domingo, 25 de outubro de 2015

O petista e a "saída" para a crise política.

Bruno Braga.

 
 
 
Diante de tantos escândalos, só mesmo um petista de carteirinha para se prestar ao papelão de defender a quadrilha que tomou de assalto o país. Mas, será que, mesmo assim, a cara não queima? Não, se o petista for Dimas Enéas. O bravo caradura se propõe, não só a proteger os seus cupinxas, mas a analisar uma "saída" para a "crise política" gerada pelos seus próprios correligionários.
 
O interessado pode ler o artigo de Dimas Enéas no site pro-PT "Barbacena Mais" [1]. Como esclarece a nota final, o texto foi redigido a partir de um debate que ocorreu na UFMG. Na Universidade que ultimamente tem se destacado nas páginas dos jornais como "boca de fumo", local para a venda de abortivos, para a promoção de protesto pelado de "revolucionários" LGBT-gayzistas e realização de uma tal "Oficina de Siririca" [2]. 
 
 
O curioso é que tudo isso - que deixa espantado qualquer um com o mínimo de bom senso - faz parte da agenda do partido do senhor Dimas Enéas: ABORTO - ASSASSINATO DE CRIANÇAS INOCENTES -, LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS e IDEOLOGIA DE GÊNERO na educação de crianças e jovens. Bom, se as ocorrências escabrosas não são capazes de quebrar no imaginário das pessoas o mito da Universidade como "Templo do Saber" - sobretudo o das "federais" -, poderiam pelo menos fazê-las suspeitar de que nem tudo o que se produz ali - e com dinheiro público - tem um compromisso efetivo com o conhecimento. É o caso do próprio artigo de Dimas Enéas.
 
O texto tem aquele estilo afetado, a marca própria de ambientes de auto-ensebação acadêmica, onde apenas "iniciados" e militantes estão à altura de compreender a "sublime" tipificação do governo Lula: "modelo de estado fordista fundado numa espécie de neoclientelismo a partir do próprio estado".
 
Para não perturbar excessivamente os "não-iniciados" com outros jogos conceituais, com estereótipos e chavões que pouco ou nada dizem, é salutar ir direto à chave de leitura do artigo. Ela está na conclusão, na qual Dimas Enéas declara que nem tudo está perdido. Para o petista, a "crise política" seria uma oportunidade para "fortalecer um fenômeno social de conscientização política de classes" - o que significa colocar tudo dentro da lente marxista da "luta de classes".
 
A consequência da iniciativa é a distorção dos fatos e a denúncia de uma série de alucinações paranoides. É a artimanha para defender os cupinxas. O leitor pode notar que, no texto, o PT, o "lulismo", a Presidente Dilma - "coitadinhos" - são sempre "vítimas", ou do PMDB, ou da "bancada ultra conservadora do Congresso Nacional", do "jornalismo", de "lideranças políticas neopopulistas" e, claro, das "classes abastadas".
 
Com relação a estas, Dimas Enéas se supera. Das duas, uma: ou é caso de pura má-fé ou sintoma de esquizoidia aguda. Na cabeça do petista, os "escândalos de corrupção" alimentam o "ódio" das "classes abastadas". Como o "governo" nunca as "beneficiou", então elas lançam a calúnia de que se "rouba dos cofres públicos para sustentar um projeto de poder". O leitor que ainda tem pelo menos o dedão de um dos pés na realidade certamente irá se questionar: "eu realmente li isso?"
 
Ora, não é alarde ou invencionice das tais "classes abastadas", são autoridades policiais e judiciais que diariamente revelam os mecanismos do amplo esquema comuno-petista e confirmam a trama para a perpetuação no poder. O "mensalão" foi apenas uma pequena amostra disso - aos poucos as suas extensões estão sendo reveladas, entre elas, na Petrobrás e no BNDES.
 
Dimas Enéas fala em "ódio". Mas, sem um referencial, sem um exemplo sequer do que ele denuncia como "a velha direita racista e conservadora brasileira", parece que é ele mesmo quem, no ato da invenção de "inimigos" malignos para encenar a quixotesca "luta de classes", derrama espuma pelos cantos da boca. E não é por acaso, pois o "ódio" está na essência da "luta de classes". Se o leitor tiver alguma dificuldade em concebê-lo em termos teóricos, basta olhar para os seus efeitos concretos. Para os regimes comunistas, que na sua batalha de "redenção da humanidade" e defesa do "povo" foram - e são - a maior e mais eficiente máquina de produzir cadáveres, miséria e opressão.
 
Para concluir, é interessante olhar para a data de hoje. Certa vez, Dimas Enéas escreveu que Nossa Senhora Aparecida é um mito imaginário criado pela Igreja Católica para fortalecer o poder político do Vaticano no Brasil [3]. Naquela oportunidade, ele desprezou a história e os fatos. Mas, é ele mesmo quem agora tenta lançar uma nuvem "ideológica" para ofuscar as ações daqueles com os quais tem um vínculo partidário. O petista não mede esforços, contorcionismos e afetações acadêmicas para proteger o projeto comuno-petista de poder. 
 
 
É a típica estratégia leninista: acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é. Em meio às dificuldades do momento, os brasileiros celebram a padroeira do país em uma festa de devoção e piedade. No entanto, para Dimas - que também é professor e sindicalista - a "crise política" é a oportunidade perfeita para pregar a "luta de classes", para disseminar o "ódio" que ele diz condenar.
 
REFERÊNCIAS.
 
 
[2]. "A 'Pátria Educadora' comuno-petista: abortismo, pedofilia e gayzismo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/10/a-patria-educadora-comuno-petista.html].
 
[3]. Cf. "PETISTA afirma: Nossa Senhora Aparecida é uma criação da Igreja Católica" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/06/petista-afirma-nossa-senhora-aparecida.html].

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