segunda-feira, 21 de abril de 2014

Jogo esquerdista: Julgamento pelo futuro



Um dos jogos mais poderosos dos esquerdistas, este se baseia em, após a projeção na mente da platéia de que o futuro hipotético irá ocorrer, fazer o julgamento de todo o presente de acordo com esse futuro.

E por que isso é tão poderoso? Simples. É por que não passa de um processo hipnótico.

Vamos entender um pouco da hipnose erickssoniana, para compreender como esse processo funciona, pois o julgamento pelo futuro é utilizado até na religião assim como também em um processo de emagrecimento.

Vejamos como seria no caso do cristianismo. Existe a crença de uma vida após a morte em um paraíso, onde não existirão mais dores. Nem sofrimento. A partir do momento em que alguém visualiza este futuro, o presente pode ser julgado como uma ABOMINAÇÃO justamente por ser bastante diferente deste futuro projetado.

Agora, vejamos em um processo de emagrecimento. Imagine alguém que pesa 100 quilos, e queira perder 35. O hipnotizador poderá dizer para que esta pessoa relaxe, visualize a si próprio com um colesterol 5 vezes menor, com maior desempenho sexual e conquistando garotas que antes não conseguiria. 

Estando a imagem desse futuro projetada, a pessoa pode ser orientada a visualizar o presente como uma ABOMINAÇÃO, justamente por ser diferente deste futuro muito melhor.

A regra é clara: os parâmetros para julgamento do que é certo ou errado, bom ou ruim, desejável ou indesejável não são fundados no presente e nem no passado, mas no futuro idealizado.

É claro que a questão da religião cristã e do caso do emagrecimento são apenas dois exemplos da aplicação da estratégia, que tem função essencialmente hipnótica, e não estou fazendo juízo de valor quanto a ela ser errada ou não.
No caso da religião cristã, alguém poderá deixar de pecar por causa disso. No caso do emagrecimento, alguém poderá conseguir perder peso mais rápido.

A diferença, nesses dois casos, em relação à aplicação desta estratégia pela esquerda é que no caso do cristianismo o futuro idealizado ocorreria somente após a morte. E no caso do gordinho que quer perder 35 quilos, o hipnotizador poderá mostrar vários casos de pessoas que perderam a mesma quantidade de peso e melhoraram a qualidade de vida. Assim, esse futuro não é uma utopia, mas sim algo viável.

Sendo assim, esses dois exemplos mostram como se julga algo pelo futuro (no primeiro caso, um futuro em outra vida, e no outro um futuro que já é presente para várias pessoas) assim como impactos psicológicos poderosos podem ser obtidos.

Mas no caso da esquerda, o buraco é mais embaixo. Muito mais embaixo.
Isso por que o futuro idealizado não tem expectativas viáveis de que irá ocorrer. Não há indícios científicos de que possa ocorrer. Mas mesmo assim será projetado.

Um caso pode ser o daquela feminista radical que afirme o seguinte: “Chegará um futuro no qual não existirá diferenças entre cargos conquistados na liderança das empresas entre homens e mulheres. Se existirem 50 CEOs homens, existirão no mínimo 50 CEOs mulheres com o mesmo poder.”
Se alguma mulher cair nesse discurso feminista, o olhinho irá brilhar. Talvez até lágrimas escorrerão por sua face.

Mas e os fatos? A totalidade dos homens quer buscar conquistas cada vez maiores no mercado de trabalho. Algumas mulheres querem isso. Outras querem arrumar um marido, o qual irá buscar as tais conquistas profissionais.  Logo, hoje a conquista de posições no mercado de trabalho por mulheres é uma OPÇÃO, assim temos algumas que querem priorizar a carreira e outras a criação de filhos. E isso é plenamente normal. 

