domingo, 9 de março de 2014

Família do Ceará fica 'careca' para apoiar cabeleireira com câncer

09/03/2014 06h00 -

Marido, filhos, neto e cunhados rasparam o cabelo e fizeram surpresa.


Cabeleireira teve que cortar o cabelo após os efeitos da quimioterapia.

Do G1 CE

No centro, Luciene Domingues. À esquerda, o genro, o neto e a filha. À direita, o marido e dois filhos. (Foto: Cícero Torres/Arquivo Pessoal)Da esquerda para direita Cícero Torres, Samuel, Geana Torres, Luciene Domingues, o marido José Gomes e os cunhados Raul Alves e Rafael Victor.


No mesmo dia em que a cabeleireira Luciene Domingues, de 50 anos, raspou o cabelo durante o tratamento de um câncer de mama, o marido, os três filhos, o genro e o neto dela fizeram uma surpresa e surgiram também todos “carecas”. 

A família do município de Itapipoca, a 117 quilômetros de Fortaleza, deu a um momento difícil uma “dose alta” de autoestima e apoio. 

Foi tão emocionante, uma demonstração de amor, de carinho. Uma forma de dizer: 'Estamos juntos'. Me encorajou muito. Tive mais força para seguir em frente” diz a cabeleireira.


A ideia foi da filha mais velha de Luciene, a dona de casa Geana Torres. “Pela manhã, ela decidiu cortar o cabelo. Para deixar ela mais feliz e dar força, resolvemos fazer. 

Saímos um por um e fomos até o salão. Depois que nós fizemos isso, ela deu uma animada. Valeu muito a pena”, diz. Até o filho de Geana, Samuel, de três anos, participou da homenagem à avó.

Por ter um tipo de câncer raro e mais agressivo, os efeitos após um dia da primeira sessão de quimioterapia fizeram com que a cabeleireira decidisse logo raspar o cabelo.

 “Os fios começaram aparecer nas minhas mãos, no travesseiro. Não queria ver o cabelo caindo ainda mais”, conta. Luciene que trabalhava com a beleza e adora cores e estampas fortes agora já coleciona lenços e perucas. 


“Os médicos dizem que toda vez que a gente chora, a imunidade baixa. Toda vez que compro ou ganho um chapéu ou lenço, minha imunidade sobe”, brinca.

Para a cabeleireira, que descobriu o câncer após exames no mês de fevereiro, a vontade de enfrentar e se curar da doença ganha mais força com o apoio da família.

 “O amor, o carinho ajuda muito. Acho que 90%. Quando estou ficando triste, vejo todos carequinhas, solto logo um sorriso. Quero deixar uma lição de fé e superação”, afirma Luciene.


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