terça-feira, 6 de maio de 2014

SOB GOVERNO DO PT BRASIL EMPACA E CRESCIMENTO DA ECONOMIA EM 2014 NÃO ULTRAPASSARÁ 1,8%


 
 

OCDE reduz previsão de crescimento do Brasil em 2014 para 1,8%

Em 2015, Produto Interno Bruto (PIB) do país cresce 2,2%, estima a Organização. As projeções para ambos os anos diminuíram

O ministro da Fazenda Guido Mantega durante coletiva, em São Paulo anunciando o crescimento do PIB


Para Mantega, economia brasileira cresce 2,3% em 2014 

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano para 1,8%, segundo relatório divulgado nesta terça-feira. A estimativa anterior, divulgada em novembro, era de 2,2%. Para a organização, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2,2% em 2015, também abaixo da previsão passada, de 2,5%.


"A economia (brasileira) perdeu seu impulso apesar de a inflação permanecer teimosamente acima do centro da meta. A política monetária mais apertada, a menor demanda externa e as incertezas políticas geradas pela eleição presidencial devem pesar na atividade durante 2014", explica a OCDE. "Em 2015, o crescimento do PIB deverá aumentar um pouco, mas com restrições persistentes na oferta, incluindo um mercado de trabalho apertado, e necessidade de continuidade das políticas macroeconômicas apertadas para segurar a demanda doméstica."

Já a economia mundial deve crescer 3,4% neste ano e acelerar para 3,9% no próximo, estimou a organização. Para a OCDE, as economias avançadas vão ter cada vez mais que conduzir a recuperação já que os países em desenvolvimento, que cresciam de forma rápida, perdem fôlego. "Ainda não saímos da fase crítica, porque o que estamos vendo são números melhores, mas os riscos ainda existem", disse à Reuters o secretário-geral da entidade, Angel Gurría. "Crescimento baixo ainda existe, números muito altos de desemprego ainda existem".


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Inflação - Mesmo com a economia mais lenta, a OCDE elevou a previsão de inflação no Brasil para 5,9% em 2014, acima da estimativa de 5,5% em novembro. Para 2015, a expectativa é de que a inflação encerre o ano em 5,5%, ante os 5,1% divulgados anteriormente. Segundo a OCDE, a situação deve-se ao aquecido mercado de trabalho e aos gargalos no lado da oferta. Para amenizar o aumento dos preços, no entanto, a organização sugere um Banco Central independente, o fim da vinculação entre aumentos do salário mínimo e dos benefícios sociais e o término do crédito subsidiado no país.

"O mercado de trabalho continua apertado, dando origem a pressões salariais persistentes apesar do crescimento lento do emprego. Restrições no lado da oferta incluem o lento crescimento dos investimentos, os gargalos de infraestrutura, proteção comercial, impostos elevados e distorções e baixos níveis de capital humano e físico", informou a OCDE.

Segundo a entidade, o BC aumentou "adequadamente" a taxa de juros para combater a remarcação de preços. "As pressões inflacionárias vão recuar lentamente à medida que os efeitos das políticas macroeconômicas contracionistas tornam-se mais visíveis". Apesar do elogio, a organização também disse que é preciso continuar com o esforço. "Manter as expectativas de inflação ancoradas exigirá ação política monetária firme e contenção nos volumes de crédito oficial. O aperto da política fiscal planejado para 2014 precisa ser executado", afirmou.

Há grande diferença da expectativa de inflação para o Brasil com o restante dos países do estudo. Para 2014, por exemplo, a OCDE prevê alta dos preços de 1,6% na média dos 34 países da entidade, como Estados Unidos (1,3%), zona do euro (0,7%) e Japão (2,6%). Para a China, a projeção é de alta de 2,4%. Para o ano seguinte, a expectativa de inflação média para os países da OCDE é de aceleração de 1,9%, também abaixo da previsão para o Brasil.

Solução - Diante da reação já executada, dos passos prometidos pela equipe econômica brasileira e do fraco aumento da produtividade da economia nacional, a OCDE prevê que o processo de desinflação "terá custos em termos de crescimento e desemprego". "Mas atrasar a ação só aumentaria os custos. O aumento mais rápido no investimento em infraestrutura, o fim de barreiras comerciais e a reforma tributária são necessários para aumentar o crescimento potencial", afirmou a entidade, ao comentar que uma "agenda política ambiciosa das autoridades para o investimento em infraestrutura pode proporcionar algum alívio" no crescimento potencial.

(Com agência Reuters e Estadão Conteúdo)


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