Além disso, temos o fato de que o homem possui mais testosterona que a mulher, e isso o leva a lutar mais pelo poder. Sabemos que a taxa de testosterona influencia não só a luta por poder como também a agressividade. (Aliás, notem a quantidade de crimes violentos praticados por homens em relação aos praticados por mulheres)

E tem mais. Temos uma contingência de motivação (nem todas as mulheres querem o poder, algumas querem a família) e de natureza biológica (o homem tem maior quantidade de testosterona).

Ou seja, se julgamos pelo passado (histórico, científico), não há nada de errado no fato de que a maioria dos CEOs é composta de homens. Mas, como já vimos no passado que algumas mulheres também já se deram bem no poder, sabemos que seria uma burrice impedi-las de tentarem cargos e posições. 


Note que essa conclusão defendida por mim é baseada em um julgamento pelo passado e pelo presente. É oposta à estratégia da esquerda, no caso ficar chamando de uma ABOMINAÇÃO o fato de que o número de CEOs homens seja maior do que o de mulheres.

Outro exemplo que eu poderia citar é a questão dos gays.

Afirmar que um gay está em posição de IGUALDADE em relação a um heterossexual é no mínimo uma alucinação. Um gay não passa seu genes para a frente. E, em termos evolutivos, podemos dizer que a vida tem dois sentidos: (1) sobrevivência, (2) replicação. Aqueles reprodutores de sucesso irão criar seus filhos em famílias tradicionais, para que de novo eles executem os dois processos (sobrevivência e replicação) e assim por várias linhagens os genes prosseguirão. 

Os casais gays são, portanto, nesse julgamento pelo passado e pelo presente (novamente nas perspectivas históricas e científicas), exceções à regra. Devem ser respeitados como seres humanos? 

Claro que sim. Devem ser maltratados? De jeito algum. A lei que protege um heterossexual de sofrer violência é a lei que deveria proteger um homossexual. Mas não adianta pensarem que eles serão A REGRA de comportamento no mesmo nível que é o comportamento heterossexual. Não há um indício biológico que nos leve a isso.

Agora, imagine como faria um esquerdista nessa questão. Agiria de maneira oposta. Ele diria ao gay algo do tipo: “Chegará um dia no qual o gay será considerado igual a um heterossexual. 

Não haverá motivos para você não se enturmar com heterossexuais. Você e seus amiguinhos héteros sairão para as ‘caçadas’ noturnas, e enquanto você irá atrás de homens, eles irão atrás de mulheres. E acharão tudo normal”. Pronto! Está projetado o futuro. A partir desse momento, basta considerar qualquer fuga disso como uma ABOMINAÇÃO. Ou seja, se um pai ficar chateado por um filho virar homossexual, esse pai deverá ser apedrejado moralmente, pois no futuro projetado um gay é exatamente igual um heterossexual.

Se você pegou bem o jeitão da estratégia, notou que é um recurso praticamente ilimitado. Isso por que o futuro a ser projetado é ILIMITADO. Basta usarem recursos adequados de hipnose, que alguns poderão acreditar em absolutamente tudo, e, a partir disso, achar condenável a vida corrente.

Mesmo em aspectos que são absolutamente normais e para os quais não há válvulas de escape cientificamente viáveis. Não que esse futuro seja viável ou mesmo possível, mas simplesmente o suficiente para fazer com que alguém fique indignado com a “situação atual”.

Caso o esquerdista também seja convincente ao mostrar para o seu adepto ou para a platéia que ele é o encarregado de tirar as coisas da “horrenda situação atual”, e levá-lo ao futuro prometido, ele estará embutindo uma outra estratégia junto, a da Obtenção de Autoridade Moral.

Note que o futuro prometido pode ser adiável ad aeternum, o que importa é ter um “gancho” psicológico para ir criticando o “horripilante estado atual das coisas”, e continuar prometendo coisas.

O sucesso da estratégia é medido pelo grau de indignação da plateia em relação ao “estado atual das coisas” em comparação com o futuro projetado pelo esquerdista.

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