laranja” de Youssef, acusou também João Auler, membro do conselho de administração da Camargo Corrêa.


Nos últimos dez anos, a empreiteira Camargo Corrêa recebeu dos governos do PT cerca de R$ 2 bilhões em transferências diretas.


Como mostraram Júlio Camargo e Augusto Mendonça, da Toyo Setal, delação premiada de empreiteiros pode representar o “fim do mundo”. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

São Pedro não dá conta!


http://www1.folha.uol.com.br/colunas/rogeriogentile


SÃO PAULO - Não é de hoje que Alckmin culpa São Pedro pela crise do abastecimento de água de São Paulo. Em 2003, quando houve uma situação similar à de agora, ainda que menos grave, o já governador dizia que o problema era "decorrente da maior estiagem em 70 anos".


Onze anos depois, apesar de vários estudos técnicos alertarem que a região metropolitana consumia muito mais água do que o recomendável (quase o dobro do indicado pela ONU) e produzia bem menos do que o necessário (um décimo do valor considerado como crítico), Alckmin continua a dizer a mesma coisa –a diferença é que agora estamos "na maior estiagem em 80 anos".


O ponto principal é que o Estado não se preparou adequadamente para uma nova temporada de seca. De 2003 para cá, o consumo de água aumentou 20,9% na área de atuação da Sabesp, mas a produção cresceu apenas 8,26%. Além disso, a empresa continua com um índice altíssimo (24,4%) de perdas na distribuição (vazamentos e fraudes), sem cumprir a própria meta de redução (deveriam ser de 20,4%). No Japão, o índice é de apenas 3%.


Entre outras medidas preventivas, São Paulo poderia, por exemplo, há muito tempo ter elevado o preço da água para frear o consumo ou ter instituído uma sobretaxa para quem gastasse em demasia. No início do ano, o governador chegou a anunciar uma "multa", mas desistiu por conta da eleição. Anteontem, voltou a falar sobre o assunto.


É evidente, no entanto, que o governo paulista não é o único responsável pela situação. Nas últimas décadas, autoridades das mais diversas instâncias não apenas fecharam os olhos como estimularam a ocupação urbana nas regiões de mananciais. E ainda continuam a fazer. Haddad, não faz 10 dias, em plena crise hídrica, autorizou a construção de moradias populares para 14 mil pessoas perto da represa do Guarapiranga.


Sem colaboração aqui embaixo, São Pedro não dá conta.

Comentario

O mesmo está acontecendo em Brasília, onde as empreiteiras compraram o Governo que está dando licença ambiental e permitindo a ocupação humana até nas bordas dos mananciais.O Rio São Bartolomeu está morrendo!

Anônimo