Sessão da polêmica Diario do Poder
Publicado: 1 de abril de 2014 às 14:45
A Câmara dos Deputados realizou sessão solene na manhã desta terça
(1º) para lembrar os 50 anos da tomada do poder pelos militares. O que
deveria ser um debate se tornou uma agressão ao Regimento Interno (RI)
da Câmara.
Logo no início da sessão, houve uma interrupção por causa de uma faixa parabenizando os militares que dizia: “Graças a vocês o Brasil não é Cuba”. Durante o discurso do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), defensor dos militares, vários manifestantes, incluindo seu desafeto, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), viraram de costas para o orador em forma de protesto.
De acordo com o presidente da sessão, deputado Amir Lando (PMDB-RO), essa atitude é proibida pelo RI. Lando pediu algumas vezes para que os manifestantes ou virassem de frente ou se retirassem do Plenário, afirmando que a democracia é um conflito de ideias e que um lado deve ouvir o outro. Enquanto isso, os manifestantes exibiam cartazes com os dizeres “A voz que louva a ditadura calou a voz da cidadania” e fotos de desaparecidos da época.
Bolsonaro continuou seu discurso e chegou a dizer que os contrários seriam “torturados com algumas verdades”. O deputado se referia ao livro do coronel Ustra “A Verdade Sufocada” que conta a história de um homem que recebeu a missão de defender o Brasil dos fanáticos terroristas. A obra seria uma autobiografia contando “a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”.
O deputado Jean Wyllys, um dos que ficou de costas, disse apenas que não queriam impedir o discurso de Bolsonaro, mas não iriam dar ouvidos a ele. Após a confusão, Amir Lando encerrou a sessão e os deputados se dirigiram ao Salão Verde para continuar informalmente.
Logo no início da sessão, houve uma interrupção por causa de uma faixa parabenizando os militares que dizia: “Graças a vocês o Brasil não é Cuba”. Durante o discurso do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), defensor dos militares, vários manifestantes, incluindo seu desafeto, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), viraram de costas para o orador em forma de protesto.
De acordo com o presidente da sessão, deputado Amir Lando (PMDB-RO), essa atitude é proibida pelo RI. Lando pediu algumas vezes para que os manifestantes ou virassem de frente ou se retirassem do Plenário, afirmando que a democracia é um conflito de ideias e que um lado deve ouvir o outro. Enquanto isso, os manifestantes exibiam cartazes com os dizeres “A voz que louva a ditadura calou a voz da cidadania” e fotos de desaparecidos da época.
Bolsonaro continuou seu discurso e chegou a dizer que os contrários seriam “torturados com algumas verdades”. O deputado se referia ao livro do coronel Ustra “A Verdade Sufocada” que conta a história de um homem que recebeu a missão de defender o Brasil dos fanáticos terroristas. A obra seria uma autobiografia contando “a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”.
O deputado Jean Wyllys, um dos que ficou de costas, disse apenas que não queriam impedir o discurso de Bolsonaro, mas não iriam dar ouvidos a ele. Após a confusão, Amir Lando encerrou a sessão e os deputados se dirigiram ao Salão Verde para continuar informalmente.
Sessão solene acaba em conflito na Câmara.
A sessão solene da Câmara foi suspensa, por alguns
minutos, após confusão gerada por uma faixa estendida na galeria do Plenário,
parabenizando os militares pelo golpe de 1964. "Graças a vocês o Brasil
não é Cuba", dizia a faixa, estendida por duas pessoas.
Cidadãos e deputados se manifestaram contra a faixa e houve
início de tumulto no Plenário, quando participantes da sessão solene arrancaram
um cartaz das mãos de Ivone Luzardo, presidente da União Nacional das Esposas
de Militares. O cartaz estampava as frases “Fora corruptos, comunismo aqui não”
e “Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor”. Chorando muito, Ivone criticou um clima
de “revanchismo” no País.
O presidente da sessão, deputado Amir Lando (PMDB-RO),
chegou a cogitar recolher todos os cartazes no Plenário, mas após críticas dos
líderes, voltou atrás. A sessão solene foi retomada após a faixa estendida na
galeria ser recolhida pelos seguranças da Câmara, por determinação da Mesa.
Em seguida, a sessão foi encerrada, após
parlamentares e manifestantes se recusarem a virar de frente para ouvir o
discurso do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), favorável ao golpe.
Deputados e outros convidados viraram de costas quando
Bolsonaro começou a discursar. Mas, conforme Lando, isso é proibido pelo
Regimento. Ele pediu para os manifestantes que não quisessem ouvir Bolsonaro se
retirassem, mas não foi atendido. “Democracia é conflito”, disse Lando. “As
partes têm que ouvir as outras”, completou. Manifestantes mostraram cartazes com os dizeres “A voz que
louva a ditadura calou a voz da democracia”, com fotos de desaparecidos
políticos.
"A gente não queria que ele [Bolsonaro] não falasse. O
que não queríamos era dar ouvido a ele", disse o deputado Jean Wyllys
(Psol-RJ), um dos que viraram de costas quando o deputado do PP começou o
discurso. (Portal da Câmara)
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