quarta-feira, 1 de outubro de 2014

DataCP: Dilma 38%, Marina 27%, Aecio 22%

aecio
Ontem, 30/09, saíram as mais recentes pesquisas do Datafolha e IBOPE. A boa notícia é que o segundo turno está garantido. A má notícia é que finalmente o PT conseguiu aumentar a taxa de rejeição tanto de Aécio Neves como de Marina Silva. Como resultado, esse primeiro turno constituiu-se de vida fácil para o PT.

Ainda teremos o debate da Globo na quinta-feira, 02/10, portanto a diferença de 5 pontos entre Marina Silva e Aécio Neves pode ser reduzida.

Atualmente, Marina está em queda livre, praticamente neutralizada pela campanha petista. O detalhe é que o PT consegue disparar suas armas na direção de Aécio Neves também.

A verdade é que as duas campanhas não foram bem. Foram lerdas de raciocínio, não souberam desconstruir o PT e não conseguiram rebater todos os ataques.

Enquanto isso, o PT teve praticamente o monopólio do ataque.

Esta tem sido a campanha mais fácil da história do PT, de acordo com a postura dos adversários, embora o cenário não esteja favorável ao partido (denúncias de corrupção, o país à beira da falência, etc.). Quem tem tornado as coisas fáceis para o PT são os marqueteiros do PSDB e do PSB.

No caso de Marina Silva, uma sugestão é que se ela for para o segundo turno, que mexa em seu time.

De preferência, que dê um chute nos fundilhos de Luiza Erundina, essa sim uma petista retinta. A campanha marinista precisa de muito mais malícia e assertividade do que tem demonstrado.

No caso de Aécio Neves, se ele for para o segundo turno, sua campanha precisará perder uma mania terrível, suficiente para alijá-lo da disputa: a de não revidar todos os ataques.

Por exemplo, quando Dilma diz que havia o “engavetador-geral da República”, Aécio deve responder dizendo “a acusação de Dilma é tão cretina que ofende um procurador geral sem conseguir provar nada contra ele”. Em seguida, basta apontar o número de inquéritos arquivados por Rodrigo Janot e dizer: “não tenho culpa se no teu governo os crimes se tornaram a regra, de forma que há muitos inquéritos cheios de provas”. Pergunta: a campanha de Aécio faz isso? Vai ter que começar a fazer.

Outro exemplo: quando Dilma diz que o “o governo FHC quebrou o país três vezes”, ele deve rebater dizendo “o governo FHC trouxe estabilidade e não maquiou os números, ao contrário do governo do PT, que divulga via IBGE uma taxa de desemprego que é a metade da taxa real, do DIEESE; essa é a diferença de quem trabalha, como nós, e de quem devasta um país e depois só vive de propaganda”.

Mais um exemplo, ainda focado na corrupção? Dilma disse no debate anterior que demitiu Paulo Roberto Costa. Aécio Neves pode dizer: “Vergonhosamente, Dilma mentiu no debate anterior, pois tenho em mãos aqui a ata da reunião do conselho da Petrobrás, mostrando que ele renunciou e, mais, foi elogiado pelos serviços prestados em uma reunião de conselho envolvendo, entre outros, Guido Mantega e Graça Foster. Deixe de enganar o eleitor, pois isso está escrito em ata.”

A coisa vai ter que ser nesse nível e nesse tom, caso contrário nem adiantará ir para o segundo-turno.
Repetindo, Sr. Aécio, de forma tão clara quanto a neve: se você tomar 3 tocos de Dilma, terá que dar no mínimo 3 estocadas de volta, em contra-ataques. E isso vale para qualquer interação, seja em debate televisivo, seja no resto do debate público. A matemática é bem simples e não é possível errar.

Basta contar os ataques (leve um papel para anotar na hora do debate) e saiba que um ataque tem que gerar no mínimo um contra-ataque. Isso sem contar os ataques espontâneos, que não precisam ser contra-ataques. Ironias são úteis, piadinhas também, mas se não for adotar a tática de revide ao terrorismo, poderemos dizer que o senhor foi para o segundo turno para tirar a chance de alguém que podia vencer o PT. Mas agora é o justo: “Estamos todos confiando no senhor”.

Enfim, os dados estão lançados. E, como de costume, devemos sempre deixar bem claros: o PSDB tem a obrigação moral de tirar o PT do poder. Devemos cobrá-los disso.

datacp


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