sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O SILÊNCIO DOS VENCEDORES E O ALARIDO DOS VENCIDOS



Às vésperas dos 50 anos, meio século e os acontecimentos político-militares de 1964 ainda se fazem presentes na vida nacional. 

Embora realmente tenha terminado no ano de 1985, a Contra Revolução de 1964 ou a Revolução Democrática Brasileira ainda frequenta a vida e a mídia nacional e sempre nos dias que antecedem seu aniversário as pautas e suas matérias recrudescem num crescente de importância levadas pela mídia em todos os seus canais de difusão. 

Não custa lembrar, mas a Contra Revolução nasceu de um grande movimento popular quando mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas das cidades de São Paulo e do Rio Janeiro para pedir ao Exército Brasileiro que impedisse a implantação de um regime totalitário comunista no Brasil. Infelizmente os mesmos indivíduos que queriam implantar essa doutrina no País são os que hoje ocupam o poder no País.

 
E foi esse grupo que enfrentou a democracia legalmente constituída e suas Leis, travando uma luta com táticas de guerrilhas nas cidades e no campo, apoiado pelo ditador Fidel Castro. Esse grupo matou, assassinou, cometeu atentados, sequestrou, roubou e, hoje, passados 50 anos, não usam mais armas, usam o poder conquistado pelo acesso livre do voto.

 
A esquerda comunista consolidou com o tempo a sua versão de que os militantes da luta armada combateram uma ditadura militar em defesa da liberdade e da democracia e que os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heroicas ações.

Não obstante estarem encastelados no poder criaram Comissões (parciais de suas) Verdades, que nada apuram a não ser somente um dos lados da Historia e, mesmo assim, só o que lhe convém.



Promovem novos exames ditos técnicos, contestando os laudos existentes, cadáveres são exumados na esperança do surgimento ou na plena convicção de que a invenção de novos dados possibilitem mais e mais acusações infundadas, reabrem processos na busca de supostos culpados, quartéis são inspecionados na desenfreada e tresloucada busca de provas. A prescrição penal simplesmente e a lei inexistem para eles.


Vejo um o revisionismo unilateral, pois outros atos de igual teor e até mais graves, perpetrados por eles mesmos no passado, como assaltantes, ladrões de bancos e principalmente terroristas, deixam de ser apurados por não favorecerem aos interessados em ver um Brasil cada vez mais socialista e comunizado. O silencio continua, mas não passam despercebidas essas atitudes. É muito fácil reescrever a História (como dizia Orwell: basta dominar o passado...).

 
Os segmentos políticos vencidos e derrotados fruto de um movimento socialista atuante e presente, continua adotando e se comportando de forma vil e característica no qual os vencedores ou nós os militares de uma maneira geral, ainda somos o inimigo a ser batido.Ficamos em silencio, retraímos por pressão mas nunca estaremos desatentos ao que acontece a nossa volta.

 
Somos coesos, pragmáticos no que se refere a “ORDEM E PROGRESSO” e não mudaremos a forma de pensar ou agir que troca ideias e que quer o melhor para nosso País e para o seu povo. Eles, a esquerda festiva, ainda confundem silêncio com ignorância; calma e discrição com aceitação; e mão amiga com fraqueza.

 
De que adiantou a Lei da ANISTIA, aquela dita de ampla, geral e irrestrita promulgada em 28 de Agosto de 1979: “É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares”. É triste mas é a realidade pois ao que parece de nada valeu.


A anistia não tem sido a meu ver um meio histórico para a reconciliação. A lei é clara e é descaradamente ignorada e desrespeitada! É triste, mas é a realidade.
Eu permaneço atento e fiel ao meu compromisso, não em silencio: ”Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia".

21 de fevereiro de 2014
Norton Luiz da Silva Costa é Coronel de Infantaria, na reserva.

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