sexta-feira, 11 de julho de 2014

Antes seu governo tinha "padrão Felipão". Depois da derrota, a espertalhona joga culpa no treinador. É o "padrão Dilma".




Em julho do ano passado, na euforia com a conquista da Copa das Confederações, com vitória exuberante sobre a campeã mundial Espanha, Dilma grudou sua imagem a do técnico da Seleção. "Meu governo é padrão Felipão", rotulou, numa resposta aos manifestantes que pediam serviços públicos "padrão Fifa".

O desafio para o marqueteiro da presidente agora é fazer a separação de imagens. Segundo análise do Valor Econômico, a entrevista à CNN, que foi ao ar ontem, indica três respostas de Dilma para se desgarrar da seleção, à qual continuou a se vincular ao longo da Copa do Mundo.

A primeira é responsabilizar, ainda que indiretamente, Luiz Felipe Scolari, juntando-se às críticas dos torcedores/eleitores. Ontem, na entrevista, ela disse que “faltou treinamento”.  

A segunda é minimizar o descontentamento da população - seja ao reconhecer a qualidade do adversário ou destacar a necessidade de ser um bom perdedor. Neste ponto, Dilma apela para o tradicional “fair-play” pregado pela Fifa.

A terceira é a proposta de "renovação" do futebol brasileiro, que deveria impedir a exportação de craques para que os torcedores encham os estádios. Os petistas já começam a falar em intervenção na CBF e Aldo Rebelo, ministro comunista do PCdoB, fala até mesmo em estatização prevista da velha e surrada cartilha do seu partido.

No entanto, é inegável que todos os argumentos contrariam o discurso oficial de antes da vexatória derrota contra a Alemanha.  E foge do essencial. Justificar ao país porque uma Copa que só deu certo em função do jeitinho brasileiro, da alegria e hospitalidade do nosso povo, tenha custado R$ 30 bilhões, o triplo do que custou a última edição na África do Sul. Dinheiro que, se bem gerido e sem superfaturamento, poderia ter deixado um legado que foi prometido e não foi cumprido por Dilma.
 

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