Cerca de 320 mil usuários do transporte público do DF foram prejudicados com a paralisação de quatro empresas
luana.lopes@jornaldebrasilia.com.br
Em mais um dia de
paralisações, a ida para o trabalho foi complicada na manhã desta
quarta-feira (16).
Cerca de 320 mil usuários do transporte público do
Distrito Federal foram afetados pela greve dos rodoviários das empresas
Pioneira, Marechal e São José. De acordo com o Transporte Urbano do DF
(DFTrans), mais de 1600 ônibus, incluindo os que fazem as rotas do BRT
Expresso Sul, estão paralisados, atingindo moradores de diversas regiões
da capital, como Santa Maria, Gama, Ceilândia, Samambaia e Planaltina.
Paralisados desde às 7h
da manhã, a volta para casa promete mais problemas para os passageiros
que dependem dos ônibus. De acordo com Leandro Pereira, diretor do
Sindicato dos Rodoviários, os trabalhadores só voltam a trabalhar quando
ocorrer o depósito dos 20% de reajuste salarial acertado entre
empresários e o Governo do Distrito Federal (GDF) no início do mês de
junho. O combinado era de que o pagamento fosse feito até ontem.
No terminal de Santa
Maria, o cenário era de caos. Centenas de passageiros estavam com a
expectativa de que os ônibus voltassem para seguirem ao trabalho ou
compromissos marcados. Carlos Wemerson de Oliveira chegou ao local por
volta das 7h10 e não sabia o que fazer para chegar ao trabalho, no
Riacho Fundo I. Vendedor em uma loja de celulares, ele temia levar
falta. “Os chefes não entendem. Se eu não for trabalhar hoje, vão
descontar um valor muito alto do meu salário”, diz. A atendente de
lavanderia, Marília Rodrigues, estava na mesma situação. Ela chegou a
ligar para o chefe, mas ele pediu que ela desse um jeito de chegar ao
trabalho. Sem opções, ela apenas decidiu esperar.
NEGOCIAÇÕES
As paralisações começaram
na manhã de terça-feira (15), quando os motoristas e cobradores das
cooperativas Coortarde e Riacho Grande cruzaram os braços com a
justificativa de que não receberam o pagamento do mês de julho. Na
ocasião, o DFTrans disponibilizou ônibus extras para atenderem os
moradores das cidades afetadas.
Um motorista da empresa
Pioneira, que prefere não se identificar, reclama que os atrasos são
frequentes, mas que os rodoviários fazem o possível para não paralisarem
os trabalhos. “Infelizmente, a população não entende o nosso lado. A
greve é a última opção”, conta. Segundo o diretor Leandro Pereira, o
sindicato dos rodoviários está em negociação com os empresários para
tentar resolver a situação.
Maria do Socorro Amaral,
moradora de Santa Maria, se sente prejudicada com as paralisações, mas
compreende o lado dos rodoviários. “Estão lutando pelos direitos deles”,
afirma. O Jornal de Brasília tentou entrar em contato com os representantes das empresas, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
PROTESTOS
Moradores do Gama
fecharam os dois sentidos da DF-480 no início da manhã. Revoltados com a
falta de ônibus, cerca de 80 pessoas, de acordo com a Polícia Militar,
bloquearam a principal saída da cidade, provocando congestionamentos na
via.
Fotos recebidos no Whatsapp JBr.:
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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